Ondas de
calor recordes, fortes tempestades, tornados e crises hídricas. Eventos como
esses estão se tornando cada vez mais frequentes, mostrando que
o setor energético já sente, na prática, os efeitos de um planeta em
transformação. E é justamente diante dessas intensas variações climáticas
que as empresas do setor precisam, urgentemente, repensar sua matriz energética
e modelo de gestão, propondo novas formas inovadoras de
atender à necessidade da população mundial sem agravar, ainda mais, o
equilíbrio ecológico.
A demanda
global de energia, segundo um relatório divulgado pela AIE (Agência
Internacional de Energia), aumentou 2,2% em 2024, quase o dobro da média
anual da última década - impulsionada, dentre tantos fatores, pelas altas
temperaturas, maior demanda industrial e expansão da inteligência artificial, a
qual consome grande quantidade de energia em suas operações.
Para que se adequem a essa realidade, veja a seguir
algumas tendências que devem acompanhar e se preparar:
#1 Energias renováveis: elas deixaram de ser uma promessa futurista e
se tornaram o principal vetor de crescimento do setor elétrico global, sendo um
elemento central para a transição energética diante dos desafios climáticos e
da demanda crescente. Hoje, a China se destaca como um dos países que mais
investem nessas fontes. No Brasil, também temos forte potencial de
exploração, principalmente em energias fotovoltaicas microgrid e eólica,
com foco na região Nordeste.
#2 Manual da ANEEL: na intenção de padronizar e orientar procedimentos no setor elétrico
brasileiro, este manual faz com que essas empresas tenham um olhar mais
criterioso a respeito de sua governança, como parte integral de seu portfólio
de inovação. E, para ajudá-las nesse sentido, existem diversas
metodologias reconhecidas internacionalmente, como a ISO 27001, capaz de
auxiliar as organizações a manterem uma gestão eficaz mesmo diante de um
cenário global marcado por incertezas e ameaças constantes.
#3 Computação quântica: essa prestação de serviços permitirá a realização de simulações em um
tempo muito mais veloz do que ocorre atualmente – o que, para o setor de
energia, será extremamente vantajoso, de forma que as empresas
consigam aplicá-la em suas pesquisas de desenvolvimento (PD&I) com bem
mais agilidade, testando, por exemplo, novos tipos de projetos, infraestrutura
e redes para geração e transmissão de energia. Apenas no primeiro
trimestre de 2025, como prova disso, foram acumulados mais de US$ 1,25 bilhão
em investimentos nessa tecnologia, segundo o Relatório Global da Indústria de
Tecnologia Quântica.
#4 Mudanças climáticas: cada vez mais frequentes e intensas, acabam
aumentando, inevitavelmente, o consumo de energia pela população, além de
também prejudicarem redes de transmissão em casos de chuvas fortes e ventanias,
como exemplo. Insistir nos mesmos moldes é fatal para a continuidade
de problemas quanto a esse fornecimento, sendo urgente a busca por novos e
melhores projetos apoiados por uma governança eficaz que assegure este bom
desempenho a longo prazo.
A entrada do ano de 2026 exige decisões mais rápidas, estratégicas e conscientes pelo setor energético, garantindo sua resiliência e sustentação de crescimento. Sem uma governança por trás deste novo mindset, será cada vez mais difícil mitigar impactos graves à população e ao meio ambiente. O futuro não aguarda, e exige atitudes inovadoras desde já.
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