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terça-feira, 10 de março de 2026

Estudo proprietário analisa novas estratégias para as marcas brasileiras durante a Copa do Mundo de 2026

Pesquisa da Musicalize, empresa do Grupo Dreamers, aponta avanço da “economia do escapismo” e indica que bares, redes sociais, memes e festas devem concentrar a experiência do público durante o período do maior torneio de futebol do mundo. 

 

Às vésperas da Copa do Mundo FIFA 2026, o calendário marca a contagem regressiva para um dos momentos capazes de atravessar fronteiras, idiomas e rotinas. O Mundial se aproxima como um convite coletivo à pausa, um respiro em meio à intensidade do cotidiano e uma oportunidade de viver algo em comum. 

Em estudo proprietário BPM (Brands, People & Music), da Musicalize, empresa de Music Business do Grupo Dreamers, 71% das pessoas afirmam sentir necessidade de escapar da realidade. Ao mesmo tempo, 45% dizem não experimentar verdadeira felicidade há mais de dois anos; e 25% relatam ter esquecido como é se sentir genuinamente felizes. É nesse cenário emocional que o próximo Mundial tende a ser vivido menos como uma simples disputa esportiva e mais como uma catarse coletiva, um intervalo necessário, compartilhado e pulsante. A análise mergulha no comportamento do público e nos reflexos para as estratégias de comunicação das marcas diante do torneio, que começa em 11 de junho, com sede tripla no Canadá, México e Estados Unidos. 

Segundo o levantamento, o desejo por escapismo já não é tendência: é força motriz. A chamada “economia do escapismo” movimenta US$ 10 trilhões no mundo e deve alcançar US$ 13,9 trilhões até 2028, segundo a McCann Worldgroup Truth Central (2024). Na prática, o estudo BPM mostra que 73% das pessoas consideram distrações como a música essenciais para lidar com o estresse, enquanto o streaming de entretenimento se consolida como porta de entrada para experiências de alívio, conexão e desligamento do ruído cotidiano. 

A pesquisa indica, também, uma transformação na forma de viver o torneio. O vínculo automático com a Seleção Brasileira já não mobiliza de maneira homogênea. A torcida se fragmenta, as expectativas se reconfiguram e o olhar se desloca do placar para o entorno: encontros em bares, conversas nas redes, memes instantâneos, festas improvisadas e experiências culturais que dão o tom da celebração. 

Nesse contexto, o significado da Copa se amplia. O campeonato deixa de ser apenas competição e se afirma como território de convivência, de construção de pertencimento e de sensação coletiva, ainda que temporária. 

Para as marcas, o recado é claro: campanhas ancoradas exclusivamente na narrativa da vitória ou no desempenho esportivo tendem a dialogar com um público emocionalmente saturado. A oportunidade, segundo o estudo, está em criar experiências que ofereçam pertencimento, entretenimento e respiro. A música surge como território estratégico por atuar como linguagem transversal, menos polarizadora e capaz de gerar memória afetiva que ultrapassa o calendário do torneio. 

“A Copa deixa de ser apenas um torneio de futebol e passa a ocupar um espaço simbólico de alívio. É nesse território emocional que as pessoas encontram permissão para pausar, extravasar e se reconectar com o que ainda as faz vibrar. As marcas que entenderem isso deixam de apenas falar sobre o evento e passam a fazer parte da experiência emocional que ele representa. No fim, não será sobre patrocinar, será sobre saber entrar nas conversas certas, do jeito certo”, contextualiza Bruno Affonseca, sócio e head de Produtos de Inteligência & Estratégia da Musicalize. 

Acesse o estudo completo neste link: Link


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