Com o avanço dos
alimentos proteinados e o interesse crescente por saúde e bem-estar, entender a
quantidade ideal de proteína torna-se essencial
Nos últimos anos, a proteína deixou de ocupar
apenas o universo esportivo e passou a ganhar espaço na alimentação cotidiana.
Hoje, ela aparece em cafés, bebidas, cereais, snacks e diferentes produtos
associados à saúde, saciedade e bem-estar. Com o crescimento dos alimentos
proteinados, entender quanto consumir, e se há equilíbrio nessa ingestão, se
tornou uma dúvida cada vez mais comum entre os brasileiros.
A proteína é responsável por funções importantes no
organismo, como manutenção e construção muscular, produção de hormônios e
enzimas, além de contribuir para saciedade e recuperação do corpo e, segundo
recomendação da Organização
Mundial da Saúde (OMS), adultos saudáveis devem consumir, em média, cerca
de 0,8g de proteína por quilo de peso corporal por dia, mas claro que essa
necessidade pode variar de acordo com fatores como idade, rotina, prática de
atividade física e condições de saúde.
Para Gisele Pavin, head de Nutrição, Saúde e
Bem-Estar da Nestlé Brasil, o aumento do interesse por proteína mostra uma
mudança importante no comportamento do consumidor, que passa a olhar mais para
funcionalidade, saciedade e equilíbrio nutricional no dia a dia. “Também
percebemos que cada geração estabelece uma relação diferente com esse
macronutriente: o público mais jovem conecta proteína a energia, performance e
praticidade, os adultos buscam equilíbrio para sustentar uma rotina saudável, e
os consumidores mais maduros enxergam proteína como aliada da vitalidade, da
autonomia e do envelhecimento saudável. Mas tão importante quanto consumir
proteína é entender qualidade, quantidade e contexto alimentar”, completa a
especialista.
Na prática, calcular a ingestão diária pode ser
mais simples do que parece. Basta multiplicar o peso corporal pela recomendação
média diária. Uma pessoa de 60kg, por exemplo, precisaria consumir cerca de 48g
de proteína ao longo do dia, enquanto alguém com 80kg teria uma necessidade
próxima de 64g.
Para facilitar o entendimento, veja exemplos de
alimentos que podem ser incluídos na rotina e a quantidade média de proteína
presente em cada um:
- 2
ovos: cerca de 12g de proteína
- 1
filé médio de frango (100g): aproximadamente 30g
- 1
copo de leite: cerca de 6g
- 1
pote de iogurte: entre 5g e 10g, dependendo da composição
- 1
concha de feijão: aproximadamente 5g
- 30g
de amendoim: cerca de 7g
O crescimento dessa tendência também tem
influenciado diretamente a indústria de alimentos. Segundo pesquisa realizada
pela área de Consumer Insights da Nestlé entre dezembro de 2024 e janeiro de
2025, com 500 pessoas entre 18 e 54 anos, 71% dos entrevistados afirmam já
consumir produtos com proteína. Nesse cenário, cresce a busca por opções que combinem
conveniência, sabor e funcionalidade dentro da rotina alimentar
O desafio começa a ser construir portfólios que
conversem com diferentes estilos de vida e necessidades, mantendo relevância em
todas essas jornadas. No caso da Nestlé, em 2024, a companhia tinha apenas uma
categoria dedicada à proteína e, no ano seguinte, expandiu significativamente a
presença, com soluções em cafés, cereais e bebidas. Para 2026, a expectativa é
dobrar o número de categorias de alimentos proteinados em seu portfólio.
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