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segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

Alerta ao idoso: mais do que genética, nutrólogo, especialista em geriatria e medicina integrativa, explica os pilares que garantem vitalidade e longevidad


 

Envato

Estilo de vida: o verdadeiro segredo para envelhecer com saúde. Hábitos diários determinam como envelhecemos. Dr. Adriano Faustino, explica como envelhecer bem

 



O envelhecimento é inevitável, mas a forma como se envelhece depende diretamente das escolhas feitas todos os dias.

Alimentação equilibrada, sono de qualidade, exercícios regulares, controle do estresse e ambiente positivo são os pilares que desaceleram o desgaste físico e emocional.

“Você não pode mudar seus genes, mas pode mudar seus hábitos. Alimentação equilibrada, sono de qualidade, exercícios regulares e uma mente saudável são os pilares que desaceleram o envelhecimento celular”, afirma Dr. Adriano Faustino.


Estilo de Vida: o Verdadeiro Segredo para Envelhecer com Saúde

Mais do que genética, o estilo de vida é o principal determinante da forma como envelhecemos.

Como explica o nutrólogo e especialista em geriatria Dr. Adriano Faustino, o envelhecimento saudável depende de escolhas diárias que preservam o metabolismo, reduzem a inflamação e mantêm a vitalidade celular.



O Estilo de Vida Como Terapia

O envelhecimento é um processo natural e inevitável, mas sua velocidade e impacto funcional estão profundamente ligados à forma como vivemos.

Alimentação inteligente, sono reparador, atividade física regular, equilíbrio emocional e propósito de vida são pilares fundamentais para desacelerar o declínio fisiológico e preservar a autonomia.


“Você não pode mudar sua genética, mas pode mudar a forma como ela se expressa.

Seus hábitos determinam se os genes da longevidade serão ativados ou silenciados”, explica Dr. Adriano Faustino.



Alimentação: Muito Além das Calorias


Na geriatria funcional, não basta contar calorias — é preciso avaliar a qualidade delas.

O que sustenta o metabolismo não é apenas o “combustível energético”, mas a densidade nutricional dos alimentos.

Os micronutrientes — vitaminas, minerais e fitoquímicos — são cofatores indispensáveis para as reações metabólicas que sustentam a energia, o equilíbrio hormonal, a função cognitiva e a imunidade.

A deficiência crônica desses elementos acelera processos inflamatórios, disfunções mitocondriais e perda de massa muscular.



Princípios fundamentais:

Priorize alimentos naturais e integrais: frutas, verduras, legumes, proteínas magras e gorduras boas (como ômega-3, azeite de oliva e abacate).
Reduza o consumo de ultraprocessados, açúcares e gorduras hidrogenadas.
Mantenha boa hidratação, essencial à detoxificação e à regeneração celular.
Avalie regularmente níveis séricos de micronutrientes como vitamina D, B12, magnésio, zinco e selênio — essenciais na medicina do envelhecimento saudável.

"Não se trata apenas de comer menos, mas de nutrir melhor. A longevidade está nos detalhes microscópicos — os micronutrientes que sustentam cada célula”, ressalta Dr. Adriano Faustino



Movimento: Estímulo Vital Contínuo

A regularidade dos exercícios é o que realmente transforma a fisiologia do idoso.

Treinos intermitentes ou esporádicos não geram os mesmos benefícios que uma rotina contínua e equilibrada entre força, mobilidade e resistência cardiovascular.


Musculação preserva massa magra e previne sarcopenia.

Caminhadas e exercícios aeróbicos estimulam a oxigenação e a função mitocondrial.

Alongamentos e equilíbrio previnem quedas e melhoram a coordenação motora.


“Movimento é medicina. O corpo envelhece mais rápido quando para de se mover”, explica Dr. Faustino



Sono e Regeneração Celular

O sono profundo é o momento de reparo metabólico e hormonal.

Durante o repouso, o corpo libera hormônio do crescimento, repara tecidos e equilibra neurotransmissores.

Sem ele, nenhum protocolo terapêutico é completo.

Mantenha rotina de horários fixos.

Evite luzes e telas antes de dormir.

Crie um ambiente escuro, silencioso e confortável.



Controle do Estresse e Saúde Emocional

O excesso de estresse gera hipercortisolismo, inflamação sistêmica e acelera o envelhecimento celular.

Estratégias como respiração consciente, oração, meditação, lazer e convívio social equilibrado reduzem os efeitos tóxicos do estresse e fortalecem a resiliência emocional.



Ambiente e Propósito

Relacionamentos saudáveis e ambiente emocional positivo atuam como “nutrientes invisíveis” da longevidade.

O isolamento e ambientes tóxicos estão associados a declínio cognitivo e depressão em idosos.

“Corpo, mente e ambiente formam um triângulo inseparável. Cuidar do que se sente e de quem se cerca é tão importante quanto o que se come”, diz Dr. Faustino.


Pilar: Alimentação rica em micronutrientes/ Impacto Funcional:

Modula inflamação, melhora metabolismo e protege o DNA;

Pilar: Sono reparador/ Impacto Funcional: Equilibra hormônios e restaura energia celular;

Pilar: Exercício regular/ Impacto Funcional: Mantém massa magra, força e cognição;

Pilar: Gestão do estresse/ Impacto Funcional: Reduz cortisol e previne inflamação sistêmica;

Pilar: Ambiente e mentalidade positivaImpacto Funcional: Fortalece imunidade e saúde emocional.

“Envelhecer com saúde não é desafiar o tempo, mas respeitá-lo com sabedoria.” arremata Dr. Adriano Faustino



Dr. Adriano Faustino - Médico graduado pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG); Especialista em Geriatria (Ipsemg), Nutrologia (ABRAN), Medicina Funcional, Fisiologia Hormonal e Oncologia Integrativa; Título de Especialista em Medicina Legal e Perícias Médicas; Professor universitário nas áreas de Medicina Legal, Anatomia; Médica, Primeiros Socorros e Legislação Médica; Professor de Pós-Graduação na Fundação Unimed e no Mestrado em Saúde da Faculdade de Direito Milton Campos (MG); Diretor da Sociedade Brasileira de Medicina da Longevidade (SBML) e da Sociedade Brasileira de Medicina da Obesidade (SBEMO); Idealizador do Programa Saúde Máxima e do Protocolo de Medicina Investigativa, já ajudou milhares de pacientes a transformarem suas vidas com diagnósticos precisos e abordagens terapêuticas baseadas em ciência de ponta, estilo de vida, alimentação e intervenções personalizadas; Desenvolvedor do Protocolo C.A.U.S.A. – Câncer, Autocuidado, Unidade, Saúde e Ação; Pregador e professor de Escola Bíblica Dominical desde 2001; Autor do livro Cientificamente Divino – Princípios bíblicos e científicos para uma saúde máxima.


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Sente coceira e falta de ar ao se aproximar de gatos? A resposta pode ser alergia, mas tem solução

Especialista esclarece como identificar os sintomas respiratórios e cutâneos, indicando maneiras de lidar com a condição sem prejudicar os pets 

 

Imagine um dia comum em que, ao visitar a casa de um amigo que tem gato, o contato inicial parece inofensivo. Com o passar do tempo, no entanto, surgem os primeiros sinais: espirros repetidos, nariz congestionado, coceira nos olhos e dificuldade para respirar. Ao deixar o ambiente, os sintomas diminuem, reforçando a ideia de que a convivência com gatos seria incompatível com quadros alérgicos.

Essa leitura, apesar de comum, não corresponde exatamente ao que ocorre do ponto de vista imunológico. A alergia associada aos gatos não está relacionada ao pelo em si, mas à exposição a proteínas específicas produzidas pelo próprio organismo do animal. A principal delas é a Fel d 1, presente na saliva, na urina e nas glândulas sebáceas dos felinos. Durante o hábito natural de se lamber, o gato espalha essa substância por toda a superfície do corpo.

Após a secagem, as partículas de Fel d 1 se desprendem com facilidade e permanecem suspensas no ar ou depositadas em superfícies como sofás, cortinas, tapetes e roupas. Por isso, a reação alérgica não exige contato direto com o animal e pode se manifestar mesmo em ambientes nos quais o gato não está presente naquele momento.

Segundo Julinha Lazaretti, bióloga e cofundadora da Alergoshop, rede especializada no desenvolvimento de itens hipoalergênicos, a associação direta entre alergia e pelo dificulta o controle adequado do quadro. “O pelo funciona apenas como um vetor. O que desencadeia a resposta imunológica é a Fel d 1, uma proteína microscópica e altamente dispersível, que entra em contato com as vias respiratórias e a pele das pessoas sensibilizadas”, explica.

De acordo com a profissional, a intensidade dos sintomas varia conforme o grau de sensibilização e o tempo de exposição. Em alguns indivíduos, predominam manifestações respiratórias, como espirros, congestão nasal, chiado no peito e falta de ar. Em outros, surgem reações cutâneas, incluindo prurido, vermelhidão e irritação ocular. Diante dessa diversidade de sinais, o diagnóstico médico é essencial para diferenciar alergias de outras condições respiratórias ou dermatológicas.

Outro equívoco frequente é considerar o afastamento do animal como única alternativa após a confirmação da alergia. Em quadros leves a moderados, o manejo adequado envolve a redução da carga alergênica no ambiente, associada a cuidados contínuos com o próprio pet. Nesse contexto, a saúde da pele do gato exerce papel central.

 

Como evitar os sintomas

“A pele funciona como uma barreira fisiológica. Quando está ressecada ou sensibilizada, ocorre maior liberação de resíduos no ambiente, favorecendo a dispersão da Fel d 1. Em contrapartida, uma pele íntegra e bem hidratada contribui para a diminuição desse processo”, esclarece Julinha. A especialista pontua que, atualmente, é possível encontrar no mercado de healthcare formulações dermatológicas seguras para os gatos, que auxiliam na restauração da barreira cutânea, na retenção de água e na redução da descamação.

Ingredientes como ceramidas participam da recomposição dessa barreira, enquanto ativos vegetais com propriedades calmantes e que auxiliam na desinflamação ajudam a controlar irritações e desconfortos cutâneos. “O cuidado dermatológico contínuo do animal não se limita ao bem-estar individual. Ele interfere diretamente na qualidade do ambiente compartilhado e na exposição do tutor às proteínas alergênicas”, ressalta Julinha.

A higienização do pet também requer atenção. O uso de agentes de limpeza suaves preserva o equilíbrio fisiológico da pele e evita o ressecamento excessivo, condição que tende a intensificar a liberação de partículas alergênicas. A regularidade desses cuidados, associada à escolha criteriosa das formulações, favorece resultados progressivos ao longo do tempo.

Ainda assim, o acompanhamento médico permanece indispensável. A avaliação profissional permite estabelecer a gravidade da alergia, orientar o tratamento adequado e definir limites seguros para o convívio. Em casos de hipersensibilidade mais acentuada, podem existir restrições mais severas, que devem ser avaliadas individualmente.

 

Alergoshop
https://alergoshop.com.br/

 

Fevereiro reforça a importância da conscientização sobre o câncer

Hospital Sapiranga destaca a prevenção, o diagnóstico precoce e o acolhimento no cuidado oncológico 

 

Neste mês de fevereiro, período em que o tema do câncer ganha visibilidade a partir do Dia Mundial do Câncer, a prevenção e o cuidado oncológico são essenciais. O momento convida à reflexão contínua sobre informação, atenção aos sinais do corpo e apoio às pessoas que enfrentam a doença.  

De acordo com estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA), o Brasil deve registrar cerca de 781 mil novos casos de câncer por ano, um dado que evidencia a dimensão do desafio e reforça a urgência de ações voltadas ao diagnóstico precoce e ao acompanhamento regular da saúde. Entre os tipos mais incidentes no país, destaca-se o câncer de mama, entre as mulheres, e o de próstata, entre os homens. 

Para o médico oncologista do Hospital Sapiranga, Dr. Alan Arrieira Azambuja, falar sobre câncer é falar sobre cuidado e responsabilidade. 

“A informação e a prevenção continuam sendo fundamentais. Quanto mais cedo o diagnóstico, maiores são as possibilidades de tratamento eficaz e de qualidade de vida para o paciente”, destaca. 

O Centro de Oncologia e Terapias Assistidas do Hospital Sapiranga representa um avanço decisivo na assistência oncológica regional ao completar toda a linha de cuidado dentro da própria instituição, do diagnóstico ao tratamento. Integrado à rede hospitalar, o serviço amplia a segurança do paciente ao permitir atendimento imediato em caso de intercorrências, reduzindo a necessidade de deslocamentos para outros municípios. A estrutura conta com consultórios para especialidades como oncologia clínica, cirurgia oncológica e mastologia, além de área de infusão com poltronas para terapias de curta duração e leito destinado a tratamentos mais longos, centralizando também as terapias assistidas não oncológicas anteriormente realizadas no antigo Centro de Infusão. Com equipe médica presente diariamente e suporte hospitalar 24 horas, o espaço foi concebido para oferecer atendimento completo, tecnológico e humanizado, alinhado ao Planejamento Estratégico Hospital Sapiranga 2030 e ao compromisso da instituição em entregar cuidado oncológico de alta complexidade, com padrão equivalente aos grandes centros do país. 

Para mais informações sobre o Hospital Sapiranga, entre em contato pelo telefone (51) 3599-8100 ou acesse www.hospitalsapiranga.com.br   

 

Marcelo Matusiak

 

Carnaval acende alerta para aumento de infecções sexualmente transmissíveis no Brasil

 Especialista reforça a importância da prevenção diante do crescimento de casos de sífilis, HIV e hepatites virais no período de folia


Com blocos lotados, festas prolongadas e maior circulação de pessoas em todo o país, o Carnaval também traz à tona um desafio de saúde pública: o aumento do risco de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs). Dados do Ministério da Saúde indicam que períodos de grandes aglomerações costumam ser acompanhados por um crescimento na exposição a essas doenças, o que reforça a necessidade de informação e cuidados básicos. 

Ao longo dos dias de folia, a combinação de consumo de álcool, encontros ocasionais e relaxamento das medidas de prevenção cria um cenário propício para a transmissão de ISTs como sífilis, HIV, gonorreia, clamídia e hepatites B e C. Muitas dessas infecções podem ser assintomáticas em um primeiro momento, o que contribui para a disseminação silenciosa do vírus ou bactéria. 

Segundo Lidiane Reis, coordenadora do curso de Enfermagem da Universidade Veiga de Almeida, a desinformação ainda é um dos principais obstáculos no combate às ISTs: “Diferente do senso comum, as Infecções Sexualmente Transmissíveis frequentemente não apresentam manifestações clínicas imediatas. Essa natureza assintomática favorece a transmissão involuntária por indivíduos que desconhecem sua condição sorológica”, explica. 

A orientação dos profissionais de saúde é procurar um médico ou uma unidade de saúde sempre que houver relação sexual desprotegida, rompimento do preservativo ou contato considerado de risco. Além disso, sinais como corrimentos, feridas na região genital, ardência ao urinar, manchas na pele, ínguas ou febre sem causa aparente também exigem avaliação imediata. 

“Mesmo sem sintomas, quem passou por uma situação de risco deve procurar uma Unidade Básica de Saúde ou um CTA (centro de testagem e aconselhamento) para orientação. O SUS oferece gratuitamente testes rápidos para HIV, sífilis e hepatites B e C, com resultados em até 30 minutos. Após uma possível exposição, a testagem é essencial. O Ministério da Saúde recomenda buscar atendimento imediato para avaliação, inclusive para o uso da PEP (Profilaxia Pós-Exposição) em até 72 horas, além da realização de testes rápidos”, destaca Lidiane. Em alguns casos, o atendimento precoce permite iniciar tratamentos ou medidas de prevenção que reduzem significativamente o risco de complicações e transmissão. 

A sífilis, por exemplo, tem apresentado crescimento expressivo nos últimos anos no Brasil, enquanto o HIV segue como uma preocupação constante, especialmente entre jovens adultos. Já as hepatites virais, apesar de menos lembradas, também podem ser transmitidas por via sexual e causar danos graves ao fígado quando não diagnosticadas precocemente. 

Para a especialista, o Carnaval deve ser encarado como um momento de celebração, mas também de responsabilidade: “A prevenção envolve o uso da camisinha (masculina ou feminina) em todas as relações e a estratégia de Prevenção Combinada, que associa diferentes estratégias de prevenção ao HIV, em uma perspectiva voltada à saúde integral das pessoas. O SUS disponibiliza gratuitamente testes rápidos, além de orientações e cuidados em todas as Unidades Básicas de Saúde”, afirma a professora. 

De acordo com a professora, o acesso rápido à informação e aos serviços de saúde pode fazer toda a diferença após uma situação de risco. “Ao se expor a uma situação de risco, a orientação é não esperar: a Profilaxia Pós-Exposição (PEP) é uma medida de urgência e deve ser iniciada em até 72 horas. Já para quem busca proteção contínua, a Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) é uma alternativa eficaz. A recomendação é procurar uma unidade de saúde, utilizar preservativo e aproveitar a festa com responsabilidade. O Sistema Único de Saúde (SUS) garante atendimento gratuito e sigiloso”, diz. 

Além disso, campanhas públicas costumam intensificar a distribuição de preservativos e materiais informativos durante o período carnavalesco, justamente para reduzir os impactos da folia na saúde da população. A recomendação dos profissionais é clara: aproveitar a festa sem abrir mão de cuidados que fazem diferença não só durante o Carnaval, mas ao longo de todo o ano.

 

AZIA TODO DIA É NORMAL? MITOS E VERDADES SOBRE A SAÚDE DIGESTIV

Cirurgião do aparelho digestivo alerta quanto a automedicação e diagnósticos caseiros, que podem mascarar problemas sérios no estômago e intestino


Quem nunca ouviu ou falou a frase: "Ah, é só uma gastrite” ao sentir aquele desconforto no estômago? Mas será que é mesmo? Segundo o Dr. Lucas Nacif, cirurgião do aparelho digestivo, essa normalização dos sintomas digestivos é um dos maiores erros que as pessoas cometem, e pode custar caro para a saúde. "Dor no estômago, azia, queimação... muita gente convive com isso achando que é normal, que todo mundo tem. Mas não é assim que funciona", alerta o médico.

Entre os problemas mais comuns do trato digestivo estão a gastrite, o refluxo gastroesofágico e os distúrbios intestinais, condições cercadas de informações confusas e muitas crenças equivocadas.


O mito da gastrite emocional

Um dos principais equívocos, segundo Dr. Nacif, é atribuir todos os desconfortos gástricos ao estresse. "Claro que o emocional influencia, mas quando você tem sintomas recorrentes, precisa investigar. Pode ser gastrite, mas também pode ser refluxo, úlcera, ou até condições mais sérias", explica.

O refluxo gastroesofágico, por exemplo, afeta cerca de 20% da população brasileira, mas é frequentemente confundido com gastrite. "São condições diferentes, com tratamentos diferentes. O refluxo acontece quando o conteúdo do estômago volta para o esôfago. Já a gastrite é uma inflamação da parede do estômago. Tratar um achando que é o outro não resolve", esclarece.


Antiácido não é bala de hortelã

Outro hábito preocupante é a automedicação com antiácidos. "As pessoas tomam como se fosse bala. Sentiram queimação no almoço? Já tomam um comprimido. Isso mascara o problema e pode piorar a situação no longo prazo", adverte o cirurgião, que destaca que o uso indiscriminado de medicamentos para o estômago pode: mascarar sintomas de doenças mais graves, alterar a absorção de nutrientes, criar dependência do organismo ao medicamento e gerar efeito rebote quando a pessoa para de tomar


Intestino: o segundo cérebro que ninguém escuta

"As pessoas só se preocupam com o intestino quando param de evacuar ou têm uma diarreia forte. Mas o intestino dá vários sinais antes disso: inchaço, gases excessivos, alternância entre prisão de ventre e intestino solto", pontua o médico.

O especialista ainda ajuda a desmistificar algumas crenças populares:


Intestino preso é normal, principalmente em mulheres: Mito, isso não é normal. Pode indicar desde alimentação inadequada até problemas na tireoide ou intestino.


Café ajuda o intestino a funcionar: Ele pode até dar uma ajuda, mas não trata a causa da prisão de ventre e pode irritar ainda mais o estômago.


Tomar água em jejum "limpa" o intestino: Beber água é importante, mas não tem poder de "limpeza". O intestino precisa de fibras, movimento e uma microbiota saudável.

"A boa notícia é que a maioria dos problemas digestivos, quando diagnosticados cedo, têm tratamento simples e eficaz. O importante é não normalizar o desconforto e buscar orientação profissional", finaliza o Dr. Nacif.


Dr. Lucas Nacif - Médico gastroenterologista com especialidade em cirurgia geral e do aparelho digestivo. Lucas Nacif é reconhecido por sua expertise em cirurgias hepato bilio pancreáticas e transplante de fígado, utilizando técnicas avançadas minimamente invasivas por laparoscopia e robótica. O especialista é membro da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO) e está disponível para abordar temas relacionados ao aparelho digestivo, desde doenças, como gordura no fígado; câncer colorretal; doenças inflamatórias intestinais; pancreatite até cirurgias e transplantes em geral. Link e www.instagram.com/dr.lucasnacif_gastrocirurgia/
 

Tietê Plaza Shopping promove campanhas de doação de sangue em fevereiro

Iniciativa acontece em parceria com a Associação Amor se Doa do Hemocentro São Lucas nos dias 18 e 19 de fevereiro

 

Nos dias 18 e 19 de fevereiro, o Tietê Plaza Shopping recebe uma campanha de doação de sangue que convida a população a transformar poucos minutos em um gesto capaz de salvar vidas. A ação acontece das 10h às 16h e é realizada em parceria com a Associação Amor se Doa do Hemocentro São Lucas. 

A iniciativa reforça a importância da doação regular de sangue, essencial para abastecer os bancos utilizados em cirurgias, tratamentos oncológicos, atendimentos de emergência e pacientes com doenças crônicas. Segundo especialistas da área da saúde, uma única doação pode beneficiar até quatro pessoas, ajudando a manter estoques em níveis seguros. 

Além de ser um ato solidário, a doação é simples e rápida. Todo o processo é acompanhado por profissionais de saúde capacitados, garantindo segurança tanto para quem doa quanto para quem recebe. Para participar, é necessário realizar agendamento prévio e gratuito pela plataforma Sympla, o que ajuda a organizar o fluxo de doadores e reduzir o tempo de espera.
 

Quem pode doar

Para participar da campanha, é preciso atender aos seguintes requisitos:

Ter entre 16 e 69 anos (menores de 18 anos devem apresentar autorização; pessoas acima de 60 anos precisam ter feito a primeira doação antes dos 60);

Pesar mais de 53 kg;

Estar em boas condições de saúde;

Estar alimentado e descansado no dia da doação;

Apresentar documento oficial com foto.
 

Serviço

Campanha de Doação de Sangue – Tietê Plaza Shopping

Datas: 18 e 19 de fevereiro

Horário: das 10h às 16h

Local: Tietê Plaza Shopping

Endereço: Av. Raimundo Pereira de Magalhães, 1465 – Jardim Íris – São Paulo

Inscrições:

18/02: aqui

19/02: aqui

Necessário agendamento prévio pelo site


Como proteger seus olhos do sol, do cloro e da arei

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A Dra. Carolina Guimarães dá algumas dicas para evitar que irritações ou outros danos oculares estraguem os momentos de lazer 


Tomar um banho de mar ou de piscina em um dia ensolarado é tudo de bom! Mas enquanto você se preocupa em proteger a pele para não virar um pimentão, seus olhos podem estar travando uma batalha silenciosa contra alguns vilões: o reflexo da areia, o sal, o cloro invisível e a radiação ultravioleta. Mais do que uma questão de conforto, proteger a visão nestes momentos de lazer ajuda a prevenir possíveis danos à saúde ocular. 

A Dra. Carolina Guimarães, oftalmologista do Hospital de Olhos de Pernambuco, o HOPE, explica que “a água do mar contém sal, areia e micro-organismos que podem provocar ardência, vermelhidão e sensação de ressecamento. Na piscina, se o tratamento químico não estiver adequado, a pessoa pode sofrer irritações na superfície ocular. O risco é ainda maior se os olhos ficarem expostos por longos períodos”. 

De acordo com a médica, “o ideal é nunca abrir os olhos debaixo d’água e, especialmente na piscina, utilizar óculos de natação para garantir uma proteção maior contra os agentes irritantes. Também é fundamental sempre lembrar de retirar as lentes de contato, pois o risco de o dispositivo ser infectado por bactérias ou fungos presentes na água é altíssimo. Esses micro-organismos podem grudar na lente e causar infecções oculares graves ao entrar em contato com os olhos”. 

Outro cuidado é com os efeitos nocivos do sol. “Assim como a pele, os olhos necessitam de proteção contra a radiação ultravioleta. A exposição solar pode causar danos graves e cumulativos na pele ao redor dos olhos, que é extremamente fina, e no globo ocular. Entre os riscos estão queimadura da córnea e da retina, pterígio (carne no olho) e desenvolvimento acelerado de doenças como catarata e degeneração macular”, alerta a Dra. Carolina Guimarães. 

A especialista dá algumas dicas para proteger os olhos do sol, do cloro e da areia: 

- use óculos escuros com 100% de proteção UV para bloquear a radiação ultravioleta;

- mantenha a proteção na sombra, pois a areia e a água refletem os raios UV;

- coloque chapéu ou boné para se proteger dos raios solares que vem de cima;

- utilize óculos de natação sempre que for mergulhar;

- após o banho de mar ou piscina, lave o rosto com água corrente, evitando esfregar os olhos;

- nunca compartilhe, óculos de natação ou outros objetos de uso pessoal;

- reduza a exposição solar entre 10h e 16h. 

Para quem tem propensão a olho seco, a recomendação é consultar um médico oftalmologista sobre o uso de colírios lubrificantes. Ingerir bastante água é mais um cuidado importante nos dias de calor. E se surgirem sintomas de dor, vermelhidão, inchaço ou irritação ocular, procure imediatamente um atendimento oftalmológico de urgência. Com medidas simples de proteção aos olhos, você poderá aproveitar os momentos de lazer com maior segurança para a saúde ocular.


Carnaval amplia consumo de álcool e reforça mito do “beber socialmente”


Dias seguidos de festas, blocos lotados e encontros que se estendem até a madrugada transformam o Carnaval em um dos períodos de maior consumo de álcool no Brasil. A ideia de que “é só nessa época” reforça a percepção de que exagerar na bebida é pontual e inofensivo. No entanto, especialistas alertam que mesmo o chamado “beber socialmente” pode gerar efeitos cumulativos sobre sono, humor e capacidade de concentração, especialmente quando acontece por vários dias consecutivos. 

Do ponto de vista biológico, o álcool atua diretamente no sistema nervoso central e pode levar à dependência, especialmente quando associado a fatores emocionais e culturais. De acordo com Karen Scavacini, psicóloga, pesquisadora e fundadora do Instituto Vita Alere, o impacto do álcool se manifesta antes de sinais visíveis de embriaguez, afetando sono, humor, níveis de ansiedade e a capacidade de concentração. “Não é apenas a quantidade ingerida que importa, mas também a frequência e o contexto em que a bebida é consumida. Quando o álcool passa a ser usado como mecanismo para aliviar estresse ou lidar com emoções, mesmo que apenas em festas ou finais de semana, isso já configura um padrão de risco”, explica. 

Beber está profundamente ligado a fatores culturais. É socialmente esperado em celebrações, encontros com amigos e até momentos de sofrimento, como se a bebida precisasse integrar todas as experiências emocionais. Durante o Carnaval, essa expectativa se intensifica e pode tornar menos evidente quando o consumo deixa de ser ocasional e passa a cumprir uma função emocional, como aliviar ansiedade social ou facilitar interações. 

Mesmo grupos que, em geral, bebem menos, como a Geração Z (nascidos entre 1997 e 2012), não estão totalmente livres dos riscos. Estudos mostram que essa geração consome cerca de 20% menos álcool que os millennials, com 39% bebendo apenas ocasionalmente e 21,5% abstendo-se completamente. Muitos adotam hábitos de moderação ou evitam álcool por motivos de saúde e bem-estar, preferindo alternativas não alcoólicas e encontros focados em experiências ou atividades físicas. Ainda assim, a exposição a dias consecutivos de festas pode gerar efeitos cumulativos sobre sono, humor e concentração, mostrando que o contexto social intenso ainda exerce grande influência sobre o consumo de álcool. 

Entre os fatores que explicam o menor consumo da Geração Z estão maior consciência sobre saúde física e mental, compreensão do álcool como depressor do sistema nervoso central, impacto das redes sociais na socialização e restrições financeiras. Diferentes padrões de gênero também aparecem: homens tendem a beber mais frequentemente que mulheres da mesma faixa etária. 

Estudos indicam que não existe uma dose totalmente segura de álcool, e o consumo mesmo moderado, repetido ao longo de dias consecutivos de festa, pode afetar sono, humor, níveis de ansiedade e capacidade de concentração, muitas vezes sem percepção direta da relação com a bebida.

Mesmo jovens da Geração Z, que em geral bebem menos, não estão totalmente imunes: dias intensos de Carnaval podem gerar efeitos cumulativos sobre corpo e mente. Por isso, especialistas do Instituto Vita Alere reforçam que atenção, moderação e consciência do contexto social são essenciais para reduzir riscos e preservar a saúde mental durante as celebrações. 

 

Karen Scavacini - psicóloga e pesquisadora, mestre em Saúde Pública pelo Karolinska Institutet (Suécia) e doutora em Psicologia pela USP. Fundou em 2013 o Instituto Vita Alere, pioneiro em pós‑venção e saúde mental digital no Brasil. Representa o país na International Association for Suicide Prevention (IASP) e é fundadora da ABEPS. Sua atuação combina ambientes digitais, educação emocional e pesquisa aplicada em saúde mental. 

Instituto Vita Alere

 

Uso regular de PrEP, a terapia que previne contágio do HIV, aumentou 28,1% em 2025

Profilaxia pré-exposição (PrEP) foi incorporada ao SUS em 2020 e tem se mostrar uma estratégia muito efetiva de política pública de saúde


O uso regular de PrEP, o tratamento pré-exposição ao HIV para evitar contágio, cresceu 28,1% no Brasil, passando de 110.733 unidades dispensadas em 2024 para 141.891 em 2025. Contudo, o crescimento dos tratamentos descontinuados, ou seja, das pessoas que abandonaram a profilaxia, foi ainda maior, de 41,6%. O número passou de 54.740 em 2024 para 77.522 em 2025. Os dados são do Ministério da Saúde, referentes à dispensação pelo SUS, que inclui prescrições de atendimentos público (93%) e privado (7%)¹. 

Com relação ao perfil do usuário, pouco mais de 80% são homens gays e HSH (homens que fazem sexo com homens), 8,4% são homens héteros e 6,5% são mulheres. Mais da metade (54%) se declara branca ou amarela, sendo 33% pardo e 13% preto. A faixa etária mais recorrente está entre 30 e 39 anos (42,7%), seguida dos jovens com 25 a 29 anos (21,5%) e a faixa entre 40 e 49 anos (18,7%)¹. 

A alta no uso da PrEP está diretamente relacionada à maior conscientização da população brasileira sobre sua eficácia como método preventivo, impulsionada por campanhas do Ministério da Saúde e recomendações de especialistas. 

Outro avanço importante que ajuda a explicar o aumento no uso da PrEP é a atualização recente do Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) do Ministério da Saúde. Antes recomendada apenas para grupos considerados de maior risco, a profilaxia passou a ser indicada para todas as pessoas sexualmente ativas, reconhecendo que a prevenção deve ser universal e acessível. A mudança não só reduz barreiras de estigma, como também reforça a mensagem de que a PrEP é uma alternativa segura, eficaz e disponível para qualquer pessoa que deseje se proteger do HIV². 

Se observarmos os números de São Paulo, onde campanhas e a dispensação de PrEP são mais relevantes, os diagnósticos de HIV caíram 54,6% entre 2016 e 2023, passando de 3.716 para 1.705 casos3. Experiências internacionais, como a de São Francisco, nos Estados Unidos, também apontam tendência semelhante4. 

A trajetória da PrEP no Brasil é marcada pelo protagonismo da Blanver, pioneira na fabricação nacional do medicamento e responsável por garantir o acesso contínuo pelo Sistema Único de Saúde. A companhia produz o Binav®, a única PrEP para compra direta nas farmácias, ampliando as opções para quem busca prevenção ao HIV, além do SUS. O movimento reflete o compromisso da empresa em ampliar acesso a tratamentos de qualidade e relevância à população brasileira. 

“O avanço da PrEP representa para o combate ao HIV/Aids algo equivalente à chegada dos antirretrovirais na década de 1990, com a diferença de que hoje estamos atuando de forma muito efetiva para prevenir novas infecções”, afirma Sérgio Frangioni, CEO da Blanver. 

Além da produção de medicamentos, a Blanver desenvolve iniciativas de educação e conscientização. Um exemplo é o perfil no Instagram “IniciatHIVa”, canal dedicado a informações confiáveis sobre HIV/Aids, com conteúdo produzido ao lado de especialistas como o Dr. Ricardo Kores e a terapeuta Mari Williams.

 

Ciclo de investimentos

No primeiro semestre, a Blanver iniciou um ciclo de investimentos que prevê R$ 592 milhões até 2028, com foco em acelerar a produção nacional de medicamentos inovadores e genéricos para doenças de alto impacto — como câncer, HIV/Aids e diabetes —, além de ampliar a capacidade de produção de IFAs (insumos farmacêuticos ativos) no país, etapa estratégica para reduzir a dependência brasileira de importações. 

Com duas unidades fabris em operação e uma terceira em construção, a companhia contou com apoio do BNDES, que aportou R$ 220 milhões para o desenvolvimento de 19 novos medicamentos de interesse estratégico para o Ministério da Saúde, sendo que 15 desses projetos incluem também a produção local dos respectivos IFAs. 

A unidade fabril de Taboão da Serra, atualmente dedicada à produção de sólidos, passará a contar com linhas de soluções orais e está sendo inteiramente remodelada para modernização e aumento significativo da capacidade produtiva. O plano é dobrar a capacidade total, passando de 2 bilhões para 4 bilhões de unidades por ano, considerando sólidos e líquidos. 

Já a planta de Indaiatuba, dedicada à produção de IFAs estratégicos, terá a sua estrutura ampliada para aumentar em mais de seis vezes a capacidade produtiva, saltando de 96,5 toneladas/ano para até 600 toneladas/ano. Além disso, a Blanver iniciou neste ano a implantação de uma terceira unidade industrial em Mairiporã, com área de 30 mil m². O início da operação está previsto para 2026. 

 

Referências:

  1. Ministério da Saúde. Painel da PrEP. Link
  2. Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) Oral à Infecção pelo HIV. Disponível: Link
  3. Prefeitura de São Paulo. Cidade de São Paulo reduz em 55% o número de novas infecções por HIV em 7 anos. Disponível: Dezembro Vermelho: cidade de São Paulo reduz em 55% o número de novas infecções por HIV em 7 anos - Prefeitura de São Paulo - Prefeitura.
  4. San Francisco Government. “New San Francisco Department of Public Health Report Shows HIV Diagnoses in San Francisco Decline in 2023”. Disponível em: Link.

 

Mitos sobre alimentação no carnaval: O que você precisa saber para aproveitar a festa com saúde

Alice Paiva, nutricionista especializada, desmistifica os maiores equívocos sobre alimentação durante o Carnaval e compartilha dicas práticas para manter o corpo em alta performance
 

O Carnaval está batendo à porta, e quem quer curtir a folia sem perder a energia e saúde precisa se preparar bem. Para garantir que os dias de festa não se transformem em um pesadelo de fadiga, ressaca ou desidratação, a nutricionista esportiva Alice Paiva, especializada em emagrecimento e reeducação alimentar, compartilha dicas práticas e estratégicas para manter o corpo em alta performance e aproveitar cada momento da festa com disposição e saúde.
 

Ficar sem comer, ajuda a aproveitar mais a festa 

Um dos maiores mitos sobre o Carnaval é a ideia de que ficar sem comer ajuda a aproveitar mais a festa. "Na prática, isso só aumenta o risco de mal-estar, exageros e ressaca", explica Alice Paiva. Outra falsa crença é que a solução para os excessos do Carnaval está em uma restrição extrema ou em jejum prolongado. "O corpo não funciona bem na lógica do tudo ou nada. Uma alimentação estratégica, mesmo em períodos festivos, é o que vai garantir mais energia, mais prazer e menos impactos negativos depois", afirma Alice.
 

O Impacto do álcool em Jejum 

A nutricionista também alerta para um erro comum que muitas pessoas cometem durante o Carnaval: o consumo excessivo de álcool em jejum. "Isso acelera a hipoglicemia, o que prejudica a concentração, o equilíbrio e o tempo de reação, especialmente em blocos de rua", explica Alice. A dica é sempre consumir alimentos antes de beber, garantindo que o corpo tenha combustível suficiente para lidar com o álcool sem comprometer o desempenho físico e mental.
 

Alimentação Estratégica: Como Manter o Foco e a Disposição 

A alimentação correta também é essencial para manter a energia e o foco durante os blocos e desfiles. "Além de manter refeições equilibradas, invista em lanches que combinem carboidratos de fácil digestão com proteínas e pequenas quantidades de gordura saudável. Isso ajuda a evitar os picos de açúcar e a queda repentina de energia", orienta Alice. Alimentos como banana com pasta de amendoim, sanduíches simples com ovo ou frango e iogurte com frutas são ótimas escolhas.
 

A Chave para uma recuperação rápida: Não deixe a ressaca te pegar 

Após uma noite de festa, a recuperação também exige atenção especial à alimentação. Alice recomenda hidratação com água de coco, frutas ricas em antioxidantes e proteínas de boa qualidade. "Não adianta ficar muitas horas sem comer, esperando que a ressaca passe. O ideal é consumir pequenas refeições ao longo do dia, ajudando o corpo a se regenerar mais rapidamente", diz ela. 


Alice Paiva - nutricionista esportiva especializada em emagrecimento e reeducação alimentar. Com vasta experiência no desenvolvimento de estratégias nutricionais personalizadas, Alice se destaca pela abordagem prática e eficaz, que permite a seus pacientes alcançarem seus objetivos de forma saudável e sustentável. Reconhecida pelo trabalho focado na educação alimentar, Alice incentiva escolhas inteligentes e substituições nutricionais que favorecem o equilíbrio e a qualidade de vida, sempre valorizando o sabor e o prazer à mesa.


Especialista adverte sobre os perigos do ‘Kit Ressaca’ e da automedicaçã

Para curar a ressaca, farmacêutica recomenda tempo,
 cuidado e alerta para nunca misturar fármacos e bebida alcóolica
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Consumo irracional de medicamentos pode sobrecarregar órgãos vitais como fígado, rins e estômago 

 

Com a chegada do Carnaval, muitos foliões recorrem aos chamados “kits ressaca” — combinações de analgésicos, antiácidos e anti-inflamatórios — na tentativa de acelerar a recuperação após o consumo de álcool. No entanto, o que parece ser uma solução rápida esconde graves riscos à saúde. 

Segundo Aline Aparecida Pereira Souza, farmacêutica e responsável técnica pela Farmácia Escola do Centro Universitário Integrado de Campo Mourão (PR), essa prática é perigosa e sem fundamentação científica. “Essas substâncias não possuem indicação farmacológica para anular os efeitos do álcool. Pelo contrário, o consumo irracional pode sobrecarregar órgãos vitais como fígado, rins e estômago”.

 

Os riscos da mistura: Álcool + Medicamentos

A especialista destaca que a associação entre bebidas alcoólicas e medicamentos pode potencializar a toxicidade das substâncias e causar danos severos ao organismo, tais como: 

·         Sobrecarga do Fígado: O álcool e medicamentos competem pela mesma via de metabolização, aumentando drasticamente o risco de hepatite medicamentosa.

·         Danos Gástricos: A mistura com anti-inflamatórios eleva as chances de úlceras e hemorragias no estômago.

·         Sistema Nervoso: Quando associado a analgésicos ou antialérgicos, o álcool pode causar sedação excessiva, tontura, confusão mental e perda da coordenação motora, facilitando quedas e acidentes.

·         Efeito “Mascarado”: Medicamentos e bebidas energéticas podem esconder os sinais de embriaguez, levando o folião a consumir ainda mais álcool e aumentando o risco de intoxicação grave.

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Por que evitar o “Kit Ressaca”?

Aline destaca que muitos desses kits contêm fármacos cujas bulas contraindicam expressamente o uso associado ao álcool. 

Ela lembra ainda que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proíbe a venda desses kits, pois a mistura de vários princípios ativos sem orientação profissional pode reduzir ou anular o efeito de um dos medicamentos, potencializar efeitos colaterais, causar alterações na pressão arterial e no ritmo cardíaco.

 

Como prevenir e tratar a ressaca com segurança?

A especialista reforça que a ressaca é uma resposta do corpo à desidratação e ao excesso de toxinas. Por isso, o único remédio indicado é o tempo e o cuidado.

 

Para prevenir, a recomendação é:

·         Hidratação constante: Intercalar um copo de água para cada dose de bebida alcoólica.

·         Alimentação: Nunca beber de estômago vazio; priorize alimentos ricos em amido e vegetais.

·         Moderação: Evitar a mistura de diferentes tipos de bebidas alcoólicas. 

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Para quem já está de ressaca, a sugestão é:

·         Medidas não farmacológicas: Repouso absoluto e hidratação intensa com água ou soluções isotônicas para repor eletrólitos perdidos, que desempenham um papel importante em diversas funções do corpo, como regular a função dos músculos e manter o equilíbrio de água. 

·         Alimentação leve: Consumir frutas e caldos, evitando alimentos gordurosos que sobrecarregam o fígado.

·         Evite a automedicação: O uso indiscriminado de medicamentos não acelera o processo e pode piorar o quadro clínico. 

“É importante ressaltar que não existe um medicamento capaz de anular os efeitos do álcool no organismo. Por isso, a melhor prevenção ainda é o consumo moderado. E se a ressaca incluir vômitos intensos, tonturas extremas ou dores muito fortes, procure um médico, complementa a farmacêutica Aline Aparecida Pereira Souza, responsável técnica pela Farmácia Escola do Centro Universitário Integrado de Campo Mourão (PR).

 

Centro Universitário Integrado

 

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