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terça-feira, 18 de março de 2025

Ferramenta de IA detecta anormalidades cerebrais invisíveis em pessoas com epilepsia grave

Reconstrução de imagem de ressonância magnética mostrando uma
lesão sutil de displasia cortical focal (indicada pelo círculo vermelho)
em criança com epilepsia refratária a medicamentos
 (crédito: Laboratório de Neuroimagem/BRAINN/Unicamp)

Algoritmo disponível publicamente facilita a identificação de lesões e o planejamento cirúrgico de pacientes com displasia cortical focal, malformação associada a uma forma da doença refratária a medicamentos

 

Uma equipe internacional de pesquisadores desenvolveu uma ferramenta baseada em inteligência artificial (IA) que identifica lesões cerebrais associadas à displasia cortical focal, uma das principais causas de epilepsia refratária a medicamentos e muito difícil de ser diagnosticada. Os detalhes foram divulgados na revista JAMA Neurology.

A displasia cortical focal é uma malformação no córtex caracterizada por lesões em algumas regiões do cérebro. Pacientes com a condição tendem a apresentar resistência ao tratamento com anticonvulsivos e, desse modo, a cirurgia (para remoção das áreas lesionadas) resta como única alternativa para reduzir os sintomas da doença. No entanto, essas lesões cerebrais costumam ser muito sutis e de difícil detecção, o que torna o tratamento da displasia cortical focal ainda mais desafiador.

A partir de técnicas de aprendizado de máquina e da análise de dados de ressonância magnética de 1.185 participantes – incluindo 703 pessoas com displasia cortical focal e 482 controles – a ferramenta, denominada MELD Graph, conseguiu detectar as anormalidades a partir de varreduras nas imagens cerebrais.

A ferramenta, cujo algoritmo está disponível publicamente, detectou 64% das anormalidades cerebrais ligadas à epilepsia que os médicos radiologistas não haviam detectado. Com isso, a expectativa é que a MELD Graph possa atender a mais de 4 milhões de pessoas em todo o mundo que convivem com esta causa de epilepsia.


Colaboração internacional

O trabalho foi conduzido no âmbito do Consórcio Enigma, rede internacional que reúne cientistas de áreas como genômica de imagem, neurologia e psiquiatria. O grupo busca compreender a estrutura e a função do cérebro com base em ressonância magnética de alta resolução, dados genéticos e outras informações de pacientes com epilepsia, Parkinson, Alzheimer, autismo, esquizofrenia e outras doenças neurodegenerativas.

O desenvolvimento da ferramenta de IA ficou a cargo de pesquisadores do King’s College London e do University College London, ambos do Reino Unido. Já as imagens de ressonância magnética de alta qualidade foram fornecidas por 23 centros de pesquisa em epilepsia em todo o mundo que fazem parte do consórcio. O Instituto Brasileiro de Neurociência e Neurotecnologia (BRAINN) foi uma das instituições com alta capacidade de captação e análise de imagens a fornecer dados para o projeto.

“Nesse tipo de epilepsia, os pacientes – que podem ser adultos ou crianças – têm 30 ou até 50 crises epilépticas por dia. É grave e geralmente as crises não são controladas por medicamentos. Portanto, a cirurgia para a remoção das lesões cerebrais, embora muito difícil de ser feita, é a mais indicada para esses casos. A nova ferramenta pode auxiliar muito esses pacientes, dando mais celeridade ao tratamento e, sobretudo, melhoria na qualidade de vida dessas pessoas e das famílias”, conta à Agência FAPESP Clarissa Yasuda, professora do Departamento de Neurologia da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas (FCM-Unicamp) e integrante do BRAINN, um Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPID) da FAPESP.

De acordo com Luca Palma, da Bambino Gesù Children's Hospital, na Itália, o MELD Graph identificou uma lesão sutil que muitos radiologistas não perceberam em um menino de 12 anos que tinha crises epilépticas diárias e havia tentado nove medicamentos anticonvulsivos sem nenhuma melhora em sua condição. “Esta ferramenta pode identificar pacientes com epilepsia que podem ser tratados cirurgicamente e ajudar no planejamento cirúrgico – reduzindo riscos, economizando dinheiro e melhorando os resultados”, disse o pesquisador em comunicado à imprensa.

Além de reduzir custos e dar qualidade de vida aos pacientes, outro benefício importante da nova ferramenta é a possibilidade de ampliar o entendimento sobre a displasia cortical focal. “É uma malformação cerebral sobre a qual ainda há muito a se descobrir. A partir da análise dessas imagens de alta qualidade e do uso da ferramenta poderemos identificar padrões, impossíveis de serem percebidos sem a inteligência artificial, e responder a perguntas como, por exemplo, a origem desse problema”, afirma Fernando Cendes, professor da FCM-Unicamp e coordenador do BRAINN.

O artigo Detection of Epileptogenic Focal Cortical Dysplasia Using Graph Neural Networks A MELD Study pode ser lido em: https://jamanetwork.com/journals/jamaneurology/fullarticle/2830410?guestAccessKey=e833d51e-69c6-4a26-bee3-66b84e3e9b0c&utm.

 


Maria Fernanda Ziegler
Agência FAPESP
https://agencia.fapesp.br/ferramenta-de-ia-detecta-anormalidades-cerebrais-invisiveis-em-pessoas-com-epilepsia-grave/54188



Prevenção ao HIV: novo estudo brasileiro apresenta zero casos de infecção durante o uso de cabotegravir injetável a cada dois meses1

Os dados são do ImPrEP CAB Brasil que busca gerar evidências científicas sobre o cabotegravir injetável como alternativa de PrEP (Profilaxia Pré-Exposição) no SUS2

 

Durante a CROI 2025 (Conferência sobre Retrovírus e Infecções Oportunistas), realizada em março de 2025 em São Francisco-EUA, foram apresentados os dados do Estudo ImPrEP CAB Brasil, que tem como objetivo gerar evidências científicas do uso de cabotegravir injetável na vida real para a prevenção do HIV, tendo em vista que cabotegravir injetável foi superior à PrEP oral nos estudos HPTN083/084.1-4

Os resultados evidenciaram que o cabotegravir injetável foi a escolha de 83% dos participantes. Além disso melhorou significativamente a adesão da PrEP, reforçando o papel do cabotegravir na superação dos desafios de adesão enfrentados por algumas pessoas com a PrEP oral. Nenhum caso de infecção por HIV foi registrado entre os participantes que utilizaram o cabotegravir.1

O ImPrEP CAB Brasil, realizado em 6 centros públicos brasileiros coordenados pela Fiocruz, avaliou a cobertura de PrEP e a incidência de HIV entre 1.447 participantes que tiveram a opção de escolher entre o cabotegravir injetável de longa ação e a PrEP oral (tenofovir/entricitabina) como método de prevenção do HIV. O estudo incluiu homens cisgêneros que fazem sexo com homens, pessoas não-binárias e transgêneros, com idades entre 18 e 30 anos, e que nunca haviam usado PrEP. Como grupo de comparação, foram avaliadas 2.411 pessoas que iniciaram a PrEP oral através do SUS no mesmo período.1,5

Dos 1.447 participantes que puderam escolher entre o cabotegravir de longa ação ou a PrEP oral, 83% (1.200 pessoas) optaram pelo cabotegravir. Entre estes indivíduos, não houve casos de infecção por HIV. Já nos grupos de PrEP oral (coortes escolha oral e comparação), houve 10 casos de infecção por HIV.

A adesão durante o acompanhamento foi maior no grupo de cabotegravir injetável de longa ação (95%), seguida pela coorte de escolha PrEP oral (58%) e o grupo de comparação com PrEP Oral (48%).1

Este estudo pioneiro sobre a implementação da PrEP injetável demonstrou que abordagens personalizadas de prevenção ao HIV são essenciais para empoderar as pessoas a escolherem o método de PrEP mais alinhado com seus valores e estilo de vida, aumentando as chances de adesão a longo prazo e garantindo maior efetividade na prevenção.6

“Como líder global em injetáveis de longa duração para prevenção ao HIV, a GSK/ViiV Healthcare está comprometida em apoiar estudos científicos para entender a efetividade desses medicamentos no mundo real. Nossos estudos de implementação reforçam que, em diferentes localidades e populações mais vulneráveis, os injetáveis de longa duração são altamente efetivos para a prevenção do HIV, e uma opção às pílulas diárias”, comenta o infectologista Rodrigo Zilli, diretor médico da GSK/ViiV Healthcare.

 

HIV no Brasil

Segundo dados do Ministério da Saúde, 541.759 casos de pessoas vivendo com HIV foram notificados entre 2007 e junho de 2024, no Brasil. Somente em 2023, 46.495 novos casos foram registrados, um aumento de 4,5% em relação ao ano anterior, com alta incidência entre jovens de 15 a 24 anos. Felizmente, houve uma redução de 32,9% na mortalidade relacionada ao HIV nos últimos dez anos, e, em 2023, a média foi de 3,9 óbitos a cada 100 mil habitantes.7

Em 2024, o Brasil registrou 104 mil pessoas em uso da PrEP oral (TDF/FTC), um marco desta estratégia considerada essencial para reduzir novos casos de HIV.8 “Esta é uma opção de prevenção eficaz e segura. Porém, ainda enfrenta dificuldades, principalmente, na falta de adesão ou descontinuidade do tratamento. Isso acontece por diversos fatores, como a necessidade da tomada diária dos comprimidos, o enfrentamento ao estigma e preconceito e a falta de acolhimento nos serviços de saúde. A inclusão da PrEP injetável no SUS seria uma conquista para todos os usuários da rede pública, além de ter o potencial para, de fato, mudar o cenário do HIV no país. Por isso, estamos focando nossos esforços na expansão do acesso à PrEP a todas as pessoas que buscam prevenção”, afirma Dr. Zilli.

 

Mais sobre o cabotegravir injetável de longa ação

O cabotegravir de longa ação é um medicamento utilizado para prevenir a infecção sexual do HIV, método conhecido como Profilaxia Pré-Exposição (PrEP), em adultos e adolescentes a partir de 12 anos, com pelo menos 35kg de peso, que consideram estar em risco de infecção. O método traz a comodidade da aplicação a cada dois meses e pode ser combinado com outras práticas de sexo seguro, como o uso de preservativos.9 Apesar de ter sido aprovado pela Anvisa em Junho de 2023, o medicamento ainda não está disponível no SUS. No início de 2025, a GSK/ViiV Brasil e o Ministério da Saúde iniciaram conversas com o objetivo de viabilizar a incorporação do cabotegravir de longa ação na rede pública, mas ainda não há data prevista para a inclusão.

      Material destinado ao público em geral. Por favor, consulte o seu médico.

 

 GSK/ViiV Healthcare 

 

Referências:

  1. GRINSZTEJN, B. et al. ImPrEP CAB Brasil: Enhancing PrEP coverage with CAB LA in Young Key Populations. Conference on Retroviruses and Opportunistic Infections (CROI 2025), 9-12 Março, São Francisco, Califórnia – Estados Unidos das Américas. Apresentação oral. Disponível em: <Link>. Acesso em: Março 2025;
  2. ImPrEP CAB Brasil. Objetivos. Disponível em: <Link>. Acesso em: Março 2025;
  3. LANDOVITZ, RJ. et al. Cabotegravir for HIV prevention in cisgender men and transgender women. New England Journal of Medicine, v. 385, n. 7, p. 595-608, 2021;
  4. DELANY-MORETLWE, S. et al. Cabotegravir for the prevention of HIV-1 in women: results from HPTN 084, a phase 3, randomised clinical trial. The Lancet, v. 399, n. 10337, p. 1779-1789, 2022;
  5. GRINSZTEJN, B. et al. ImPrEP CAB Brasil: Enhancing PrEP coverage with CAB LA in Young Key Populations. Conference on Retroviruses and Opportunistic Infections (CROI 2025), 9-12 Março, São Francisco, Califórnia – Estados Unidos das Américas. Abstract 192;
  6. GRINSZTEJN, B. et al. PrEP Choices Among Sexual and Gender Minorities in Brazil: the ImPrEP CAB-LA Study. Conference on Retroviruses and Opportunistic Infections (CROI 2025), 9-12 Março, São Francisco, Califórnia – Estados Unidos das Américas. Abstract 1356;
  7. BRASIL. Ministério da Saúde. Boletim Epidemiológico - HIV e Aids (2024). Disponível em: <Link>. Acesso em: Março 2025;
  8. BRASIL. Ministério da Saúde. Em quase dois anos, Brasil dobra número de usuários da PrEP. Disponível em <Link>. Acesso em: Março 2025;
  9. Cabotegravir solução injetável. Bula do produto.


‘Dia Mundial da Água’: veja cinco doenças preveníveis fazendo a ingestão correta

Nefrologista do Vera Cruz Hospital, em Campinas (SP), lista patologias controláveis; relação entre a manutenção da boa saúde e água é direta 

 

O Dia Mundial da Água, celebrado em todo 22 de março desde 1992, foi estabelecido pela Organização das Nações Unidas (ONU) como um esforço da comunidade internacional para colocar em pauta questões essenciais que envolvem os recursos hídricos. E, embora não tenha, necessariamente, uma agenda específica sobre saúde, também é uma forma de lembrar a importância dos cuidados com a sustentabilidade para que nunca falte, já que é fonte, literalmente, de vida, e de prevenções e tratamentos contra doenças. 

O nefrologista Rodrigo Meira, do Vera Cruz Hospital, em Campinas (SP), enumera cinco delas:

  1. Pedras nos rins (cálculos renais): manter uma boa hidratação dilui a concentração de cristais e substâncias precipitantes na urina, reduzindo o risco de formação de cálculos;
  2. Infecções do trato urinário (ITUs): a ingestão regular de água favorece a micção frequente, ajudando na eliminação de bactérias e outros microorganismos que podem colonizar o trato urinário;
  3. Constipação intestinal: a água facilita o trânsito intestinal, amolecendo as fezes e colaborando para a regularidade do funcionamento gastrointestinal.
  4. Enxaquecas e dores de cabeça: em muitos casos, a desidratação pode ser um gatilho para crises dessa natureza; manter a hidratação pode reduzir a frequência e intensidade desses episódios;
  5. Alterações na pressão arterial: embora a relação seja multifatorial, a hidratação adequada pode ajudar na regulação do volume sanguíneo e na manutenção de uma pressão arterial estável.

 

Segundo Meira, cinco ações da água no corpo humano explicam tantos benefícios:

  • Diluição e eliminação de substâncias: a água reduz a concentração de solutos na urina, o que favorece a prevenção de cristalizações (no caso dos cálculos renais) e auxilia na eliminação de toxinas;
  • Estímulo à micção: a ingestão adequada promove a remoção regular de micro-organismos e resíduos metabólicos, prevenindo a colonização bacteriana;
  • Lubrificação e trânsito intestinal: no trato gastrointestinal, a água ajuda a amolecer o bolo alimentar, facilitando o seu deslocamento e prevenindo a constipação;
  • Regulação hemodinâmica: ao manter o volume sanguíneo, a hidratação adequada auxilia na regulação da pressão arterial e na circulação, contribuindo para a saúde cardiovascular.
  • Manutenção do equilíbrio térmico: a água tem um papel crucial na termorregulação corporal, o que também colabora para o ótimo funcionamento dos processos metabólicos. 

O especialista ressalta, porém, que não há um cálculo “mágico” para a ingestão diária. “Não há uma quantidade universal que se aplique a todos, pois ela varia de acordo com fatores como peso, idade, clima, nível de atividade física e condições clínicas específicas. Uma recomendação bastante utilizada é a ingestão de aproximadamente 30 a 35 ml de água por quilo de peso corporal. Por exemplo, para uma pessoa de 70kg, a recomendação ficaria entre 2,1 e 2,45 litros diários. Em situações de maior perda de fluidos (como exercícios intensos ou ambientes de alta temperatura), a necessidade pode ser ainda maior. Tais recomendações gerais, entretanto, devem ser adaptadas a cada paciente, principalmente em casos de condições clínicas que exijam cuidados específicos (como doenças renais, por exemplo)”. 

Além disso, é preciso monitorar a cor da urina, que deve ser clara; ter atenção aos sinais do corpo (sensações de sede, fadiga e outras podem indicar desidratação e a necessidade de repor líquidos); considerar o contexto (pessoas que praticam atividades físicas intensas, vivem em ambientes quentes ou têm condições médicas específicas deverão ajustar o consumo de água) e buscar uma orientação personalizada (em casos de doenças crônicas ou condições particulares - como insuficiência renal -, o ajuste deve ser feito sob supervisão médica.

 

A água e o corpo humano

De acordo com Meira, a água é indispensável para a manutenção da vida e da boa saúde, pois compõe grande parte do corpo humano e está presente em todas as células, tecidos e órgãos. Atua como ambiente para reações químicas e metabólicas, funcionando como solvente e meio de ação de enzimas. “Também regula processos fisiológicos, desde a digestão até a saúde renal e cardiovascular, e mantém a estabilidade eletrolítica, permitindo o transporte e o equilíbrio de eletrólitos essenciais para a condução nervosa e contração muscular”. 

“Também opera como solvente universal para uma ampla gama de substâncias, facilitando processos e remoções metabólicos e o transporte de nutrientes; controla a temperatura corporal por meio da regulação do calor; faz a pressão osmótica, crucial para o equilíbrio de fluidos entre os compartimentos celulares e extracelulares; possui papel fundamental de lubrificação na proteção e funcionamento das articulações e tecidos moles”, conclui o especialista.

  

Vera Cruz Hospital

 

Cuidados com a saúde respiratória são essenciais com a chegada do outono

Especialista do Hospital Alemão Oswaldo Cruz alerta para o aumento das doenças respiratórias e reforça a importância da vacinação na prevenção 

 

A chegada do outono no Brasil, que em 2025 tem início no próximo dia 20, traz mudanças bruscas de temperatura e a redução da umidade do ar, criando condições ideais para a propagação de doenças respiratórias. Gripes, resfriados, crises de asma, rinite alérgica e o agravamento de problemas pulmonares crônicos se tornam mais frequentes, impactando principalmente idosos, crianças e pessoas com comorbidades. Especialistas alertam para a necessidade de reforçar os cuidados com a saúde e destacam a vacinação como medida essencial de prevenção. 

Além do aumento da circulação de vírus e bactérias, o ar seco e a maior concentração de poluentes contribuem para o agravamento de quadros respiratórios. “A redução da umidade do ar e a exposição a agentes infecciosos elevam significativamente os riscos de infecções respiratórias. Além disso, com a queda das temperaturas, há mais tendência de permanecermos em ambientes fechados e pouco ventilados, facilitando a disseminação de vírus como o da gripe e o da Covid-19”, explica a Dra. Sandra Guimarães, pneumologista do Hospital Alemão Oswaldo Cruz. 

A vacinação contra doenças respiratórias é uma das estratégias mais eficazes para reduzir a incidência de infecções e suas complicações, especialmente entre os grupos mais vulneráveis. O Programa Nacional de Imunizações (PNI) do Ministério da Saúde reforça a necessidade de manter o calendário vacinal atualizado, com destaque para a imunização contra gripe, pneumonia e Covid-19. “A vacina contra a gripe reduz significativamente o risco de complicações graves e hospitalizações. Já a vacina pneumocócica previne casos mais severos de pneumonia, que podem ser fatais em pacientes vulneráveis”, destaca a Dra. Sandra. 

A gripe, causada pelo vírus Influenza, tem diversos subtipos, como o H1N1 e o H3N2, que costumam circular com mais intensidade nessa época do ano. Os sintomas podem variar de quadros leves a graves, podendo levar à hospitalização e, em casos mais extremos, ao óbito. “A vacinação contra Influenza é fundamental para reduzir o impacto da gripe, especialmente em crianças pequenas, idosos e pessoas com condições médicas preexistentes”, acrescenta a pneumologista. 

Com a continuidade da circulação do Coronavírus, a pneumologista também recomenda que a população elegível receba as doses de reforço da vacina contra a Covid-19. “O Coronavírus ainda representa riscos, principalmente para indivíduos com histórico de problemas respiratórios, por isso a vacinação contínua continua sendo essencial”, explica a médica. 

É importante ficar atento as campanhas de imunização contra a gripe e outras doenças respiratórias, com distribuição gratuita das vacinas pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A recomendação da especialista é que a população busque os postos de saúde antes do pico da sazonalidade, que normalmente ocorre no inverno, entre os meses de junho e setembro. 

O Calendário Nacional de Vacinação de 2025, divulgado pelo Ministério da Saúde, já está disponível e inclui atualizações importantes para a imunização contra O Influenza e o reforço da vacina contra a Covid-19. A vacinação contra a gripe passou a fazer parte do calendário de rotina para crianças de seis meses a menores de seis anos, gestantes e idosos a partir de 60 anos, com doses disponíveis nas unidades de saúde a partir da segunda quinzena de março LINK. 

“Quanto antes a imunização for realizada, maior será a proteção individual e coletiva. Não devemos esperar os sintomas aparecerem para tomar a vacina, pois a imunização é uma ferramenta preventiva, não curativa”, alerta a Dra. Sandra. 

Embora a imunização seja fundamental, adotar medidas simples no dia a dia pode reduzir ainda mais o risco de doenças respiratórias durante o outono. Entre as principais recomendações estão manter os ambientes bem ventilados e evitar locais fechados com aglomerações, higienizar as mãos com frequência para evitar a transmissão de vírus e bactérias, hidratar-se adequadamente para manter as vias respiratórias protegidas, utilizar umidificadores de ar ou bacias com água para minimizar os efeitos do clima seco, proteger-se contra mudanças bruscas de temperatura com roupas adequadas, usar máscaras faciais ao apresentar sintomas gripais e procurar atendimento médico ao primeiro sinal de piora dos sintomas respiratórios. 



Hospital Alemão Oswaldo Cruz
Acesse o nosso site para saber mais: Link


BOLETIM DAS RODOVIAS

Sistema Castello Branco-Raposo Tavares tem tráfego tranquilo

 

A ARTESP - Agência de Transporte do Estado de São Paulo informa as condições de tráfego nas principais rodovias que dão acesso ao litoral paulista e ao interior do Estado de São Paulo no início da tarde desta terça-feira (18).

 

Sistema Anchieta-Imigrantes (SAI)

Operação 5x5 - Tráfego normal, sem congestionamento.

 

Sistema Anhanguera-Bandeirantes

A Rodovia Anhanguera (SP-330), sentido capital, apresenta lentidão entre o km 62 ao km 60 e do km 12 ao km 11+360, para quem segue sentido interior o tráfego é normal. Na Rodovia dos Bandeirantes (SP-348), sentido capital, há lentidão 17 ao km 13+360, no sentido interior, o tráfego é normal.

 

Sistema Castello Branco-Raposo Tavares

Tráfego normal, sem congestionamento.

 

Rodovia Ayrton Senna/Carvalho Pinto

Há lentidão do km 22 ao km 17 no sentido capital, no sentido interior o tráfego é normal.

 

Rodovia dos Tamoios

Tráfego normal, sem congestionamento.


Etanol: descubra os principais mitos e verdades sobre o combustível

Especialista da Raízen esclarece as principais dúvidas sobre os aspectos ambientais, econômicos e de desempenho do biocombustível

 

Considerado um dos grandes pilares da matriz energética brasileira, o etanol se destaca no cenário global como uma alternativa limpa, renovável e eficiente para a mobilidade. Produzido em sua maioria a partir da cana-de-açúcar, o etanol brasileiro combina alta produtividade com baixos impactos ambientais, sendo capaz de reduzir até 80% as emissões de gases de efeito estufa em relação à gasolina. 

A expertise do País na produção e utilização do etanol serve como referência para outras nações que buscam alternativas mais sustentáveis para o transporte. No entanto, apesar de sua relevância para a matriz energética e de sua aceitação no mercado, o etanol ainda desperta dúvidas entre os consumidores. Para esclarecer as questões e destacar os benefícios desse biocombustível, Gilberto Pose, especialista em combustíveis da Raízen, desmitifica as principais dúvidas em torno do produto.


1. O etanol prejudica o motor do veículo
Mito: Ao contrário do que muitos pensam, o etanol pode trazer benefícios importantes para o motor. Versões aditivadas, como o Shell V-Power Etanol, contém detergentes que ajudam a limpar e proteger o sistema de alimentação de combustível, além de reduzir o desgaste e prolongar a vida útil do motor.

“Assim como os outros combustíveis aditivados, o etanol em versão aditivada oferece uma série de benefícios além da economia. Ele promove a limpeza do motor, melhora o desempenho com redutores de atrito e ajuda a preservar o motor. Além disso, o Shell V-Power Etanol foi projetado para quem busca uma experiência completa de proteção e alta performance”, afirma Pose.


2. O etanol não é indicado para quem busca economia
Mito: Embora o rendimento energético por litro do etanol seja menor que o da gasolina, o preço do litro muitas vezes compensa essa diferença, especialmente em estados onde a relação custo-benefício é mais favorável. Além disso, o etanol aditivado ajuda a proteger o motor contra a formação de resíduos carbônicos, reduzindo os custos com manutenção e proporcionando excelente custo-benefício para veículos flex.


3. Etanol é mais sustentável que gasolina
Verdade: O etanol produzido a partir da cana-de-açúcar, cujo cultivo contribui para a absorção do CO
emitido durante sua queima, já evitou a emissão de mais de 620 milhões de toneladas de CO na atmosfera desde a introdução dos veículos flex, em 2003. Comparado aos combustíveis fósseis, o impacto ambiental do etanol é significativamente menor, tornando-o uma escolha alinhada aos objetivos da transição energética globais.


4. Etanol não deve ser utilizado no inverno
Mito: Em temperaturas mais baixas, pode haver dificuldades para dar partida em carros movidos a etanol, mas isso não significa que o etanol não seja uma opção prática e eficiente. O etanol possui um comportamento específico quando a temperatura cai abaixo de 13°C, o que pode afetar sua capacidade de entrar em combustão. Para resolver essa situação, os veículos flex são equipados com um reservatório de gasolina, usado exclusivamente para facilitar a partida nessas condições. Durante o inverno, é importante manter esse reservatório abastecido, de preferência com gasolina aditivada, garantindo que o etanol continue sendo uma escolha viável, sustentável e mais limpa para o meio ambiente.

 

5. O etanol é eficiente em motores modernos

Verdade: Com maior octanagem, o etanol oferece mais potência e torque do que a gasolina. Em motores modernos, como os flex, ele otimiza a curva de ignição, melhorando o desempenho do veículo e proporcionando uma aceleração mais rápida e suave.

 

Overbooking: Quais são os direitos dos passageiros e como minimizar os impactos?

Companhias aéreas precisam oferecer compensações em casos de overbooking. Confira como proceder com as orientações de Leonardo Bastos, CEO da Biztrip

 

Imagine chegar ao aeroporto, pronto para embarcar, e descobrir que o voo está lotado. O overbooking ocorre quando as companhias aéreas vendem mais bilhetes do que a quantidade de assentos disponíveis no voo, antecipando possíveis cancelamentos. Se todos os passageiros comparecem para o embarque e a capacidade do avião for excedida, alguns podem ser impedidos de viajar. 

 

“Nesses casos, a empresa deve oferecer compensações ou reacomodar os passageiros em outro voo, conforme previsto no Código de Defesa do Consumidor e na Resolução nº 400 da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC)”, explica Leonardo Bastos, CEO da Biztrip. 

Para ele, o passageiro muitas vezes é pego de surpresa pelo overbooking e não sabe como proceder. “É fundamental conhecer os direitos e exigir a assistência que a companhia aérea deve oferecer, seja a reacomodação ou compensações financeiras”, enfatiza.


 

Direitos dos passageiros em caso de overbooking

 

Quando um passageiro é impedido de embarcar por overbooking, a companhia aérea deve oferecer assistência material de acordo com o tempo de espera: 

  • A partir de 1 hora de espera: comunicação (internet e telefone);
  • A partir de 2 horas: alimentação (voucher, lanche ou refeição);
  • A partir de 4 horas: hospedagem (se necessário pernoite) e transporte. 

“Segundo a regulamentação vigente, quando um passageiro é impedido de embarcar por overbooking, a companhia aérea deve oferecer assistência material de acordo com o tempo de espera, que pode incluir comunicação, alimentação, hospedagem e transporte. Além disso, o passageiro tem direito a reacomodação imediata em outro voo ou ao reembolso integral da passagem. Se não houver voluntários para desistir do embarque, a empresa deve indenizar o passageiro impedido de embarcar, conforme as normas da ANAC”, avalia o CEO.

 

Como minimizar o risco de sofrer overbooking?

 

Para reduzir as chances de ser impactado pelo overbooking, Leonardo recomenda:

  • Fazer o check-in o mais cedo possível, reduzindo o risco de ser barrado;
  • Optar por tarifas que oferecem maior prioridade no embarque;
  • Acumular milhas ou status em programas de fidelidade, já que clientes frequentes tendem a ter prioridade;
  • Evitar voos em horários de pico, quando há maior probabilidade de overbooking.

 

"A prevenção é a melhor estratégia. Pequenas ações, como chegar cedo ao aeroporto e escolher a tarifa adequada, podem evitar muitos transtornos", orienta Bastos.


 

O que fazer se for vítima de overbooking?

 

Caso um passageiro seja impedido de embarcar devido ao overbooking, ele deve: 

  1. Solicitar explicações formais da companhia aérea;
  1. Exigir assistência imediata, incluindo alimentação e hospedagem, se necessário;
  1. Solicitar reacomodação em outro voo ou reembolso integral da passagem;
  1. Caso seja retirado involuntariamente do voo, exigir a indenização obrigatória conforme as normas da ANAC;
  1. Caso seus direitos não sejam respeitados,você pode registrar a reclamação na ANAC ou em órgãos de defesa do consumidor.

 

"Ter clareza sobre os direitos e agir rapidamente são as melhores formas de lidar com essa situação. Muitas vezes, os passageiros não sabem o que exigir e acabam aceitando soluções desfavoráveis", alerta Bastos.

 

Impactos do overbooking para empresas e viajantes corporativos

 

Para empresas que compram passagens para seus colaboradores, o overbooking pode gerar prejuízos operacionais e financeiros, impactando reuniões, eventos e cronogramas de trabalho. Uma realocação inadequada pode resultar em custos adicionais, como novas reservas de hotel e transporte.

 

Como a Biztrip ajuda a mitigar os efeitos do overbooking?

 

A Biztrip, especializada em gestão de viagens corporativas, oferece suporte 24/7 para reduzir os impactos do overbooking para empresas e viajantes. "Nosso time está preparado para agir rapidamente, garantindo soluções eficientes para reacomodar passageiros e minimizar prejuízos", explica Bastos.

 

A plataforma da Biztrip também permite que empresas gerenciem suas viagens com maior controle, evitando problemas como overbooking e otimizando custos. "Com nosso sistema, conseguimos prever e evitar diversas situações de overbooking, garantindo que a experiência dos nossos clientes seja a melhor possível", finaliza o executivo.

 

Biztrip

 

Imposto de Renda 2025: saiba como declarar imóveis corretamente

Freepik
Imóveis quitados e financiados possuem diferenças na hora de serem declarados

 

O Imposto de Renda é uma das principais obrigações fiscais dos cidadãos e empresas no Brasil, e todos os anos, é necessário fazer a declaração de acordo com os rendimentos recebidos durante o período. Com a chegada do período de declaração, é importante que todos que possuem imóveis, sejam comprados à vista ou financiados, fiquem atentos para evitar problemas.

De acordo com a legislação, qualquer pessoa que tenha uma renda anual superior a R$33.888,00, ou R$2.824,00 mensais, está obrigada a declarar o Imposto de Renda. Isso inclui a obrigatoriedade de informar corretamente bens e rendimentos, incluindo imóveis.

Para declarar um imóvel, é necessário acessar o programa da declaração do Imposto de Renda e seguir para a aba “Bens e Direitos”. Lá, deve-se adicionar um novo item e selecionar o código correspondente ao imóvel, sendo o código 11 para apartamento e 12 para casa. 

Após isso, é preciso preencher os dados obrigatórios do imóvel, como a inscrição municipal, a data de aquisição, a discriminação detalhada da compra, o endereço completo e a área total. Por fim, é importante revisar os campos opcionais, garantindo que todas as informações estejam corretas e precisas.

Carina Caria, gerente de crédito e repasse da Pafil Empreendimentos, afirma que para imóveis financiados, o processo é praticamente o mesmo, mas é necessário informar alguns dados adicionais.

“Principalmente para preencher o campo 'discriminação', é preciso incluir algumas informações como os dados do banco ou instituição financeira, o CNPJ, o número do contrato de financiamento, o valor concedido no financiamento, o total de descontos obtidos, como o FGTS ou recursos da União, o valor dos recursos próprios utilizados na compra e os valores pagos de entrada e as parcelas do financiamento. E somente os valores efetivamente pagos durante o ano devem ser declarados."

É importante lembrar que todos os custos adicionais do declarante, como taxas de corretagem, ITBI, taxas de registro no cartório e outros encargos pagos durante a aquisição, devem ser informados na declaração do Imposto de Renda.

Carina informa também a importância de uma boa orientação neste processo. “Sabemos que a declaração de Imposto de Renda pode ser um momento de incertezas para muitos brasileiros, mas com o devido acompanhamento, o processo se torna mais simples e sem erros.”

 

Pafil Empreendimentos


O fim do alcance orgânico? Como as Redes Sociais estão forçando marcas e criadores a pagar para serem vistos

Nos últimos anos, o cenário das redes sociais mudou drasticamente. Se antes marcas e criadores de conteúdo conseguiam alcançar grandes audiências de forma orgânica, hoje essa realidade parece estar cada vez mais distante. O algoritmo das principais plataformas – como Instagram, Facebook, TikTok e até o LinkedIn – tem reduzido significativamente o alcance gratuito das postagens, forçando empresas e influenciadores a investirem em mídia paga para garantir visibilidade. Mas o que está por trás dessa mudança e quais são as alternativas para quem quer continuar crescendo sem depender exclusivamente de anúncios? 

O alcance orgânico, a quantidade de pessoas que visualizam uma publicação sem impulsionamento, tem caído ano após ano. No Facebook, por exemplo, esse número já foi superior a 16% em 2012, mas atualmente gira em torno de 2 a 5% para páginas empresariais. O Instagram segue o mesmo caminho, priorizando cada vez mais conteúdos pagos ou virais. O TikTok, que surgiu como uma alternativa mais democrática, também tem ajustado seu algoritmo para privilegiar conteúdos patrocinados e criadores que investem na plataforma. 

Essa queda no alcance orgânico não é coincidência. Redes sociais são empresas e, como tais, precisam gerar receita. A principal forma de monetização dessas plataformas vem da venda de anúncios, o que significa que quanto menos alcance gratuito um perfil tiver, mais ele será incentivado a pagar para alcançar seu público. 

Por isso, as redes sociais perderam o status de "rede" e passaram a ser, de fato, "mídias sociais", onde a visibilidade é cada vez mais condicionada ao investimento financeiro. O conceito original de conectar pessoas foi substituído por um modelo de negócios que prioriza a exibição de conteúdos patrocinados, tornando o tráfego pago uma necessidade para quem deseja crescer nas plataformas. 

As grandes marcas, com orçamentos robustos de marketing, conseguem absorver esse impacto e investir pesadamente em mídia paga. Pequenas empresas e criadores independentes, por outro lado, enfrentam desafios cada vez maiores para crescer e engajar sua audiência sem gastar dinheiro. 

No entanto, vale observar que o tráfego pago nas mídias sociais ainda é acessível. Hoje, com menos de R$ 6 por dia, qualquer pequeno negócio pode impulsionar um conteúdo e alcançar potenciais clientes. Isso democratizou o acesso à publicidade digital, permitindo que mais empreendedores tenham visibilidade. No entanto, essa dependência das plataformas também significa que, sem investimento, a exposição pode ser extremamente limitada. 

Outro efeito colateral dessa mudança é a homogeneização do conteúdo. Com as redes priorizando conteúdos patrocinados ou altamente virais, os feeds estão cada vez mais padronizados, dificultando a diversificação de vozes e nichos. 

Apesar das dificuldades, algumas estratégias ainda podem ajudar marcas e criadores a crescerem sem depender exclusivamente de anúncios pagos. No método que eu utilizo e ensino, chamado de Metamorfose Social Media (acesse aqui), defendo que para se ter mais sucesso nas redes sociais, as marcas precisam seguir uma ordem importante para aumentar seu alcance:

1 - Ser: Antes de qualquer coisa, as marcas precisam expressar de forma clara seus valores, comportamentos e missão. O público se conecta com autenticidade, e não apenas com produtos ou serviços. A essência da marca deve ser demonstrada na prática, e não apenas em discursos.

2 - Saber: Compartilhar conhecimento e expertise, oferecendo conteúdos que resolvam problemas e agreguem valor ao público.

3 - Vender: Apenas depois de construir autoridade e relacionamento é que a oferta de produtos ou serviços se torna mais natural e eficaz. Quando a marca já demonstrou quem é e o que sabe, a venda passa a ser consequência. 

Ou seja, antes de falar sobre o que vende, a marca precisa mostrar o que é e o que sabe. Essa abordagem gera mais conexão e engajamento, tornando a presença digital mais forte. 

Além disso, algumas estratégias ainda podem ajudar a ampliar o alcance orgânico sem depender exclusivamente de anúncios pagos:

Aposta no conteúdo de valor: Publicações que geram interação genuína, como enquetes, perguntas e debates, ainda conseguem um bom alcance.

Uso estratégico de Reels e Shorts: Formatos curtos e dinâmicos, especialmente os que seguem trends, continuam sendo impulsionados pelas plataformas.

Comunidade e engajamento: Criadores que fortalecem o relacionamento com sua audiência – respondendo comentários, interagindo nos Stories e incentivando a participação – tendem a manter um alcance mais estável.

SMO (Social Media Optimization) para redes sociais: O uso de palavras-chave na bio, legendas e hashtags certas ajuda a melhorar a descoberta do conteúdo.

Exploração de novas plataformas: À medida que redes como TikTok e LinkedIn ajustam seus algoritmos, novos espaços podem surgir com melhores oportunidades de alcance orgânico.

Exploração de novas plataformas: Ao invés de apostar tudo em uma única rede, como Instagram, é essencial diversificar a presença digital. Plataformas como TikTok, Pinterest, LinkedIn, X, Threads e YouTube oferecem novas vitrines para os negócios. 

Cada rede social que surge é uma nova vitrine para o seu negócio. Todas elas são indexadas pelo Google e, ao distribuir conteúdo para diversas plataformas, sua presença digital se torna mais robusta. Infelizmente, muitos ainda enxergam marketing digital como sinônimo de Instagram, o que limita o potencial de crescimento. Apostar apenas em uma rede pode ser arriscado, pois qualquer mudança no algoritmo pode impactar diretamente os resultados. 

O cenário atual deixa claro que o alcance orgânico não voltará ao que era antes. No entanto, isso não significa que ele vá desaparecer completamente. O desafio para marcas e criadores será equilibrar investimentos em mídia paga com estratégias que mantenham sua relevância e conexão com o público, garantindo que sua mensagem continue chegando às pessoas certas – com ou sem investimento em anúncios.  



Vinícius Taddone - diretor de marketing e fundador da VTaddone®
www.vtaddone.com.br


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