Altas temperaturas afetam a saúde e o bem-estar, e idosos estão entre os mais vulneráveis, alerta geriatra da MedSênior
O
verão está prestes a começar e já deu sinais evidentes, nos últimos dias, de
que será de calor intenso. Especialistas em meteorologia e fenômenos climáticos
preveem uma estação com temperaturas acima da média histórica, a exemplo do
verão passado, um dos mais quentes desde 1961.
A expectativa é de ondas de calor elevadas em todo o país, especialmente em
janeiro e fevereiro, com os termômetros chegando a 40 oC em algumas
regiões do país. Nesse cenário, a saúde e o bem-estar das pessoas tendem a ser
fortemente impactados.
Isso
porque, temperaturas ambientais altas acionam um mecanismo para dissipar de
forma rápida e eficiente o calor corporal excessivo: a evaporação de água, em
forma de suor. Por isso, durante o verão, é preciso beber bastante líquido para
repor a água perdida e evitar a desidratação.
O
alerta vale para pessoas de qualquer idade, mas os idosos são especialmente
sensíveis à desidratação, de acordo com a médica geriatra Fernanda Sperandio,
da MedSênior, porque demoram mais tempo sentirem sede e quando a sentem é com
menos intensidade. Além disso, idosos normalmente têm percentual mais elevado de
gordura e a pele mais fina, fatores que aceleram a perda de umidade corporal.
“Cada
organismo tem características próprias e é importante que o idoso converse com
seu geriatra para saber qual a quantidade diária de líquido que precisa ingerir
para manter uma hidratação adequada. Um hábito que ajuda bastante é ter sempre
uma garrafinha ao lado, para poder verificar se está bebendo a quantidade de
líquido recomendada”, ensina ela.
Importância da prevenção e atenção aos sintomas
A
falta de água ou quantidade reduzida de líquidos no organismo pode causar
problemas como tontura, cansaço e sonolência excessivos, fraqueza, redução do
volume urinário e confusão mental, que causam grande mal-estar aos idosos e
exigem hidratação intensiva.
Em
situações mais extremas, há riscos de infecção urinária ou até doenças mais
graves. Nesse caso, os idosos devem procurar um médico ou uma unidade de saúde.
Porém, para que nada disso aconteça, o melhor caminho é a prevenção e a adoção
de cuidados básicos mínimos para evitar a desidratação e outros danos à saúde
devido ao calor.
“Muitos idosos
alegam que não têm o hábito de beber água, mas
no verão essa iniciativa é imprescindível, mesmo que não sintam sede. Aos mais
resistentes a consumir água pura, uma boa dica é beber sucos naturais,
vitaminas, água de coco, chás ou ainda águas saborizadas, com frutas ou
ingredientes refrescantes, como gengibre e hortelã. Essas bebidas não
substituem a água, mas podem ser consumidas de forma complementar, ajudando a
manter o organismo hidratado”, sugere a geriatra Fernanda Sperandio.
Sintomas mais
comuns de desidratação
- Boca
seca;
- Vontade
de beber água constantemente;
- Sonolência;
- Pele
ressecada;
- Dores
de cabeça e tonturas;
- Diminuição
da urina e urina mais concentrada.
Como se
proteger
- Beber
muita água e líquidos em geral, menos café e bebidas alcoólicas, que podem
diminuir a hidratação;
- Evitar
exposição ao sol em horários de pico de calor e atividades físicas
intensas;
- Buscar
locais frescos ou refrigerados;
- Fazer
refeições mais leves;
- Usar
roupas com tecidos especiais, com proteção solar;
- Ficar
atento aos sintomas e procurar um médico ou unidade de saúde caso
persistam ou se agravem.
MedSênior
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