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quinta-feira, 23 de julho de 2026

Futebol de fim de semana exige preparo: conheça as lesões mais comuns entre jogadores amadores

Sedentarismo, ausência de aquecimento e excesso de esforço aumentam o risco de lesões graves nos tradicionais jogos entre amigos, alerta ortopedista do Hospital São José

 

A tradicional "pelada" de fim de semana é um dos esportes favoritos dos brasileiros. No entanto, fora das competições profissionais e dentro dos campos amadores, uma simples partida pode representar o único momento de atividade física da semana para muitos brasileiros. 

Após passar dias inteiros em frente ao computador ou sentado no escritório, o corpo pode ser submetido a movimentos intensos em uma partida de futebol, que incluem arrancadas, mudanças bruscas de direção e disputas de bola que podem resultar em lesões importantes. Segundo o ortopedista do Hospital São José, Dr. Robson Pinto, o esporte é uma preocupação importante nos consultórios médicos. 

“Os riscos osteomusculares são enormes, já que muitos praticantes não fazem nenhum outro exercício físico além do futebol durante a semana. Além disso, riscos cardiológicos são muito grandes também para pessoas sedentárias entre os 35 e 50 anos. A atividade física regular é sempre a melhor alternativa para diminuir estes riscos”, afirma o ortopedista.

Entre os problemas mais frequentes estão as lesões nos joelhos, que concentram boa parte dos atendimentos após partidas recreativas. De acordo com o médico, os músculos da parte anterior e posterior da coxa também são bastante afetados, principalmente devido à exigência de força e explosão durante o jogo. “As lesões mais frequentes são na articulação dos joelhos. Também observamos muitas lesões dos músculos anteriores e posteriores da coxa e lesões ligamentares, que muitas vezes exigem cirurgia, longo tempo de recuperação e meses de fisioterapia”, completa o Dr. Robson.

Além do sedentarismo, outro fator importante para lesões está na ausência de aquecimento prévio antes de realizar os exercícios. Mesmo entre jogadores experientes, ainda é comum entrar em campo logo após chegar ao local da partida, sem qualquer preparação física. O hábito aumenta significativamente o risco de distensões e estiramentos musculares. Para o ortopedista do Hospital São José, o aquecimento e alongamento adequados são indispensáveis antes do início da partida.

Uma torção no tornozelo, uma fisgada na coxa ou uma dor intensa no joelho são situações comuns nas partidas entre amigos. Nesses casos, insistir em permanecer em campo também pode agravar o problema. "O ideal é interromper totalmente a atividade, fazer repouso e aplicar gelo no local da lesão. Parar logo no início dos sintomas pode evitar lesões mais severas”, recomenda o especialista. O médico lembra, no entanto, que nem sempre o organismo consegue emitir sinais antes que a lesão aconteça.

Embora pequenas dores possam melhorar com repouso, alguns sinais indicam a necessidade de avaliação médica imediata, como o surgimento de edemas (inchaço) nas articulações, hematomas e a incapacidade de se apoiar sobre o membro lesionado.

Para quem não abre mão da partida de sábado ou domingo, a principal recomendação é manter uma rotina de atividade física ao longo da semana, realizar aquecimento antes dos jogos e respeitar os limites do corpo. “O esporte amador, quando bem orientado, deve ser estimulado por todos os profissionais de saúde. Para evitar lesões osteomusculares e cardiológicas, é importante realizar consultas com especialistas. Para atletas entre 35 e 50 anos, essa avaliação deveria ser obrigatória, evitando muitas alterações indesejadas”, conclui o Dr. Robson Pinto.

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