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quarta-feira, 18 de março de 2026

Dia da Atenção a Disfagia (20/03): prevenção e diagnóstico precoce

Especialistas do Sabará Hospital Infantil trazem dicas de como identificar e tratar dificuldades de deglutição

 

A disfagia é um distúrbio caracterizado pela dificuldade de transportar alimentos sólidos ou líquidos da boca até o estômago, comprometendo a alimentação adequada. Essa condição pode surgir em diferentes fases da vida, inclusive na infância, trazendo impactos importantes para o desenvolvimento.

 

Entre os sinais mais comuns em bebês e crianças estão engasgos ou tosse frequente durante a amamentação, esforço exagerado para respirar ao mamar, presença de ruídos, secreções, irritabilidade e excesso de saliva. Também podem ocorrer dificuldades na mastigação, episódios recorrentes de pneumonia e perda de peso.

 

O risco é maior em crianças com comorbidades complexas, como prematuridade, baixo peso ao nascer, doenças neurológicas ou cardíacas, alterações no sistema nervoso e problemas nas vias aéreas. Nessas situações, sintomas como baixo ganho de peso, sudorese, cansaço, irritabilidade durante ou após as mamadas, regurgitações e vômitos frequentes devem ser observados com atenção. Além disso, dor materna ao amamentar, fissuras mamilares ou dificuldade na pega indicam a necessidade de avaliação especializada.

 

“A disfagia pode ser consequência de processos infecciosos ou inflamatórios, prejudicando tanto a deglutição quanto a respiração da criança. Por isso, é fundamental o acompanhamento de otorrinolaringologistas, nutricionistas e fonoaudiólogos”, explica Talita Nishi, coordenadora de Fonoaudiologia do Sabará Hospital Infantil.

 

O quadro pode se manifestar desde o nascimento, com engasgos, fadiga durante as mamadas ou escape de leite pela boca e nariz. Em adolescentes, é comum a sensação de alimento parado na garganta, crises de tosse durante ou após refeições e resistência em aceitar diferentes consistências. Dificuldade na mastigação, náuseas, pigarro e engasgos recorrentes também são sinais que exigem avaliação fonoaudiológica.

 

Durante a introdução alimentar, a disfagia pode se revelar por meio de náuseas frequentes, desidratação, desconforto após as refeições, regurgitação, tosse e medo de engolir. Em alguns casos, há recusa ou seletividade alimentar. “É importante oferecer os alimentos de forma lenta, manter a criança posicionada ereta e tranquila e, diante de desconforto, pausar a refeição e tentar novamente com outra consistência”, orienta a fonoaudióloga.

 

Se a criança apresentar seletividade alimentar, preferindo consistências mais leves, ou demonstrar dificuldade para mastigar, engolir e aceitar novos alimentos, é essencial procurar um fonoaudiólogo para avaliação e acompanhamento.



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