O
Olho Seco é uma condição oftalmológica que afeta milhões de pessoas em todo o
mundo, e estudos1, mostram que as mulheres são significativamente
mais propensas a desenvolver essa condição do que os homens. Estima-se que a
prevalência do Olho Seco em mulheres seja mais que o dobro daquela encontrada
nos homens, especialmente após os 50 anos, devido às mudanças hormonais que
ocorrem durante a menopausa1.
A
condição atinge, em média, 13% da população brasileira, com uma proporção de
três mulheres para cada homem, de acordo com dados da Tear Film Ocular Surface
Society (TFOS), maior organização de educação e pesquisa sobre o filme lacrimal
do mundo. Em São Paulo, a prevalência na população adulta é de 24%, enquanto
entre estudantes universitários a incidência é de 23%, influenciada por fatores
como uso de telas, lentes de contato e menos de seis horas de sono3.
“A
fase de transição hormonal das mulheres pode estar associada ao comprometimento
da qualidade de vida e saúde ocular, com aparecimento de sintomas da doença do
Olho Seco, muitas vezes confundidos com cansaço ou envelhecimento natural”, explica a Dra. Wania Regattieri De Biase, médica
oftalmologista e diretora de Educação Profissional da Alcon para América
Latina.
Destaques relevantes:
- 1 em cada 4 pessoas no mundo relata sintomas da síndrome, muitas
vezes sem diagnóstico.
- No Brasil, 13% da população sofre com o problema, com prevalência
três vezes maior em mulheres.
- Cerca de 30 milhões de brasileiras estão na faixa etária do
climatério e menopausa, e 82% apresentam sintomas que afetam sua qualidade
de vida.
- A maior prevalência do Olho Seco nas mulheres pode ser atribuída a
vários fatores, como: flutuações hormonais durante a menopausa, gravidez e
uso de contraceptivos podem afetar a produção de lágrimas1.
Escolha de colírios:
- A escolha correta do colírio é fundamental no tratamento do Olho
Seco. Embora muitas pessoas acreditem que todos os colírios têm a mesma
função, isso não é verdade. Há diferentes categorias de produtos, e os
lubrificantes oculares — também conhecidos como lágrimas artificiais — são
os mais indicados para aliviar os sintomas da síndrome por
atuarem diretamente na reposição e estabilização do filme lacrimal. Já os
colírios com vasoconstritores, por exemplo, não
devem ser usados para esse fim, pois podem mascarar
sintomas e até agravar o quadro com o uso contínuo. Por isso, a orientação
de um oftalmologista é essencial para garantir o tratamento adequado e
seguro.
“Nem
todos os colírios são iguais. Há opções que oferecem conforto e alívio
prolongando em função dos mecanismos de ação presentes na sua formulação, como
é o caso dos produtos da linha Systane®, da Alcon, formulados com
tecnologias patenteadas e com longa duração”, complementa Dra. Wania.
Conscientização da doença:
A
conscientização sobre a prevalência do Olho Seco nas mulheres é crucial para
promover a saúde ocular e melhorar a qualidade de vida. Com as informações
corretas e cuidados preventivos, é possível minimizar os sintomas e viver de
forma mais confortável.
- A relação direta entre menopausa e olho seco
Os hormônios sexuais influenciam a produção de
lipídios pelas glândulas de Meibomius, responsáveis pela camada oleosa do filme
lacrimal. A diminuição desses hormônios pode resultar em um filme lacrimal mais
instável e propenso à evaporação, que pode causar olho seco.
- Diagnóstico, prevenção e opções de tratamento
O diagnóstico, prevenção e tratamento do olho seco
envolvem avaliação oftalmológica, medidas para reduzir os sintomas e tratamento
com colírios lubrificantes que contenham HP-Guar que, aliado a outros
componentes, prolonga a lubrificação e protege a superfície ocular por até 8
horas.
A prevenção inclui medidas como piscar com mais
frequência, especialmente ao usar dispositivos digitais, manter o ambiente
úmido, proteger os olhos do vento e da poluição, e manter uma boa higiene
palpebral.
- O impacto da saúde ocular na qualidade de vida
da mulher
A saúde ocular tem um impacto significativo na
qualidade de vida da mulher, afetando sua autonomia, bem-estar emocional e
capacidade de desempenhar tarefas diárias. Alterações hormonais, como as que
ocorrem durante a gravidez e menopausa, podem desencadear problemas como olho
seco, visão embaçada e maior sensibilidade à luz, impactando diretamente a
rotina e o humor.
“A
redução dos níveis hormonais também impacta os tecidos oculares e a composição
das lágrimas. Como consequência, muitas mulheres nessa fase da vida relatam
sintomas como ressecamento ocular, sensibilidade à luz, visão embaçada,
sensação de queimação e a impressão de ter areia ou um corpo estranho nos
olhos. Curiosamente, até mesmo o excesso de lágrimas pode indicar a doença do
Olho Seco. Apesar de os olhos lacrimejantes parecerem estar bem lubrificados,
esse aumento na produção de lágrimas pode ser uma resposta do organismo para
tentar compensar a falta de umidade ocular”, explica a Dra. Mônica Alves, oftalmologista e professora da UNICAMP,
embaixadora da TFOS no Brasil.
Dra. Monica Alves - médica
oftalmologista, especialista em Superfície Ocular e Olho Seco, e embaixadora da
Tear Film & Ocular Surface Society (TFOS) no Brasil. Ela atua em parceria
com a Alcon, líder global em cuidados com a visão
Dra. Wania Regattieri De Biasi - Renomada oftalmologista, especialista em saúde
ocular e diretora de educação profissional da Alcon Latam. Com vasta
experiência na área, ela tem se destacado por seu trabalho na conscientização
sobre a Síndrome do Olho Seco.
Referências
- Dry Eye Disease: Consideration for Women’s
Health Cynthia Matossian, MD, FACS,1 Marguerite McDonald, MD,2 Kendall
Donaldson, MD, MS,3 Kelly K. Nichols, OD, MPH, PhD,4 Sarah MacIver, OD,5
and Preeya K. Gupta, MD6
- Is dry eye an environmental disease? O olho
seco é uma doença relacionada a exposição ambiental? Monica Alves1,
Priscila Novaes2, Monica de Andrade Morraye3, Peter Sol Reinach1, Eduardo
Melani Rocha1
Associação dos Portadores de Olho
Seco (APOS)
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