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sexta-feira, 6 de março de 2026

Mulheres no comando: conquistas, desafios e o futuro da liderança nas organizações


No Dia Internacional das Mulheres, celebramos não apenas conquistas individuais, mas os efeitos profundos que a presença feminina exerce no mundo corporativo e industrial. Seja em cargos de direção, funções técnicas antes dominadas por homens ou em ambientes produtivos, as mulheres estão contribuindo cada vez mais para moldar o futuro das organizações com competência, visão e resiliência.

A presença das mulheres em posições de liderança tem crescido de forma consistente, ainda que desigual entre setores e regiões. Globalmente, dados recentes indicam que cerca de 31% das posições de liderança são ocupadas por mulheres*, uma porcentagem que aumentou gradualmente na última década, mesmo com desacelerações pontuais em anos recentes. No Brasil não é diferente e esta evolução também é perceptível: a participação feminina em cargos de liderança passou de cerca de 28,5% em 2015 para 31,8% em 2024, segundo dados de plataformas profissionais**.

Esses números estão longe da paridade, mas mostram uma tendência ascendente que, com políticas corporativas e sociais consistentes, deve seguir ganhando força.

Tradicionalmente, áreas técnicas, como engenharia, tecnologia da informação e operações industriais, eram percebidas como territórios predominantemente masculinos, mas, essa realidade está mudando.

No ambiente industrial administrativo, por exemplo, a participação feminina no total da força de trabalho tem se mantido em torno de 30–35%***, com uma movimentação importante para funções de maior complexidade técnica e gerenciamento de processos. No cenário fabril evidencia uma dualidade: apesar de as mulheres ainda representarem cerca de 30% da força de trabalho da manufatura, há um crescimento significativo em ocupações técnicas e de gestão dentro dessas estruturas.

Em setores como tecnologia, apesar dos desafios, iniciativas de inclusão e programas de desenvolvimento profissional começam a atrair e reter mais mulheres, contribuindo para a redução das lacunas de gênero em funções altamente especializadas.

Outro ponto relevante é a mudança de perfil: enquanto antes muitas mulheres eram concentradas em funções administrativas, hoje elas ocupam posições que exigem habilidades estratégicas, conhecimento técnico e liderança de equipes, um reflexo claro da valorização de competências e da quebra de barreiras culturais.

Um exemplo inspirador dessa evolução é a conquista da Avery Dennison, que recentemente alcançou a marca de 40% de liderança feminina na América Latina, algo que supera muitas médias nacionais e sinaliza um compromisso consistente com equidade e diversidade. Essa conquista não é apenas simbólica, ela demonstra que com metas claras e uma cultura organizacional inclusiva é possível transformar estruturas e inspirar outras empresas.

O protagonismo feminino nas empresas brasileiras também se estende além do território nacional. Profissionais brasileiras têm ocupado posições estratégicas em operações globais, levando visão, adaptação cultural e capacidade de enfrentar desafios em contextos diversos. Essa mobilidade reflete uma tendência global: organizações que investem em talentos femininos ampliam sua capacidade de liderança internacional e competitividade em mercados multinacionais.

Os dados mostram que quanto mais diversa é a liderança de uma organização, maior é sua capacidade de inovar e performar. Além disso, o aumento da presença feminina em áreas técnicas e de fábrica sinaliza que estereótipos estão sendo desconstruídos e que as mulheres estão conquistando espaços com base em competência, preparo e visão de futuro.

Neste Dia das Mulheres, celebramos não só o que já foi alcançado, mas o que ainda está por vir. Mulheres estão redefinindo padrões, liderando com propósito e mostrando que diversidade é sinônimo de excelência. É um movimento que continua, forte e inspirador, em todas as áreas da economia e da sociedade.

 

Isabela Galli, vice-presidente e gerente geral da Divisão de Materiais da Avery Dennison para a América Latina. 

*FONTE: WORLD ECONOMIC FORUM: Global Gender Gap Report 2022

**FONTE: LINKEDIN

***FONTE: WORLD ECONOMIC FORUM

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