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segunda-feira, 15 de setembro de 2025

STF e a chance de corrigir o injusto cálculo da aposentadoria por invalidez

No próximo dia 19 de setembro, o Supremo Tribunal Federal iniciará, no plenário virtual, o julgamento do Tema 1.300, que discute a forma de cálculo da aposentadoria por incapacidade permanente concedida após a Reforma da Previdência de 2019. O desfecho terá impacto direto na vida de milhares de brasileiros que, em razão de doença ou acidente, jamais poderão voltar ao mercado de trabalho. Mais do que uma controvérsia técnica, trata-se de uma questão de justiça social e humanidade: a legislação atual cria um contrassenso, punindo justamente aqueles que mais necessitam da proteção previdenciária. 

A Emenda Constitucional nº 103/2019 fixou que a aposentadoria por incapacidade permanente seja calculada em 60% da média de todos os salários de contribuição, acrescidos de 2% por ano de contribuição que ultrapassar 20 anos (para homens) e 15 anos (para mulheres). 

Na prática, isso significa que o trabalhador que ficou inválido pode receber pouco mais da metade do que ganhava em atividade, mesmo sabendo que dependerá do benefício até o fim da vida. 

Enquanto isso, o auxílio por incapacidade temporária (antigo auxílio-doença), pago ao trabalhador que ainda pode se recuperar e voltar ao mercado, é calculado em 91% da média dos salários. 

O resultado é uma distorção evidente: o benefício definitivo, concedido a quem jamais voltará a trabalhar, é menor do que o benefício transitório. Uma inversão ilógica, que fragiliza a própria razão de ser da Previdência. 

Os aposentados por incapacidade permanente não são números frios em planilhas atuariais. São pessoas que perderam totalmente a capacidade laboral. Muitos enfrentam doenças degenerativas, sequelas de acidentes graves ou condições que exigem tratamentos contínuos e cuidados permanentes. 

Além de não poderem mais exercer qualquer atividade, muitos sequer conseguem realizar tarefas básicas do cotidiano sem auxílio. Precisam de medicamentos, consultas, fisioterapia, cuidadores. E, no entanto, veem-se obrigados a sobreviver com 60% da média salarial, um valor incapaz de assegurar a subsistência mínima. 

Esse é o drama que se repete: escolher entre comprar remédios ou pagar o aluguel, entre fazer um tratamento essencial ou colocar comida na mesa. O benefício que deveria proteger se transforma em uma aposentadoria de miséria. 

Manter esse modelo afronta pilares fundamentais da Constituição Federal: Dignidade da pessoa humana: o Estado não pode condenar à pobreza quem já perdeu a capacidade de sustento. Razoabilidade: é ilógico que um benefício provisório seja mais vantajoso que o definitivo. Vedação ao retrocesso social: não se admite reduzir conquistas históricas de forma arbitrária. Isonomia: situações análogas exigem tratamento equilibrado, o que claramente não ocorre.

Ao reduzir a aposentadoria por invalidez, a Reforma de 2019 não apenas alterou cálculos — impôs um retrocesso civilizatório, enfraquecendo a proteção de quem mais precisa. 

Agora, o Supremo tem a chance de corrigir essa anomalia. Não é a primeira vez que a Corte é chamada a proteger os mais vulneráveis no campo previdenciário. Em julgamentos anteriores, já reconheceu que a Previdência deve ser um instrumento de amparo e dignidade, e não de exclusão social. 

No Tema 1.300, caberá aos ministros decidir se a aposentadoria por invalidez continuará a ser tratada como um benefício de segunda categoria ou se será restituída à sua função constitucional: assegurar uma vida minimamente digna a quem não pode mais trabalhar. 

Não se trata apenas de fórmulas matemáticas ou de impacto fiscal. O que está em jogo é a vida concreta de cidadãos que dependem integralmente do benefício previdenciário para sobreviver. 

A decisão do STF pode representar a diferença entre viver com dignidade ou ser empurrado para a pobreza extrema. É também a oportunidade de reafirmar que o Estado brasileiro não abandona aqueles que mais precisam de proteção. Mais do que um julgamento jurídico, este é um teste de compromisso com a justiça social. Afinal, como aceitar que a incapacidade mais grave resulte em benefício 31% menor do que a incapacidade temporária? 

O Supremo tem diante de si a chance de restaurar a lógica, a razoabilidade e a humanidade do sistema previdenciário. Espera-se que a Corte não hesite em corrigir esse erro e reafirmar que a proteção social é um pilar inegociável da Constituição de 1988.

 


João Badari - advogado especialista em Direito Previdenciário e sócio do escritório Aith, Badari e Luchin Advogados

 

Brasil depende da água e da comida produzida no Cerrado, alerta cientista

Durante o 11° Encontro dos Povos do Cerrado, diretora de Ciência do IPAM defendeu o papel estratégico do bioma para a distribuição hídrica e sua inserção em debates da COP 30. 

 

A preservação do Cerrado vai além do controle das emissões de gases de efeito estufa causadas pelo desmatamento e exige atenção para o papel do bioma na produção de água, alimentos e outros serviços ecossistêmicos, alerta Ane Alencar, diretora de Ciência do IPAM (Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia). A cientista participou neste sábado, 13, da apresentação “Sem Cerrado, não há clima: o que levamos à COP 30”, realizada durante o 11° Encontro dos Povos do Cerrado, em Brasília. 

“O desmatamento do Cerrado vai além do carbono. Precisamos situar o bioma no contexto nacional e compreender que a população brasileira depende da água e da comida que são produzidas nele. Por isso, é fundamental discutir o Cerrado como uma entidade ecossistêmica cuja preservação tem valor imenso para o Brasil, mesmo que as emissões da Amazônia sejam maiores”, destacou Ane. 

A menos de três meses da COP 30, que promete trazer Belém e Amazônia para o centro do debate climático mundial, o Cerrado ainda sofre com o avanço do desmatamento. Apesar de sua relevância para o Brasil e para a biodiversidade global, o bioma permanece sub-representado nas políticas nacionais e na agenda climática internacional. 

“Espero que a gente consiga mostrar na COP que a sociedade quer algo diferente. Acho que essa é a mensagem mais poderosa de Belém. Temos que nos preparar como pessoas do Cerrado, como pessoas da savana, para que isso aconteça. Precisamos trabalhar bem a mensagem de que o bioma é fundamental para o Brasil”, completou Alencar. 

Desde 1985, segundo dados da Rede MapBiomas, da qual o IPAM faz parte, o Cerrado perdeu 40 milhões de hectares de vegetação nativa, tornando-se um dos principais vetores das emissões brasileiras de gases de efeito estufa. As áreas rurais privadas concentraram 72% de todo o desmatamento do bioma no período, que já acumula mais de 14 milhões de hectares de pastagens degradadas, um indicativo do uso pouco eficiente da terra. 

No mesmo período, quase metade do bioma foi queimado ao menos uma vez, superando a marca de 89 milhões de hectares atingidos pelo fogo. Apenas em 2024, mais de 9,7 milhões de hectares foram queimados, uma área superior à do Estado de Santa Catarina. Já em 2025, mesmo no início do período mais intenso de incêndios, o fogo já havia alcançado 1,2 milhão de hectares. Os dados do MapBiomas também indicam que o uso recorrente do fogo é responsável por 58% da área queimada em propriedades privadas.
 

Povos e comunidades 

Outro ponto de atenção para a COP, alertaram os participantes da mesa, é garantir que os povos e comunidades sejam ouvidos e incluídos nas tomadas de decisão que afetam diretamente seus territórios. Para Samuel Caetano, coordenador técnico do Centro de Agricultura Alternativa do Norte de Minas e integrante da Rede Cerrados, o respeito aos direitos das comunidades é o primeiro passo para qualquer decisão ambiental. 

“Como promover a mitigação e a adaptação climática sem demarcar territórios? Como falar de justiça climática sem falar de justiça territorial? O que precisamos levar desta COP, e que pode ser o nosso grande legado, é a conexão dos povos da savana. Esse será o nosso saldo positivo. Precisamos estar unidos para não sermos abandonados nas mesas de discussão”, destacou. 

Com a aceleração do desmatamento no Cerrado, territórios indígenas e quilombolas têm sido cada vez mais afetados pela grilagem e pela invasão de terras, além de conflitos relacionados ao acesso à água e ao garimpo. Em 2024, áreas protegidas do bioma perderam 26,97 mil hectares de vegetação nativa devido ao desmatamento, segundo dados do Relatório Anual do Desmatamento.


Lucas Guaraldo


IA: e agora, para onde vamos?

Se antes existiam dúvidas, hoje podemos afirmar que a IA é uma realidade. Em um mundo cada vez mais pautado pela competitividade, eficiência e agilidade, esse recurso se tornou um aliado essencial nas operações. Não à toa, segundo a pesquisa "The State of AI in Early 2024" da McKinsey, a adoção global desta tecnologia saltou de 55% para 72% em apenas um ano. Diante de tamanha ascensão, chegou a hora de perguntar: o que podemos esperar do futuro?

À medida que a transformação digital avança, novas tendências surgem e contribuem com o movimento de digitalização. No campo da Inteligência Artificial, essa ferramenta tem sido um importante recurso para auxiliar nos processos de automação, escalabilidade e melhoria contínua.

Como exemplo prático do momento atual, a própria SAP, multinacional alemã, vem investindo cada vez mais na unificação desta tecnologia. O objetivo é apoiar a gestão de dados e aplicações para impulsionar decisões mais inteligentes e acelerar o crescimento dos negócios. Com base na última edição do SAP NOW Brasil, listo as principais tendências de mercado apresentadas no evento:

#1 Business AI: a IA estará, cada vez mais, embutida nos processos. Nos ERPs e aplicativos da SAP, a Joule, copilot de Inteligência Artificial da multinacional, será uma camada padrão nas soluções. Além disso, a empresa anunciou a expansão dos Joule Agents, que automatizarão fluxos de trabalho de ponta a ponta.

#2 Migração para o cloud: o futuro está nas nuvens. À medida que as organizações são impactadas pela transformação digital, modernizar as operações não é mais uma opção, é uma necessidade. As ofertas RISE e GROW with SAP se destacam como recursos importantes para apoiar as empresas durante essa jornada.

#3 Clean Core: customizar os softwares sem a devida orientação pode trazer prejuízos para os negócios. Por isso, o Clean Core vem ganhando força como uma metodologia que visa eliminar personalizações excessivas e proporcionar mais velocidade nas atualizações.

#4 Conformidade regulatória e fiscal: essa é uma tendência em alta, especialmente com a proximidade da Reforma Tributária. Deixar os sistemas prontos é uma excelente maneira de atravessar o período de transição. Nesse sentido, a combinação entre IA e automação é uma ferramenta eficaz para apoiar as organizações.

#5 Gestão de dados: mais do que extrair, é preciso saber analisar. Diariamente, milhares de dados são gerados, e o grande desafio é utilizá-los de forma estratégica. Neste contexto, o SAP Business Data Cloud (BDC) unifica as informações de sistemas SAP e de terceiros, fornecendo uma visão integrada e confiável.

As tendências apresentadas têm em comum o fato de focarem em automação e valor.

Hoje, as empresas dedicam 80% do esforço em integrações e apenas 20% em geração de valor. A melhor forma de reverter esse cenário é com a migração para arquiteturas padronizadas.

Temos notado um movimento crescente de empresas que migram para o ambiente cloud para ganhar escalabilidade, promover atualizações contínuas e, sobretudo, impulsionar processos com o uso de agentes rápidos de IA, transformando ciclos de atividades como atendimento, finanças, compras, supply chain e gestão fiscal.

Orquestrar essa jornada rumo à inovação e à transformação não é simples, pois se trata de mudanças que impactam, diretamente, a cultura organizacional. Por isso, ter o apoio de uma consultoria especializada que entende a necessidade da companhia é uma excelente estratégia. O time de especialistas analisa as demandas, identifica a melhor ferramenta, orienta o usuário sobre os próximos passos e desenvolve um projeto que gera valor.

Atualmente, a competitividade é o sinônimo do mercado. Sendo assim, aqueles que já começaram a estruturar seus dados e a deixar seus núcleos limpos estão usufruindo dos ganhos da automação e explorando opções com a nuvem e a IA.

A transformação digital deixou de ser uma tendência para se tornar um imperativo competitivo. A questão não é mais quando começar?', mas sim 'o que estamos esperando?'. Porque quem ainda está planejando o futuro, já está atrasado — ele já está em execução.

 


Roberto Matias - CEO da delaware Brasil.


delaware
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Sete níveis da mentalidade de valor podem destravar PMEs em fase de estagnação

Metodologia do Tittanium Club, criado por Fernanda Tochetto, é resposta ao cenário em que 73% das pequenas e médias empresas brasileiras não crescem, segundo dados da FGV 

 

O primeiro trimestre de 2024 revelou um alerta para os pequenos e médios negócios no Brasil, 73% das empresas do segmento não conseguiram expandir seu faturamento, de acordo com o levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV). “O desafio vai além da conjuntura. O maior erro do empresário é normalizar a estagnação. Negócios não crescem apenas com esforço ou visibilidade digital. É preciso clareza, autoridade e método para gerar faturamento de forma sustentável”, aponta a psicóloga e empresária Fernanda Tochetto, fundadora do Tittanium Club.

O descompasso entre presença digital e geração de receita reforça esse diagnóstico. Um levantamento da FGV envolvendo mais de 4 mil negócios digitais mostra que apenas 12% dos empreendedores brasileiros convertem visibilidade em faturamento. Já o estudo de 2024 da Edelman Trust Barometer indica que 68% dos brasileiros confiam mais em líderes com reputação consolidada do que em empresas.

Para enfrentar esse cenário, Tochetto desenvolveu o Método Tittanium, aplicado em mentorias e encontros do clube empresarial que já impactou milhares de profissionais. Organizado em sete pilares, chamados de Níveis da Mentalidade de Valor, a proposta é conectar saúde emocional, posicionamento, vendas e networking. “O empresário que entende o próprio perfil, organiza a rotina e cria um ecossistema de apoio consegue destravar resultados em menos tempo. A decisão de crescer precisa ser acompanhada de ação e disciplina”, explica.


Gestão e RH

A pesquisa de 2024 da Global Talent Trends reforça a importância de competências comportamentais: 89% dos líderes de RH consideram habilidades como empatia, adaptabilidade e comunicação tão relevantes quanto a técnica. “Isso mostra que o desenvolvimento da mentalidade é cada vez mais determinante. A autoridade não é sobre seguidores nos canais digitais, é sobre entregar valor real e ser reconhecido como referência onde importa”, completa Tochetto.


Os sete níveis da mentalidade de valor, segundo Fernanda Tochetto

  1. Saúde emocional, espiritual e física – sem cuidar da mente, do corpo e do espírito, nenhum negócio se sustenta. Crie rotinas de autocuidado, sono adequado e clareza mental.
  2. Família, valores e sustentação emocional – defina o que é inegociável e alinhe metas pessoais e profissionais.
  3. Construção de autoridade – estude continuamente, gere resultados e comunique com clareza.
  4. Acesso e ambiência – esteja em ambientes estratégicos e conecte-se a redes que impulsionem seu crescimento.
  5. Venda de valor – negocie com estrutura, clareza e propósito, oferecendo soluções reais.
  6. Ecossistema – desenvolva parcerias e modelos de recorrência que sustentem o negócio.
  7. Liberdade e lealdade – alcance autonomia para escolher como e com quem trabalhar, mantendo fidelidade à sua visão. 



Fernanda Tochetto - psicóloga, empresária e autora best-seller, com mais de 24 anos de experiência em educação empresarial. Criadora do termo mentalidade de valor, dedica-se a transformar resultados por meio de estratégias que englobam autoridade, vendas e desenvolvimento de ecossistemas empresariais. Fundadora do Tittanium Club, movimento de educação empresarial que utiliza metodologia exclusiva para promover o crescimento pessoal e profissional, e cofundadora da Mentoring League Society (MLS), a maior liga de mentores do Brasil. Atua como mentora de empresários, profissionais da saúde e outros mentores que buscam estruturar negócios escaláveis.
Para mais informações, visite o site oficial ou o Instagram.


Duas estações da CPTM terão ação em referência ao ‘Setembro Amarelo’ a partir desta segunda-feira (15)

divulgação

Campanha incentiva o cuidado com a saúde e a valorização da vida
 


Nesta semana, as estações Jardim Helena-Vila Mara, Guarulhos-Cecap da CPTM recebem ação em referência ao Setembro Amarelo. Alunos da Proz Educação vão realizar aferição de pressão arterial, cálculo de IMC e conscientizar os passageiros sobre a importância da valorização da vida.

A programação começa na segunda-feira (15/09), na estação Jardim Helena-Vila Mara, das 19h às 22h, e na quarta-feira (17/09), das 9h às 12h, 13h às 16 e 19h às 22h.

Já na quinta-feira (18/09), a estação Guarulhos-Cecap contará com atendimento das 9h às 12h e 13h às 16h.


Ações de Cidadania

Todas as iniciativas são realizadas com o apoio da CPTM, que abre espaços em suas estações para a realização de atividades ligadas à promoção do bem-estar de seus passageiros.



Dia do Cliente: 34,4 milhões de brasileiros tem perfil ‘caçadores de desconto’, revela estudo da Serasa Experian

• Datatech aponta que 1 em cada 5 consumidores adota estratégias criativas para pagar menos, sem abrir mão de qualidade;

• Mulheres lideram esse perfil, representando 55,2%;

• Canal digital é o grande aliado: 78,2% dos caçadores de desconto também são parte do grupo de compradores online.

 

No Brasil, onde o salário do trabalhador brasileiro não chega até o final do mês, economizar não é só uma necessidade, mas uma habilidade estratégica. Um levantamento inédito da Serasa Experian, primeira e maior datatech do país, em comemoração ao Dia do Cliente (15/09), revela que 20% dos consumidores - mais de 34,4 milhões de pessoas - podem ser classificados como “caçadores de descontos”: um perfil que combina atenção, criatividade e uso de ferramentas digitais para fazer o dinheiro render mais.

 

Segundo a análise gerada pela solução de inteligência de dados Insights Hub, o comportamento desses consumidores, que se enquadram neste perfil de consumidores, vai além da simples busca por preços menores. Ele envolve pesquisa, troca de informações em grupos online, uso de cupons e comparação entre marcas, especialmente em datas promocionais.

 

Dentre os brasileiros que buscam descontos no momento da compra, 78,2% também correspondem ao perfil de compradores online, reforçando que o digital é o principal ambiente de consumo desse público e onde a busca por oportunidades de economia se torna ainda mais intensa. Segundo a análise, o grupo de caçadores de descontos é majoritariamente composto por mulheres (55,2%), com forte representatividade de consumidores entre 34 e 48 anos (47,3%) – sendo os idosos com mais de 65 anos os que menos se adequam ao perfil, com 5,3%. Confira abaixo um gráfico que mapeia a faixa etária desse conjunto: 


Classe C se destaca neste perfil 

A pesquisa mostra que metade dos “caçadores de descontos” pertence à classe C, com renda de até R$ 4 mil mensais. Ainda assim, o perfil se distribui entre diferentes faixas de renda: 18% têm renda entre R$ 4 mil e R$ 8 mil. A maioria (73,6%) possui limite de até R$ 1 mil para compras — reforçando a mentalidade de economia e planejamento.

 



O estudo foi realizado por meio da solução de inteligência de dados Insights Hub, que analisa perfis de consumo a partir de diferentes recortes, como gênero, faixa etária, classe social e capacidade de pagamento.

 

Experian
experianplc.com


Negligência na amarração de cargas aumenta riscos nas estradas brasileiras, afirma especialista

Falta de capacitação de motoristas, cultura do improviso, ausência de inspeções e descaso das transportadoras são fatores que agravam o problema 

 

 

A negligência em relação à amarração de cargas no transporte rodoviário brasileiro tem sido um fator de risco permanente para a segurança nas estradas brasileiras, afirma Fernando Fuertes, Engenheiro e Desenvolvedor de Novos Negócios da Acro Cabos, empresa especializada em equipamentos para elevação, amarração e movimentação de cargas. Uma série de fatores tem contribuído para isso, como a falta de capacitação de motoristas, ausência de programas de inspeções periódicas de materiais e a cultura do improviso. 

“O cenário no país é muito preocupante, porque são poucas as transportadoras que dão a devida atenção a esse aspecto do transporte de cargas”, explica Fuertes. “É visível que falta desde conhecimento técnico até uma gestão mínima dos equipamentos de amarração e fixação, que muitas vezes estão completamente fora das normas de segurança. Isso inclui uso inadequado, desgaste excessivo e até remendos improvisados.” 

Segundo dados da Polícia Rodoviária Federal, em 2024 foram registrados 73.156 acidentes em rodovias federais, resultando em 6.160 mortes. Veículos de carga estiveram envolvidos em 25,3% desses casos, mas concentraram 46,8% dos óbitos. Embora não existam estudos locais sobre o quanto a amarração de carga contribui para esses números, o site da Comissão Europeia, em suas políticas de segurança rodoviária, estima que cerca de 25% dos acidentes com caminhões são causados pelo mau acondicionamento do volume transportado.

 

Transferência de responsabilidade


Fuertes afirma que em seus mais de 17 anos como especialista em amarração e elevação de cargas tem testemunhado todo tipo de erro no modo como cargas são acomodadas e fixadas para o transporte. Ele explica que há uma transferência de responsabilidade para o condutor que, após o carregamento no embarcador, se torna o único responsável pela amarração da carga. “Muitos desses profissionais não receberam a capacitação técnica adequada para aplicar princípios como distribuição de peso, inspeção dos equipamentos, planejamento e avaliação dos pontos de ancoragem na carroceria e programação de reaperto do tensionamento ao longo do trajeto”, exemplifica.

 

A cultura do improviso é um fator adicional, relata o engenheiro. Isso vai desde a utilização de equipamentos inadequados, fora do padrão, subdimensionados ou com avançados sinais de desgastes. “Não é incomum vermos cintas rompidas reparadas com um nó, algo que, basicamente, reduz em mais de 50% sua capacidade de carga. Também é frequente cintas remendadas com costuras, um tipo de reparo que fere a norma e aumenta o risco de rompimento”, ilustra Fuertes, e revela: “Já fizemos inspeções nas quais das 40 cintas de amarração que compunham o conjunto de um caminhão, 38 deveriam estar condenadas”.

 

O problema da normalização do desvio


Na visão do engenheiro, a alta rotatividade de motoristas nas transportadoras é um dos fatores que contribui para que não existam programas de treinamento. Há também um desconhecimento sobre o grau de risco que isso pode representar, reforçado pelo que a ciência do comportamento de segurança chama de normalização do desvio.

 

Este é um tema muito estudado na aviação, que é quando uma decisão é tomada fora do procedimento e nada de grave acontece. Isso gera uma percepção errônea de que aquilo é seguro, fazendo com que o comportamento se repita, normalizando o desvio operacional.

 

Seguradoras e embarcadores já enxergam os riscos


Fuertes conta que, diferentemente do que se poderia pensar, quem mais tem procurado por treinamentos para amarração de carga e inspeção de equipamentos têm sido os grandes embarcadores e as seguradoras, e não as empresas de transporte.

 

“As seguradoras já têm uma visão clara dos riscos que a amarração de carga fora do padrão representa e, com o objetivo de prevenir perdas com sinistros, têm investido no desenvolvimento de ações para identificar melhorias em seus clientes”, revela o especialista. “O mesmo tem acontecido com alguns embarcadores, que querem evitar prejuízos causados pelos danos que suas cargas podem sofrer.”

 

Entre as ações que buscam desenvolver está a avaliação de riscos na amarração feita pelos motoristas, treinamentos para capacitação e o desenvolvimento de documentação e manuais práticos. Fuertes contextualiza que, apesar do cenário geral das transportadoras ser ruim, há muitas empresas do setor que levam esse aspecto da segurança a sério e investem na segurança do acondicionamento da carga, mas que ainda representam uma parcela minoritária do mercado.

 

Solução é adesão às normas e políticas de manutenção preventiva


A Resolução nº 945/2022 do Contran (Conselho Nacional de Trânsito) estabelece os requisitos de segurança para amarração de cargas. O texto diz que o uso de cintas têxteis, correntes ou cabos de aço devem atender a um fator de segurança mínimo de duas vezes o peso da carga, além de pontos de amarração adequados e proibição do uso de cordas, que só pode ser utilizada na fixação de lonas. A norma também atribui ao condutor a verificação periódica e o reaperto do tensionamento durante o percurso.

Para Fuertes, uma operação verdadeiramente segura deve ir além da norma e incluir os equipamentos de amarração na programação de manutenção preventiva, com a mesma importância que se dá para pneus e freios, por exemplo. “É preciso que se desenvolva uma cultura de segurança, de inspeções preventivas, de avaliação de riscos e de disseminação de conhecimento técnico básico. A amarração de cargas ineficiente tem sido por anos um risco ignorado, quase invisível, mas que com pouco investimento pode reduzir acidentes e perdas. Basta criar conscientização em toda a cadeia do transporte rodoviário”, conclui.



Acro Cabos
https://www.acrocabo.com.br/



Viagens para os EUA estão mais caras: como se planejar?

 

Entrou em vigor no dia 2 de setembro uma nova regra, publicada em 25 de julho, que regulamenta a discricionariedade dos oficiais consulares em dispensar de entrevista os aplicantes de vistos não-imigrantes para os Estados Unidos. Esta medida cancela a normativa emitida anteriormente (válida desde 18 de fevereiro de 2025), a qual estendia a possibilidade de dispensa de entrevista para aplicantes, entre 14 a 79 anos, de qualquer categoria de visto não-imigrante que estivesse aplicando para renovação dentro de 12 meses do vencimento do visto anterior.  

Com a recente mudança, os brasileiros aplicando para a renovação dos vistos de estudante (F ou M), de intercâmbio ou pesquisa (J) e os vistos de trabalho (H, L e O) serão os mais impactados. Dessa forma, apenas as seguintes categorias de vistos não-imigrantes podem ser isentadas de entrevistas: A-1, A-2, C-3, G-1 a G-4, NATO-1 até NATO-6, TECRO-1, vistos para diplomatas ou oficiais governamentais.  

Em relação aos vistos mais comuns, que são o de negócios B-1 ou de turismo (B-2) ou a combinação de ambos (B1/B-2), a isenção é discricionária para os aplicantes maiores de 18 anos que estejam renovando o visto dentro de 12 meses do vencimento do visto de mesma categoria anterior.  

Para todas as exceções, é necessário que os aplicantes solicitem o visto em seu país de residência ou nacionalidade, nunca tenham tido um visto negado e não tenham aparente ou potencial inelegibilidade. 

O Brasil está entre os países cujos cidadãos necessitam de visto para ingressar em território norte-americano para turismo ou negócios, razão pela qual aqueles que planejam viajar para esse país devem observar atentamente a nova exigência e se organizar. Isso é necessário para haver tempo hábil para emissão do visto, considerando que com a necessidade de entrevista o tempo total para obtenção do visto aumenta consideravelmente. É importante ressaltar que ter uma passagem já emitida não é motivo suficiente para pedir processamento expresso de visto, então antes de comprar suas passagens certifique-se de que você conseguirá ter seu visto estampado a tempo! 

Além disso, em julho o Presidente Trump anunciou uma taxa adicional de US$250, Visa Integrity Fee, que seria cobrada dos aplicantes na aprovação do visto, prevista para entrar em vigor em 1 de outubro. 

Outro anúncio do Presidente Trump que ganhou destaque na mídia em agosto foi a introdução de uma caução financeira exigida para a entrada no país. O Departamento de Estado passou a exigir depósitos de até US$ 15 mil (aproximadamente R$82 mil) em determinados casos de vistos de negócios e turismo. A lista de países abrangidos pela medida ainda é restrita e não inclui o Brasil.

 

Ir para os Estados Unidos ficou mais difícil? 

Seja qual for o seu objetivo, viajar para os Estados Unidos tornou-se uma tarefa mais complexa, mas não impossível. O mais importante é compreender as normas em vigor e demonstrar clareza quanto às intenções declaradas, tanto na entrevista Consular, quanto na admissão nos EUA. 

Definitivamente vivemos uma fase complexa em relação à imigração. Não é o momento para omitir informações na entrevista ou adotar condutas questionáveis perante a imigração. Caso o propósito seja apenas turismo, não há motivo para preocupação. 

 

Evite armadilhas

É comum receber questionamentos sobre a possibilidade de morar nos EUA com visto de turismo para "testar se gosta de morar no país". A resposta é clara: não! 

Embora o visto de turismo autorize estadia de até seis meses, ele não permite residir, estudar mais de 20h/semana (nem em escolas públicas) e tampouco trabalhar (mesmo que "na sua própria empresa"). Dessa forma, não é recomendável permanecer além do prazo razoável para cumprir o objetivo de sua viagem, que deve ser turismo ou visita a parente ou amigos. Esse cuidado se torna ainda mais relevante no atual cenário. 

Caso seu objetivo seja morar, estudar ou trabalhar nos EUA, o visto B não é o adequado a você. Procure a orientação de um advogado de imigração para entender quais são as opções que se encaixam com seu objetivo. Assim você estará seguro e poderá alcançar seus objetivos sem riscos desnecessários. 

 

Fabiana Guerra - fundadora e líder de mobilidade global da Astra Global Advisors. Advogada e contadora especializada em internacionalização de carreiras e negócios, acumula passagens por grandes corporações como PwC, Procter & Gamble, C&A Modas, LATAM Airlines e Grupo Coca-Cola.

 

Dia do Cliente: 5 dicas para conhecer e proteger seus direitos de consumidor

Especialista explica como o Código de Defesa do Consumidor continua essencial para garantir equilíbrio nas relações de consumo 

 

Dia 15 de setembro é celebrado o Dia do Cliente, uma data que reforça a importância do consumidor na economia e na sociedade. Mais do que um momento de reconhecimento, a data também convida à reflexão sobre como o Código de Defesa do Consumidor (CDC) vem moldando as relações de consumo desde sua criação, há mais de 30 anos. 

E os números mostram que essa proteção segue fazendo diferença. Em 2024, a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) aplicou mais de R$70 milhões em multas, sendo R$45 milhões especificamente por descumprimento do CDC. No mesmo ano, o Procon-SP registrou um aumento de 16% nas reclamações, somando 255 mil atendimentos. Já o Idec aponta que os planos de saúde seguem no topo das queixas, concentrando cerca de 29% dos registros em 2023 e 2024. Esses dados reforçam que os consumidores estão mais atentos aos seus direitos, e que as empresas precisam estar igualmente preparadas para respeitá-los. 

Para marcar a data, o advogado Mário Henrique Martins, do escritório Martins Cardozo Advogados Associados e especialista em Direitos Difusos e Coletivos, compartilha 5 dicas essenciais para que consumidores entendam melhor seus direitos e saibam quando acioná-los.

 

1. Conheça os direitos básicos 

“O CDC garante proteção à vida, direito à informação clara sobre produtos e serviços, combate à publicidade enganosa, reparação de danos e educação para o consumo adequado. São pilares que equilibram a relação entre quem compra e quem vende”, explica Martins.

 

2. Entenda por que existe proteção extra ao consumidor 

“Nas relações de consumo, o consumidor costuma estar em desvantagem: tem menos informações, menos recursos financeiros, técnicos e jurídicos, e menos poder de negociação. O CDC existe justamente para equilibrar esse jogo e evitar abusos”, diz.

 

3. Saiba quando buscar ajuda 

“Quando há problemas com produtos, serviços ou cobranças, o consumidor pode buscar apoio nos órgãos de defesa, ou até mesmo recorrer à Justiça. Em muitos casos, o próprio CDC prevê soluções coletivas, quando várias pessoas são prejudicadas da mesma forma”, complementa o advogado.

 

4. Empresas também têm responsabilidades 

“O Código não se limita a proteger: ele também responsabiliza. Entre as punições possíveis estão multas, restrições ao funcionamento e até a obrigação de veicular contrapropaganda. O objetivo é claro: incentivar práticas mais corretas e transparentes no mercado”, entende.

 

5. Fique atento às compras online 

“Com o crescimento do comércio eletrônico, um dos direitos mais importantes ganhou destaque: o direito de arrependimento. Se o produto ou serviço foi adquirido fora da loja física (internet ou telefone, por exemplo), o consumidor tem até 7 dias para desistir da compra, sem precisar justificar. O CDC foi um divisor de águas. Ele não apenas protege o consumidor, mas ajuda a criar relações de consumo mais equilibradas e saudáveis. Entender esses direitos é também exercer cidadania”, conclui Mário Henrique Martins.


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§ Iniciativa é gratuita E oferece formação em tecnologia, com trilhas de aprendizado em automação, programação e ciência de dados, do nível básico ao avançado

 

§ Programa conta com aulas teóricas, projetos práticos, desafios de código e mentorias exclusivas com experts do mercado

 

§ interessados podem se inscrever até 19/10/2025 pelo Santander Open Academy; não é necessário ter conhecimento prévio para participar 

 

O Santander, em parceria com a plataforma de educação DIO, anuncia a abertura das inscrições para o Santander Bootcamp 2025 – 2ª edição, um programa gratuito e 100% online com foco na capacitação de talentos em desenvolvimento de software. A iniciativa oferece uma jornada completa, do básico ao avançado, com aulas teóricas, projetos práticos, desafios de código e mentorias exclusivas conduzidas por especialistas que já atuam no mercado. As inscrições estão abertas até 19/10/2025 e podem ser feitas pelo Santander Open Academy pelo link https://c.dio.me/bootcampsantander

 

O bootcamp contará com três trilhas de aprendizado complementares: N8N, plataforma de automação de fluxo de trabalho; Lógica de Programação, essencial para estruturar o raciocínio computacional; e Ciência de Dados com Python, linguagem de programação utilizada em análise e modelagem de dados. Os participantes aprovados poderão escolher entre uma dessas 3 trilhas de atuação.

 

“O conhecimento em tecnologia é essencial para os dias atuais. O bootcamp é uma forma de democratizar o acesso à formação de ponta, capacitando novos talentos para atuar em áreas estratégicas do mercado digital”, afirma Marcio Giannico, senior head de Governos, Instituições, Universidades e Universia do Santander

 

Ao todo, nos programas realizados em parceria com a DIO, Santander ofereceu mais de 250 mil bolsas gratuitas, sendo mais de 50 mil destinadas a mulheres, 60 mil para pessoas pretas e pardas, e mais de 4mil para PCDs. A ação também amplia horizontes, com cerca de 140 mil bolsas distribuídas para estados fora de São Paulo.

 

“Na DIO, acreditamos que o aprendizado em tecnologia deve ser acessível e de qualidade. Essa parceria com o Santander amplia nosso compromisso de democratizar o conhecimento, oferecendo formações práticas e conectadas ao mercado de trabalho. Mais do que aprender, os participantes terão a chance de desenvolver projetos reais, conquistar certificações e se conectar diretamente a grandes empresas por meio da nossa plataforma de talentos.” – Iglá Generoso, CEO da DIO

 

Durante o programa, os participantes participarão de um ranking de performance individual, estimulando o desenvolvimento contínuo e competitivo. O programa oferece certificação gratuita, totalmente online, e está aberto a todos que desejam iniciar ou avançar sua carreira na área de tecnologia.  Além da formação de alto nível, quem conclui as trilhas e emite certificado passa a fazer parte da Talent Match, a plataforma de talentos da DIO conectada diretamente com oportunidades em grandes empresas de tecnologia.

 

Confira os detalhes de cada trilha de aprendizado:

 

Automação com N8N, com duração 20h e uma jornada completa em automação de workflows com N8N, ferramenta low-code para integrar serviços e automatizar rotinas corporativas em múltiplas áreas, ideal para aumentar produtividade utilizando inteligência artificial.

 

Fundamentos de Lógica de Programação, com duração de 27h em formação em lógica, estruturação de código, funções, automação de decisões e orientação a objetos utilizando Javascript, com três projetos práticos.

 

Ciência de Dados com Python: com duração de 59h, promove a capacitação em Python, análise de dados, machine learning, bancos de dados, produtividade com Excel + IA e computação em nuvem pela AWS, além da realização de projetos reais para o portfólio.



O papel decisivo da tecnologia na expansão sustentável das franquias

Imagine uma empreendedora, vamos chamá-la de Ana, que abriu uma cafeteria e conquistou a vizinhança com seu bolo de cenoura pela textura e sabor inigualável. O sucesso foi tanto que, em dois anos, ela abriu mais duas unidades. O próximo passo parecia óbvio: transformar seu negócio em uma franquia. No início, tudo corria bem. Ana visitava cada franqueado, ensinava pessoalmente os processos e usava seu carisma para garantir que a magia da primeira loja fosse replicada. 

Porém, quando a rede chegou a dez unidades espalhadas por diferentes estados, o modelo de Ana começou a desmoronar. Aquele famoso bolo já não tinha o mesmo sabor em todas as lojas. Uma promoção lançada em São Paulo demorava semanas para ser implementada em Recife. A comunicação, baseada em grupos de WhatsApp e planilhas, tornou-se um labirinto de informações desencontradas. Ana percebeu, da maneira mais dolorosa, que a paixão e as boas práticas que a levaram ao sucesso não eram mais suficientes para sustentar o crescimento do seu negócio. 

A história de Ana é a realidade de muitos franqueadores no Brasil. O setor vive um momento de forte expansão. Segundo a pesquisa da Associação Brasileira de Franchising (ABF), o faturamento das franquias brasileiras alcançou R$ 273 bilhões em 2024, um crescimento de 13,5% em relação ao ano anterior. Esse avanço, contudo, eleva a complexidade da gestão e a competitividade. Para prosperar, não basta ter um bom produto, é preciso contar com uma operação à prova de falhas e pronta para escalar. E é aqui que a tecnologia deixa de ser um diferencial para se tornar a espinha dorsal do negócio.

 

A alma de uma rede forte

O valor de uma franquia reside na consistência. O cliente espera encontrar a mesma qualidade, o mesmo atendimento e a mesma experiência em qualquer unidade da marca. Depender de treinamentos presenciais e manuais impressos para garantir essa padronização é uma aposta arriscada. 

A tecnologia resolve essa questão. Com plataformas de gestão centralizadas e digitais, o franqueador pode garantir que todos os franqueados utilizem a mesma versão do cardápio, as mesmas fichas técnicas de produtos e sigam os mesmos processos operacionais. Uma alteração na receita ou uma nova diretriz de atendimento pode ser atualizada e distribuída para toda a rede em questão de minutos, garantindo que o "Bolo da Ana" tenha sempre o mesmo sabor, não importa onde seja vendido.

 

Menos esforço, mais resultado

A rotina de uma franquia envolve dezenas de processos: controle de estoque, gestão financeira, compras, marketing e treinamento de equipe. Fazer tudo isso de forma manual consome um tempo precioso que poderia ser investido em estratégia. A automação é a chave para virar esse jogo. 

Sistemas que integram o ponto de venda (PDV) ao controle de estoque e ao financeiro fornecem uma visão clara e em tempo real da saúde de cada unidade. Tarefas repetitivas, como fazer pedidos a fornecedores quando um insumo atinge o nível mínimo, podem ser automatizadas. Isso não apenas otimiza o dia a dia, mas também gera ganhos expressivos. 

Um estudo do Institute for Business Value da IBM revelou que empresas que adotam automação em seus processos registram um aumento médio de 20% na produtividade e uma redução de custos operacionais de até 15%. Para uma rede em expansão, essa economia é o combustível para um crescimento mais rápido e sustentável. 

Com um painel de controle, o gestor pode comparar o desempenho entre regiões, identificar quais promoções geram mais retorno, entender o comportamento de compra dos clientes e tomar decisões estratégicas com base em evidências concretas. Em vez de lançar uma campanha nacional no escuro, é possível testá-la em um grupo de lojas, medir os resultados e, só então, expandir para toda a rede com segurança.

 

Agilidade na expansão

Um dos maiores desafios de uma rede é encurtar a curva de aprendizado de um novo franqueado e garantir que toda a equipe esteja alinhada. A tecnologia transforma essa barreira em uma ponte. Portais de treinamento online, com vídeos, manuais e avaliações, permitem que um novo colaborador seja capacitado de forma rápida e padronizada, sem a necessidade de deslocar um instrutor. 

Da mesma forma, a comunicação de novas campanhas de marketing ou de mudanças estratégicas torna-se instantânea. Uma plataforma integrada permite que o franqueador envie comunicados, materiais gráficos e atualizações diretamente para os sistemas de cada loja, garantindo que todos estejam na mesma página ao mesmo tempo. 

E é nesse ponto que entram as soluções de autoatendimento, como tablets de mesa, totens e QR Codes. Esses canais não apenas reduzem filas e agilizam o serviço, como também garantem que o cliente viva a mesma experiência em qualquer unidade da rede. Para o franqueador, isso significa consistência operacional, aumento de ticket médio e menor dependência de mão de obra, que são fatores críticos para manter a rentabilidade em larga escala. Redes que adotam essas soluções conseguem acelerar a expansão com mais eficiência, oferecendo autonomia ao consumidor e controle centralizado para o gestor. 

O crescimento do franchising é uma jornada empolgante, mas repleta de desafios. A história de Ana nos mostra que a paixão cria o negócio, mas é a estrutura tecnológica que permite alcançar a prosperidade de forma sustentável. Em um mercado onde a eficiência e a experiência do cliente ditam as regras, investir em uma arquitetura digital robusta tornou-se um ponto vital para qualquer franquia se consolidar no mercado.

 


Isaac Paes, CMO da Goomer - Formado em Administração pela Universidade do Extremo Sul Catarinense (UNESC), atuou como Gerente da Cervejaria Santa Catarina, maior cervejaria artesanal do estado, até que em 2018, resolveu se dedicar ao empreendedorismo. Aproveitando a sua expertise no setor foodservice, o executivo fundou a Abrahão, empresa especializada em soluções digitais para restaurantes. Em 2023, a Abrahão foi adquirida pela Goomer, e Paes assumiu o cargo de CMO após a fusão.

 

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