Estudo SIM Brasil aponta que 2 em cada
3 brasileiras sofrem com desconfortos gastrointestinais; o uso de probióticos
específicos surge como aliado na regulação do organismo
Estudo SIM Brasil aponta que duas em cada três brasileiras
sofrem com sintomas gastrointestinais
divulgação
No mês de celebração do Dia Internacional da Mulher, comemorado em
8 de março, o cuidado com a saúde intestinal feminina ganha destaque, mostrando
que o tema vai além da digestão e gera impactos na qualidade de vida e no
equilíbrio do organismo. De acordo com o estudo SIM Brasil - Saúde
Gastrointestinal da Mulher, duas em cada três brasileiras sofrem com sintomas
gastrointestinais. O problema, muitas vezes subestimado, está intimamente
ligado a fatores hormonais e hábitos alimentares, exigindo um olhar atento para
a microbiota intestinal.
O estudo SIM Brasil, realizado por meio da aplicação de
questionário online com a participação voluntária de mais de 3 mil mulheres
residentes em 10 cidades brasileiras, revela que os impactos da desregulação
intestinal são sistêmicos e afetam múltiplos aspectos do cotidiano feminino. De
acordo com a faixa etária, os grupos de respondentes que mais sofrem com
sintomas gastrointestinais são mulheres de 18 a 29 anos e de 30 a 39 anos,
representando 48% e 28% de seus respectivos grupos. A pesquisa identificou que
os desconfortos gastrointestinais comprometem:
- Bem-estar emocional: 69% das mulheres afirmam que problemas
intestinais afetam diretamente o humor.
- Produtividade: 66% indicam prejuízos na concentração durante
o trabalho.
- Vida social e intimidade: 62% sentem impacto na qualidade de vida pelo constrangimento (como usar banheiros fora de casa) e 57% relatam
- influência negativa em suas relações sexuais.
Manter a microbiota em boas condições é essencial para as defesas
do organismo e para evitar gases, e distensão abdominal ou constipação,
apontados por 46% e 43% das respondentes, respectivamente, como dois dos
principais desconfortos intestinais. Entre as soluções mais comuns adotadas
pelas brasileiras, ainda de acordo com a pesquisa, estão o aumento do consumo
de água (73%), alimentos ricos em fibras (38%) e iogurtes probióticos (36%).
No campo das evidências clínicas, o artigo Consumo de um Produto
Lácteo Fermentado Contendo Bifidobacterium lactis CNCM I-2494 em
Mulheres com Queixas de Sintomas Digestivos Leves avaliou que o consumo de
iogurte probiótico contendo Bifidobacterium lactis CNCM I-2494, como o
Activia, marca de iogurtes probióticos da Danone, demonstra uma diminuição
significativa na percepção de sintomas como inchaço, dor abdominal e
flatulência em mulheres, com resultados visíveis a partir de duas semanas de
consumo regular. Com respaldo científico e chancela da Anvisa, os probióticos
de Activia são eficazes e apoiam a melhora desses e outros desconfortos
gastrointestinais.
"Estudos como o SIM Brasil são muito importantes porque
quantificam o prejuízo psicossocial da saúde intestinal, principalmente das
mulheres, revelando como elas se sentem no trabalho e em suas relações",
afirma Bianca Naves, nutricionista e especialista em Medicina do Estilo de
Vida.
"Cuidar da saúde digestiva com a inclusão de alimentos
nutritivos, com a presença de fibras e probióticos, e com o controle de açúcar,
inserido dentro de um plano alimentar equilibrado, é essencial para garantir
mais vitalidade e bem-estar para as mulheres”, finaliza Bianca.
Educação e praticidade
A jornada de educação sobre a saúde digestiva ganha aliados em
formatos práticos para a rotina urbana. Opções que combinam probióticos vivos
sem adição de açúcares, lactose e gorduras, além de fornecerem cerca de 10% das
quantidades diárias de fibras recomendadas, como o Activia Triplo Zero,
facilitam a adesão das mulheres a um estilo de vida mais equilibrado e
preventivo.
Mulheres são mais afetadas pela Síndrome do Intestino Irritável
Considerada uma das doenças funcionais mais comuns do trato
gastrointestinal, a Síndrome do Intestino Irritável (SII) acomete duas vezes
mais as mulheres do que os homens.
A SII é um distúrbio crônico, caracterizado por dor abdominal,
inchaço e alterações no hábito intestinal, impactando a qualidade de vida
feminina devido à persistência de seus sintomas. A causa de maior incidência
sobre as mulheres pode estar na fisiologia feminina, como apontam especialistas
da Federação Brasileira de Gastroenterologia (FBG), uma vez que o estrogênio e
a progesterona (hormônios ovarianos) afetam diretamente a motilidade
intestinal.
O público masculino com SII frequentemente apresenta quadros de
diarreia, e as mulheres sofrem mais com a constipação, exceto durante o período
menstrual, quando a queda hormonal pode aumentar as dores e a sensibilidade
retal. Além do fator biológico, a resposta ao estresse, ansiedade e a presença
de comorbidades como fibromialgia e enxaqueca também contribuem com esse
cenário.
Embora não exista cura definitiva, o controle dos sintomas pode
ser realizado por meio de abordagens interdisciplinares:
- Alimentação: evitar o consumo excessivo de cafeína, álcool e
gorduras e incluir alimentos fermentados, como iogurtes com fibras, para ajudar
a reduzir o desconforto abdominal.
- Atividade física: a prática regular de exercícios auxilia na
motilidade intestinal e aumenta a frequência das evacuações.
- Saúde mental: a realização de terapia é recomendada para
gerenciar a ansiedade e o estresse, fatores que agem diretamente na
barreira intestinal e agravam os sintomas.
Enquanto homens tendem a possuir um metabolismo mais acelerado, a
biologia feminina exige um cuidado redobrado com a modulação da microbiota para
compensar essas predisposições naturais à constipação e aos desconfortos
abdominais.
Referências bibliográficas:
-DEL’ARCO APWT, MAGALHÃES P, QUILICI FA. SIM Brasil Study - women’s gastrointestinal health: gastrointestinal symptoms and impact on the Brazilian women quality of life. Arq Gastroenterol [Internet]. 2017 Apr;54(2):115–22. Available from: Link
- Marteau P, Le Nevé B, Quinquis L, Pichon C, Whorwell PJ, Guyonnet D. Consumption of a fermented milk product containing Bifidobacterium lactis CNCM I-2494 in women complaining of minor digestive symptoms: rapid response which is independent of dietary fibre intake or physical activity. Nutrients. 2019;11(1):92. Avalible from: Link
- Federação Brasileira de Gastroenterologia. Síndrome do intestino irritável acomete duas vezes mais as mulheres do que os homens. [Internet]. São Paulo: FBG; c2023–2026. Available from: Link
- Federação Brasileira de Gastroenterologia. Síndrome do intestino irritável. Rev FBG [Internet]. 2025 Jul 7;55(03/10). Available from: Link
Activia - www.activiadanone.com.br e activiabrasil.
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