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quarta-feira, 24 de dezembro de 2025

Brasil avança no rastreamento do câncer de colo do útero com teste de DNA-HPV

Novo método já está disponível na rede privada e vem sendo implementado pelo SUS, em todo o país

 

O Ministério da Saúde deu um passo importante no enfrentamento do câncer de colo do útero ao incorporar o teste de DNA-HPV como exame primário de rastreamento da doença no Sistema Único de Saúde (SUS). A mudança atualiza o protocolo nacional e alinha o Brasil às estratégias adotadas com sucesso em diversos países, com impacto direto na redução da mortalidade feminina.

O câncer de colo do útero é amplamente evitável, uma vez que está diretamente relacionado à infecção persistente pelo HPV de alto risco, especialmente os tipos 16 e 18. Até então, o protocolo para rastreamento no sistema público era o exame de Papanicolau, realizado a cada três anos em mulheres entre 25 e 65 anos. Com a mudança, o teste de DNA-HPV passará a ser realizado a cada cinco anos, em mulheres de 25 a 64 anos, com capacidade de identificar o vírus antes mesmo do surgimento de alterações celulares.

De acordo com o médico ginecologista Dr. Alexandre Rossi, responsável pelo ambulatório de Ginecologia Geral do Hospital e Maternidade Leonor Mendes de Barros, a mudança representa um avanço significativo para a saúde da mulher.

“O teste de DNA-HPV é mais sensível do que a citologia tradicional e permite identificar o risco de desenvolvimento do câncer com mais antecedência. Isso significa mais tempo para acompanhamento, tratamento adequado e, principalmente, prevenção da doença”, afirma.

Estudos demonstram que países que adotaram o rastreamento com o teste de DNA-HPV conseguiram reduzir de forma expressiva a incidência e a mortalidade por câncer cervical. No novo modelo, a citologia passa a ser indicada apenas nos casos em que o resultado do HPV é positivo, tornando o processo mais eficiente.

Segundo o Dr. Alexandre, mesmo mulheres acima de 60 anos que nunca realizaram o exame devem realizar a testagem ao menos uma vez. 

“O teste de DNA-HPV não é apenas um novo exame. Antecipar o diagnóstico é salvar vidas, preservar a qualidade de vida e oferecer um cuidado mais eficaz e humanizado”, conclui o Dr. Alexandre.


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