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quinta-feira, 21 de novembro de 2024

Como reconhecer um câncer de pele antes que vire metástase

Câncer de mama prévio pode aumentar risco de câncer de pele

                                    #DezembroLaranja

 

A exposição solar é o principal fator de risco para carcinoma ou melanoma. Os raios ultravioletas do sol são considerados carcinógenos completos, ou seja, capazes de induzir o câncer e ‘alimentá-lo’. A genética também pode ser um fator de risco, e fica um alerta espcial para pessoas de pele clara, com dificuldade em se bronzear, com sardas, com olhos claros, pessoas ruivas, e pessoas com antecedentes de câncer de pele na família.

 

“Esses indivíduos têm um risco maior, porém pessoas de pele mais escura também podem ter câncer de pele. Outros tipos de câncer também podem estar associados, pois existem genes que predispõem a mais de um tipo de câncer. Mulheres com histórico de câncer de mama, por exemplo, podem ter risco aumentado para o melanoma”, explica Dra. Thais Helena Bello Di Giacomo, dermatologista pela USP especializada em câncer de pele.

 

A médica acrescenta ainda que cicatrizes de queimadura devem sempre ser monitoradas, porque pode surgir carcinoma em cima dessas cicatrizes.

 

Qual a principal diferença entre carcinoma e melanoma? é o tipo de célula que origina cada um desses tipos de câncer de pele. O carcinoma se origina das células que produzem a queratina e o melanoma das células que produzem a melanina. Os carcinomas são a maior parte dos cânceres de pele, costumam ser mais superficiais e em sua maioria são restritos à pele, sendo mais raro ocorrer metástase em algum outro órgão do corpo. Já o melanoma é um tipo de câncer menos frequente, porém mais agressivo, com chance maior de metástase quando é diagnosticado já numa fase avançada.

 

“Ainda, é importante saber que o melanoma invasivo pode crescer em profundidade 0,1 milímetros por mês e isso faz com que, em poucos meses, ele atinja um nível de mais de um milímetro de profundidade, quando o risco de metástase começa a ser mais significativo. Então, é um tipo de câncer de pele que a gente realmente não pode demorar para diagnosticar”, alerta a dermatologista.

 

Como reconhecer um câncer de pele?

Existem mudanças e alterações nas pintas que merecem atenção: Se você tem uma pinta que não combina com as outras, é um sinal importante. “Qualquer bolinha vermelha, firme e que esteja crescendo precisa de investigação”, conta a médica.

 

Ela explica que o método ABCDE ensina as pessoas a perceberem alterações importantes numa pinta. O A é de assimetria, ou seja, se um lado da pinta é diferente do outro. O B é de bordas, ou seja, as bordas de uma pinta benigna devem ser redondinhas, regulares. Se a borda parece um mapa, entrecortada, é uma borda de uma pinta que merece atenção. O C é de cores. Quanto mais cores numa pinta, maior o sinal de que algo está errado. “Então, que cores são essas? Marrom claro, marrom escuro, cinza, azulado, rosa, esbranquiçado. São várias cores que podem aparecer numa mesma pinta e que indicam perigo”. D de diâmetro: todas as pintas com mais de meio centímetro precisam ser olhadas pelo dermatologista. E evolução. “A evolução é o mais importante do ABCDE, que é você perceber se uma pinta está mudando. Então, ou ela é uma pinta nova, ou ela mudou de tamanho, ou ela mudou de cor. Por algum motivo ela chamou atenção porque ela não está quietinha, ela está em evolução. Todo machucadinho, toda feridinha tem que sarar em duas a três semanas. Se isso não acontece, é importante ver o dermatologista”, alerta a especialista em oncologia cutânea.

 

O diagnóstico precoce de um câncer de pele permite que ele seja curado em 100% das vezes com uma cirurgia ou, no máximo, duas cirurgias. Quanto mais precoce o diagnóstico, quanto mais superficial ou menor a lesão, menor é o defeito cirúrgico e a complexidade da cirurgia. “Às vezes as lesões ocorrem no rosto, por exemplo, onde não temos muita pele sobrando para tirar, e ocorrem ‘defeitos’ cirúrgicos que podem repercutir na fala, no funcionamento do olho, por exemplo, lacrimejamento, defeitos estéticos importantes. Tudo isso faz com que o diagnóstico precoce seja desejável também por esses motivos”, finaliza Dra. Thais.

 

Dra. Thais Helena Bello Di Giacomo - @drathaisbello - Médica pela Universidade de São Paulo (USP-2005) com Residência em Dermatologia pelo Hospital das Clínicas da USP-SP. Tem mestrado pelo Hospital A.C Camargo. É dermatologista com ênfase em Cirurgia Dermatológica, Dermatoscopia e Oncologia Cutânea. É membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia, do Grupo Brasileiro de Melanoma, da Sociedade da Academia Europeia de Dermatologia e Venerologia. Também faz parte da International Dermoscopy Society (IDS). Atua em consultório privado e é membro do corpo clínico dos principais hospitais privados de São Paulo.


Você sabia? O intestino é seu segundo cérebro


magem Krakenimages no Freepik

O intestino é muito mais do que apenas o órgão responsável pela digestão dos alimentos, ele também é conhecido como “segundo cérebro”. Isso porque desempenha um papel fundamental para o bom funcionamento do corpo e está intimamente ligado ao cérebro.

O órgão possui cerca de 500 milhões de células nervosas e mais de 30 neurotransmissores, sendo o único no corpo humano capaz de funcionar sozinho, sem precisar de comando cerebral. Além disso, abriga trilhões de bactérias que compõem a microbiota intestinal, influenciando a imunidade, o metabolismo e até a saúde mental. Cuidar da alimentação e da saúde intestinal é, portanto, essencial para o equilíbrio físico e emocional, como afirma Maryane Malta, diretora técnica de nutrição da Clínica Seven, referência nacional e internacional em nutrição e emagrecimento saudável.

 “Cerca de 70% das células do nosso sistema imunológico vivem no intestino e nele acontecem etapas importantes da digestão e absorção de nutrientes e micronutrientes.

Por isso, é indispensável manter a integridade da parede intestinal e a absorção de nutrientes correta.

Além de alimentação balanceada, o consumo de alimentos antioxidantes, como cúrcuma e extrato de própolis, por exemplo, pode melhorar a saúde intestinal e o sistema imunológico. Além disso, suplementos com glutamina, como Golden Glutamine,que já contém esses alimentos, também são recomendados para quem procura recuperar a saúde do sistema imunológico e digestivo.


Câncer de pâncreas apresenta alta taxa de mortalidade e exige rotina de exames para diagnóstico precoce e tratamento adequado

Estimativa do Instituto Nacional de Câncer (INCA) mostra que, em todo o país, serão registrados 10.980 novos casos de tumor de pâncreas por ano, até 2025. Somente no estado do Rio, serão 1.070 diagnósticos. É importante ressaltar que essa é uma doença de difícil detecção, com comportamento agressivo no corpo e alta taxa de mortalidade.

No Brasil, ainda de acordo com o INCA, sem considerar as ocorrências de pele não melanoma, a doença ocupa a 14ª posição, entre as neoplasias mais frequentes. É responsável por cerca de 1% de todos os tipos de tumores diagnosticados e por 5% do total de mortes causadas pela doença.

A maior incidência se dará entre as mulheres. Vale ressaltar que o risco de se desenvolver esse tipo de tumor cresce com a idade avançada, a partir dos 60 anos. O tipo mais comum da doença é o adenocarcinoma, que se origina no tecido glandular, e corresponde a 90% dos casos.

“O câncer de pâncreas é uma doença complexa e desafiadora, com um prognóstico ainda pouco otimista devido à dificuldade de detecção precoce e à agressividade dos tumores. A conscientização dos fatores de risco e sintomas, bem como o incentivo à pesquisa e aos novos tratamentos, é essencial para enfrentarmos essa neoplasia com mais recursos e melhorar as chances dos pacientes”, destaca Pedro Abreu, oncologista da Oncoclínicas Rio de Janeiro.


Fatores de risco

Obesidade, diabetes tipo 2, tabagismo, consumo excessivo de álcool, baixo consumo de fibras, frutas, vegetais e carnes magras e, ainda, condições genéticas ou hereditárias, como síndrome de Lynch, câncer pancreático familial e pancreatite hereditária.


Sintomas

São sutis e frequentemente confundidos com problemas digestivos comuns, levando ao atraso do diagnóstico. E não costumam aparecer em estágios iniciais da doença: fraqueza; perda de peso e apetite, dores abdominais e nas costas, urina escura, icterícia, náuseas, trombose venosa profunda, diabetes de início recente e piora abrupta de um diabetes já antigo.



Prevenção

A principal recomendação é adotar um estilo de vida saudável e fazer exames de rotina. É necessário evitar a exposição ao tabaco, mesmo de forma passiva, e manter o peso corporal adequado (sobrepeso e obesidade).




Oncoclínicas&Co
www.grupooncoclinicas.com

 

Novembro Vermelho: Especialista destaca importância da prevenção e avanços no tratamento do câncer de bo

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Segundo o INCA, estima-se que o país tenha diagnosticado 15 mil casos novos nos últimos dois anos


Durante o Novembro Vermelho, o Instituto Paulista de Cancerologia (IPC) chama a atenção para o impacto do câncer de boca, também conhecido como câncer de lábio e cavidade oral, e ressalta a importância da prevenção, detecção precoce e tratamento avançado. O câncer de boca atinge estruturas como lábios, gengivas, bochechas, palato, língua e o assoalho da boca, sendo considerado o quinto tumor mais comum entre homens no Brasil. 

De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), entre 2022 e 2024, foram estimados 15.190 novos casos de câncer de boca e orofaringe no Brasil, dos quais 11.180 ocorreram em homens e 4.010 em mulheres. O câncer de boca afeta principalmente pessoas acima de 40 anos, sendo o tabagismo e o consumo excessivo de álcool os principais fatores de risco. A infecção pelo vírus HPV, a falta de higiene bucal, uma dieta pobre em frutas e vegetais e a exposição ao sol sem proteção também aumentam o risco de desenvolvimento da doença. 

“A detecção precoce é fundamental no câncer de boca, mas, infelizmente, a maioria dos casos ainda é diagnosticada em estágio avançado, o que dificulta o tratamento e reduz as chances de cura. Sintomas como feridas na boca que não cicatrizam, manchas vermelhas ou brancas, nódulos no pescoço, dores persistentes na garganta e dificuldade para mastigar devem ser levados a sério e tratados imediatamente,” alerta o Dr. Fábio Feio, oncologista do IPC. 

O diagnóstico é confirmado por meio de uma biópsia, enquanto exames como tomografia, ressonância magnética e PET-CT ajudam a avaliar a extensão da doença. “A tecnologia tem permitido avanços consideráveis no tratamento. A radioterapia com a técnica de IMRT (Radioterapia com Feixes Modulados) é um exemplo. Esse método permite uma dose mais precisa de radiação no tumor, aumentando a eficácia e diminuindo os efeitos colaterais nos tecidos saudáveis ao redor,” explica Dr. Fábio. 

Nos casos avançados ou metastáticos, a imunoterapia tem se destacado como opção. Esse tratamento ajuda a fortalecer o sistema imunológico, promovendo a morte das células tumorais e aumentando a sobrevida e a qualidade de vida dos pacientes. “A imunoterapia está trazendo novas esperanças para os pacientes, oferecendo uma resposta mais duradoura, especialmente quando combinada com a quimioterapia,” destaca o especialista. 

Para reduzir as chances de desenvolver câncer de boca, o IPC recomenda a vacinação contra o HPV para crianças entre 9 e 14 anos, evitar o tabaco e o consumo excessivo de álcool, manter boa higiene bucal, usar preservativos durante relações sexuais e realizar consultas regulares com o dentista. 

Com o diagnóstico precoce, tratamentos modernos e um estilo de vida saudável, é possível controlar e até mesmo evitar o avanço do câncer de boca, contribuindo para uma melhor qualidade de vida e maior longevidade dos pacientes.


Ninfoplastia: entenda a cirurgia íntima que está conquistando as brasileiras

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Especialista esclarece dúvidas e benefícios da plástica íntima


Ainda existem muitos mitos e tabus quando se trata das questões íntimas femininas, o que pode dificultar a compreensão e o cuidado adequado com a saúde dessa região. A hipertrofia dos lábios vaginais é o aumento ou alteração excessiva da vulva (parte externa do aparelho genital feminino), que pode ser causado por fatores genéticos, hormonais, envelhecimento ou após o parto, o que causa constrangimento às mulheres que enfrentam esse problema.

De acordo com a Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS), nos últimos três anos, o número de intervenções de ninfoplastia (ou labioplastia) cresceu 33% no mundo. O Brasil lidera esse ranking, com 20.334 pacientes em 2020, seguido pelos Estados Unidos, com 13.697 cirurgias. Celebridades como Anitta, Deolane Bezerra e Gretchen já se submeteram à intervenção, a expectativa é que a procura por esse tipo de procedimento continue alta no próximo ano.

Para esclarecer alguns pontos sobre o tema, conversamos com a Dra. Mirelle José Ruivo, ginecologista, obstetra e CEO da Mulherez, rede especializada em rejuvenescimento íntimo.


Para quem é indicado?

“É recomendada para quem tem excesso de pele ou sofre com problemas anatômicos na região íntima, como dor crônica ou desconforto durante atividades físicas e sexuais. Também é uma opção para quem não está satisfeita com a aparência, o que pode afetar a autoestima”, explica Mirelle.

Ela ressalta que pode ser realizada a partir dos 18 anos, embora isso não seja uma regra, pois a indicação depende de cada caso.


O procedimento é dolorido?

“É realizada com o uso de laser, com uma duração média de 50 minutos, recebendo alta no mesmo dia, sendo indolor, ao ser aplicado anestesia local, o desconforto é mínimo”, esclarece a médica.


Quais são as vantagens?

“Elimina totalmente os incômodos, como dores e irritações, que podem surgir ao usar roupas apertadas ou até ao se sentar. Também melhora a vida sexual, aumentando o desejo e o prazer. Isso ajuda a paciente a se sentir e melhora a qualidade de vida”, conclui a ginecologista.




Mulherez

Dra. Mirelle José Ruivo - ginecologista e obstetra, iniciou sua carreira na estética em 2016, com um pequeno consultório, após enfrentar dificuldades pessoais e profissionais ao mudar-se para Cianorte, PR. Em 2024, a clínica evoluiu para a rede Mulherez, a primeira rede no franchising em cirurgia e rejuvenescimento íntimo, além de transplante de sobrancelhas. Atualmente, a clínica possui quatro unidades e planeja fechar o ano com 50 clínicas vendidas, com uma expectativa de faturamento acima de R$ 4 milhões.



Homens são mais relutantes a buscar ajuda psicológica

De acordo com pesquisa da Newa, 31% deles nunca buscaram e nem consideraram esse auxílio

 

Os números de homens que nunca buscaram nem considerariam procurar ajuda psicológica para lidar com questões relacionadas ao trabalho é alarmante: 31%. É o que diz o estudo ‘Influência do ambiente corporativo na saúde mental’ realizado pela Newa, consultoria de impacto social, em parceria com a Opinion Box, que tem o objetivo de desmistificar os temas e ajudar organizações a criarem um ambiente seguro e de processos. 

Ainda de acordo com a pesquisa, 78,1% relataram que nunca tiraram licença médica por motivos de saúde mental, afirmando que não sentiram necessidade. "Muitos homens ainda se veem presos aos estereótipos que associam buscar apoio emocional à fraqueza. O machismo estrutural reforça a ideia de que homens devem ser sempre fortes, não demonstrar vulnerabilidade e evitar falar sobre suas emoções, o que dificulta o acesso ao cuidado com a saúde mental. A resistência em buscar apoio psicológico e a negação da necessidade de licença médica mostram a urgência de desconstruir estigmas e criar um ambiente mais acolhedor, onde o cuidado com a mente seja valorizado da mesma forma que o cuidado com o corpo", afirma Carine Roos, mestra em Gênero e fundadora e CEO da Newa.



Newa
site da Newa


Tecnologia potencializa diagnóstico precoce do câncer de próstata

Visualizador de imagens diagnósticas de alta resolução, que pode contar com inteligência artificial integrada aos sistemas, é ferramenta poderosa para um diagnóstico rápido e preciso

 

Durante o Novembro Azul, mês dedicado à conscientização sobre o câncer de próstata, a MV reforça a importância do diagnóstico e da prevenção dessa doença, que é o tipo de câncer comum entre os homens no Brasil, depois do câncer de pele não melanoma. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), são mais de 71 mil novos casos diagnosticados a cada ano. E dentro deste contexto, a tecnologia se mostra como grande aliada de um futuro positivo. 

 

Pensando em contribuir para um diagnóstico cada vez mais rápido e preciso, a adoção de tecnologias que auxiliam no processo, gerando assertividade e economia de tempo, tem sido um caminho promissor para o amanhã.

 

“Existem ferramentas como o VIDA, o visualizador de imagens diagnósticas de alta resolução, que oferece um acompanhamento mais rápido e preciso para médico e paciente e oferece recursos exclusivos para o diagnóstico do câncer de próstata”, explica Christiano Berti, diretor da Unidade de Negócio Medicina Diagnóstica da MV.

 

O visualizador de imagens, que pode contar com inteligência artificial totalmente integrada aos sistemas do centro de diagnóstico, permite ao radiologista acessar na mesma tela exames anteriores, gráficos e outros elementos que o auxiliam a considerar o histórico do paciente na confirmação ou refutação de um diagnóstico complexo. 

 

Isso significa, na prática, ganho de tempo, assertividade na detecção de lesões e um ambiente mais seguro para o paciente.

 

Tempo e integração

Com base em dados do Ministério da Saúde, a Sociedade Brasileira de Urologia aponta que a doença matou 17 mil homens no Brasil em 2023, uma média de 47 por dia.  Para mudar este cenário, a prevenção e o diagnóstico precoce são fundamentais. Como outros tipos de câncer, quanto mais cedo for descoberto, melhor a resposta ao tratamento e, consequentemente, maiores serão as taxas de cura.

 

A segmentação automática da próstata e a localização automática de lesões por meio de um mapa de probabilidade que destaca áreas suspeitas, também desponta como um avanço significativo para o setor. Essa tecnologia aumenta a agilidade, precisão e a reprodutibilidade dos exames, garantindo maior consistência no diagnóstico e acompanhamento do câncer de próstata.

 

Maior Precisão

Dentro deste contexto, laudos multimídia oferecem dados mais precisos e geram uma melhor experiência do momento do diagnóstico para médico e paciente. Para a análise das imagens da próstata, funcionalidades específicas, como a curva dinâmica de tempo-intensidade e os mapas de setores prostáticos, permitem uma análise detalhada das lesões. Combinada com inteligência artificial (IA), a plataforma auxilia no mapeamento preciso das áreas suspeitas, aumentando a precisão diagnóstica e a eficiência no processo.

 

Outro avanço é a capacidade de mapear com precisão as lesões no setor prostático, dividindo a próstata em zonas anatômicas específicas para melhor detalhar a localização das lesões. Este mapeamento contribui significativamente para o planejamento terapêutico e o acompanhamento do paciente ao longo de seu tratamento.

 

“O que o setor busca atualmente é gerar avanços significativos para radiologistas e médicos, oferecendo ferramentas que aumentam a precisão e a rapidez no diagnóstico do câncer de próstata. E nesse caso, a tecnologia, aliada a visualizadores como o VIDA, pode ter grande diferença na detecção e cuidados precoces com a doença. Com recursos avançados, como inteligência artificial e análise multiparamétrica, a tecnologia permite uma avaliação detalhada e integrada das lesões, auxiliando os profissionais na tomada de decisão clínica de forma mais assertiva e eficiente,” encerra Berti.

 

MV
www.mv.com.br


A relação entre a iluminação natalina e a saúde ocular: mito ou verdade?

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Decorações natalinas podem afetar nossa visão? Oftalmologista explica os cuidados com os olhos durante as festividades

 

Com a chegada de novembro e dezembro, é comum que as cidades se transformem com decorações natalinas cheias de luzes. Mas, por mais encantadores que sejam, essas luzes piscantes e vibrantes podem ter um impacto inesperado na visão. Afinal, será que a iluminação natalina pode realmente melhorar a saúde ocular? Ou seria um desconforto temporário? 

“A exposição a luzes piscantes pode sobrecarregar a visão, especialmente para quem passa muito tempo dirigindo à noite ou se expondo a ambientes com luzes coloridas. O esforço repetido de adaptação ocular, entre a clareza e a escuridão, exige que os olhos reajam constantemente, o que pode levar a uma condição chamada de fadiga visual. Isso causa sintomas como dor de cabeça, visão turva e cansaço nos olhos", explica o Dr. Fernando Ramalho, especialista em cirurgia refrativa no Oftalmos - Hospital de Olhos, da Vision One, em Santa Catarina. 

Para quem já possui condições oculares, como astigmatismo ou fotofobia (sensibilidade à luz), a decoração natalina pode intensificar sintomas como dores de cabeça e dificuldade de foco. O Dr. Fernando Ramalho orienta que as pessoas com essas condições limitem a exposição direta a essas luzes.
 

Dicas para proteger a visão durante as festividades

Para evitar o cansaço visual, o especialista do Oftalmos - Hospital de Olhos recomenda:

  • Evite focar diretamente nas luzes piscantes: se for dirigir, especialmente à noite, evite olhar diretamente para a decoração de luzes e focos de LED.
  • Pausas regulares: para quem visita locais com intensa iluminação natalina, faça pausas frequentes em áreas mais escuras para permitir que os olhos descansem.
  • Uso de lentes com filtro de luz azul: lentes de óculos com filtro contra a luz azul podem ajudar a reduzir o impacto da clareza excessiva.

É importante lembrar que, embora o cansaço visual seja um incômodo, na maioria dos casos ele é temporário e se resolve após o descanso adequado. No entanto, o Dr. Fernando Ramalho reforça que, se os sintomas persistirem, é fundamental procurar um oftalmologista para uma avaliação detalhada. 

“Estamos em uma época do ano repleta de celebrações e encontros, mas cuidar dos olhos é essencial para aproveitar ao máximo cada momento. Pequenas mudanças na rotina podem fazer uma grande diferença no conforto visual”, finaliza o Dr. Fernando Ramalho.


Nutricionista seleciona 7 dicas para preparar o corpo para o verão

Com a chegada do verão, é ainda mais comum o desejo de se sentir bem e saudável para aproveitar ao máximo a estação. Para ajudar nessa missão, a nutricionista Priscila Gontijo, coordenadora do Science Hub da Puravida, compartilha um plano prático e eficaz para cuidar do corpo. As dicas vão desde ajustes simples na alimentação até ajustes mais precisos sobre as vitaminas para promover uma saúde equilibrada. Confira: 


  1. Hidratação em primeiro lugar

O calor do verão exige um aumento na ingestão de água. A recomendação da Puravida é manter-se hidratado, bebendo pelo menos 2 litros de água ao longo do dia. Além disso, incluir alimentos ricos em água, como melancia, pepino e abacaxi, pode contribuir para a hidratação. 


  1. Alimentação leve e nutritiva

Invista em refeições balanceadas e ricas em frutas, verduras e legumes. "Esses alimentos são fontes de fibras, vitaminas e minerais que ajudam o corpo a funcionar bem e a eliminar toxinas", explica Priscila. Evitar alimentos pesados e muito processados é essencial para não sobrecarregar o organismo. 


  1. Cuide do intestino

O bom funcionamento do intestino é essencial para o bem-estar e para manter o corpo em equilíbrio. Incluir alimentos ricos em fibras, como chia, linhaça e vegetais folhosos, ajuda na digestão e na saúde intestinal. Priscila recomenda também iogurtes e kefir, fontes de probióticos naturais que favorecem o equilíbrio da flora intestinal. 


  1. Prática de atividades físicas leves

Movimentar-se é fundamental. Para quem está se preparando para o verão, começar com exercícios leves, como caminhadas, yoga ou bicicleta, pode fazer a diferença. A atividade física, além de ajudar no condicionamento físico, melhora a disposição e o bem-estar. 


  1. Reduza o sal e o açúcar

Excesso de sal pode causar retenção de líquidos e inchaço, enquanto o açúcar contribui para o acúmulo de gordura e inflamação no corpo. Puravida recomenda optar por temperos naturais, como ervas e especiarias, como excelentes alternativas. 


  1. Durma bem

"O sono é o momento em que o corpo se recupera e regula diversas funções, inclusive o metabolismo", destaca Priscila. Ela recomenda uma boa noite de sono, de 7 a 8 horas, para ajudar o corpo a se regenerar. 


  1. Suplementação de vitaminas

Com a demanda do corpo por vitaminas e minerais aumentando, a suplementação pode ser um grande aliado para evitar qualquer deficiência. Segundo Priscila, vitaminas C e E são antioxidantes importantes que ajudam na proteção da pele contra os danos solares e na regeneração celular. A vitamina D também é fundamental, especialmente para quem passa pouco tempo ao ar livre, já que ela auxilia na saúde óssea e imunológica. 

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Puravida
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Oscilação térmica aumenta os casos de alergias entre a população

Hospital Paranaense de Otorrinolaringologia (IPO), maior referência do segmento na América Latina, orienta como agir para minimizar os quadros alérgicos


Segundo dados da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (Asbai), cerca de 30% da população brasileira tem algum tipo de alergia, dos quais 20% são crianças. Um dos agravantes em casos de alergia é a oscilação térmica, quando a temperatura varia muito. De acordo com o Relatório da Climate Central, aproximadamente 200 milhões de brasileiros foram afetados por temperaturas acima da média no primeiro trimestre de 2024. Em cidades como Curitiba (PR), onde a amplitude térmica ao longo do ano em geral varia de 10 °C a 26 °C, os casos de alergia são potencializados. 

Para o otorrinolaringologista e especialista em rinite alérgica Flavio Massao Mizoguchi, do Hospital Paranaense de Otorrinolaringologia (IPO), maior referência do segmento na América Latina, as alergias geralmente contam com histórico familiar. “A genética impacta, mas a mudança do estilo de vida pode contribuir com o desenvolvimento ou piora dos quadros alérgicos”, destaca Mizoguchi. O especialista alerta que algumas alergias respiratórias são sazonais, como os casos relacionados ao pólen, muito comuns primavera. “Outras ocorrem durante o ano todo, como no caso dos ácaros, e são potencializados com a queda da temperatura. As alergias aos epitélios de animais, como gatos e cachorros, também são muito comuns entre os brasileiros”, complementa. 

Para prevenir os episódios alérgicos, uma boa dica é passar menos tempo em ambiente doméstico e mais tempo ao ar livre; controlar os animais domésticos dentro das residências; e evitar casas, apartamentos ou ambientes de trabalho com pouca ventilação e carpetes. Segundo o médico, a melhor solução nos casos mais simples é manter a residência, além dos demais locais de convívio, sempre arejada e limpa. “A higienização da residência ou local de trabalho é importante. Aspirar casa com animais domésticos com um aspirador que tenha filtro HEPA é uma boa recomendação. É indicado, também, utilizar capas protetoras antiácaro nos colchões e travesseiros”, diz. 

Mizoguchi destaca, também, a importância da manutenção de hábitos saudáveis como práticas esportivas, alimentação balanceada e higiene nasal com soro fisiológico. Para completar, o especialista alerta que casos graves, entre eles asma e rinite alérgica persistente severa, devem ser tratados com médicos especialistas. “A busca por um médico especialista é sempre a melhor solução para agilizar o tratamento e a cura”, sugere. “Muita gente subestima as alergias. Elas precisam ser analisadas e tratadas rapidamente para que problemas maiores sejam evitados”, completa.


4 Sinais de alerta do AVC: como a intervenção imediata pode evitar sequelas

AACD destaca a importância da prevenção
 

O Acidente Vascular Cerebral (AVC) é uma das principais causas de morte e incapacidade no Brasil, levando a milhares de casos de perda de funções motoras e comprometimento físico todos os anos. Segundo especialistas da AACD, com impacto severo na mobilidade e na autonomia dos pacientes, o AVC frequentemente deixa sequelas que exigem cuidados especializados em reabilitação e ortopedia, essenciais para promover qualidade de vida e recuperar a funcionalidade. 

Em 2019, dados do IBGE mostraram que cerca de 2,2 milhões de brasileiros já sofreram um AVC e, dentre eles, 568 mil, 26%, conviviam com incapacidades graves decorrentes desse incidente. Diante dessa realidade, a AACD orienta ser essencial informar a população sobre os sinais de alerta e a importância de um atendimento imediato ao perceber esses indicativos. A entidade realiza atendimentos voltados à reabilitação física de pacientes com sequelas motoras e de fala de AVC, oferecendo suporte especializado em áreas como fisioterapia, terapia ocupacional e fonoaudiologia. 

O fisiatra Dr. Marcelo Ares, médico coordenador do Hospital Ortopédico da AACD, reforça que o atendimento imediato e a reabilitação certa aumentam as chances de recuperação sem incapacidades severas. “A AACD adota uma série de métodos e recursos avançados para garantir uma reabilitação robusta e eficaz para nossos pacientes pós-AVC, como conceito Bobath, a reabilitação neurofuncional, a TCI (Terapia de Contensão Induzida). Esses métodos são fundamentais para promover a recuperação motoras, cognitiva e a autonomia dos pacientes, permitindo que eles retome a independência e a qualidade de vida”, avalia.
 

Identificando sinais do AVC


O AVC acontece quando há interrupção do fluxo sanguíneo para o cérebro, o que pode levar à morte de células em áreas específicas e resultar em comprometimento das funções corporais e cerebrais. Para identificar um possível AVC, o método “FAST” é recomendado:

  • F (Face): Peça à pessoa para sorrir. Se um lado do rosto não se mover, pode ser um sinal de paralisia facial.
  • A (Arms): Peça para levantar os dois braços. Se um deles cair, pode indicar fraqueza.
  • S (Speech): Pergunte à pessoa para repetir uma frase. Dificuldade na fala pode ser um sinal de alerta.
  • T (Time): Tempo é fundamental. Ao notar qualquer um desses sinais, acione o socorro imediatamente
    .

Fatores de risco e prevenção
Manter hábitos saudáveis pode reduzir significativamente o risco de AVC, de acordo com o Dr. Ares. É recomendado atenção aos seguintes pontos, segundo a superintendente do Hospital Ortopédico AACD:

  • Hipertensão e diabetes: Controle e monitoramento constantes são essenciais.
  • Colesterol e tabagismo: Evitar o fumo e adotar uma dieta balanceada ajuda a manter as artérias saudáveis.
  • Exercícios físicos: A prática regular de atividades físicas auxilia no controle de peso e no fortalecimento do sistema cardiovascular.



AACD
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Campanha Novembro Laranja alerta sobre problemas auditivos e destaca impacto do zumbido na qualidade de vida

Fonoaudióloga da Philips Aparelhos Auditivos reforça a relevância da data para a saúde auditiva

 

Novembro Laranja é uma campanha nacional dedicada à conscientização sobre problemas auditivos, como zumbido, misofonia e hiperacusia, que impactam milhões de pessoas ao redor do mundo. Com foco na orientação e educação da população sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce, a campanha visa informar sobre os sintomas, causas e tratamentos dessas condições que, muitas vezes, comprometem a qualidade de vida e o bem-estar emocional de quem convive com elas. 

Segundo a revista científica JAMA Neurology, o tinnitus, conhecido popularmente como "zumbido", afeta aproximadamente 740 milhões de pessoas no mundo, o que corresponde a cerca de 14% da população adulta. Entre essas, mais de 120 milhões de pessoas enfrentam a condição de forma severa, com consequências graves para o sono, a concentração e até a saúde emocional. No Brasil, de acordo com a Biblioteca Virtual do Ministério da Saúde, cerca de 28 milhões de brasileiros convivem com o zumbido, que pode variar de um leve incômodo a um ruído persistente e perturbador.
 

Zumbido: impacto físico e emocional
 

Para muitas pessoas, o zumbido não é apenas um ruído passageiro, mas sim um sintoma crônico que afeta a saúde mental e física. "O zumbido pode trazer estresse diário, problemas de concentração, e até mesmo afetar a qualidade do sono, o que leva a um impacto emocional severo, incluindo risco de depressão e isolamento social", explica a fonoaudióloga da Philips Aparelhos Auditivos, Maria Clara Danowski. Segundo ela, o Novembro Laranja busca justamente conscientizar as pessoas sobre a necessidade de procurar ajuda profissional ao surgirem sintomas, como sons de apito, chiado ou qualquer ruído interno que não esteja relacionado ao ambiente.
 

Causas e tratamento do zumbido 

As causas do zumbido são variadas e podem incluir desde acúmulo de cera e infecções na orelha até condições mais complexas, como diabetes, alterações cardiovasculares, problemas de coluna e consumo excessivo de cafeína e álcool. O tratamento, por sua vez, depende da origem do sintoma. Quando associado à perda auditiva, o uso de aparelhos auditivos pode melhorar a percepção de sons externos devido a amplificação sonora e aliviar o zumbido.

“A recomendação é que todos realizem avaliação audiológica regularmente e adotem hábitos de proteção, evitando exposição a sons com intensidade excessiva e cuidando da saúde auditiva desde cedo”, completa a fonoaudióloga.

Philips Aparelhos Auditivos


Cerca de 40% dos idosos acima de 80 anos sofrem quedas anualmente, segundo o Ministério da Saúde

 Especialista aponta sinais de alerta e destaca ações de prevenção fundamentais para a segurança dos idosos


No Brasil, um em cada quatro idosos sofre quedas anualmente, de acordo com o Estudo Longitudinal da Saúde dos Idosos Brasileiros (ELSI-Brasil). Entre aqueles com mais de 80 anos, essa prevalência sobe para 40%, segundo o Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (INTO). Em asilos e casas de repouso, o índice pode chegar a 50%.1 As quedas em idosos são um problema grave, com consequências que podem impactar profundamente sua qualidade de vida e até aumentar a mortalidade. “A fratura de fêmur, por exemplo, é uma das mais sérias. Estudos mostram que 30% dos idosos que sofrem esse tipo de fratura podem morrer em até um ano", afirma a geriatra Dra. Kelem de Negreiros Cabral, do Hospital Sírio-Libanês.

As causas das quedas entre idosos são diversas e vão desde fatores clínicos, como hipotensão ortostática – que consiste na queda súbita na pressão arterial quando o indivíduo se levanta ao estar sentado ou deitado - e problemas de memória, até questões ambientais, como tapetes soltos e iluminação inadequada. “Os idosos acumulam fatores de risco, como baixa vitamina D, calçados inadequados, uso de medicamentos e condições emocionais, como depressão e medo de cair, que aumentam a probabilidade de acidentes", explica a especialista.

Alguns indicadores podem sinalizar a necessidade de uma avaliação mais detalhada:

  • Quedas ou quase quedas nos últimos 12 meses;
  • Sensação de desequilíbrio ao andar;
  • Preocupação constante com a possibilidade de cair.

Ao notar esses sinais, é importante buscar ajuda profissional. “Compreender e agir sobre os fatores de risco pode salvar vidas e melhorar significativamente a qualidade de vida dos idosos”, conclui Dra. Kelem. De acordo com ela, a prevenção de quedas é um esforço coletivo que exige atenção, educação e mudanças, mas que pode garantir mais segurança e autonomia na terceira idade.


Como prevenir as quedas

A prevenção de quedas em idosos exige uma abordagem abrangente que combine ajustes no ambiente doméstico e cuidados clínicos. Medidas simples, como instalação de corrimãos, luzes noturnas e a eliminação de tapetes soltos, podem minimizar riscos, mas, segundo a geriatra Dra. Kelem Cabral, é fundamental ir além. “Avaliar a marcha, o equilíbrio e as condições clínicas do idoso permite identificar fatores de risco específicos”, destaca. Relatar episódios de quase quedas ou quedas leves ao médico também é crucial para ajustes no plano de cuidados, reforçando o papel dos familiares e cuidadores nesse processo.

A tecnologia é uma aliada poderosa na segurança dos idosos. Dispositivos como colares e relógios inteligentes, que detectam quedas e enviam alertas automáticos, e sensores de movimento que iluminam o ambiente durante a noite, oferecem suporte prático e imediato. Além disso, barras de apoio ergonômicas adaptáveis contribuem para um ambiente mais seguro. "Esses recursos reduzem o risco de quedas e promovem tranquilidade tanto para os idosos quanto para seus cuidadores", conclui a especialista.


Reabilitação e desafios

Quando uma queda ocorre, o processo de reabilitação pode ser complexo. "Tudo depende da gravidade da lesão, mas é necessário envolver o idoso, familiares e cuidadores em um plano integrado, que inclua fisioterapia e adaptações no ambiente", diz Dra. Kelem. “No Hospital Sírio-Libanês, por exemplo, pacientes que procuram o pronto-socorro após quedas recebem uma avaliação direcionada e saem com orientações específicas para prevenir novos acidentes”, completa.

A prática de exercícios como Pilates e Tai Chi Chuan, além de fisioterapia focada em força e equilíbrio, também é recomendada. "Essas atividades ajudam a melhorar a marcha e reduzem a probabilidade de quedas futuras", afirma a especialista.

 



Sociedade Beneficente de Senhoras Hospital Sírio-Libanês
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Plasma de argônio é alternativa na redução de peso para pacientes que voltaram a engordar após realizarem procedimentos para emagrecer

Voltar a ganhar peso pode ser desafiador tanto física quanto emocionalmente, o que aumenta a procura por soluções de longo prazo e baixo risco

 

O reganho de peso após a realização de procedimentos para emagrecer é uma realidade para muitas pessoas. Apesar dos benefícios iniciais, diversos fatores podem levar ao aumento de peso, como hábitos alimentares inadequados e alterações hormonais. Diante desse cenário, o plasma de argônio vem ganhando destaque como uma solução eficaz para pacientes que enfrentam esse desafio. Este procedimento minimamente invasivo utiliza o plasma do gás de argônio para promover a redução do diâmetro da ligação entre o estômago e o intestino, prolongando a sensação de saciedade e ajudando no controle do peso.

Dados do Ministério da Saúde, obtidos em um levantamento inédito, apontam que a obesidade atinge 6,7 milhões de pessoas no Brasil. O número de pessoas com obesidade mórbida ou índice de massa corporal (IMC) grau III, acima de 40 kg/m², atingiu 863.086 pessoas no ano passado. As informações públicas estão sendo divulgadas pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM), em março deste ano.

Em 2019, 407.589 pessoas foram diagnosticadas com obesidade grau III, o que representava 3,14% das pessoas monitoradas. Já em 2022, o número subiu para 863.083 brasileiros diagnosticados com o como obesidade grau III também chamada obesidade mórbida, totalizando 4,07% da população. Esse ponto percentual representa um crescimento de 29,6% em apenas quatro anos.

Segundo estudos, muitos pacientes que optam por métodos de emagrecimento, como a cirurgia de Bypass, acabam voltando a ganhar peso com o tempo, pois focaram seu tratamento apenas no emagrecimento deixando em segundo plano as mudanças de hábito necessárias para o controle do peso. O reganho de peso pode ser desafiador tanto física quanto emocionalmente, o que aumenta a procura por soluções de longo prazo e baixo risco.

O médico especialista em cirurgia bariátrica, Leonardo Salles, explica que o plasma de argônio é uma excelente alternativa para pacientes que já passaram por procedimentos como a cirurgia bariátrica, mas que estão enfrentando dificuldades em manter os resultados. “Esse tratamento, além de ser ambulatorial e minimamente invasivo, tem um índice muito baixo de complicações e pode ser repetido caso necessário. Ele age diminuindo a passagem de alimentos, o que prolonga a saciedade e favorece o controle do peso a longo prazo”, desataca.

Salles complementa que o procedimento se destaca por sua segurança e eficácia. “Realizado de forma ambulatorial, o plasma de argônio pode ser uma opção viável para pacientes que já passaram por procedimentos anteriores e não desejam ou não podem realizar uma nova cirurgia bariátrica. Seu principal objetivo é de ser um procedimento de resgate desse paciente, fazendo com que ele perca peso e volte ao tratamento multidisciplinar para retratamento da obesidade também”, ressalta.


35 anos até o diagnóstico

Genética e grave, a SQF obriga que as pessoas afetadas tenham uma dieta restrita de gordura.1,2


Somente aos 35 anos, o socorrista, Francisco Abreu de Araújo, 42 anos, descobriu que tem a síndrome da quilomicronemia familiar (SQF), doença ultrarrara que eleva os níveis de triglicerídeos no sangue, obrigando a pessoa a seguir uma dieta alimentar restrita contendo no máximo 20 gramas de gordura por dia.1,2

A médica cardiologista e professora do setor de Lípides, Aterosclerose e Biologia Vascular, da Universidade Federal de São Paulo, Maria Cristina Izar, explica que a síndrome da quilomicronemia familiar, causada por uma mutação genética, impede o corpo de digerir gorduras (triglicerídeos) gerando um acúmulo que pode deixar o paciente debilitado e, dependendo da gravidade das manifestações, levar à morte.2 “A SQF afeta tanto homens quanto mulheres e pode se manifestar em qualquer momento da vida. Os seus sintomas inespecíficos, como pancreatites e dores abdominais intensas, levam ao subdiagnóstico da doença, que sem um manejo adequado pode agravar o quadro do paciente. Diante da suspeita, o exame genético pode auxiliar na confirmação do diagnóstico para a enfermidade”, explica Maria Cristina.

Desde o nascimento, os pais de Francisco, sabiam que algo não estava certo com a saúde do filho. Vivendo em uma zona rural na época, o casal notou o choro excessivo e a falta de ganho de peso do bebê, no entanto, devido à falta de informações, Francisco foi rotulado apenas como "uma criança doente". Na infância, apresentava alta de triglicerídeos no sangue, além de manchas na pele, conhecidas como xantomas.

Embora os médicos ainda não tivessem um diagnóstico definitivo, o controle dos triglicerídeos se tornou uma prioridade, levando Francisco a seguir uma dieta rigorosa, embora, muitas vezes, com erros que o faziam passar mal. “Eu comia corretamente, fazia atividade física, nunca bebi. Há algo errado. Daí começaram os questionamentos sobre minha alimentação. Trocavam as medicações. E eu acabava indo para outro médico”, diz ele.

Após sofrer três episódios graves de pancreatite, Francisco decidiu que era hora de ir atrás de uma resposta definitiva. A pancreatite é uma das manifestações causadas pela SQF. Ela costuma ser extremamente dolorosa e ataques repetidos podem levar a danos a longo prazo ao órgão,3 bem como a desenvolver diabetes pancreática, também conhecida como tipo 3C.4

A cidade onde morava não contava com especialistas, então ele viajou para Juazeiro, onde consultou endocrinologistas, nutrólogos e nutricionistas. Foi apenas após uma consulta com um gastroenterologista, que o encaminhou a um endocrinologista em Fortaleza, que Francisco encontrou a esperança que procurava. Lá, conheceu uma médica, que estava conduzindo uma pesquisa sobre doenças raras, e o ajudou a finalmente obter o diagnóstico.

Desde então, Francisco passou a buscar mais informações sobre a doença e descobriu que sua irmã mais velha também tem a mutação, mas a doença se manifesta de forma menos severa. Ele se engajou ainda com a causa de outras pessoas que, assim como ele, enfrentam os desafios causados pela doença.

 

Saiba mais sobre a síndrome da quilomicronemia familiar (SQF)

A SQF é uma doença rara e autossômica recessiva, ou seja, a pessoa afetada precisa herdar de ambos os pais os genes alterados para desenvolvê-la. Sendo assim, se pai e mãe carregam o gene alterado, cada filho do casal tem 25% de chance de ser afetado pela doença. Estima-se que a doença afete entre uma e duas a cada 1 milhão de pessoas no mundo e ainda não há dados oficiais de prevalência no Brasil.1 A doença se caracteriza por uma falha no gene responsável pela produção da enzima lipoproteína lipase (LPL), ou por falhas em outros genes associados à função da LPL, que tem o papel de metabolizar os triglicérides.4 Com isso, ocorre um acúmulo de quilomícrons, que são partículas de gordura que transportam os triglicérides pelo sistema sanguíneo. Esse excesso eleva muito as taxas de triglicérides, desencadeando dores abdominais, pancreatites, alterações nos vasos da retina, e lesões cutâneas, chamadas xantomas eruptivos. Para minimizar as complicações da SQF, o paciente deve se submeter a uma dieta muito restrita por toda a vida, normalmente de até 20 gramas de gordura por dia.1


Referências

1Burnett JR, Hooper AJ, Hegele RA, et al. Familial Lipoprotein Lipase Deficiency. In: GeneReviews® [Internet]. Seattle (WA): University of Washington, Seattle; 1993?2020.

2Falko JM. Familial chylomicronemia syndrome: a clinical guide for endocrinologists. Endocr Pract. 2018;24(8):756–763.

3Davidson M, Stevenson M, Hsieh A, et al. The burden of familial chylomicronemia syndrome: interim results from the IN-FOCUS Study. Expert Rev Cardiovasc Ther. 2017;15(5):415-423.

4Williams L, Rhodes KS, Karmally W, et al. Familial chylomicronemia syndrome: Bringing to life dietary recommendations throughout the life span. J Clin Lipidol. 2018;12(4):908–919.

5Baass A, Paquee M, Bernard S, Hegele RA. Familial chylomicronemia syndrome: an under recognized cause of severe hypertriglyceridaemia [published online ahead of print, 2019 Dec 16]. J Intern Med. 2019;10.1111/joim.13016.


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