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quarta-feira, 17 de julho de 2024

Atletas amadores sofrem mais lesões do que competidores Olímpicos

Especialista em fisioterapia alerta para cuidados com o corpo; preparação ineficiente pode desencadear contusões

 

Com a proximidade dos Jogos Olímpicos Paris 2024 – que serão realizados de 26/07 a 11/08 – e a enorme visibilidade das grandes competições esportivas nos meios de comunicação, muitas pessoas se empolgam e aproveitam a ocasião para iniciar atividades físicas. 

Apesar de todos os benefícios que o esporte traz para a qualidade de vida, não basta apenas ter boa vontade e sair fazendo os exercícios de qualquer jeito. O alerta é da fisioterapeuta Lucilei Gomes, coordenadora de graduação, responsável técnica da Clínica Escola e colaboradora da pós-graduação em Fisioterapia Traumato – Ortopédica e Esportiva do Centro Universitário Integrado de Campo Mourão (PR). 

“Os sedentários ou os ‘atletas de fim de semana’ são mais suscetíveis às lesões do que os esportistas olímpicos. Quem se aventura por conta própria e sem orientação adequada pode ter contraturas, espasmos musculares, câimbras, inflamações, tendinites, distensões e outros problemas mais graves”, explica.

 

Conheça seus limites

Como a prática de qualquer esporte requer resistência aeróbica e muscular, tanto os atletas de alta performance, quanto os amadores devem tomar cuidados. Profissionais especializados em fisioterapia podem ajudar os iniciantes a entender a importância do equilíbrio musculoesquelético e cardiovascular. 

 

“É fundamental conhecer os próprios limites e desenvolver ganhos diários, dentro de seus objetivos. Essa recomendação também vale para quem ‘bate uma bolinha só de vez em quando’. Mesmo assim, é importante aquecer antes, alongar após os exercícios e manter-se hidratado durante toda prática”, ressalta Lucilei.

 

Tenha calma

A especialista salienta que o aumento de pessoas envolvidas com práticas esportivas – influenciados por grandes competições, como as Olimpíadas de Paris 2024, traz como consequência a maior procura de profissionais para recuperação ou reabilitação em virtude de lesões. 

Lucilei explica que há uma enorme diferença entre sair para uma leve corrida ou caminhada no parque e jogar futebol como se você estivesse em plena capacidade física. “A preparação ineficiente pode desencadear lesões e trazer prejuízos severos ao corpo. É necessário haver uma transição segura e eficaz, de tal modo que o organismo ‘perceba’ o nível de condicionamento físico e vá se habituando gradualmente”, completa.

 

Busque ajuda profissional

Mesmo os esportistas de alto rendimento - já acostumados a competir em diferentes países e continentes - sabem a importância desses cuidados e se previnem em todas as ocasiões. 

“Em 14 anos de carreira, já tive lesões e me recuperei com a ajuda da fisioterapia. Recomendo que todas as pessoas busquem o apoio de um profissional capacitado, conheçam seus limites e respeite seu corpo”, conta a atleta paranaense Flávia Maria de Lima, que vai disputar os Jogos Olímpicos Paris 2024 na modalidade dos 800 metros rasos e estuda Nutrição no Centro Universitário Integrado. 

Situação parecida acontece com Gabrielly Cristina dos Santos. “Faço acompanhamento com fisioterapeuta para evitar lesões e, duas vezes por semana, realizo fortalecimento muscular. Atividade física é essencial para todos, mas sempre com o auxílio de um profissional para que não ocorra lesões, desidratação entre outras coisas”, explica a atleta que também estuda no Integrado e está no 4º período de fisioterapia.

 

Sobre o Centro Universitário Integrado

Localizado em Campo Mourão (PR), o Centro Universitário Integrado oferece, há mais de 25 anos, ensino superior de excelência reconhecido pelo MEC com nota máxima (5) no Conceito Institucional e nota 4 no Índice Geral de Cursos (IGC). Atento ao que o mercado necessita, busca ofertar um ensino de qualidade voltado às competências que precisam ser desenvolvidas por todos os profissionais. 

Para isso, conta com infraestrutura moderna, laboratórios com tecnologia de ponta, metodologias de ensino inovadoras e corpo docente com forte experiência acadêmica e vivência prática. 

Atualmente, o Integrado oferece mais de 55 cursos de graduação presencial, semipresencial e a distância, incluindo Direito, Medicina e Odontologia e mais de 100 cursos de pós-graduação em diversas áreas do conhecimento.

 

Médico do Hospital Felício Rocho apresenta mitos e verdades sobre o inverno

Do senso comum ao comprovado cientificamente, saiba o que pode ou não ser prejudicial à saúde

Chegou o inverno e, com ele, vem também aquela preocupação extra com a saúde respiratória. Isso porque, nessa época do ano, há um aumento significativo no que diz respeito às consultas e à procura por auxilio médico devido ao aumento de sintomas gripais. Nesse cenário, ocorre também uma série de confusões sobre o que é correto ou não fazer, ou se determinado hábito pode ser prejudicial.

Prova disso é um registro compartilhado pela Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte, indicando a incidência de 134 mil pessoas procurando assistência médica para tratar problemas dessa espécie apenas entre maio e junho de 2024. Isso quer dizer que foi registrada média de 1 atendimento a cada 40 segundos a residentes da capital mineira.

Em meio a tantas ocorrências, o médico otorrinolaringologista do Hospital Felício Rocho, Dr. Eduardo Rossi, destaca que o aumento no número de consultas durante o período se deve a propagação de doenças que atingem desde crianças até os idosos. “O tempo seco casado com as instabilidades climáticas e ainda somado às aglomerações em ambientes fechados, contribuem para a propagação de doenças como gripes e resfriados. Essas enfermidades atingem todas as faixas etárias. Além disso, há muitas dúvidas sobre com a estação mais fria do ano pode acometer a saúde. A soma desses fatores explica o aumento no número de atendimentos”.

Tais questionamentos, quando não solucionados por um profissional especializado, possibilitam a propagação crescente de fake News, fazendo com que as pessoas acabem tirando conclusões precipitadas sobre o assunto. “Não são raras as ocasiões em que pacientes chegam ao consultório com conclusões completamente equivocadas sobre determinados hábitos. Geralmente dizem que “ouviram dizer”, por exemplo, que o fato de andar descalço ou dormir com o cabelo molhado provoca resfriado, o que não é verdade”, lembra Rossi.

Ao contrário do que muita gente imagina, existem sim alguns mitos e verdades no que diz respeito ao inverno e sua ligação com as infecções de vias respiratórias e, claro, é importante que todos esses tópicos sejam esclarecidos. O médico do Hospital Felício Rocho desmitifica algumas dessas dúvidas. Veja as principais:

O frio provoca gripe?

Mito. Gripes e resfriados são causados por vírus e não pelo frio. No entanto, as temperaturas frias e a baixa umidade prejudicam o sistema de defesa respiratório e deixam o organismo mais vulnerável à ação desses micro-organismos.


Gripe é o mesmo que resfriado?

Mito. Os sintomas da gripe são mais intensos, com febre alta e possibilidade de pneumonias. Além disso, o agente causador também é diferente. A gripe é promovida pelo vírus INFLUENZA enquanto os resfriados são provocados por vírus como RINOVIRUS e ADENOVIRUS.


Antibiótico trata a gripe?

Mito. As gripes e resfriados são promovidas por vírus. Antibiótico é um medicamento que combate bactérias. Deste modo, não se trata gripes ou resfriados com antibiótico. Caso sejam utilizados nesse contexto, tendem a fazer mais mal do que bem ao paciente.


O inverno aumenta a ocorrência de doenças respiratórias?

Verdade. No inverno, as pessoas passam mais tempo em ambientes fechados, com menos circulação de ar, o que facilita a propagação de vírus. Além disso, o tempo frio e seco altera os mecanismos de defesa, facilitando a infecção por esses micro-organismos.


Andar descalço provoca resfriados?

Mito. Ninguém adoece por andar descalço, e sim por estar em contato com outras pessoas que estão resfriadas. Contato com gotas de saliva, não lavar corretamente as mãos ou espirrar perto das outras pessoas são alguns dos fatores responsáveis pelo contágio.


Cabelo molhado provoca resfriado?
Mito. Secar o cabelo é importante para se sentir mais confortável ou evitar a quebra dos fios durante a noite, por exemplo. Mas cabelo molhado não provoca gripe!


A desidratação é menor no frio?

Mito. A produção de suor é menor durante o inverno, mas há um aumento na produção de urina. Com isso, a necessidade de se hidratar continua durante esse período.


A sensação de sede é menor no inverno?

Verdade. A sensação de sede é menor durante o inverno e por isso se bebe menos água. Mas atente-se: a desidratação ocorre do mesmo modo. Logo, o ideal na estação é manter a ingestão de dois a três litros de água por dia.


Senac São Paulo oferece mais de 15 mil bolsas de estudo 100% gratuitas neste 2º semestre na área de gestão e negócios

Vagas para cursos livres e técnicos estão distribuídas entre as 63 unidades da instituição em todo o Estado de São Paulo

 

Para quem deseja se aperfeiçoar ou iniciar uma carreira em gestão e negócios ainda este ano, o Senac São Paulo tem mais de 15 mil oportunidades de bolsas de estudo 100% gratuitas em cursos livres e técnicos nessa área. 

 

As vagas estão distribuídas entre as 63 unidades da instituição em todo o Estado de São Paulo e, para concorrer a uma delas, é necessário cumprir os seguintes requisitos:

- Comprovar renda familiar mensal de até dois salários mínimos federais por pessoa.

- Fazer a inscrição 20 dias antes do início do curso escolhido, sempre a partir do meio-dia, pelo site do Programa Senac de Gratuidade. Vale ressaltar que as inscrições são por ordem de chegada em uma fila de espera virtual.

 

Entre os títulos com bolsas de estudo dentro do Programa Senac de Gratuidade, estão Administração de Contas a Pagar, Receber e Tesouraria; Ajudante de Desembaraço Aduaneiro; Comércio Exterior, e Logística, por exemplo. 

 

Segundo pesquisas do Departamento Nacional do Senac, a taxa de empregabilidade dos cursos técnicos da instituição supera os 70% entre estudantes e ex-estudantes com até um ano após a formatura. 

 

Serviço:

Programa Senac de Gratuidade

Informações e inscrições: site do Programa Senac de

Gratuidade


Desafios sociais em tempos de crise e as necessidades interseccionais


A escritora e ativista política Simone de Beauvoir dizia que “basta uma crise política, econômica ou religiosa, para que os direitos das mulheres sejam questionados”. Depois de muitos anos que essa célebre frase foi dita pela primeira vez, pouca coisa mudou, já que as vulnerabilidades em situações de crise seguem acontecendo e são resultado de uma complexa intersecção de desigualdades, desafios econômicos e barreiras culturais. A sociedade foi construída com políticas e práticas elaboradas predominantemente por homens brancos que priorizam o seu benefício imediato, e muitas vezes desconsideram as necessidades de outros grupos, o que fez com que mulheres e crianças vivessem sempre à margem.

A tragédia que está acontecendo no Rio Grande do Sul exemplifica como os desastres evidenciam e, inclusive, aumentam as desigualdades sociais, perpetuando um ciclo de pobreza e vulnerabilidade contínuo, especialmente em grupos marginalizados. Nos abrigos que visitamos, observamos que, enquanto algumas pessoas eram ouvidas e atendidas em suas necessidades e privilégios, outras — como mulheres negras e trans —, sofriam negligências, enfrentando dificuldades até para acessar itens básicos, como shampoo ou banheiro privativo. Essa falta de escuta ativa, atenta e empática por parte de quem está ajudando, seja governo ou voluntários, alerta para o despreparo com que lidamos com desafios sociais, principalmente em momentos de calamidade, quando se trata de gênero e classe.

Outro exemplo claro foi o que vivemos durante a pandemia de COVID-19, quando as mulheres foram as que mais deixaram seus empregos, de acordo com dados divulgados em 2022 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Elas frequentemente assumem a responsabilidade principal pelo cuidado da família e, após as enchentes no Sul do país, essa carga tende a aumentar devido à necessidade de cuidar de crianças, idosos e doentes, além de reconstruir e limpar suas casas. 


Assim como  a exclusão feminina do mercado de trabalho, com a justificativa de que elas engravidam, a crise climática que estamos vivendo reflete um pensamento imediatista e a busca pelo lucro a qualquer preço — o  que faz com que, muitas vezes, as políticas sejam elaboradas sem considerar a sustentabilidade a longo prazo. Um exemplo é a licença paternidade, que oferece apenas cinco dias de abono pelo nascimento de um filho ou filha, fomentando e perpetuando a sobrecarga sobre mães, e ampliando as desigualdades de gênero.  


A solidariedade do coletivo, tem se tornado um grande impulso para aqueles que vão precisar recomeçar. As nações precisam ver o futuro da humanidade como projeto social, sendo uma responsabilidade coletiva que inclui famílias, agentes privados e públicos, instituições e a comunidade, visando amparar as próximas gerações, além de formar melhores cidadãos, eleitores e profissionais. 


Passou da hora de reconhecermos o novo momento mundial e entendermos que o cuidado, em todos os sentidos, é o melhor caminho para prosperar. Isso começa na valorização do ser humano em detrimento do lucro imediato, olhando principalmente para as necessidades de cada grupo. Diante deste cenário, temos a oportunidade de refletirmos sobre os nossos esforços e, dessa maneira, sairmos mais fortalecidos, com  um olhar empático e cuidadoso. Para isso, é fundamental que as políticas públicas reconheçam as particularidades da sociedade, garantindo que ninguém seja deixado para trás.

 



Luciana Cattony e Susana Sefidvash Zaman - fundadoras da Maternidade nas Empresas, consultoria especializada em equidade de gênero



Trata Brasil quer conscientizar eleitores e candidatos sobre a importância do saneamento básico

 

O Instituto Trata Brasil (ITB), organização que busca a universalização do saneamento básico no país, lança hoje o seu projeto “O saneamento na agenda eleitoral de 2024”, que busca informar e conscientizar candidatos e eleitores sobre a importância do acesso à água tratada, coleta e tratamento de esgoto para suas vidas, como ponto de discussão relevante das eleições municipais 2024. 

O instituto disponibiliza em seu site um guia gratuito e diversas ferramentas e referências com informações sobre os impactos do acesso à água tratada e coleta e tratamento dos esgotos para a vida cotidiana das pessoas e para o desenvolvimento econômico, social e sustentável das nossas cidades. 

Para estimular a inserção do saneamento nos programas de campanha dos futuros candidatos e candidatas, está disponível no site do Instituto um modelo de plano de governo que contempla o eixo “Saneamento Básico/Meio Ambiente/Desenvolvimento Socioeconômico”, detalhando medidas para que os candidatos melhorem a oferta de água, coleta e tratamento de esgoto de suas cidades. 

Para os eleitores e veículos de imprensa, o Trata Brasil oferece dados e informações sobre o saneamento básico de mais de 893 municípios brasileiros – aqueles com mais de 50 mil habitantes - em seu Painel do Saneamento, além de informações sobre como o tema pode melhorar a realidade diária da população. 

Para Luana Pretto, presidente-executiva do ITB, “o acesso ao saneamento básico no Brasil é urgente e os Poderes Executivo e Legislativo dos municípios, cujos representantes serão eleitos em outubro, são responsáveis por melhorar a cobertura de acesso água tratada e de coleta e tratamento dos esgotos no Brasil. De acordo com os dados mais recentes do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), ano-base 2022, no país cerca de 32 milhões de pessoas não contam com acesso à água em suas residências e mais de 90 milhões não possuem coleta de esgoto. Apenas com gestores públicos comprometidos com a causa e uma sociedade conscientizada que iremos de fato mudar essa situação e a realidade de milhões de famílias brasileiras”.


 Serviço

O saneamento na agenda eleitoral de 2024

Onde acessar? Site do Instituto Trata Brasil: Link

 

Cuidado com as senhas: sua conta pode ser invadida em apenas um minuto

Levantamento da Kaspersky analisa 193 milhões de senhas na darknet e revela que apenas 23% das combinações criadas são realmente desafiadoras para o cibercrime



Resultados de pesquisa da Kaspersky mostram que cerca de 87 milhões (45%) de todas as senhas analisadas podem ser descobertas em apenas um minuto. Do total, apenas 44 milhões (23%) das combinações podem ser consideradas resistentes – decifrá-las demoraria mais de um ano. A investigação foi feita em junho de 2024, com 193 milhões de senhas disponíveis na darknet. Os peritos da Kaspersky revelaram quais as combinações de caracteres mais utilizadas na criação de uma senha e as melhores recomendações.

Estes resultados demonstram que a maioria dos códigos analisados não eram suficientemente fortes e podiam ser facilmente comprometidos, utilizando algoritmos inteligentes destinados a decifrá-los.

A Kaspersky detalha a descrição da rapidez com que isso pode acontecer:

  • 45% (87 milhões) - em menos de um minuto.
  • 14% (27 milhões) – entre um minuto e uma hora.
  • 8% (15 milhões) – entre uma hora a um dia.
  • 6% (12 milhões) – entre um dia e um mês.
  • 4% (8 milhões) – entre um mês e um ano.

Os peritos identificaram apenas 23% (44 milhões) das chaves analisadas como resistentes - comprometê-las demoraria mais de um ano. Essa distribuição mostra que a maioria dos usuários ainda utiliza senhas fracas e fáceis de decifrar, o que ressalta a necessidade urgente de adoção de práticas de segurança mais robustas, principalmente pelo maior número delas mostrar ser decifrado em menos de um minuto.

A maioria das credenciais analisadas (57%) tinham uma palavra comum, o que reduz significativamente a sua força e complexidade. Entre as sequências de vocabulário mais populares, podem distinguir-se vários grupos:

  • Nomes: "kevin", "daniel".
  • Palavras populares: "love", "google", "hacker", "gamer".
  • Palavras óbvias: "password", "qwerty12345", "admin", "12345".

“Inconscientemente, os seres humanos criam senhas ‘humanas’ - contendo as palavras do dicionário na sua língua materna, com nomes e números. Faça escolhas inteligentes: não utilize uma senha que possa ser facilmente comprometida a partir das suas informações pessoais, como datas de aniversário, nomes de familiares, animais de estimação ou o seu próprio nome. Estes são frequentemente os primeiros palpites que um cibercriminoso tentará”, comenta Fabio Assolini, diretor da equipe de Pesquisa e Análise para a América Latina da Kaspersky.

Para reforçar o cuidado com as senhas, a Kaspersky recomenda:

  1. Senha única e forte proteção?
    É de conhecimento geral que senhas fortes podem aumentar o nível de defesa dos dados pessoais. Quem cria senhas complexas têm contas mais seguras, mas ao mesmo tempo, tendem também a esquecê-las com mais frequência. Afinal, é mais fácil lembrar 'senha123' do que 'S3n#4Th3G14nT123'.

    Como opção, utilize um bom serviço de gestão de senhas. Essa ajuda não só a armazenar suas senhas, como também pode te fornecer combinações fortes e únicas, onde quem utiliza só precisará se lembrar da senha principal. Mesmo que se crie uma senha forte, é importante frisar que ainda há uma pequena possibilidade de ser roubada por criminosos, caso utilize a mesma senha para todos os serviços.
     
  2. Aumente a proteção de sua conta
    Para reforçar a defesa de informações sensíveis, é importante não esquecer de ativar a autenticação de 2 fatores. Além de senhas fortes e únicas, a autenticação acrescenta mais uma camada de segurança. Ao utilizar este método, os golpistas não poderão entrar nas contas online sem ter acesso ao segundo código (que pode ser enviado via SMS, gerado em app de autenticação ou se um segundo código mesmo).
     
  3. A dupla verificação nunca será supérflua
    Outra ideia segura é estar sempre atento à segurança das senhas. Existem múltiplas opções para verificar se a sua senha foi ou não comprometida. Uma das formas de verificar o status da senha é utilizar funcionalidades em soluções de cibersegurança. Existem serviços online que acompanham a Internet e a darkweb para avisar se seus dados privados foram comprometidos e fornecer recomendações sobre o que fazer a seguir.

Para saber mais sobre a importância de proteger as suas senhas, acesse aqui.




Kaspersky 
Mais informações no site.

Como a OpenAI Está Redefinindo a Inteligência Artificial

               Como as Big Techs Mineram Dados da Internet

 

Antes de mergulharmos no futuro brilhante e assustador que a OpenAI está prestes a nos oferecer, vamos dar uma rápida olhada em como chegamos até aqui. As grandes empresas de tecnologia, ou "Big Techs", têm usado robôs chamados crawlers para vasculhar a internet e coletar dados desde que a própria internet existia. Google, Bing, e outros motores de busca fazem isso para catalogar e organizar informações, permitindo que você encontre aquele meme específico de gato em um piscar de olhos. 

Esses robôs não se limitam apenas a motores de busca. Empresas de comparação de preços, como Buscapé e Submarino, também os utilizam para pegar metadados e oferecer as melhores ofertas. No entanto, quando o assunto é inteligência artificial, esses rastreadores vão além e baixam todo o conteúdo de uma página. Sim, eles raspam textos, imagens, vídeos, e até mesmo dados geoespaciais, para treinar modelos que geram respostas assustadoramente precisas. 

Mas vamos ao que realmente interessa: o futuro. E esse futuro atende pelo nome de Projeto Strawberry da OpenAI. 

Projeto Strawberry: A Promessa da OpenAI de uma Inteligência Artificial Geral

Imagine um mundo onde a IA não só responde às suas perguntas, mas também planeja e executa tarefas complexas com uma agilidade que faria até o mais eficaz dos humanos parecer um procrastinador nato. Esse é o objetivo do Projeto Strawberry da OpenAI, anteriormente conhecido como Q*. Se você está pensando que isso parece coisa de ficção científica, bem-vindo ao futuro.

 

O que é o Projeto Strawberry?

A OpenAI, liderada por Sam Altman, tem trabalhado em um projeto secreto que promete revolucionar a nossa interação com a inteligência artificial. Conhecido como Strawberry, este projeto visa criar uma Inteligência Artificial Geral (AGI), um tipo de IA que pode realizar qualquer tarefa intelectual que um ser humano é capaz de fazer. Não é apenas sobre responder perguntas simples; é sobre realizar "pesquisas profundas", formulando e executando sequências de tarefas que exigem raciocínio e análise.

 

Potenciais Benefícios e Mudanças

Medicina: Imagine uma IA que possa analisar milhões de casos médicos em segundos, diagnosticando doenças raras com precisão e propondo tratamentos eficazes. A era das longas esperas por diagnósticos precisos pode estar com os dias contados. 

Engenharia: Projetos complexos que exigem a colaboração de centenas de engenheiros poderiam ser gerenciados e otimizados por uma AGI, economizando tempo e recursos. 

Ciências Sociais: Pesquisas que antes levavam anos para serem concluídas poderiam ser realizadas em dias, permitindo um entendimento mais rápido e profundo das dinâmicas sociais e comportamentais. 

Políticas Públicas: Formulação de políticas baseadas em dados precisos e atualizados, com a capacidade de simular impactos e ajustar estratégias em tempo real.

 

Uma Nova Era da Tecnologia

Sam Altman já expressou suas expectativas de alcançar a AGI ainda nesta década. O Projeto Strawberry pode ser o pontapé inicial para uma nova era da tecnologia, onde as limitações humanas são superadas por uma IA que aprende, adapta-se e evolui.

 

Um Toque de Sarcasmo

Claro, tudo isso soa maravilhoso, mas vamos encarar os fatos. A ideia de uma IA tão avançada é tão emocionante quanto aterrorizante. Afinal, estamos falando de uma tecnologia que pode, potencialmente, saber mais sobre nós do que nós mesmos. Então, enquanto aguardamos ansiosamente a chegada dessa nova era, talvez seja uma boa ideia começar a tratar bem nossos futuros senhores robóticos. Afinal, nunca se sabe quando um simples "obrigado" pode salvar o mundo. 

E aí, pronto para dar as boas-vindas ao nosso novo overlord digital? Porque, gostando ou não, o futuro está chegando mais rápido do que um crawler baixando sua biografia digital.


Mercado em movimento: metade dos trabalhadores do Brasil pretende mudar de emprego ainda este ano

Especialista em Pessoas e Cultura dá dicas para colaboradores conquistarem o emprego desejado e para as empresas que desejam aumentar a retenção de talentos 

 

Um número significativo de brasileiros está insatisfeito com seus empregos e planeja buscar novas oportunidades ainda em 2024. O estudo, conduzido pela consultoria internacional Robert Half, aponta que aproximadamente 50% dos entrevistados têm o desejo de trocar de emprego neste ano, sendo que uma parte quer, inclusive, mudar de profissão.

 

Os motivos para essa insatisfação no trabalho variam, mas incluem principalmente questões relacionadas à remuneração, falta de oportunidades de crescimento profissional e um trabalho mais alinhado com os seus objetivos de vida. Muitos dos entrevistados também mencionaram a busca por um maior equilíbrio entre vida pessoal e profissional como um fator determinante para a decisão de trocar de emprego.

 

De acordo com a psicóloga, especialista em Pessoas e Cultura e sócia da Refuturiza, Renata Fonseca, essa movimentação se deve a uma série de fatores combinados, sendo o principal deles relacionado à liderança. “Uma boa liderança é capaz de motivar o colaborador, ao passo que uma liderança ruim pode gerar tanta insatisfação a ponto de o colaborador preferir buscar outra oportunidade profissional mesmo gostando da empresa em que trabalha”, explica a profissional da Refuturiza, ecossistema de educação e empregabilidade.

 

Pandemia, Geração Z e redes sociais

 

A pandemia do Covid 19 mudou não só a forma como trabalhamos, o que inclui a popularização do trabalho remoto, mas o significado do próprio trabalho. “A pandemia colocou luz sobre uma necessidade latente de melhoria da saúde mental da nossa sociedade, bem como de um maior equilíbrio entre vida pessoal e carreira. Muitas pessoas começaram a reavaliar suas prioridades, colocando um foco grande no bem-estar e em um trabalho e projeto que ofereça uma maior flexibilidade”, diz Renata.

 

Com relação às gerações mais jovens, a especialista destaca a tendência pela busca de um trabalho que tenha um propósito e um impacto positivo na sociedade ou no meio ambiente. “As atuais catástrofes climáticas colocam ainda mais força nesse sentido, levando a sociedade a questionar o status quo e a buscar atividades econômicas que sejam sustentáveis”, aponta.

 

Há ainda um outro aspecto que gera insatisfação nos trabalhadores, impulsionando a busca por um novo emprego: a cultura de comparação promovida pelas redes sociais. “As redes podem potencializar sentimentos de insatisfação, pois permitem comparações entre os colegas, uma vez que as postagens são sempre relacionadas a sucessos, desafios superados, conquistas etc. É a famosa ‘a grama do vizinho é mais verde’”, destaca Renata.

 

Para quem busca recolocação profissional

 

O mercado está aquecido e o Brasil registrou a menor taxa de desemprego desde 2015, de acordo com pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o que é uma ótima notícia para quem está em busca de recolocação profissional. Mas como se destacar em um mercado competitivo? Comunicando ao mercado que você está aberto a novas oportunidades, indica Renata.

 

“A principal ferramenta para buscar uma nova oportunidade é o networking, ou seja, conversar com pessoas, construir relacionamentos profissionais, participar de eventos, seminários etc.”, aconselha a profissional.

 

O anúncio da disponibilidade também deve vir acompanhado da autopropaganda, ressaltando as qualidades do profissional. “É importante saber falar sobre suas competências, seus diferenciais e, principalmente, sobre resultados alcançados. Tenha na cabeça projetos realizados que exemplifiquem suas competências e suas contribuições. Traga números, situações reais e os resultados alcançados”, indica.

 

Para descobrir o que te faz um profissional diferenciado, é necessário fazer uma autoavaliação, ponderando seus pontos fortes, seus diferenciais e descobrindo também as áreas que precisam ser desenvolvidas, sanando essas deficiências o mais rápido possível. É possível realizar a autoavaliação por meio de teste de perfil comportamental (DISC), oferecido gratuitamente pela plataforma Refuturiza.

 

“Converse com pessoas de diferentes empresas e segmentos para entender o mercado, e, assim, identificar oportunidades onde o seu perfil possa ser um diferencial. Tenha clareza sobre suas expectativas de carreira, seus sonhos e objetivos. O processo seletivo deve ser uma via de mão dupla: a empresa escolhe o candidato, mas o candidato também escolhe a empresa. E uma boa escolha pressupõe um bom autoconhecimento”, aconselha.

 

Para empresas que querem reter talentos

 

Há sinais de alerta que uma empresa pode antever e, assim, identificar os colaboradores que estão considerando deixar a empresa. Uma delas é analisar o próprio histórico da taxa de rotatividade de funcionários, incluindo aqueles que se desligaram de forma voluntária. De acordo com o Índice de Confiança Robert Half, com base em dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED), em 2023, 39% dos desligamentos entre profissionais com formação completa e mais de 25 anos de idade foram feitos a pedido do colaborador.

 

“A taxa de rotatividade dos funcionários é um dado que permite à empresa olhar para o passado e pensar num plano de ação que possa melhorar o índice de retenção dos talentos. Porém, para ações preditivas, são necessários outros indicadores. Aqui, na Refuturiza, trabalhamos com a pesquisa de humor mensal, que nos dá informações sobre área de melhorias na empresa, bem como informações sobre o que devemos reforçar”, diz.

 

Para potencializar a retenção de colaboradores, é importante que a empresa estabeleça uma cultura de feedback, confiança e transparência, além de implementar processos de avaliação de desempenho e planos de desenvolvimento individual (PDI) estruturados, todos disponíveis na plataforma Refuturiza 360°. “É imprescindível que o colaborador e empresa possam ter conversas sobre alinhamento de expectativas, passos de carreira, plano de desenvolvimento individual, entre outros assuntos pertinentes. Durante esses processos, as expectativas são alinhadas, os feedbacks são fornecidos e as rotas podem ser corrigidas a tempo. O colaborador gosta de ser reconhecido e recompensado e, para isso, é fundamental um processo de avaliação estruturado, para que esse reconhecimento e recompensa seja objetivo”, recomenda.

 

Outra prática importante indicada pela psicóloga e especialista em Pessoas e Cultura é que o colaborador veja a empresa como um espaço seguro onde ele possa se abrir. A empresa, por sua vez, precisa repensar suas estratégias de retenção de talentos e a investir em iniciativas que visam melhorar a experiência dos funcionários.

 

“Na Refuturiza procuramos criar uma Cultura Organizacional positiva e de confiança, promovendo a inclusão e a diversidade. Damos espaço para que os nossos colaboradores possam se colocar e possam trazer suas angústias. Fomentamos também um ambiente de trabalho colaborativo, promovendo projetos multifuncionais, por exemplo. Adotamos também o trabalho híbrido, permitindo a flexibilidade e impulsionando o equilíbrio entre vida pessoal e profissional”, relata.



O céu é o limite: O futuro do setor de entregas com a mobilidade aérea e inteligência artificial

Algumas movimentações que já vêm acontecendo de forma casual devem ganhar mais força e se consolidar

 

O Brasil conta com 1,5 milhão de trabalhadores em aplicativos de transporte, seja realizando viagens de passageiros, seja prestando serviços de delivery que somam 39,5% (ou 589 mil) trabalhadores no setor. Os dados foram divulgados pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Conforme o número de trabalhadores neste setor cresce, aumenta também a gama de aplicativos que oferecem entregas inteligentes, trazendo novas tendências de mercado e diferenciais atraentes aos usuários. 

Para Bruno Muniz, sócio-executivo da Gaudium, startup de tecnologia focada em mobilidade urbana e logística, a atenção às novidades do setor são cruciais para que as empresas possam oferecer a melhor experiência aos seus clientes. Ele destaca que nos próximos anos, movimentos que têm surgido de forma mais discreta devem ganhar impulso e se firmar, como é o caso da descentralização dos grandes aplicativos de entregas e do crescimento das entregas por mobilidade aérea. Essas tendências estão transformando o panorama da logística, promovendo uma abordagem mais diversificada e eficiente na distribuição de mercadorias. 

Pensando nos próximos passos para o setor de entregas, o especialista listou as quatro grandes tendências promissoras. Confira:


1. Foco em apps de transporte locais

Em vez de um grande aplicativo multinacional presente em todas as cidades do Brasil, Muniz aponta a tendência do fortalecimento dos aplicativos regionais, que conseguem se conectar mais aos motoristas e consumidores por serem geridos por empreendedores da região. Muitas vezes, eles até oferecem diferenciais atraentes àquela localidade específica.


2. Mobilidade Aérea: Drone Delivery

A mobilidade aérea, especialmente por meio de drones, está se tornando uma realidade cada vez mais presente no cenário das entregas. Empresas como Amazon, UPS e DHL estão investindo em sistemas de entrega por drones para agilizar o transporte de pacotes.  

“Essas aeronaves não tripuladas podem navegar por rotas diretas, evitando o tráfego terrestre e reduzindo os tempos de entrega. Além disso, os drones podem acessar áreas remotas ou de difícil acesso, alcançando locais onde os métodos tradicionais de entrega enfrentam desafios logísticos”, comenta o especialista.


3. Inteligência Artificial e roteamento otimizado

A inteligência artificial desempenha um papel crucial na otimização das operações de entrega. Algoritmos avançados são capazes de analisar uma variedade de variáveis, como tráfego, condições climáticas, demanda sazonal e padrões de consumo, para determinar as rotas mais eficientes e prever com precisão os horários de entrega. Isso permite uma alocação mais inteligente de recursos e uma redução nos custos operacionais.


4. Monitoramento em tempo real e carros inteligentes

A conexão 5G chegou no Brasil oficialmente em julho, mas deve levar mais alguns anos para chegar em todo país. Para Muniz, o impacto do 5G será visto em dois momentos, no curto e no médio prazo. No curto prazo, motoristas e consumidores podem acompanhar a localização exata de seus pacotes e receber atualizações instantâneas sobre o status da entrega. Isso não só aumenta a transparência, mas também melhora significativamente a experiência do cliente. 

Além disso, a realidade aumentada dentro do transporte por aplicativo deverá aparecer mais vezes, por exemplo, com imagens reais de pontos de embarque dos passageiros, o que evita o desencontros com motoristas. 

Para o médio prazo, Muniz acredita que a tecnologia abre espaço para os carros inteligentes, já que eles necessitam de muita informação em tempo real para operar, o que só agora, com o 5G, tornou-se viável. “Muitas empresas já investem fortemente na criação de carros inteligentes, que junto do auxílio da tecnologia de quinta geração, pode fazer eclodir uma das maiores revoluções já vistas dentro do setor da mobilidade urbana”, afirma o executivo.

 

Gaudium


Edital seleciona bolsistas para programa de apoio às políticas públicas ambientais do estado

Com inscrições até 5 de agosto, chamada pública da Fapesc e da Semae
 tem 28 vagas em áreas relacionadas ao meio ambiente. Foto: Adrio Centero/IMA

Profissionais com graduação e/ou mestrado em áreas como Ambiental, Direito, Engenharia e Tecnologia, podem colaborar com o Programa de Apoio à Pesquisa Aplicada às Políticas Públicas Ambientais do Estado de Santa Catarina. O edital 41/2024, para a seleção de bolsistas para atuarem junto à Secretaria de Estado do Meio Ambiente e da Economia Verde (Semae), em Florianópolis, foi lançado pela Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc), em colaboração com a Semae, e possui 28 bolsas. Os profissionais selecionados receberão bolsa de R$ 5,5 mil mensais. 

O edital tem valor de aproximadamente R$ 3,7 milhões. As bolsas têm duração de 12 meses, podendo ser prorrogadas por mais 12 meses. Os interessados devem se inscrever até 5 de agosto exclusivamente pelo link https://forms.gle/N4qiiATSW7ihcsFB6, preencher a ficha de inscrição e encaminhar os documentos solicitados. 

Os bolsistas selecionados irão desenvolver atividades com o objetivo de propor e aprimorar políticas públicas e ações em diversas frentes relacionadas ao meio ambiente em Santa Catarina. As 28 vagas do edital estão divididas nas seguintes áreas: Saneamento; Planejamento de Recursos Hídricos; Hidrologia para Gestão de Recursos Hídricos; Cobrança pelo Uso de Recursos Hídricos; Sistemas de Informação; Geoprocessamento; Direito; Educação Ambiental; Projeto Orla; Planejamento Espacial Marinho; Gerenciamento Costeiro Integrado; Zoneamento Ecológico Econômico; Economia Verde; Clima: Adaptação, Mitigação, Energia ou Biodiversidade.

 

Contato para dúvidas: inova.gov@fapesc.sc.gov.br

 

Acesse o edital

https://fapesc.sc.gov.br/edital-de-chamada-publica-fapesc-semae-no-41-2024-programa-interinstitucional-de-fomento-a-projetos-de-pesquisa-desenvolvimento-e-inovacao-que-atendam-as-demandas-da-sociedade-catarinense-por-interme/


Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc)
Milena Nandi / milena.nandi@fapesc.sc.gov.br
Telefone: (49) 98878-7828


Famílias divorciadas devem se atentar às regras para viagens de menores

Especialista em Direito de Família esclarece dúvidas sobre autorizações e acordos

 

Planejar viagens de férias pode ser um desafio para pais divorciados, especialmente quando envolve os filhos menores. As questões legais e os procedimentos necessários para garantir que a viagem ocorra sem contratempos são essenciais. Quando um dos pais deseja viajar com os filhos, é imprescindível seguir certas orientações para evitar problemas legais e garantir o bem-estar da criança. 

Para garantir que tudo ocorra de maneira tranquila, é fundamental que os pais compreendam as exigências legais e respeitem os direitos e deveres de cada um. Isso inclui desde a comunicação prévia sobre a viagem até a obtenção de autorizações específicas. . Além disso, um combinado realizado de forma amigável e respeitosa entre os pais pode evitar conflitos e assegurar que as necessidades dos filhos sejam atendidas adequadamente durante o período de férias. 

A advogada especialista em Direito de Família, Monica Pérez, destaca que, independentemente de o filho estar sob a guarda do genitor que pretende viajar naquele período, é necessário avisar o outro genitor sobre a viagem, informando destino, período e, se possível, contato do lugar. “Comunicado e estando o outro genitor de acordo, o genitor viajante deve pesquisar sobre a necessidade de autorizações para deslocamento”, explica Monica. 

As regras variam conforme o tipo de viagem: para viagens nacionais, menores de 12 anos não necessitam de autorização se estiverem acompanhados por um dos pais, mas a situação muda para viagens internacionais, onde todos os menores de idade precisam de autorização para viajar sem ambos os genitores. As autorizações podem ser realizadas pelos próprios genitores com firmas reconhecidas em cartório, e modelos de autorização estão disponíveis no site do Tribunal de Justiça. 

Monica Pérez também esclarece que a necessidade de autorização judicial surge quando há recusa injustificada de um dos genitores em permitir a viagem. “Neste caso, é necessário o ingresso de Ação de Suprimento Judicial para viagem internacional de menor, que será distribuído junto à Vara da Infância de Juventude da comarca onde residir”, aponta a advogada. Ela acrescenta que outra situação que requer autorização judicial é a ausência de um dos genitores devido a falecimento, doença ou localização desconhecida. 

Quanto à divisão do tempo de férias, Monica enfatiza que não há uma obrigação rígida. "Independentemente da separação/divórcio, ambos os genitores devem sempre primar pelo bem-estar do menor", diz. Geralmente, metade das férias escolares é dividida entre os pais, mas isso pode variar conforme as circunstâncias específicas de cada família. “Muitas vezes um dos genitores não tem como estar com o filho integralmente no período de férias escolares, mas sim em outro período, onde realizará toda a rotina do filho”, completa. 

Sobre as implicações legais de viajar sem a autorização do outro genitor, Monica explica que depende do tipo de guarda e das restrições estabelecidas. "Em caso de destino internacional, por exemplo, este genitor não conseguirá realizar check-in sem apresentação de autorização",  destaca. 

Por fim, para resolver disputas de forma amigável, a advogada recomenda uma comunicação não violenta e respeitosa. "É sempre bom que o genitor lembre que ele também pode necessitar desta troca em outra oportunidade e, acima disso, que ele pode estar cerceando o direito de seu filho de participar de algo", aconselha Monica. Manter uma comunicação cordial é essencial para ajustar o tempo com o filho e garantir que as necessidades da criança sejam priorizadas.

 

Furno Petraglia e Pérez Advocacia

 

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