Novo método já está disponível na rede privada e vem sendo
implementado pelo SUS, em todo o país
O Ministério da Saúde deu um passo
importante no enfrentamento do câncer de colo do útero ao incorporar o teste de
DNA-HPV como exame primário de rastreamento da doença no Sistema Único de Saúde
(SUS). A mudança atualiza o protocolo nacional e alinha o Brasil às estratégias
adotadas com sucesso em diversos países, com impacto direto na redução da
mortalidade feminina.
O câncer de colo do útero é amplamente
evitável, uma vez que está diretamente relacionado à infecção persistente pelo
HPV de alto risco, especialmente os tipos 16 e 18. Até então, o protocolo para
rastreamento no sistema público era o exame de Papanicolau, realizado a cada
três anos em mulheres entre 25 e 65 anos. Com a mudança, o teste de DNA-HPV
passará a ser realizado a cada cinco anos, em mulheres de 25 a 64 anos, com
capacidade de identificar o vírus antes mesmo do surgimento de alterações
celulares.
De acordo com o médico ginecologista Dr.
Alexandre Rossi, responsável pelo ambulatório de Ginecologia Geral do Hospital
e Maternidade Leonor Mendes de Barros, a mudança representa um avanço
significativo para a saúde da mulher.
“O teste de DNA-HPV é mais sensível do que
a citologia tradicional e permite identificar o risco de desenvolvimento do
câncer com mais antecedência. Isso significa mais tempo para acompanhamento,
tratamento adequado e, principalmente, prevenção da doença”, afirma.
Estudos demonstram que países que adotaram
o rastreamento com o teste de DNA-HPV conseguiram reduzir de forma expressiva a
incidência e a mortalidade por câncer cervical. No novo modelo, a citologia
passa a ser indicada apenas nos casos em que o resultado do HPV é positivo,
tornando o processo mais eficiente.
Segundo o Dr. Alexandre, mesmo mulheres acima de 60 anos que nunca realizaram o exame devem realizar a testagem ao menos uma vez.
“O teste de DNA-HPV não é apenas um novo exame. Antecipar o diagnóstico é salvar vidas, preservar a qualidade de vida e oferecer um cuidado mais eficaz e humanizado”, conclui o Dr. Alexandre.
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