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segunda-feira, 22 de dezembro de 2025

Verão terá calor acima da média e vai exigir cuidados redobrados com a hidratação

 Altas temperaturas afetam a saúde e o bem-estar, e idosos estão entre os mais vulneráveis, alerta geriatra da MedSênior

 

O verão está prestes a começar e já deu sinais evidentes, nos últimos dias, de que será de calor intenso. Especialistas em meteorologia e fenômenos climáticos preveem uma estação com temperaturas acima da média histórica, a exemplo do verão passado, um dos mais quentes desde 1961.

A expectativa é de ondas de calor elevadas em todo o país, especialmente em janeiro e fevereiro, com os termômetros chegando a 40 oC em algumas regiões do país. Nesse cenário, a saúde e o bem-estar das pessoas tendem a ser fortemente impactados. 

Isso porque, temperaturas ambientais altas acionam um mecanismo para dissipar de forma rápida e eficiente o calor corporal excessivo: a evaporação de água, em forma de suor. Por isso, durante o verão, é preciso beber bastante líquido para repor a água perdida e evitar a desidratação. 

O alerta vale para pessoas de qualquer idade, mas os idosos são especialmente sensíveis à desidratação, de acordo com a médica geriatra Fernanda Sperandio, da MedSênior, porque demoram mais tempo sentirem sede e quando a sentem é com menos intensidade. Além disso, idosos normalmente têm percentual mais elevado de gordura e a pele mais fina, fatores que aceleram a perda de umidade corporal. 

“Cada organismo tem características próprias e é importante que o idoso converse com seu geriatra para saber qual a quantidade diária de líquido que precisa ingerir para manter uma hidratação adequada. Um hábito que ajuda bastante é ter sempre uma garrafinha ao lado, para poder verificar se está bebendo a quantidade de líquido recomendada”, ensina ela.
 

Importância da prevenção e atenção aos sintomas

A falta de água ou quantidade reduzida de líquidos no organismo pode causar problemas como tontura, cansaço e sonolência excessivos, fraqueza, redução do volume urinário e confusão mental, que causam grande mal-estar aos idosos e exigem hidratação intensiva. 

Em situações mais extremas, há riscos de infecção urinária ou até doenças mais graves. Nesse caso, os idosos devem procurar um médico ou uma unidade de saúde. Porém, para que nada disso aconteça, o melhor caminho é a prevenção e a adoção de cuidados básicos mínimos para evitar a desidratação e outros danos à saúde devido ao calor. 

Muitos idosos alegam que não têm o hábito de beber água, mas no verão essa iniciativa é imprescindível, mesmo que não sintam sede. Aos mais resistentes a consumir água pura, uma boa dica é beber sucos naturais, vitaminas, água de coco, chás ou ainda águas saborizadas, com frutas ou ingredientes refrescantes, como gengibre e hortelã. Essas bebidas não substituem a água, mas podem ser consumidas de forma complementar, ajudando a manter o organismo hidratado”, sugere a geriatra Fernanda Sperandio.
 

Sintomas mais comuns de desidratação

  • Boca seca;
  • Vontade de beber água constantemente;
  • Sonolência;
  • Pele ressecada;
  • Dores de cabeça e tonturas;
  • Diminuição da urina e urina mais concentrada.

 

Como se proteger

  • Beber muita água e líquidos em geral, menos café e bebidas alcoólicas, que podem diminuir a hidratação;
  • Evitar exposição ao sol em horários de pico de calor e atividades físicas intensas;
  • Buscar locais frescos ou refrigerados;
  • Fazer refeições mais leves;
  • Usar roupas com tecidos especiais, com proteção solar;
  • Ficar atento aos sintomas e procurar um médico ou unidade de saúde caso persistam ou se agravem.

 

MedSênior
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