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quinta-feira, 16 de julho de 2026

Não é adoção: O papel do Serviço Família Acolhedora no desenvolvimento infantil

Modalidade oferece acolhimento temporário, individualizado e em ambiente familiar a crianças e adolescentes afastados da família de origem


Foto: Sergio Barzaghi / PrefSP
 
"Às vezes as pessoas perguntam: 'Por que vocês não adotam logo?'. A resposta é simples: porque queremos ajudar muitas crianças, e não apenas uma."
 

A resposta é de Tatiana Fagundes da Costa Pinheiro, 45, família acolhedora do Serviço de Acolhimento em Família Acolhedora (SFA) Pérolas, na zona sul da capital paulista. Desde que ingressou no serviço, ela já acolheu três crianças de diferentes idades e por períodos distintos. Sua fala traduz um dos principais desafios enfrentados por quem integra a iniciativa: explicar que acolhimento familiar e adoção não são a mesma coisa. 

Embora ambas tenham como objetivo garantir o direito de crianças e adolescentes à convivência familiar, acolhimento e adoção são medidas distintas, previstas em legislações específicas e com finalidades diferentes. Enquanto a adoção estabelece um vínculo definitivo de filiação, o acolhimento familiar oferece, de forma temporária, um ambiente seguro de cuidado, proteção e afeto para crianças e adolescentes afastados da família de origem por determinação judicial

Nessa modalidade, famílias acolhedoras cadastradas e capacitadas recebem a criança ou o adolescente em sua própria casa enquanto a equipe técnica da rede de proteção trabalha para a reintegração familiar. Quando isso não é possível, são adotadas as providências definidas judicialmente, entre elas a adoção, quando cabível e determinada pela Vara da Infância e da Juventude. 

Em nenhum momento a família acolhedora assume a guarda definitiva ou estabelece vínculos legais de filiação.
 

Impactos no desenvolvimento  

Segundo o Guia de Acolhimento Familiar, publicação da Secretaria Nacional de Assistência Social (SNAS), do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social (MDAS), em parceria com a Coalizão pelo Acolhimento em Família Acolhedora, o modelo de acolhimento exerce influência direta sobre o desenvolvimento infantil.  

De acordo com o Guia, os primeiros anos de vida, especialmente os chamados "primeiros mil dias", período que compreende toda a gestação até o fim do segundo ano de vida da criança, correspondem ao momento de maior plasticidade cerebral, quando se formam as conexões neuronais que sustentam a arquitetura cerebral e o desenvolvimento cognitivo, emocional e social ao longo da vida. É nessa janela de desenvolvimento que o tipo de cuidado recebido tem maior potencial para gerar impactos positivos ou negativos ao longo da vida.  

Essa é uma das razões técnicas que fundamentam a priorização do acolhimento familiar em relação ao institucional: o SFA oferece cuidado individualizado e vínculo afetivo estável com um adulto de referência, condições que a rotina coletiva das instituições de acolhimento encontra mais dificuldades para assegurar.
 

O que mostram os dados

Segundo o Projeto de Intervenção Precoce de Bucareste (BEIP), estudo internacional conduzido por pesquisadores da Universidade de Harvard, crianças transferidas para famílias acolhedoras apresentaram recuperação cognitiva e emocional mais expressiva, especialmente aquelas que deixaram a institucionalização antes dos dois anos de idade.  

O estudo acompanhou, durante 16 anos, crianças romenas anteriormente institucionalizadas e reforça a importância do acolhimento familiar, especialmente nos casos que envolvem a primeira infância. 

No Brasil, dados do Censo SUAS, levantamento oficial do MDS, mostram que, em 2022, menos de 7% das crianças e adolescentes afastados da família por medida protetiva estavam em acolhimento familiar. A grande maioria (mais de 93%) permanecia em serviços de acolhimento institucional. 

Esse cenário reforça a importância da ampliação do acolhimento familiar, modalidade que contribui para o cumprimento dos princípios da excepcionalidade e da brevidade previstos no artigo 19, §2º, do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), segundo o qual nenhuma criança ou adolescente deve permanecer em acolhimento por período superior a 18 meses, salvo comprovada necessidade. 

Quer se tornar uma família acolhedora? Entre em contato com o Serviço de Acolhimento em Família Acolhedora (SFA) da sua região e saiba como participar. Sua casa pode ser um espaço de cuidado, proteção e novos recomeços para uma criança ou adolescente, inscreva-se!


Eleições 2026: ABC lança documento com propostas de Ciência, Tecnologia e Inovação para candidatos

 

Com recomendações para oito áreas estratégicas, que vão da educação aos minerais críticos, publicação aponta caminhos para um projeto nacional de desenvolvimento do Brasil
 

Um dos maiores desafios do Brasil já não está na identificação de seus principais problemas, mas na capacidade de transformar soluções conhecidas em ações concretas e duradouras. Essa é a principal conclusão da Academia Brasileira de Ciências (ABC), apresentada no documento O Futuro Não Pode Esperar: Ciência, Educação, Inovação e Soberania para um Projeto Nacional de Desenvolvimento. Lançada neste mês, a publicação tem o objetivo de contribuir com o debate das Eleições de 2026 e estimular a formulação de políticas públicas para os próximos anos.

O documento reúne diagnósticos e recomendações para oito áreas estratégicas: Educação, Emergência climática, Transição energética, Biomas, Rios e Oceanos, Agropecuária, Minerais críticos e estratégicos, Saúde e Justiça Social. As propostas foram elaboradas com base em evidências científicas e no conhecimento acumulado pelos pesquisadores e membros da ABC.

A publicação é resultado de uma análise das recomendações apresentadas pela ABC ao longo dos últimos 20 anos nas áreas de ciência, tecnologia e inovação e está organizada em nove capítulos. O primeiro deles analisa as propostas de documentos anteriores e mostra que grande parte das orientações permanece atual, em especial aquelas que estão relacionadas ao fortalecimento da educação, ao financiamento contínuo da ciência e ao incentivo à inovação.

De acordo com o documento, mesmo com avanços importantes nos últimos anos, o país ainda enfrenta entraves estruturais. O investimento em pesquisa e desenvolvimento permanece distante das principais potências econômicas, a inovação empresarial perdeu dinamismo, persistem desigualdades regionais na produção científica e a formação de pesquisadores sofre com a desvalorização das bolsas e a falta de perspectivas de carreira. Para a ABC, esse cenário evidencia a necessidade de garantir continuidade às políticas públicas voltadas à ciência, educação e inovação, independentemente dos ciclos de governo.

Entendendo que os temas abordados exigem coordenação nacional, estabilidade legislativa, proteção orçamentária e capacidade de implementação territorial, a seção "Leituras para diferentes atores" apresenta, ao final de cada capítulo, recomendações específicas para a Presidência da República, o Congresso Nacional e os governos estaduais, indicando como cada esfera pode contribuir para a implementação das propostas.

O documento completo pode ser baixado aqui.


Dia do Comerciante: Prefeitura de São Paulo destaca papel dos mercados, sacolões e feiras livres na economia local

Estrutura municipal reúne profissionais que garantem comida na mesa dos paulistanos e movimentam a economia da cidade

 

Comemorado no dia 16 de julho, o Dia do Comerciante é uma data que enaltece profissionais que desempenham um papel crucial na economia paulistana. O comércio de alimentos e produtos variados faz com que uma metrópole como São Paulo seja abastecida de ponta a ponta. Para fortalecer esses empreendedores e garantir comida na mesa da população, a Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Executiva de Segurança Alimentar e Nutricional e de Abastecimento (SESANA), mantém uma forte rede de incentivo ao comércio local: Mercados Municipais, Sacolões e Feiras Livres espalhados por toda a cidade. 

Instituído pela Lei Federal nº 2.048/1953, o Dia do Comerciante celebra e reforça a importância dessa categoria, que é responsável por estimular o giro financeiro e gerar empregos de forma direta ou indireta. Na capital paulista, esse movimento ganha ainda mais relevância por meio de políticas sociais, que permitem que espaços públicos não sejam apenas pontos de abastecimento, mas também sejam ambientes de desenvolvimento socioeconômico que protegem a cultura e a identidade de cada região.

 

Gastronomia e produtos variados 

Os 11 Mercados Municipais de São Paulo fazem parte do sistema de abastecimento que fortalece o varejo local. Essa iniciativa conta com ação direta de mais de 350 permissionários em toda a rede, profissionais que promovem a preservação da tradição e da diversidade gastronômica e estimulam o turismo na região. Contendo aproximadamente 370 boxes, esses espaços são autênticos polos comerciais que oferecem ampla variedade de produtos, desde os essenciais até os mais diferenciados, tendo como principais destaques de vendas os setores de hortifruti, seguidos pelos empórios e peixarias. 

 

Preço acessível na mesa para as famílias 

Complementando de maneira estratégica a rede de abastecimento da cidade, os 14 Sacolões Municipais reúnem mais de 110 permissionários, contribuindo para a regulação de preços do território e o fácil acesso a alimentos de qualidade a preços acessíveis. O sistema mantém por volta de 140 boxes integrados, auxiliando as famílias paulistanas na garantia de refeições diárias completas, com grande procura por serviços de hortifruti, alimentação pronta e açougue. 

 

Tradição e emprego por toda a capital 

As tradicionais Feiras Livres se consolidam como forte rede de fornecimento urbano, contando atualmente com cerca de 12 mil feirantes licenciados, gerando em torno de 50 mil empregos diretos e indiretos, colaborando diretamente com a descentralização do comércio, o fortalecimento dos produtores locais e o resgate da cultura de rua e ocupação de espaços públicos. 

Por meio da SESANA, a Prefeitura de São Paulo trabalha na melhoria desses estabelecimentos e na fiscalização do comércio, com o objetivo de dar melhores condições de trabalho aos comerciantes e garantir que refeições saudáveis continuem chegando com preço acessível aos munícipes de todas as regiões da capital.

 

São Paulo possui o maior programa de Segurança Alimentar do planeta, segundo o Guinness. 

Em dezembro de 2025, a cidade de São Paulo foi reconhecida internacionalmente pela GUINNESS WORLD RECORDS™ como detentora do maior programa municipal de segurança alimentar do planeta. Foram distribuídas mais de 933 toneladas de alimento em 24 horas, e a municipalidade alcançou um número superior a 3 milhões de refeições gratuitas por dia, contando com entregas de refeições prontas, produtos in natura e cestas básicas a pessoas de baixa renda. 

Acesse todos os programas de segurança alimentar da Prefeitura de São Paulo clicando aqui.

 

Conheça mais sobre a SESANA

A Secretaria Executiva de Segurança Alimentar e Nutricional e de Abastecimento (SESANA) da Prefeitura de São Paulo desenvolve e administra políticas públicas voltadas à alimentação de famílias de baixa renda ou em situação de vulnerabilidade social. Além disso, realiza capacitação profissional de agentes para práticas alimentares, por meio de atividades educativas, oficinas culinárias e cursos de qualificação. A pasta encabeça programas circulares, como o Rede Cozinha Cidadã (RCC), que distribui 200 refeições por dia; 65 pontos da Rede Cozinha Escola (RCE), que disponibilizam 400 pratos diários; e as sete unidades do Armazém Solidário, mercados públicos para inscritos no CadÚnico que ofertam itens com até 50% de desconto. Com cerca de 200 equipamentos públicos municipais, a SESANA administra também o Banco de Alimentos voltado ao combate ao desperdício, Mercados e Sacolões Municipais, Feiras Livres e Centrais de Abastecimento Leste e Pari; além do Programa Cidade Solidária com a destinação de cestas básicas.

 

Estação Tamanduateí da CPTM recebe ação de intensificação da vacinação contra sarampo e influenza nesta quinta (16)

Iniciativa disponibilizará gratuitamente a vacina SCR para a população das 10h às 16h

  

A CPTM recebe nesta quinta-feira (16/07), das 10h às 16h, uma ação de intensificação da vacinação contra sarampo e influenza na Estação Tamanduateí. A iniciativa tem como objetivo ampliar a cobertura vacinal da população diante do cenário epidemiológico do sarampo no mundo e do risco de reintrodução do vírus no Brasil. Durante a ação, será disponibilizada gratuitamente a vacina SCR, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola.
  

Serviço

Ação de intensificação da vacinação contra sarampo e influenza
Local: Estação Tamanduateí (Linha 10-Turquesa)
Data: quinta-feira (16/07)
Horário: das 10h às 16h


Estácio Santo André oferece cursos gratuitos com qualificação profissional durante as férias

Programação especial traz capacitações em áreas como Inteligência Artificial, Empreendedorismo, Direito, Primeiros Socorros e Microscopia

 

As férias podem ser muito mais do que um período de descanso. Pensando em quem deseja aproveitar esse momento para investir no desenvolvimento pessoal e profissional, a Estácio Santo André promove uma programação especial de cursos de férias gratuitos, aberta à comunidade.

A iniciativa reúne capacitações em diferentes áreas do conhecimento, ministradas por professores especialistas, com conteúdo prático e atualizado. Além de ampliar conhecimentos, os participantes receberão certificado de participação e terão a oportunidade de ampliar sua rede de contatos. Entre os temas oferecidos estão Empreendedorismo, Direito, Inteligência Artificial, Microscopia, Primeiros Socorros, Avaliação Corporal e Recreação Infantil.

De acordo com Jéssica Duarte Serafim Sperandio, reitora da Estácio Santo André, a proposta é democratizar o acesso ao conhecimento e incentivar a qualificação profissional durante o período. “As férias também podem ser um momento de desenvolvimento de novas habilidades para auxiliar a formação de profissionais mais preparados para os desafios do mercado de trabalho”, afirma.

As atividades serão realizadas no campus da Estácio, localizado na Rua Delfim Moreira, 40, Centro, em Santo André. As vagas são gratuitas, porém limitadas, e serão preenchidas por ordem de inscrição.

Os interessados podem consultar o cronograma completo dos cursos e realizar a inscrição pelo link Link. Mais informações também podem ser obtidas pelo telefone (11) 4932-2029.  

Segue a agenda de cursos:

Empreenda com Segurança: Tudo sobre Registro e Legalização de Empresas

24/7

19h às 21h30

Guia Prático de Avaliação Corporal: Da Teoria ao Consultório

28/7

19h às 21h

Integrando Aplicações Web e Inteligência Artificial na Prática com APIs

29/7

18h30 às 21h

Mecanismos de Prevenção e Tratamento previstos no Código de Defesa do Consumidor para Questões de Endividamento

28/7

19h às 21h

Microscopia na Prática

29/7

18h30 às 21h

Recreação Infantil na Prática

29/7

18h30 às 21h

Transforme sua Ideia em Empresa: Tudo o que Você Precisa para Legalizar seu Negócio

27/7

19 às 21h30

Primeiros Socorros

29/7

19h às 21 h

quarta-feira, 15 de julho de 2026

Dia do Homem reforça importância da prevenção às principais doenças oncológicas masculinas

Divulgação UniFG-BA
Magnific
Pesquisa de professores e estudantes da UniFG Bahia reúne, em livro, conhecimento científico sobre os principais cânceres do sistema genital masculino

 

O Dia do Homem, celebrado nesta quarta-feira (15), reforça a necessidade de ampliar o debate sobre a saúde masculina e incentivar a prevenção de doenças que ainda apresentam elevada incidência no Brasil, como os cânceres de próstata, testículo e pênis. Embora possuam características distintas, esses tipos de câncer têm em comum um fator decisivo para o sucesso do tratamento: o diagnóstico precoce. 

Como forma de contribuir para a disseminação do conhecimento e fortalecer a conscientização sobre o tema, a UniFG Bahia, integrante da Inspirali, ecossistema da Ânima Educação que atua na gestão de 15 escolas médicas em diversas regiões do Brasil, celebra o lançamento do livro ‘Tratado de Oncologia Masculina – Fundamentos, Diagnóstico e Tratamento das Principais Neoplasias do Sistema Genital Masculino’ (ISBN 978-65-02-11411-7), de autoria do pesquisador e professor da instituição Nathan das Neves Selis. 

A publicação é resultado do protagonismo acadêmico de docentes e estudantes do curso de Medicina da UniFG Brumado, que transformaram uma pesquisa piloto sobre dados epidemiológicos do câncer de próstata no município em uma obra de referência para estudantes, pesquisadores e profissionais da saúde. O conteúdo reúne conhecimentos atualizados sobre prevenção, diagnóstico, tratamento e acompanhamento dos principais tumores do sistema genital masculino, conectando a realidade regional à produção científica de alcance nacional. 

"O livro nasceu da inquietação de compreender melhor a realidade oncológica da nossa região e da vontade de transformar esses dados em conhecimento capaz de impactar a formação médica e a assistência à saúde. É uma demonstração de que pesquisas desenvolvidas no interior da Bahia podem contribuir de forma significativa para a literatura científica brasileira", destaca o docente. 

Ainda segundo Selis, o câncer de próstata permanece como o tumor maligno mais frequente entre os homens, principalmente a partir dos 50 anos. Embora apresente, na maioria dos casos, evolução lenta, a realização de exames preventivos permite identificar a doença em estágios iniciais, aumentando significativamente as chances de sucesso do tratamento. 

Já o câncer de testículo, embora menos frequente, acomete principalmente homens entre 15 e 35 anos. Alterações como aumento do volume testicular, endurecimento ou aparecimento de nódulos merecem atenção imediata, uma vez que esse tipo de tumor apresenta elevados índices de cura quando tratado precocemente. 

Outro tema abordado na obra é o câncer de pênis, considerado raro, mas que ainda apresenta incidência relevante em algumas regiões do país. A doença está associada, principalmente, à higiene íntima inadequada, à infecção pelo HPV, à fimose e às dificuldades de acesso aos serviços de saúde. Medidas simples de prevenção, como a higienização correta, a vacinação contra o Papilomavírus Humano e a atenção aos primeiros sinais, podem reduzir significativamente o número de casos. 

Para Nathan, um dos maiores desafios ainda é estimular os homens a incorporarem o cuidado com a saúde à rotina. "Grande parte dos homens procura atendimento apenas quando os sintomas já estão instalados. Precisamos mudar essa cultura, mostrando que prevenção não é sinal de fraqueza, mas de responsabilidade com a própria saúde e com a família. Quanto mais cedo a doença é identificada, maiores são as chances de cura e menor o impacto na qualidade de vida”, comenta. 

Além da contribuição científica, o lançamento do livro evidencia o compromisso da UniFG com uma formação baseada em pesquisa, inovação e impacto social. “Ao envolver estudantes na produção de conhecimento aplicado à realidade regional, a instituição fortalece o desenvolvimento da ciência e demonstra como o ensino superior pode gerar soluções relevantes para os desafios da saúde pública”, destacou o diretor adjunto de operações da UniFG-BA, Mauro Ribeiro.

 

UniFG BA
www.centrouniversitariounifg.edu.br



Estação da Luz da CPTM recebe ação com psicoterapeutas nesta quinta-feira (16)

Passageiros poderão conversar gratuitamente com profissionais de saúde mental


Quem passar pelo saguão principal da Estação da Luz da CPTM, nesta quinta-feira (16/07), poderá conversar gratuitamente com psicoterapeutas do Instituto de Psiquiatria (IPq) do Hospital das Clínicas da USP. A ação é realizada pelo Museu da Língua Portuguesa em parceria com o IPq.

A iniciativa “Converse com o Psicoterapeuta”, que acontece das 10h às 13h, oferece escuta e acolhimento psicoterapêutico aos passageiros e promove a saúde mental em um espaço urbano de grande circulação. Os profissionais estarão posicionados ao lado do guarda-volumes, próximo à antiga bilheteria.
 

Serviço

Converse com o Psicoterapeuta
Local: Estação da Luz (Linhas 10-Turquesa, 11-Coral e Expresso Aeroporto)
Data: quinta-feira (16/07)
Horário: das 10h às 13h

 


Linhas 8-Diamante e 9-Esmeralda adotam tecnologia sensorial para aprimorar experiência de clientes com mobilidade reduzida

Simulando situações reais do dia a dia, agentes conseguem
se colocar no lugar de quem tem dificuldades de locomoção
 Divulgação

Equipamento permite que agentes vivenciem desafios enfrentados por idosos e pessoas com deficiência, a fim de que promovam um atendimento mais empático, seguro e humanizado


As linhas 8-Diamante e 9-Esmeralda, operadas pela ViaMobilidade e administradas pela plataforma de Trilhos da Motiva, estão incorporando uma tecnologia sensorial inovadora e pioneira no treinamento de seus agentes de atendimento e segurança e operadores de trem para aprimorar a experiência de clientes com mobilidade reduzida. Por meio de uma roupa sensorial, que simula limitações físicas reais, os profissionais passam a vivenciar, na prática, os desafios enfrentados por idosos e pessoas com deficiência ao se deslocarem pelos ambientes das estações. 

Pesando cerca de 10 kg, distribuídos por toda a estrutura da roupa, e limitadores de articulação, ela reproduz a redução de força e de amplitude de movimentos, tornando tarefas cotidianas — como caminhar, subir escadas, agachar ou manter o equilíbrio — mais desafiadoras. A experiência é complementada por óculos que simulam diferentes condições visuais, permitindo que os agentes compreendam, de forma mais próxima da realidade, as barreiras que podem impactar a jornada dos clientes no sistema. 

Foram adquiridas quatro unidades do traje. O equipamento já entrou na rotina de treinamento de quem acaba de chegar, mas quem já atua na operação também passará por atualizações. A meta é que, até o fim do ano, pouco mais de 1.200 profissionais — entre agentes de segurança e operadores de trem — tenham contato com a nova ferramenta e passem por essa experiência. 

A iniciativa amplia a percepção da equipe sobre aspectos de acessibilidade e reforça um atendimento mais atento às necessidades de cada pessoa. O programa de capacitação combina conteúdo teórico sobre acessibilidade com atividades práticas utilizando os equipamentos sensoriais. 

A adoção da tecnologia surgiu a partir da curiosidade e da iniciativa do próprio time de gestão de atendimento das linhas 8-Diamante e 9-Esmeralda. Ao buscar novas formas de aprimorar a capacitação das equipes, os profissionais passaram a pesquisar soluções que permitissem aprofundar a compreensão sobre os desafios enfrentados por pessoas com mobilidade reduzida no dia a dia. A partir dessa investigação, identificaram no treinamento sensorial uma ferramenta capaz de gerar impacto positivo na formação dos agentes, especialmente no fortalecimento de aspectos comportamentais fundamentais para o atendimento, como a empatia e a atenção às diferentes necessidades dos clientes.


Parte do módulo de capacitação é focado em
 promover a empatia dos agentes
Divulgação

Para Nathalia Souza, coordenadora de atendimento das linhas 8-Diamante e 9-Esmeralda, o treinamento sensorial fortalece a capacidade de acolhimento das equipes. “Quando o agente vivencia essas limitações, ele passa a perceber detalhes da jornada que muitas vezes passam despercebidos. Isso contribui para um atendimento mais atento, seguro e humanizado para todos os clientes”, afirma. Tiago Alves, líder de atendimento e segurança da ViaMobilidade, reforça que a inclusão não é discurso e sim, prática diária. “Estamos construindo um time empenhado em atender todo público que transita em nossas linhas, com treinamentos e iniciativas que vão além da capacitação técnica, com profissionais mais preparados, conscientes e, principalmente, mais humanos”, completa. 

A iniciativa também está alinhada ao acompanhamento contínuo dos resultados de satisfação dos clientes nas linhas 8-Diamante e 9-Esmeralda, que apontam oportunidades de evolução em atributos diretamente relacionados ao atendimento e à percepção de acolhimento. Nesse contexto, a ViaMobilidade estruturou um modelo de monitoramento que conecta a capacitação à prática operacional, com revisão de procedimentos de abordagem, auditorias em campo e avaliação recorrente por meio da Pesquisa de Satisfação, especialmente no item Atendimento. Os resultados mais recentes já indicam movimentos distintos entre as linhas — com avanços na Linha 9-Esmeralda e pontos de atenção na Linha 8-Diamante — reforçando a importância de iniciativas estruturadas como o treinamento sensorial para promover ganhos consistentes na experiência do cliente. A expectativa é observar evolução gradual nos indicadores de atendimento, com impacto direto na percepção de empatia, clareza na comunicação e segurança durante a jornada, permitindo ajustes contínuos e mais assertivos na formação das equipes.


Julho Amarelo: Estação Jundiaí da TIC Trens tem ação gratuita de saúde

Em parceria com o CETEC e a Anhanguera Educacional, a iniciativa oferece orientações sobre hepatites virais, hipertensão e diabetes, além de aferição de pressão arterial 

 

A TIC Trens realiza, nesta quinta-feira (16), uma ação gratuita de promoção à saúde na estação Jundiaí, em parceria com o CETEC - Centro Técnico de Enfermagem e a Anhanguera Educacional. A ação acontece das 10h às 19h, no mezanino de entrada e saída da estação, com atendimento aberto aos passageiros e à comunidade ao redor da Linha 7-Rubi.

Na ocasião, serão oferecidas orientações sobre prevenção e cuidados relacionados à hipertensão arterial, ao diabetes e às hepatites virais. A ação também faz referência ao Julho Amarelo, campanha nacional dedicada à conscientização, prevenção e combate às hepatites virais.

Os passageiros ainda podem aferir gratuitamente a pressão arterial e receber materiais informativos com orientações sobre prevenção de doenças, acompanhamento regular da saúde e adoção de hábitos saudáveis.

Serviço

Julho Amarelo

Ação de promoção à saúde 
Data: 16 de julho de 2026 Horário: das 10h às 19h
Local: estação Jundiaí, no mezanino de entrada e saída


Cuidar dos netos não deve significar deixar a própria saúde para depois


Julho é mês de férias escolares, mas também de um fenômeno pouco percebido nos serviços de saúde: o aumento das faltas de pessoas idosas a consultas, exames e sessões de reabilitação. Segundo especialistas da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG), muitas dessas ausências acontecem porque os avós passam a dedicar boa parte do tempo destinado à rotina ao cuidado dos netos, adiando o próprio acompanhamento de saúde. 

Em São Paulo, segundo Eduardo Canteiro Cruz, médico geriatra e diretor administrativo da SBGG, o número de faltas pode aumentar em até 30% durante todo o mês. Embora ainda não existam levantamentos nacionais consolidados, estudos amostrais realizados em diferentes Estados apontam que o índice de absenteísmo, que costuma variar entre 20% e 30%, pode chegar a quase 40% nesse período, representando um aumento de aproximadamente 25% a 50% em relação ao padrão habitual.

"Mais do que um fenômeno relacionado ao inverno, a ausência das pessoas idosas deve-se, em grande parte, ao fato de comporem a rede de cuidado de netos e bisnetos durante as férias escolares, quando nem sempre os pais conseguem estar disponíveis. Dessa maneira, elas acabam priorizando a harmonia familiar e o senso de colaboração em detrimento das próprias necessidades de saúde", explica o geriatra. 

De acordo com o especialista, o problema vai muito além do adiamento de uma consulta. "O atraso ao comparecimento implica também no atraso do diagnóstico, no tratamento e na estabilização de condições clínicas e cirúrgicas. Também interrompe processos de reabilitação e pode fazer com que a pessoa idosa perca parte dos ganhos conquistados, tornando-se novamente mais vulnerável." 

Eduardo ressalta que, em algumas doenças, o tempo faz diferença para o prognóstico e lembra que o absenteísmo também compromete a eficiência do sistema público de saúde. "Há situações em que o tempo é determinante. No câncer, por exemplo, faltar a uma consulta significa assumir um risco maior para o próprio tratamento. Do ponto de vista do sistema de saúde, isso significa desperdiçar um recurso público que já é escasso para o tamanho da necessidade da população. É como se, durante o mês de julho, jogássemos fora três ou quatro de cada dez reais investidos no cuidado em saúde."
 

O desafio é equilibrar cuidado e autocuidado 

Para Elcyana Bezerra Carvalho, terapeuta ocupacional, doutora em Gerontologia e conselheira da SBGG-CE, o apoio dos avós é fundamental para muitas famílias, mas é importante estabelecer limites para que o cuidado não aconteça às custas da própria saúde. "Precisamos compreender que existe uma diferença entre conviver com os netos e assumir a responsabilidade cotidiana pelo cuidado. A convivência faz parte da avosidade e costuma ser prazerosa. Já o cuidado diário exige reorganizar horários, compromissos e a própria rotina." 

Segundo a terapeuta, o principal impacto dessa mudança costuma ser silencioso. "O maior desafio da longevidade contemporânea não é encontrar tempo para cuidar dos netos. É garantir que, ao cuidar deles, a pessoa idosa não deixe de cuidar de si. Quando toda a rotina passa a girar em torno das necessidades dos netos, existe o risco de a pessoa idosa adiar aquilo que também é essencial para sua saúde, como atividade física, momentos de descanso, participação social e acompanhamento médico." 

Nesse contexto, o desafio não é reduzir a convivência entre avós e netos, mas fazer com que esse período seja positivo para todos. "As férias escolares representam uma oportunidade única de fortalecer os laços entre gerações e construir memórias que permanecerão por toda a vida”, reforça Elcyana. 

"A convivência intergeracional gera benefícios para todos. O que precisamos evitar é a sobrecarga. A saúde da pessoa idosa também é um bem e não deve ser sacrificada. As férias são uma excelente oportunidade para criar boas memórias, desde que os avós não precisem abrir mão da própria saúde”, finaliza Eduardo.

 

Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia - SBGG


Os diferentes rostos da demência

Crédito: Matheus Campos
Nem sempre a perda de memória é o primeiro sinal de demência.
Em alguns pacientes, o que aparece inicialmente são alterações
de comportamento, da linguagem, da atenção ou até alucinações

Conhecer as particularidades entre eles favorece o diagnóstico precoce e melhora o planejamento dos cuidados


Quando um idoso começa a esquecer compromissos, repetir perguntas ou apresentar mudanças de comportamento, é comum que familiares concluam rapidamente: "é Alzheimer". Embora essa seja a causa mais frequente de demência, ela está longe de ser a única. Existem diferentes tipos da síndrome, cada um com características próprias, evolução distinta e necessidades específicas de tratamento. 

Segundo o médico de Família e paliativista Dr. Gustavo Bruno Gonçalves, da Palliative Care, o primeiro passo é compreender que demência não é uma doença, mas uma síndrome clínica provocada por diferentes condições que afetam o cérebro. 

"A doença de Alzheimer responde pela maior parte dos casos, mas existem outras formas de demência que podem começar de maneira completamente diferente. Nem sempre a perda de memória é o primeiro sinal. Em alguns pacientes, o que aparece inicialmente são alterações de comportamento, da linguagem, da atenção ou até alucinações", enfatiza. 

Entre os principais tipos estão a doença de Alzheimer, a demência vascular — geralmente associada a lesões provocadas por problemas na circulação cerebral —, a demência por corpos de Lewy e a demência frontotemporal, que costuma surgir antes dos 65 anos e frequentemente se manifesta por mudanças marcantes na personalidade ou na forma de se comunicar. 

O Dr. Gustavo explica que essa diversidade faz com que o diagnóstico exija uma avaliação criteriosa. História clínica, exames físicos e neurológicos, testes cognitivos, exames laboratoriais e de imagem ajudam a identificar a causa dos sintomas e, principalmente, a descartar doenças que podem provocar alterações semelhantes, mas têm tratamento. 

"Nem todo comprometimento da memória significa demência. Depressão, deficiência de vitamina B12, alterações da tireoide, efeitos de medicamentos, distúrbios do sono e outras condições podem causar sintomas parecidos e precisam ser investigados antes de se estabelecer esse diagnóstico", ressalta o médico.


Crédito: Matheus Campos
 Depressão, deficiência de vitamina B12, alterações da tireoide, efeitos de
 medicamentos, distúrbios do sono e outras condições podem causar
 sintomas parecidos com demência

Mudanças que não devem ser ignoradas 

Além dos esquecimentos, alguns sinais merecem atenção da família. Dificuldade para administrar dinheiro ou medicamentos, desorientação em lugares conhecidos, mudanças importantes de comportamento, perda de iniciativa e dificuldade para realizar tarefas antes rotineiras podem indicar que algo vai além do envelhecimento natural. 

O especialista observa que existem situações em que mais de um tipo de demência ocorre ao mesmo tempo, especialmente entre pessoas mais idosas, tornando o quadro ainda mais complexo.

 

Retardando a progressão 

Apesar de ainda não haver cura para a maioria das demências, o diagnóstico precoce permite iniciar tratamentos capazes de controlar sintomas, retardar parcialmente a progressão em alguns casos e preservar a autonomia por mais tempo. Atividade física, estimulação cognitiva, controle de doenças como hipertensão e diabetes, alimentação equilibrada, sono adequado, vida social ativa e tratamento da perda auditiva também contribuem para reduzir o risco de desenvolver demência ao longo da vida. 

Outro ponto frequentemente cercado de dúvidas é o papel dos cuidados paliativos. Ao contrário do que muitas pessoas imaginam, essa abordagem não é exclusiva dos momentos finais da vida. 

"Os cuidados paliativos podem ser iniciados desde o diagnóstico de uma doença progressiva. O objetivo é aliviar sintomas, preservar a qualidade de vida, apoiar a família e ajudar nas decisões ao longo da evolução da doença, sempre respeitando os valores e os desejos da pessoa", frisa Dr. Gustavo. 

Para o médico, o impacto da demência ultrapassa o paciente e alcança toda a família. "O cuidador também precisa de acolhimento e orientação. Receber um diagnóstico de demência não significa perder imediatamente a autonomia ou deixar de viver com qualidade. Com acompanhamento adequado e suporte multiprofissional, muitas pessoas permanecem ativas e independentes por vários anos", salienta.



Câncer de cabeça e pescoço: como um simples hábito pode ajudar na prevenção

Médico destaca atitudes simples que podem contribuir para a prevenção e o diagnóstico precoce

 

O câncer de cabeça e pescoço é foco da campanha de conscientização Julho Verde, que busca sensibilizar para a prevenção e diagnóstico precoce da doença1. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), 39.550 novos casos de câncer de cabeça e pescoço seriam diagnosticados por ano entre 2023 e 20252. Se considerarmos também os tumores de pele do tipo melanoma que atingem a região da cabeça e pescoço, o número previsto sobe para 48.530 casos por ano3. 

Isso faz desses tumores alguns com a maior taxa global de incidência1. No caso do Brasil, ocupam o quinto lugar no ranking de cânceres mais comuns3. A região da cabeça e do pescoço abrange diversos órgãos, tecidos e estruturas: olhos, língua, lábios, nariz. Logo, quando falamos em “câncer de cabeça e pescoço” não nos referimos a um tipo único de câncer. Essa terminologia engloba uma variedade de tumores, que atingem a cavidade oral, tireoide e/ou laringe3. 

Os tipos de câncer de cabeça e pescoço incluem câncer de boca, de orofaringe, de cavidade nasal e seios paranasais, de glândulas salivares, de laringe e hipofaringe, de nasofaringe e de tireoide4. Para essas doenças, o primeiro fator de risco a ser considerado é a idade: pessoas acima dos 50 anos têm mais chance de desenvolver esses tipos de câncer2-5. 

O fumo e o consumo excessivo de álcool também ampliam o risco. Há, ainda, outro fator que, embora pouco lembrado, aumenta enormemente as chances de desenvolvimento desse tipo de câncer: má higiene bucal5. Você certamente já ouviu que “saúde começa pela boca”. Pois no caso do câncer de cabeça e pescoço, a frase não poderia ser mais verdadeira5. 

Um estudo publicado na revista científica JAMA Oncology em setembro de 2024 indica que a falta de atenção à higiene oral pode aumentar em até 50% os riscos de desenvolver câncer de cabeça e pescoço7. A pesquisa incluiu 236 pacientes de câncer de cabeça e pescoço e 485 participantes para o grupo controle. Ela concluiu que mais de dez espécies de bactérias presentes na boca, que se acumulam se a higienização dos dentes é inadequada, estão relacionadas ao risco aumentado para o câncer de cabeça e pescoço7. 

Por isso, os cuidados com a higiene oral devem ser diários e a visita ao dentista também deve ser frequentes para que sinais de doenças bucais sejam identificados e tratados9. Além da prevenção, o rastreamento para os primeiros sinais de câncer de cabeça e pescoço também é essencial. Se diagnosticada em estágios iniciais, essa doença tem 90% de chance de cura11-12. 

Infelizmente, a falta de informação sobre sinais e sintomas, além do baixo acesso a exames e médicos especialistas faz com que sete em cada 10 pacientes com câncer no Brasil sejam diagnosticados em estágios avançado11-12. 

Os sintomas mais relacionados ao câncer de cabeça e pescoço incluem nódulo na região do pescoço, rouquidão ou alterações na voz, dificuldade para engolir, feridas persistentes na boca, dor de garganta que não melhora em 15 dias, perda de peso sem causa, ferida aparente na face e manchas brancas ou avermelhadas na boca1-11-12. 

Esses sintomas não são exclusivos do câncer, então o mais importante é consultar seu médico regularmente. “Ao notar qualquer alteração ou desconforto persistente, ou seja, que não apresenta melhoras em mais de 15 dias, é importante procurar atendimento médico”, recomenda o oncologista Rodrigo Coutinho, médico consultor da Libbs Farmacêutica. 

O rastreamento e diagnóstico do câncer de cabeça e pescoço é feito por meio de avaliação clínica da cavidade oral, além de exames de imagem, como ressonância magnética ou tomografia. A confirmação da doença depende de biópsia, que é a retirada e análise laboratorial de uma amostra do tecido afetado1. 

Com acompanhamento médico regular, atenção aos sinais do corpo e mudanças na rotina tão simples quanto escovar os dentes todos os dias, é possível reduzir consideravelmente o risco de um câncer de cabeça ou pescoço5. 



Libbs
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 Referências

  1. Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica (SBCO) [Internet]. Câncer de cabeça e pescoço: tudo o que você precisa saber! 2021. Disponível em: https://sbco.org.br/cancer-de-cabeca-e-pescoco-tudo-o-que-voce-precisa-saber/ Acesso em: 06.06.2025
  2. Instituto Nacional do Câncer (INCA). INCA divulga pesquisa inédita sobre o panorama do câncer de cabeça e pescoço no Brasil [Internet]. Disponível em: Link
  3. Sociedade Brasileira de Cirurgia de Cabeça e Pescoço (SBCCP). Estimativa de Câncer de Cabeça e Pescoço para 2023. Disponível em: https://sbccp.org.br/julhoverde/estimativa-de-cancer-de-cabeca-e-pescoco-para-2023/ Acesso em: 06.06.2025
  4. American Cancer Society. Head and Neck Cancers. Disponível em: Link Acesso em: 06.06.2025
  5. Conselho Regional de Odontologia de São Paulo (CROSP). Saúde começa pela boca [Internet]. Disponível em: Link 
  6. Organização Mundial da Saúde (OMS). Oral Health [Internet]. Disponível em: https://www.who.int/health-topics/oral-health#tab=tab_1 Acesso em 06.06.2025
  7. Kwak S, Wang C, Usyk M, Wu F, Freedman ND, Huang WY, McCullough ML, Um CY, Shrubsole MJ, Cai Q, Li H, Ahn J, Hayes RB. Oral Microbiome and Subsequent Risk of Head and Neck Squamous Cell Cancer. JAMA Oncol. 2024 Nov 1;10(11):1537-1547. Disponível em: https://jamanetwork.com/journals/jamaoncology/article-abstract/2824198#google_vignette. Acesso em 06.06.2025
  8. Organização Mundial da Saúde (OMS). Oral Health [Internet]. Disponível em: https://www.who.int/health-topics/oral-health#tab=tab_1 Acesso em 06.06.2025
  9. Conselho Federal de Odontologia (CFO). Dia Mundial do Coração: cerca de 45% das doenças cardíacas podem ter origem dental [Internet]. Disponível em: Link
  10. Organização Mundial da Saúde (OMS). Nenhum nível de consumo de álcool é seguro para a nossa saúde [Internet]. Disponível em: https://www.who.int/europe/news/item/04-01-2023-no-level-of-alcohol-consumption-is-safe-for-our-health Acesso em: 06.06.2025
  11. Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC). Câncer de Cabeça e Pescoço [Internet]. Disponível em: https://www.sboc.org.br/noticias/item/302-cancer-de-cabeca-e-pescoco Acesso em: 06.06.2025
  12. Sociedade Brasileira de Cirurgia de Cabeça e Pescoço (SBCCP). 90% são as chances de cura para o câncer de cabeça e pescoço tratado em fase inicial [Internet]. Disponível em: Link Acesso em 06.06.2025

 

Informações não referenciadas correspondem à opinião e/ou prática clínica do profissional da saúde entrevistado.


Rinite e infecções respiratórias na gravidez: por que as gestantes sofrem mais no inverno e como tratar sem remédios proibidos?

Entenda como as alterações do sistema imunológico na gestação deixam a mulher mais vulnerável às baixas temperaturas e orienta sobre quais medicamentos são seguros para o feto.

 

O nariz entupido que não passa, os espirros seguidos e aquela sensação de estar sempre gripada costumam pegar muitas gestantes de surpresa assim que o frio chega. O que a maioria não sabe é que esse desconforto tem uma explicação que vai muito além do clima: durante a gravidez, o corpo passa por ajustes profundos no sistema imunológico para proteger o bebê em formação, e esse mesmo mecanismo de defesa acaba deixando a mulher mais suscetível a quadros respiratórios. Estima-se que cerca de 20% das gestantes desenvolvam algum tipo de alergia durante a gestação, sendo a rinite uma das queixas mais comuns nesse período.

 

Segundo o ginecologista Michael Zarnowski, esse aumento na vulnerabilidade não é uma falha do organismo, mas sim uma consequência natural das mudanças hormonais da gravidez. "O aumento dos níveis de estrogênio e progesterona eleva a vascularização das mucosas nasais, deixando essa região mais inchada e sensível. Ao mesmo tempo, o sistema de defesa da mulher se reorganiza para não rejeitar o bebê, o que reduz a capacidade do corpo de reagir com a mesma agilidade a vírus e alérgenos comuns do inverno", explica o especialista.

 

Essa combinação cria um cenário em que a gestante fica mais tempo com o nariz entupido, sente mais cansaço ao respirar e tem o sono prejudicado justamente na fase em que o descanso é fundamental para o desenvolvimento do bebê. O problema é que, na tentativa de aliviar rápido o incômodo, muitas mulheres recorrem a remédios que usavam antes de engravidar sem saber que boa parte desses medicamentos é contraindicada na gestação.


"Os descongestionantes nasais tradicionais, por exemplo, agem contraindo os vasos sanguíneos, e essa mesma ação vasoconstritora pode atravessar a placenta e comprometer a circulação que chega até o bebê. É um erro muito comum a gestante recorrer à mesma caixinha de remédio que usava antes da gravidez sem consultar o médico", alerta Zarnowski.

 

A boa notícia é que existem alternativas seguras e eficazes para aliviar o desconforto sem colocar o feto em risco. O uso de soro fisiológico em lavagens nasais frequentes, por exemplo, ajuda a higienizar e descongestionar as vias respiratórias sem qualquer efeito colateral. Manter a cabeceira da cama elevada durante o sono, se hidratar bem e evitar ambientes muito secos ou com ar-condicionado direto também são medidas simples que aliviam bastante os sintomas. Quando a situação exige medicação, o acompanhamento médico é o que define, com segurança, qual fármaco pode ser usado sem qualquer risco para o bebê.

 

"O recado mais importante é: gestante não deve se automedicar, mesmo diante de um sintoma que parece banal como um nariz entupido. Existem tratamentos seguros e eficazes para tratar a rinite e as infecções respiratórias na gravidez, mas eles precisam ser prescritos com critério, respeitando o momento da gestação e a saúde do bebê", conclui o ginecologista.

 

 

Fonte: Dr. Michael Zarnowski — Ginecologista especialista em Endometriose.

 

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