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quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

De manhã, café. À tarde, cuidado: como curtir o Carnaval com saúde

Com foco em hidratação, alimentação e descanso, médica da rede estadual explica como aproveitar a folia


DeBÍ TeR MaIs CuiDAdo, com blocos lotados, calor intenso e muitas horas de festa, o Carnaval exige atenção redobrada com a saúde. Para curtir a folia do começo ao fim, o segredo está no equilíbrio, na hidratação constante, na alimentação adequada e no respeito aos limites do corpo, cuidados essenciais para manter o fôlego e evitar imprevistos durante a festa. 

De manhã, o corpo precisa de combustível. A orientação da médica Thaiz Boldrin, do Complexo Hospitalar Heliópolis, unidade da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) e gerenciada pelo Einstein Hospital Israelita, é nunca sair para o bloco de barriga vazia. “Uma refeição reforçada antes da folia, com foco em carboidratos, ajuda a garantir energia ao longo do dia e a reduzir os impactos do consumo de bebidas alcoólicas”, explica. 

À tarde, o ritmo aumenta, mas a hidratação precisa vir em primeiro lugar. O calor intenso, aliado ao esforço físico e ao consumo de bebidas alcoólicas, acelera a perda de líquidos e aumenta o risco de desidratação. A recomendação é beber água constantemente, mesmo sem sede, intercalando com água de coco ou bebidas isotônicas. 

Dados da Secretaria mostram que, de janeiro a novembro de 2025, foram registrados cerca de 4,2 mil atendimentos por desidratação em todo o estado. 

Durante a festa, a alimentação não deve ser deixada de lado. A dica é não depender apenas de ambulantes e levar lanches práticos na mochila, como castanhas, barras de cereal e frutas de fácil consumo, como banana e maçã, além de garantir água mineral. 

Caminhar longas distâncias e dançar por horas transforma o bloco em uma atividade física intensa. Fazer pausas na sombra, descansar sempre que possível e observar sinais de cansaço ajudam a evitar complicações. 

Grupos de risco exigem atenção redobrada. Idosos e pessoas com doenças crônicas, como insuficiência cardíaca, precisam monitorar com rigor a ingestão de líquidos para evitar sobrecarga do coração. Pessoas com diabete que utilizam insulina ou medicamentos hipoglicemiantes devem manter as refeições regulares para prevenir episódios de hipoglicemia. 

É fundamental procurar atendimento de saúde imediatamente em casos de tontura, confusão mental, boca muito seca, febre alta, falta de ar ou quando vômitos e diarreia impedirem a reposição de líquidos. Dor no peito é sinal de emergência e exige socorro imediato.


Uber lança ação para incentivar a doação de sangue no período de Carnaval

 

Parceria com o GSH Banco de Sangue de São Paulo e demais unidades do Grupo GSH busca reforçar os estoques em um dos períodos mais críticos do ano

 

A Uber acaba de lançar uma iniciativa especial de incentivo à doação de sangue durante o período de Carnaval, oferecendo códigos promocionais para os doadores que se dirigirem às unidades do GSH Banco de Sangue de São Paulo (Paraíso, Beneficência Portuguesa e Santo André). A ação, que vai até o dia 26, e que abrange também os demais bancos de sangue da rede distribuídos pelo país, tem como objetivo facilitar o acesso dos voluntários aos bancos de sangue e contribuir para a recomposição dos estoques, que sofrem queda significativa nesta época do ano.

A dinâmica da campanha é simples: o doador interessado deve escolher e entrar em contato com uma das unidades de bancos de sangue do Grupo GSH em São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Salvador, Recife, Teresina, Santo André, Ribeirão Preto, Araçatuba e Petrópolis, neste link, informando o interesse em participar da campanha. Após o contato, o GSH fornecerá um código promocional que deverá ser inserido pelo usuário no aplicativo da Uber. Será disponibilizado um benefício por pessoa concedendo até R$ 50 por voucher, valor que pode ser utilizado para ida e/ou volta, respeitando esse limite, tendo como origem ou destino uma das unidades dos Bancos de Sangue do Grupo.

A iniciativa ganha ainda mais relevância neste período do ano, marcado pelo feriado prolongado, viagens e festas, fatores que impactam diretamente a presença de doadores. “Durante o Carnaval, a redução no número de doações é expressiva, ao mesmo tempo em que a demanda por sangue continua alta, especialmente em atendimentos de urgência e emergência. Iniciativas como essa são fundamentais para garantir a manutenção dos estoques e salvar vidas, principalmente em períodos críticos como esse”, ressalta Vinicius Garcia, gerente de Captação e Marketing do Grupo GSH.

Com a ação, Uber e Grupo GSH unem esforços para facilitar o acesso dos doadores aos bancos de sangue e conscientizar a população sobre a importância de manter um gesto solidário contínuo, mesmo durante períodos festivos. Um gesto que gera impacto real e leva esperança a pacientes e seus familiares, que, nesses momentos, vivenciam situações de fragilidade e preocupação.


Obesidade pode agravar doenças inflamatórias intestinais

Excesso de gordura corporal aumenta o estado inflamatório do organismo e dificulta o controle da doença

 

A relação entre obesidade e doenças inflamatórias intestinais (DII), como a doença de Crohn e a retocolite ulcerativa, tem chamado a atenção da comunidade médica. Estudos recentes mostram que o excesso de gordura corporal pode agravar os sintomas das DII e reduzir a resposta ao tratamento[i]. 

A obesidade é uma condição inflamatória crônica. O tecido adiposo, além de armazenar energia, atua como um órgão ativo que libera substâncias inflamatórias como citocinas e adipocinas, que ampliam a resposta imune no organismo e podem intensificar a inflamação intestinal. Essa ação contribui para o agravamento da DII e pode aumentar a frequência das crises[ii]. 

Outro ponto-chave é a alteração da microbiota intestinal, o conjunto de bactérias que protege e regula o funcionamento do intestino. Pesquisas mostram que dietas ricas em gorduras e ultraprocessados, comuns em pessoas com obesidade, provocam disbiose, um desequilíbrio microbiano que favorece a inflamação intestinal e a piora dos sintomas[iii]. 

Pacientes com DII e excesso de peso apresentam maior atividade inflamatória e risco aumentado de hospitalizações. O sobrepeso também está associado a pior resposta a medicamentos biológicos e a necessidade de ajustes frequentes no tratamento[iv]

Segundo o Dr. Sérgio Teixeira, diretor médico da Ferring Brasil, o tratamento da DII deve considerar não apenas os sintomas intestinais, mas também fatores metabólicos e emocionais. “A associação de suporte psicológico com o tratamento adequado se faz essencial para que esses pacientes possam ter melhor qualidade de vida”, destaca. 

O médico reforça que o manejo da obesidade, o equilíbrio emocional e a alimentação adequada são fundamentais para reduzir a inflamação sistêmica e controlar melhor a doença.

Orientações práticas para pacientes com DII e obesidade:

  • Acompanhamento médico e nutricional[v]: o trabalho conjunto entre gastroenterologista e nutricionista ajuda a ajustar o tratamento e a dieta conforme a fase da doença;
  • Alimentação equilibrada[vi]: priorizar frutas, verduras e legumes, evitando ultraprocessados e excesso de gordura, contribui para o controle inflamatório;
  • Atividade física regular[vii]: melhora o metabolismo e ajuda a reduzir a liberação de citocinas inflamatórias;
  • Saúde mental[viii]: o estresse pode agravar crises e comprometer a adesão ao tratamento, tornando o suporte psicológico parte essencial do cuidado.

 

Ferring Pharmaceuticals
Ferring Brasil.

 

Referências bibliográficas:  

[i] GEDIIB. Como prevenir o ganho de peso na doença inflamatória intestinal. GEDIIB, 12 nov. 2019. Disponível em: Link. 

[ii] SIPPEL, C. A.; BASTIAN, R. M. de A.; GIOVANELLA, J.; FACCIN, C.; CONTINI, V.; DAL BOSCO, S. M. Processos inflamatórios da obesidade. Revista de Atenção à Saúde. Out./dez. 2014. Disponível em: Link. 

[iii] ARROSO, A. L. P.; MATOS, M. R. T. Influência do padrão alimentar ocidental e da obesidade na modulação da microbiota intestinal: uma revisão integrativa. Nutrivisa : Revista de Nutrição e Vigilância em Saúde, Fortaleza. Disponível em: Link.
 

[iv] SINGH, S.; SHARMA, P.; DULAI, P. S. Impact of Obesity on Response to Biologic Therapies in Patients with Inflammatory Bowel Diseases. Gastroenterology & Hepatology. 2023. Disponível em: Link. A 

[v]GEDIIB (Grupo de Estudos da Doença Inflamatória Intestinal do Brasil). Cartilha Nutrição na DII. [S.l.]: GEDIIB, 2020. Disponível em: Link. 

[vi] ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE COLITE ULCERATIVA E DOENÇA DE CROHN (ABCD). Manual de Nutrição na Doença Inflamatória Intestinal (DII). São Paulo. [S.d.]. Disponível em: Link.

[vii] SEVERO, J. S. Exercício físico como abordagem terapêutica em doenças gastrointestinais. Journal of Clinical Medicine. 2025. Disponível em: Link. 

[viii] CAVALCANTI, T. Psychological stress in inflammatory bowel disease: psychoneuroimmunological insights into bidirectional gut-brain communications. Journal of Psychoneuroimmunology. 2022. Disponível em: Link.



Quando o trabalho dói: os sinais da LER/DORT e como evitar o problema

Alongamentos e ginástica laboral são aliados
 importantes no cuidado com o corpo
 Freepix
Ortopedista do Vera Cruz Hospital, em Campinas, José Luis Zabeu, explica sintomas, tratamentos e mudanças na rotina que ajudam a prevenir lesões 

 

Dor persistente que piora durante o trabalho e melhora com o repouso, fadiga muscular precoce, formigamentos, dormências, inchaços leves e perda de força estão entre os desconfortos mais comuns no dia a dia de quem desenvolve Lesões por Esforços Repetitivos (LER) e os Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho (DORT). As condições seguem entre as principais causas de afastamento laboral no Brasil. 

As LER/DORT não correspondem a uma doença única, mas a um conjunto de síndromes que afetam músculos, nervos e tendões, principalmente nos membros superiores e na coluna vertebral. Embora a sigla LER ainda seja amplamente utilizada, o termo DORT é mais abrangente, pois inclui não apenas movimentos repetitivos, mas também fatores como posturas inadequadas mantidas por longos períodos, uso de força excessiva, vibração e ritmo acelerado de trabalho. 

Entre as doenças mais frequentes relacionadas às LER/DORT estão as tendinites, que são inflamações nos tendões comuns em ombros, cotovelos, punhos e mãos; a síndrome do túnel do carpo, caracterizada pela compressão de um nervo no punho, causando dor e dormência; as bursites, inflamações das bursas que atingem principalmente os ombros; além das cervicalgias e lombalgias, que correspondem a dores musculares na região da coluna cervical e lombar. 

Dados preliminares de 2025, do Ministério da Saúde, apontam alta prevalência dessas doenças, especialmente em setores como indústria calçadista, teleatendimento e linhas de produção. As notificações indicam maior incidência em homens (58,8%), na faixa etária de 35 a 54 anos, com destaque para quadros de dores crônicas, síndrome do túnel do carpo e tendinites. A região Sudeste concentra a maior parte dos registros. Os números ganham ainda mais relevância no próximo 28, Dia Mundial de Combate à LER/DORT, data criada para conscientizar trabalhadores e empresas sobre os riscos das lesões ocupacionais e a importância da prevenção. 

José Luís Zabeu, ortopedista do Vera Cruz Hospital, em Campinas (SP), explica que qualquer atividade que sobrecarregue o sistema musculoesquelético de forma contínua representa risco. “No Brasil, dados do Ministério da Saúde mostram alta incidência em profissões que envolvem repetição, posturas inadequadas ou força excessiva, como digitadores, trabalhadores de linha de produção, profissionais da limpeza, operadores de caixa, costureiros e teleoperadores”, afirma. 

O diagnóstico é essencialmente clínico, baseado na história ocupacional e no exame físico. Análises de imagem, como ultrassom e ressonância magnética, auxiliam na exclusão de outras doenças, mas não definem isoladamente a qualificação da patologia. 

O tratamento envolve controle da dor com medicação, fisioterapia, reabilitação funcional, fortalecimento muscular e adequações no ambiente de trabalho. E a ergonomia tem papel central nesse processo, incluindo ajustes de mobiliário, equipamentos de apoio, organização de tarefas e análise das jornadas. 

“Quando o distúrbio impede o exercício da função, pode haver afastamento temporário para tratamento. Sem mudanças nas condições de trabalho, há risco de recidiva e agravamento. Em casos crônicos, podem ocorrer limitações permanentes e até aposentadoria por invalidez, especialmente quando o tratamento é tardio ou ineficaz”, alerta o especialista. 

Hábitos fora do trabalho também influenciam. Posturas inadequadas em casa, uso excessivo de celular, sedentarismo, sobrepeso, sono irregular e estresse contribuem para o surgimento ou manutenção das lesões. “Tudo que aumente o estresse físico ou emocional predispõe às LER/DORT”.

 

(Auto)ajuda

Zabeu ressalta que pequenas mudanças podem gerar grandes impactos e que medidas simples reduzem significativamente os riscos, como colocar o monitor na altura dos olhos; manter cotovelos e pés apoiados; fazer pausas de 5 a 10 minutos por hora; alternar tarefas; manter hidratação regular; evitar o uso do celular nas pausas; e utilizar ferramentas que reduzam o esforço físico. 

Alongamentos e ginástica laboral também são aliados importantes. “As pausas permitem a recuperação de músculos e tendões. Alongamentos devem durar de 20 a 30 segundos, sem provocar dor. Programas de ginástica laboral, orientados por fisioterapeutas, são excelentes ferramentas preventivas”, orienta. 

O uso intenso de computadores e, principalmente, de celulares tem ampliado os casos. “A cabeça inclinada sobre o celular sobrecarrega a coluna cervical. A digitação constante com os polegares favorece tendinites. O ideal é manter o aparelho na altura dos olhos, priorizar o computador para textos longos e fazer pausas frequentes”, finaliza.

  

Vera Cruz Hospital

 

Rouquidão no Carnaval: Como Evitar Problemas Vocais Durante a Folia

Uso excessivo da voz, consumo de álcool e cigarro podem causar lesões nas pregas vocais durante a folia. Especialistas alertam sobre os riscos da rouquidão e dão dicas para manter a saúde vocal no Carnaval
 

Sexta-feira começa oficialmente o Carnaval e, com ele, dias de muita festa, música alta e animação. No entanto, o excesso no uso da voz durante a folia pode trazer consequências indesejadas, como a rouquidão. Conversar em ambientes barulhentos, cantar por longos períodos e até mesmo gritar podem causar inflamação nas pregas vocais, levando à laringite e, em casos mais graves, à formação de nódulos ou pólipos vocais.

Segundo a Dra. Roberta Pilla, otorrinolaringologista da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial (ABORL-CCF), o abuso vocal é um dos principais fatores que levam à rouquidão nesta época do ano. "O uso inadequado da voz pode causar lesões fonotraumáticas, que são danos nas pregas vocais devido ao impacto repetitivo. Além disso, o consumo de álcool e cigarro piora ainda mais a saúde vocal", alerta a especialista. 

A Dra. Maura Neves, otorrinolaringologista pela USP, reforça que a rouquidão durante o Carnaval está diretamente ligada à laringite por abuso vocal. "Gritar, falar alto ou por muito tempo pode inflamar as pregas vocais e até levar à perda temporária da voz. A desidratação, aliada ao consumo de bebidas alcoólicas e fumo, potencializa esses danos e pode até mesmo levar à necessidade de intervenção médica", explica.

Principais cuidados para evitar a rouquidão no Carnaval:

  • Hidratação é essencial: beba água regularmente para manter as pregas vocais bem lubrificadas.
  • Evite gritar ou falar alto: em ambientes muito barulhentos, prefira se comunicar por gestos ou aproxime-se para falar.
  • Modere no álcool e evite o cigarro: essas substâncias irritam a mucosa da garganta e agravam o refluxo, que também contribui para a rouquidão.
  • Alimentação equilibrada: evite alimentos muito condimentados, frituras e bebidas com cafeína, pois podem aumentar a inflamação e agravar o quadro.
  • Descanse a voz sempre que possível: se sentir qualquer alteração na voz, reduza o esforço vocal e evite cantar ou falar excessivamente.

Pastilhas e sprays ajudam a prevenir a rouquidão? Segundo as especialistas, o uso de pastilhas e sprays pode não ser eficaz e até prejudicar a saúde vocal. "Muitas dessas substâncias têm efeito anestésico e mascaram os sintomas, fazendo com que a pessoa continue forçando a voz sem perceber o dano que está causando", explica a Dra. Roberta Pilla.

Se a rouquidão persistir após a folia, o ideal é procurar um otorrinolaringologista para avaliação. "O Carnaval passa, mas sua voz é para a vida toda. Cuide dela com carinho!", conclui a Dra. Maura Neves.
 

Dra. Maura Neves – Otorrinolaringologista. Formação: Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Graduado em medicina pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo – USP. Residência médica em Otorrinolaringologia no Hospital das Clinicas Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo – USP. Fellowship em Cirurgia Endoscópica Nasal no Hospital das Clinicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo – USP. Título de especialista pela Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial - ABORL-CCF



Dor de dente: quando é cárie comum e quando já é caso de canal?

 

A dor de dente é um dos incômodos mais comuns e temidos por brasileiros de todas as idades. Em muitos casos, ela é o primeiro sinal de que algo não vai bem na boca, como uma cárie começando, mas também pode indicar um problema mais profundo que exige tratamento de canal. 

Dados recentes da Pesquisa Nacional de Saúde Bucal, realizados em parceria pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), mostram que aproximadamente 41,5% da população brasileira apresenta cáries dentárias, com uma média de 2,2 dentes cariados por pessoa, número que é ainda mais elevado entre adolescentes de 12 a 15 anos, chegando a 57,4% nessa faixa etária. 

A cárie dental é uma lesão que começa quando a placa bacteriana, aquela película pegajosa que fica nos dentes e se acumula e ataca o esmalte. Nos estágios iniciais, pode causar sensibilidade ao doce ou ao frio, mas quando progride, a dor pode aparecer de forma persistente e latejante. Se a cárie não for tratada logo, ela pode atingir a polpa do dente, onde estão os nervos e vasos, e gerar dor intensa, infecção e até abscessos. 

“A dor de dente é um sinal de alerta que o corpo nos dá, que não pode ser ignorada. Na maior parte das vezes, ela começa com uma cárie que poderia ter sido interrompida com prevenção simples, como escovação correta, uso de fio dental e visitas regulares ao dentista. Quando chega ao canal, a situação já é mais séria e exige um tratamento mais complexo e cuidadoso”, afirma Paulo Augusto Yanase, dentista da Oral Sin, maior rede de clínica odontológica do país. 

Já o tratamento de canal, tecnicamente chamado de tratamento endodôntico, é indicado quando a polpa do dente sofreu dano irreversível, geralmente por uma cárie profunda, trauma ou infecção e começa a causar dor intensa e persistente, inchaço, sensibilidade prolongada ao calor ou frio, e até escurecimento do dente. Nesses casos, simplesmente “tirar a dor” com analgésicos não resolve o problema na raiz. 

Estudos mostram que em populações adultas brasileiras há uma prevalência significativa de dentes que já passaram por tratamento de canal, indicando que muitas cáries não foram tratadas precocemente e evoluíram para condições que exigiram intervenção mais profunda. 

A dor causada por problemas dentários pode afetar vários aspectos da vida cotidiana, desde dificuldades para mastigar e dormir até impactos no humor, produtividade no trabalho e autoestima. Em crianças e adolescentes, pode até refletir no desempenho escolar. 

“Muitas pessoas só procuram o dentista quando a dor se torna insuportável e aí o tratamento pode ser mais caro e demorado do que se tivessem buscado cuidado antes”, complementa Yanase. “Investir na prevenção e não ignorar dores, por menores que pareçam, é cuidar da saúde e bem-estar de forma inteligente.” 

A melhor forma de evitar que uma cárie se torne um problema de canal é apostar na prevenção, com escovação correta com creme dental fluoretado ao menos duas vezes ao dia, uso de fio dental diariamente, visitas regulares ao dentista para limpezas e check-ups e evitar consumo excessivo de alimentos e bebidas açucaradas.

 

Oral Sin 


Saúde SP reforça cuidados para prevenir casos de intoxicação por metanol durante o carnaval

Durante a folia, Estado intensifica ações da vigilância e fiscalização relacionadas à intoxicação e à venda de bebidas alcoólicas para menores

 

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) alerta a população para os riscos da ingestão de bebidas alcoólicas adulteradas e reforça a importância de adotar cuidados durante o período de Carnaval. A recomendação é adquirir produtos apenas de estabelecimentos regularizados, verificar a procedência das bebidas e evitar o consumo de itens de origem desconhecida. 

O Centro de Vigilância Sanitária (CVS) do Estado de São Paulo está coordenando as ações junto às Vigilâncias Sanitárias Municipais, que são as responsáveis pela inspeção de estabelecimentos e vendedores ambulantes que comercializam alimentos e bebidas alcoólicas, incluindo a verificação da origem e procedência dos produtos.  

Em outra frente, o CVS estará em campo com fiscalização para coibir a venda e o consumo de bebidas alcoólicas por menores de 18 anos, conforme a Lei Estadual nº 14.592/2011. O objetivo é orientar o comércio e à população sobre as regras de comercialização e os riscos do consumo de bebidas alcoólicas por menores, com foco na prevenção e no cumprimento da legislação.

 

Recomendação

O CVS recomenda que bares, empresas e demais estabelecimentos redobre a atenção quanto à procedência dos produtos oferecidos, e que a população adquira apenas bebidas de fabricantes legalizados, com rótulo, lacre de segurança e selo fiscal, evitando opções de origem duvidosa e prevenindo casos de intoxicação que podem colocar a vida em risco.

 

Sinais e sintomas de alerta:

- Iniciais (até 6h após ingestão): dor abdominal intensa, sonolência, falta de coordenação, tontura, náuseas, vômitos, dor de cabeça, confusão mental, taquicardia e pressão arterial baixa;

- Entre 6h e 24h: visão turva, fotofobia, visão embaçada, pupilas dilatadas, perda da visão das cores, convulsões, coma, acidose metabólica grave.

- Em casos mais graves, o paciente pode evoluir para cegueira irreversível, choque, pancreatite, insuficiência renal, necrose de gânglios da base com tremor, rigidez e lentidão dos movimentos.

 

Balanço de casos 

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) atualizou, nesta quarta-feira (11/02), o balanço de casos relacionados à intoxicação por metanol. Agora, são 570 casos descartados. 

No total, foram confirmados 52 casos, sendo 12 óbitos (quatro homens de 26, 45, 48 e 54 anos residentes da cidade de São Paulo; uma mulher de 30 anos e um homem de 62 anos, de São Bernardo do Campo; dois homens de 23 e 25 anos e uma mulher de 27 anos de Osasco; um homem de 37 anos, de Jundiaí; um homem de 26 anos, de Sorocaba; e um homem de 26 anos de Mauá). 

Atualmente, quatro óbitos permanecem sob investigação: um em Guariba, de um paciente de 39 anos, um de São José dos Campos, de 31 anos, e dois de Cajamar, de 29 e 38 anos.


Canetas emagrecedoras podem mascarar riscos cardíacos, alerta cardiologista

Apesar dos resultados rápidos, uso de medicamentos para emagrecimento sem mudança de hábitos pode trazer impactos silenciosos ao coração

 

O uso crescente de canetas emagrecedoras tem levado muitas pessoas a uma perda de peso rápida. O que parece positivo em um primeiro momento, pode continuar significando um risco à saúde cardíaca, mesmo após a eliminação dos quilos extras, alerta o cardiologista Ricardo Ferreira, especialista em Arritmia Clínica pelo Instituto de Cardiologia Dante Pazzanese.

Segundo o cardiologista, a obesidade é um fator de risco para o coração, por isso, o emagrecimento é importante, mas a redução do peso corporal, isoladamente, não garante proteção cardiovascular. “A perda de peso na balança é positiva para o coração, mas, sem mudança de hábitos, ela cria uma falsa sensação de saúde”, explica. De acordo com o médico, muitos pacientes passam a acreditar que estão saudáveis apenas pelo emagrecimento visível, mesmo mantendo fatores de risco importantes.

O especialista reforça que as canetas podem ser aliadas no tratamento da obesidade, mas não substituem mudanças estruturais no estilo de vida. “As canetas emagrecedoras facilitam o emagrecimento, mas isso não significa que o risco cardiovascular esteja resolvido”, afirma. Quando usadas sem acompanhamento médico e sem reeducação alimentar, elas podem favorecer o chamado efeito sanfona. 

“O efeito sanfona não é saudável nem para o peso, nem para o coração”, alerta o cardiologista. Oscilações frequentes de peso estão associadas a maior sobrecarga metabólica e cardiovascular, além de dificultarem o controle da pressão arterial e do colesterol ao longo do tempo.

Outro ponto destacado por Dr. Ricardo é que hábitos nocivos continuam impactando o coração, independentemente do peso corporal. “Alto consumo de sódio, frituras, álcool em excesso e sono inadequado aumentam o risco cardiovascular até em pacientes magros”, ressalta. Segundo ele, é comum encontrar pessoas com peso normal, mas com hipertensão, arritmias ou doença coronariana silenciosa. 

Para o cardiologista, a mensagem central é clara: emagrecer é importante, mas não o suficiente. “A obesidade é um fator de risco relevante, mas a forma como se emagrece precisa estar ligada a mudanças no dia a dia para gerar impacto real na saúde do coração”, conclui. 

 


Dr. Ricardo Ferreira Silva - graduado em medicina pela Universidade de Uberaba (MG), fez residência em Cardiologia pelo Hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo, em 2011, e se especializou em Estimulação Cardíaca Artificial e Arritmia Clínica no Instituto de Cardiologia Dante Pazzanese de São Paulo, em 2014 - título reconhecido pelo Departamento de Estimulação Cardíaca Artificial. Além de ter especialização em eletrofisiologia clínica e invasiva no Hospital do Coração de São Paulo e concluído seu Doutorado pela Universidade de São Paulo (USP), em 2018. Já em 2017, Dr. Ricardo fundou o Centro Cardiológico em sua cidade natal, Uberaba, para levar o que havia de mais moderno em tratamento de arritmia cardíaca para o interior do estado. Em pouco tempo, com a evolução do serviço e a necessidade de facilitar o acesso aos pacientes de outras localidades do país, expandiu para São Paulo. Hoje, está presente também dentro de hospitais como Beneficência Portuguesa, Samaritano e São Camilo – em São Paulo.



5 Formas de transformar informação médica em conteúdo acessível ao público

A acessibilidade da informação é um
compromisso com a saúde coletiva
Envato
Clareza, responsabilidade e estratégia são essenciais para aproximar ciência e sociedade sem perder o rigor técnico, segundo Christine Vieira Garrido, especialista em marketing estratégico e enfermeira

 

A produção de conhecimento científico na área da saúde avança em ritmo acelerado, mas transformar esse conhecimento em informação realmente compreensível para a população ainda é um dos maiores desafios da comunicação contemporânea. Estudos clínicos, protocolos assistenciais e descobertas médicas são, em geral, estruturados para a comunidade científica e utilizam linguagem técnica, o que cria barreiras de entendimento para pacientes, familiares e até profissionais de outras áreas. 

O impacto dessa lacuna é direto na segurança e na adesão ao tratamento. Pesquisas mostram que pacientes podem esquecer entre 40% e 80% das informações recebidas durante uma consulta médica, e parte do que é lembrado pode estar incorreto, o que reforça a necessidade de estratégias de comunicação mais claras e estruturadas. Além disso, estudos indicam que, em condições reais, pacientes podem lembrar menos de 25% das informações recebidas verbalmente, evidenciando limitações naturais da memória quando o conteúdo é complexo ou transmitido rapidamente. 

Nesse cenário, transformar informação médica em conteúdo acessível deixou de ser apenas uma habilidade desejável e se tornou uma necessidade estratégica para sistemas de saúde, profissionais e instituições. 

Para Christine Vieira Garrido, especialista em saúde e marketing estratégico e enfermeira, o desafio não está em “simplificar demais”, mas em traduzir corretamente.“Informação em saúde precisa ser compreendida sem ser distorcida. A comunicação acessível não elimina a ciência, ela a torna utilizável para a tomada de decisão consciente”, afirma. 

Para Christine, a boa comunicação em saúde fortalece a relação entre ciência e sociedade. “Quando a informação médica é bem traduzida, o público se sente mais seguro, participa das decisões e confia mais nos profissionais. A acessibilidade da informação é um compromisso com a saúde coletiva”, conclui.

 

A especialista destaca cinco caminhos fundamentais para tornar o conteúdo médico mais claro, ético e efetivo para diferentes públicos:

1. Traduzir termos técnicos sem perder o significado

Jargões científicos afastam o leitor leigo. O primeiro passo é explicar conceitos complexos com palavras simples, exemplos cotidianos e comparações responsáveis. “Traduzir não é empobrecer o conteúdo, é garantir que a mensagem seja entendida sem alterar seu sentido original”, explica Christine;


2. Conhecer o público antes de comunicar

Pacientes, cuidadores e população em geral possuem níveis diferentes de conhecimento e necessidades distintas. Ajustar a linguagem, o formato e a profundidade da informação é essencial. “Comunicação em saúde não pode ser genérica. Quando você entende para quem está falando, reduz ruídos e aumenta a confiança”, destaca;

3. Usar dados e evidências de forma contextualizada

Números e estudos são importantes, mas precisam de contexto. Percentuais isolados ou resultados absolutos podem gerar interpretações equivocadas. “Dados sem explicação assustam e criam falsas expectativas. O papel do conteúdo é orientar, não confundir”, alerta a especialista;

4. Priorizar formatos didáticos e visuais

Infográficos, vídeos curtos, ilustrações e perguntas frequentes ajudam a tornar o conteúdo mais compreensível e atrativo. “Formatos didáticos não diminuem a seriedade da informação, eles ampliam o alcance e a retenção do conhecimento”, afirma Christine;


5. Manter responsabilidade ética na comunicação

Mesmo ao buscar clareza, é fundamental respeitar limites éticos e regulatórios. Evitar promessas, generalizações e linguagem sensacionalista é indispensável.“Conteúdo acessível não pode ser sinônimo de promessa fácil. Na saúde, comunicar bem é também proteger o paciente”, reforça.



Christine Vieira Garrido - enfermeira e especialista em saúde e marketing estratégico, com mais de 15 anos de experiência em ambientes altamente regulados. Atuou no Grupo Fleury e na Medtronic, onde liderou estratégias de marketing, gestão de produtos e lançamentos na América Latina, com foco em dispositivos médicos, educação profissional e expansão de mercado. Possui MBA Executivo em Marketing pela ESPM. Atualmente, atua como responsável pelo posicionamento de marcas, parcerias estratégicas e desenvolvimento de projetos internacionais nas áreas de estética, educação e saúde.

 

Vozes do Advocacy e Instituto da Criança com Diabetes promovem I Fórum de Diabetes, Doenças Cardiovasculares e Renais em Porto Alegre

Na terceira semana de março, o evento traz especialistas para debater sobre a importância do diagnóstico precoce do diabetes, das doenças cardiovasculares e renais, além de formas de tratamento integrado e políticas públicas

 

O Vozes do Advocacy, Federação que integra 28 organizações de diabetes, e o Instituto da Criança com Diabetes realizarão, nos dias 17 e 18 de março, a partir das 9h horas, o I Fórum de Diabetes, Doenças Cardiovasculares e Renais, no Hotel Hilton, em Porto Alegre. A iniciativa trará especialistas na área e figuras públicas para debaterem sobre as Linhas de Cuidado, os Protocolo Clínicos e Diretrizes Terapêuticas (PCDT), o cenário do diabetes, das doenças cardiovasculares e renais, as dificuldades de diagnóstico e tratamento precoces no Brasil.

O I Fórum de Diabetes, Doenças Cardiovasculares e Renais é um evento gratuito direcionado para os representantes de: organizações de diabetes, Ministério da Saúde e das Secretarias de Saúde de Porto Alegre e do Rio Grande do Sul, além dos profissionais de saúde de Porto Alegre.

Segundo as Diretrizes da Sociedade Brasileira de Diabetes de 2025, o diabetes tipo 2 se associa ao aumento de morbimortalidade cardiovascular. Pacientes com diabetes tipo 2 têm a incidência de doença cardiovascular e de acidente vascular isquêmico aumentada em duas vezes a quatro vezes, e a mortalidade aumentada em 1,5 vez a 3,6 vezes. O diabetes tipo 2 também aumenta o risco de insuficiência cardíaca, doença arterial periférica e complicações microvasculares. É estimado que pacientes com diabetes tenham expectativa de vida reduzida de quatro a oito anos, em comparação com indivíduos sem diabetes.

Por sua vez, as doenças renais crônicas são alterações heterogêneas, que afetam tanto a estrutura quanto a função renal, com múltiplas causas e múltiplos fatores de risco. Trata-se de uma doença de curso prolongado, que pode parecer benigno, mas que muitas vezes se torna grave e que na maior parte do tempo tem evolução assintomática. No Brasil, dados de diálise crônica indicam que as taxas de incidência e prevalência da doença crescem de forma acelerada. Esta condição atinge pelo menos 10 milhões de brasileiros, segundo o Protocolo para Atenuar a Progressão da Doença Renal Crônica, atualizado em setembro de 2024. O diabetes é a principal causa de doença renal crônica no mundo e a segunda causa de ingresso na terapia renal substitutiva no Brasil.

Segundo Dr. Balduino Tschiedel, Presidente do Instituto da Criança com Diabetes, “a ideia é que o Fórum possa discutir um programa de educação em diabetes para as pessoas com a condição, para diminuir as complicações cardiovasculares e renais, além de debater as lacunas na assistência às pessoas com doenças crônicas e às pessoas com diabetes envolvendo tanto a Atenção Primária à Saúde quanto a Atenção Especializada”.

De acordo com Vanessa Pirolo, Presidente do Vozes do Advocacy “o investimento anual do Ministério da Saúde no tratamento de doenças renais alcança mais de R$ 4 bilhões.  Por sua vez, segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia, os gastos realizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) somam mais de R$ 1 bilhão por ano no país, sendo a Doença Arterial Coronariana (DAC) a que ocupa o primeiro lugar no ranking das mais fatais no país, seguida pelo Acidente Vascular Cerebral (AVC). Estes montantes poderiam ser significativamente reduzidos por meio de um maior investimento em iniciativas de gerenciamento da glicemia das pessoas com diabetes, como na prevenção e detecção precoce das doenças renais e cardiovasculares”.

No primeiro dia, o Fórum terá uma capacitação e contará com os seguintes temas e especialistas: As doenças cardiovasculares e renais, diagnósticos e tratamentos, além de seus custos – Dr. Paulo Fraxino, Vice-presidente Sul da SBN; Complicações das doenças renais e cardiovasculares – Dr. André Luís Câmara Galvão, Presidente da Sociedade de Cardiologia do Rio Grande do Sul (SOCERGS); A jornada dos pacientes com diabetes, doenças cardiovasculares e renais no Sistema Único de Saúde e no Sistema de Saúde Privado – Dr. Vitor Lopes, Consultor Científico da Ciências de Dados Aplicada da USP; Diabetes, doenças cardiovasculares e renais no mundo e no Brasil – Dr. Balduino Tschiedel, Diretor Presidente do Instituto da Criança com Diabetes; Projeto Kids Save Lives Brasil,  Dra. Naomi Kondo Nakagawa, Professora Livre Docente da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo; Atuação dos pacientes com obesidade na Europa - Diana Castillo, Presidente da Associação Europeia para o Estudo da Obesidade.


No dia 18 de março, haverá um painel: O cenário das doenças renais e cardiovasculares no Brasil, as dificuldades no acesso a exames e tratamentos e as políticas públicas para deter o avanço delas no Brasil, no Rio Grande do Sul e em Porto Alegre Os participantes convidados são: Dra. Carmen Moura, Coordenadora Geral de Atenção Especializada do Ministério da Saúde; Dr. Fernando Ritter, Secretário de Saúde de Porto Alegre; Dr. Moura Neto – Presidente da SBN e Dr. Lucas Gobetti da Luz – Presidente da Regional Sul SBN; Dr. André Luís Câmara Galvão - Presidente da Sociedade de Cardiologia do Rio Grande do Sul (SOCERGS); Vitor Galvão Lopes, Consultor Científico para Ciências de Dados Aplicadas da USP; Secretária de Saúde do Rio Grande do Sul Arita Gilda Hübner Bergmann; e  Dr. Balduino Tschiedel, Presidente do Instituto da Criança com Diabetes; Vanessa Pirolo, Presidente do Vozes do Advocacy.

A iniciativa terá o apoio da Boehringer.


Serviço:

I Fórum de Diabetes, Doenças Cardiovasculares e Renais

Data: 17 e 18 de março 2026

Horário: Das 9h às 18h

Local: Hotel Hilton

Endereço: R. Olávo Barreto Viana, 18 - Moinhos de Vento, Porto Alegre

 

Sobre Vozes do Advocacy em Diabetes e em Obesidade

Com a participação de 25 associações e de 3 institutos de diabetes, o projeto promove o diálogo entre os diferentes atores da sociedade, para que compartilhem conhecimento e experiências, com o intuito de sensibilizar a sociedade sobre a importância do diagnóstico e tratamento precoces do diabetes da obesidade e das complicações de ambas, além de promover políticas públicas, que auxiliem o tratamento adequado destas condições no país.


Exposição ao sol e rotina intensa elevam riscos no Carnaval

Freepik
Plano Brasil Saúde orienta sobre hidratação, alimentação e cuidados para aproveitar a folia com segurança 

 

Com a chegada do Carnaval, milhões de brasileiros se preparam para dias intensos de blocos, festas e viagens. Para que o período seja aproveitado com disposição e bem-estar, o Plano Brasil Saúde reforça a importância de cuidados básicos relacionados à hidratação, à alimentação e à segurança pessoal, fatores essenciais para evitar intercorrências comuns durante a folia.

Altas temperaturas, exposição prolongada ao sol, consumo de bebidas alcoólicas e mudanças na rotina diária podem sobrecarregar o organismo, aumentando os riscos de desidratação, mal-estar e queda da imunidade. Diante desse cenário, manter o equilíbrio do corpo torna-se a principal recomendação para quem pretende aproveitar os dias de festa sem prejuízos.

 

Hidratação deve ser constante

A perda excessiva de líquidos está entre os principais fatores de risco durante o Carnaval. Por isso, o Plano Brasil Saúde orienta que a ingestão de água ocorra de forma regular ao longo do dia, especialmente para quem permanece por longos períodos em ambientes abertos ou consome bebidas alcoólicas.

Intercalar o álcool com água ou outras bebidas não alcoólicas é uma medida simples e eficaz. Além disso, não se deve esperar a sensação de sede para se hidratar, já que esse sinal indica que o organismo já iniciou um processo de desidratação.

 

Atenção à alimentação

A escolha dos alimentos também merece atenção especial. Durante a folia, é comum recorrer a refeições rápidas, muitas vezes adquiridas em locais improvisados. Para evitar intoxicações alimentares e desconfortos gastrointestinais, a recomendação é priorizar alimentos leves, bem armazenados e de procedência confiável.

Evitar pratos muito gordurosos ou de difícil digestão contribui para manter a energia ao longo do dia. Frutas, sanduíches naturais e refeições equilibradas são boas opções para garantir disposição sem sobrecarregar o organismo.

 

Proteção solar e segurança pessoal

Além dos cuidados internos, a integridade física deve ser prioridade. O Plano Brasil Saúde recomenda atenção redobrada com objetos pessoais, evitar locais excessivamente cheios e respeitar os limites do próprio corpo.

O uso de protetor solar, roupas leves, calçados confortáveis e pausas para descanso são atitudes simples que ajudam a prevenir insolação, quedas, lesões e outros incidentes comuns em grandes aglomerações.

Para o Plano Brasil Saúde, o Carnaval é um momento de celebração, mas também uma oportunidade de reforçar a importância do autocuidado e da prevenção. “Pequenas atitudes, como manter a hidratação ao longo do dia, fazer escolhas alimentares adequadas e respeitar os limites do próprio corpo, fazem toda a diferença para garantir uma folia segura e sem intercorrências. Esses cuidados permitem que as pessoas aproveitem o Carnaval com mais tranquilidade e disposição”, afirma Paulo Bittencourt, CEO do Plano Brasil Saúde.

Ao adotar hábitos simples e conscientes, é possível reduzir riscos e transformar o período de festa em uma experiência positiva do início ao fim.

 


Plano Brasil Saúde
www.planobrasilsaude.com.br

 

Alerta de Carnaval: Calor e umidade elevam risco de candidíase

Especialistas dão dicas de hábitos e alimentação para se proteger da doença no feriado prolongado

 

Coceira intensa, ardor, corrimento e desconforto íntimo estão entre as queixas mais comuns nos consultórios ginecológicos durante o verão. A estação, marcada por altas temperaturas e maior umidade, favorece o surgimento de infecções ginecológicas, especialmente a candidíase vulvovaginal, que atinge até 75% das mulheres ao longo da vida.

A candidíase é causada por fungos do gênero Candida, sendo a espécie Candida albicans responsável por cerca de 90% dos casos. O problema surge quando há desequilíbrio da microbiota vaginal, condição que pode ser desencadeada por fatores comuns nesta época do ano, como roupas apertadas, biquíni molhado por longos períodos, suor excessivo e alterações na rotina.

“As altas temperaturas e a umidade típicas do verão criam um ambiente quente e abafado na região íntima, o que facilita a proliferação de fungos e bactérias. Isso desequilibra a flora vaginal e aumenta o risco de infecções”, explica Dra. Paula Fettback, ginecologista especialista em reprodução humana pela FEBRASGO.

Segundo a especialista, os sintomas mais frequentes incluem coceira persistente, ardor ao urinar ou durante a relação sexual, vermelhidão, inchaço e corrimento vaginal espesso, com aspecto semelhante ao leite coalhado.
 

Biquíni molhado é mito ou risco real?

A recomendação de trocar o biquíni molhado não é exagero. “A peça úmida retém calor, suor e resíduos de cloro ou água do mar, criando o ambiente ideal para fungos e bactérias. Permanecer por longos períodos com o biquíni molhado aumenta, sim, o risco de candidíase e irritações”, afirma Dra. Paula.

Não existe um tempo exato considerado seguro. Mas, a orientação prática é evitar permanecer mais de uma a duas horas com a peça molhada. “Sempre que possível, leve um biquíni seco para trocar durante o dia, especialmente se a mulher já tem histórico de infecções recorrentes”, orienta Dra. Graziela Canheo, ginecologista especialista em reprodução humana da La Vita Clinic.
 

Alimentação, álcool e mudanças na rotina também influenciam

Viagens longas, sono irregular, maior consumo de bebidas alcoólicas e alimentação rica em açúcar também impactam diretamente a saúde íntima. Esses fatores reduzem a imunidade e alteram o pH vaginal, facilitando o crescimento da Candida. “Férias e viagens geralmente alteram os horários de alimentação e descanso. A falta de sono ou um sono irregular afeta o equilíbrio hormonal e, consequentemente, o sistema imunológico, deixando o corpo mais vulnerável a infecções, como a candidíase”, explica Amanda Figueiredo, nutricionista clínica pela USP e pós-graduada em saúde da mulher pela PUC.

Da mesma forma, durante o feriado prolongado de Carnaval, é comum que as pessoas consumam mais bebidas alcoólicas, comidas rápidas ou processadas, além de doces e lanches de praia, que podem ser ricos em açúcar e pobres em nutrientes. “Alimentos ricos em açúcar favorecem o crescimento do fungo Candida, pois eles se alimentam desse tipo de nutriente”, alerta a nutricionista. “Além disso, o calor aumenta a perda de líquidos através do suor. A desidratação prejudica o funcionamento geral do organismo e do sistema imunológico, além de afetar a produção de muco saudável no trato vaginal, que ajuda a proteger contra infecções”, esclarece a nutricionista.

Segundo a nutricionista Amanda Figueiredo, certos hábitos podem auxiliar na luta contra a candidíase e promover um ambiente saudável. “Manter uma dieta equilibrada, hidratação constante e uma rotina saudável mesmo no verão pode ajudar a proteger o corpo de infecções como a candidíase”. Algumas dicas de como colocá-los na rotina:

  1. Inclua alimentos ricos em probióticos: Consuma iogurtes naturais, kefir e kombucha, que ajudam a equilibrar a flora intestinal e vaginal, favorecendo o combate à proliferação do Candida.
  2. Aposte em alimentos anti-inflamatórios: Inclua no seu cardápio frutas e vegetais ricos em antioxidantes, como frutas vermelhas (morango, amora, mirtilo), cúrcuma, gengibre e vegetais verde-escuros (espinafre, couve). Esses alimentos ajudam a reduzir inflamações e fortalecem o sistema imunológico.
  3. Prefira alimentos ricos em vitamina C: A vitamina C é conhecida por seu papel no fortalecimento da imunidade. Aposte em frutas como laranja, limão, acerola, kiwi, goiaba e morango.
  4. Reduza o consumo de açúcar e carboidratos refinados: O açúcar é um combustível para o fungo Candida. Reduzir doces, pães brancos e massas pode ajudar a prevenir a candidíase.
  5. Aumente o consumo de água de coco e sucos naturais: Essas bebidas são boas fontes de hidratação e minerais essenciais, como potássio, que ajudam a manter o corpo equilibrado e hidratado.



Dra. Paula Fettback - CRM 117477 SP - CRM 33084 PR. Possui graduação em Medicina pela Universidade Estadual de Londrina - UEL (2004). Residência médica em Ginecologia e Obstetrícia no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HC-FMUSP- 2007). Atua em Ginecologia e Obstetrícia com ênfase em Reprodução Humana. Estágio em Reprodução Humana na Universidade de Michigan - USA. Médica colaboradora do Centro de Reprodução Humana Mário Covas do HC-FMUSP (2016). Doutora em Ciências Médicas pela Disciplina de Obstetrícia e Ginecologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP). Membro da Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva (ASRM - 2016). Médica da Clínica MAE São Paulo – SP. Título de Especialista em Reprodução Assistida Certificada pela Febrasgo (2020).


Dra. Graziela Canheo CRM 145288 | RQE 68331 - Ginecologista e Obstetra. Reprodução Humana. Médica Graduada pela Universidade Metropolitana de Santos (2010). Residência médica em ginecologia e obstetrícia pelo Hospital do Servidor Público Estadual do Estado de São Paulo (2013). Título de Qualificação em Patologia do Trato Genital Inferior e Colposcopia pela ABPTGIC (2014). Título de Especialista em Ginecologia e Obstetrícia pela Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia (2015). Fellowship em Reprodução humana pelo Instituto Idéia Fértil de Saúde Reprodutiva (2014 – 2016). Pós-graduação em videolaparoscopia e histeroscopia pelo Hospital do Servidor Público Estadual de São Paulo (2018 – 2019). Membro das principais sociedades nacionais e internacionais da área da Ginecologia e Reprodução Humana. Diretora técnica e médica da La Vita Clinic


Amanda Figueiredo Nutricionista - Nutricionista clínica formada pela USP, pós-graduada em Saúde da Mulher e Reprodução Humana pela PUC e também especialista em emagrecimento e nutrição estética. Atende presencialmente em São Paulo e online para o mundo todo.Tem como foco o acompanhamento nutricional de mulheres em todas as fases da vida.Site: Link
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