Sociedade
Brasileira de Dermatologia reforça que diagnóstico e tratamento de alergias
cutâneas são atos médicos e não devem ser realizados em salões de beleza ou
clínicas de estética
A Sociedade Brasileira de
Dermatologia (SBD), por meio do seu Departamento de Alergia e Dermatoses
Ocupacionais, emitiu um alerta sobre a prática irregular da realização de
testes alérgicos por profissionais não médicos, como manicures e esteticistas.
A preocupação cresceu após a circulação de vídeos e postagens nas redes sociais
orientando esses profissionais a testarem possíveis reações alérgicas em
clientes expostos a produtos usados na aplicação de unhas artificiais.
Esses produtos, como unhas de
gel, acrílicas, esmaltes de longa duração e adesivos, contêm acrilatos,
substâncias reconhecidamente sensibilizantes, com potencial elevado para
provocar dermatite alérgica de contato. A SBD destaca que, nos últimos anos, foi
registrado um crescimento expressivo nos casos de alergia a essas substâncias.
“O diagnóstico correto da
dermatite alérgica de contato deve ser feito exclusivamente por médicos, de
preferência dermatologistas ou alergologistas, que têm conhecimento técnico
para selecionar as substâncias corretas, aplicar o teste com segurança e
interpretar os resultados de forma precisa”, alerta o Departamento de Alergia e
Dermatoses Ocupacionais da SBD.
A prática indevida da
realização desses testes por profissionais não habilitados pode colocar em
risco a saúde dos clientes. Entre os possíveis efeitos adversos estão:
desenvolvimento de lesões cutâneas, reações locais ou sistêmicas e até mesmo
sensibilização iatrogênica, quando o próprio teste, mal conduzido, gera uma
nova alergia à substância testada.
Ainda que considerados seguros
quando conduzidos por médicos, os testes de contato podem apresentar
complicações, como o reaparecimento de lesões antigas, formação de bolhas e
alterações de pigmentação na pele.
Diante desse cenário, a SBD
alerta a população e os profissionais da área de estética: testes alérgicos não
são procedimentos estéticos, mas exames médicos. Sua execução sem a supervisão
adequada coloca a saúde da pele dos pacientes em risco e fere a legislação
vigente, que determina que o diagnóstico e o tratamento de doenças são
atribuições exclusivas dos médicos.
A SBD reforça seu compromisso
com a saúde da pele da população brasileira e recomenda que, diante de qualquer
suspeita de alergia a produtos cosméticos, o paciente busque atendimento com um
dermatologista.
Para mais informações sobre cuidados com a pele, acesse o
site www.sbd.org.br ou
acompanhe o perfil @dermatologiasbd nas redes sociais.
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