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quinta-feira, 23 de julho de 2026

Exame de microbiota intestinal ajuda a enfrentar problema comum na terceira idade: a constipação

Dieta pobre em fibras, baixa ingestão de líquidos, sedentarismo e uso frequente de medicamentos estão entre os fatores que contribuem para o quadro
 

A constipação intestinal, considerada um problema de saúde pública no Brasil, afeta cerca de 20% da população adulta e idosa, segundo o Ministério da Saúde. Entre os fatores que contribuem para sua alta incidência estão a dieta pobre em fibras, baixa ingestão de líquidos, sedentarismo e uso frequente de medicamentos. Nos idosos, o quadro é agravado pela redução natural da motilidade intestinal, tornando-os mais vulneráveis a distúrbios digestivos. 

Nesse contexto, o exame de microbiota intestinal surge como aliado importante. Disponível em todas as 362 unidades do Sabin Diagnóstico e Saúde no país, o teste é indicado para pacientes com queixas abdominais persistentes e sem diagnóstico definido, como nos casos de doenças inflamatórias intestinais e síndrome do intestino irritável. 

O procedimento é simples e não-invasivo: o paciente coleta a amostra de fezes em casa, que é submetida a sequenciamento genético para identificar e quantificar as bactérias presentes no intestino. A análise permite compreender a diversidade e o equilíbrio da microbiota, oferecendo informações valiosas para orientar estratégias de tratamento. 

“Um microbioma variado está associado a um ambiente intestinal anti-inflamatório e menor risco de adoecimento”, explica a médica clínica Josie Velani Scaranari, do Sabin. Já a baixa diversidade ou predominância de bactérias nocivas pode resultar em sintomas como dor abdominal, distensão, alterações do hábito intestinal e maior predisposição a doenças crônicas. 

Entre os idosos, as alterações naturais do microbioma ao longo da vida contribuem para o aumento de problemas digestivos e funcionais, impactando diretamente a qualidade de vida. O bom funcionamento intestinal está ligado não apenas à digestão, mas também à imunidade e ao metabolismo, fatores essenciais para a longevidade saudável. 

O resultado do exame de microbiota pode auxiliar o médico na indicação de tratamentos como a adoção de dietas ricas em fibras e alimentos fermentados, a suplementação estratégica com probióticos e prebióticos, a prática de exercícios físicos regulares e a redução de medicamentos agressivos à flora. Uma das dietas cada vez mais populares é a mediterrânea, que prioriza o consumo de azeite, grãos integrais, frutas, legumes e nozes. 

Outras intervenções amplas na microbiota intestinal em idosos, como o transplante de microbiota Intestinal, ou transplante de fezes, exigem avaliação caso a caso. “É preciso cautela em todos os aspectos. Devemos analisar o exame de maneira individualizada. Isso vale para todos, mas especialmente para os idosos, que tem processos diferentes para cada um. Cada idoso tem o seu processo de envelhecimento”, ressalta a médica Josie. 

Por ora, o exame se consolida como ferramenta diagnóstica e de acompanhamento, ajudando médicos e pacientes a compreenderem melhor os fatores que influenciam a saúde intestinal. Ao lado de hábitos saudáveis — como alimentação rica em fibras, hidratação adequada e prática regular de atividade física —, ele pode contribuir para reduzir os impactos da constipação e promover mais qualidade de vida na terceira idade.

 

Grupo Sabin
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