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sábado, 20 de julho de 2024

Treinar no inverno? Conheça 4 benefícios de se movimentar no frio

Freepik
Maior queima de caloria e fortalecimento do sistema imunológico estão entre os principais motivos para encarar a academia em temperaturas baixas

 

O aconchego de uma cama quentinha ou uma hora de treino? Com a chegada do inverno, essa escolha se torna ainda mais desafiadora, já que as baixas temperaturas podem desmotivar a prática de exercícios físicos. No entanto, especialistas afirmam que a melhor decisão para a saúde é espantar a preguiça e manter a rotina de atividades. Além do corpo precisar estar em constante movimento, a verdade é que há diversas vantagens de se exercitar em dias frios. 

“Se movimentar no inverno é uma forma de reduzir os casos de superaquecimento durante os treinos, melhorar o desempenho aeróbico e adaptar o corpo a diferentes condições climáticas”, diz Brígida de Almeida Sousa, educadora física e professora na Academia Gaviões. A especialista separou os principais benefícios de se mexer no inverno, confira abaixo: 


Queima de mais calorias

“A exposição ao frio amplifica os resultados da atividade física. Nesse tipo de situação, o corpo trabalha com foco em manter uma temperatura estável, o que resulta em um maior gasto de energia e estimulando assim a termogênese. Ou seja, a capacidade de queimar calorias para gerar calor”, explica Brígida. 


Fortalecimento do sistema imunológico

“O exercício regular melhora a circulação sanguínea, facilitando o transporte de células imunológicas pelo corpo, o que ajuda na detecção e combate das infecções. Além disso, a prática aumenta a produção de substâncias anti-inflamatórias, o que auxilia também na regulação do sistema e na diminuição do risco de inflamações crônicas. Portanto, manter uma rotina de movimento para o corpo é uma ótima opção para reduzir as chances de ficar doente em época de frio”, revela a educadora. 


Saúde mental em dia

“Em dias cinzentos os momentos de desânimo na rotina são mais frequentes, o que pode impactar a nossa saúde mental. Neste caso, a atividade física é o segredo para garantir um emocional mais equilibrado, visto que movimentar o corpo libera uma substância chamada endorfina, que é capaz de melhorar o humor, reduzindo episódios de estresse e depressão”, esclarece a especialista. 


Hidratação

“No frio tendemos a diminuir o consumo de água. Por sua vez, a atividade física estimula a necessidade de ingestão do líquido, auxiliando a manter a hidratação do corpo”, pontua a professora. 

Além de reforçar a importância de incluir um aquecimento antes do treino e um alongamento no pós para evitar lesões, Brígida também faz algumas recomendações para aqueles que não irão deixar de treinar no inverno. “Para não desanimar nos dias frios, é importante ter um planejamento. Estabelecer metas claras de exercícios e comprometer-se a segui-los. Indico também um monitoramento corporal, que nada mais é do que estar atento aos sinais do corpo para ajustar o treinamento e evitar lesões, caso seja necessário”, finaliza a educadora. 

 

Academia Gaviões

 

É normal a criança ter amigos imaginários?

Foto: Banco de imagem
Neste dia do amigo, hospital pediátrico esclarece as principais dúvidas sobre a prática e reforça quando os pais devem ficar em alerta

 

Ter amigos imaginários é uma experiência frequentemente associada à infância. Muitas crianças criam personagens fictícios com quem conversam, brincam e compartilham suas vivências. Esse ato faz parte do processo de desenvolvimento, quando os pequenos estão explorando a imaginação e tentando compreender o mundo ao seu redor. 

Por isso neste Dia do Amigo, lembrado em 20 de julho, o Pequeno Príncipe, maior e mais completo hospital pediátrico do país, esclarece as principais dúvidas sobre a prática e reforça quando os pais devem ficar em alerta.

 

Como lidar com os amigos imaginários?

Segundo a psicóloga Rita Lous, os amigos imaginários são uma forma criativa e saudável de encarar as descobertas durante a fase de crescimento. “Isso estimula a capacidade de criar narrativas, resolver problemas de forma inovadora e explorar diferentes possibilidades”, afirma a profissional, que também é gerente do Setor de Voluntariado do Hospital Pequeno Príncipe. 

É importante que os pais e cuidadores lidem com essa situação de maneira natural e compreendam a presença desses amigos com empatia e sensibilidade. Conversar abertamente sobre o assunto fortalece o vínculo entre a família e promove um ambiente de acolhimento. Entretanto, é preciso encontrar um equilíbrio entre a valorização da imaginação para não incentivar excessivamente a interação apenas com o mundo de fantasia.

 

Com que idade surgem os amigos imaginários?

Costumam surgir a partir dos 3 anos, quando os pequenos começam a ter algum domínio da linguagem oral. A criação desses personagens pode ser uma resposta a uma série de fatores, como a necessidade de companhia, expressão dos sentimentos ou exploração da criatividade. 

Além disso, os amigos imaginários podem auxiliar as crianças a lidar com desafios. “Por meio dessa relação, a capacidade de criar e interagir com figuras imaginárias é capaz de prepará-las para enfrentar situações sociais complexas”, diz a psicóloga. 

Conforme o crescimento e amadurecimento da criança, é comum que os amigos imaginários desapareçam. Afinal, os pequenos encontram outras formas de expressar sua imaginação e expandem sua conexão com o mundo ao redor.

 

Sinais de alerta

Mas atenção! É necessário que os pais e cuidadores fiquem alerta às mudanças bruscas do comportamento infantil, como:

  • afastamento e isolamento social;
  • falta de interesse em outras formas de diversão;
  • dificuldades de relacionamento ou comunicação.

Por isso, os responsáveis devem conversar com as crianças sobre os amigos imaginários. As respostas irão auxiliar na compreensão e validação dos alertas. “Nessas situações, psicólogos e outros profissionais de saúde podem ajudar os pequenos, com o apoio dos pais, a explorar o significado dos companheiros invisíveis e desenvolver estratégias para lidar com questões subjacentes”, finaliza Rita.


SBGG ressalta importância da sexualidade na vida das pessoas idosas

Apesar de muitas pessoas achem que seja coisa somente de jovens ou adultos, a sexualidade nesta fase da vida existe e é benéfica 

 

A apresentadora Regina Casé, de 70 anos, recentemente, decidiu comemorar seus 28 anos de casamento ao lado do marido em um motel no Rio de Janeiro. O assunto viralizou e foi destaque em inúmeros sites de notícias e de celebridades. “Quem tem um namorado, que depois desse tempo todo, na avenida Niemeyer, de carro, sem combinar, do nada, dobra à direita, sobe a ladeira, pra passar uma noite de amor num motel com uma lareirinha falsa? É pra se apaixonar mais, né?”, escreveu Regina em sua conta no Instagram.

Para quem achou incomum o local escolhido por Regina para comemorar seu casamento e o fato de ela ter ainda 70 anos, saiba que as pessoas idosas são um público que frequenta motéis. Uma pesquisa realizada pela Associação Brasileira de Motéis (ABMotéis) em 2023, feita com mil pessoas entre quem frequenta e não frequenta motéis, mostrou que as pessoas com idade entre 50 anos e 65 anos correspondem a 37% do público que frequenta motéis no Brasil.

“Atualmente, 85% dos casais que frequentam estão em relacionamentos estáveis como casados e namorados. Nos últimos anos, o setor de motéis tem feito investimentos e se renovado. Hoje, os principais motéis do Brasil oferecem uma experiência de hospedagem que inclui suítes com arquitetura moderna e gastronomia elaborada com cardápios assinados por chefs renomados. Com base em nossa pesquisa e percepção do dia a dia, as pessoas idosas têm procurado cada vez mais celebrar seu relacionamento em um motel e para o cultivo da sexualidade”, afirma Felipe Martinez, presidente da ABMotéis.


Desmistificando o tabu

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a sexualidade diz respeito à motivação das pessoas em buscar amor, contato e intimidade, integrando pensamentos, sentimentos e ações que impactam diretamente sua saúde física e mental. No entanto, no caso das pessoas idosas, a sexualidade ainda é um tabu, com a sociedade acreditando, por exemplo, que pessoas com mais de 60 anos são assexuais, o que dificulta a inserção da sexualidade nesta fase da vida.

De acordo com Diego Félix Miguel, presidente do Departamento de Gerontologia da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG) de São Paulo, há singularidades biológicas que podem alterar, sim, o desejo sexual nesta faixa etária, como questões hormonais, doenças e o uso de medicamentos, por exemplo.

Mas, a sexualidade em pessoas mais velhas muda ao longo do tempo e, quando vivida, é parte importante de uma vida saudável. “A sexualidade nesta fase da vida não deixa de existir e traz benefícios à saúde. Ela proporciona bem-estar físico, mental e social, e deve fazer parte do processo de envelhecimento das pessoas de maneira ativa e saudável. Dar visibilidade à sexualidade da pessoa idosa contribui com a desmistificação do assunto”, diz o especialista da SBGG.


Apoio médico pode ser necessário

Como a percepção da sociedade sobre a pessoa idosa envolve tabus e desinformação, essa faixa etária tende a se isolar, evitando oportunidades de interação com outras pessoas e evitando também compartilhar seus problemas de saúde que podem afetar sua sexualidade. Neste caso, o especialista da SBGG orienta a procura de apoio médico, que pode abrir um diálogo sobre o assunto e realizar exames para identificar como recuperar a sexualidade. “Pelo lado social, é importante que a pessoa idosa participe de espaços que estimulem sua convivência com outras pessoas como clubes, academias e bailes. E, ao abrir espaço para o diálogo, o médico ou profissional de saúde pode proporcionar um ambiente de respeito, educação e apoio, ajudando a combater estigmas e a melhorar o bem-estar geral das pessoas idosas”, completa Miguel.

 


Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia - SBGG
Associação Brasileira de Motéis - ABMotéis



Sonhos, desafios e a busca por leveza: Reflexões sobre a vida após os 70

O que significa aproveitar a vida? Esta é uma pergunta que muitos de nós já nos fizemos em algum momento. Aos 72 anos, comecei a olhar para as várias possibilidades da vida com olhos amorosos, perguntando-me: O que ainda é possível? O que desejo fazer ou desfazer verdadeiramente? Até onde posso ir, considerando minhas limitações de idade?

Mesmo na terceira idade, meus sonhos e projetos ainda são vastos, mas as escolhas se tornam necessárias, começando pelas mais simples, como tornar a vida “leve”. Entre as minhas aspirações estão: Estudar inglês; Cantar no coral ou em bares; Estudar cinema ou me tornar uma estrela do teatro do bairro; Ler livros que nunca li, como “Em Busca do Tempo Perdido” de Marcel Proust; Mostrar ao mundo outras formas de se vestir, para si mesma e com arte; Escrever alguns poucos livros sobre a minha alma.

Mas o que é a alma? Existe alma? Não sei se você entende de alma, mas eu sou movida pela emoção de viver os plurais e os singulares da existência. Claro que a alma sou eu. 

Quero escrever para o mundo, para que as crianças aprendam a ler e escrever de maneira lúdica e os idosos possam compartilhar suas histórias e experiências, guardadas na caixa secreta das memórias.

Aproveitar a vida é torná-la leve, recordar, contar e relembrar os momentos. Risos que vivenciei com meus pais, quando tive a oportunidade de desenvolver a minha sensibilidade e, com ela, tentar viver meu cotidiano.

A verdadeira riqueza de aproveitar a vida e torná-la mais significativa é ter a companhia de irmãos e irmãs vivos, amigos, vizinhos, conhecidos e desconhecidos, enfrentando desafios e problemas. É compreender com sabedoria a música “Tocando em Frente” de Almir Sater, que nos lembra:

“Ando devagar porque já tive pressa e levo esse sorriso porque já chorei demais.” 

A canção fala sobre a serenidade que vem com o tempo, a importância do amor, da paz e da aceitação das coisas como são. “É preciso amor para poder pulsar, é preciso paz para poder sorrir, é preciso a chuva para florir.” 

Aproveitar a vida com sabedoria é valorizar o tempo que nos resta, o “presente de viver o presente”. Cada um de nós compõe a sua história, e cada ser carrega o dom de ser capaz e ser feliz. 

Levo comigo a certeza de que sei muito pouco, ou nada sei. E, assim, vou seguindo em frente, parafraseando novamente a canção, apreciando cada momento, “conhecendo as manhas e manhãs, o sabor das massas e das maçãs”, com amor, paz e sabedoria.  

 

Suely Tonarque - psicóloga, gerontóloga e especialista em moda no envelhecer

 

Quero um amigo de verdade

        Não tenho nenhuma pretensão de esgotar o tema sobre a amizade, pois é um assunto muito rico e vasto. Pode ser que você já tenha lido, escutado, assistido muito sobre amizade, mas ainda não tenha compreendido o que é um amigo, ou como fazer amigos. Talvez esteja até se questionando: será que sou um bom amigo?

Quem deseja um amigo precisa estar disposto a trilhar um caminho, pois é necessário perceber em si um empenho pela amizade. Um primeiro ponto a destacar é o TEMPO. A amizade nunca se faz da noite para o dia, é preciso disposição para trilhar um caminho de conhecimento e também de acolhida do outro e de si mesmo. É necessário baixar as guardas e deixar que o outro se aproxime livremente para partilhar sua história, demonstrar suas fraquezas, limitações, mas também se sentir livre para expor suas alegrias e os dons com que o Senhor o cumulou. Por isso é preciso dispor de tempo, pois é no tempo e na prova que o ouro é purificado, e a amizade é este ouro.

É certo que nem todo mundo está disposto a construir laços de amizade, e são tantas as motivações que levam a isso. No entanto, a amizade implica em decisão e coragem para não se deixar levar por tantos obstáculos. Por isso, a CONFIANÇA e a CONFIDÊNCIA são necessárias para a construção de uma amizade madura. Com os amigos construímos uma história que é sagrada, mesmo se aos nossos olhos parece apenas feita de coisas simples e muito humanas. Depende muito do que estamos dispostos a acolher, pois aprende-se muito com o amigo, esteja ele próximo ou distante. A amizade sempre se fortalece ao ser conduzida pelo amor a Deus, pela discrição, pela alegria e pela transparência de ser verdadeiramente o que está em nosso coração, ou seja, sem usar máscaras que nos escondam.

Somos um grande mistério e, mesmo que tenhamos que admitir que a limitação e a fragilidade nos marcam, a amizade vai acontecer ainda que seja necessário tocar naquele mistério de graças como de misérias, presentes no coração de cada um de nós. Como diz Giuseppe Colombero: “a característica da amizade é a certeza de encontrar o imutável no mutável”.

Certa vez, li a seguinte frase: “Quero um amigo com o qual eu tenha, na sua presença, a liberdade de sentir-me fraco, ser diante dele aquilo que realmente eu sou”. Só a confiança e a confidência são capazes de nos colocar nesta condição diante do outro, afinal quem confia também confidencia.

Ninguém caça uma amizade, ela nasce naturalmente, cresce e floresce. Porém, como bem sabemos, para que uma planta cresça é preciso CUIDAR e GUARDAR. Lembremos aqui do Pequeno Príncipe, tão preocupado com sua rosa, que até a coloca em uma redoma de vidro, um sinal de cuidado e proteção. É difícil dizer como escolhemos os amigos ou porque eles nos escolhem, se é que é possível uma escolha. Prefiro dizer que é Deus mesmo cuidando, preparando o caminho e nos convidando à santidade por meio do amigo, pois a amizade nada mais é do que a aceitação de que Deus nos visita através de quem nos é próximo.

Quem procura a amizade dificilmente a encontrará, porque a amizade verdadeira não é objeto de procura. Quando queremos uma amizade a todo custo, ela nos escorre pelos dedos, não a alcançamos, pois ela primeiro precisa ser encontrada dentro de nós. É preciso que reconheçamos, essencialmente, no mais profundo do nosso coração, aquela identidade que comunga com quem começa a viver conosco o período de conquista da amizade. Quem caça uma amizade jamais cuidará dela, pois na caça a única coisa que desejamos é “exibir o prêmio” ou nos alimentar daquilo que caçamos. Entretanto cultivar uma rosa é desejar admirá-la e não possuí-la. Quem cuida e guarda aprende a valorizar aquilo que plantou.

Em todo esse processo existe um risco, pois não existe amor sem riscos, logo não existe amizade sem riscos. Não existe fé sem riscos, não existe confiança sem riscos. Já nos dizia o saudoso Papa Bento XVI: “Não há segredos entre amigos: Cristo nos diz tudo o que escuta do Pai; Dá-nos sua plena confiança e, com a confiança também o conhecimento”. A confiança construída sob a caridade: é essa a maior segurança que temos no relacionamento da amizade; a amizade é assim um bem nela mesmo por causa do reflexo do amor de Deus. Sem a CARIDADE nenhuma amizade subsiste, pois, a caridade é quem une e sela a amizade.

Não somos nós que sustentamos a amizade. Ela é, primeiramente, dom de Deus. Uma semente que é plantada no coração de duas pessoas para que cresça com a descoberta, a escolha, o cultivo e a decisão de amar o outro, embora sejam, muitas vezes, tão diferentes. As diferenças não anulam uma amizade e nem são obstáculos para que ela se desenvolva em toda a sua potencialidade. Quando vamos conhecendo a pessoa amiga, vamos percebendo algumas semelhanças e aquilo que é comum nos desejos e na maneira de conceber a vida. Tudo é graça de Deus! 

 

Rafael Morais - seminarista da Comunidade Canção Nova.



Reprogramação mental ajuda pessoas a lidarem com a dislexia

Psicanalista explica o método e conta como auxiliou na evolução de sua própria história 

 

A dislexia, segundo a Associação Internacional de Dislexia (IDA), afeta 10% da população mundial, totalizando mais de 700 milhões de pessoas. No Brasil, estima-se que mais de 8 milhões convivem com essa condição. A dislexia se manifesta de formas variadas e com intensidades diferentes. Na leitura, há dificuldade em decodificar palavras, resultando em leitura lenta, imprecisa e com falta de fluência. Na escrita, são comuns erros de soletração e ortografia, além de omissões e inversões de letras. Na linguagem oral, ocorrem atrasos no desenvolvimento da fala, dificuldades em formar palavras corretamente e problemas de pronúncia, impactando a clareza e precisão na expressão verbal.

Elainne Ourives, psicanalista e especialista em reprogramação mental, é uma dessas pessoas e conseguiu superar as consequências causadas pelo problema aplicando técnicas de cocriação da realidade. “Espero que minha história vá além de uma conquista pessoal, mas que ofereça um caminho para outros enfrentarem desafios semelhantes e alcançarem seus sonhos”, diz.

Para ela, compreender que seus pensamentos e emoções influenciam diretamente a realidade foi um divisor de águas. “A Lei da Atração me ensinou a alinhar minha frequência vibracional com meus objetivos, transformando obstáculos em oportunidades", completa. Para isso, ela passou a explorar conceitos como o enigmático Efeito Zenão. Quando perguntas como "por que meus sonhos não se realizam?" vêm à tona, o efeito, nomeado em homenagem ao filósofo grego Zenão, explica como a constante preocupação e mudança de foco podem interromper o processo de cocriação dos nossos sonhos. 

O pensador conhecido por seus paradoxos nunca imaginou que suas ideias seriam aplicadas ao processo de cocriação. Mas, para esclarecer isso, é essencial entender a natureza da energia. “Tudo no universo, incluindo nós mesmos, é composto de energia. E como a energia assume forma física? Através dos átomos, que são moldados pelos nossos pensamentos e emoções”, explica Elainne. 

A Frequência Vibracional é ajustada pelas emoções dos indivíduos. Considerando esse contexto, emoções positivas como amor e gratidão emitem vibrações altas, conforme a Escala da Consciência de Hawkins. Quando interrompe-se o processo de cocriação com dúvidas e ansiedade, é acionado o Efeito Zenão, que desfaz o alinhamento atômico necessário para a realização dos desejos.

"Ao pensar no seu sonho, sinta a emoção como se ela já fosse realidade. A confiança no processo e a manutenção de uma alta Frequência Vibracional são cruciais para a materialização dos sonhos", aconselha. Ela usa ainda uma metáfora poderosa para ilustrar: "imagine que você plantou uma semente. Cavá-la constantemente para verificar seu crescimento apenas atrasa seu desenvolvimento. Da mesma forma, a ansiedade pode interromper a cocriação da realidade desejada". 



Elainne Ourives - Treinadora mental, cientista e pesquisadora nas áreas da Física Quântica, das Neurociências e da reprogramação mental; autora best-seller de 8 livros; mestra de mais de 200 mil alunos, sendo 120 mil deles alunos do treinamento Holo Cocriação de Sonhos e Metas, a mais completa metodologia de reprogramação mental, cocriação e manifestação de sonhos do mundo; formada pelos maiores cientistas do mundo, tais como Jean Pierre Garnier Malet, Tom Campbell, Gregg Braden, Bob Proctor, Joe Dispenza, Bruce Lipton, Deepak Chopra e Tony Robbins; multiplicadora do Ativismo Quântico de Amit Goswami; certificada pelo Instituto HeartMath; única trainer de Joe Vitale no Brasil. 
É ainda idealizadora do Movimento “A Vida é Incrível”, lançado para ajudar a libertar o potencial máximo das pessoas na realização de seus sonhos; e criadora da Técnica Hertz®, que surgiu a partir de descobertas da física quântica e do estudo aprofundado das mais poderosas técnicas energéticas do mundo.
https://elainneourives.com.br
Instagram @elainneourivesoficial.



24/07 - Dia do Autocuidado | Reflexões e dicas simples que ajudam a promover o bem-estar integral na busca por uma vida


Divulgação 
Juliana Romantin

Como o autocuidado pode ajudar na buca por uma vida saudável e feliz


O autocuidado é um conceito que vai muito além das rotinas de beleza. Cuidar de si envolve um compromisso com o bem-estar integral, que abrange aspectos emocionais, mentais e físicos.

Com a proximidade do Dia do Autocuidado (celebrado em 24/7), Juliana Romantini, treinadora certificada em Medicina do Estilo de Vida por Harvard, especialista em Mindfulness e criadora do método Prática Integral, compartilha reflexões e dicas práticas para promover o bem-estar integral. Sua abordagem destaca a importância de se auto-observar e buscar uma vida equilibrada e saudável.

“Cuidar de si é colocar atenção em sua própria vida, suas emoções e sensações. Isso significa perceber o que sentimos, identificando nossas necessidades e entendendo como nossas experiências podem ampliar nossa percepção do mundo. Autocuidado é criar uma rotina de vida que permita cultivar o bem-estar emocional e físico, através de pilares essenciais como a alimentação saudável, a prática regular de atividades físicas, o contato com a natureza, o bom sono e a gestão do estresse”, destaca Juliana.

Nesse processo de olhar para si, Juliana também enfatiza a importância de adotar atitudes que levam a uma vida mais consciente, como praticar a gratidão, cultivar a autocompaixão, aprender a dizer não e priorizar atividades que colaborem com sua realização e propósito.

“Muitas pessoas ainda têm dificuldades para mudar suas rotinas devido a hábitos arraigados e uma mentalidade fixa. Mas é possível transformar esse mindset e incorporar o autocuidado no dia a dia. O importante é iniciar com pequenas mudanças, que vão ajudar na construção de um estado de bem-estar contínuo e na ampliação da capacidade de enfrentar os desafios da vida com resiliência e confiança”, pontua Juliana Romantini, que fornece outras dicas simples para quem deseja desenvolver a consciência do autocuidado:

  • Comece reconhecendo e entendendo suas próprias necessidades e sentimentos;
  • Acredite em você e que é possível desenvolver novas habilidades e hábitos com esforço e prática;
  • Pratique a autoaceitação. Todos temos limitações. Foque no processo e seja paciente consigo, afinal, seu crescimento é muito mais importante do que a perfeição;
  • Pense em longo prazo e visualize os benefícios do autocuidado lá na frente. Imagine-se com uma vida equilibrada e feliz, e como isso pode melhorar sua qualidade de vida;
  • Celebre suas conquistas, por menores que sejam. Lembre-se: mudanças de mindset levam tempo e, quase sempre, envolvem tentativas e erros.

Segundo a treinadora, desenvolver a consciência sobre o autocuidado não apenas melhora nossa própria vida, mas também traz benefícios significativos para aqueles que nos rodeiam. “Ao nos tornarmos mais receptivos às experiências e aprendizados da vida, aumentamos nossa capacidade de interagir de forma mais empática com os outros, estabelecendo conexões mais ricas”, complementa.

 


Juliana Romantini - Treinadora Corpo-Mente, é graduada em Educação Física, pós-graduada em Reabilitação Cardíaca e Grupos Especiais (obesos, gestantes, hipertensos), especialista em Mindfulness e certificada em Medicina do Estilo de Vida pela Harvard University. Criadora do método Prática Integral, vem transformando vidas no tocante à saúde e expansão de consciência.


Prática Integral - Método de treinamento físico e mental para auxiliar a atingir o potencial máximo em saúde, bem-estar e equilíbrio através dos seguintes pilares: movimento, viver no agora, contato com a natureza, senso de comunidade, autoconhecimento, equilíbrio, generosidade e comportamento alimentar.


10 DICAS PARA SUPERAR CRENÇAS LIMITANTES E ALCANÇAR MAIS POTENCIAL


 

A transformação pessoal e profissional muitas vezes encontra um grande obstáculo nas crenças limitantes que moldam nossas atitudes e comportamentos. Segundo a psicóloga Dra. Cristiane Pertusi, também especialista em Terapia Cognitivo-Comportamental, revisar e alterar as falas internas que nos impedem de alcançar nosso potencial pleno é essencial.

"Crenças limitantes são afirmações que aceitamos sobre nós mesmos, nossas capacidades ou nosso futuro, que mais nos restringem do que nos auxiliam," explica Dra. Cristiane. Segundo ela, o primeiro passo para superar essas barreiras invisíveis é reconhecê-las e, então, substituí-las por falas que promovam confiança e possibilidades de crescimento. 

Aqui estão 10 exemplos comuns de crenças limitantes e as substituições sugeridas pela psicóloga para encorajar uma mudança de atitude positiva:
 

  1. Crença Limitante: "Eu não sou bom o suficiente."
    Substituição: "Eu sou capaz e estou sempre evoluindo."
  2. Crença Limitante: "Não posso cometer erros."
    Substituição: "Erros são oportunidades para aprender e melhorar."
  3. Crença Limitante: "Não tenho o que é preciso para ter sucesso."
    Substituição: "Eu possuo todas as ferramentas que preciso para ter sucesso, só preciso utilizá-las efetivamente."
  4. Crença Limitante: "É tarde demais para mudar."
    Substituição: "Nunca é tarde demais para fazer mudanças positivas na minha vida."
  5. Crença Limitante: "Eu não mereço ser feliz."
    Substituição: "Eu mereço felicidade e estou trabalhando para cultivá-la todos os dias."
  6. Crença Limitante: "Não faço nada certo."
    Substituição: "Eu faço muitas coisas bem e estou aprendendo a fazer ainda mais."
  7. Crença Limitante: "Não sou inteligente o suficiente."
    Substituição: "Inteligência vem em muitas formas, e eu sou inteligente à minha maneira."
  8. Crença Limitante: "Se falhei uma vez, falharei sempre."
    Substituição: "Cada tentativa é uma nova oportunidade para sucesso."
  9. Crença Limitante: "As coisas boas nunca acontecem comigo."
    Substituição: "Eu atraio coisas positivas por estar aberto e trabalhar duro."
  10. Crença Limitante: "Eu não tenho sorte."
    Substituição: "Eu crio minha própria sorte através de minhas ações e decisões."

Dra. Cristiane Pertusi ressalta que a mudança de fala interna é apenas o primeiro passo. "A substituição de crenças limitantes por afirmações positivas deve ser acompanhada de mudanças concretas no comportamento para que a transformação seja efetiva," conclui a psicóloga. Reconhecer as próprias barreiras e trabalhar ativamente para superá-las, pode-se desbloquear um novo nível de crescimento pessoal e sucesso. 



Dra. Cristiane Pertusi - CRP 06/54382 - •Doutora em Psicologia do Desenvolvimento Humano pela USP.Mestre em Psicologia PUCRS, Especialista em Abordagem Sistêmica pela UNIFESP. •Certificada como coach qualificada pela ASTD --The American Society for Training and Development, para ministrar “Coaching Certificate Program". •Qualificada pela Fellipelli Instrumentos de Diagnóstico e Desenvolvimento Organizacional para aplicar o Indicador de Preferências Psicológicas - Instrumento MBTI (Myers Briggs Type Indicator). •Consultora, Psicóloga e Professora Universitária. •Palestrante nacional e internacional.
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É possível ter amizades verdadeiras na vida adulta? Descubra!

No Dia do Amigo, celebrado em 20 de julho, psicóloga do CEJAM esclarece a dúvida e oferece orientações para cultivar as relações


Muitos afirmam que a solidão é o mal do século. De fato, a própria Organização Mundial da Saúde (OMS) reconhece a gravidade desse sentimento, tornando-o uma prioridade de saúde global para os próximos três anos. 

Pesquisa realizada pela Meta-Gallup em 142 países revelou que um quarto da população mundial se sentia sozinha em 2023, representando aproximadamente um bilhão de pessoas. No entanto, suspeita-se que esses números possam ser ainda maiores. E o aspecto mais preocupante foi que as taxas mais altas de solidão foram relatadas principalmente entre adultos, com idades entre 19 e 29 anos. 

A falta de alguém para compartilhar momentos pode trazer sérios prejuízos à saúde. De acordo com a Brigham Young University, nos Estados Unidos, a situação pode ser tão prejudicial quanto o consumo diário de 15 cigarros. 

Contudo, uma das estratégias para minimizar esses impactos é fortalecendo as conexões com outras pessoas, e é aqui que a amizade desempenha um papel crucial. 

"Na vida adulta, as responsabilidades e compromissos, como trabalho, família e relações amorosas, aumentam e passam a ser prioridades. Isso deixa menos tempo e energia para investir em boas e novas amizades", afirma Ana Paula Ribeiro Hirakawa, psicóloga do CEJAM - Centro de Estudos e Pesquisas Dr. João Amorim. 

Fatores como falta de tempo, preferência por comunicações via redes sociais e superficialidade nas conversas podem agravar esse cenário. Traumas passados e experiências negativas também podem influenciar negativamente na capacidade de estabelecer confiança e criar conexões. 

"Há inúmeros fatores que dificultam o fortalecimento das amizades na fase adulta. Diferentemente da infância, as amizades tendem a ser mais seletivas e baseadas em valores e interesses compartilhados, o que pode ser considerado um desafio adicional", explica a psicóloga. 

Mas, apesar dos obstáculos, a profissional garante que é possível manter amizades antigas e construir novos laços. “Para isso, é importante estar disposto a criar e buscar oportunidades para interações significativas, onde se possa compartilhar experiências e emoções profundas, de preferência presencialmente.” 

No caso da busca de novas relações, participar de atividades que despertem o interesse pessoal e permitam encontrar pessoas com afinidades similares pode ser um excelente ponto de partida. 

Algumas ações que podem facilitar esse processo incluem integrar-se a grupos ou clubes, oferecer-se como voluntário para causas que façam sentido, comparecer a eventos sociais e de trabalho, além de manter-se aberto e acessível. Ter uma escuta ativa e empática durante as conversas é fundamental. 

É essencial ter em mente que a amizade, acima de tudo, é uma via de mão dupla, exigindo dedicação de ambas as partes. Não se trata apenas de encontrar pessoas com interesses semelhantes, mas também de estar disposto a investir tempo e energia na construção desses relacionamentos. 

Uma pesquisa publicada pelo Journal of Personal and Social Relationships concluiu que indivíduos que acreditam que a amizade depende do acaso tendem a se sentir mais solitários. Em contrapartida, aqueles que entendem que ter amigos requer esforço sentem-se menos solitários e, consequentemente, possuem um maior número. 

"Normalmente, levamos cerca de 30 horas de interação para criar uma amizade casual. Para relações mais profundas, precisamos de mais, são necessárias 140 horas para se conquistar um bom amigo e 300 para criar um vínculo realmente significativo. Não tem jeito, esse processo requer tempo e interesse de ambas as partes”, complementa Ana Paula. 

A presença de amigos possui um impacto significativo e incontestável no dia a dia. Eles desempenham um papel crucial no bem-estar, além de promover a saúde física e mental. A troca de experiências, risos e até mesmo momentos de tristeza com eles torna a vida mais leve. 

"A amizade tem o poder de proporcionar suporte emocional, intensificar a sensação de pertencimento e reduzir o estresse. Elas oferecem um ambiente seguro para a expressão de sentimentos, validação e apoio, e auxiliam na regulação emocional e no fortalecimento da autoestima", conclui a especialista.




CEJAM - Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim”
@cejamoficial
site da instituição


Spinning: exercício aeróbico coletivo com bicicletas é sucesso no Brasil


Professor de Educação Física do CEUB lista benefícios e cuidados ao praticar a atividade
 

 

Atividade física e de alto gasto calórico, o spinning conquista cada vez mais espaço em academias exclusivas dedicadas à modalidade, atraindo uma legião de adeptos. Estúdios oferecem exercícios variados, como o uso de halteres para treinar membros superiores e o guidão para realizar flexões. Elásticos presos aos aparelhos são utilizados para trabalhar bíceps, tríceps e abdômen. Além disso, há DJs, aulas temáticas e até a presença de professores convidados. 

Tácio Santos, professor de Educação Física do Centro Universitário de Brasília (CEUB), orienta que ao optar pelo spinning como atividade física principal, é fundamental considerar os benefícios à saúde e passar por uma avaliação prévia para determinar o tipo adequado de exercício para cada pessoa. O especialista comenta a importância de realizar o treino com responsabilidade e a obtenção de resultados satisfatórios.

 

Confira entrevista, na íntegra:

 

O que é o spinning e quais são suas principais características?

TS: O spinning é uma aula de ciclismo indoor, realizada em ambiente fechado, que busca mimetizar as características do ciclismo, especialmente o ciclismo de estrada. Normalmente, é uma atividade coletiva, reunindo pessoas de diferentes níveis de condicionamento físico. Além disso, as aulas de spinning costumam ser realizadas em um ambiente bem climatizado, com ventilação adequada, iluminação apropriada e música estimulante.

 

Quais são os principais benefícios físicos do spinning para o corpo humano?

TS: Os principais benefícios físicos do spinning estão relacionados à aptidão cardiorrespiratória, ou, popularmente falando, a ter um bom fôlego. Essa aptidão é importante para um bom desempenho em atividades físicas e esportivas, mas também para a rotina do dia a dia, como caminhar e subir escadas. Como a aptidão cardiorrespiratória está diretamente associada à longevidade, quanto melhor a aptidão cardiorrespiratória de um indivíduo, espera-se que maior seja sua longevidade.

 

Em que aspectos o spinning se diferencia de outras atividades aeróbicas, como correr ou andar de bicicleta ao ar livre?

TS: Em primeiro lugar, ao comparar o spinning com outras atividades indoor, realizadas em ambiente fechado, destaca-se a ausência de exposição ao ambiente externo. Por um lado, as atividades indoor podem ser mais convenientes em situações climáticas adversas, como chuva, frio ou calor intenso, pois é possível controlar a climatização do ambiente. 

Por outro lado, existem benefícios associados à prática de atividades ao ar livre. Interagir com outras pessoas e estar exposto à natureza podem proporcionar bem-estar físico e mental. Portanto, sempre que possível, é recomendável alternar entre atividades indoor e outdoor para aproveitar não apenas os benefícios do exercício físico, mas também os efeitos positivos do contato com a natureza.

 

Quais são os cuidados que um instrutor de spinning deve ter para evitar lesões nos alunos durante a prática?

TS: Os professores de spinning priorizam a regulagem individual da bicicleta no início da aula, ajustando-a conforme as dimensões corporais de cada pessoa para evitar lesões. Embora menos comum atualmente, o uso de halteres durante as aulas requer os mesmos cuidados de exercícios com pesos livres, incluindo qualidade na execução e postura adequada. Sob a supervisão de um profissional de educação física, o spinning é seguro para pessoas com diversas condições de saúde, desde que sejam feitos ajustes para garantir segurança e eficácia.

 

Como o spinning pode ser adaptado para diferentes níveis de condicionamento físico?

TS: No spinning, a carga do exercício pode ser quantificada como externa (medida em km/h ou RPM) e interna (baseada na frequência cardíaca ou percepção de esforço). Apesar da ideia comum de que as aulas são planejadas pela carga externa, como velocidade ou tempo, elas são realmente conduzidas com foco na carga interna. Isso significa ajustar os limites de frequência cardíaca individualmente para que todos possam trabalhar com intensidade relativa, alcançando objetivos de forma segura e eficaz, independentemente da velocidade ou RPM específicos.

 

O spinning pode ser uma alternativa eficaz para quem busca emagrecimento? Por quê?

TS: O spinning é uma atividade eficaz porque é uma atividade aeróbica. Embora seja possível emagrecer com exercícios não aeróbicos, esse tipo de atividade é a principal recomendação para o emagrecimento. A característica de variações de intensidade também favorece o processo. Lembrando que é essencial complementar o spinning com atividades de fortalecimento muscular. Isso garante que o processo de perda de peso resulte em uma redução prioritária da massa gorda, mantendo ou minimamente reduzindo a massa magra. 

 

Quais são as recomendações para iniciantes no spinning que desejam obter o máximo benefício dessa prática?

TS: As recomendações para os iniciantes são, basicamente, procurar um local onde as aulas sejam conduzidas por um profissional de educação física devidamente formado e registrado no Conselho Regional de Educação Física do estado. Isso garante toda a atenção necessária, tanto os ajustes da bicicleta quanto os níveis de intensidade a serem desenvolvidos. É importante atentar às características comportamentais que favorecem a aquisição do hábito da atividade física, considerando locais, horários e companhias que facilitem a manutenção da prática a longo prazo.

 

Só o treino de spinning basta como atividade física?

TS: O treino de spinning é suficiente para a melhoria, manutenção ou recuperação da aptidão cardiorrespiratória. No entanto, ao considerarmos atividade física e saúde, é importante pensar em outros dois componentes: a aptidão muscular e a flexibilidade. A aptidão muscular é normalmente trabalhada em atividades como musculação, calistenia, treinamento funcional, pilates, entre outras. Já a flexibilidade é desenvolvida com exercícios específicos. Para uma condição de saúde geral e integral, o ideal é complementar o treino de spinning com essas outras atividades, garantindo um equilíbrio entre aptidão cardiorrespiratória, força muscular e flexibilidade.



Psicanalista analisa estupro matrimonial exposto no “Casamento às Cegas”

 

Em meio às dores, indignação e revolta, a participante de um reality show, denunciou um estupro matrimonial, em meio a uma crise de pânico. A notícia movimentou as redes e trouxe à tona um tema que, infelizmente, é muito recorrente em nossa sociedade, apesar de ser pouco denunciado, até mesmo pela dificuldade das vítimas em enxergarem que foram violentadas, abusadas sexualmente pelo próprio companheiro.

 

Segundo a psicanalista Andrea Ladislau, o estupro no casamento, geralmente, ocorre seguido por ameaças, violência psicológica, violência patrimonial, para conseguir manter relações com a vítima. Relações sexuais não consensuais e, em muitos casos, associada à violência física

 

"Fato é que, amar alguém não requer incontável “perdoe-esqueça”, pois os danos emocionais causados, podem ser muito maiores que os danos físicos. Além disso, a base da relação está no respeito e no limite. Chocam os relatos que mostram que a mulher, apesar de dizer “não”, continua sendo desrespeitada, e sob protestos ou ameaças, cede contra sua vontade", explica.

 

Porém, Andrea lembra que muitas não conseguem enxergar a situação como sendo uma violência sexual. Tanto que, a ficha só caí quando resolvem tomar coragem de denunciar ou buscam um profissional de saúde para fazer terapia, dizendo-se abusadas, mas através de acolhimento e orientação, percebem que na realidade, sofreram um estupro.

 

"Ou seja, fica evidente a necessidade de abertura de mais instrumentos públicos ou privados que acolham e massifiquem as características dos tipos de violências. Abrindo também um canal de abordagem para que se sintam à vontade para expor suas dores", alerta.

 

Para a psicanalista se perceber vítima de um estupro sexual, praticado contra o próprio parceiro, seja marido, namorado ou ficante fixo é, no mínimo, triste e constrangedor. O que leva, grande parte delas, a esconderem a violência por vergonha ou medo, elevando o índice de subnotificação destes casos no país.  

 

"!Psicologicamente falando, o que dificulta as denúncias é o vínculo que a vítima possui com o agressor. Esse elo faz com que ela se cegue e não perceba que está em uma situação de violência sexual ou psicológica. Se sentem culpadas muitas vezes e não entendem que, a partir do momento que, não se deseja o ato, verbalizou o NÃO, a violência se instaurou. Pois, ninguém é obrigado a nada", explica.

 

Estatísticas mostram a crescente dos relatos de estupros, de todas as naturezas. Seja dentro das casas das vítimas, ou mesmo nas ruas, em eventos, ou em locais de trabalho. O que demonstra demosntra segundo Andrea, a importância de políticas de proteção mais robustas, a padronização de regimes éticos e de seguranças internas eficazes dentro de todos os ambientes, no sentido de evitar os traços de crueldade, manipulação e perversidade que, certamente, provocam, nas vítimas, mudanças severas em sua percepção de valores e na forma como possam lidar com suas dores, possibilitando ainda o transporte do trauma para toda sua trajetória de vida e dificultando suas relações futuras.

 

"Enfim, o episódio do reality “Casamento às Cegas” demonstrou uma realidade que pode acontecer na intimidade de um casal. Dentro deste contexto, se faz urgente o fortalecimento dos cuidado, a orientação, o acolhimento e escuta ativa para as vítimas deste crime, muitas vezes silencioso, que anula o sorriso e rouba a vivacidade, ferindo e provocando sensação de culpa, inferioridade, fobias, além de dores físicas e na alma. Vivências traumáticas que podem ser irreparáveis. Já que, os reflexos do abuso sexual e do estupro, afetam diretamente o psicológico através dos traumas sofridos", finaliza.               

               

Dra. Andréa Ladislau - Psicanalista


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