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quinta-feira, 9 de julho de 2026

Centro Cultural Coreano no Brasil abre inscrições para cursos gratuitos de língua coreana, K-Dance e taekwondo

Interessados poderão se inscrever a partir das 10h da próxima segunda-feira, 13; critérios de seleção variam de acordo com curso desejado
 

Reforçando seu compromisso com a difusão da cultura coreana e a formação cultural no Brasil, o Centro Cultural Coreano no Brasil (CCCB) anuncia, na próxima segunda-feira, 13, a abertura das inscrições para os cursos gratuitos e presenciais do segundo semestre de 2026. A partir das 10h, o público poderá se inscrever em cursos de língua coreana, taekwondo e K-Dance, oferecidos em parceria com importantes equipamentos culturais da cidade de São Paulo. 

As inscrições são gratuitas e realizadas por meio de formulários online pelo site Link. Os critérios de seleção variam de acordo com cada curso, podendo incluir ordem de inscrição, envio de vídeos ou audições presenciais.
 

Língua coreana

Realizado em parceria com o Instituto Rei Sejong, o curso de língua coreana é realizado na sede do CCCB. Gratuito, contempla diferentes níveis de proficiência, do iniciante ao avançado, com turmas organizadas de acordo com o conhecimento prévio dos alunos. 

As aulas são presenciais e têm como objetivo promover o aprendizado estruturado do idioma e ampliar o acesso à cultura coreana por meio da língua. Apesar de gratuito, o curso exige a aquisição de material didático por parte dos alunos selecionados. O curso tem início em 1 de agosto e se encerra em 21 de novembro.
 

K-Dance

Em parceria com o Centro Cultural São Paulo (CCSP), o CCCB oferece o curso de K-Dance entre 1 de agosto e 7 de novembro. A seleção irá acontecer por ordem de inscrição. No total, são 25 vagas disponíveis e podem se inscrever jovens a partir de 15 anos de idade.
 

Taekwondo

Também em parceria com o Centro Cultural São Paulo (CCSP), o curso de Taekwondo recebe interessados de todos os níveis e ocorre de 5 de agosto a 11 de novembro. Os 40 alunos serão selecionados por ordem de inscrição. Para participar, é necessário ter 15 anos e utilizar o uniforme de Taekwondo (dobok) durante as aulas. Será dada prioridade aos alunos que concluíram o primeiro semestre. 

Para além dos cursos regulares, que estão com inscrições abertas, o Centro Cultural Coreano no Brasil também oferece aulas de Taekwondo para estudantes da Universidade de São Paulo (USP), contribuindo para a promoção de um estilo de vida saudável entre os jovens e para o enriquecimento da vida universitária. 

Além disso, desde 2024, o Centro mantém uma turma extracurricular de Taekwondo na Escola Municipal Heliana Mafra Machado de Castro, localizada em Mogi das Cruzes. Por meio dessa iniciativa, crianças do ensino fundamental recebem treinamento em Taekwondo, sendo incentivadas a desenvolver hábitos saudáveis, disciplina e a buscar objetivos cada vez mais elevados. Em breve, a escola deverá formar seus primeiros alunos faixa-preta.
 

Resultados

Os resultados de todos os cursos serão comunicados individualmente por e-mail, conforme os prazos de cada modalidade. Candidatos não selecionados integrarão automaticamente a lista de espera.
 

Sobre o Centro Cultural Coreano no Brasil 

O Centro Cultural Coreano no Brasil (CCCB) é uma instituição oficial do governo da República da Coreia, vinculada ao Ministério da Cultura, Esportes e Turismo. Sediado na Avenida Paulista, o espaço promove a cultura coreana no Brasil por meio de uma programação gratuita e diversificada, que inclui exposições, mostras de cinema, apresentações musicais e cursos de língua e de artes tradicionais. Com uma biblioteca de cerca de 3.700 livros e parcerias com instituições acadêmicas, o CCCB se consolidou como um dos principais pontos de intercâmbio cultural entre Brasil e Coreia do Sul.

 

Mercantilização do vazio e a epidemia das bets

Como a indústria de apostas lucra com o tédio?

 

O cotidiano dos brasileiros foi inundado por uma avalanche verde e amarela de publicidade: são camisas de futebol, intervalos comerciais, redes sociais de influenciadores e campeonatos inteiros envelopados pelas plataformas de apostas online. O que nasceu sob o manto do entretenimento e da promessa de "ganho fácil" logo se transformou em uma das crises de saúde psicossocial pública mais devastadoras do país. 

Diante disso, é preciso encarar a realidade óbvia: o magnetismo avassalador que as bets exercem sobre a mente humana não é um mero fruto da ganância ou falta de controle individual. Mas sim o resultado de um design de comportamento predatório, projetado pela indústria de apostas para sequestrar a nossa biologia e lucrar com as carências sociológicas da nossa época. 

Para compreender a eficácia quase hipnótica desse modelo mercadológico, é preciso descer aos porões da neurociência. No cérebro existe um circuito ancestral chamado sistema de recompensa mesolímbico, responsável por reforçar comportamentos ligados à sobrevivência. O principal combustível desse sistema é a dopamina, que ao contrário do que diz o senso comum, não é o neurotransmissor do prazer.   

O neurocientista Wolfram Schultz demonstra que a dopamina atua como um sinal de erro de predição, sendo a molécula da busca, da antecipação e do aprendizado preditivo. Ela sinaliza a possibilidade de recompensa e impulsiona a ação. Se houvesse apenas o prazer final sem a dopamina da antecipação, nós nunca teríamos motivação para levantar do sofá. 

Portanto, o grande trunfo, e a grande perversidade, das plataformas de apostas está em explorar essa característica de um cérebro que nasceu para ser um predador e um calculador de probabilidades. Ao tornar o ganho completamente imprevisível, as bets manipulam nossos circuitos biológicos, mantendo o indivíduo em um estado permanente e torturante de "quase lá".  

Exames de neuroimagem revelam que, quando se aposta em um time e ele perde por um detalhe, o cérebro não processa isso como uma derrota frustrante. Pelo contrário: ele ativa as mesmas áreas dopaminérgicas de uma vitória, gerando um impulso biológico quase irresistível para apertar o botão e jogar novamente. 

Psicologicamente, as bets também exploram a ilusão de controle. Diferentemente de uma loteria tradicional, onde apenas compramos um bilhete passivo, as casas de apostas oferecem dados, estatísticas, históricos de confrontos, etc. Isso cria no apostador a falsa percepção de que sua "análise técnica" ou seu "conhecimento sobre futebol" estão determinando o resultado. Confunde-se sorte com habilidade. 

Essa hiperestimulação artificial cobra um preço caríssimo. Ao inundar o cérebro com picos constantes de dopamina, a indústria das apostas eleva o limiar do sistema de recompensa. O resultado é o adoecimento da capacidade de sentir satisfação: as ações comuns do cotidiano perdem a cor, dando lugar a um sentimento elevado de vazio e a um tédio crônico. Cria-se, assim, uma engrenagem perfeita de dependência. O indivíduo passa a necessitar da superexcitação digital das apostas para fugir da própria apatia que o jogo causou. 

Estamos diante de uma engenharia de consumo altamente sofisticada que mercantiliza a angústia existencial do sujeito contemporâneo, transformando o tédio e o desespero financeiro em lucro corporativo.  

É urgente que a sociedade brasileira saia da letargia. Precisamos de uma regulamentação rigorosa que limite o poder predatório dessa publicidade invasiva e, sobretudo, de um resgate de redes de apoio e conexões humanas reais. Só assim seremos capazes de preencher, de forma saudável, o vazio que as telas tentam, de maneira trágica, anestesiar. 

   

Marco Aurélio Alvarenga Monteiro - graduado em Física, mestre, doutor e livre-docente em Educação para a Ciência pela UNESP. Professor Associado da Faculdade de Engenharia de Guaratinguetá (UNESP), atua nas áreas de ensino de Física, Robótica Educacional e tecnologias educacionais, coordenando o WEBLAB. É também autor do livro "Nos Labirintos do Eu: Uma jornada para superar as dores do caos interior".


Mais de 4 milhões de brasileiros vivem em moradias sem banheiro

Estudo do Instituto Trata Brasil revela que 63% das moradias sem banheiro estão no Nordeste

 

No Brasil, milhões de habitantes sofrem com condições precárias de acesso à água potável e aos serviços de coleta e tratamento de esgoto. Para além disso, outro problema básico afeta o cotidiano de famílias brasileiras: a ausência de banheiro. 

De acordo com um estudo do Instituto Trata Brasil, que utilizou dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Continuada Anual (PNADCA), cerca de 1,3 milhão de moradias não tinham banheiro de uso exclusivo do domicílio em 2022, o que significa que mais de 4,4 milhões de brasileiros viviam nessas condições. 

A maior parte dessas moradias (63,1%) estava localizada nos estados do Nordeste, totalizando 841 mil habitações em 2022. Entre os estados da região, a maior concentração estava no Maranhão, na Bahia e no Piauí. No Nordeste, cerca de 4 a cada 100 moradias ainda não tinham banheiro de uso exclusivo. 

O perfil da população afetada também chama atenção. Quase 40% das pessoas que viviam em habitações sem banheiro de uso exclusivo em 2022 tinham menos de 20 anos de idade. As pessoas autodeclaradas pardas responderam por 73,7% do total em privação de banheiro, seguidas pelas autodeclaradas brancas, com 13,8%, e pelas autodeclaradas negras, com 10,6%. Em termos relativos, contudo, a maior frequência ocorreu na população indígena, onde 5 a cada 100 pessoas estavam nessa condição. 

A privação de serviços básicos tem implicações imediatas no cotidiano das pessoas, afetando sua saúde, seu trabalho e sua trajetória educacional. Mudar essa realidade a partir do acesso pleno ao saneamento básico significa oferecer uma vida digna para os cidadãos. Em 2026, ano eleitoral, o saneamento precisa estar no centro das propostas e dos debates. 

Para contribuir com essa agenda, o Instituto Trata Brasil lançou o Voto no Saneamento, plataforma que reúne conteúdos informativos e orientações para eleitores cobrarem o tema nas discussões com candidatos e propostas para que o saneamento esteja nos planos de governo.

 

Pós-pandemia: o que nos ensinou sobre as tendências de mercado?

 

Poucos períodos exigiram tanta capacidade de adaptação das empresas quanto a pandemia. Diante de um cenário imprevisível, organizações de todos os setores precisaram abandonar modelos consolidados e implementar mudanças em um ritmo acelerado para garantir sua sobrevivência. Muitas delas foram tratadas como ensinamentos valiosos capazes de redefinir o futuro dos negócios. Outras, com o retorno à normalidade, mostraram que nem toda tendência se sustenta quando as circunstâncias mudam. 

Ainda assim, o legado desse período vai muito além das práticas que continuaram ou que desapareceram, mas na compreensão de que a adaptação deixou de ser uma reação emergencial para se tornar uma competência estratégica. Afinal, se a Covid-19 ensinou algo ao mercado, foi que previsibilidade não pode ser tratada como garantia, reforçando a essencialidade dos planos de contingência e gerenciamento de riscos para que as empresas estejam mais preparadas para se ajustarem a variáveis mais amplas que possam nunca acontecido, até o momento. 

Pesquisas recentes mostram que essa necessidade não é apenas uma impressão do mercado. Dados divulgados no Global CEO Survey 2025, da PwC, por exemplo, relataram que 42% dos CEOs acreditam que suas empresas não serão viáveis na próxima década, caso mantenham seus modelos atuais de operação. Ainda, o Future of Jobs Report 2025, do World Economic Forum, aponta que 59% da força de trabalho global precisará passar por processos de qualificação ou requalificação até 2030, destacando a resiliência, flexibilidade e agilidade como as competências mais valorizadas pelos empregadores. 

A pandemia, por mais que tenha exigido mudanças urgentes e complexas, provocou uma criatividade interessante por parte das empresas, de transformarem suas operações - da intensificação do modelo de trabalho online, a transformações mais intensas de negócios. Cada uma, com a mesma chance de serem uma oportunidade ou fatalidade, dependendo de como enxergariam esse movimento como algo a ser explorado positivamente no futuro. 

Porém, com a volta à normalidade, muitos desses movimentos “justificados” pelo isolamento social, começaram a cair por terra, perdendo espaço e popularidade. Os formatos de relações de trabalho foram alguns dos mais notáveis nesse sentido, saindo das inúmeras vagas home-office impulsionadas naquele período, para rotinas presenciais nos escritórios. A oferta e demanda de um modelo que foi visto como altamente positivo e necessário para sobrevivência, se tornou desbalanceada. 

O plano de contingência empresarial foi outro ensinamento valioso. Se, antes, ninguém esperava um lockdown, hoje passou a se tornar uma variável a ser considerada por qualquer organização. Esses efeitos deixaram claro que todo o processo de gestão e avaliação de riscos precisa ser o mais amplo possível, expandindo as possibilidades para muitos outros cenários - mesmo que, aparentemente, improváveis - de forma que as empresas estejam preparadas para lidar com quaisquer imprevistos, minimizando seus impactos. 

Por fim, o processo de digitalização em alta velocidade impulsionada neste período foi um dos pontos mais significativos. Empresas que, por exemplo, nunca haviam vendido pela internet, passaram a operar nos canais digitais, a adotar meios de pagamento online, implementar atendimento remoto e recorrer a aplicativos de entrega para manter suas operações funcionando. Segundo uma pesquisa encomendada pela Microsoft, como prova disso, 93% das pequenas e médias empresas brasileiras aceleraram seus processos de transformação digital durante a pandemia, ocupando parte essencial de seus investimentos. 

Muitos cargos e cadeiras focados na gestão digital também foram criados, passando a olhar as estratégias de negócio sob uma ótica digital que demanda pessoas capacitadas para isso – viabilizando resultados e geração de valor extremamente positivos que, dificilmente, farão com que deixem de investir em recursos e soluções que continuem proporcionando tais benefícios para o crescimento próspero. 

Ao olharmos para as tendências que surgiram, se fortaleceram ou perderam espaço após a pandemia, talvez a principal conclusão seja que a transformação dos negócios deixou de ser uma escolha estratégica, para se tornar uma necessidade permanente. Mudanças profundas podem surgir de forma repentina, alterando não apenas hábitos de consumo, mas também modelos operacionais, relações de trabalho e dinâmicas de mercado. 

Então, mais do que tentar prever, exatamente, qual será a próxima grande transformação, as empresas precisam se preparar para responder, rapidamente, a cenários que fogem completamente dos padrões conhecidos – o que exige planejamento, gestão de riscos, planos de contingência e uma cultura organizacional aberta à mudança. Afinal, a pandemia provou que nem todas as variáveis podem ser antecipadas, mas as organizações mais preparadas tendem a reagir com mais segurança, agilidade e capacidade de preservar sua competitividade diante do inesperado. 

 

Fernando Poziomczyk - sócio da Wide Executive Search, boutique de recrutamento executivo focado em posições de alta e média gestão.

Wide
https://wide.works/


Superávit do agro paulista registra US$ 10,38 bilhões no primeiro semestre de 2026


No primeiro semestre de 2026, o agronegócio paulista registrou superávit de US$ 10,38 bilhões. Esse resultado foi impulsionado por exportações que somaram US$ 13,34 bilhões, frente a importações de US$ 2,96 bilhões. No período, o setor respondeu por 37,9% do total das exportações do estado, enquanto as importações do agronegócio representaram 6,8% do total estadual. 

A balança comercial do agro paulista está com saldo bastante positivo de acordo com o diretor da Diretoria de Pesquisa dos Agronegócios (APTA), Carlos Nabil. “Esse resultado proporciona um crescimento econômico para o Estado, geração de empregos e desenvolvimento, principalmente no interior paulista”, afirma.
 

PRINCIPAIS PRODUTOS EXPORTADOS PELO AGRO DE SP

O complexo sucroalcooleiro foi responsável por 22,5% do total exportado pelo agro paulista, totalizando US$3,00 bilhões. Deste total, o açúcar representou 95,1% e o álcool etílico, etanol, 4,9%. O setor de carnes veio logo em seguida com 17,5% das vendas externas do setor, totalizando US$2,34 bilhões, com a carne bovina respondendo por 84,1%. O complexo soja teve participação de 14,1% do total exportado, registrando US$1,88 bilhão, 84,1% referentes à soja em grãos e 10,9% de farelo de soja. Produtos florestais representaram 12,6% do valor exportado, com US$1,68 bilhão, com 64,0% de celulose e 29,7% de papel. Os sucos responderam por 7,0% de participação, somando US$938,86 milhões, dos quais 96,2% são referentes ao suco de laranja. Esses cinco grupos representaram, em conjunto, 73,7% das exportações do agronegócio paulista. O café ocupa a sexta posição, com 5,9% de participação na pauta de exportações, somando US$791,64 milhões, 66,5% referentes ao café verde e 28,2% de café solúvel.

As variações nos valores exportados, em comparação com o mesmo período do ano passado, apontaram aumentos nas vendas dos grupos de carnes (+23,5%), complexo soja (+20,3%) e produtos florestais (+12,5%), além de quedas nos grupos de sucos (-39,2%), sucroalcooleiro (-18,8%) e café (-18,5%).

 

PRINCIPAIS DESTINOS DAS EXPORTAÇÕES DO AGRO PAULISTA

A China segue sendo o principal destino das exportações, com 28,3% de participação, adquirindo principalmente produtos do complexo soja, carnes, florestais e produtos do setor sucroalcooleiro. A União Europeia aparece em seguida, com 14,7% de participação, enquanto os Estados Unidos responderam por 9,8%.

 

PARTICIPAÇÃO PAULISTA NO AGRO NACIONAL

No cenário nacional, o agronegócio paulista ocupa o segundo lugar no ranking de exportações, com 15,3% de participação, logo atrás de Mato Grosso (20,5%). 

 

 Figura 1: Participação das exportações do agro por UF, no primeiro semestre de 2026.Fonte: elaborado pelo IEA-APTA a partir dos dados do COMEXSTAT do MDIC

A análise da balança comercial do agronegócio paulista é elaborada mensalmente pelo diretor da Apta, Carlos Nabil Ghobril, e os pesquisadores José Alberto Ângelo e Marli Dias Mascarenhas Oliveira, do Instituto de Economia Agrícola (IEA-Apta), vinculado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo.

 

Diretoria de Pesquisa dos Agronegócios - APTA

 

quarta-feira, 8 de julho de 2026

Saúde SP divulga “abre e fecha” do feriado de 9 de julho

Saiba os horários de funcionamento dos hospitais, AMEs, farmácias de medicamentos especializados e outros serviços 

 

A Secretaria de Estado da Saúde (SES) informa o funcionamento dos serviços estaduais durante o feriado de 9 de julho, que celebra o Dia da Revolução Constitucionalista de 1932, na próxima quinta-feira. Os hospitais estaduais manterão o atendimento normal aos casos de urgência e emergência, com funcionamento ininterrupto dos prontos-socorros, das unidades de internação e dos centros cirúrgicos. 

Na quinta-feira (9), os postos de doação da Pró-Sangue das Clínicas e de Osasco funcionarão das 8h às 16h. Os postos Dante Pazzanese, Mandaqui e Barueri estarão fechados. 

Na sexta-feira (10), emenda do feriado, os postos da Pró-Sangue das Clínicas, de Osasco e do Mandaqui funcionarão das 8h às 16h. Os postos Dante Pazzanese e Barueri permanecerão fechados. Para mais informações, acesse o site da Pró-Sangue: www.prosangue.sp.gov.br. 

As unidades das Farmácias de Medicamentos Especializados (FME), da Unidade Dispensadora de Medicamentos (UDM), das Unidades Dose Certa (São Paulo – Capital) e dos Núcleos de Apoio Farmacêutico (NAF) não funcionarão na quinta-feira (9).

Na sexta-feira (10), funcionarão normalmente as FMEs de Guarulhos, Mogi das Cruzes, Vila Mariana, Bauru, Campinas – Setembrino, Presidente Prudente, São Bernardo do Campo e Hospital João Paulo II. As demais unidades permanecerão fechadas. 

Os Ambulatórios Médicos de Especialidades (AMEs) estarão fechados na quinta-feira (9). Na sexta-feira (10), estarão abertos os AMEs de Américo Brasiliense, Amparo, Andradina, Araçatuba, Assis, Atibaia, Bauru, Botucatu, Campinas, Caraguatatuba, Casa Branca, Catanduva, Dracena, Fernandópolis, Franca, Idoso Oeste, Idoso Sudeste, Interlagos, Itapeva, Ituverava, Jardim dos Prados, Jundiaí, Limeira, Maria Zélia, Mogi das Cruzes, Mogi Guaçu, Ourinhos, Piracicaba, Praia Grande, Presidente Prudente, Promissão, Psiquiatria Vila Maria, Ribeirão Preto, Rio Claro, Santa Bárbara d'Oeste, Santos, São Carlos, São João da Boa Vista, São José do Rio Preto, Taboão da Serra, Taquaritinga, Tupã, Vale do Jurumirim e o Centro de Referência do Idoso ZN.

 

9 de julho: entenda as regras trabalhistas para o feriado estadual em São Paulo

Data que celebra a Revolução Constitucionalista de 1932 é feriado civil em todo o estado e impacta empresas, trabalhadores e serviços essenciais

 

No dia 9 de julho, o estado de São Paulo celebra a Revolução Constitucionalista de 1932, episódio histórico que marcou a mobilização paulista pela convocação de uma nova Constituição para o Brasil. Mais do que uma data de memória, o feriado estadual também levanta dúvidas entre empresas e trabalhadores. Afinal, quem tem direito à folga? A empresa pode manter expediente normal? E como deve ser feita a remuneração de quem trabalha no feriado?

A data, que atinge todo o território paulista e uma população de aproximadamente 46 milhões de habitantes, é considerada feriado civil estadual desde 1997. A instituição ocorreu por meio da Lei Estadual nº 9.497/1997, que definiu o dia 9 de julho como a data magna do Estado de São Paulo, conforme autorização prevista na Lei Federal nº 9.093/1995.

Segundo a advogada Raquel Fabiana Câmara Grieco, sócia do escritório Bosquê & Grieco Advogados Associados, a primeira distinção importante é entender que o dia 9 de julho não é ponto facultativo. “Por se tratar de um feriado previsto em lei estadual, a data não depende de decreto anual para ser válida. Ou seja, o 9 de julho é feriado oficial no estado de São Paulo, e não uma simples liberalidade concedida pelo poder público ou pelas empresas”, explica.

Na prática, isso significa que órgãos públicos, escolas e grande parte das empresas localizadas no estado devem observar a paralisação das atividades na data. No entanto, determinados setores podem funcionar normalmente, especialmente aqueles considerados essenciais ou que, pela natureza da atividade, operam em escala contínua, como saúde, segurança, transporte, alimentação, hotelaria, comércio autorizado e serviços de plantão.

Mesmo nesses casos, a legislação trabalhista estabelece regras específicas para proteger o trabalhador. De acordo com Raquel, quando há expediente em feriados, a empresa deve observar o que está previsto na legislação, em convenções coletivas e nos acordos firmados com sindicatos.

“O trabalho em feriados é permitido em determinadas situações, mas não pode ser tratado como um dia comum. Caso o empregado trabalhe, ele deve receber a remuneração em dobro pelo dia trabalhado ou ter direito a uma folga compensatória, conforme previsão legal e negociação aplicável à categoria”, afirma.

A regra está relacionada ao direito ao repouso semanal remunerado e ao descanso em feriados civis e religiosos. Assim, se a empresa exigir o comparecimento do trabalhador no dia 9 de julho, deverá garantir a devida compensação, que pode variar de acordo com o setor, a escala de trabalho, o contrato e a norma coletiva da categoria.

“É muito importante que os empregadores consultem a convenção coletiva aplicável antes de definir o funcionamento da empresa no feriado. Muitas categorias têm regras próprias sobre escalas, percentuais, banco de horas e folgas compensatórias. A ausência desse cuidado pode gerar passivos trabalhistas”, orienta a especialista.


O que acontece em empresas com atuação nacional?

A advogada destaca que, como o 9 de julho é feriado apenas no estado de São Paulo, a regra se aplica às unidades, filiais ou empregados que prestam serviços em território paulista. Já as unidades localizadas em outros estados seguem o calendário local, salvo se houver política interna mais benéfica ou ajuste específico entre as partes.

Para empregados em home office, a aplicação do feriado deve considerar, em geral, o local de prestação de serviços e as condições contratuais estabelecidas. Por isso, empresas com equipes distribuídas em diferentes estados devem organizar previamente seus calendários internos para evitar tratamento desigual ou insegurança jurídica.

“O modelo remoto trouxe novas dúvidas para empregadores e empregados. Quando há profissionais atuando em diferentes localidades, o ideal é que a empresa tenha uma política clara sobre quais feriados serão observados, sempre respeitando a legislação aplicável e as normas coletivas”, pontua Raquel.

Além do aspecto trabalhista, a data carrega forte significado histórico. A Revolução Constitucionalista teve início em 9 de julho de 1932, em um contexto de insatisfação com o governo de Getúlio Vargas, que havia assumido o poder após a Revolução de 1930. O movimento paulista defendia a reconstitucionalização do país e a convocação de uma Assembleia Constituinte.

Embora o levante tenha terminado com a rendição das forças constitucionalistas em outubro daquele ano, seus efeitos políticos foram relevantes. Entre os principais legados estão a convocação da Assembleia Constituinte, a reabertura do Congresso e o fortalecimento do debate sobre democracia, cidadania e participação popular.

Para Raquel Grieco, compreender o caráter histórico da data ajuda também a reforçar a importância de sua observância no calendário oficial.

“O 9 de julho não é apenas uma pausa no expediente. É uma data que remete à construção institucional do país e, por isso, foi reconhecida como a data magna do Estado de São Paulo. Do ponto de vista trabalhista, esse reconhecimento se traduz em direitos e obrigações que precisam ser respeitados”, conclui.

 

Bosquê & Grieco Advogados Associados
https://bosquegrieco.com.br/

 

Confira o planejamento especial para o Feriado de 09 de Julho nos transportes concedidos de São Paulo

 Operação reforça atendimento nas estradas; ônibus intermunicipais, VLT e linhas concedidas de metrô e trens terão programação diferenciada durante o feriado

Mais de 20 milhões de veículos são esperados nas rodovias concessionadas do estado.
 Foto: ARTESP


A ARTESP preparou uma operação especial para o feriado prolongado da Revolução Constitucionalista de 1932, com ações integradas nas rodovias concedidas, ônibus intermunicipais, VLT da Baixada Santista e linhas concedidas de metrô e trens metropolitanos. Entre os dias 8 e 13 de julho, o planejamento prevê reforço operacional, monitoramento permanente e programação diferenciada nos sistemas de transporte para garantir mais segurança, fluidez e atendimento tanto aos milhões de passageiros e motoristas que devem viajar durante o período, quanto aos que permanecem na Capital e Regiões Metropolitanas durante o feriado.

 

Rodovias concedidas

As rodovias concedidas do Estado de São Paulo devem receber mais de 20 milhões de veículos durante o feriado prolongado da Revolução Constitucionalista de 1932, entre os dias 8 e 13 de julho. A previsão reforça a expectativa de intenso movimento nos principais corredores de ligação entre a capital, o litoral e o interior paulista, exigindo uma operação especial das concessionárias para garantir fluidez e segurança aos usuários. 

Entre os sistemas com maior movimentação prevista estão o corredor Anhanguera-Bandeirantes, operado pela AutoBAn, com quase 3 milhões de veículos, além do Sistema Sorocabana (1,73 milhão), Raposo Castello (1,63 milhão), Rodoanel Oeste (1,38 milhão), Ecovias Leste Paulista (1,37 milhão), Eixo SP (1,23 milhão) e Novo Litoral (1,18 milhão). 

Durante todo o período, as concessionárias atuarão com capacidade operacional plena. O monitoramento será realizado 24 horas por dia pelos Centros de Controle Operacional (CCOs), em conjunto com o Policiamento Rodoviário, utilizando câmeras, painéis eletrônicos, telefones de emergência e demais recursos tecnológicos para acompanhar as condições de tráfego em tempo real. 

O esquema especial prevê reforço das equipes de atendimento, ampliação da frota de guinchos, ambulâncias e viaturas operacionais, além da chamada Operação Visibilidade, com posicionamento estratégico das equipes nas rodovias para agilizar o atendimento aos usuários e ampliar a segurança durante os deslocamentos. Nas praças de pedágio, haverá reforço operacional, com possibilidade de abertura de cabines extras e utilização de equipes de apoio para reduzir filas nos horários de maior movimento. 

Nos corredores que dão acesso ao litoral poderão ser adotadas operações especiais de tráfego conforme o comportamento da demanda. No Sistema Anchieta-Imigrantes, por exemplo, operações de reversão de pistas, como os esquemas 7x3 e 2x8, poderão ser implantadas para ampliar a capacidade da via. Também estão previstas operações específicas na Rodovia dos Tamoios, na SP-055 e na SP-098 para melhorar a fluidez em pontos estratégicos. 

Para reduzir impactos no trânsito, obras programadas e a circulação de cargas especiais serão restringidas nos períodos de maior movimentação, permanecendo apenas as intervenções emergenciais necessárias para garantir a segurança viária.

 

Transporte metropolitano

Os serviços de transporte metropolitano também terão programação especial durante o feriado. Nos ônibus intermunicipais, a operação de 9 de julho seguirá a programação de domingos e feriados. Já na sexta-feira (10), será adotada a programação de “dia ponte”, equivalente a uma operação intermediária entre dias úteis e sábados nas linhas em que essa tabela estiver prevista. Nas demais linhas, a circulação seguirá normalmente a programação de dia útil. 

No VLT da Baixada Santista, o funcionamento no dia 9 de julho também seguirá a programação de domingos e feriados. Na sexta-feira (10), será aplicada a programação de “dia ponte”. 

Nas linhas concedidas de metrô e trens metropolitanos, a oferta de trens seguirá a seguinte programação:

 

Linha 7-Rubi

Na sexta-feira (10) e no sábado (11), a linha 7-Rubi funcionará sem alterações na operação e nos intervalos programados.

Já no dia 9 de julho haverá serviços de modernização da rede aérea, das 16h à meia-noite, assim os trens vão circular por via única entre as estações Franco da Rocha e Baltazar Fidélis. Nestas estações, o embarque e desembarque serão realizados na mesma plataforma nos dois sentidos.

Alguns trens terão como destino final a estação Caieiras. Para seguir viagem até Jundiaí, será necessário aguardar o próximo trem. Durante o período, os intervalos médios serão de 12,5 minutos entre Palmeiras-Barra Funda e Caieiras e de 25 minutos entre Caieiras e Jundiaí.

No dia 12 de julho (domingo) das 18h à meia-noite, os trens irão circular por via única entre as estações Perus e Caieiras. Nestas estações, o embarque e desembarque serão realizados na mesma plataforma nos dois sentidos.

Neste período, alguns trens terão como destino final a estação Vila Aurora. Para seguir viagem até Jundiaí, será necessário aguardar o próximo trem. Com isso, os intervalos médios serão de 12,5 minutos entre Palmeiras-Barra Funda e Vila Aurora e de 25 minutos entre Vila Aurora e Jundiaí.

 

As linhas 4-Amarela, 5-Lilás, 8-Diamante e 9-Esmeralda, administradas pela Motiva Trilhos, terão programação operacional especial durante o feriado da Revolução Constitucionalista, em 9 de julho, e na sexta-feira (10), em razão da expectativa de alteração na demanda de clientes.

 

Na linha 4-Amarela, os trens circularão com intervalos de aproximadamente 6 minutos durante toda a quinta-feira (9). Na sexta-feira (10), a operação também será ajustada para atender ao movimento esperado durante a emenda do feriado. Já na linha 5-Lilás, os intervalos serão de cerca de 6 minutos na quinta-feira e de 3 minutos e 26 segundos na sexta-feira.

 

Na linha 8-Diamante, os trens circularão com intervalos de 10 minutos na quinta-feira. Na sexta-feira, o intervalo será de aproximadamente 8 minutos ao longo do dia e de 5 minutos nos horários de pico. Na linha 9-Esmeralda, a operação contará com intervalos de cerca de 10 minutos na quinta-feira e na sexta-feira, os trens circularão com intervalos de aproximadamente 7 minutos ao longo do dia e de 5 minutos nos horários de pico. 

Durante todo o período, agentes de atendimento e segurança estarão nas estações para orientar os clientes e organizar o fluxo, contribuindo para viagens com mais fluidez e segurança e as operações serão monitoradas em tempo real pela ARTESP, havendo a possibilidade de ajustes conforme o comportamento da demanda.

 

A linha 6-Laranja realizará atividades técnicas e testes de desempenho operacional de sistemas entre os dias 9 e 12 de julho, e, considerando a baixa demanda e o feriado prolongado, a linha não estará operacional no dia 10 de julho, sexta-feira. As demais atividades seguem o planejamento já estabelecido para esta fase da operação, que segue seu curso normal. Atualmente, a Linha 6-Laranja opera de forma assistida de segunda a sexta-feira, das 10h às 15h, exceto feriados.

 

Agência Reguladora de Transportes de São Paulo - ARTESP




GSH Banco de Sangue de São Paulo abre no feriado de 9 de julho e faz apelo à população para doaçã

Unidade funcionará normalmente durante o feriado estadual para reforçar os estoques, que seguem em estado de atenção


O feriado estadual de 9 de julho pode ser uma oportunidade para praticar um gesto capaz de salvar vidas. O GSH Banco de Sangue de São Paulo funcionará normalmente nesta quinta-feira, das 7h às 18h, e convida a população a aproveitar o dia de folga para doar sangue e ajudar a reforçar os estoques, que seguem em estado de atenção.

Este é um dos períodos mais desafiadores do ano para os bancos de sangue. As baixas temperaturas do inverno, o aumento dos casos de doenças respiratórias e a sequência de feriados costumam reduzir significativamente o comparecimento de doadores. Soma-se a isso o período de férias escolares, quando muitas famílias viajam ou alteram a rotina, contribuindo ainda mais para a queda nas doações.

Segundo Janaína Ferreira, líder de captação do GSH Banco de Sangue, a mobilização da população é essencial para garantir o atendimento aos pacientes que dependem de transfusões.

"Mesmo durante os feriados e as férias, os hospitais continuam atendendo pacientes que precisam de sangue para cirurgias, tratamentos diversos e emergências. Por isso, cada doação faz diferença. Quem estiver em São Paulo no feriado pode reservar cerca de uma hora do seu dia para esse gesto de solidariedade", destaca.

Todos os tipos sanguíneos são necessários no momento e a doação é simples, rápida e segura. Os voluntários podem comparecer diretamente à unidade ou agendar previamente. Após o procedimento, o doador ainda tem o restante do feriado para aproveitar com a certeza de que fez a diferença na vida de alguém.


As doações podem ser feitas nos seguintes endereços:

  • Unidade Paraíso: Rua Tomás Carvalhal, 711, bairro Paraíso – atende diariamente, das 7h às 18h, inclusive aos finais de semana e feriados;
  • Unidade Bela Vista | Hospital BP, Rua Maestro Cardim 769, Bela Vista (Portaria 2) – atende diariamente, das 7h às 18h, inclusive aos finais de semana e feriados;
  • Unidade Santo André, Av. Dom Pedro II, 877 (Próximo ao Parque Celso Daniel), atende de segunda a sábado, das 7h às 12h.

Pesquisa Clínica: desvendando mitos e confirmando verdades

No Dia Nacional da Ciência e do Pesquisador Clínico, especialistas do A.C.Camargo explicam como os estudos são conduzidos, quais os critérios de segurança e por que são importantes para o avanço do tratamento do câncer
 

A pesquisa clínica é uma das etapas mais importantes para que novos medicamentos, terapias e estratégias de tratamento cheguem aos pacientes. Na oncologia, esse processo tem papel ainda mais relevante, já que ajuda a ampliar o conhecimento sobre diferentes tipos de tumor, avaliar novas possibilidades de cuidado e construir caminhos para tratamentos cada vez mais personalizados. Aproveitando o Dia Nacional da Ciência e do Pesquisador Clínico, celebrado no dia 08 de julho, trouxemos alguns mitos e verdades sobre os estudos científicos. 

No Brasil, a pesquisa clínica corresponde a cerca de 2,2% dos ensaios clínicos globais. Embora ainda seja uma participação modesta, esse cenário vem avançando com a atuação de centros especializados, equipes qualificadas e maior possibilidade de inclusão de pacientes em estudos. 

No A.C.Camargo Cancer Center, a pesquisa clínica faz parte do modelo integrado que une assistência, ensino, pesquisa e inovação. A instituição conduz estudos em diferentes frentes da oncologia, sempre seguindo protocolos científicos, normas éticas e exigências regulatórias nacionais e internacionais. 

“A pesquisa clínica permite que pacientes tenham acesso a estratégias inovadoras de tratamento, sempre dentro de critérios muito bem definidos, com acompanhamento próximo e segurança. Ela também amplia o impacto da instituição no avanço da oncologia, porque transforma perguntas da prática médica em conhecimento que pode beneficiar muitos outros pacientes”, afirma a Dra. Alessandra Sarti, gerente de Pesquisa Clínica do A.C.Camargo Cancer Center. 

Para a Dra. Mariana Brait, gerente sênior de Pesquisa e membro da Diretoria de Ensino, Pesquisa e Inovação da mesma instituição, o futuro da pesquisa clínica está diretamente relacionado à personalização do cuidado. “Caminhamos para compreender cada vez melhor as características de cada tumor e de cada paciente. Isso permite desenvolver tratamentos mais direcionados, com maior chance de benefício e menor exposição a abordagens que talvez não sejam as mais adequadas para aquele caso”, explica. 

Apesar de sua importância, a pesquisa clínica ainda é cercada por dúvidas. Muitos pacientes e familiares associam os estudos científicos à ideia de risco, falta de escolha ou ausência de alternativas terapêuticas. A seguir, Mariana Brait e Alessandra Sarti esclarecem alguns dos principais mitos e verdades sobre o tema.
 

1) “Participar de pesquisa clínica é ser cobaia?”

Mito - A participação em pesquisa clínica é regulada por um comitê de ética, que avalia, através de um colegiado de especialistas, o projeto e a sua segurança para os participantes. Somente após essa aprovação o estudo pode ser iniciado. Antes de ingressar, o paciente recebe todas as informações sobre o objetivo da pesquisa, os procedimentos previstos, os possíveis riscos, os potenciais benefícios e as alternativas disponíveis. 

Esse processo é formalizado por meio do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido, documento que deve ser lido, compreendido e assinado pelo paciente ou por seu responsável legal. A assinatura, no entanto, não representa uma obrigação definitiva: o paciente pode retirar seu consentimento a qualquer momento, sem prejuízo ao seu cuidado. 

“Esse é um medo muito comum. Mas a pesquisa clínica não é feita sem critério, nem sem proteção ao paciente. Existe um protocolo, uma equipe treinada, acompanhamento constante e uma estrutura ética que orienta todas as etapas”, afirma Mariana Brait.

 

2) “A pesquisa clínica só acontece quando não há mais opções de tratamento?”

Mito - Existem estudos clínicos voltados para diferentes momentos da jornada do paciente, desde fases iniciais da doença até contextos em que outras alternativas já foram utilizadas. A indicação depende do objetivo do estudo, do tipo de tumor, das características clínicas do paciente e dos critérios previstos no protocolo. 

Em alguns casos, pacientes podem ser convidados a participar de pesquisas quando já passaram por tratamentos anteriores. Em outros, os estudos podem avaliar novas combinações, novas estratégias ou abordagens mais personalizadas em etapas diferentes do cuidado.

 

3) “A pesquisa clínica pode trazer benefícios para os pacientes”

Verdade - A participação em um estudo clínico pode trazer benefícios, especialmente para pacientes que já passaram por linhas anteriores de tratamento e ainda precisam de novas possibilidades terapêuticas. Em alguns casos, quando uma molécula inovadora é avaliada e demonstra bons resultados, ela pode contribuir para melhor prognóstico ou melhor qualidade de vida. 

“A pesquisa clínica não ajuda apenas um paciente individualmente. Ela também ajuda pessoas diagnosticadas como ele, porque contribui para ampliar o conhecimento e melhorar os tratamentos no futuro”, ressalta Mariana Brait. 

O benefício, então, pode acontecer pelo acesso a uma estratégia inovadora, pela contribuição com dados comparativos ou pelo avanço do conhecimento científico.
 

4) “A pesquisa clínica contribui para a ciência”

Verdade - A pesquisa clínica é uma das bases para a evolução da medicina. Ela permite estudar tratamentos já existentes, avaliar o que pode ser aprimorado e desenvolver novas possibilidades de cuidado para o futuro. 

“A pesquisa clínica também pode surgir a partir de fármacos já existentes para determinadas indicações que, ao longo dos estudos, demonstram eficácia em outros tratamentos. Assim, uma mesma molécula pode ser investigada para diferentes patologias”, afirma Alessandra Sarti. “O propósito da pesquisa clínica no A.C.Camargo é a esperança.” Uma esperança construída com método, segurança e rigor científico.

 

5) “A pesquisa clínica começa nos estudos com o paciente”

Mito - Antes de chegar aos pacientes, uma nova terapia ou estratégia passa por etapas anteriores de investigação. Muitas pesquisas começam em laboratório, com estudos em células, modelos experimentais e avaliações pré-clínicas. Só depois de uma sequência de análises e aprovações é que um estudo pode avançar para a fase clínica. 

No caso dos ensaios com pacientes, cada etapa tem objetivos específicos. Os estudos podem avaliar segurança, dose, eficácia, comparação com tratamentos já existentes ou combinações terapêuticas. Tudo isso é definido previamente em um protocolo científico.

“As pesquisas, em geral, nascem de perguntas importantes da prática médica. Observamos os pacientes, os tratamentos disponíveis e as lacunas que ainda precisam ser respondidas. A partir daí, a ciência busca caminhos para melhorar o cuidado”, explica Brait.
  


A.C.CAMARGO CANCER CENTER



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