“A retomada funciona melhor quando é gradual”, afirma Hugo de Almeida, diretor do PB Colégio e Curso
O
início do ano letivo costuma ser um período especialmente desafiador para quem
está iniciando no Ensino Fundamental Anos Finais. É uma fase de transição em
todos os sentidos: turmas novas, professores diferentes, responsabilidades
maiores e, muitas vezes, a sensação de “agora começa de verdade” que os
próprios pais reforçam durante as férias. Ao mesmo tempo, o estudante está
entrando mais fundo na adolescência, com emoções mais intensas, maior busca por
autonomia e um corpo que ainda está se ajustando. Para Hugo de
Almeida, diretor do PB Colégio e Curso, esse conjunto de
mudanças torna a volta às aulas um momento sensível.
“O aluno chega carregando novidade de todos os lados. Para se reorganizar cognitivamente
e emocionalmente, ele precisa de transição, e não de choque”, afirma.
O corpo e o foco não voltam ao ritmo no primeiro dia
Durante
as férias, os horários flexibilizados e o menor nível de cobrança criam um
estado de relaxamento natural. O adolescente dorme mais tarde, acorda mais
tarde, alterna atividades sem pressa e diminui a intensidade mental.
Hugo
explica que essa desaceleração é fisiológica e emocional, não preguiça. “O
cérebro baixa a marcha nas férias. A volta ao ritmo escolar exige uma
reaproximação gradual da rotina. Quando tentamos acelerar demais, o aluno
trava”, comenta.
Por
isso, a primeira semana não deve ser vista como uma corrida para “colocar tudo
em dia”, mas como o período em que o corpo retoma cadências básicas: acordar
mais cedo, sustentar foco por mais tempo, lidar com frustrações cognitivas e
organizar o próprio tempo.
O ponto de virada: reconstruir regularidade
A
regularidade é o que separa estudantes que voltam bem daqueles que passam
semanas tentando se ajustar. Não é sobre estudar muitas horas, mas sobre
reaprender o processo.
Segundo
Hugo, três movimentos simples ajudam a reestabelecer o ritmo sem gerar atrito
emocional:
•
reduzir gradualmente a hora de dormir
•
reintroduzir pequenas janelas de leitura ou exercícios leves
• recuperar a previsibilidade da rotina (horário de estudos, alimentação, mochila organizada)
“O adolescente funciona por sensação. Quando ele percebe que está retomando o
controle, a confiança aparece e o estudo engrena”, explica.
O papel da escola nesse retorno
No
PB Colégio e Curso, reconhecido por sua forte preparação acadêmica e pelos
resultados em vestibulares concorridos, a equipe pedagógica trata o início do
ano letivo como uma fase estratégica. Professores observam permanência,
participação, resistência à frustração, interação e sinais emocionais para
ajustar a condução das primeiras semanas.
“Se
a escola força demais no começo, perde o aluno emocionalmente. Se suaviza
demais, perde o ritmo. O equilíbrio fortalece o desempenho e o bem-estar”,
afirma Hugo.
Para além do estudo: também é uma fase de identidade
A
entrada nos Anos Finais coincide com transformações emocionais e
comportamentais profundas. A busca por autonomia, a comparação com colegas, a
necessidade de autoafirmação e a oscilação de humor são parte natural do
processo.
Por
isso, a volta às aulas não deve ser tratada apenas como retorno acadêmico, mas
como retorno do adolescente ao convívio, às regras, às expectativas e ao
próprio senso de pertencimento.
“Quando
o aluno se sente visto, respeitado e conduzido com clareza, ele responde
melhor. Ele precisa ser convidado de volta à rotina, não empurrado para dentro
dela”, conclui Hugo de Almeida, diretor do PB Colégio e Curso.
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