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sexta-feira, 6 de março de 2026

Olho Seco: Por Que as Mulheres São Mais Vulneráveis

 

O Olho Seco é uma condição oftalmológica que afeta milhões de pessoas em todo o mundo, e estudos1, mostram que as mulheres são significativamente mais propensas a desenvolver essa condição do que os homens. Estima-se que a prevalência do Olho Seco em mulheres seja mais que o dobro daquela encontrada nos homens, especialmente após os 50 anos, devido às mudanças hormonais que ocorrem durante a menopausa1.

A condição atinge, em média, 13% da população brasileira, com uma proporção de três mulheres para cada homem, de acordo com dados da Tear Film Ocular Surface Society (TFOS), maior organização de educação e pesquisa sobre o filme lacrimal do mundo. Em São Paulo, a prevalência na população adulta é de 24%, enquanto entre estudantes universitários a incidência é de 23%, influenciada por fatores como uso de telas, lentes de contato e menos de seis horas de sono3.

“A fase de transição hormonal das mulheres pode estar associada ao comprometimento da qualidade de vida e saúde ocular, com aparecimento de sintomas da doença do Olho Seco, muitas vezes confundidos com cansaço ou envelhecimento natural”, explica a Dra. Wania Regattieri De Biase, médica oftalmologista e diretora de Educação Profissional da Alcon para América Latina.


Destaques relevantes:

  • 1 em cada 4 pessoas no mundo relata sintomas da síndrome, muitas vezes sem diagnóstico.
  • No Brasil, 13% da população sofre com o problema, com prevalência três vezes maior em mulheres.
  • Cerca de 30 milhões de brasileiras estão na faixa etária do climatério e menopausa, e 82% apresentam sintomas que afetam sua qualidade de vida.
  • A maior prevalência do Olho Seco nas mulheres pode ser atribuída a vários fatores, como: flutuações hormonais durante a menopausa, gravidez e uso de contraceptivos podem afetar a produção de lágrimas1.


Escolha de colírios:

  • A escolha correta do colírio é fundamental no tratamento do Olho Seco. Embora muitas pessoas acreditem que todos os colírios têm a mesma função, isso não é verdade. Há diferentes categorias de produtos, e os lubrificantes oculares — também conhecidos como lágrimas artificiais — são os mais indicados para aliviar os sintomas da síndrome por atuarem diretamente na reposição e estabilização do filme lacrimal. Já os colírios com vasoconstritores, por exemplo, não devem ser usados para esse fim, pois podem mascarar sintomas e até agravar o quadro com o uso contínuo. Por isso, a orientação de um oftalmologista é essencial para garantir o tratamento adequado e seguro.

“Nem todos os colírios são iguais. Há opções que oferecem conforto e alívio prolongando em função dos mecanismos de ação presentes na sua formulação, como é o caso dos produtos da linha Systane®, da Alcon, formulados com tecnologias patenteadas e com longa duração”, complementa Dra. Wania.


Conscientização da doença:

A conscientização sobre a prevalência do Olho Seco nas mulheres é crucial para promover a saúde ocular e melhorar a qualidade de vida. Com as informações corretas e cuidados preventivos, é possível minimizar os sintomas e viver de forma mais confortável.

  • A relação direta entre menopausa e olho seco

Os hormônios sexuais influenciam a produção de lipídios pelas glândulas de Meibomius, responsáveis pela camada oleosa do filme lacrimal. A diminuição desses hormônios pode resultar em um filme lacrimal mais instável e propenso à evaporação, que pode causar olho seco.

  • Diagnóstico, prevenção e opções de tratamento

O diagnóstico, prevenção e tratamento do olho seco envolvem avaliação oftalmológica, medidas para reduzir os sintomas e tratamento com colírios lubrificantes que contenham HP-Guar que, aliado a outros componentes, prolonga a lubrificação e protege a superfície ocular por até 8 horas.

A prevenção inclui medidas como piscar com mais frequência, especialmente ao usar dispositivos digitais, manter o ambiente úmido, proteger os olhos do vento e da poluição, e manter uma boa higiene palpebral.

  • O impacto da saúde ocular na qualidade de vida da mulher

A saúde ocular tem um impacto significativo na qualidade de vida da mulher, afetando sua autonomia, bem-estar emocional e capacidade de desempenhar tarefas diárias. Alterações hormonais, como as que ocorrem durante a gravidez e menopausa, podem desencadear problemas como olho seco, visão embaçada e maior sensibilidade à luz, impactando diretamente a rotina e o humor.

“A redução dos níveis hormonais também impacta os tecidos oculares e a composição das lágrimas. Como consequência, muitas mulheres nessa fase da vida relatam sintomas como ressecamento ocular, sensibilidade à luz, visão embaçada, sensação de queimação e a impressão de ter areia ou um corpo estranho nos olhos. Curiosamente, até mesmo o excesso de lágrimas pode indicar a doença do Olho Seco. Apesar de os olhos lacrimejantes parecerem estar bem lubrificados, esse aumento na produção de lágrimas pode ser uma resposta do organismo para tentar compensar a falta de umidade ocular”, explica a Dra. Mônica Alves, oftalmologista e professora da UNICAMP, embaixadora da TFOS no Brasil.

Dra. Monica Alves - médica oftalmologista, especialista em Superfície Ocular e Olho Seco, e embaixadora da Tear Film & Ocular Surface Society (TFOS) no Brasil. Ela atua em parceria com a Alcon, líder global em cuidados com a visão

Dra. Wania Regattieri De Biasi - Renomada oftalmologista, especialista em saúde ocular e diretora de educação profissional da Alcon Latam. Com vasta experiência na área, ela tem se destacado por seu trabalho na conscientização sobre a Síndrome do Olho Seco.


Referências

  1. Dry Eye Disease: Consideration for Women’s Health Cynthia Matossian, MD, FACS,1 Marguerite McDonald, MD,2 Kendall Donaldson, MD, MS,3 Kelly K. Nichols, OD, MPH, PhD,4 Sarah MacIver, OD,5 and Preeya K. Gupta, MD6
  2. Is dry eye an environmental disease? O olho seco é uma doença relacionada a exposição ambiental? Monica Alves1, Priscila Novaes2, Monica de Andrade Morraye3, Peter Sol Reinach1, Eduardo Melani Rocha1

Associação dos Portadores de Olho Seco (APOS)

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