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quarta-feira, 17 de junho de 2026

Pague Menos e Merck disponibilizam mais de 1 milhão de exames gratuitos para detecção precoce do pré-diabetes

  • O “Movimento Antes que Vire” busca aumentar a conscientização da população sobre a doença, permitindo que as pessoas ajam antes do desenvolvimento do diabetes tipo 2.
  • Para acelerar o diagnóstico, os testes gratuitos serão disponibilizados nas farmácias da rede Pague Menos de algumas regiões do país, principalmente Norte e Nordeste, durante 12 meses.

 

A Pague Menos, segunda maior rede de farmácias do Brasil, firmou parceria com a Merck, líder em ciência e tecnologia, para fortalecer o “Movimento Antes que Vire”. A iniciativa visa conscientizar a população sobre a importância de conhecer, diagnosticar e agir precocemente no pré-diabetes, antes que vire diabetes tipo 2, quando a condição se torna crônica e irreversível1,2. Por meio da parceria, serão disponibilizados mais de 1 milhão de exames gratuitos em unidades da Pague Menos, a partir de maio, para identificar alterações nos níveis de glicose no sangue, ampliando o acesso à detecção e aos cuidados com a saúde metabólica. 

Para ter acesso ao serviço, basta entrar no site do movimento (Link) e realizar o teste de risco. Desta maneira, a pessoa será classificada em um dos dois perfis definidos pela iniciativa e, então, poderá se dirigir a uma das lojas físicas participantes A relação das lojas participantes também está disponível no site do movimento. Os perfis ajudam a classificar quem apresenta alto risco de desenvolver o pré-diabetes e quem já possui outras comorbidades, como hipertensão, dislipidemia ou obesidade, mas ainda não tem diabetes tipo 2. 

O exame é feito na hora, sem necessidade de agendamento e com o diagnóstico imediato, assim como com a orientação dos farmacêuticos responsáveis sobre a interpretação do resultado e cuidados recomendados, que podem incluir o agendamento médico. Algumas lojas também oferecerão materiais educativos relacionados à prevenção das doenças. 

Para Rodrigo Rabello, Diretor de Planejamento de Operações e do Hub de Saúde da Pague Menos, a parceria com a Merck reforça a importância de aproximar o cuidado da rotina das pessoas: “Quando conseguimos oferecer testes e orientação dentro da farmácia, no dia a dia do cliente, facilitamos a prevenção de problemas que muitas vezes são negligenciados . Um exame simples pode trazer informações importantes e ajudar a evitar complicações lá na frente. Nosso papel é acolher, orientar e facilitar esse caminho”, destaca.

A parceria tem duração de 12 meses e reforça a importância da identificação precoce de alterações glicêmicas antes que evoluam para o diabetes tipo 21. Além da testagem gratuita, a iniciativa disponibiliza ações educativas e orientação profissional, estimulando hábitos de cuidado com a saúde que contribuem para a prevenção da doença. 

“Estamos felizes com mais essa iniciativa pensada com o propósito de mostrar que o pré-diabetes não pode ser ignorado. A informação correta pode transformar hábitos e evitar o desenvolvimento de uma doença crônica, progressiva e irreversível. Além disso, estudos recentes demonstraram que normalizar a glicemia em pacientes com pré-diabetes, alcançando a remissão desta condição (normoglicemia), pode reduzir em mais de 50% o risco de morte cardiovascular ou hospitalização por Insuficiência Cardíaca (IC) e em mais de 37% o risco de mortalidade por todas as causas3”, explica Roberta Brito, líder da área terapêutica de Cardiometabolismo e Endocrinologia na Merck Brasil. 

O movimento também acompanha a nova diretriz da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), que passou a recomendar o início do rastreamento da doença a partir dos 35 anos, diante do aumento de diagnósticos entre adultos mais jovens4. A iniciativa disponibiliza,ainda, o teste de risco gratuito no site antesquevire.com.br e conta com perfis nas redes sociais com conteúdos sobre cuidados com a saúde metabólica. 

Ao expandir o acesso aos exames e à informação qualificada, a Pague Menos e a Merck buscam apoiar milhares de pessoas no reconhecimento de sinais de risco e na manutenção do cuidado em dia.

 

Sobre o pré-diabetes

O pré-diabetes é uma condição em que os níveis de glicose estão acima do normal, mas ainda não são altos o suficiente para caracterizar o diabetes4,5.

Os valores de referência dos níveis de glicose em jejum são4,5:

  • até 99 (normal);
  • entre 100 e 125 (pré-diabetes);
  • 126 ou mais (diabetes).

Além da glicemia capilar, também estão envolvidos no diagnóstico os exames de hemoglobina glicada, o qual avalia a média da glicemia dos últimos três a quatro meses, e curva glicêmica4,5.

Apesar do nome, pré-diabetes já é uma condição com danos reais e sérios ao organismo, como aumento de 15% no risco de câncer, 20% no risco cardiovascular e 67% de risco de complicações renais6-8..

A remissão do pré-diabetes é possível com mudanças no estilo de vida9, mas isso depende também dos fatores de risco associados. Geralmente, o pré-diabetes é tratado com medicação oral e é fundamental o tratamento dos fatores de risco (obesidade, colesterol, hipertensão etc.)9-12para evitar a progressão da doença ao longo de toda a vida.






Merck
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Sociedade Brasileira de Diabetes


 

Referências

  1. Tabák AG, et al. Lancet. 2012 Jun 16;379(9833):2279-90. doi: 10.1016/S0140-6736(12)60283-9.
  2. Demir S, et al. Adv Sci (Weinh). 2021 Sep;8(18):e2100275. doi: 10.1002/advs.202100275.
  3. Arreola EV, et al. Lancet Diabetes Endocrinol. 2026 Feb;14(2):137-148. doi: 10.1016/S2213-8587(25)00295-5.
  4. Rodacki M, et al. Diagnóstico de diabetes mellitus. Diretriz Oficial da Sociedade Brasileira de Diabetes (2024). DOI: 10.29327/5412848.2024-1.
  5. Diabetes Care 2026;49(Suppl. 1):S27–S49 | Link.
  6. Scappaticcio L, et al. Endocrine. 2017 May;56(2):231-239. doi: 10.1007/s12020-016-1216-y.
  7. Grundy SM. Pre-diabetes, metabolic syndrome, and cardiovascular risk. J Am Coll Cardiol. 2012;59(7):635-643. doi:10.1016/j.jacc.2011.08.080.
  8. Plantinga LC, et al. Clin J Am Soc Nephrol. 2010;5(4):673-682. doi: 10.2215/CJN.07891109.
  9. Knowler WC, et al. N Engl J Med. 2002 Feb 7;346(6):393-403. doi: 10.1056/NEJMoa012512.
  10. Meamar R, et al. World J Diabetes. 2020 May 15;11(5):202-212. doi: 10.4239/wjd.v11.i5.202.
  11. Liang K, et al. J Diabetes Res. 2018 Jun 13:2018:7486493. doi: 10.1155/2018/7486493.
  12. Morris DH, et al. Diabetologia. 2013 Jul;56(7):1489-93. doi: 10.1007/s00125-013-2902-4

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Vape ajuda a parar de fumar? Pneumologista esclarece mitos e orienta caminhos mais seguros para abandonar o tabagismo

Mesmo proibidos no Brasil, cigarros eletrônicos seguem em alta e reforçam a desinformação sobre métodos para largar o cigarro

 

Apesar de proibidos no Brasil, os cigarros eletrônicos ainda são amplamente utilizados no país, impulsionados principalmente pela falsa percepção de que seriam menos prejudiciais do que o cigarro tradicional ou até uma alternativa para quem deseja parar de fumar. Um levantamento da Universidade de São Paulo (USP), divulgado em 2024, apontou crescimento de 600% no consumo desses dispositivos nos últimos anos. 

Na prática, porém, especialistas alertam que os riscos à saúde são  elevados. Além de manter a dependência da nicotina, os dispositivos eletrônicos contêm substâncias tóxicas capazes de provocar doenças respiratórias graves, irritações nas vias aéreas e até aumentar o risco de câncer.

Para o pneumologista credenciado da Omint, Dr. Ricardo Teixeira, o principal equívoco está justamente na ideia de que o vape seria uma alternativa menos nociva ao cigarro tradicional. “O vape não é composto apenas por nicotina. Existem diversas substâncias químicas e metais pesados presentes no líquido que podem ser extremamente prejudiciais à saúde”, alerta. 

Outro ponto de atenção é a quantidade de nicotina consumida ao utilizar o vape. Alguns dispositivos, segundo o especialista, podem equivaler a cerca de 20 cigarros tradicionais, enquanto usuários intensivos chegam a realizar centenas de tragadas por dia. 

A ideia de que outras formas de consumo, como narguilé e tabaco artesanal, seriam menos prejudiciais também precisa ser desmistificada. Segundo o médico, no caso do tabaco enrolado, muitas vezes não existe filtro, o que aumenta a inalação de alcatrão e monóxido de carbono. Já o narguilé pode expor o usuário a uma quantidade extremamente alta de fumaça em uma única sessão, além de aumentar os riscos de transmissão de doenças devido ao compartilhamento do equipamento.

 

Dependência química e hábito comportamental exigem abordagens diferentes 

Segundo o pneumologista, parar de fumar exige compreender dois fatores: o vício químico e o hábito comportamental. “O vício é aquele momento em que a pessoa acorda e sente necessidade urgente de fumar ou fica desesperada quando o cigarro acaba. Já o hábito está associado a situações do cotidiano, como o cafezinho, o pós-almoço ou a roda de amigos. Identificar essa diferença é fundamental para escolher o melhor tratamento”, explica. 

De acordo com o especialista, o tratamento do vício pode envolver acompanhamento médico, suporte psicológico e terapias de reposição de nicotina, como adesivos e gomas. Já o hábito exige mudanças de comportamento e atenção aos gatilhos do dia a dia. “Tentar evitar situações que estimulam o cigarro e substituir esse momento por outra atividade ajuda bastante no processo de cessação”, afirma.

 

Recursos terapêuticos podem auxiliar no processo de cessação 

Segundo o pneumologista, as únicas formas consideradas aceitáveis de uso da nicotina são aquelas utilizadas temporariamente dentro de programas de cessação do tabagismo, como adesivos transdérmicos e gomas de nicotina, sempre com orientação profissional.

Nesses casos, o objetivo não é substituir permanentemente o cigarro por outra fonte de nicotina, mas utilizar esses recursos de forma controlada e por tempo limitado para reduzir gradualmente a dependência e facilitar a interrupção do tabagismo.

 

Omint

 

Ozempic, Mounjaro e medicamentos psiquiátricos: Brasil registra mais de 2 milhões de buscas por remédios controlados sem receita em 12 meses

Levantamento do Olá Doutor, plataforma de consultas online via chat, identificou os dez medicamentos mais pesquisados por quem tenta “driblar” as prescrições médicas 

 

Embora 9 em cada 10 brasileiros já tenham recorrido à automedicação em algum momento da vida, segundo o Instituto de Ciência, Tecnologia e Qualidade (ICTQ), a prática parece ter ganhado novos protagonistas em 2026. 

Impulsionados pelo boom das discussões sobre saúde mental e a popularização das canetas emagrecedoras — na última semana, vale lembrar, a Anvisa aprovou o registro da Ozivy, concorrente do Ozempic feita no Brasil —, medicamentos como Mounjaro e Sertralina estão entre os mais buscados na Web por quem tenta adquiri-los sem prescrição, movimentando milhares de idas ao Google todo mês.   

O cenário acaba de ser compartilhado pelo Olá Doutor, plataforma de consultas via chat que, recentemente, mapeou o interesse nacional por termos como "vende sem receita" em diferentes estados nos últimos 12 meses. Das mais de 2 milhões de pesquisas feitas no período, a empresa identificou os remédios mais relacionados à tentativa de compra sem prescrição, com um ranking que vai de inibidores de apetite a moduladores hormonais. 


 

Pesquisas na Web sugerem busca por perda de peso sem orientação médica 

No geral, medicamentos com efeito de perda de peso são uma das categorias de maior interesse quando o assunto são as buscas por remédios sem prescrição. A sibutramina (indicada para auxiliar no tratamento da obesidade) lidera o ranking, representando, sozinha, quase 27% de todo o volume registrado entre os dez medicamentos analisados. Na lista, também aparecem o Mounjaro e Ozempic — que, juntos do líder do pódio, somaram quase 220 mil buscas totais.  

É um movimento que vai muito além da procura por fármacos específicos. Termos genéricos, como “remédio para emagrecer sem receita” e “inibidor de apetite sem receita”, também registraram alto volume de interesse nos últimos 12 meses, com 82 mil e 29 mil pesquisas, respectivamente. Ao sugerir certa busca por emagrecimento fora do ambiente clínico, o cenário aponta para uma possível banalização do consumo de medicamentos sujeitos a riscos, sobretudo quando 20 mil pessoas morrem anualmente devido à automedicação, de acordo com o Conselho Federal de Farmácia (CFF).  

Para Anderson Zilli, CEO do Olá Doutor, o alto volume das buscas online destaca como tal demanda passou a integrar a rotina de quem busca resultados estéticos e de performance sem avaliação profissional. “Sibutramina, Ozempic e testosterona sintética são substâncias com indicações precisas e efeitos que exigem monitoramento contínuo”, alerta. “O caminho mais seguro é sempre procurar um profissional de saúde, que avaliará a necessidade do tratamento e possíveis efeitos adversos”. 

 

Da ansiedade ao TDAH: medicamentos controlados avançam nas buscas sem prescrição  

Se os moduladores de peso corporal lideram o topo do ranking, a saúde mental aparece logo em seguida como uma das principais frentes de interesse entre os brasileiros que procuram medicamentos sem prescrição na internet. Não por acaso, as buscas por Sertralina, Ritalina e Venvanse sem receita — cujos usos vão do tratamento da ansiedade e depressão ao manejo do TDAH — somaram quase 86 mil buscas nos últimos 12 meses, o equivalente a 22,8% de todo o volume analisado. 

Para Anderson, embora não seja possível determinar as motivações por trás das buscas, os números também podem refletir, em parte, os desafios enfrentados pela população para acessar consultas, diagnósticos e acompanhamento especializado no Brasil. Na sua avaliação, a internet tem se consolidado como a principal fonte de informação para muitas pessoas que buscam entender sintomas e possibilidades de cuidado, especialmente quando o acesso ao atendimento profissional não ocorre de forma imediata.  

"Quem busca por medicamentos controlados sem receita está, muitas vezes, tentando resolver um problema de saúde da forma mais rápida que conhece”, comenta. “O que precisa mudar é a percepção de que se consultar com um médico é algo distante ou burocrático. A telemedicina mudou isso: hoje, o acesso a um profissional real, com capacidade de prescrever e acompanhar, está tão próximo quanto uma busca no Google." 

O mais novo lançamento da marca, que chega em junho, marca a evolução do Olá Doutor de um aplicativo focado em atendimentos imediatos via chat para uma plataforma de cuidado digital contínuo. Com a chegada da Clínica Digital, os pacientes passam a contar não apenas com acesso rápido a orientações médicas, mas também com a possibilidade de encontrar médicos, agendar consultas e manter acompanhamento ao longo de sua jornada de saúde, por chat ou vídeo. 

A novidade amplia as possibilidades de conexão entre médicos e pacientes. Além das consultas imediatas, os profissionais poderão disponibilizar suas agendas para atendimentos agendados, permitindo a construção de uma relação de cuidado mais próxima e duradoura. 

Para os médicos, a Clínica Digital representa uma nova forma de atuar no ambiente digital. O Olá Doutor passa a oferecer uma estrutura completa para que cada profissional escolha como deseja atender, amplie sua presença online e acompanhe seus pacientes ao longo do tempo. 

“Continuamos oferecendo acesso rápido quando o paciente precisa de uma orientação imediata, mas agora também possibilitamos que ele encontre o profissional certo e dê continuidade ao seu cuidado. Ao mesmo tempo, entregamos aos médicos mais autonomia e flexibilidade para construir sua prática no ambiente digital”, afirma Zilli.

 

Metodologia 

Para desvendar os medicamentos mais buscados no país, foram consideradas pesquisas no Google realizadas por brasileiros durante os últimos doze meses. A investigação foi pautada pelas expressões "sem receita" e suas variações, abrangendo todas as buscas relativas ao tópico nas cinco regiões nacionais. Em seguida, os medicamentos mais pesquisados foram dispostos em um ranking, no qual você confere o volume total de buscas no último ano.

  

Olá Doutor


Check-up 50+: prevenção é a melhor estratégia para envelhecer com saúde

Especialista do Sabin Diagnóstico e Saúde reforça a importância dos exames preventivos para identificar doenças silenciosas e preservar a qualidade de vida após os 50 anos 

 
Viver mais é uma conquista da medicina e da sociedade. Mas envelhecer com saúde depende, cada vez mais, da prevenção. A partir dos 50 anos, aumenta o risco de desenvolvimento de doenças crônicas e condições que podem evoluir silenciosamente por anos antes de apresentar sintomas. Por isso, manter os exames em dia é uma das principais estratégias para garantir qualidade de vida, autonomia e bem-estar nessa fase da vida.

Segundo a médica Josie Velani Scaranari, clínica geral especializada em Saúde do Adulto e que atua no check-up executivo Sabin Prime, em Brasília, a prevenção deve fazer parte da rotina em todas as idades, mas ganha ainda mais relevância após os 50 anos. “É nessa fase que o organismo começa a apresentar sinais mais evidentes do envelhecimento e algumas doenças podem surgir de forma silenciosa. Quando identificadas precocemente, as chances de tratamento eficaz e de prevenção de complicações são muito maiores”, explica a médica. 

Entre os principais problemas de saúde que merecem atenção estão as doenças metabólicas, como colesterol elevado, resistência à insulina, pré-diabetes e obesidade. Essas condições estão diretamente associadas ao aumento do risco de infarto, acidente vascular cerebral (AVC), insuficiência cardíaca e comprometimento da função renal. 

Para um check-up completo, a especialista destaca a importância de exames laboratoriais que avaliam glicemia, colesterol e triglicerídeos, além da função hepática, renal e tireoidiana. Dependendo da avaliação médica, exames hormonais também podem ser recomendados. O acompanhamento cardiológico e as consultas ginecológicas ou urológicas complementam o cuidado preventivo. 

Outro ponto de atenção é o crescimento dos casos de câncer colorretal. Atualmente, as diretrizes recomendam que a primeira colonoscopia seja realizada antes dos 50 anos. Mesmo pacientes sem fatores de risco específicos, devem fazer o exame a partir dos 45 anos. 

A saúde mental também deve fazer parte da rotina de cuidados. Alterações de memória, cognição, sono e humor podem estar relacionadas a fatores emocionais, hormonais ou nutricionais e merecem investigação adequada. 

Além dos exames, manter a vacinação atualizada continua sendo fundamental na vida adulta. Entre os imunizantes recomendados para essa faixa etária está a vacina contra herpes-zóster, doença que pode causar dor intensa e complicações importantes. 

“O maior erro é procurar ajuda apenas quando os sintomas aparecem. A prevenção permite identificar fatores de risco e agir antes que a doença se manifeste. Envelhecer com saúde é resultado de escolhas feitas ao longo da vida, e o check-up é uma das mais importantes delas”, conclui a Dra. Josie.

 

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Pessoas trans recorrem à fonoaudiologia para adequação vocal

Milhares de pessoas lotaram a Avenida Paulista, em São Paulo, no aniversário dos 30 anos da Parada LGBTQIAPN+ no último dia 8 de junho. Durante a festa, houve protestos por mais direitos, segurança e respeito às diferenças. Apesar das conquistas e dos avanços já alcançados nas últimas décadas, o Brasil ainda é um dos países que mais mata homossexuais e pessoas trans. Agressões motivadas por mero preconceito. 

Entre as múltiplas formas de discriminação, um aspecto muitas vezes abordado é a relação com a voz, reconhecida como importante marcador social de gênero, ainda que não haja um único modo "correto" de expressar gênero. No entanto, para algumas pessoas trans, a maneira como a voz é percebida pode interferir na afirmação de sua identidade. Para resolver essa questão, muitas recorrem à ajuda de especialistas. 

De acordo com o fonoaudiólogo Ronielio Ribeiro (CRFa 2-15727-1), conselheiro do Conselho Regional de Fonoaudiologia 2ª Região, há como contribuir para que a terapia vocal esteja alinhada à identidade de gênero. "A terapia vocal afirmativa de gênero envolve técnicas não invasivas e seguras para adequação vocal. Intervém-se de forma global em múltiplos parâmetros da voz e da fala, como a frequência fundamental (o tom da voz), ressonância, articulação, prosódia, respiração, projeção e expressividade, sempre respeitando o desejo e os objetivos de cada indivíduo", explica o fonoaudiólogo. 

De acordo com o especialista, a incongruência entre a voz e a identidade, quando percebida como sofrimento, afeta profundamente a qualidade de vida. "A importância desse cuidado transcende a acústica, pois a inadequação vocal é um fator crítico de disforia de gênero, gerando intenso sofrimento psicológico, isolamento e vulnerabilidade à transfobia. A literatura científica comprova que a terapia fonoaudiológica está diretamente correlacionada a uma melhora significativa na autopercepção e na integração social. Por isso, o processo deve ser centrado na autonomia da própria pessoa, de forma individualizada, segura e sem impor padrões normativos", conclui.


Consumo consciente no arraiá: como aliar diversão, economia e direitos

Tomaz Silva
  
Agência Brasil
Especialista detalha os perigos da compra de produtos sem procedência e orienta sobre como evitar o endividamento com gastos de vestuário 

 

O clima de São João já tomou conta das ruas com o som do forró e o colorido das bandeirolas. Contudo, a euforia do período junino costuma esconder riscos que podem transformar a diversão em dor de cabeça. Para evitar surpresas desagradáveis, a especialista em Direito do Consumidor e professora da Faculdade Baiana de Direito, Flávia Marimpietri, apresenta um panorama dos cuidados indispensáveis que devem ser adotados antes de aproveitar as festas.

 

"O São João é uma festa de celebração, mas o consumidor não pode deixar a guarda baixa. Exercer a cidadania é também fiscalizar o que se compra e conhecer os próprios direitos para que a festa não termine em problemas", orienta Marimpietri.


 

O risco dos fogos clandestinos


O mercado de fogos de artifício exige cautela redobrada. O consumidor que prioriza apenas o preço baixo acaba adquirindo itens de fábricas clandestinas, que chegam ao mercado sem qualquer identificação do fabricante na embalagem, sem selos de segurança ou instruções adequadas de manuseio. Esse cenário cria uma insegurança direta para quem utiliza o produto e para as pessoas ao redor, já que não há controle de qualidade ou garantia de procedência.

 

"O produto sem identificação representa um perigo imediato para a integridade física de quem manuseia e de quem está por perto. Sem um fabricante responsável, não há qualquer garantia de que o item foi testado ou é seguro para uso", afirma a especialista.


 

Controle financeiro nas compras 


O consumo impulsivo de roupas para os dias de festa costuma comprometer o planejamento financeiro, resultando em excesso de parcelamentos no cartão de crédito e dívidas que se estendem por meses após o fim das comemorações. Esse comportamento negligencia o orçamento mensal em nome de uma satisfação imediata e passageira.

 

"O consumidor precisa ter clareza de que o São João é uma festa sazonal, enquanto a dívida gerada sem planejamento pode se arrastar por muito tempo e comprometer a saúde financeira da família", pontua.


 

Orientações essenciais 


Para garantir que o período seja marcado apenas por boas lembranças, a professora reforça outros cuidados importantes:

 

Pesquisa de preços: Não se limite à primeira barraca. A variação de preços em itens de decoração e comidas típicas costuma ser significativa. Compare antes de comprar.

 

Atenção aos alimentos: Em festas de rua ou eventos privados, verifique sempre a validade e a procedência do que consome. O Código de Defesa do Consumidor assegura o seu direito à saúde e à segurança.

 

Notas fiscais: Em caso de compra de produtos com defeito ou falhas na entrega, a nota fiscal é o documento essencial para garantir os seus direitos. Exija o comprovante sempre.

 

Eventos e shows: Se o evento for privado, informe-se sobre as políticas de cancelamento e meia-entrada. Em caso de cancelamento ou alterações significativas, você tem direito ao reembolso integral, incluindo taxas de conveniência. 


Compras online: Ao adquirir roupas pela internet, verifique a reputação da loja e o prazo de entrega. Lembre-se que existe o direito de arrependimento de 7 dias após o recebimento do produto, permitindo a desistência sem necessidade de justificativa.



Copa do Mundo transforma pausa para hidratação em novo ativo comercial

Criada para proteger atletas em jogos sob calor intenso, a parada virou também uma janela de atenção para marcas, transmissões e estratégias de negócio 

 

A Copa do Mundo sempre foi mais do que futebol. Ao redor dos 90 minutos em campo, existe uma das máquinas comerciais mais sofisticadas do planeta, capaz de transformar camisas, estádios, telões, transmissões, mascotes, ingressos, experiências e até pequenos detalhes do jogo em oportunidades de receita. 

Agora, um novo elemento entrou nesse radar: a pausa para hidratação. 

Criada com a finalidade de preservar a saúde dos atletas em partidas disputadas sob calor intenso, a parada ganhou uma segunda leitura no universo dos negócios. Além de permitir que jogadores se hidratem, recebam instruções e reorganizem a estratégia em campo, o intervalo também cria uma rara janela de atenção em um esporte conhecido justamente pela fluidez e pela baixa quantidade de interrupções. 

Para marcas, emissoras e patrocinadores, esse detalhe faz diferença.

Ao contrário de modalidades como futebol americano, basquete ou vôlei, em que as pausas são parte natural do espetáculo e da grade comercial, o futebol tradicionalmente oferece menos espaços previsíveis para inserções publicitárias durante o jogo. Com a pausa para hidratação, surge um momento delimitado, aguardado e acompanhado por milhões de espectadores. Na prática, o que nasceu como cuidado físico também pode ser convertido em inventário comercial. 

A economia da atenção chegou ao intervalo 

No ambiente atual, o ativo mais disputado pelas empresas não é apenas o espaço físico ou o tempo de tela. É a atenção do público. 

Durante uma Copa do Mundo, essa atenção alcança escala global. Milhões de pessoas assistem aos jogos ao vivo, comentam nas redes sociais, acompanham cortes, memes, análises e bastidores. Cada detalhe pode virar conversa. Cada interrupção pode virar conteúdo. Cada segundo pode ser disputado por marcas. 

É nesse ponto que a pausa para hidratação deixa de ser apenas um assunto esportivo e passa a interessar ao mercado. 

Para André Charone, professor universitário e especialista em negócios e cultura pop, o caso mostra como o esporte moderno opera cada vez mais como uma plataforma de negócios. 

“A grande lição é que a receita nem sempre está apenas no produto principal. No futebol, o produto principal é o jogo. Mas, ao redor dele, existem várias camadas de valor: transmissão, patrocínio, experiência no estádio, conteúdo digital e relacionamento com o público. Quando até uma pausa para hidratação passa a ter relevância comercial, fica claro que as empresas precisam aprender a enxergar oportunidades nos detalhes”, afirma Charone. 

Segundo ele, a lógica pode ser aplicada a negócios de diferentes tamanhos e segmentos. 

“Muitas empresas olham apenas para a venda final e deixam de perceber os micro-momentos da jornada do cliente. Às vezes, existe valor em uma espera, em uma pausa, em um atendimento, em um pós-venda, em uma embalagem, em um conteúdo complementar. A Copa do Mundo apenas torna isso mais visível porque tudo ali acontece em escala global”, diz. 

A pausa para hidratação também abre uma discussão sobre a fronteira entre necessidade esportiva e interesse econômico. 

Do ponto de vista médico e operacional, a medida tem justificativa clara: jogadores submetidos a altas temperaturas precisam de protocolos de segurança. Em competições internacionais, com calendários apertados, estádios em diferentes cidades e condições climáticas variadas, a prevenção ao desgaste físico se tornou parte do planejamento. 

Mas, no mundo dos negócios, todo novo ponto de contato com o público tende a ser analisado sob outra ótica: pode ser patrocinado? Pode ser vendido? Pode gerar engajamento? Pode reforçar uma marca? 

Nesse caso, as possibilidades são muitas. 

Durante a pausa, emissoras podem exibir inserções comerciais, patrocinadores podem ativar campanhas, marcas de bebidas podem associar seus produtos à hidratação, plataformas digitais podem gerar cortes em tempo real e clubes, seleções ou organizadores podem usar o momento para reforçar narrativas. 

É a transformação de uma necessidade operacional em uma oportunidade de mercado. 

Para Charone, essa é uma das marcas do esporte contemporâneo. 

“O futebol deixou de ser apenas uma competição esportiva e se tornou uma indústria de entretenimento, dados, mídia e consumo. Isso não significa que toda decisão técnica seja tomada por razões comerciais, mas significa que o mercado rapidamente aprende a monetizar qualquer ponto de atenção que surja dentro do espetáculo”, analisa. 

O que as empresas podem aprender com a Copa 

A principal lição para o mundo corporativo está na capacidade de mapear momentos de atenção. 

Empresas que entendem a jornada do cliente conseguem identificar pontos que, à primeira vista, parecem neutros ou meramente operacionais, mas que podem se transformar em experiência, relacionamento ou receita. 

Uma fila pode virar oportunidade de comunicação. Um e-mail transacional pode reforçar a marca. Uma embalagem pode educar o consumidor. Um intervalo em um evento pode ser patrocinado. Uma pausa em uma transmissão pode gerar conteúdo. Um momento de espera pode se tornar uma ação de encantamento. 

No caso da Copa do Mundo, a pausa para hidratação mostra como o valor não está apenas no jogo em si, mas também no ecossistema construído ao redor dele. 

“Quando uma empresa entende onde está a atenção do seu público, ela consegue desenhar melhor suas ofertas. A pergunta não é apenas ‘o que eu vendo?’, mas ‘em quais momentos eu consigo gerar valor sem atrapalhar a experiência do cliente?’”, afirma Charone. 

Essa última parte é essencial. 

A monetização só funciona quando não destrói a experiência principal. No futebol, o torcedor quer assistir ao jogo. Na empresa, o cliente quer resolver uma necessidade. Se a tentativa de faturar mais prejudica a experiência, o efeito pode ser contrário: rejeição, desgaste e perda de confiança. 

Por isso, a pausa para hidratação também traz um alerta. 

Nem todo espaço disponível deve ser explorado de forma agressiva. O desafio está em encontrar equilíbrio entre receita, experiência e propósito original da medida. 

Futebol, mídia e negócios cada vez mais conectados 

A Copa do Mundo é um laboratório global de tendências de consumo. O que acontece no torneio costuma antecipar discussões que depois aparecem em outros setores: direitos de transmissão, streaming, patrocínios, dados, experiência do fã, creator economy, ativações em tempo real e novas formas de publicidade. 

A pausa para hidratação entra nessa lista porque simboliza um movimento maior: a fragmentação do conteúdo em pequenos momentos monetizáveis. 

No passado, a publicidade esportiva se concentrava em placas ao redor do campo, intervalos tradicionais e patrocínios de camisa. Hoje, a disputa acontece em múltiplas camadas: no telão, no aplicativo, no corte para redes sociais, na live paralela, no influenciador que comenta a partida, na experiência dentro do estádio e até na pausa técnica. 

Tudo pode virar mídia.

Tudo pode virar dado.

Tudo pode virar negócio.

 Para André Charone, esse é o ponto central da discussão. 

“A cultura pop e o esporte têm algo em comum: ambos criam comunidades apaixonadas. Onde existe comunidade, existe atenção. E onde existe atenção, existe potencial econômico. A diferença entre uma marca comum e uma marca estratégica está em perceber esses movimentos antes dos concorrentes”, afirma. 

O intervalo também ensina 

A pausa para hidratação pode parecer um detalhe dentro da grandiosidade de uma Copa do Mundo. Mas, no mundo dos negócios, detalhes importam. 

Eles revelam mudanças de comportamento, novas formas de consumo e oportunidades que passam despercebidas por quem olha apenas para o óbvio. 

No fim, a discussão não é apenas sobre água, calor ou alguns minutos de jogo parado. É sobre como o mercado transforma atenção em ativo, experiência em receita e eventos culturais em plataformas comerciais. 

Se até uma pausa para hidratação pode virar negócio, a pergunta que fica para as empresas é simples: quais oportunidades ainda estão escondidas nos intervalos da sua própria operação?

 


André Charone - contador, professor universitário, Mestre em Negócios Internacionais pela Must University (Flórida-EUA), possui MBA em Gestão Financeira, Controladoria e Auditoria pela FGV (São Paulo – Brasil) e certificação internacional pela Universidade de Harvard (Massachusetts-EUA) e Disney Institute (Flórida-EUA). É sócio do escritório Belconta – Belém Contabilidade e do Portal Neo Ensino, autor de livros e centenas de artigos na área contábil, empresarial e educacional. Seu mais recente trabalho é o livro "Empresário Sem Fronteiras: Importação e Exportação para pequenas empresas na prática", em que apresenta um guia realista para transformar negócios locais em marcas globais. A obra traz passo a passo estratégias de importação, exportação, precificação para mercados externos, regimes tributários corretos, além de dicas práticas de negociação e prevenção contra armadilhas no comércio internacional.
Disponível em versão física: https://loja.uiclap.com/titulo/ua111005/
e digital: https://play.google.com/store/books/details?id=nAB5EQAAQBAJ&pli=1
Instagram: @andrecharone


Ensino personalizado ganha força com apoio da Inteligência Artificial; veja 5 benefícios

Magnific 
Especialista da plataforma par, Cássia Castro, destaca como a Inteligência Artificial pode apoiar professores, escolas e famílias no acompanhamento do desenvolvimento estudantil 

 

A diversidade de perfis, habilidades e ritmos de aprendizagem presentes nas salas de aula tem levado escolas e educadores a buscarem estratégias cada vez mais eficazes para promover uma educação mais inclusiva, significativa e alinhada às necessidades dos estudantes. Nesse contexto, a personalização do ensino vem se consolidando como uma abordagem capaz de tornar o processo de aprendizagem mais dinâmico e adequado às particularidades de cada aluno.   

A incorporação de tecnologias educacionais e, mais recentemente, da Inteligência Artificial (IA), tem ampliado as possibilidades de aplicação dessa abordagem. Ao apoiar a criação de Planos de Ensino Individualizados (PEIs) e fornecer dados sobre o desempenho dos estudantes, a tecnologia contribui para um acompanhamento mais estratégico por parte das escolas, professores e famílias.  

Segundo a especialista pedagógica da plataforma par, Cássia Castro, conhecer profundamente cada estudante é fundamental para garantir intervenções mais assertivas. “Muito além da diversificação de metodologias de trabalho, a utilização de IA pode ajudar os professores a impulsionarem a autonomia dos alunos, permitindo que cada um avance no seu próprio tempo e ritmo. A multiplicidade de experiências de aprendizagem, por sua vez, auxilia no desenvolvimento de habilidades essenciais e únicas”, afirma.  

A especialista ressalta ainda que os desafios relacionados às diferenças de aprendizagem não se limitam ao ambiente escolar. As famílias também desempenham papel fundamental no processo educacional, contribuindo para a criação de um ambiente acolhedor, seguro e favorável ao desenvolvimento dos estudantes.    

Assim, com o apoio de tecnologias e recursos de Inteligência Artificial, educadores conseguem acompanhar o desenvolvimento dos alunos de forma mais próxima, identificar desafios com maior precisão e propor intervenções mais assertivas. Para Cássia, essa abordagem traz benefícios que impactam diretamente a qualidade da aprendizagem. Confira os cinco principais: 

1.   Planejamento mais alinhado às necessidades individuais: com o apoio de tecnologias e ferramentas de IA, professores conseguem identificar com maior precisão as necessidades de cada estudante e elaborar estratégias personalizadas, tornando as aulas mais dinâmicas, relevantes e eficazes; 

2.   Respeito ao ritmo de aprendizagem: a personalização permite que cada aluno avance de acordo com seu próprio tempo, reduzindo frustrações e favorecendo uma aprendizagem mais consistente. Essa abordagem contribui para o fortalecimento da autonomia e da confiança dos estudantes; 

3.   Valorização dos pontos fortes: ao identificar habilidades e potencialidades individuais, o ensino personalizado possibilita o desenvolvimento de talentos específicos, aumentando o engajamento e o protagonismo dos alunos em seu processo de aprendizagem; 

4.   Identificação precoce de dificuldades: a análise de dados educacionais permite reconhecer lacunas e dificuldades específicas com mais rapidez. Dessa forma, professores podem realizar intervenções direcionadas e oferecer suporte adequado antes que os desafios comprometam o desempenho acadêmico; 

5. Ampliação das experiências de aprendizagem: o uso de diferentes metodologias, recursos digitais e atividades interativas amplia o repertório de experiências educacionais, atendendo a diversos estilos de aprendizagem e tornando a construção do conhecimento mais ativa, significativa e participativa. Para Cássia, o avanço das tecnologias educacionais representa uma oportunidade de aproximar a educação das demandas da sociedade contemporânea.


São Paulo registra queda de 10,1% nas mortes no trânsito em maio de 2026

Segundo Infosiga, Estado também tem redução de 5,6% no acumulado de óbitos nos cinco primeiros meses do ano; houve queda das mortes em todos os modais


O Estado de São Paulo registrou queda de 10,1% no número de mortes no trânsito ao comparar maio de 2026 com maio de 2025, segundo dados do Infosiga, plataforma de estatísticas viárias gerenciada pelo Detran-SP. Foram 544 óbitos em maio deste ano contra 605 no mesmo período do ano anterior. No acumulado dos cinco primeiros meses do ano, também há diminuição: de janeiro a maio, 2.389 óbitos contra 2.531 no mesmo período do ano passado.     

  

Todos os modais também apresentam redução de ocorrências fatais no trânsito paulista. Em Automóvel, queda de 15,6% no mês (92 óbitos em maio deste ano contra 109 do mês anterior), enquanto no acumulado foi de 12,7% (434 mortes de janeiro a maio de 2026 contra 497 no mesmo período de 2025). Pedestre segue a tendência com queda de 15,2% nos óbitos. No acumulado, a baixa foi de 1,1% (610 óbitos contra 617 no mesmo período de 2025) nos primeiros cinco meses deste ano.  

 

O modal Bicicleta teve diminuição no mês de 7,9%: foram 35 mortes em maio de 2026 contra 38 de maio de 2025. E, no acumulado, a queda é maior: 19,8%. Entre as Motocicletas, a redução é de 7,1% no mês (248 óbitos neste ano contra 267 no mesmo mês de 2025). A baixa no acumulado foi de 1,3% (1.080 óbitos de janeiro a maio de 2026 e 1.094 de janeiro a maio de 2025). 

 

Capital 

Em maio de 2026, o trânsito da capital paulista apresentou estabilidade no número de óbitos. Foram 93 mortes em maio de 2026 e de 2025. A diminuição de óbitos entre os motociclistas foi de 12,2% no mês. Há redução também entre os óbitos de pedestres no mês de 5,4% (35 x 37).  

  

Últimos 12 meses 


Nos últimos 12 meses, há diminuição nos óbitos em geral de 4%. Nos modais, pode-se observar queda de 6,1% entre os ciclistas, seguido por 5% entre os ocupantes de automóveis, 3,6% nas mortes de motociclistas e 1,9% quando se observa os pedestres. O Infosiga ainda indica que 4,1% das mortes no período aconteceram em estradas e rodovias, enquanto 3,4% foram em vias urbanas.



Ritmo de Copa: como pequenos lojistas podem adaptar o fluxo de caixa para faturar com os jogos sem quebrar o estoque

Mudanças nos horários bancários e oscilações abruptas no movimento testam a saúde financeira do comércio; através do Radar Financeiro, a plataforma Arvoh mostra como analisar os indicadores do negócio em menos de 5 minutos para encarar a sazonalidade do mundial.

 

A chegada da Copa do Mundo costuma trazer aumentos nas vendas em diversos segmentos do varejo, paralelamente traz um desafio para pequenos empresários: como aproveitar o aumento da demanda sem comprometer o caixa da empresa. A expectativa de faturar mais leva muitos empreendedores a reforçar estoques e aumentar investimentos, nem sempre com o planejamento financeiro necessário.

Segmentos como bares, restaurantes, mercados, lojas de eletrônicos, artigos esportivos e conveniência costumam registrar oscilações significativas de demanda durante os jogos, exigindo maior controle sobre compras, reposição de mercadorias e fluxo de caixa. No entanto, especialistas alertam que vender mais não significa necessariamente lucrar mais. Sem acompanhamento dos indicadores financeiros, o aumento do faturamento pode mascarar problemas de caixa, excesso de estoque e redução das margens de lucro.

É justamente para evitar esse cenário que ferramentas como o Radar Financeiro da Arvoh ajudam os empresários a monitorar, em poucos minutos, indicadores essenciais como fluxo de caixa, capital de giro, margem e capacidade de pagamento. O cuidado é necessário porque problemas de caixa continuam sendo uma das maiores ameaças para os pequenos negócios. Levantamento do Sebrae mostra que 22% das empresas que fecharam as portas apontaram a falta de capital de giro como um dos principais motivos para a interrupção das atividades.

Para Arides César Gonçalves, CEO da Arvoh, períodos de grande movimentação no comércio exigem ainda mais atenção dos empresários. Segundo ele, a expectativa criada em torno de eventos como a Copa do Mundo pode levar muitos empreendedores a tomar decisões baseadas em projeções otimistas, sem uma análise adequada da capacidade financeira do negócio.

"É comum vermos empresas aumentarem compras, ampliarem estoques ou assumirem novos compromissos acreditando que o aumento das vendas será suficiente para compensar os investimentos. O problema é que, sem visibilidade sobre o fluxo de caixa e o capital de giro, o empresário pode acabar comprometendo a saúde financeira do negócio mesmo em um período de faturamento maior", afirma.

Nesse cenário, a tecnologia tem se tornado uma aliada importante para pequenas empresas que precisam tomar decisões rápidas. Com o avanço do Open Finance e da inteligência de dados aplicada à gestão empresarial, tornou-se possível acompanhar indicadores financeiros em tempo real e identificar riscos antes que eles impactem o caixa.

Em um ambiente econômico cada vez mais dinâmico, transformar dados financeiros em decisões rápidas pode ser o diferencial para aproveitar o aumento do consumo sem comprometer a sustentabilidade do negócio. Afinal, em períodos de sazonalidade intensa, a vitória não está apenas em vender mais, mas em garantir que cada venda gere resultado financeiro real para a empresa.

 


Fonte: Arides César — CEO & Founder da Arvoh

Breno Lessa — CTO & Co-Founder da Arvoh


Arvoh
@arvohopenfinance


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