Segundo a palestrante e especialista em comunicação assertiva e oratória Valdireni Alves, autora do livro “Você é do Tamanho da Sua Comunicação”, esse período se torna mais sensível porque o cérebro humano opera em estado de sobrecarga emocional.
O fim de ano costuma concentrar os maiores níveis de tensão emocional — tanto nas empresas quanto dentro das famílias. É uma época de muitas atividades e sobrecargas.
Pesquisas realizadas pela American Psychological Association (APA), indicam que cerca de 70% das pessoas (de um modo geral) relatam aumento de estresse em dezembro, provocado por acúmulo de tarefas, metas de encerramento de ano e compromissos familiares.
No ambiente corporativo, levantamento do Great Place to Work (GPTW) mostra que a comunicação é um dos principais fatores que impactam o engajamento e o clima organizacional, sendo citada como um dos maiores desafios de liderança e neste período do ano ela se torna ainda mais relevante.
Segundo a palestrante e especialista em comunicação assertiva e oratória Valdireni Alves, autora do livro “Você é do Tamanho da Sua Comunicação”, esse período se torna mais sensível porque o cérebro humano opera em estado de sobrecarga emocional. “A neurociência mostra que, quando estamos cansados ou pressionados, o cérebro ativa regiões relacionadas à reação rápida e defensiva. Isso reduz nossa capacidade de escuta e aumenta respostas impulsivas”, explica.
Para ajudar empresas e famílias a atravessarem dezembro com mais
equilíbrio e menos conflitos, Valdireni apresenta cinco práticas simples de
comunicação que funcionam nos dois ambientes.
5 dicas de comunicação para o fim de ano – nas empresas e nas famílias
1. Alinhar expectativas
reduz conflitos desnecessários
Grande parte
dos atritos surge de expectativas não verbalizadas.
— Nas
empresas: alinhar prioridades e entregas reais das últimas semanas.
— Nas
famílias: conversar sobre viagens, celebrações, responsabilidades e gastos.
Isso diminui
o efeito de “interpretação automática” e de achar que o óbvio não precisa ser
dito.
2. Falar com
intenção diminui respostas impulsivas
Decisões
tomadas sob estresse tendem a ser mais reativas.
— Antes de
responder, desacelerar alguns segundos muda o tom da conversa.
— Perguntar
antes de responder: “O que eu quero construir com essa fala?”
Isso vale
para líderes pressionados e para famílias emocionadas.
3. Praticar
escuta ativa aumenta conexão e reduz ruídos
A escuta
ativa aumenta o nível de confiança entre as pessoas
— Nas
equipes, gera colaboração.
— Nas
famílias, aumenta empatia e diminui julgamentos automáticos.
A regra é
simples: escutar para compreender, e não para rebater.
4. Nas
celebrações: o comportamento é uma forma de comunicação
A
comunicação acontece não apenas pela fala. O que você faz é uma forma poderosa
de comunicação
— No
trabalho: as famosas festas exigem uma postura de acordo com a credibilidade
que você vem construindo.
— Nas
celebrações familiares: não é a hora de assuntos polêmicos e nem de
“especialistas” que querem se posicionar sobre tudo.
Lembre:
muitas vezes não é o que você fala, mas como você fala.
5. Se existe
algo importante que ainda não foi feito, o melhor momento é agora
A
especialista alerta que dezembro ainda é tempo de começar — e não de adiar.
“Quando
deixamos para janeiro, ativamos o ciclo da procrastinação. O cérebro interpreta
o adiamento como alívio temporário e tende a empurrar a decisão para fevereiro,
março e assim por diante”, afirma Valdireni.
— Começar
hoje um treinamento, um novo projeto ou um cuidado pessoal faz com que janeiro
seja continuidade, não reinício.
— Pequenas ações
agora criam consistência para o próximo ano. Esta última dica tem relação
direta com a comunicação interna de cada um, ou seja: com os pensamentos e
decisões.
Valdireni Alves - jornalista, palestrante, especialista em comunicação assertiva, comunicação estratégica e oratória. Autora do livro “Você é do Tamanho da Sua Comunicação”, atua há mais de 30 anos na área, treinando líderes, equipes e profissionais de diferentes setores. Já palestrou para públicos (incluindo evento com 2.500 pessoas) no Brasil e em Portugal.


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