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Entre confraternizações, mesas
fartas e mudanças na rotina, o fim de ano costuma desafiar o equilíbrio do
corpo. O
aumento no consumo de alimentos mais calóricos e bebidas alcoólicas pode afetar
o sono, a digestão e os níveis de energia. Ainda assim, é possível atravessar o
período de festas com mais bem-estar,
inclusive para quem convive com restrições alimentares ou condições crônicas,
desde que com alguns cuidados simples.
Ana Carolina Leite, nutricionista
da UBS Jardim Aracati, unidade gerenciada pelo CEJAM - Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim”, em parceria
com a Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo (SMS-SP), trouxe dicas
práticas para aproveitar as celebrações sem comprometer a saúde.
Aproveite a ceia sem a
obrigação de “comer tudo”
A primeira dica é aliviar a
pressão. “O equilíbrio começa ao tirar o peso da perfeição. A ceia é um momento
especial e deve ser aproveitada com prazer”, afirma Ana Carolina. Comer com
atenção, saborear os alimentos com calma e respeitar a saciedade ajuda a evitar
exageros automáticos. Ao longo do dia, refeições mais leves e nutritivas
colaboram para que o corpo lide melhor com excessos pontuais.
Use o prato como aliado
Diante de tantas opções típicas, a
organização do prato faz diferença. A orientação é simples e eficaz: metade do
prato com saladas e legumes, um quarto com fontes de proteína animal ou vegetal
e o outro com carboidratos como arroz, farofa, batata ou macarrão. “Se a pessoa
quiser misturar os carboidratos, é importante ficar atenta às quantidades”,
explica a nutricionista.
Não se esqueça de se hidratar
No calor do fim de ano, a
hidratação não pode ficar em segundo plano. Manter uma garrafinha de água por
perto ajuda, assim como apostar em água aromatizada, chás gelados, água de coco
e alimentos ricos em água, como frutas e saladas. “Criar o hábito de beber água
ao acordar, antes das refeições e entre eventos facilita muito, e não é preciso
esperar sentir sede”, orienta.
Bebida alcoólica pede
moderação e estratégia
Para quem consome álcool, pequenas
atitudes podem reduzir os desconfortos no dia seguinte. “Intercalar cada dose
de bebida alcoólica com um copo de água é uma regra simples e eficaz”,
reforça a especialista. Evitar beber em jejum,
optar por quantidades menores e escolher dias específicos para o
consumo também ajudam a prevenir ressaca e
desidratação.
Equilibre o dia mesmo que a
ceia seja pesada
Se a ceia promete
ser mais calórica, o restante do dia pode seguir um ritmo mais leve. Frutas,
legumes, proteínas magras e preparações simples ajudam a manter o equilíbrio
digestivo e energético. “Isso não tira o prazer da festa e ainda ajuda o corpo
a se organizar melhor.”
Cuide do sono, mesmo fora da
rotina
Dormir mal impacta diretamente o
bem-estar e até as escolhas alimentares. Ainda que eventos e viagens atrapalhem
os horários, alguns cuidados fazem diferença. “Tentar dormir e acordar em
horários semelhantes, evitar excesso de cafeína e álcool à noite e reservar
alguns minutos para descanso durante o dia já ajudam bastante”.
Atenção especial para quem tem
doenças ou intolerâncias
Pessoas com diabetes, hipertensão,
doenças inflamatórias intestinais ou intolerâncias alimentares também podem
aproveitar as ceias. O cuidado está nas quantidades e nos ingredientes. “Vale
observar excesso de açúcar, sal e gorduras. Priorizar alimentos mais naturais,
proteínas, legumes e preparações simples ajuda muito, sem necessidade de
exclusão total”, orienta.
Adaptações simples mantêm o
sabor
Algumas substituições fazem diferença
no resultado. Usar menos sal e priorizar ervas naturais, optar por assados em
vez de frituras, escolher versões sem lactose quando necessário e reduzir
açúcar em sobremesas são exemplos de ajustes possíveis sem perder o sabor dos
pratos tradicionais.
Uma mesa mais inclusiva faz
diferença
Para o anfitrião, pensar em
variedade é um gesto de cuidado. Saladas, legumes, proteínas simples e molhos à
parte ajudam a atender diferentes necessidades. “Identificar ingredientes e
perguntar previamente sobre restrições alimentares demonstra acolhimento”,
ressalta Ana.
No fim das contas, o mais
importante é a relação com a comida. “O fim de ano não precisa ser um período
de culpa ou excesso de regras. A alimentação também é afeto, celebração e
convivência. Com pequenas escolhas conscientes, respeito ao próprio corpo e
flexibilidade, é possível aproveitar as festas com prazer, equilíbrio e saúde”,
conclui.
CEJAM - Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim”
@cejamoficial

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