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quinta-feira, 26 de outubro de 2023

Cuidados fundamentais que o paciente renal deve ter em viagens

Com feriados prolongados se aproximando, nefrologista explica como o paciente que realiza terapia renal substitutiva pode se planejar e aproveitar esses momentos

 

Com os feriados de novembro e o recesso oferecido por muitas empresas durante as festas de dezembro, muitos já começam a planejar viagens. Sejam elas rápidas ou de muitos dias, é preciso adotar alguns cuidados para que a doença renal não prejudique os planos, especialmente se o paciente realiza alguma terapia renal substitutiva. Quem faz diálise peritoneal, hemodiálise ou hemodiafiltração pode aproveitar esses momentos de lazer sem impeditivos. 

É importante que o paciente fale com seu nefrologista antes de fazer qualquer plano de viagem, para que o seu estado clínico seja avaliado, evitando riscos e garantindo segurança. 

Uma recomendação importante é não comprar as passagens sem o aval médico ou da clínica da cidade de destino, enquanto ela não autorizar o tratamento dialítico. Isso porque a diálise em trânsito pode ser necessária, e a solicitação do serviço deve ser feita com 30 dias de antecedência, para que a clínica responsável pelo tratamento do paciente possa realizar os trâmites necessários. É essencial que a viagem não atrapalhe o tratamento renal. 

“Há condições que impedem a viagem de um paciente, como a vigência de uma infecção, excesso de líquidos ou patologias de base descompensadas, como hipertensão mal controlada, diabetes mal controlado e excesso de líquido para retirada na diálise”, explica Bruno Graçaplena, nefrologista e responsável técnico pela DaVita Monte Serrat. 

O médico afirma que para garantir uma viagem segura, o nefrologista avalia as condições clínicas e intercorrências nas últimas sessões, a condição do acesso vascular para diálise, a média de ganho intradialítico (peso adquirido entre sessões de diálise) e os últimos exames laboratoriais, além de realizar exame físico completo e minucioso. 

Se a praia for o destina da viagem, os pacientes renais crônicos precisam de cuidados dobrados. “Os portadores de cateter vascular para diálise devem se atentar aos cuidados de higiene do acesso e não o molhar com água do mar, e assim evitar a sujidade no curativo”, alerta Graçaplena. 

O especialista reforça que praias e localizações com temperaturas elevadas pedem mais atenção ao estado volêmico (quantidade de sangue circulando no corpo) do paciente. É preciso ter cuidado com uma possível desidratação, pois os pacientes são mais suscetíveis a tal condição, porém aqueles que urinam pouco ou nada, devem se atentar para o excesso de ganho de peso e não abusar da ingestão de líquidos, além de realizar refeições leves e saudáveis conforme, orientações de um nutricionista. 

Diante de todos esses cuidados essenciais, o paciente deve sempre ter em mãos seus documentos (cartão SUS, RG, CPF e carteira do plano de saúde), as medicações, relatório médico e exames atualizados antes de viajar. Também é importante reforçar aos profissionais da clínica de destino, caso seja alérgico a alguma medicação.

 

DaVita Tratamento Renal

 

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