Vinho, bebida clássica em festas de final de ano, está entre os maiores vilões da higiene bucal
O final do ano é marcado pelas confraternizações entre amigos e familiares, pelas trocas de presente e pelo cardápio especial da ceia de Natal. Tradição nos lares brasileiros, as nozes, frutas cristalizadas, panetones, perus e bebidas alcoólicas compõe a celebração acompanhada por muitos sorrisos, mas podem afetar a saúde bucal. A Mestre e especialista do Centro Universitário Anhanguera explica que o alto teor de açúcares e a resistência de alguns desses alimentos podem danificar a aparência dos dentes e causar doenças.
A coordenadora do curso de Odontologia do Centro Universitário Anhanguera, Maria Amélia Pazos Roxo, afirma que o álcool, presente nos encontros natalinos, representa a maior preocupação entre os dentistas. “Vinhos e champanhes, por exemplo, têm muito ácido e alteram o pH bucal. O tinto, devido a sua pigmentação, pode deixar manchas, caso não sejam tomados os devidos cuidados”, pontua.
Intercalar os drinques com copos de água ou queijos é uma estratégia para reduzir a acidez – a solução que também pode ser adotada na hora da sobremesa. As guloseimas do Natal, quando consumidas em exagero, provocam, a longo prazo, desenvolvimento de cárie e outros problemas.
Rabanadas, pudins e chocotones são opções ricas em carboidratos, que, em contato com a saliva, favorece a formação de placas bacterianas. Além disso, as bactérias presentes naturalmente na boca se alimentam de açúcar, proliferam sua população e causam dores, desconfortos e mau hálito.
Frutas secas ou cristalizadas, que têm textura pegajosa e
grudenta, demandam atenção dos consumidores. Sua composição dificulta a higiene
dental e os resquícios de comida ficam facilmente aderidos aos dentes. Quanto
mais tempo em superfícies dentais, maiores os riscos para a saúde bucal.
Aparelho e Prótese
Para quem está em tratamento ortodôntico ou usa próteses
dentárias, outro ponto de alerta são os alimentos mais rígidos, como nozes e
castanhas. “Apesar de serem benéficos para a manutenção da saúde gengival, com
suas propriedades de autolimpeza e reestruturação fibrosa, é preciso tomar
cuidado durante a mastigação. Em dentes fracos, é possível até que aconteçam
quebras com a força excessiva das mordidas”, comenta a docente da Anhanguera.
Em qualquer situação, a recomendação principal é escovar os dentes
e usar fio dental, pelo menos, três vezes ao dia para evitar a proliferação de
bactérias e não permitir que o pH da boca diminua. No caso de deslocamento de
bráquetes do aparelho fixo ou danificações, o indicado é procurar pelo dentista
que acompanha o tratamento.

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