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segunda-feira, 13 de julho de 2026

Ultrassom dermatológico amplia precisão no diagnóstico de doenças da pele, afirma especialista

Tecnologia de alta resolução auxilia no diagnóstico precoce e no acompanhamento de doenças dermatológicas e procedimentos estéticos 

 

O avanço das tecnologias de imagem vem transformando diferentes especialidades médicas, e na Dermatologia não é diferente. Cada vez mais presente na prática clínica, o ultrassom dermatológico tem ampliado a capacidade dos médicos de investigar alterações da pele de forma não invasiva, oferecendo informações que muitas vezes não são perceptíveis apenas durante o exame físico. Segundo a médica radiologista e especialista em ultrassom dermatológico, Dra. Priscilla Tashiro, o exame representa uma mudança importante na forma como a pele é avaliada. “O ultrassom dermatológico é uma tecnologia de alta resolução capaz de visualizar, em tempo real, as diferentes camadas da pele, do tecido subcutâneo e das estruturas anexas, como unhas e folículos pilosos. Ele permite enxergar alterações que muitas vezes não são perceptíveis apenas no exame clínico”, avalia. 

Embora muitas pessoas associem o ultrassom apenas à gestação ou à avaliação de órgãos internos, a tecnologia também pode ser aplicada à Dermatologia por meio de equipamentos de alta frequência, capazes de gerar imagens detalhadas das estruturas superficiais da pele. "Trabalhamos com transdutores de alta frequência, acima de 15 MHz, capazes de produzir imagens com resolução suficiente para visualizar estruturas extremamente superficiais. Isso nos permite estudar a espessura da pele, vascularização, processos inflamatórios, nódulos, cistos, tumores e até alterações provocadas por procedimentos estéticos", explica a especialista. 

Atualmente, o exame auxilia na investigação de tumores benignos e malignos, doenças inflamatórias como hidradenite supurativa, psoríase e alterações das unhas, além de contribuir para o acompanhamento da resposta aos tratamentos e para o planejamento cirúrgico. "O grande diferencial é que conseguimos entender não apenas a presença da lesão, mas também sua extensão, profundidade e comportamento", destaca a médica. 

Ao caracterizar com mais detalhes o tipo de tecido, o exame fornece informações importantes para a definição da melhor conduta médica. "Quanto mais informação temos antes de uma cirurgia, maior tende a ser a segurança e a previsibilidade do tratamento", afirma. Outro benefício importante é a possibilidade de identificar alterações ainda em fases iniciais da doença, antes mesmo que elas sejam evidentes clinicamente. 

O crescimento dos procedimentos estéticos também ampliou a importância do ultrassom dermatológico. "Essa talvez seja uma das áreas que mais cresceram nos últimos anos. O ultrassom permite diferenciar produtos preenchedores, reconhecer inflamações, granulomas, infecções, alterações vasculares e orientar procedimentos guiados. Vale ressaltar a importância do ultrassom antes e durante os procedimentos. Isso muda completamente a segurança e evita complicações", ressalta. 

Na avaliação de nódulos e lesões cutâneas, o exame também fornece informações que ajudam o médico a definir os próximos passos da investigação. "Embora nenhum exame isolado substitua a avaliação médica ou a biópsia quando indicada, essas informações ajudam significativamente na estratificação do risco”, explica. 

Para a Dra. Priscilla, a tendência é que o ultrassom dermatológico ocupe um espaço cada vez maior na prática clínica, acompanhando a evolução da medicina personalizada. "Acredito que caminhamos nessa direção. À medida que surgem novas evidências científicas e mais profissionais são capacitados, o ultrassom tende a ocupar um espaço semelhante ao que hoje a dermatoscopia representa na Dermatologia. Ele não substituirá o exame clínico, pelo contrário, potencializa a avaliação do dermatologista. O futuro da Dermatologia passa por uma medicina cada vez mais precisa, personalizada e guiada por imagem. E o ultrassom dermatológico faz parte dessa transformação”, finaliza.

 

Dra. Priscilla Tashiro - Graduada pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUCCAMP), a médica radiologista, Dra. Priscilla Tashiro, também está à frente da RADDERM, clínica referência em ultrassonografia dermatológica e suporte a procedimentos estéticos, que oferecem atendimento personalizado com tecnologia de ponta para diagnósticos precisos e mais segurança para a pele.

 

Inverno e metabolismo: por que sentimos mais fome no frio e como manter o peso sob controle

Mecanismos hormonais e neuroquímicos explicam o desejo por carboidratos na estação; pacientes bariátricos têm vantagem metabólica, mas ainda precisam aumentar os cuidados durante o período 

 

O frio não é só desculpa para comer mais. A maior fome sentida no inverno tem base biológica real e entender as causas que levam a esse comportamento é o primeiro passo para não perder o controle do peso nessa estação. O cirurgião bariátrico César De Fazzio, diretor do ICD (Instituto de Cirurgia Digestiva), em Brasília, explica o que acontece no organismo e quais estratégias ajudam a atravessar o período frio sem estagnar no processo de emagrecimento ou aumentar o percentual de gordura corporal. 

Dois mecanismos principais estão por trás do aumento do apetite nos meses mais frios. O primeiro é hormonal: a queda de temperatura altera o equilíbrio entre grelina e leptina — o primeiro hormônio, que sinaliza fome, sobe, enquanto o segundo, que atua na saciedade, cai. “Isso já foi demonstrado em modelos de exposição ao frio, em que a queda de leptina provoca um aumento compensatório do apetite”, esclarece De Fazzio. 

O segundo mecanismo é neuroquímico. Os dias mais curtos do inverno reduzem a exposição à luz solar, o que diminui a produção de serotonina e dopamina. Para compensar, o cérebro busca carboidratos, que estimulam a liberação dessas substâncias ligadas ao bem-estar. “É por isso que o desejo no inverno é especificamente por pão, massa e chocolate, e não por qualquer caloria”, completa o médico. 

A resistência à insulina pode entrar nessa equação como agravante. Leptina e insulina trabalham juntas na regulação do apetite e quem já apresenta resistência insulínica ou obesidade tende a entrar num ciclo em que sente mais fome, consome mais carboidrato simples e retroalimenta o desequilíbrio metabólico.
 

Paciente bariátrico tem proteção extra, mas não está imune 

A cirurgia bariátrica e metabólica altera esse cenário porque modifica a produção de hormônios intestinais que competem diretamente com o mecanismo do frio. Após o procedimento, especialmente no bypass, há aumento de GLP-1 e PYY — hormônios que promovem saciedade — e redução da grelina. “Isso cria um contrapeso hormonal ao efeito do inverno”, afirma De Fazzio. Segundo o médico, estudos de neuroimagem também apontam mudanças em regiões cerebrais ligadas à recompensa e ao controle cognitivo, contribuindo para a redução de desejos compulsivos. 

Isso não elimina o efeito sazonal. O paciente operado ainda sentirá maior atração por carboidratos nos meses frios, mas conta com uma ferramenta hormonal adicional para conter esse impulso. “Esse equilíbrio pode se perder com o tempo, principalmente se houver reganho. Esse é mais um motivo para não abandonar o acompanhamento médico pós-procedimento”, alerta o cirurgião. 

Há ainda um risco específico para quem tem o estômago reduzido: líquidos quentes açucarados e carboidratos de alto índice glicêmico favorecem a síndrome de dumping, provocada pelo esvaziamento acelerado do estômago para o intestino. O distúrbio desencadeia uma cascata hormonal com sintomas como mal-estar, taquicardia e sudorese. De acordo com o especialista, cerca de 85% dos pacientes submetidos ao bypass, uma das técnicas de cirurgia bariátrica, apresentam algum episódio de dumping após o procedimento.
 

Orientações práticas para o inverno 

De Fazzio propõe ajustes simples para contornar os erros comuns nessa época do ano, entre eles o aumento no consumo de bebidas quentes calóricas, beliscar alimentos durante o dia, queda na hidratação e redução da atividade física. 

A primeira orientação do médico é incluir proteína em todas as refeições, inclusive no café da manhã, para estabilizar a glicemia e prolongar a saciedade. Substituir carboidrato simples por versões com fibra e proteína — uma sopa com proteína magra, por exemplo, no lugar de um caldo só de amido — é outra sugestão do profissional. A atividade física também continua sendo fundamental. 

Além disso, é importante manter a hidratação — utilizando até mesmo lembretes fixos de horário, se necessário —, já que a sede pode ser confundida com fome pelo organismo e, no frio, o estímulo natural para beber água tende a diminuir, mesmo que a necessidade hídrica permaneça a mesma. 

Ele alerta ainda ser importante que o paciente evite associar o frio à época de comer à vontade. “O desejo por comida mais calórica no inverno é real e tem base hormonal. É fisiológico, não falta de força de vontade. Mas ele pode e deve ser direcionado para opções mais inteligentes”, recomenda De Fazzio.
 

César De Fazzio - cirurgião bariátrico, dedica-se à área do aparelho digestivo há mais de 15 anos. Fundador do ICD (Instituto de Cirurgia Digestiva), em Brasília-DF, é referência no tratamento cirúrgico e clínico da obesidade. Com um olhar sistêmico do paciente, o especialista coordena todas as etapas do emagrecimento, integrando medicina, nutrição e psicologia em um acompanhamento multidisciplinar. Sua prática é pautada em evidências científicas, pela ética e pelo uso de tecnologia de ponta com materiais de alta qualidade em intervenções minimamente invasivas, visando resultados de longo prazo. Prioriza a segurança e um atendimento transparente e individualizado.



Dia Mundial de Conscientização do TDAH: Conhecimento é chave para diagnóstico correto e acolhimento de pacientes

 Apesar da crescente popularidade do tema nas redes sociais, ainda há muitos aspectos pouco conhecidos sobre o transtorno

 

Celebrado em 13 de julho, o Dia Mundial de Conscientização do TDAH traz um alerta importante sobre o Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH), que é um dos temas mais comentados atualmente quando se fala em saúde mental. De acordo com a Associação Brasileira do Déficit de Atenção (ABDA), entre 5% e 8% da população mundial tem TDAH. 

Além disso, estima-se que 70% das crianças com o transtorno apresentam outra condição associada, como ansiedade e dificuldades de aprendizagem, e pelo menos 10% convivem com três ou mais dessas comorbidades1. 

O aumento das discussões sobre o tema na internet ajudou a ampliar a visibilidade do transtorno nos últimos anos. O TDAH tem sido destaque em milhares de vídeos curtos nas redes sociais, como Instagram e TikTok, que detalham sintomas e situações cotidianas que podem estar relacionadas à condição2. 

“Hoje, há uma maior visibilidade para o transtorno, mas, quando consideramos que muitos dos sintomas podem ser causados por outros motivos, como ansiedade, insônia e stress, esse destaque pode trazer mais preocupações do que respostas, especialmente em crianças e adolescentes”, explicou o psiquiatra Rogério Onofre, médico consultor da Libbs. 

O crescente interesse pelo TDAH também fez com que queixas e suspeitas aumentassem dentro dos consultórios3. Mas o psiquiatra ressalta que isso não significa que os casos estejam aumentando, e sim que o diagnóstico está sendo feito com mais frequência e precisão. “Estamos avançando na desconstrução de rótulos que antes impediam muitas pessoas com TDAH de receber diagnóstico e tratamento adequado. Hoje, esse público encontra mais acolhimento e visibilidade tanto nos serviços de saúde quanto nos ambientes educacionais.” 

Apesar da popularidade, ainda há muitos aspectos pouco conhecidos sobre o transtorno. O TDAH é um transtorno do neurodesenvolvimento1, o que significa que está ligado a alterações no funcionamento e na maturação do cérebro. Essas alterações interferem na capacidade de atenção, no controle dos impulsos e na regulação emocional, podendo impactar a vida escolar, social e familiar4. 

“Muitos pais chegam ao consultório atentos à ideia de que o TDAH é sinônimo de inquietação e impulsividade, mas o transtorno é muito mais complexo que isso. Existem aspectos menos comentados, como fatores biológicos, genéticos e até ambientais que interferem na forma como ele se manifesta. Conhecer essas nuances ajuda a identificar o problema com mais precisão e evita rótulos equivocados”, afirma o especialista. 

O primeiro desafio para o diagnóstico do TDAH é a identificação dos sintomas, que se dividem de acordo com os três tipos de manifestação do transtorno: predominantemente desatento (exemplo: falta de atenção a detalhes, cometer erros por descuido e não terminar tarefas), predominantemente hiperativo-impulsivo (exemplo: agitar pés e mãos, remexer-se constantemente e não conseguir esperar sua vez), e combinado, quando há sintomas simultâneos de desatenção e hiperatividade-impulsividade4. 

No entanto, para chegar ao diagnóstico, os sintomas precisam estar presentes por tempo prolongado e em mais de um ambiente, como em casa e no trabalho ou na escola4. “Todo mundo pode se distrair ou ficar agitado em situações de estresse. O que preocupa é quando a desatenção, a hiperatividade ou a impulsividade são intensas, persistentes e trazem prejuízo nas atividades diárias”, acrescenta Onofre. 

Por isso, entender o TDAH em suas diferentes dimensões, explica o psiquiatra, é essencial para oferecer o suporte adequado a quem convive com o transtorno: “O cuidado com o TDAH não é sobre corrigir comportamentos, mas sobre criar um ambiente acolhedor e estruturado, que favoreça o bem-estar do paciente”.

 

Referências 

1. Ministério da Saúde. Entre 5% e 8% da população mundial apresenta Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade [Internet]. 2022. [acesso em 27 nov 2025]. Disponível em: Link  

2. Yeung A, Ng E, Abi-Jaoude E. TikTok and Attention-Deficit/Hyperactivity Disorder: A Cross-Sectional Study of Social Media Content Quality. Can J Psychiatry. 2022;67(12):899-906. 

3. Abdelnour E, Jansen MO, Gold JA. ADHD Diagnostic Trends: Increased Recognition or Overdiagnosis? Mo Med. 2022;119(5):467-473. 

4. Magnus W, Anilkumar AC, Shaban K. Attention Deficit Hyperactivity Disorder. In: StatPearls [Internet]. 2023. [acesso em 27 nov 2025]. Disponível em: Link 
 

Informações não referenciadas correspondem à opinião ou prática clínica do profissional da saúde entrevistado.

 

Você sabe quanta proteína seu corpo precisa por dia?

Com o avanço dos alimentos proteinados e o interesse crescente por saúde e bem-estar, entender a quantidade ideal de proteína torna-se essencial

 

Nos últimos anos, a proteína deixou de ocupar apenas o universo esportivo e passou a ganhar espaço na alimentação cotidiana. Hoje, ela aparece em cafés, bebidas, cereais, snacks e diferentes produtos associados à saúde, saciedade e bem-estar. Com o crescimento dos alimentos proteinados, entender quanto consumir, e se há equilíbrio nessa ingestão, se tornou uma dúvida cada vez mais comum entre os brasileiros.

A proteína é responsável por funções importantes no organismo, como manutenção e construção muscular, produção de hormônios e enzimas, além de contribuir para saciedade e recuperação do corpo e, segundo recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS), adultos saudáveis devem consumir, em média, cerca de 0,8g de proteína por quilo de peso corporal por dia, mas claro que essa necessidade pode variar de acordo com fatores como idade, rotina, prática de atividade física e condições de saúde.

Para Gisele Pavin, head de Nutrição, Saúde e Bem-Estar da Nestlé Brasil, o aumento do interesse por proteína mostra uma mudança importante no comportamento do consumidor, que passa a olhar mais para funcionalidade, saciedade e equilíbrio nutricional no dia a dia. “Também percebemos que cada geração estabelece uma relação diferente com esse macronutriente: o público mais jovem conecta proteína a energia, performance e praticidade, os adultos buscam equilíbrio para sustentar uma rotina saudável, e os consumidores mais maduros enxergam proteína como aliada da vitalidade, da autonomia e do envelhecimento saudável. Mas tão importante quanto consumir proteína é entender qualidade, quantidade e contexto alimentar”, completa a especialista. 

Na prática, calcular a ingestão diária pode ser mais simples do que parece. Basta multiplicar o peso corporal pela recomendação média diária. Uma pessoa de 60kg, por exemplo, precisaria consumir cerca de 48g de proteína ao longo do dia, enquanto alguém com 80kg teria uma necessidade próxima de 64g.

Para facilitar o entendimento, veja exemplos de alimentos que podem ser incluídos na rotina e a quantidade média de proteína presente em cada um:

  • 2 ovos: cerca de 12g de proteína
  • 1 filé médio de frango (100g): aproximadamente 30g
  • 1 copo de leite: cerca de 6g
  • 1 pote de iogurte: entre 5g e 10g, dependendo da composição
  • 1 concha de feijão: aproximadamente 5g
  • 30g de amendoim: cerca de 7g

O crescimento dessa tendência também tem influenciado diretamente a indústria de alimentos. Segundo pesquisa realizada pela área de Consumer Insights da Nestlé entre dezembro de 2024 e janeiro de 2025, com 500 pessoas entre 18 e 54 anos, 71% dos entrevistados afirmam já consumir produtos com proteína. Nesse cenário, cresce a busca por opções que combinem conveniência, sabor e funcionalidade dentro da rotina alimentar

O desafio começa a ser construir portfólios que conversem com diferentes estilos de vida e necessidades, mantendo relevância em todas essas jornadas. No caso da Nestlé, em 2024, a companhia tinha apenas uma categoria dedicada à proteína e, no ano seguinte, expandiu significativamente a presença, com soluções em cafés, cereais e bebidas. Para 2026, a expectativa é dobrar o número de categorias de alimentos proteinados em seu portfólio. 


E-commerce sofreu mais de 110 mil tentativas de fraude em maio, aponta Mapa da Fraude da Serasa Experian

• Caso não tivessem sido identificadas e barradas, as ocorrências poderiam gerar prejuízo superior a R$ 107,6 milhões para varejistas e consumidores;

• Valor médio das tentativas fraudulentas foi de R$ 945,80, quase 70% acima do ticket médio legítimo, de R$ 559,59;

• Beleza, Calçados e Saúde lideraram o volume de tentativas barradas no período.

 

O e-commerce brasileiro evitou 110.867 tentativas de fraude em maio de 2026, impedindo um prejuízo de R$ 107,6 milhões caso as diligências não tivessem sido barradas por tecnologias antifraude, o que representa uma média de R$ 3,5 milhão por dia. Os dados são referentes as transações financeiras no e-commerce brasileiro, com divulgações registradas no Mapa da Fraude da Serasa Experian, primeira e maior datatech do Brasil, que monitora o comportamento das compras digitais e identifica padrões de risco antes da conclusão das transações.

 

O levantamento mostra ainda que o ticket médio fraudulento foi de R$ 945,80, valor 69% superior ao ticket médio legítimo, de R$ 559,59. A diferença reforça que, no ambiente transacional, os fraudadores tendem a buscar compras de maior valor agregado para ampliar o ganho potencial em cada tentativa.

 

“Quando observamos que o valor médio das tentativas fraudulentas é significativamente maior do que o das compras legítimas, fica claro que o fraudador busca maximizar o ganho em cada transação. Isso exige das empresas uma leitura cada vez mais precisa do comportamento de compra, combinando autenticação, inteligência de dados e análise transacional para barrar riscos sem prejudicar a experiência do bom consumidor”, afirma o Diretor de Autenticação e Prevenção à Fraude da Serasa Experian, Rodrigo Sanchez.

 

Beleza, Calçados e Saúde lideram tentativas de fraude em maio 

Entre as categorias com maior volume de tentativas de fraude evitadas em maio de 2026, “Beleza” ficou na liderança, com 10.269 ocorrências. Completando o top 3, aparecem “Calçados” e “Saúde”. Veja abaixo o detalhamento completo:

 



A entrada recente de “Saúde” entre as três categorias com maior volume no mês reflete mudanças no comportamento de consumo digital. Em maio de 2025, “Eletrodomésticos” aparecia de forma recorrente entre os principais segmentos do ranking, impulsionado pelo maior valor agregado dos produtos. A ascensão desse segmento nos dados mais recentes do Mapa da Fraude sugere uma diversificação do foco dos fraudadores, acompanhando mercados com alta demanda, recorrência de compra e presença crescente no ambiente online.

 

“Fraudadores tendem a acompanhar o movimento do consumo. Categorias com grande procura, produtos de maior valor unitário, boa liquidez e facilidade de revenda costumam ser mais atrativas para tentativas de fraude. No caso de ‘Saúde’, vemos um mercado em expansão, com itens de ticket mais elevado ganhando relevância, como as canetas emagrecedoras, que vêm ampliando espaço no varejo farmacêutico. O ponto central é que a prevenção precisa acompanhar essas mudanças de forma dinâmica, porque o risco transacional se desloca conforme novas demandas surgem no mercado”, explica Sanchez.  

 

Segundo análise da datatech, categorias como “Beleza” e “Calçados” permanecem sensíveis por reunirem características relevantes para a ação fraudulenta: alto giro, ampla variedade de produtos, forte presença em marketplaces e possibilidade de revenda pulverizada. 

 

“Esse cenário torna indispensável o monitoramento contínuo de sinais como divergências cadastrais, comportamento de dispositivo, histórico transacional, meio de pagamento, geolocalização e padrões incomuns de compra. Uma estratégia antifraude eficiente não deve atuar apenas no momento final da compra. Ela precisa acompanhar toda a jornada, desde a identificação do usuário até a aprovação da transação, com modelos capazes de diferenciar comportamento legítimo de padrões suspeitos. Esse equilíbrio protege a receita, reduz perdas e fortalece a confiança no comércio digital”, completa o Diretor da datatech.

 

Dicas para consumidores evitarem golpes no e-commerce


• Desconfie de ofertas com preços muito abaixo da média do mercado, especialmente em links recebidos por redes sociais, SMS, e-mail ou aplicativos de mensagem;


• Verifique se o site é oficial antes de inserir dados pessoais ou informações de pagamento, observando URL, reputação da loja e canais de atendimento;


• Evite clicar em links patrocinados ou enviados por terceiros sem checar se direcionam para o endereço verdadeiro da marca;


• Dê preferência a compras em lojas, marketplaces e aplicativos reconhecidos ou já utilizados anteriormente;


• Nunca compartilhe senhas, códigos de autenticação, dados de cartão ou documentos fora dos canais oficiais da empresa;


• Use senhas fortes e diferentes para cada cadastro, além de autenticação em dois fatores sempre que disponível;


• Desconfie de pedidos de pagamento fora da plataforma de compra, como transferências diretas para pessoas físicas;


• Acompanhe o status dos pedidos somente nos canais oficiais da loja ou marketplace;


• Mantenha celular, computador e aplicativos atualizados para reduzir vulnerabilidades de segurança;


• Monitore com frequência movimentações no CPF, cartão e contas digitais para identificar rapidamente qualquer uso indevido dos dados.

 

Dicas para empresas prevenirem fraudes no e-commerce


• Adote uma estratégia antifraude em camadas, combinando análise cadastral, autenticação, biometria, comportamento transacional e inteligência de dispositivo;


• Monitore em tempo real pedidos com sinais de risco, como divergência de dados, múltiplas tentativas de compra, uso recorrente de cartões distintos ou endereços suspeitos;


• Reforce a análise em categorias com maior atratividade para fraudadores, como produtos de alto giro, maior valor agregado e fácil revenda;


• Use modelos preditivos e regras dinâmicas para ajustar a prevenção conforme mudanças no comportamento de fraude;


• Equilibre segurança e experiência do usuário para evitar bloqueios indevidos de consumidores legítimos;


• Invista na qualidade dos dados usados nas validações, garantindo informações atualizadas e consistentes para tomada de decisão;


• Aplique autenticação adicional apenas em etapas críticas ou transações com maior risco, reduzindo fricção desnecessária;


• Monitore indicadores como chargeback, tentativa de recompra suspeita, comportamento por dispositivo e recorrência de endereços de entrega;


• Mantenha equipes de risco, atendimento e tecnologia alinhadas para responder rapidamente a novos padrões de golpe;

• Oriente consumidores sobre canais oficiais de compra, comunicação e pagamento, reduzindo o impacto de páginas falsas e engenharia social.

 

Experian
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Ozivy faz interesse por Ozempic recuar 31% na Open Web através de maior acessibilidade

Levantamento da Taboola revela que a chegada da primeira semaglutida brasileira pulverizou o monopólio das marcas importadas

 

O mercado de saúde e bem-estar no Brasil vive uma mudança histórica. A febre das canetas emagrecedoras agora vive a chegada do Ozivy, o primeiro medicamento à base de semaglutida desenvolvido por uma farmacêutica 100% nacional (EMS). Com isso, há uma mudança no comportamento do consumidor, que agora enxerga uma rota de maior acesso financeiro para o tratamento do diabetes tipo 2 e da obesidade. 

Segundo o levantamento exclusivo da Taboola, líder global em oferecer performance em escala para anunciantes, o anúncio e a subsequente chegada do medicamento às prateleiras operaram uma transformação na dinâmica de consumo de conteúdo de saúde na Open Web. O interesse pelo termo "Ozivy" registrou um crescimento de 100% nos últimos 90 dias, acumulando 109 mil pageviews. Esse movimento foi acompanhado de perto pelo interesse pelo próprio laboratório fabricante, o termo "EMS", que disparou 26.508% e somou 131 mil visualizações de páginas, refletindo o comportamento do brasileiro de correr para investigar a credibilidade e a capacidade de distribuição da farmacêutica nacional. Já o interesse pelo princípio ativo "semaglutida" saltou 141%, acumulando 328 mil pageviews. 

Essa popularização do medicamento brasileiro e a promessa de um preço mais competitivo mexeram diretamente com o império das marcas importadas que até então dominavam o setor de canetas emagrecedoras. O interesse pelo "Ozempic", produzido pela dinamarquesa Novo Nordisk, registrou uma queda de 31%, mesmo mantendo uma base robusta de 474 mil pageviews. Essa retração pode sinalizar uma fragmentação imediata do mercado, indicando que uma parcela significativa de potenciais consumidores migrou sua atenção para a alternativa nacional. Alternativas de outras classes farmacêuticas também pegaram carona no ecossistema de curiosidade do público, como o "Mounjaro" (tirzepatida), cujo interesse avançou 56% e somou 362 mil pageviews no mesmo intervalo. 

“O brasileiro está consumindo a pauta de saúde sob a ótica da autonomia e do custo-benefício, pois a chegada de um fabricante nacional robusto descentralizou o interesse do público, com o consumidor rapidamente percebendo que a eficácia da semaglutida agora está atrelada a uma realidade mais acessível. O que antes era um item de luxo restrito a poucos, virou um debate de massa sobre saúde pública e bem-estar”, afirma José Luiz de Genova, Managing Director LATAM da Taboola. 

À medida que o produto começou a ser distribuído de fato, na segunda quinzena de junho, o imediatismo do consumidor transferiu-se para o ponto de venda final, fazendo o interesse pelo termo "farmácias" saltar 178%, acumulando 368 mil visualizações de páginas. No todo, os dados revelam um consumidor brasileiro extremamente atento, hiperconectado e disposto a monitorar o rumo da indústria para garantir o acesso a tratamentos de ponta de forma mais facilitada.


Isenção de responsabilidade – Declarações prospectivas

A Taboola (a “Companhia”) pode, nesta comunicação, fazer certas declarações que não são fatos históricos e se referem a análises ou outras informações baseadas em previsões ou resultados futuros. Exemplos dessas declarações prospectivas incluem, mas não se limitam a, declarações sobre perspectivas futuras, desenvolvimento de produtos e estratégias de negócios. Palavras como “espera”, “estima”, “projeta”, “orça”, “prevê”, “antecipa”, “pretende”, “planeja”, “pode”, “vai”, “poderia”, “deveria”, “acredita”, “prevê”, “potencial”, “continua” e expressões semelhantes têm como objetivo identificar essas declarações prospectivas, mas não são os únicos meios de identificá-las. Por sua própria natureza, declarações prospectivas envolvem riscos e incertezas inerentes, tanto gerais quanto específicas, e há riscos de que previsões, estimativas, projeções e outras declarações prospectivas não se concretizem. É importante compreender que diversos fatores podem fazer com que os resultados reais sejam substancialmente diferentes dos planos, objetivos, expectativas, estimativas e intenções expressos nessas declarações, incluindo os riscos descritos no Relatório Anual da Companhia no Formulário 10-K referente ao exercício encerrado em 31 de dezembro de 2024, na Parte 1, Item 1A “Fatores de Risco”, e em nossos registros subsequentes junto à Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos (SEC). A Companhia alerta os leitores a não depositarem confiança excessiva em quaisquer declarações prospectivas, que dizem respeito apenas à data em que foram feitas. A Companhia não assume nenhuma obrigação de divulgar publicamente atualizações ou revisões dessas declarações para refletir eventuais mudanças em suas expectativas ou em eventos, condições ou circunstâncias nas quais tais declarações se baseiam.


Detecção precoce pode elevar índice de sucesso de tratamento a mais de 90% em leucemia rara

Leucemia Promielocítica Aguda (LPA) tem alto potencial de cura quando identificada rapidamente e acompanhada de forma adequada

 

Considerada uma das formas mais agressivas de leucemia, a Leucemia Promielocítica Aguda (LPA) também é um dos tipos que apresentam maior potencial de cura, desde que diagnosticada precocemente e tratada de forma adequada. O alerta ganha ainda mais relevância diante dos desafios no reconhecimento inicial da doença, que pode evoluir rapidamente e levar a complicações graves, especialmente relacionadas a sangramentos. 

A LPA é um subtipo da Leucemia Mieloide Aguda (LMA). A patologia hematológica representa entre 10% e 20% de todos os casos de LMA no Brasil¹ e se caracteriza por alterações genéticas específicas que impactam diretamente a coagulação do sangue. Entre os principais sintomas estão fadiga intensa, palidez, manchas roxas pelo corpo, sangramentos frequentes e infecções recorrentes. Os sinais clínicos muitas vezes podem ser confundidos com outras condições, atrasando o diagnóstico. 

Quando identificada rapidamente, a LPA pode ser tratada com terapias direcionadas, que têm revolucionado o prognóstico da doença, inclusive com opções terapêuticas disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS). Atualmente, as taxas de cura podem ultrapassar 90%, principalmente quando o tratamento é iniciado nas fases iniciais.2 

Apesar dos avanços na ciência e acesso, a Leucemia Promielocítica Aguda ainda é cercada por estigmas comuns associados ao câncer, como a percepção de que se trata de uma doença sempre fatal ou com baixa chance de recuperação, como explica Fábio Carvalho, Diretor Médico da Teva no Brasil. “O entendimento equivocado sobre esse tipo de leucemia pode gerar medo, atraso na busca por diagnóstico e até impacto emocional significativo para pacientes e familiares. Combater esses tabus, portanto, é fundamental para ampliar a conscientização, incentivar o diagnóstico e reforçar a importância do acesso à informação e ao tratamento correto.” 

Além do diagnóstico rápido, a condução adequada do tratamento e o acompanhamento especializado são essenciais para reduzir riscos e garantir a recuperação dos pacientes. Nesse contexto, ampliar o conhecimento sobre a doença entre profissionais de saúde e a população em geral é um passo importante para evitar atrasos e salvar vidas. 

“O diagnóstico precoce é determinante para melhores desfechos na LPA, uma emergência médica que, quando tratada adequadamente, apresenta altas taxas de cura. Com acesso, é possível não apenas alcançar a remissão, mas também retomar a qualidade de vida”, destaca Fábio Carvalho.

 

Agilidade é fundamental para o sucesso do tratamento 

O diagnóstico da Leucemia Promielocítica Aguda (LPA) é realizado por meio de uma combinação de exames laboratoriais e análises especializadas. O hemograma permite identificar alterações nas células do sangue, enquanto os testes de coagulação avaliam o risco de sangramentos. A confirmação da doença ocorre com exames como o mielograma ou a biópsia da medula óssea, que detectam a presença de células leucêmicas. Além disso, testes genéticos e moleculares são fundamentais para identificar a alteração característica da doença. 

A orientação é buscar atendimento de saúde diante de sinais como sangramentos sem causa aparente ou de difícil controle, aparecimento frequente de hematomas, cansaço extremo associado a outros sintomas e febre persistente ou indícios de infecção. A Leucemia Promielocítica Aguda (LPA) é considerada uma emergência médica, e o início rápido do tratamento é decisivo para aumentar significativamente as chances de cura.

 

Teva Pharmaceutical Industries Ltd.
www.tevapharm.com


Teva Brasil
www.tevabrasil.com.br.


Referências

  1. Rev. bras. hematol. hemoter. Leucemia promielocítica aguda: caracterização de alterações cromossômicas por citogenética tradicional e molecular (FISH). Disponível em: Link 
  2. JÁCOMO, Rafael Henrique e PONTES, Lorena Lobo de e REGO, Eduardo Magalhães. Do paradigma molecular ao impacto no prognóstico: uma visão da leucemia promielocítica aguda. Revista da Associação Médica Brasileira, v. 54, n. 1, p. 82-89, 2008. Disponível em: https://doi.org/10.1590/s0104-42302008000100026.

Frio aumenta a fome? Entenda o que acontece com o organismo no inverno

 

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Especialista do Senac EAD explica como a educação alimentar contribui para hábitos mais conscientes durante a estação

 

Com a chegada do inverno, é comum que pratos quentes, massas, doces e outras preparações mais calóricas ganhem espaço na rotina. As temperaturas mais baixas alteram o comportamento e o funcionamento do organismo, aumentando a sensação de fome e a busca por alimentos que proporcionam conforto. Apesar disso, é possível aproveitar os sabores típicos da estação sem abrir mão de uma alimentação equilibrada.
 

Além da necessidade do corpo de produzir mais energia para manter a temperatura corporal, fatores como a menor exposição à luz solar, a redução das atividades físicas e o maior tempo em ambientes fechados influenciam diretamente as escolhas alimentares durante o inverno. Nesse cenário, compreender esses processos é fundamental para evitar excessos e preservar a saúde. 

Segundo Tyelle Panatta Wiggers, professora do Senac EAD Santa Catarina, o aumento do consumo de alimentos no inverno é resultado da combinação de fatores biológicos, psicológicos e sociais. "O organismo tende a estimular o apetite nessa época do ano, mas isso não significa que precisamos consumir grandes quantidades de alimentos calóricos. O mais importante é buscar equilíbrio e fazer escolhas conscientes, respeitando os sinais de fome e saciedade", explica. 

Entre as estratégias recomendadas pela especialista estão substituir saladas frias por preparações quentes, como legumes assados, sopas e caldos; incluir proteínas e alimentos ricos em fibras nas refeições para aumentar a saciedade; manter uma boa hidratação, mesmo com a diminuição da sensação de sede; e valorizar alimentos da estação, que costumam apresentar melhor qualidade nutricional e menor custo. 

Outro ponto importante é compreender a diferença entre a fome fisiológica e a vontade de comer motivada pelo frio ou por fatores emocionais. Enquanto a fome fisiológica surge de forma gradual e pode ser satisfeita por diferentes alimentos, a fome emocional costuma aparecer de maneira repentina e direcionada a alimentos específicos, geralmente ricos em açúcar e gordura. 

A especialista reforça ainda que pratos tradicionais do inverno não precisam ser excluídos da alimentação. "Uma alimentação saudável não é baseada em restrições, mas em equilíbrio. É perfeitamente possível consumir receitas típicas da estação quando elas fazem parte de uma refeição variada, com boas fontes de proteínas, legumes, verduras e porções adequadas", destaca. 

Outro cuidado essencial durante os meses mais frios é manter hábitos que favoreçam o funcionamento do sistema imunológico. Embora frutas, verduras, proteínas, oleaginosas e alimentos ricos em vitaminas e minerais sejam importantes para a saúde, Tyelle ressalta que nenhum alimento, isoladamente, é capaz de fortalecer a imunidade. "O que realmente faz diferença é a construção de um padrão alimentar saudável, aliado à hidratação, ao sono de qualidade, à prática de atividade física e ao controle do estresse", afirma. 

Nesse cenário, compreender a relação entre alimentação, comportamento e saúde é o primeiro passo para promover mudanças duradouras nos hábitos alimentares. Mais do que conhecer os nutrientes e os alimentos, o profissional precisa desenvolver competências para orientar diferentes públicos, respeitando aspectos culturais, emocionais e sociais que influenciam as escolhas alimentares. 

Para quem deseja transformar esse conhecimento em atuação profissional, a formação faz toda a diferença. O curso livre de Educação Alimentar e Nutricional do Senac EAD oferece uma visão ampla sobre comportamento alimentar, planejamento de refeições, segurança dos alimentos e estratégias de educação em saúde, preparando os estudantes para incentivar escolhas mais conscientes e contribuir para a promoção da saúde e da qualidade de vida em diferentes contextos. 



Senac EAD
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Como nascem os novos medicamentos: entenda as 4 fases que um remédio percorre antes de chegar às farmácias


Da bancada do laboratório até a prescrição médica, um novo medicamento pode levar mais de uma década para chegar à população. O caminho envolve anos de pesquisa, testes rigorosos e acompanhamento contínuo, desde os testes de desempenho da molécula e sua segurança nas etapas iniciais até o monitoramento dos pacientes quando o medicamento passa a ser comercializado, e, cada vez mais, uma rede de parceiros que trabalha para garantir que, uma vez aprovado, o tratamento chegue de fato a quem precisa. 

A curiosidade sobre como um remédio é desenvolvido cresceu nos últimos anos, especialmente após a pandemia, quando termos como "fase clínica" e "estudo em voluntários" passaram a fazer parte do cotidiano. Mas, afinal, o que acontece antes de um medicamento ser aprovado e como ele chega ao paciente?

O processo é dividido em etapas que começam ainda no laboratório e avançam para estudos em seres humanos. De acordo com dados amplamente referenciados na literatura farmacêutica, citados por instituições como a Unicamp e a Interfarma, a cada 10 mil moléculas testadas, apenas uma se torna medicamento, num processo que pode levar entre 10 e 15 anos até a comercialização [1, 2].


Tudo começa antes dos testes em humanos

Antes de qualquer aplicação em pacientes, os pesquisadores realizam estudos chamados pré-clínicos. Nessa fase, o objetivo é entender como a substância se comporta em células e modelos animais, além de avaliar possíveis efeitos tóxicos. Também é nesse momento que os cientistas definem formulações, dosagens e analisam se a molécula realmente possui potencial terapêutico. Apenas após essa etapa os estudos clínicos podem começar [3]. 

  • Fase 1: segurança em primeiro lugar - A primeira fase clínica marca o início dos testes em humanos. Geralmente, participam pequenos grupos de voluntários saudáveis. O foco principal é avaliar a segurança do medicamento, entender como o organismo absorve a substância e identificar possíveis efeitos colaterais. Também são definidos parâmetros de dose e tolerância [3].
  • Fase 2: o medicamento funciona? - Depois de comprovar segurança inicial, os estudos avançam para pacientes que possuem a condição que o medicamento pretende tratar. Nesta etapa, os pesquisadores analisam a eficácia do tratamento e continuam monitorando os riscos. O número de participantes aumenta e começam as comparações sobre resposta clínica, dose ideal e efeitos adversos [3].
  • Fase 3: comparação em larga escala - Considerada uma das etapas mais longas e caras do desenvolvimento farmacêutico, a fase 3 envolve centenas ou milhares de pacientes em diferentes centros de pesquisa. O objetivo é confirmar os resultados obtidos anteriormente, comparar o novo tratamento com terapias já existentes e reunir evidências robustas para submissão às agências regulatórias, como a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) [3, 4].
  • Fase 4: monitoramento continua mesmo após aprovação - Mesmo depois da aprovação e chegada do medicamento ao mercado, o monitoramento não termina. Nesta fase, também chamada de farmacovigilância, especialistas acompanham o comportamento do medicamento em larga escala, no mundo real, observando efeitos raros, reações adversas e até novas possibilidades de uso [3]. É nessa fase que ocorre o monitoramento contínuo dos pacientes e da segurança do tratamento em condições reais de utilização.

Após a aprovação regulatória, um novo desafio surge: garantir acesso à população, que o tratamento chegue, de fato, aos pacientes. É nesse contexto que entram os Programas de Suporte ao Paciente (PSPs), que ajudam a conectar a inovação terapêutica à prática clínica, facilitando o acesso ao diagnóstico e ao tratamento. "Os Programas de Suporte ao Paciente representam a etapa de entrada de uma nova terapia no mercado, sem perder de vista a segurança e a eficácia neste momento", explica Victor Gadelha, Superintendente de Pesquisa Clínica e Soluções de Dados da Dasa, líder em medicina diagnóstica no país. 

Na prática, o acesso ao exame através do programa de suporte, como um teste genético por exemplo, torna-se decisivo para melhor a assertividade terapêutica e, dessa forma, reduzir o tempo até o início do tratamento mais adequado para condição do paciente. O resultado é a redução da jornada de cuidado, promovendo, em diversos casos, melhora do desfecho clínico. 

Desde 2020, mais de 86 mil pacientes passaram por exames diagnósticos viabilizados por esses programas. A Dasa participa ativamente nesse contexto, em parceria com mais de 30 indústrias farmacêuticas, atua em mais 70 programas de suporte - concentradas especialmente em oncologia, neurologia e doenças raras, que juntas representam 77% das iniciativas. "Essa colaboração com a indústria farmacêutica, acima de tudo, tem o propósito de colocar o paciente no centro, encurtando sua jornada de cuidado", reforça Gadelha. 

A operação por trás desse acesso exige precisão e alcance nacional. Com mais de 800 unidades e mais de 40 marcas de medicina diagnóstica no país, a capilaridade da Dasa permite que pessoas em regiões distantes também tenham acesso ao diagnóstico necessário para avançar na jornada de cuidado. "Nosso papel é viabilizar com eficiência e qualidade toda a etapa diagnóstica, com gestão de ponta a ponta, inclusive nas regiões mais afastadas", destaca Andresa Forte, gerente de Operações em Pesquisa e Solução de Dados da Dasa.

 

Pesquisa clínica na Dasa

Além de participar dos PSPs, a Dasa conduz estudos clínicos por meio do CPClin — Centro de Pesquisas Clínicas com mais de duas décadas de atuação. Atualmente, o centro possui estudos abertos para recrutamento em diferentes áreas terapêuticas, como neurologia, cardiologia, endocrinologia e reumatologia, incluindo condições como esclerose múltipla, encefalite autoimune, doença de Alzheimer em estágio inicial, Parkinson, obesidade, lúpus eritematoso sistêmico e doenças cardiovasculares. 

" Um dos principais desafios da pesquisa clínica é o recrutamento de pacientes. Às vezes, acessamos mil pessoas para conseguir apenas uma, devido aos muitos critérios e variáveis", explica Gadelha. Para os pacientes (especialmente aqueles com doenças raras ou em tratamento pelo SUS), participar de uma pesquisa clínica significa ter acesso a uma medicação ainda não lançada no mercado, que muitas vezes pode ser a única opção de tratamento para a patologia. 

A participação é totalmente voluntária, sem nenhum custo — inclusive com suporte para transporte e alimentação quando necessário. Interessados podem se inscrever pelo site lp.cpclin.com.br/cpclin ou pelo e-mail voluntario.pesquisa@dasa.com.br. [5, 6]

 

Referências

[1] UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS. Pesquisadores avaliam metodologia inédita capaz de acelerar descoberta de novos fármacos. Jornal da Unicamp, Campinas, 2 mar. 2023. Disponível em: https://unicamp.br/unicamp/ju/noticias/2023/03/02/pesquisadores-avaliam-metodologia-inedita-capaz-de-acelerar-descoberta-de. Acesso em: 25 mai. 2026.

[2] INTERFARMA – ASSOCIAÇÃO DA INDÚSTRIA FARMACÊUTICA DE PESQUISA. Interfarma celebra 35 anos de contribuição à inovação no Brasil. Panorama Farmacêutico, 2025. Disponível em: https://panoramafarmaceutico.com.br/interfarma-celebra-35-anos-de-contribuicao-a-inovacao-no-brasil. Acesso em: 25 mai. 2026.

[3] INSTITUTO QUALIDADE EM SAÚDE. Medicamento exige até 12 anos para ser desenvolvido e R$ 10 bilhões de investimento. ICTQ, 2020. Disponível em: https://ictq.com.br/farmacia-clinica/2202-medicamento-exige-ate-12-anos-para-ser-desenvolvido-e-r-10-bilhoes-de-investimento. Acesso em: 25 mai. 2026.

[4] AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA. Anvisa: Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Brasília: Anvisa, 2026. Disponível em: https://www.gov.br/anvisa/pt-br. Acesso em: 25 mai. 2026.


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