Especialistas do Sabará Hospital
Infantil trazem dicas de como identificar e tratar dificuldades de deglutição
A disfagia é um distúrbio caracterizado pela
dificuldade de transportar alimentos sólidos ou líquidos da boca até o
estômago, comprometendo a alimentação adequada. Essa condição pode surgir em
diferentes fases da vida, inclusive na infância, trazendo impactos importantes
para o desenvolvimento.
Entre os sinais mais comuns em bebês e
crianças estão engasgos ou tosse frequente durante a amamentação, esforço
exagerado para respirar ao mamar, presença de ruídos, secreções, irritabilidade
e excesso de saliva. Também podem ocorrer dificuldades na mastigação, episódios
recorrentes de pneumonia e perda de peso.
O risco é maior em crianças com comorbidades
complexas, como prematuridade, baixo peso ao nascer, doenças neurológicas ou
cardíacas, alterações no sistema nervoso e problemas nas vias aéreas. Nessas
situações, sintomas como baixo ganho de peso, sudorese, cansaço, irritabilidade
durante ou após as mamadas, regurgitações e vômitos frequentes devem ser
observados com atenção. Além disso, dor materna ao amamentar, fissuras
mamilares ou dificuldade na pega indicam a necessidade de avaliação
especializada.
“A disfagia pode ser consequência de
processos infecciosos ou inflamatórios, prejudicando tanto a deglutição quanto
a respiração da criança. Por isso, é fundamental o acompanhamento de
otorrinolaringologistas, nutricionistas e fonoaudiólogos”, explica Talita
Nishi, coordenadora de Fonoaudiologia do Sabará Hospital Infantil.
O quadro pode se manifestar desde o
nascimento, com engasgos, fadiga durante as mamadas ou escape de leite pela
boca e nariz. Em adolescentes, é comum a sensação de alimento parado na
garganta, crises de tosse durante ou após refeições e resistência em aceitar
diferentes consistências. Dificuldade na mastigação, náuseas, pigarro e engasgos
recorrentes também são sinais que exigem avaliação fonoaudiológica.
Durante a introdução alimentar, a disfagia
pode se revelar por meio de náuseas frequentes, desidratação, desconforto após
as refeições, regurgitação, tosse e medo de engolir. Em alguns casos, há recusa
ou seletividade alimentar. “É importante oferecer os alimentos de forma lenta,
manter a criança posicionada ereta e tranquila e, diante de desconforto, pausar
a refeição e tentar novamente com outra consistência”, orienta a fonoaudióloga.
Se a criança apresentar seletividade
alimentar, preferindo consistências mais leves, ou demonstrar dificuldade para
mastigar, engolir e aceitar novos alimentos, é essencial procurar um
fonoaudiólogo para avaliação e acompanhamento.
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