O diagnóstico de câncer não é algo simples, pois muitas vezes requer diversos exames. Mas, desde o momento em que se cogita a possibilidade, o reflexo desta simples suposição começa a impactar a vida do paciente e de todos à sua volta.
Esta doença costuma ser associada a idosos, porém
isso é um engano fatal, porque desde que nascemos, estamos sujeitos a ela. São
tipos e riscos diferentes, mas tanto um bebê quanto um idoso podem sofrer de
câncer.
Um idoso entende a doença como consequência da sua
longevidade, e um bebê não compreende o que está acontecendo. Porém, um jovem,
que muitas vezes se acha imortal, com tantos anos de vida pela frente, sofre um
abalo devastador, não apenas financeiro, mas também emocional.
Um jovem acha que pode superar qualquer obstáculo,
e, de repente, a vida lhe coloca frente a frente com uma doença que pode
abreviar sua longa história, transformando o que seria um livro num simples
artigo de uma página.
Nada passa a ser racional. Alguns são mais
receptivos, outros mais agressivos. O fato é que toda ajuda será necessária, e
agora aquele jovem independente e invencível precisará entender que, sozinho,
não vai a lugar nenhum.
Um jovem morrendo não é algo fácil para seus pais,
família e amigos aceitarem. A doença se entranha na estrutura familiar e abala
seus alicerces.
A vida social é deixada de lado para enfrentar um
tratamento no qual o paciente não sabe se sairá vivo ao final. Sua vida está
por um fio, e ele precisa acreditar que vai dar certo, ter esperança. Por isso,
o suporte emocional é um forte aliado no sucesso do tratamento.
Existem entidades privadas e governamentais que
trabalham para reduzir o sofrimento criando bancos de sangue e órgãos,
profissionais que dão apoio, organizações que apoiam financeiramente o
tratamento, voluntários que se propõem a ajudar no dia a dia.
Nessa busca por suporte, apesar do importante papel
das entidades, é nas histórias contadas através de livros, filmes e outras
famílias que o paciente encontra um colo para deitar, um ombro amigo. São
experiências que foram vividas por outras pessoas mas que servem de
referência sobre as batalhas que estão por vir, as mudanças de hábitos,
sequelas e dores.
São histórias de vida e superação que transmitem
acolhimento, trazem esperança e dão forças para seguir em frente na busca da
cura de uma doença implacável que não tem idade.
Essas histórias criam conexões que afastam a
solidão, trazem o conhecimento de quem passou pela mesma dor e ajudam a criar
pontes para superar os maus momentos.
É importante que o jovem perceba que não está enfrentando essa batalha sozinho, que ele se sinta acolhido, que acredite no tratamento. Como toda doença, identificar cedo é importante e a melhor chance de cura. Vamos estar alertas porque ninguém está livre de câncer.
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