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quinta-feira, 16 de julho de 2026

Futebol: Essity orienta sobre os cuidados com feridas durante a prática esportiva em temporada de grandes competiçõe

 

Lesões leves durante a prática esportiva exigem cuidados
desde os primeiros minutos, orienta Essit
y DIVULGAÇÃO

Especialista da Essity destaca a importância do cuidado imediato com cortes e escoriações, além de reforçar orientações para o tratamento adequado de feridas leves.

 

A temporada de grandes competições esportivas costuma incentivar a população a sair da torcida para a prática de atividades físicas, seja em partidas de futebol entre amigos, voleibol, corridas ou outras modalidades. Nesse contexto, a Essity, líder global em higiene e saúde, destaca a importância de adotar os cuidados corretos diante de feridas leves, como cortes e escoriações, que podem ocorrer durante a prática esportiva e exigem atenção desde os primeiros minutos. 

O cenário acompanha uma tendência observada no país. Segundo o Vigitel, Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico, do Ministério da Saúde, a frequência de adultos que praticam pelo menos 150 minutos de atividade física moderada por semana no tempo livre aumentou de 30,3%, em 2009, para 36,7%, em 2021. O crescimento foi observado entre homens e mulheres e reforça o interesse crescente da população por hábitos mais ativos e saudáveis. 

Embora, na maioria dos casos, as lesões que podem ocorrer sejam superficiais, como cortes e escoriações provocados por quedas ou pelo atrito com o gramado e o piso das quadras, os cuidados adequados favorecem a recuperação da pele e reduzem o risco de complicações. Saber como agir logo após o acidente faz diferença para proteger a ferida e evitar contaminações. 

"Durante a prática esportiva, especialmente em modalidades de contato, como o futebol, ou em atividades realizadas em quadras e outros pisos, é comum ocorrerem escoriações e cortes superficiais de pequenos acidentes. Mesmo que pareçam simples, essas lesões precisam ser cuidadas corretamente desde os primeiros minutos. Limpar a ferida, protegê-la com um curativo adequado e acompanhar sua evolução são medidas que ajudam a reduzir o risco de complicações e favorecem a recuperação da pele", afirma a enfermeira Natália Barros, Gerente Clínica da Essity no Brasil. 

A especialista compartilha cinco orientações para cuidar corretamente de feridas leves durante a prática esportiva:

 

1. Avalie a lesão antes de agir: identificar como a lesão ocorreu e qual sua gravidade é um passo importante. Antes de proteger a região, é necessário observar se há dor intensa, sangramento persistente, sujeira de difícil remoção, corpos estranhos, perda de sensibilidade ou dificuldade para movimentar o membro afetado. Nesses casos, a recomendação é procurar atendimento médico.

 

2. Limpe a ferida com água potável e evite práticas inadequadas: a higienização é uma das etapas mais importantes do atendimento inicial. Em feridas leves, lavar a região com água potável ajuda a remover terra, poeira, resíduos do gramado sintético ou natural e outras partículas que possam permanecer sobre a pele. É recomendado evitar atitudes como assoprar a ferida, tocá-la com as mãos ou aplicar substâncias sem orientação adequada, já que essas práticas podem aumentar o risco de contaminação.

 

3. Seque cuidadosamente e reduza o atrito sobre a região lesionada: após a limpeza, a área deve ser seca delicadamente, de preferência com gaze limpa ou outro material que não solte resíduos. Esfregar a pele pode aumentar a irritação e reabrir a lesão. Antes de retornar ao jogo ou aos treinos, também é importante proteger a região para evitar novos atritos e impactos sobre o ferimento.

 

4. Proteja a ferida com produtos apropriados: cobrir a lesão ajuda a reduzir o contato com sujeira, gramado, areia, suor e outros agentes externos que podem favorecer infecções. O ideal é utilizar curativos ou coberturas desenvolvidos para o cuidado de feridas leves, capazes de proteger a área afetada durante as atividades do dia a dia e favorecer o processo de cicatrização. Também é recomendado manter um kit de primeiros socorros com itens básicos, com opções com tecnologia antimicrobiana, como Leukomed Sorbact, para o atendimento de pequenos acidentes durante atividades esportivas.

 

5. Acompanhe a evolução da ferida e troque o curativo quando necessário: feridas leves tendem a apresentar melhora progressiva ao longo dos dias. No entanto, aumento da vermelhidão, calor local, dor intensa, secreção, mau odor, inchaço ou febre podem indicar a necessidade de avaliação médica. O curativo também deve ser substituído sempre que estiver úmido, sujo, perder a aderência ou após atividades que exponham a região ao suor e à sujeira.

 

Além dessas recomendações, a Essity destaca a importância de manter um kit de primeiros socorros atualizado e de fácil acesso para quem pratica esportes regularmente. Contar com gazes, curativos, bandagens e outros itens básicos pode contribuir para um atendimento mais rápido e seguro diante de pequenos acidentes, especialmente em atividades realizadas em campos, quadras, parques e outros espaços esportivos. 

Também é recomendável incluir opções desenvolvidas para peles sensíveis, como a linha Leukoplast Skin Sensitive, que pode ser útil quando é necessário proteger a ferida com mais cuidado e reduzir o desconforto associado ao uso de adesivos. 

"Independentemente da modalidade esportiva, estar preparado para cuidar corretamente de uma ferida leve faz diferença. Pequenos cortes e escoriações podem acontecer durante uma disputa de bola, uma queda ou um lance mais intenso. Ter os materiais adequados à disposição e saber como agir desde o primeiro momento ajuda a evitar que uma lesão simples evolua para uma complicação", completa Natália Barros. 

Com a iniciativa, a Essity busca ampliar a conscientização sobre o cuidado adequado com feridas leves durante a prática esportiva, reforçando que a recuperação da pele depende não apenas da extensão da lesão, mas também dos cuidados adotados desde os primeiros minutos.

 

Essity
Para mais informações, acesse o site.

 

GSK e Farmanguinhos avançam na transferência de tecnologia para produzir dolutegravir no Brasil e ampliar o acesso ao tratamento para HIV no SUS

 

A produção nacional fortalece a segurança do abastecimento e a ampliação da capacidade tecnológica do Brasil na resposta ao HIV, beneficiando pacientes do sistema público com medicamentos produzidos segundo padrões internacionais 

 

A biofarmacêutica GSK no Brasil, que representa a líder em pesquisa e desenvolvimento de prevenção e tratamento para HIV, ViiV Healthcare, concluiu o processo de transferência de tecnologia de dolutegravir para a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) por meio do Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos). A transferência de tecnologia, firmada em 2020, marca um avanço importante na ampliação da capacidade produtiva nacional com a sua conclusão, fortalecendo a segurança do abastecimento e a ampliação da capacidade tecnológica do Brasil na resposta ao HIV, além de beneficiar pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) com tratamento segundo padrões internacionais. 

Dolutegravir é atualmente um dos principais medicamentos utilizados no tratamento para HIV em todo o mundo.¹ Em 2019, a Organização Mundial da Saúde (OMS) passou a recomendar o medicamento como opção preferencial para tratamento de primeira e segunda linha em todas as populações, incluindo mulheres grávidas e pessoas com potencial para engravidar, devido à sua alta eficácia, menor incidência de efeitos colaterais e elevada barreira genética ao desenvolvimento de resistência viral.¹ No Brasil, em 2026, mais de 770 mil pessoas vivendo com HIV fazem uso do medicamento diariamente, em diferentes esquemas de tratamento.2 

A iniciativa de transferência de tecnologia envolveu uma ampla estruturação técnica, regulatória e operacional para garantir a internalização da produção. Ao longo do processo, foram realizados investimentos em equipamentos especializados. O projeto também contou com a capacitação técnica de profissionais envolvidos na fabricação do medicamento. Além da produção, Farmanguinhos também realizará as metodologias analíticas do medicamento em seus laboratórios. 

Durante esse período de transição tecnológica, foram fabricados pela GSK e distribuídos à rede pública, por intermédio de Farmanguinhos, mais de 739 milhões de unidades farmacêuticas do medicamento, assegurando a continuidade do abastecimento até a completa absorção da tecnologia de produção por Farmanguinhos. 

“A conclusão da transferência de dolutegravir para produção nacional é um marco importante para o nosso país, fortalecendo a capacidade do SUS de responder rapidamente às necessidades da população, além de ampliar o acesso ao tratamento. Essa transferência contribuiu significativamente para o desenvolvimento tecnológico e produtivo, com expressivos investimentos realizados, garantindo mais autonomia tecnológica e estabilidade no abastecimento do medicamento, além de contribuir para melhor planejamento a longo prazo”, destaca Silvia Santos, diretora de Farmanguinhos. 

Farmanguinhos concluiu as etapas previstas de transferência de tecnologia e aguarda a conclusão dos procedimentos regulatórios perante a Anvisa para início da produção nacional. 

A transferência de tecnologia também inclui a cooperação entre as instituições para uma segunda transferência envolvendo a combinação dolutegravir com lamivudina, também utilizada no tratamento do HIV. A conclusão está prevista para 2027, observadas as etapas regulatórias e operacionais aplicáveis, e o fato de o dolutegravir já estar internalizado, contribui significativamente para acelerar o processo de transferência da combinação. Para esta etapa, já foram realizados investimentos expressivos em equipamentos, como compressora dupla camada de última geração, essencial para a produção do comprimido. 

“O projeto reforça o papel da GSK como parceira estratégica da saúde pública no Brasil, ampliando o acesso à inovação por meio de parcerias estratégicas. Estamos convictos que a produção nacional de dolutegravir não só fortalecerá o sistema de saúde brasileiro, como trará benefícios significativos aos pacientes”, afirma Jorge Mazzei, diretor sênior de Corporate Affairs e Patient Advocacy da GSK Brasil. 

 

Referências: 

  1. UNAIDS BRASIL. OMS recomenda o Dolutegravir como principal opção de tratamento para o HIV em todas as populações. 2019. Disponível em: . Acesso em maio de2026.
  2. Ministério da Saúde. Painel Integrado de Monitoramento do Cuidado do HIV e da Aids. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/svsa/cnie/monitoramento-do-cuidado-do-hiv. Acesso em maio de 2026.

 Material dirigido ao público em geral. Por favor, consulte o seu médico.

 

Com a força do El Niño, especialistas alertam para impactos das alterações climáticas na saúde humana

 

Créditos: Jonathan Ford/ Unsplash

Fenômeno impõe novos desafios à rotina hospitalar e aumenta o risco de epidemias e da disseminação de superbactérias 

 

Segundo a pesquisa Clima, trabalho e transição justa, realizada pelo Aurora Lab em parceria com a More in Common Brasil entre maio e setembro de 2025 em nove capitais brasileiras, 85% dos participantes afirmam que as mudanças climáticas já influenciam suas atividades diárias. Entre os principais reflexos percebidos no cotidiano estão o aumento do custo de vida (53%), problemas de saúde física (45%), dificuldades de acesso ao trabalho (40%) e deterioração da saúde mental (32%).

A preocupação aumenta com a confirmação do El Niño, fenômeno climático caracterizado pela elevação anormal da temperatura das águas do Oceano Pacífico. No Brasil, seus efeitos costumam variar entre as regiões e podem intensificar chuvas intensas, enchentes e ondas de calor, ampliando os impactos sobre a saúde pública. No Sul do país, o principal efeito associado ao fenômeno é o excesso de chuva, que favorece enchentes, alagamentos e deslizamentos de terra. 

O alerta está alinhado à análise mais recente da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), que recomenda o fortalecimento da vigilância epidemiológica e da capacidade operacional dos serviços de saúde para garantir a continuidade da assistência durante eventos climáticos extremos.

A infectologista dos hospitais São Marcelino Champagnat e Universitário Cajuru, Viviane Hessel, explica que eventos como esse, além dos prejuízos materiais, favorecem a transmissão de doenças infecciosas, como leptospirose, hepatite A e infecções gastrointestinais. “No caso da leptospirose, a bactéria pode penetrar pela pele durante o contato com a água contaminada. Quando as famílias precisam deixar suas casas e buscar abrigo temporário, aumentam também os desafios referentes ao acesso à água potável, alimentação, a medicamentos e ao atendimento de saúde. Ambientes coletivos facilitam a transmissão de doenças respiratórias e podem contribuir para a ocorrência de surtos, especialmente em populações mais vulneráveis”, ressalta.

Além disso, Viviane alerta que já existem evidências de que o aumento das temperaturas pode facilitar a disseminação de genes de resistência entre bactérias, tanto na comunidade quanto em ambientes hospitalares. “Dependendo do perfil de resistência, a bactéria deixa de responder aos antibióticos habitualmente utilizados, reduzindo as opções terapêuticas disponíveis e dificultando o manejo clínico do paciente”, salienta.  

Como exemplo, um estudo publicado em maio de 2026 na revista científica The Lancet Planetary Health identificou um aumento global de 10% nos genes de resistência a antibióticos, associado às mudanças climáticas, com base na análise de mais de 480 mil genomas de Salmonella coletados em 139 países entre 1940 e 2023. 

Diante desse cenário, a médica destaca que o fenômeno representa um desafio crescente para os sistemas de saúde, uma vez que “infecções causadas por microrganismos resistentes costumam exigir tratamentos mais complexos e podem ter desfechos mais graves”. Para reduzir os riscos na rotina hospitalar, a especialista reforça a importância de medidas preventivas, como a higiene das mãos, a limpeza e a desinfecção corretas de equipamentos e superfícies e o cumprimento rigoroso dos protocolos de controle de infecção.


Ondas extremas de calor ampliam os desafios para a saúde

Em contrapartida, nas regiões Norte e Nordeste, o El Niño tende a provocar redução significativa das chuvas e aumento das temperaturas. Mais de 120 mil mortes foram associadas ao calor extremo no Brasil entre 2000 e 2019, segundo o estudo Saúde e ondas de calor: mortalidade, morbidade e implicações para o SUS no Brasil, divulgado em junho de 2026. Realizada por pesquisadores da Fiocruz e da Universidade Federal da Bahia (UFBA), a análise utilizou dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade do DataSUS. Dos óbitos atribuíveis às ondas de calor, 80% ocorreram entre idosos com 65 anos ou mais, totalizando cerca de 97 mil mortes. Entre as principais causas associadas estão as doenças cardiovasculares e respiratórias.

Para a infectologista, os efeitos do calor intenso também são observados na rotina dos serviços de saúde. “Os períodos prolongados de temperaturas elevadas favorecem tanto o agravamento de problemas respiratórios relacionados à piora da qualidade do ar quanto o aumento das internações por desidratação, principalmente entre idosos. São situações que tendem a se tornar mais comuns à medida que os episódios de calor extremo se intensificam”, afirma.

A pesquisa também apontou riscos mais elevados entre mulheres e pessoas com menor escolaridade, o que reforça a influência dos determinantes sociais na distribuição dos impactos das mudanças climáticas sobre a saúde. De acordo com a especialista, as condições sociais de uma população influenciam diretamente a capacidade de enfrentamento desses eventos. “Além dos extremos de idade, como é o caso dos idosos e recém-nascidos, as pessoas com comorbidades, desnutrição e em maior vulnerabilidade socioeconômica tendem a sofrer consequências mais severas, com mais necessidade de hospitalização e risco de complicações”, completa.

 

Hospital São Marcelino

Hospital Universitário Cajuru


Atendimento rápido ao AVC pode reduzir sequelas. Certificação internacional reconhece qualidade da assistência

O AVC está entre as principais causas de morte e incapacidade no Brasil. Em um cenário em que o tempo de resposta influencia diretamente o prognóstico dos pacientes, o Complexo Hospitalar de Niterói (CHN) recebeu certificação internacional como Centro Avançado para o tratamento da doença. 



Quando um paciente sofre um Acidente Vascular Cerebral (AVC), o tempo entre o início dos sintomas e o tratamento influencia diretamente as chances de recuperação e o risco de sequelas. Para incentivar a adoção de protocolos assistenciais e indicadores de qualidade, organizações internacionais certificam hospitais que atendem critérios específicos para o cuidado ao paciente com AVC. 

Nesse contexto, o Complexo Hospitalar de Niterói (CHN), um dos hospitais do estado do Rio de Janeiro certificados como Centro Avançado para o tratamento do AVC, recebeu o reconhecimento concedido pela World Stroke Organization (WSO) e pela Sociedade Ibero-Americana de Doença Cerebrovascular (SIECV). O reconhecimento foi entregue durante evento promovido pela WSO, realizado na última semana, em São Paulo, e tem validade de três anos.

O processo de certificação durou cerca de seis meses e incluiu análise de protocolos assistenciais, treinamento da equipe multiprofissional, monitoramento de indicadores de qualidade, visita técnica e validação conduzida por especialistas internacionais.

"O paciente com AVC não pode perder tempo.

Desde a chegada ao hospital, existe uma sequência de etapas que precisa acontecer de forma rápida e integrada para aumentar as chances de recuperação e reduzir o risco de sequelas. Ter equipes treinadas, protocolos bem definidos e fluxos assistenciais organizados faz diferença para que esse atendimento aconteça no menor tempo possível", afirma Marcus Tullius, pesquisador e neurologista do Complexo Hospitalar de Niterói. 

Criado pela World Stroke Organization, o programa de certificação busca incentivar a adoção de práticas baseadas em evidências para o atendimento ao AVC. 

A avaliação considera critérios relacionados à organização da linha de cuidado, estrutura assistencial, capacitação das equipes e monitoramento de indicadores de qualidade, com foco na melhoria contínua da assistência prestada aos pacientes. 

"Mais do que um reconhecimento, essa certificação representa um compromisso permanente com a revisão dos processos, a capacitação das equipes e o acompanhamento dos indicadores assistenciais. O objetivo é manter um processo contínuo de aprimoramento da assistência prestada aos pacientes com AVC", completa Marcus Tullius.

 

Dor durante a relação, ressecamento íntimo e desconforto não são problemas exclusivos da menopausa

Especialista alerta que sintomas ainda cercados de tabu podem afetar mulheres em diferentes fases da vida e comprometem a qualidade de vida, a autoestima e a saúde sexual

 

Embora muitas vezes sejam associados apenas à menopausa, sintomas como ressecamento vaginal, dor durante as relações sexuais e desconforto íntimo podem surgir em diferentes fases da vida da mulher. Pós-parto, amamentação, alterações hormonais, uso de alguns medicamentos e outras condições ginecológicas também podem estar relacionados ao problema.


A dor durante a relação sexual, conhecida como dispareunia, afeta cerca de uma em cada dez mulheres, segundo estudos internacionais, mas ainda é um tema pouco discutido nos consultórios. Muitas pacientes convivem com os sintomas por anos, acreditando que fazem parte da rotina ou que não há tratamento.


Para a ginecologista Dra. Camila Bolonhezi, do Instituto Macabi, esse é um dos principais desafios quando o assunto é saúde íntima feminina.


"É muito comum atender mulheres que chegam ao consultório dizendo que aprenderam a conviver com o desconforto. Muitas sentem vergonha de falar sobre o assunto ou acreditam que a dor faz parte da idade, da maternidade ou das mudanças hormonais. Mas esses sintomas merecem investigação e não devem ser normalizados."


Segundo a especialista, o primeiro passo é identificar a causa dos sintomas, já que diferentes condições podem provocar alterações na região íntima e exigir tratamentos distintos.


"Cada paciente tem uma história clínica e necessidades específicas. Antes de qualquer tratamento, é fundamental uma avaliação individualizada para entender a origem da queixa e definir a melhor abordagem."


Nos últimos anos, a ginecologia ampliou as opções terapêuticas disponíveis para essas pacientes. Além dos tratamentos clínicos convencionais, novas tecnologias passaram a integrar o cuidado em casos selecionados.


Foi com esse objetivo que o Instituto Macabi incorporou o Laser Monalisa Touch DuoGlide à sua estrutura. A tecnologia pode ser indicada, após avaliação médica, para mulheres com determinadas queixas relacionadas à saúde íntima, como ressecamento vaginal, desconforto durante as relações sexuais e alterações decorrentes de mudanças hormonais ou do pós-parto.

"O laser é mais uma ferramenta disponível dentro da ginecologia moderna. Ele não substitui outros tratamentos e sua indicação depende de uma avaliação criteriosa. O mais importante é mostrar às mulheres que elas não precisam conviver com sintomas que comprometem sua qualidade de vida e que hoje existem diferentes possibilidades de cuidado", conclui a médica.


Férias escolares: quando o excesso de tela passa a ser um risco à saúde para as crianças

Estudo aponta que o abuso de smartphones e tablets afeta diretamente o sono e o desenvolvimento das crianças.

 

Durante as férias escolares, o aumento do tempo em frente às telas pode comprometer o equilíbrio da rotina infantil. Uma meta-análise publicada no American Journal of Health Promotion mostrou que crianças com maior exposição a smartphones e tablets apresentam maior probabilidade de dormir menos, ter pior qualidade do sono e praticar menos atividade física.

“O problema não é apenas o tempo de tela, mas quando o celular substitui experiências fundamentais para o desenvolvimento, como brincar, praticar atividade física, conviver com outras pessoas e descansar adequadamente”, explica a pediatra Silvia Nigro, responsável pelo Núcleo de Medicina do Adolescente do Hospital Sírio-Libanês. Ainda de acordo com ela, é importante observar se o uso excessivo está alterando o sono, o apetite, o rendimento escolar ou a convivência social. Quando há perda de funcionalidade, esse já é um sinal importante de alerta.

Uma das principais preocupações está na qualidade do sono, já que a luz azul emitida por celulares, tablets e computadores atrasa a liberação da melatonina, hormônio responsável por preparar o organismo para dormir. Além disso, jogos eletrônicos e vídeos curtos mantêm o cérebro em constante estado de alerta, dificultando o relaxamento.

A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) recomenda que crianças menores de dois anos não sejam expostas às telas. Entre dois e cinco anos, o tempo de uso deve ser limitado a até uma hora por dia; dos seis aos dez anos, a até duas horas; e entre 11 e 18 anos, a até três horas diárias, sempre com supervisão e priorizando conteúdos adequados para cada faixa etária. A entidade também orienta que o uso de telas seja evitado durante as refeições e antes de dormir.

“O ideal é desligar as telas pelo menos uma hora antes de dormir. Para crianças que já apresentam dificuldade para pegar no sono, esse intervalo pode chegar a duas horas. É necessário fazer uma transição para o descanso, com atividades tranquilas, como banho, leitura e conversas em família", alerta a pediatra Lucila Faria, do Hospital Sírio-Libanês.

Os reflexos do uso excessivo não se limitam ao período noturno. Permanecer muitas horas diante das telas reduz o tempo dedicado às brincadeiras, aos esportes e às atividades ao ar livre, favorecendo o sedentarismo, o ganho de peso, alterações posturais e prejuízos ao desenvolvimento motor.

“A criança precisa correr, brincar, pular, cair, levantar e explorar o ambiente para se desenvolver de forma saudável. O movimento faz parte do desenvolvimento motor, emocional e social. Quando a rotina fica muito restrita às telas, ela perde oportunidades importantes de movimento e interação", afirma Lucila.

Mudanças de humor também podem aparecer quando o uso da tecnologia se torna excessivo. Irritabilidade, ansiedade, dificuldade de concentração e resistência para interromper o uso dos dispositivos costumam estar entre os primeiros sinais percebidos pelas famílias.

“Quando o uso de telas começa a alterar o sono, o apetite, o rendimento escolar ou a convivência social, é importante rever a rotina e estabelecer novos limites", complementa Silvia.

O segredo não é proibir, mas equilibrar
Mais do que restringir o acesso aos dispositivos, as especialistas defendem que planejar a programação da semana, alternando passeios, atividades físicas, momentos de descanso e brincadeiras em família, ajuda a reduzir conflitos e cria oportunidades de convivência.

“Uma estratégia simples é organizar o dia em blocos. Pela manhã, alguma brincadeira ou atividade com movimento; à tarde, um período previamente combinado para uso da tecnologia e, à noite, reduzir os estímulos para favorecer o sono. A tecnologia pode fazer parte das férias, mas não deve ocupar todos os espaços da rotina", orienta Lucila.

Para Silvia, envolver as crianças na construção da rotina é fundamental. “Quando elas participam das decisões, tendem a aderir melhor às regras. Vale combinar previamente os períodos de tela e incluir atividades variadas, como brincadeiras ao ar livre, jogos em família, visitas a amigos e momentos de descanso. O ócio também é importante para o desenvolvimento e a criatividade", finaliza.
  


Hospital Sírio-Libanês
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O boom dos suplementos está adoecendo os rins?

Especialista destaca que pré-treinos, chás emagrecedores e anabolizantes podem causar danos renais silenciosos e, em alguns casos, irreversíveis

 

A busca por melhor desempenho físico, ganho de massa muscular e emagrecimento rápido tem impulsionado o consumo de suplementos alimentares no Brasil. No entanto, o uso excessivo e sem acompanhamento profissional desses produtos tem preocupado especialistas, especialmente pelos riscos que podem representar para a saúde dos rins.

Segundo o nefrologista e vice-presidente médico da DaVita Tratamento Renal, Bruno Zawadzki, cresce o número de pacientes que chegam aos consultórios com alterações renais associadas ao uso inadequado de suplementos, compostos estimulantes e produtos vendidos como naturais.

"Temos observado cada vez mais pessoas utilizando diversos produtos simultaneamente, muitas vezes sem qualquer orientação profissional. Os rins funcionam como um filtro do organismo. Quando recebem uma carga excessiva de substâncias concentradas, acabam trabalhando de forma sobrecarregada, o que pode comprometer sua função", explica.

Embora a creatina seja frequentemente alvo de dúvidas, o médico ressalta que, quando utilizada corretamente e em doses adequadas, ela costuma ser segura para indivíduos saudáveis. O maior risco está no consumo indiscriminado de outros produtos.

"Os pré-treinos com excesso de estimulantes merecem atenção especial. Algumas fórmulas contêm doses muito elevadas de cafeína e outras substâncias que podem aumentar a pressão arterial, favorecer a desidratação e reduzir o fluxo sanguíneo para os rins", afirma Bruno Zawadzki.

Outro grupo de produtos que merece atenção é composto pelos chamados suplementos naturais para emagrecimento. "Existe uma falsa ideia de que, por serem naturais, esses produtos não oferecem riscos. Isso não é verdade. Algumas ervas e extratos concentrados podem ser tóxicos para as células renais e provocar lesões importantes", alerta o nefrologista.

Além disso, o médico destaca os danos causados pelos anabolizantes, associados não apenas a problemas cardiovasculares e hepáticos, mas também a lesões renais potencialmente irreversíveis.


Danos silenciosos

A ampla disponibilidade desses produtos contribui para uma percepção equivocada de segurança. "Muitas pessoas acreditam que, por estarem à venda livremente, os suplementos são totalmente inofensivos. No entanto, a diferença entre um produto benéfico e um prejudicial está na dose, na indicação correta e nas características de cada indivíduo. O fato de não precisar exigir receita não significa que o organismo conseguirá lidar bem com aquela carga diária", pontua o vice-presidente médico da DaVita Tratamento Renal.

Um dos principais desafios é que os rins costumam apresentar poucos sintomas nas fases iniciais de lesão. O grande problema, de acordo com o especialista, é que os rins são órgãos silenciosos. Na maioria dos casos, os primeiros sinais de dano não são percebidos pelo paciente e só aparecem em exames laboratoriais, como a dosagem da creatinina e a análise de urina.

Por isso, antes de iniciar qualquer rotina de suplementação, a recomendação é realizar uma avaliação médica e o monitoramento periódico da função renal. "Saber se está tudo sob controle com a função renal antes de começar a suplementação e acompanhar esses parâmetros ao longo do uso é uma medida simples que pode evitar muitos problemas graves no futuro", conclui Bruno Zawadzki.

 

Fadiga constante: quando o cansaço vira sinal de alerta?


 Dr. Ricardo Ferreira Silva
É perfeitamente normal sentir exaustão após uma rotina cheia de compromissos ou um treino intenso. O problema surge quando esse esgotamento se torna rotineiro, muito forte ou desproporcional ao esforço realizado. Nesses cenários, a fadiga persistente deve acender um sinal de alerta, pois pode ser o reflexo de algum comprometimento cardiovascular. 

As enfermidades do coração costumam agir de forma silenciosa. Por conta disso, seus sinais iniciais são facilmente atribuídos à ansiedade, ao estresse diário ou a uma noite ruim de sono. Contudo, a perda constante de energia requer um olhar atento, especialmente quando começa a dificultar a realização de tarefas básicas que antes eram executadas sem qualquer esforço. 

A principal função do músculo cardíaco é bombear sangue oxigenado para irrigar todos os órgãos e tecidos. Se o coração falha ou trabalha sob sobrecarga, a distribuição de oxigênio cai, gerando um estado contínuo de indisposição, fraqueza e falta de fôlego. Essa dinâmica é comum em condições como insuficiência cardíaca, arritmias, quadros de hipertensão descontrolada e obstruções nas artérias coronárias. 

Para além do esgotamento físico, outros indicativos demandam uma consulta com o especialista: falta de ar ao menor esforço, palpitações inexplicáveis, aperto ou dor na região do peito, tonturas, pernas inchadas e interrupções no sono devido à falta de ar. Vale destacar que em mulheres, idosos e pessoas com diabetes, as manifestações cardíacas tendem a ser mais sutis, exigindo um nível ainda maior de suspeita e cuidado. 

A percepção de mudanças na própria capacidade física é um excelente termômetro. Se tarefas rotineiras, como subir lances de escada, caminhar pequenos trajetos ou manter a rotina de exercícios físicos, tornarem-se exaustivas de uma hora para outra, sem um motivo evidente, a avaliação médica se faz necessária.

Obviamente, nem todo quadro de fadiga aponta para uma cardiopatia. Desajustes hormonais, anemia, apneia e outros distúrbios do sono, além do sedentarismo e de fatores emocionais, também provocam cansaço extremo. Diante disso, o diagnóstico preciso exige uma investigação clínica minuciosa e exames complementares direcionados. 

Nesse contexto, a prevenção é a melhor estratégia. Adotar hábitos saudáveis no dia a dia, monitorar de perto os níveis de colesterol, glicose e pressão arterial, manter uma rotina de atividades físicas e realizar exames preventivos periodicamente são atitudes cruciais para blindar o coração e flagrar disfunções ainda no início. 

O organismo emite alertas claros quando o funcionamento interno está comprometido. Negligenciar uma exaustão que não passa pode postergar diagnósticos vitais. Diante de manifestações recorrentes ou que pioram com o tempo, o ideal é buscar amparo médico para identificar a origem do sintoma e traçar a melhor conduta terapêutica. 



Dr. Ricardo Ferreira Silva - graduado em medicina pela Universidade de Uberaba (MG), fez residência em Cardiologia pelo Hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo, em 2011, e se especializou em Estimulação Cardíaca Artificial e Arritmia Clínica no Instituto de Cardiologia Dante Pazzanese de São Paulo, em 2014 - título reconhecido pelo Departamento de Estimulação Cardíaca Artificial. Além de ter especialização em eletrofisiologia clínica e invasiva no Hospital do Coração de São Paulo e concluído seu Doutorado pela Universidade de São Paulo (USP), em 2018. Já em 2017, Dr. Ricardo fundou o Centro Cardiológico em sua cidade natal, Uberaba, para levar o que havia de mais moderno em tratamento de arritmia cardíaca para o interior do estado. Em pouco tempo, com a evolução do serviço e a necessidade de facilitar o acesso aos pacientes de outras localidades do país, expandiu para São Paulo. Hoje, está presente também dentro de hospitais como Beneficência Portuguesa, Samaritano e São Camilo – em São Paulo.


Dia Nacional do Comerciante: 6 estratégias para impulsionar o varejo brasileiro

Empresas apostam em tecnologia, logística, inteligência analítica e diversidade de pagamentos para desenvolver o segmento

 

Segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), em 2025, o varejo no Brasil cresceu cerca de 1,6%, chegando em seu 9° ano consecutivo de expansão e consolidação do mercado brasileiro. Junto a isso, a chegada do Dia Nacional do Comerciante, comemorado em 16 de julho, levanta uma premissa importante: investimento em tecnologia, logística e integração de dados como forma de ampliar ainda mais os resultados no país.

Pensando nisso, especialistas destacam estratégias que impulsionam o comércio e apoiam outras organizações a vender mais e de forma mais estratégica. Seguem abaixo:


  • Integração logística através da tecnologia:

Apoiando empresas de variados setores, desde varejo e indústria até bens de consumo e e-commerce, a nstech, maior empresa de software para supply chain da América Latina, aposta na integração de todo o ecossistema logístico para resultados cada vez mais estratégicos nas organizações. “A logística deixou de ser uma função de retaguarda para se tornar protagonista no comércio, impactando diretamente indicadores essenciais como conversão, recompra e lucratividade. Mais do que entregar pedidos, o varejo precisa entregar experiência. E é somente com uma rede integrada e processos otimizados que é possível equilibrar custo e qualidade, garantindo o sucesso das vendas em um mercado onde cada detalhe faz a diferença”, afirma Helena Vito Costa, Diretora de Varejo na nstech. 

Pensando nisso, a empresa criou a Transportation Network System (TNS), uma categoria de rede logística integrada que conecta, de forma fluida e inteligente, empresas e diferentes elos da cadeia por meio de uma única plataforma para resolver dores como redução de custo e ganho de eficiência, adequação ao compliance e aumento de nível de serviço nas operações logísticas de embarcadores e transportadores de diferentes setores.

 

  • Diversidade de pagamento para vender mais

No varejo, cada obstáculo entre a decisão de compra e o pagamento é uma venda que pode escapar, seja a falta de uma opção, a demora na aprovação ou o cliente sem o cartão em mãos. A Cielo defende que oferecer meios de pagamento variados deixou de ser diferencial e virou condição para não perder vendas. Segundo a Pesquisa Cielo de Hábitos de Pagamento no Varejo, Pix e cartão de crédito aparecem empatados nas compras presenciais, com 57% cada, e o comportamento muda conforme o valor: o Pix domina as compras do dia a dia, enquanto o cartão lidera nas de maior valor, em que o parcelamento pesa na decisão. "Cada barreira entre a vontade de comprar e o pagamento é uma venda que escapa", afirma Adriana Garbim, vice-presidente Comercial da Cielo. "Quando o comerciante oferece Pix, cartão e link de pagamento, ele deixa de escolher entre perfis de cliente e passa a vender para todos."

 

Além de reduzir a fricção no balcão, o pagamento digital abre canais de venda que já fazem parte da rotina do consumidor. Oito em cada dez lojas brasileiras vendem pelo WhatsApp, e é aí que entra o Link de Pagamento Cielo: gerado em segundos, ele transforma uma conversa no aplicativo ou um story no Instagram em venda concluída, com o cliente escolhendo entre Pix, débito ou crédito parcelado sem sair do celular. Somada a isso, a liquidação imediata do Pix, que cai na conta na hora e sem risco de inadimplência, dá ao lojista mais fôlego de caixa para reinvestir no próprio negócio.



  • Inteligência analítica para barrar fraudes sem travar os bons clientes:

No varejo, especialmente no e-commerce, vender também significa saber quais compras aprovar. Na tentativa de evitar golpes e invasões de contas, muitas empresas acabam adotando regras de segurança excessivamente rigorosas, o que gera atritos desnecessários na jornada do consumidor. "O resultado prático dessa fricção são os chamados falsos positivos, quando o lojista bloqueia clientes legítimos. Isso representa perda direta de vendas e desgasta a relação de confiança com a marca", explica Danilo Coelho, Diretor de Produtos e Dados da Datatech Quod.

Para solucionar esse gargalo, a empresa, especializada em inteligência de dados para o mercado de crédito, desenvolveu soluções preditivas para apoiar o varejo. A tecnologia da Quod avalia o comportamento do consumidor com base em dados e sinais de mercado, reduzindo bloqueios indevidos sem aumentar a exposição a fraudes. Por meio do cruzamento inteligente de dados, o varejista passa a conhecer melhor quem está do outro lado da tela, aprovando compras com mais segurança e fluidez. Assim, a proteção contra fraudes deixa de ser um fator limitante e passa a atuar como um impulsionador do crescimento do negócio.


  • Áudio estratégico como diferencial no ponto de venda 

Em um varejo físico cada vez mais competitivo, o som deixou de ser apenas trilha de fundo para se tornar um canal estratégico de vendas e relacionamento com o consumidor. A Musique, startup brasileira pioneira em Arquitetura Sonora Multicamadas, transforma ambientes físicos em pontos de contato inteligentes por meio de música estratégica, sonoplastia programada e mídia de áudio — com acervo musical próprio, criado com apoio de inteligência artificial e 100% livre de direitos autorais. "O áudio ainda é um recurso subaproveitado pela maioria das empresas. Nossa missão é mostrar que ele pode gerar valor para o negócio, promovendo eficiência operacional, criando novas oportunidades comerciais e tornando a experiência do consumidor mais personalizada", afirma André Domingues, fundador e CEO da Musique.

Na prática, os resultados comprovam o impacto do áudio no caixa do varejista: empresas que utilizam a plataforma da startup registram até 20% de incremento nas vendas de produtos anunciados por áudio inteligente e 9% de aumento no tempo de permanência em loja — além de redução de milhões de reais por ano em custos com direitos autorais para grandes redes. 

 

  • Usar a experiência de marca para fortalecer o varejo físico:

Com a celebração do Dia Nacional do Comerciante, o mercado reflete sobre formas inovadoras de impulsionar os negócios em uma jornada de compra cada vez mais híbrida. Nesse cenário, criar vivências relevantes dentro da loja deixou de ser um detalhe para se tornar um diferencial competitivo crucial. É exatamente aí que a neuroarquitetura ganha protagonismo. Nesse sentido, Silvia Kanayama, diretora da DEA Design, agência brasileira multidisciplinar de branding, comunicação e espaços, defende que o design estratégico deve ser planejado de maneira intencional, construindo ambientes que dialoguem com o DNA da empresa e influenciam positivamente o comportamento no ponto de venda. "Quando o espaço traduz com coerência o que a marca promete, essa percepção vira confiança. Quando contradiz, gera um desconforto que a pessoa não racionaliza, ela simplesmente não volta. Portanto, pensar o projeto arquitetônico como uma extensão viva da identidade corporativa é o caminho ideal para estreitar o vínculo com o público e garantir a competitividade contínua do setor”. 


  • Experiência de compra como diferencial competitivo para o varejo físico 

O Circuito de Compras, maior shopping popular da América Latina, acredita que a competitividade do varejo brasileiro passa, cada vez mais, pela capacidade de transformar a experiência de compra em um diferencial estratégico. Mais do que oferecer preços atrativos, comerciantes que investem em organização do ponto de venda, atendimento qualificado e conhecimento do perfil do consumidor conseguem fortalecer o relacionamento com seus clientes, aumentar a recorrência e impulsionar os resultados de forma sustentável.

Para André Seibel, CEO do Circuito de Compras, o sucesso do varejo está diretamente ligado à capacidade de equilibrar experiência, planejamento e gestão. "O consumidor busca preço, mas também valoriza conveniência, atendimento e confiança. O comerciante que entende esse comportamento e investe em uma experiência de compra positiva cria uma relação mais duradoura com o cliente e fortalece sua competitividade. No varejo físico, cada contato é uma oportunidade de fidelizar e transformar uma venda pontual em um relacionamento de longo prazo", afirma.

 

ENEL SP PROMOVE TROCA GRATUITA DE LÂMPADAS POR MODELOS DE LED NA ESTAÇÃO SÉ

Atendimento começa nesta quinta-feira (16/07) e será realizado de segunda a sexta-feira, das 8h às 11h e das 15h às 18h, em stand próximo à bilheteria da estação; 

Ação faz parte do projeto Enel Compartilha Consumo Consciente e incentiva o uso eficiente da energia, a economia na conta de luz e o descarte adequado de resíduos.

 

A Enel Distribuição São Paulo inicia nesta quinta-feira (16/07) um projeto piloto do programa Enel Compartilha Consumo Consciente na estação Sé. A iniciativa prevê a troca gratuita de lâmpadas ineficientes, como incandescentes e fluorescentes, por modelos de LED, uma tecnologia mais econômica, durável e sustentável. 

A ação será realizada em um stand instalado próximo à bilheteria da estação, um dos pontos de maior circulação de passageiros da rede metroviária. Os atendimentos ocorrerão de segunda a sexta-feira, em dois períodos: das 8h às 11h e das 15h às 18h. A iniciativa permanecerá em funcionamento por tempo indeterminado. 

A escolha da Estação Sé considera a alta movimentação do local. Situada no coração da capital paulista, ela é a mais movimentada da rede de metrô de São Paulo, com média diária superior a 368 mil embarques e picos que chegam a 500 mil pessoas considerando as integrações. A estação conecta duas das principais linhas do sistema metroviário: a Linha 1-Azul e a Linha 3-Vermelha. 

No local, promotores estarão disponíveis para orientar os clientes, realizar os atendimentos e efetuar a substituição das lâmpadas. 

O projeto tem como objetivo incentivar o consumo consciente de energia, estimular a adoção de equipamentos mais eficientes e contribuir para a redução do desperdício energético. Além disso, as lâmpadas substituídas serão recolhidas e encaminhadas para empresas especializadas, responsáveis pelo tratamento e pela destinação ambientalmente adequada dos resíduos.



Como participar
 

Para realizar a troca, o cliente deve apresentar:

  • Documento de identidade com foto;
  • Conta de energia mais recente (impressa ou digital);
  • Lâmpadas ineficientes (incandescentes ou fluorescentes) para substituição.

Cada unidade consumidora elegível poderá trocar até 20 lâmpadas. 

A participação é aberta a todos os clientes da Enel São Paulo, incluindo consumidores residenciais e demais categorias. A conta de energia não precisa estar no nome da pessoa que comparecer ao atendimento, e não é necessário estar adimplente para participar da ação.


Estamos acumulando cursos ou realmente nos desenvolvendo?

Quantos cursos você concluiu no último ano? Agora pense em uma segunda pergunta, talvez bem mais difícil de responder. Quantos deles mudaram, de fato, a forma como você trabalha?

 

Nunca foi tão fácil aprender. Cursos de liderança, trilhas de inteligência emocional, imersões em produtividade e MBAs em módulos curtos se tornaram parte da rotina de profissionais em praticamente todas as áreas. O acesso ao conhecimento se democratizou, e isso é uma notícia boa. O problema é que consumir conteúdo sobre desenvolvimento e se desenvolver de verdade viraram coisas cada vez mais distantes uma da outra. 

Costumo chamar esse fenômeno de "entretenimento produtivo". É a sensação de progresso que aparece assim que terminamos uma aula, fechamos um módulo ou adicionamos mais um certificado ao perfil do LinkedIn. Essa sensação é real, só que raramente resiste ao teste do tempo. Existe uma distância enorme entre compreender um conceito e incorporá-lo à rotina, saber na teoria como conduzir uma negociação difícil não é, de fato, conseguir conduzir uma. Um desses caminhos promove transformação, o outro entrega apenas a impressão de que ela aconteceu. 

E isso não é um convite para estudar menos, muito pelo contrário. O conhecimento segue sendo um dos maiores motores de crescimento profissional que existem. A questão está na forma como consumimos esse conteúdo, quase sempre em excesso, sem um objetivo definido e, o mais grave, sem nenhum plano para aplicá-lo. Colecionar certificados virou, para boa parte dos profissionais, um substituto confortável para a mudança de comportamento, que exige disciplina, repetição e a disposição de errar em público antes de acertar. 

Ao longo de mais de uma década desenvolvendo profissionais e equipes, cheguei a uma conclusão que se repete com uma regularidade incômoda. O avanço quase nunca acontece durante o treinamento. Ele aparece nas semanas seguintes, quando alguém decide testar uma abordagem nova, recebe um retorno honesto sobre o resultado, ajusta a rota e insiste até o comportamento virar hábito. Conhecimento sem esse ciclo de aplicação não gera desenvolvimento, apenas acúmulo. 

O psicólogo Anders Ericsson, referência mundial em performance de especialistas, chegou à mesma conclusão em suas pesquisas. Novas habilidades não se consolidam pela simples exposição a um conteúdo, elas dependem de prática deliberada, repetição e feedback em situações reais. Sem esse processo, boa parte do que aprendemos permanece na memória de curto prazo e nunca chega a influenciar como decidimos, lideramos ou negociamos no dia a dia. 

Empresas cometem a mesma falha em escala maior. Investem em programas de capacitação, comemoram o número de colaboradores certificados e consideram o trabalho concluído quando os diplomas são entregues. Semanas depois, as reuniões seguem iguais, as decisões repetem os mesmos padrões e os problemas continuam os mesmos de sempre. O treinamento aconteceu. A aprendizagem, nem sempre. 

Vale um exercício simples, tanto para profissionais quanto para as empresas que investem neles. Pense no último curso que você concluiu e pergunte o que mudou na sua rotina desde então. Que decisão passou a tomar de um jeito diferente? Que conversa difícil você conduziu melhor? Se as respostas não vierem com facilidade, é provável que o aprendizado tenha parado no certificado. 

A solução para isso não é aprender menos, é aprender com mais intenção. Antes de começar um novo curso, vale perguntar se aquele conteúdo resolve um desafio real que você enfrenta agora. Depois de concluí-lo, a pergunta muda de figura. Como você vai colocar isso em prática ainda essa semana? 

O mercado continuará valorizando quem aprende de forma contínua. Mas reconhecerá, cada vez mais, quem consegue converter conhecimento em comportamento, comportamento em competência e a competência em resultado. Certificados registram o que foi estudado, mas o desenvolvimento de verdade aparece no que passamos a fazer diferente depois de aprender. 



Bruno Rosa é engenheiro eletricista e Managing Director da Domperf High Performance, empresa de treinamento de alto desempenho profissional e consultoria empresarial. Há mais de uma década dedica-se ao estudo da neurociência e comportamento, desenvolvendo metodologias práticas aplicadas ao ambiente corporativo. domperf.com.br

Fonte: Anders Ericsson, K. (2008), Deliberate Practice and Acquisition of Expert Performance: A General Overview. Academic Emergency Medicine, 15: 988-994. https://doi.org/10.1111/j.1553-2712.2008.00227.x


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