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terça-feira, 16 de junho de 2026

Rota das Praias SP-Rio é alternativa para quem quer aproveitar as férias de julho entre o mar e a natureza

 



Ligando o Litoral Norte paulista à Costa Verde fluminense, roteiro reúne praias, ilhas, gastronomia, ecoturismo e destinos históricos em uma única viagem pela costa brasileira 

 

Com a chegada das férias de julho, turistas que buscam uma viagem completa entre praias, natureza, gastronomia e cultura terão uma nova opção para explorar um dos trechos mais bonitos do litoral brasileiro. A recém-criada Rota das Praias SP-Rio surge como um novo produto turístico integrando 15 destinos dos estados de São Paulo e Rio de Janeiro em uma experiência única ao longo da costa.

A Rota conecta algumas das regiões litorâneas mais procuradas do país em um roteiro contínuo, valorizando as belezas naturais, a história, a cultura, a gastronomia e o patrimônio turístico das cidades participantes, que estarão à disposição de famílias, casais e grupos de amigos que planejam viagens durante o período de férias escolares.

Nesta época do ano os turistas podem encontrar praias mais tranquilas e temperatura agradável durante o dia, que favorecem passeios à beira-mar e até de lanchs. Com sorte, é possível observar baleias e golfinhos, já que esses tipos de cetáceos são facilmente encontrados nos municípios, por estarem na rota de migração dos animas. 

O percurso entre as cidades paulistas e fluminenses reúne destinos já consolidados no turismo nacional e internacional, estruturando-os em uma rota temática capaz de oferecer diferentes experiências em uma única viagem. Praias paradisíacas, ilhas, cachoeiras, centros históricos, comunidades tradicionais, parques naturais, trilhas e uma rica gastronomia regional fazem parte dos atrativos que poderão ser explorados pelos visitantes.

No estado de São Paulo, integram o roteiro as cidades de Santos, Guarujá, Bertioga, São Sebastião, Ilhabela, Caraguatatuba e Ubatuba. Já no Rio de Janeiro, participam Paraty, Angra dos Reis, Mangaratiba, Rio de Janeiro, Saquarema, Cabo Frio, Arraial do Cabo e Búzios.

Uma das principais propostas do Roteiro das Praias SP-Rio é oferecer flexibilidade ao viajante. A iniciativa busca estimular uma permanência mais longa nos destinos, fortalecendo a economia local e distribuindo os benefícios do turismo por toda a região.


Embarque por São Paulo ou Rio de Janeiro 

Turistas de outras regiões do Brasil ou do exterior poderão iniciar a viagem pelos aeroportos de Congonhas e Guarulhos, na capital paulista, ou por Viracopos, em Campinas, seguindo para Santos ou Guarujá. O roteiro poderá ser concluído na Região dos Lagos, no Rio de Janeiro, com retorno pelos aeroportos Santos Dumont ou Galeão.

Para quem prefere viajar de carro, a proposta permite iniciar o percurso em qualquer uma das cidades participantes, tanto no sentido São Paulo–Rio quanto no sentido inverso.

Ao todo, os 15 destinos que integram a Rota das Praias SP-Rio concentram 2.365 praias, 550 ilhas e 778 cachoeiras, distribuídas ao longo de aproximadamente 760 quilômetros de estradas, incluindo a Rodovia Rio-Santos, considerada uma das mais belas do Brasil, e a Via Lagos, importante ligação entre a capital fluminense e a Região dos Lagos.


Natureza, cultura e gastronomia 

A Rota das Praias SP-Rio pretende valorizar a diversidade turística existente entre os dois estados, incluindo experiências ligadas ao ecoturismo, turismo de aventura, observação da natureza, patrimônio histórico, manifestações culturais e tradições caiçaras.

A gastronomia também ocupa papel de destaque, com forte presença dos frutos do mar, da culinária regional e de experiências gastronômicas que refletem a identidade de cada município.

 

Serviço | Rota das Praias SP-Rio 

Destinos em São Paulo: Santos, Guarujá, Bertioga, São Sebastião, Ilhabela, Caraguatatuba e Ubatuba.

Destinos Rio: Paraty, Angra dos Reis, Mangaratiba, Rio de Janeiro, Saquarema, Cabo Frio, Arraial do Cabo, Búzios.

Instagram: @roteirodasprais.sprio

Contato: 11 9 5435 3665

 

O ativo invisível: maternidade, governança e o custo econômico da miopia nos conselhos de administração


O ambiente corporativo costuma recorrer a narrativas de reconhecimento que raramente avançam para decisões concretas de poder. No Brasil, apesar do amadurecimento da agenda ESG, ainda persiste uma distorção relevante: a maternidade segue sendo tratada como um risco individual, e não como expressão de uma desigualdade estrutural do mercado de trabalho. Esse enquadramento equivocado afeta trajetórias profissionais, limita a formação de lideranças e compromete a qualidade da governança. 

A chamada penalidade da maternidade não é um conceito abstrato. Dados recentes do Ministério do Trabalho mostram que, nos últimos cinco anos, mais de 380 mil mulheres foram demitidas em até dois anos após o retorno da licença-maternidade, enquanto quase 400 mil pediram demissão no mesmo período. O que esses números evidenciam é que o impacto não termina no afastamento. Ele se prolonga na forma de um padrão silencioso de descontinuidade de carreira, que reduz a permanência e, sobretudo, a progressão das mulheres. 

Esse cenário ganha contornos ainda mais claros quando se observa o comportamento das empresas. O número de organizações que oferecem licença-maternidade estendida encolheu de forma significativa nos últimos anos, reduzindo o alcance de uma das principais ferramentas de retenção e suporte à parentalidade. A combinação desses fatores revela um padrão que, na prática, associa maternidade à fragilidade da trajetória profissional. 

Nesse contexto, a maternidade passa a operar menos como um evento pontual e mais como um mecanismo recorrente de desigualdade. É nesse ponto que se estrutura um dos maiores gargalos da liderança feminina. Muitas mulheres deixam de avançar justamente na fase em que sua experiência começa a gerar maior retorno para as organizações e o efeito acumulado é visível: menos mulheres em posições executivas e, por consequência, menos mulheres chegando aos conselhos de administração. 

A baixa diversidade nos conselhos não é apenas uma questão de representatividade. Quando pouco mais de um quinto das cadeiras é ocupado por mulheres, o que se perde não é somente equidade, mas qualidade de decisão. Há evidências consistentes de que ambientes diversos reduzem vieses, ampliam repertórios e fortalecem a capacidade de antecipar riscos. Em um contexto de maior pressão regulatória e escrutínio por parte de investidores, esses atributos deixaram de ser desejáveis e passaram a ser essenciais. 

Ainda assim, o mercado continua subestimando a maternidade como experiência formadora de competências. A lógica predominante associa o tema a uma suposta redução de disponibilidade, ignorando que o exercício da maternidade desenvolve habilidades diretamente alinhadas às demandas da liderança contemporânea. Gestão de crises, tomada de decisão sob pressão, negociação de interesses e priorização de recursos são parte do cotidiano de quem concilia carreira e cuidado. 

Esse descompasso também se revela na cultura corporativa. Não são raros os relatos de profissionais que enfrentam constrangimentos por exercer a parentalidade, inclusive homens. Acompanhar o nascimento do filho, por exemplo, ainda é frequentemente interpretado como ausência de comprometimento com o trabalho, refletindo uma cultura que penaliza o cuidado e reforça estereótipos de gênero. O resultado é a manutenção de um modelo que inibe a corresponsabilidade e perpetua o desequilíbrio. 

Por isso, o debate sobre maternidade no trabalho precisa necessariamente incluir o papel da liderança masculina. Hoje, são os homens que ocupam a maioria das posições de decisão, e sem o engajamento ativo desse grupo não haverá mudança de escala. Ampliar a licença-paternidade, normalizar o cuidado compartilhado e adotar modelos de avaliação baseados em entregas não são medidas simbólicas. São decisões que impactam diretamente a capacidade das empresas de atrair, manter e desenvolver talentos. 

Ao tratar a maternidade como um problema individual, as empresas deixam de reconhecer um ativo relevante e perpetuam um ciclo de perda de capital humano. O custo disso não aparece imediatamente nos resultados, mas se manifesta ao longo do tempo na forma de menor inovação, maior rotatividade e fragilidades de governança. 

O Brasil avança em marcos regulatórios e em expectativas de mercado, mas ainda carrega um ponto cego importante. Integrar a experiência da maternidade à lógica de liderança não é uma agenda identitária e sim uma decisão de negócio. Empresas que não fizerem esse movimento tendem a operar com uma visão incompleta de risco e oportunidade. É urgente reconhecer a maternidade como um ativo e, sobretudo, compreender que governança de qualidade exige diversidade real e uma leitura mais sofisticada do valor humano.

 

Neivia Justa - executiva de comunicação e marketing com mais de 30 anos de liderança em empresas como Johnson & Johnson, GE, Natura e Goodyear. Atua em reputação, ESG e transformação empresarial. Integra o Conselho Consultivo e o Comitê de Comunicação do 30% Club Brasil.


Indústria 4.0 avança com tecnologia sob medida para fábricas

Modernização ocorre de forma gradual e impulsiona conectividade, automação e análise de dados


A transformação digital da indústria brasileira vem ganhando espaço à medida que empresas buscam aumentar produtividade, reduzir paradas operacionais e ampliar o controle sobre seus processos. Tecnologias como internet das coisas (IoT), inteligência artificial, computação em nuvem e automação industrial deixaram de ser iniciativas restritas a grandes multinacionais e passaram a integrar projetos de modernização em empresas de diferentes portes.

Dados da Pesquisa de Inovação Semestral 2024, do IBGE, mostram que 89,1% das indústrias brasileiras com 100 ou mais empregados já utilizam ao menos uma tecnologia digital avançada. A computação em nuvem lidera a adoção, presente em 77,2% das empresas, seguida por internet das coisas (50,3%), inteligência artificial (41,9%) e robótica (30,5%).

Cláudio Mohn França, CEO da Horus Distribuidora, avalia que a digitalização deixou de ser uma tendência para se tornar uma necessidade operacional. “A Indústria 4.0 não acontece apenas pela compra de equipamentos modernos. Ela depende de projetos bem dimensionados, integração entre áreas e entendimento profundo da operação do cliente”, afirma.

O avanço das tecnologias, porém, convive com um desafio estrutural. Segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI), máquinas e equipamentos industriais têm, em média, 14 anos de uso no país, enquanto parte do parque fabril ainda opera com estruturas implantadas antes da popularização da internet. Isso torna a modernização mais complexa e exige soluções compatíveis com ambientes já existentes.



Conectividade ganha protagonismo

Na prática, a transformação digital costuma começar pela criação de uma base tecnológica capaz de conectar máquinas, sensores, sistemas de gestão e plataformas de análise de dados. A integração dessas informações permite monitorar processos em tempo real, identificar falhas e apoiar decisões com menos dependência de controles manuais.

Para Victor Guedes, gerente de negócios da Horus Distribuidora, a indústria reúne características que favorecem a adoção dessas tecnologias. “As indústrias têm uma maturidade profissional e tecnológica muito relevante. A adoção de novas tecnologias ajuda a garantir o funcionamento ininterrupto das operações, aumenta a eficiência, eleva a qualidade dos produtos e reduz riscos que podem representar perdas de produção e custos elevados”, afirma.

O movimento também aproxima áreas que historicamente atuavam de forma separada. Tecnologia da Informação (TI) e Tecnologia da Automação passaram a compartilhar infraestrutura e dados para conectar o chão de fábrica aos sistemas de gestão, manutenção, logística e planejamento.



Modernização ocorre em etapas

Em vez de substituir toda a estrutura existente, muitas empresas têm optado por projetos modulares, capazes de modernizar a operação de forma gradual. A estratégia reduz impactos na produção e permite que os investimentos acompanhem o ritmo de amadurecimento tecnológico de cada negócio.

Nesse cenário, sistemas de monitoramento também ganharam novas funções. Segundo Willy Gomes, gerente de projetos da Horus Distribuidora, a integração entre automação e CFTV amplia a visibilidade sobre os processos produtivos e contribui para decisões mais rápidas. “Quando a automação se integra ao CFTV, a câmera deixa de ser apenas um recurso de segurança e passa a apoiar a gestão operacional. Ela ajuda a validar processos, identificar desvios, gerar alertas e entregar informações que podem reduzir falhas e melhorar a tomada de decisão dentro da indústria”, diz.

Na avaliação do CEO da Horus Distribuidora, o avanço da Indústria 4.0 no Brasil tende a ocorrer por meio de projetos cada vez mais alinhados à realidade das operações locais. Para Cláudio França, o desafio está em equilibrar inovação, custo e aplicabilidade. “A tecnologia precisa resolver problemas concretos: reduzir parada, aumentar produtividade, melhorar qualidade, dar visibilidade ao gestor e preparar a empresa para o próximo ciclo de crescimento. Quando isso acontece, a Indústria 4.0 deixa de ser conceito e passa a ser vantagem competitiva”, conclui.


A decisão italiana no caso Carla Zambelli e os reflexos sobre a cooperação jurídica internacional

A recente decisão da Corte Suprema de Cassação da Itália de anular o pedido de extradição da ex-deputada Carla Zambelli para o Brasil reacendeu um debate fundamental sobre os limites da cooperação jurídica internacional e a necessidade de observância rigorosa das garantias processuais em processos de extradição. 

Ao divulgar os fundamentos que embasaram sua decisão, a mais alta instância do Judiciário italiano apontou a existência de elementos capazes de gerar dúvidas sobre a imparcialidade objetiva do tribunal responsável pela condenação da ex-parlamentar. O ponto central da análise dos magistrados italianos concentrou-se na participação do ministro Alexandre de Moraes em diferentes etapas do processo, circunstância que, segundo a Corte, poderia comprometer a percepção de independência e imparcialidade exigida pelos padrões internacionais de justiça. 

A extradição constitui um dos mais importantes instrumentos de cooperação entre Estados soberanos no combate à criminalidade transnacional. Contudo, sua concessão está condicionada à observância de princípios fundamentais reconhecidos universalmente, entre eles a ampla defesa, o contraditório, o devido processo legal, o julgamento justo e a imparcialidade do julgador. Quando surgem dúvidas relevantes sobre qualquer dessas garantias, os tribunais estrangeiros possuem o dever de examinar cuidadosamente o pedido formulado pelo Estado requerente. 

Sob essa perspectiva, a decisão italiana demonstra que a análise de pedidos de extradição vai muito além da simples existência de uma condenação criminal. Os magistrados avaliam se o processo respeitou os parâmetros mínimos de proteção aos direitos fundamentais do acusado e se o sistema judicial do país solicitante assegurou condições adequadas para um julgamento imparcial. 

A decisão da Corte Suprema Italiana foi assertiva ao reconhecer que os principais pilares exigidos para uma extradição estavam comprometidos. Segundo ele, a ampla defesa, o contraditório, o devido processo legal, o julgamento justo e a imparcialidade do julgador são garantias indispensáveis em qualquer processo de cooperação internacional e sua eventual fragilização pode impedir a entrega do extraditando ao país requerente. 

O caso ganha relevância ainda maior porque pode produzir reflexos em outros procedimentos de extradição atualmente em tramitação em diferentes jurisdições. Além disso, a fundamentação adotada pela Justiça italiana poderá ser observada por autoridades estrangeiras na análise de pedidos relacionados à difusão vermelha da Interpol e à localização de pessoas consideradas foragidas internacionalmente. 

Embora a decisão não represente absolvição nem revisão do mérito das condenações impostas no Brasil, ela evidencia que a confiança internacional nos sistemas de justiça depende não apenas da legitimidade das decisões judiciais, mas também da percepção de que tais decisões foram produzidas sob estrita observância das garantias processuais universalmente reconhecidas. 

Em um cenário de crescente integração entre os sistemas de persecução penal ao redor do mundo, o caso reforça a importância de que os procedimentos judiciais observem, de forma inequívoca, os princípios da imparcialidade, independência e devido processo legal. São esses elementos que sustentam a credibilidade das decisões judiciais perante a comunidade internacional e permitem que a cooperação entre os Estados ocorra com segurança jurídica e respeito aos direitos fundamentais.

 

Eduardo Maurício - advogado no Brasil, em Portugal, na Hungria e na Espanha. Doutorando em Direito – Estado de Derecho y Governanza Global (Justiça, sistema penal y criminologia), pela Universidad D Salamanca – Espanha. Mestre em direito – ciências jurídico criminais, pela Universidade de Coimbra/Portugal. Pós-graduado pela Católica – Faculdade de Direito – Escola de Lisboa em Ciências Jurídicas. Pós-graduado em Direito penal econômico europeu; em Direito das Contraordenações e; em Direito Penal e Compliance, todas pela Universidade de Coimbra/Portugal. Pós-graduado pela PUC-RS em Direito Penal e Criminologia. Pós-graduando pela EBRADI em Direito Penal e Processo Penal. Pós-graduado pela CBF (Confederação Brasileira de Futebol) Academy Brasil –em formação para intermediários de futebol. Mentor em Habeas Corpus. Presidente da Comissão Estadual de Direito Penal Internacional da Associação Brasileira de Advogados Criminalistas (Abracrim).


Brasileiros na Copa do Mundo: gravar vídeos nos EUA pode causar problemas na imigração


Especialista explica que registrar a viagem não costuma ser problema, mas alerta que a finalidade da visita pode fazer toda a diferença na análise migratória.
 

 

A Copa do Mundo já começou e milhares de brasileiros estão acompanhando o torneio presencialmente ou desembarcando nos países-sede (México, Canadá e Estados Unidos) para assistir aos jogos. 

Entre turistas, influenciadores digitais, criadores de conteúdo e youtubers, uma dúvida tem ganhado espaço nas redes sociais: gravar vídeos e produzir conteúdo durante a viagem pode gerar problemas com a imigração americana? 

Segundo o advogado licenciado nos Estados Unidos Dr. Vinícius Bicalho, professor de pós-graduação em Direito Migratório, mestre pela University of Southern California (USC), CEO da Bicalho Consultoria Legal, a resposta não é tão simples quanto muitos imaginam.

“Primeiro ponto: é preciso entender que o visto de turista não autoriza trabalho dentro dos Estados Unidos. Isso é fundamental. Não é novidade e nem mudou recentemente. Quem entra no país com visto B1 ou B2 não pode exercer atividade profissional da mesma forma que alguém que possui autorização de trabalho, visto de trabalho ou green card.”

 

Gravar a viagem não é, por si só, trabalho ilegal

De acordo com o especialista, registrar momentos da viagem, publicar fotos, fazer vídeos ou compartilhar experiências nas redes sociais normalmente não caracteriza atividade profissional proibida.

“Na maioria das situações, obviamente que não. Registrar uma experiência pessoal, tirar fotos, gravar vídeos, fazer stories e compartilhar momentos da viagem faz parte da realidade de milhões de turistas. Isso, por si só, não caracteriza trabalho ilegal.”

Para quem está viajando para acompanhar a Copa do Mundo, produzir conteúdos sobre passeios, estádios, cidades ou experiências pessoais tende a estar dentro daquilo que normalmente se espera de uma viagem de turismo.

 

Quando a situação pode mudar

O cenário se torna mais delicado quando a produção de conteúdo deixa de ser consequência da viagem e passa a ser o principal motivo do deslocamento.

“O problema aparece quando a produção de conteúdo deixa de ser consequência de uma viagem e passa a ser o motivo da viagem.”

Segundo Vinícius Bicalho, isso pode ocorrer quando o criador de conteúdo viaja para cumprir obrigações profissionais previamente assumidas.

Entre os exemplos que merecem atenção estão:

Cobertura profissional de eventos;

Cumprimento de contratos com patrocinadores;

Produção de campanhas publicitárias;

Entregas comerciais contratadas;

Atividades que dependam da presença física do profissional nos Estados Unidos.

“Imagine um criador de conteúdo que venha aos Estados Unidos para cobrir um evento, cumprir contratos com patrocinadores, produzir campanhas publicitárias, realizar entregas comerciais ou gerar receitas diretamente a partir da atividade executada no território americano. Nesse cenário, a análise muda completamente.”

 

O que a imigração americana avalia

Um dos pontos mais importantes, segundo o advogado, é que as autoridades migratórias não analisam apenas se houve remuneração.

“A imigração americana não analisa apenas se houve pagamento. Ela analisa o conjunto da situação. Qual era o objetivo da viagem? O que a pessoa veio fazer? Existiam contratos? Existiam compromissos profissionais? A atividade exigia presença física nos Estados Unidos? Tudo isso será considerado.”

Por isso, afirma o especialista, não existe uma regra automática que permita concluir que determinada atividade é sempre legal ou sempre proibida.

 

Não existe resposta pronta para todos os casos

A proximidade de grandes eventos internacionais costuma aumentar a circulação de informações simplificadas sobre regras migratórias. Para Vinícius Bicalho, esse é justamente um dos maiores riscos.

“Não existe uma regra simplista do tipo: postou um vídeo e está legal. Ou ganhou dinheiro online e está tudo liberado. Direito Migratório raramente funciona dessa forma.”

Segundo ele, a análise está relacionada principalmente à finalidade da viagem e à natureza da atividade desempenhada durante a permanência no país.

“A linha que separa turismo de trabalho não está na câmera, no celular ou no número de seguidores. Ela está na finalidade da viagem e na natureza da atividade realizada.”

 

Antes da viagem, vale buscar orientação

Casos envolvendo influenciadores digitais, criadores de conteúdo, jornalistas independentes e profissionais que trabalham com produção de mídia exigem análise individualizada para evitar interpretações equivocadas por parte das autoridades migratórias. 

“Se você está documentando uma experiência turística, o cenário é um. Se veio aos Estados Unidos para executar uma atividade profissional, ainda que digital, o cenário pode ser completamente diferente. Por isso, antes de acreditar em manchetes alarmistas ou opiniões de internet, vale a pena entender o que a lei realmente diz. Porque, em imigração, os detalhes fazem toda a diferença”, afirma Dr. Vinícius Bicalho.


Metade do ano chegou. E se o maior obstáculo para suas metas financeiras não estiver no bolso, mas na mente?

 Com a chegada do segundo semestre, especialistas observam aumento na busca por planejamento financeiro, definição de objetivos e organização pessoal; mudança de comportamento ganha espaço entre quem quer transformar intenções em resultados concretos 

 

Junho marca a virada simbólica do calendário. Para muitas pessoas, é o momento de revisar promessas feitas no início do ano, reorganizar prioridades e avaliar o que ficou pelo caminho. Entre metas profissionais, projetos pessoais, planos de compra, viagens e objetivos financeiros, cresce também a procura por estratégias que ajudem a manter o foco e a disciplina durante a segunda metade do ano.

A chegada do segundo semestre costuma provocar uma pergunta incômoda: o que aconteceu com as metas traçadas em janeiro? Entre promessas adiadas, projetos interrompidos e objetivos financeiros ainda distantes, cresce a procura por métodos de organização pessoal e planejamento capazes de transformar intenção em ação.

Para Elainne Ourives, psicanalista e especialista em reprogramação mental, o desafio nem sempre está na falta de conhecimento ou de oportunidades, mas na repetição de comportamentos que impedem as pessoas de sustentar as próprias decisões ao longo do tempo.

Segundo levantamento da consultoria McKinsey, pessoas que estabelecem metas claras e acompanham regularmente sua evolução apresentam maior capacidade de manter hábitos e concluir objetivos de longo prazo. O dado reforça a importância de transformar intenções genéricas em planos estruturados e monitoráveis.

"O segundo semestre costuma funcionar como um período de confronto entre expectativa e realidade. Muitas pessoas começam o ano cheias de planos, mas passam meses repetindo padrões mentais que sabotam suas próprias decisões. Quando chega junho, surge a sensação de que o tempo passou rápido demais. O que poucas percebem é que metas não são construídas apenas por planejamento racional. Elas também dependem da forma como a pessoa pensa, sente e age diariamente", afirma Elainne.


Revisão de metas ganha força no meio do ano

A prática de revisar metas sem culpa ou frustração tem sido recomendada por especialistas em produtividade e comportamento. Em vez de encarar o segundo semestre como uma corrida para recuperar o tempo perdido, a orientação é utilizar o período para recalibrar estratégias, redefinir prioridades e corrigir rotas.

Dados da Associação Brasileira de Planejamento Financeiro (Planejar) mostram que a organização financeira continua entre as principais preocupações dos brasileiros. Ao mesmo tempo, pesquisas sobre comportamento indicam que fatores emocionais frequentemente influenciam decisões de consumo, investimentos e construção patrimonial.

Para Elainne, muitas dificuldades financeiras estão associadas a padrões mentais repetitivos relacionados ao medo, à escassez e à insegurança.

"A pessoa faz contas, organiza planilhas e estabelece metas, mas continua alimentando pensamentos de incapacidade ou preocupação constante. Isso cria um conflito interno que dificulta a execução das próprias decisões. Muitas vezes, o problema não está na meta, mas na forma como ela se enxerga diante dela", afirma.


Sonhos precisam se transformar em projetos

A especialista destaca que o segundo semestre pode ser um momento estratégico para transformar intenções em planos concretos.

Entre as recomendações estão:

  1. Definir metas específicas e mensuráveis, com objetivos claros e indicadores que permitam acompanhar a evolução dos resultados.
  2. Estabelecer prazos realistas, compatíveis com a rotina, os recursos disponíveis e o tempo necessário para a execução de cada etapa.
  3. Acompanhar os avanços semanalmente, revisando o que foi cumprido, os desafios encontrados e os ajustes necessários ao longo do caminho.
  4. Reduzir comparações com outras pessoas, direcionando a atenção para a própria trajetória e para o progresso individual.
  5. Criar hábitos compatíveis com os resultados desejados, transformando pequenas ações diárias em comportamentos consistentes ao longo do tempo.

"Existe uma diferença enorme entre dizer que quer melhorar de vida e definir exatamente o que pretende alcançar, em qual prazo e por quais caminhos. A clareza ajuda o cérebro a identificar oportunidades e direcionar comportamentos compatíveis com o objetivo", explica.


O segundo semestre como ponto de recomeço

Na avaliação de Elainne, junho representa mais do que a metade do ano. É uma oportunidade de recomeçar sem a pressão simbólica do mês de janeiro.

"Muitas pessoas acreditam que perderam tempo ou que já não conseguem alcançar aquilo que planejaram. Mas a verdade é que seis meses ainda representam um período suficiente para promover mudanças importantes. O mais relevante não é o que aconteceu até aqui, mas a qualidade das decisões tomadas a partir de agora", conclui.

A especialista estará ao vivo durante essa semana, de 15 a 19 de junho, às 19h, em todas as suas redes sociais (instagram, youtube e tik tok), com a “SEMANA DA HERANÇA, 5 Noites para recuperar o que sempre foi seu", os encontros online irão abordar temas ligados à construção de metas, prosperidade, reprogramação mental e planejamento para o segundo semestre, a autora destaca que os participantes não irão aprender a ser ricos, mas sim lembrar que sempre foram. A proposta é discutir como crenças, comportamentos e organização pessoal podem influenciar a capacidade de transformar objetivos em resultados concretos.

A combinação entre planejamento, disciplina e revisão constante de metas tende a ser mais eficaz do que a busca por mudanças radicais. Em um período marcado por realizações pessoais e profissionais, a organização dos próximos meses pode determinar não apenas o fechamento do ano, mas também o ponto de partida para novos projetos, conquistas financeiras e objetivos de longo prazo. 

 




Elainne Ourives - Treinadora mental, psicanalista, cientista e pesquisadora nas áreas da Física Quântica, das Neurociências e da reprogramação mental; autora best-seller de 11 livros; mestra de mais de 300 mil alunos, em 50 países, sendo 130 mil deles alunos do treinamento Holo Cocriação de Objetivos, Sonhos e Metas, a mais completa metodologia de reprogramação mental, vibracional e emocional, bem como de cocriação e manifestação de sonhos do mundo; formada pelos maiores cientistas do mundo, tais como Jean Pierre Garnier Malet, Tom Campbell, Gregg Braden, Bob Proctor, Joe Dispenza, Bruce Lipton, Deepak Chopra e Tony Robbins; multiplicadora do Ativismo Quântico de Amit Goswami; certificada pelo Instituto HeartMath; única trainer de Joe Vitale no Brasil. Autora Best Seller dos livros: DNA Milionário® (2019); DNA da Cocriação® (2020); DNA Revelado das Emoções® (2021), Cocriador da Realidade (2022); Algoritmos do Universo (2022), Taqui-Hertz® (2022), O Meu Ano de Gratidão (2023), Gene da Juventude (2023), Visualização Holográfica (2023), DNA do Dinheiro (2024) e Frequência do Milagre (2025). É ainda idealizadora dos Movimentos “A Vida é Incrível” e “Eu Estou Vivo”, lançados para ajudar a libertar o potencial máximo das pessoas na realização de seus sonhos. Criadora da Técnica Hertz® - Reprogramação da Frequência Vibracional, que surgiu a partir de descobertas da física quântica e do estudo aprofundado das mais poderosas terapias energéticas e emocionais do mundo, e já foi utilizada por mais de 3 milhões de pessoas no mundo todo.
Para mais informações: Acesse elainneourives.com.br ou acompanhe pelo Instagram @elainneourivesoficial.



Fontes de pesquisa

Organização Mundial da Saúde (OMS)
https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/anxiety-disorders

Microsoft
https://www.microsoft.com/en-us/worklab/work-trend-index/2025-the-year-the-frontier-firm-is-born

Gallup
https://www.gallup.com/workplace/349484/state-of-the-global-workplace.aspx


Consertos de chuveiro elétrico crescem 55% e puxam alta no segmento elétrico

Dados revelam o efeito do inverno: serviços ligados ao aquecimento disparam enquanto ar-condicionado e ventilador de teto caem mais de 25%

 

Os dados do GetNinjas, maior plataforma de serviços da América Latina, mostram que o inverno chegou antes ao calendário dos brasileiros. Em maio de 2026, as buscas por eletricistas cresceram 14% em relação a abril, com um padrão claro: serviços ligados ao aquecimento explodiram, enquanto os de climatização desabaram.
 

O número mais expressivo é o do chuveiro elétrico. As buscas por conserto e manutenção dessa categoria saltaram 55% de um mês para o outro, responsável sozinho por quase 40% de todo o crescimento registrado dentro da subcategoria de conserto e manutenção elétrica, que avançou 24% no período.
 

O comportamento se reflete em todo o setor de forma consistente: quadro de luz cresceu 49%, disjuntor avançou 31% e fiação elétrica subiu 22%, serviços tipicamente associados à sobrecarga de instalações que passam a operar com mais intensidade no inverno. As instalações em geral cresceram 16,4%. 

Por outro lado, as buscas por ar-condicionado caíram 35% e por ventilador de teto recuaram 25% no mesmo período. A plataforma deixa de ser um termômetro de conforto térmico e passa a refletir, com precisão, o que o clima exige de cada instalação doméstica.

"O dado de maio é um dos sinais sazonais mais nítidos que observamos. Quando chuveiro sobe 55% e o ar-condicionado cai 36% no mesmo mês, não há dúvida sobre o que está acontecendo: o brasileiro está preparando a casa para o frio, e fazendo isso antes que os problemas apareçam. Para o eletricista, é a janela de maior demanda do primeiro semestre", afirma Pedro Nazareth, CEO do GetNinjas.


Influenciadores entram na mira dos EUA por monetizar conteúdo com visto de turista na Copa

 

Com o início da Copa do Mundo da Fifa, o governo dos Estados Unidos passou a reforçar o alerta a influenciadores estrangeiros que pretendem entrar no país com visto de turista e monetizar conteúdo produzido em território americano. A orientação das autoridades é de que qualquer atividade com geração de receita configura trabalho e exige o visto apropriado, ampliando a vigilância sobre uma área que mistura turismo, produção digital e publicidade. 

A posição foi formalizada em nota da Alfândega e Proteção de Fronteiras (CBP) e do Departamento de Segurança Interna, enviada ao jornal espanhol “El País”. No documento, o governo afirma que entrar no país “com o único propósito de criar conteúdo (como influenciador) e, assim, gerar renda” caracteriza atividade laboral incompatível com o visto de turismo (B-2), que é restrito a lazer, visitas familiares e tratamentos médicos. 

Na prática, a medida mira um grupo que cresceu de forma acelerada nos últimos anos: criadores de conteúdo que viajam para coberturas de eventos, ativações de marca e campanhas digitais, muitas vezes combinando turismo com monetização em plataformas sociais. O movimento ocorre em paralelo à expectativa de grande circulação internacional durante a Copa, o que tende a ampliar esse tipo de atuação no país. 

Segundo uma fonte do governo americano, a administração Trump pretende intensificar a fiscalização em aeroportos e pontos de entrada, com foco em identificar influenciadores que utilizem o visto de turista para gerar renda. O argumento oficial é de proteção ao mercado de trabalho local, em um contexto em que a economia de creators já disputa espaço com modelos tradicionais de produção de mídia e publicidade. 

Nesse cenário, especialistas apontam que a própria arquitetura do sistema de vistos já prevê alternativas para esse tipo de atividade. “O visto adequado para esse perfil é o O-1, voltado a pessoas com habilidades extraordinárias, que hoje já inclui criadores de conteúdo e influenciadores digitais. Ele permite atuação remunerada nos Estados Unidos, incluindo campanhas, parcerias com marcas e produção de conteúdo comercial, desde que comprovado reconhecimento na área”, explica Fabiano Rocha, CEO e fundador da Jumpstart. 

A distinção entre os tipos de visto se torna central porque define não apenas a entrada no país, mas o próprio modelo de atuação econômica permitido durante a estadia. O visto O-1, nesse sentido, opera como uma espécie de formalização da creator economy dentro do sistema migratório americano, enquanto o B-2 permanece restrito a atividades não remuneradas. 

O endurecimento da interpretação ocorre em um ambiente mais amplo de maior rigor migratório durante o período pré-Copa, que já tem gerado incerteza entre torcedores e profissionais estrangeiros. Mais do que uma disputa pontual sobre regras de entrada, o movimento expõe a tentativa dos EUA de enquadrar a economia de influência digital dentro de categorias legais tradicionais, criadas antes da consolidação das redes sociais como atividade econômica.

 

Jumpstart


Carteira assinada ou diária? Entenda os direitos previdenciários de domésticas e diaristas

Freepik
Advogado explica diferenças entre vínculo empregatício e trabalho autônomo, alerta para riscos de irregularidades no eSocial e orienta sobre acesso a aposentadoria e benefícios 

 

Carteira assinada ou trabalho por diária: entender a diferença entre empregada doméstica e diarista é essencial para evitar problemas trabalhistas e garantir acesso a direitos previdenciários. A frequência do serviço prestado é o principal fator que define se existe ou não vínculo empregatício, segundo o advogado previdenciarista Jefferson Maleski, do escritório Celso Cândido de Souza Advogados.

De acordo com o especialista, quando a trabalhadora atua três ou mais vezes por semana na mesma residência, a legislação considera que há vínculo formal de emprego doméstico. Nesses casos, a carteira precisa ser assinada. “Se o empregador mantém uma diarista nessa frequência sem registro, pode ser acionado na Justiça e ter que pagar todos os direitos retroativos, como férias, 13º, FGTS, horas extras e multa”, explica.

Com o registro em carteira, a empregada doméstica passa a ter praticamente os mesmos direitos de qualquer trabalhador formal. O FGTS é obrigatório e recolhido mensalmente por meio do eSocial, garantindo também acesso ao seguro-desemprego em caso de demissão sem justa causa. Além disso, a legislação prevê aviso prévio, verbas rescisórias e estabilidade para gestantes desde a confirmação da gravidez até alguns meses após o parto.

Outro ponto importante é o controle da jornada. Segundo Jefferson Maleski, o empregador deve manter algum tipo de registro de entrada e saída da funcionária, mesmo que simples. A medida ajuda a evitar disputas judiciais envolvendo horas extras ou carga horária excessiva.

Já a diarista que trabalha até duas vezes por semana na mesma residência é considerada autônoma e, portanto, não possui vínculo empregatício. Isso, porém, não significa ausência de proteção previdenciária. O advogado explica que essas profissionais podem contribuir para o INSS como contribuintes individuais ou até como MEI, dependendo da atividade exercida.

Com as contribuições em dia, a diarista passa a ter direito à aposentadoria e a benefícios como auxílio por incapacidade temporária e salário-maternidade. “Sem contribuição, não há proteção. Muita gente acredita que apenas trabalhar garante aposentadoria, mas é necessário recolher para o INSS”, alerta o especialista.

Uma das dúvidas mais comuns, segundo o advogado, envolve profissionais que passaram anos atuando como diaristas sem contribuição previdenciária. Nesses casos, o tempo de trabalho não conta automaticamente para aposentadoria. Porém, se ficar comprovado que existia vínculo de emprego na prática, a trabalhadora pode buscar o reconhecimento judicial desse período.

O especialista também chama atenção para a fiscalização do eSocial, que se tornou mais rigorosa em 2026. “Hoje o governo cruza dados com muito mais facilidade, então ficou mais difícil manter irregularidades por muito tempo. Quem não regulariza corre mais risco de ser cobrado depois”, afirma.

Além das questões trabalhistas, Jefferson Maleski destaca que aposentados e pensionistas precisam acompanhar possíveis descontos indevidos de imposto de renda nos benefícios do INSS. Segundo ele, pessoas com doenças graves previstas em lei podem ter direito à isenção, inclusive com possibilidade de recuperar valores pagos indevidamente nos últimos cinco anos por meio da Justiça.


Conteúdo assumiu papel central na estratégia de expansão das empresas

O crescimento digital deixou de ser apenas uma função de mídia paga, tráfego e campanhas pontuais. Uma transformação silenciosa vem redesenhando a lógica do marketing moderno: o conteúdo deixou de ser suporte e passou a assumir o papel central na estratégia de expansão das empresas. Esse movimento ganhou nome no mercado internacional: Content-led Growth, ou crescimento liderado por conteúdo. 

Embora o conceito seja relativamente recente, sua essência não é exatamente nova. O marketing de conteúdo já vinha sendo utilizado há anos como ferramenta de atração, relacionamento e autoridade. O que mudou foi a hierarquia estratégica. Antes, o conteúdo orbitava as ações de crescimento; agora, o crescimento passa a orbitar o conteúdo. 

A diferença parece sutil, mas muda completamente a forma como empresas estruturam aquisição de clientes, posicionamento de marca e geração de receita. Em vez de campanhas isoladas, anúncios desconectados ou funis tradicionais de venda, o conteúdo passa a atuar como motor principal da jornada do consumidor. 

Os números ajudam a explicar por que tantas empresas passaram a olhar para esse modelo com atenção. Dados amplamente utilizados pelo mercado e compilados pela Demand Metric mostram que estratégias de marketing de conteúdo geram mais de três vezes mais leads em comparação às estratégias tradicionais de marketing, além de custarem aproximadamente 62% menos por aquisição.

Mais do que volume, porém, o principal benefício está na qualidade. 

Muitas empresas enfrentam uma reclamação recorrente das áreas comerciais: os leads chegam em quantidade, mas chegam desqualificados. Existe uma tendência natural de culpar ferramentas, mídia ou equipes de vendas. Entretanto, em muitos casos, a raiz do problema está antes, na construção da jornada do cliente. 

Um conteúdo bem estruturado educa o mercado antes mesmo do contato comercial acontecer. Ele informa, esclarece dúvidas, elimina objeções, apresenta cenários, gera identificação e cria consciência sobre problemas que muitas vezes o cliente ainda nem percebeu claramente. 

Na prática, o conteúdo funciona como um filtro inteligente. Quem chega até a empresa já percorreu parte do caminho. 

Se globalmente esse modelo avança, no Brasil as oportunidades podem ser ainda maiores. O país reúne características particularmente favoráveis para uma estratégia baseada em conteúdo. O brasileiro está entre os consumidores digitais mais ativos do mundo, possui elevada presença em redes sociais, forte consumo de vídeo e uma relação intensa com comunidades digitais. 

Esse cenário cria vantagens importantes para empresas que desejam construir crescimento sustentável. Diferentemente de mercados mais maduros, onde a competição por atenção já atingiu níveis extremos, muitas empresas brasileiras ainda operam com modelos concentrados em mídia paga, prospecção tradicional e campanhas de curto prazo. Isso abre espaço para diferenciação. 

Há também fatores econômicos relevantes. O Brasil possui um ecossistema criativo robusto, custos competitivos de produção e uma economia digital em expansão acelerada. A própria Creator Economy ajuda a explicar esse movimento. 

Levantamento da Fundação Getulio Vargas, realizado em parceria com a Hotmart, apontou crescimento de 30% na geração de empregos diretos e indiretos ligados à economia dos criadores de conteúdo nos últimos 12 meses, ultrapassando a marca de 389 mil ocupações no país. 

Mais do que um dado de mercado, o número revela uma mudança estrutural. Conteúdo deixou de ser apenas uma ferramenta de comunicação para se tornar atividade econômica relevante. 

As oportunidades são particularmente expressivas para empresas B2B. Historicamente, muitas organizações brasileiras construíram seus processos comerciais sobre prospecção direta, relacionamento pessoal e equipes de vendas robustas. Esse modelo continua importante, mas o comportamento do comprador mudou. 

O cliente atual pesquisa, compara, assiste vídeos, lê artigos, consulta especialistas e forma opinião antes mesmo do primeiro contato comercial. A venda, portanto, começa muito antes da reunião. 

Nesse contexto, ações que antes eram vistas como complementares passam a assumir papel estratégico. Assessoria de imprensa, artigos de opinião, participação em eventos, estudos proprietários, entrevistas, vídeos educativos, podcasts e conteúdos especializados deixam de servir apenas à reputação institucional e passam a gerar crescimento efetivo. 

A própria estrutura dos funis de venda também começa a mudar. Em vez de direcionar consumidores imediatamente para páginas comerciais, empresas passam a criar etapas intermediárias de valor, utilizando vídeos explicativos, materiais educativos, análises de mercado e conteúdos que ajudam o cliente a compreender melhor seus desafios. 

A questão não é produzir mais conteúdo. O mercado já vive excesso de informação. 

O diferencial passa a ser produzir conteúdo com profundidade, estratégia e propósito. 

A era em que empresas competiam apenas por orçamento publicitário parece estar cedendo espaço para uma disputa mais complexa: a disputa pela atenção qualificada. 

No Brasil, essa mudança representa uma oportunidade rara. Enquanto muitas empresas continuam disputando cliques, outras começam a disputar algo mais valioso: confiança. 

No fim, talvez a principal contribuição do Content-led Growth seja justamente essa. O conteúdo deixa de ser uma peça do marketing e passa a ser tratado como ativo central do negócio. Porque crescer deixou de significar apenas vender mais. Crescer passou a significar ser encontrado, ser relevante e, sobretudo, ser lembrado.

 

Gustavo Alonge Furtado - especialista em Marketing Digital e diretor da Engajatech


APRE Florestas lança Campanha de Prevenção e Combate a Incêndios Florestais no dia 17 de junho

Campanha alerta para riscos dos
 incêndios para a sociedade
Divulgação

Objetivo é mobilizar a população para reduzir os riscos de incêndios no estado, já que cerca de 90% das ocorrências têm origem em ações humanas 

 

A Associação Paranaense de Empresas de Base Florestal (APRE Florestas) e outras 16 entidades públicas e privadas lançam a 6a edição da Campanha de Prevenção e Combate a Incêndios Florestais. O evento de lançamento acontece no dia 17 de junho, às 9h, na sede do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná). 

Com ajuda de instituições públicas, setor produtivo e entidades ambientais, o objetivo é mobilizar a população para reduzir os riscos de incêndios no estado, já que cerca de 90% das ocorrências têm origem em ações humanas. A campanha ocorre no período de maior incidência de estiagem, entre os meses de maio e outubro, quando as condições climáticas favorecem a propagação das chamas. Em 2025, os incêndios somaram 17.121 casos, sendo que mais da metade (9.156 casos) envolveu queimada de vegetação.  

Além da divulgação de materiais educativos, a ação prevê mobilização em comunidades rurais, escolas e empresas parceiras. “Realizamos essa campanha anualmente mobilizando entidades que nos ajudam a levar a conscientização a todos os municípios paranaenses. Um incêndio deflagrado traz prejuízos a pessoas, animais e à economia do estado. Por isso, a população precisa conhecer os riscos e como evitá-los”, afirma o presidente da Associação Paranaense de Empresas de Base Florestal (APRE Florestas), Fabio Brun 

O trabalho de monitoramento climático e identificação de focos de calor também integra a estratégia da campanha. Para isso, o Simepar realiza monitoramento permanente por meio da plataforma VFogo, sistema que utiliza imagens de satélite, processamento de dados geoespaciais e inteligência artificial para identificar focos de calor em diferentes regiões do estado. Em situações de risco, os alertas são encaminhados à Defesa Civil do Paraná.

 

Educação ambiental mobiliza agricultores e comunidades 

O Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná) também participa da mobilização estadual, levando orientações aos produtores rurais e às comunidades. Entre as ações estão palestras, workshops, distribuição de cartilhas e atividades educativas voltadas à prevenção. “Os incêndios florestais provocam impactos severos, incluindo a destruição da fauna e da flora, a degradação do solo e prejuízos à qualidade do ar, afetando diretamente a saúde pública, renda e sustentabilidade da produção rural”, assinala o chefe do departamento de sustentabilidade do IDR-Paraná, Amauri Ferreira Pinto. 

A campanha de Prevenção e Combate a Incêndios Florestais é idealizada pela APRE Florestas e realizada com o apoio da Associação Brasileira da Indústria de Madeira Processada Mecanicamente (ABIMCI), Associação Paranaense de Engenheiros Florestais (APEF), Associação Paranaense de Medicina de Animais Selvagens, Corpo de Bombeiros, Defesa Civil, Embrapa Florestas, Federação da Agricultura do Estado do Paraná (FAEP), Fundação de Pesquisas Florestais do Paraná (FUPEF), Governo do Paraná, Ibama/Prevfogo, Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), Instituto Água e Terra (IAT), Rede Nacional de Brigadas Voluntárias, Secretaria do Desenvolvimento Sustentável e do Turismo do Paraná, Universidade Federal do Paraná (UFPR) e Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar). 



Associação Paranaense de Empresas de Base Florestal (APRE Florestas)
https://apreflorestas.com.br/


Custo Invisível da IA: Por que a falta de métricas está criando a próxima bolha corporativa

A corrida pela adoção de inteligência artificial esconde um problema estrutural silencioso: iniciativas sem governança, métricas e clareza de valor estão criando um passivo que o mercado ainda não sabe calcular


A corrida desenfreada pela adoção de Inteligência Artificial (IA) esconde um problema estrutural silencioso: iniciativas sem governança, métricas ou clareza de valor estão gerando um passivo que o mercado ainda não sabe calcular. No mundo dos negócios, o axioma de W. Edwards Deming nunca foi tão urgente: não se gerencia o que não se mede.

Hoje, organizações de todos os portes correm para implementar IA sem saber exatamente para onde estão indo. O risco? O custo dessa desorientação pode ser mais alto do que qualquer fatura de processamento de dados.


O Ciclo da Imprudência

A narrativa de que "quem não adota IA fica para trás" criou uma pressão sem precedentes sobre C-levels e acionistas. O resultado é um padrão perigoso que já vimos antes nas bolhas ponto.com e imobiliária: aceleração sem fundamento.

Entre 2022 e 2024, vivemos a "bolha dos layoffs" após o boom de contratações na pandemia, motivado pela urgência em acelerar os projetos digitais. Nesse processo, as empresas perderam o controle das métricas de valor e, ao perceberem que os projetos não converteriam em resultado, optaram pela minimização de danos. Com a IA, o padrão se repete; apenas o ativo mudou.


O Diagnóstico: A Solução Antes do Problema

O problema central não é a tecnologia, mas a ansiedade estratégica. Muitas vezes, a IA é escolhida antes mesmo de se compreender qual dor ela deve aliviar. Ao pular etapas vitais como a definição de casos de uso e o estabelecimento de OKRs, as empresas não estão sendo ágeis — estão sendo imprudentes.

Além disso, há uma confusão semântica: muito do que é vendido como IA hoje é apenas Ciência de Dados com nova roupagem de marketing. Quando a etiqueta infla a expectativa e o resultado decepciona, a credibilidade da área de inovação é quem paga a conta.


A Dívida Cognitiva e Financeira

Um conceito crucial emerge deste cenário: a Dívida Cognitiva. Em projetos desenvolvidos com auxílio intensivo de IA generativa, a complexidade cresce a um ponto em que os próprios desenvolvedores perdem o domínio sobre a arquitetura, já que a lógica nasceu da máquina, não do humano. Sem entendimento profundo, a evolução trava.

Soma-se a isso a ausência de práticas de FinOps e observabilidade. Sem monitorar o que está sendo gasto e o que está falhando silenciosamente, qualquer análise de ROI (Retorno sobre Investimento) torna-se ficção. É essa ficção que sustenta muitas iniciativas até que o orçamento — ou a paciência dos acionistas — se esgote.


O Caminho: Letramento e Governança

O cenário não autoriza o ceticismo, mas exige maturidade. A IA é uma realidade operacional, mas o mercado ainda carece de letramento: a capacidade de identificar problemas reais, medir impactos e governar o uso com responsabilidade (custo, acesso e explicabilidade).

A diferença entre o sucesso e o fracasso raramente reside na sofisticação do modelo de IA, mas na qualidade das perguntas feitas antes da primeira linha de código. O conceito de fail fast (errar rápido) só tem valor dentro de um processo estruturado; fora dele, é apenas uma justificativa para a falta de planejamento.


O Futuro é "Human in the Loop"

Os próximos anos valorizarão a automação de tarefas repetitivas, mas, paradoxalmente, elevarão o valor das interações genuinamente humanas. O modelo human in the loop — onde a inteligência humana valida e direciona a máquina — não é uma limitação, é o desenho mais sustentável de colaboração.

As empresas que sairão à frente não serão as que implementaram IA primeiro, mas as que o fizeram com mais clareza. Inovar é resolver problemas reais com resultados mensuráveis. Tudo o que foge disso é um experimento caro.

A pergunta que fica para o alto escalão não é se a empresa usa IA, mas se ela sabe por que usa e o que, de fato, está colhendo com isso.

 

 Tomaz Lago

 

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