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terça-feira, 16 de julho de 2024

Novo estudo sugere desequilíbrio na microbiota intestinal provocado por antibióticos como causa da obesidade

Trabalho conclui que a disbiose por uso do medicamento em camundongos pode contribuir para o desenvolvimento da doença.

 

Cientistas da West China Second University Hospital of Sichuan University, na China, realizaram um estudo sobre modelos de ratos com obesidade induzida por disbiose da microbiota intestinal, ou seja, por uma espécie de desequilíbrio. A conclusão foi a de que a desarmonia intestinal, causada pelo uso de antibióticos, pode sim induzir a obesidade em camundongos. O trabalho pode auxiliar futuros estudos sobre o mecanismo e tratamento da doença em humanos. 

“A microbiota intestinal é formada por um conjunto variado de microrganismos que habitam o trato gastrointestinal, com vírus, bactérias e fungos, com uma composição única no organismo, assim como uma impressão digital”, afirma médico gastroenterologista Gerson Nogueira de Moraes, do Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE). 

O trabalho, publicado recentemente no site da revista Nature, analisou e comparou diferenças nas características físicas, níveis de glicose sérica (GLU), colesterol total (CT) e triglicerídeos (TG) e microbiota intestinal fecal entre o grupo controle e o grupo modelo de obesidade dos camundongos que consumiram antibióticos. Uma vez por dia, durante sete dias, cada animal do grupo modelo de obesidade recebeu 10 mg de uma série de antibióticos+1 ml de água esterilizada, enquanto os do  grupo controle receberam apenas 1 ml de água esterilizada. As condições de alimentação e de ambiente dos dois grupos foram idênticas e o período de observação experimental foi de dez semanas. 

O resultado do estudo revela que o peso corporal, o comprimento corporal, o escore de Lee, que é o índice de risco cardíaco revisado, e o peso úmido da gordura abdominal no grupo modelo de obesidade foram significativamente maiores do que os animais do grupo controle. 

“Sabemos que o uso de antibióticos em humanos pode impactar a constituição da microbiota, pois ele age sistematicamente e pode matar ou inibir o crescimento de bactérias do corpo, tanto as boas quanto nocivas”, explica o médico. “As pessoas não devem deixar de consumir o medicamento caso ele seja prescrito, a questão é ter uma microbiota o mais saudável possível para que o impacto seja o menor possível quando houver algo que possa causar um desequilíbrio no organismo”, explica o especialista.

 

Funções da microbiota intestinal 

Nos humanos, as funções da microbiota intestinal são diversas e incluem defender e proteger o corpo de microorganismos prejudiciais, sintetizar vitaminas essenciais, folatos e aminoácidos, favorecer a absorção de minerais, como o ferro e o magnésio, ajudar a regular o apetite, a sensação de saciedade, o temperamento e até o humor. 

“Se a mucosa intestinal não está saudável, pode ficar mais permeável e absorver substâncias que podem ser nocivas, além de desequilibrar as bactérias do organismo”, explica o especialista.

Segundo Moraes, o estilo de vida, fatores ambientais e a alimentação também impactam a composição da microbiota e há diversos estudos que correlacionam a disbiose com o surgimento e a regulação de doenças, entre elas a obesidade, o câncer de intestino e as doenças inflamatórias intestinais, entre muitas outras. 

“Um dos seus papeis mais importantes é na fabricação de ácidos graxos de cadeia curta, que são formados ao ajudar a digestão de alimentos com alto teor de fibras. Esses ácidos são altamente benéficos para a saúde da mucosa intestinal”, explica o especialista. 

O gastroenterologista Gerson Nogueira de Moraes, do HSPE, faz algumas recomendações para manter a microbiota intestinal saudável e, consequentemente, evitar o desenvolvimento de uma série de doenças: 

• Consumir vegetais, legumes e frutas de forma abundante e variada, pois servem de substrato para as bactérias benéficas do organismo;

• Evitar alimentos ricos em carboidratos, gorduras, acúcares e ultraprocessados, incluindo bebidas, pois contribuem para o crescimento das bactérias nocivas;

• Consumir alimentos fermentados, como iogurte, kombucha, kefir e conservas de legumes e verduras, pois são ricas em probióticos, que são bactérias benéficas;

• Consumir alimentos ricos em fibras solúveis, como aveia, banana, alho e cebola, que são ricos em prebióticos. Essas fibras são utilizadas pelo probióticos;

• Manter-se bem hidratado;

• Reduzir o consumo de carne vermelha;

• Praticar atividades físicas pelo menos 3x por semana.

 


Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual de São Paulo - Iamspe


Bom controle glicêmico reduz o declínio da mobilidade em idosos com diabetes

A lentidão da marcha em pessoas idosas está associada à
 perda de independência e ao maior risco de quedas,
hospitalização, institucionalização e morte
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A perda de velocidade de caminhada é um processo natural do envelhecimento que pode ser acentuado por um quadro de diabetes mal controlado, sugere estudo da UFSCar que envolveu dados de 3,2 mil idosos

 

Estudo realizado com 3.202 pessoas idosas mostrou que o controle adequado da glicemia, em diabéticos, é capaz de amenizar o declínio da velocidade de caminhada. A lentidão em pessoas idosas é um importante indicador de mobilidade e está associada à perda de independência e ao maior risco de quedas, hospitalização, institucionalização e morte.

Resultados do trabalho indicam que o mau controle glicêmico, e não o diabetes em si, é um discriminador do declínio da velocidade de caminhada em pessoas idosas independentemente das condições prévias de mobilidade e pode servir como uma ferramenta de triagem precoce para o risco de diminuição do desempenho funcional na população idosa.

“Já se sabia que o diabetes tinha um impacto negativo na velocidade da caminhada de pessoas idosas. O que não sabíamos, e o resultado do estudo nos surpreendeu muito, foi quanto o controle glicêmico adequado pode reduzir esse processo. Na comparação, as pessoas idosas com diabetes [controlado ou não] tiveram uma redução da velocidade de caminhada maior do que aquelas que não tinham a doença. No entanto, nos indivíduos com adequado controle glicêmico essa redução foi muito menor. Isso é mais um alerta para a importância de controlar o nível glicêmico”, diz à Agência FAPESP Tiago da Silva Alexandre, professor do Departamento de Gerontologia da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e orientador do estudo, que foi financiado pela FAPESP.

Vale destacar que, geralmente, o controle glicêmico é avaliado por meio dos níveis de hemoglobina glicada (HbA1c) no sangue – parâmetro que reflete a quantidade de açúcar circulante. Nos indivíduos com diabetes, a meta glicêmica é atingida quando os níveis de HbA1c estão entre 6,5% e 7,0%, o que caracteriza o adequado controle glicêmico. Já níveis de HbA1c acima de 7,0% correspondem a um pior controle glicêmico.

O trabalho, publicado na revista Diabetes, Obesity and Metabolism, é o primeiro a comparar a evolução do processo de lentidão entre pessoas idosas diabéticas com e sem adequado controle glicêmico.

Para isso, foi realizada a análise de um banco de dados de 3,2 mil britânicos com mais de 60 anos acompanhados por oito anos no âmbito do Projeto ELSA (acrônimo em inglês para Estudo Longitudinal Inglês do Envelhecimento). Realizado por pesquisadores do University College London (Reino Unido), esse estudo longitudinal coleta dados multidisciplinares de uma amostra representativa da população britânica. A análise dos dados sobre diabetes e lentidão foi feita pelo grupo da UFSCar.

“O declínio anual da velocidade de caminhada nos participantes com diabetes e pior controle glicêmico foi de 0,015 metro por segundo [m/s] por ano, totalizando uma redução de 0,160 m/s em oito anos. Dado que a velocidade de caminhada para uma pessoa idosa deve ser superior a 0,8 m/s, o declínio verificado foi de um quinto do valor considerado normal. Já nos participantes com diabetes e adequado controle glicêmico, o declínio anual da velocidade de caminhada também ocorreu, mas foi de 0,011 m/s por ano, totalizando uma redução de 0,130 m/s em oito anos”, conta Mariane Marques Luiz, que conduziu a pesquisa durante seu doutorado na UFSCar.


Perda de função

Os pesquisadores explicam que a redução da velocidade de caminhada é o produto final de todo o processo que envolve a alta de glicose e ocasiona prejuízos visuais, neurológicos e musculares.

O diabetes é uma doença que tem impacto em diferentes órgãos do corpo, como os rins, os olhos, vasos sanguíneos, músculos e nervos. “Como o indivíduo com diabetes não produz ou produz menor quantidade de insulina – o hormônio responsável por colocar a glicose dentro das células – essa glicose fica aumentada na corrente sanguínea, gerando problemas nos vasos sanguíneos. Ela se liga às paredes dos vasos, gerando oxidação e aumento na formação de trombos e coágulos, mas, sobretudo, lesando o vaso sanguíneo”, detalha Alexandre.

O pesquisador explica que a lesão vascular ocasionada pelo diabetes prejudica também a nutrição dos nervos e dos músculos. “O processo de glicação nos nervos, nos músculos e nos olhos vai paulatinamente afetando todas as etapas da marcha. Vale lembrar que, para ter equilíbrio, é preciso, além de uma boa visão, ter músculos e nervos funcionando bem para levar informação sensitiva ao sistema nervoso central e gerar resposta motora. Mas, com todas essas perdas de função, a capacidade de caminhada fica prejudicada”, afirma.

É importante destacar que tratar o diabetes não consiste apenas em ter um controle glicêmico adequado. “Isso é importante, pois significa que a glicose não ficará livre na corrente sanguínea, ocasionando problemas. Mas o diabetes é uma doença muito mais complexa, podendo causar problemas no coração e nos rins, só para citar outros dois exemplos”, sublinha.


Lentidão

No estudo recentemente publicado, os pesquisadores também avaliaram se a velocidade de marcha anterior ao diabetes poderia influenciar na lentidão. Para isso, excluíram da análise os indivíduos que já apresentavam lentidão na caminhada. “Nessa segunda análise, com 2.126 participantes, verificou-se um declínio ainda maior da velocidade de caminhada nos participantes com diabetes e pior controle glicêmico. O declínio foi de 0,014 m/s por ano, ou um total de menos 0,222 m/s ao final dos oito anos, ou seja, mais de um quarto do valor considerado normal para uma pessoa idosa”, conta Luiz.

“Os achados evidenciam a importância de controlar adequadamente a glicose no sangue, ou seja, manter os níveis de hemoglobina glicada abaixo de 7,0% em pessoas idosas com diabetes. Desse modo se evita a perda acelerada na velocidade da marcha”, completa.

O artigo Could poor glycaemic control be a predictor of walking speed decline in older adults? Evidence from the English Longitudinal Study of Ageing pode ser lido em: https://dom-pubs.onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1111/dom.15549?af=R.

 



Maria Fernanda Ziegler
Agência FAPESP
https://agencia.fapesp.br/bom-controle-glicemico-reduz-o-declinio-da-mobilidade-em-idosos-com-diabetes/52183


Vai viajar durante as férias das crianças? Saiba quais vacinas não podem faltar

Look Studios
Conheça os principais imunizantes e como se informar sobre as exigências de cada destino

 

Com o início das férias escolares, muitas famílias começam a planejar suas viagens. No entanto, antes de arrumar as malas, é necessário incluir no checklist a checagem da carteira de vacinação. “A imunização correta diminui a chance de adoecer durante a estadia e também previne a disseminação do vírus, elas precisam ser tomadas em média 15 dias antes da data de embarque, para que tenham tempo de desenvolver a proteção”, explica o Dr. Fábio Argenta, cardiologista, sócio-fundador e diretor médico da Saúde Livre Vacinas, rede de clínicas focadas em vacinas que oferecem o que há de mais moderno nos cuidados com a prevenção.

Antes de embarcar, o ideal é consultar as exigências de cada destino, mas, Argenta revela algumas das vacinas que não podem faltar, confira:

Febre amarela: é obrigatória para viajantes que visitam áreas endêmicas, como: Maldivas, Egito, China, Emirados Árabes, Tailândia, Bahamas, entre outros. “Ela também é recomendada para locais que a pessoa terá contato com a natureza, incluindo também alguns estados brasileiros, como: Amazonas, Mato Grosso, Espírito Santo e Minas Gerais”, comenta o médico. 

Sarampo: não é obrigatória, mas deve ser priorizada por indicação da Organização Mundial da Saúde (OMS), devido aos surtos da doença que está acontecendo em todo o mundo, para proteger não apenas os turistas, mas também as comunidades que serão visitadas. Especialmente para os destinos: França, Reino Unido, Itália, Espanha, Portugal, Alemanha, Holanda, Austrália, Argentina e México.

Gripe: oferece proteção contra as cepas sazonais do vírus, reduzindo o risco de contrair a doença durante a viagem. “A passagem por locais movimentados, como aeroportos, restaurantes e hotéis aumentam o risco de contágio. É recomendado para todos os destinos nacionais e internacionais”, orienta Argenta.

Poliomielite: protege contra os sintomas incapacitantes da doença, é importante a prevenção nos destinos onde a erradicação completa poliomielite não foi totalmente erradicada, tais como: China, Indonésia, Paquistão, Somália, Egito, Madagascar, Filipinas, entre outros.

Meningite: é recomendada para todos os destinos. O imunizante protege contra o meningococo, uma das bactérias que podem causar inflamação nas membranas que revestem o cérebro. 

“O mais indicado, além de pesquisar as exigências de imunização local e procurar uma clínica de imunização para garantir que todos os membros da família estejam devidamente protegidos, garantindo assim uma viagem tranquila. Para as viagens internacionais, é importante providenciar o Certificado Internacional  de Vacinação e Profilaxia (CIVP), as instruções estão disponíveis no site gov.br, e a emissão pode levar até 5 dias úteis”, finaliza Dr. Fábio.

 

Saúde Livre Vacinas


Roupas de inverno podem 'atiçar' a sua rinite! Saiba o porquê

A escolha dos tecidos pode fazer toda a diferença a quem tem alergias respiratórias, explica médica do Hospital Paulista; lavagem periódica também é outro aspecto que deve ser levado em conta

 

O friozinho chegou com mais intensidade por todas as regiões do país. Hora, portanto, de resgatar do armário o casaco de moletom, a jaqueta de nylon, o abrigo de tricô, o cachecol de lã e todos os demais itens de vestuário que tanto costumamos recorrer quando as temperaturas ficam abaixo da casa dos 20 graus – não é mesmo?

Para muitos, a propósito, trata-se do momento mais oportuno do ano para andar mais elegante, compor diferentes cores, estampas e agregar as mais variadas tendências da moda. Só que essas combinações, no entanto, também precisam estar harmonizadas com a sua saúde! Afinal, roupa guardada, por mais limpa que possa parecer, geralmente, traz consigo uma infinidade de alérgenos, como mofos e ácaros – especialmente as malhas.

De acordo com a médica otorrinolaringologista e especialista em alergias respiratórias, Dra. Cristiane Passos Dias Levy, do Hospital Paulista, é preciso ficar atento a certos deslizes em relação ao acondicionamento e lavagem dessas vestimentas, além da escolha dos tecidos. 

“A quem tem asma, rinite alérgica ou qualquer outro tipo de sensibilidade respiratória, é importante escolher roupas de tecidos hipoalergênicos e lavá-las regularmente. O mesmo vale para quem é alérgico a certos materiais, como tecidos sintéticos ou produtos químicos usados no processo de fabricação”, ressalta a especialista, que elencou aqui os principais cuidados a serem adotados para ter um guarda-roupa que, de fato, proteja do frio e deixe elegante, mas sem riscos de suscitar alergias. 


Lã ou sintético? 

Embora a lã seja um material natural que possui excelentes propriedades isolantes, macio, confortável e respirável, algumas pessoas podem ser sensíveis e devem evitar seu uso. Neste contexto, as malhas sintéticas são mais indicadas para pessoas com sensibilidades ou alergias respiratórias. 

Por serem feitas de materiais como poliéster, acrílico ou microfibra, isso as tornam mais leves, de secagem rápida e podem oferecer boa proteção contra o vento – ainda que não sejam tão eficientes em manter o calor como a lã. 

No final, a escolha entre uma malha natural ou sintética dependerá das preferências individuais, necessidades específicas e condições climáticas em que serão usadas. 


Higiene e conservação  

Para garantir a durabilidade de suas roupas de inverno e, de fato, torná-las úteis na proteção de sua saúde, Dra. Cristiane destaca os seguintes tópicos: 

- Lave regularmente. Sobretudo antes da temporada de frio. Dependendo do material da vestimenta, verifique as instruções de lavagem recomendadas. Geralmente, roupas de lã podem ser lavadas à mão ou à máquina, em ciclo delicado, enquanto as sintéticas podem ser lavadas mais facilmente. Lave-as regularmente para remover sujeira, germes e odores. 

- Use detergente suave. Evite produtos químicos agressivos, com odor forte ou que possam danificar o tecido. Certifique-se de enxaguar completamente para remover todos os resíduos de sabão. 

- Evite torcer ou esfregar durante a lavagem. Para conservar as malhas, pressione-as suavemente para remover o excesso de água. 

- Seque adequadamente. Seja em uma superfície plana, seja pendurada suavemente, é preciso secar as roupas de malha ao ar livre. Evite a exposição direta à luz solar intensa, pois isso pode desbotar as cores. 

- Armazene corretamente. Ao guardar as malhas, certifique-se de que elas estejam limpas e completamente secas. Dobre-as cuidadosamente ou enrole-as e guarde-as em local limpo e seco para evitar o acúmulo de sujeira, mofo ou odores indesejados. 


Hospital Paulista de Otorrinolaringologia


Como a creatina pode ajudar mulheres na menopausa e no seu pós

Envato
Médica explica os benefícios da creatina, um dos suplementos que podem melhorar a saúde muscular e a qualidade de vida nessa fase

 

Um estudo recente publicado na Nacional Library of Medicine traz os benefícios da creatina para mulheres na pós-menopausa, apontando que o suplemento, em associação com o treinamento resistido, é uma arma eficaz contra a perda muscular e óssea relacionada à idade.

A menopausa, marcada pela queda na produção de estrogênio, é um processo natural que traz consigo diversos desafios à saúde feminina. Entre os mais preocupantes estão a perda de massa muscular e óssea, que podem levar à fraqueza, osteoporose e maior risco de quedas.“Nesse contexto, a suplementação com creatina surge como uma alternativa promissora para combater esses efeitos e promover o bem-estar feminino”, explica a médica Larissa Raso Hammes, ginecologista e obstetra do primeiro Centro Clínico Ginecológico do Brasil, o Instituto GRIS.

O estudo explorou os efeitos da creatina, um suplemento nutricional e também um um substrato energético para a contração muscular conhecido por seus benefícios no desempenho atlético. A suplementação em si visa aumentar os níveis de fosfocreatina e creatina livre nos músculos, retardando a fadiga e melhorando o desempenho esportivo e o ganho de massa magra. 

Embora os estudos com creatina em mulheres na pós-menopausa ainda sejam relativamente novos, os resultados sugerem que o suplemento pode ser uma ferramenta valiosa para combater os efeitos negativos da menopausa na saúde musculoesquelética.


Combate à perda muscular

De acordo com a médica, quando combinada com o treinamento de força, a creatina é eficaz na prevenção de perda muscular e no ganho de massa muscular, combatendo a sarcopenia  — e com uma boa massa muscular, somada ao exercício físico resistido, amplifica a proteção da massa óssea e, consequentemente, da osteoporose.

“A suplementação com creatina beneficia o desempenho em exercícios de alta intensidade, como musculação e corrida, otimizando a capacidade do corpo de gerar energia durante os treinos”, conta Larissa. “Isso se traduz em mais força, resistência e explosão muscular, potencializando os resultados das atividades físicas”, complementa.

Além da creatina, outras medidas também podem ajudar as mulheres na pós-menopausa a manterem uma melhor saúde muscular e óssea, como exercícios físicos regulares e uma dieta rica em cálcio e vitamina D, nutrientes essenciais para a saúde óssea.

Larissa também recomenda evitar o tabagismo e o consumo excessivo de álcool, já que esses hábitos prejudicam a saúde dos ossos e dos músculos. “Ao combinar essas medidas com a suplementação de creatina, quando indicada, as mulheres na pós-menopausa podem ter melhor qualidade de vida e envelhecer de forma saudável”, ressalta a médica.

 

Instituto GRIS



Menopausa e depressão: saiba o porquê deste problema atingir a tantas mulheres."

 Assembleia Legislativa de Minas Gerais discutirá sobre a importância Do Dia conscientização sobre Climatério e Menopausa nesta terça-feira, 16/7.

 

A menopausa é um período associado a múltiplas transformações físicas e mentais no organismo feminino. É neste momento que a menstruação é interrompida e os ovários passam por uma queda abrupta na produção dos hormônios – este fenômeno recebe o nome de falência ovariana. Essa mudança repentina pode ocasionar danos à saúde e a qualidade de vida da mulher e desencadear problemas sérios, tal como a depressão.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS) até 2030 teremos 1 bilhão de pessoas com sintomas da menopausa.  Atualmente, no Brasil, são cerca de 18 milhões de mulheres nessa condição. A menopausa é uma fase que requer acompanhamento médico individualizado a fim de se evitar possíveis doenças e transtornos emocionais.

O tema será discutido no Assembleia Legislativa de Minas Gerais na terça-feira, dia 16/7, às 14h, no Plenarinho II. No local será debatido a importância do Dia de Conscientização sobre Climatério e a Menopausa. De autoria da deputada Ana Paula Siqueira (REDE/Sustentabilidade), o projeto (PL 3.795/22) visa incentivar à assistência e amparo à saúde física e mental das mulheres.

 

Entenda a relação

Após a última menstruação há uma queda muito expressiva na produção de hormônios produzidos pelos ovários, sobretudo, o estrogênio, a testosterona e a   progesterona. Essa condição pode contribuir para o surgimento de sintomas como irritabilidade, falta de sono, instabilidade de humor, falta de disposição, baixa libido, ressecamento da vagina, pele, cabelo e unhas, diminuição da secreção vaginal - levanto muitas vezes a dispareunia (dor genital que ocorre durante a relação sexual) , piora da memória e até casos mais graves, tais como, osteoporose e quadros depressivos.

Todos esses sintomas podem estar relacionados à queda abrupta dos hormônios com a chegada da menopausa. Os hormônios não fazem mal à saúde, aliás, são substâncias produzidas pelo nosso corpo, essenciais à vida ou qualidade de vida. “O que faz mal é a carência ou o excesso, ou seja, o desequilíbrio hormonal causado pela falência do ovário”, explica o Dr. Walter Pace, Professor Doutor em Ginecologia e Titular da Academia Mineira de Medicina.

Os hormônios possuem funções específicas e são fundamentais para garantir a dinâmica das atividades biológicas do corpo, pois regulam o crescimento, influenciam a vida sexual e promovem o equilíbrio interno, além de outros benefícios. O declínio da produção de hormônios como o estrogênio e a testosterona, por exemplo, podem acarretar episódios de depressão, falta de estímulo para conduzir situações do dia a dia e apatia.


Como identificar o problema?

É preciso identificar sinais e sintomas relacionados à menopausa e buscar acompanhamento médico específico para cada caso.

É comum mulheres procurarem tratamentos alternativos com base em antidepressivos e ansiolíticos para minimizar os impactos da depressão no período da menopausa.

O Dr. Walter Pace alerta sobre os riscos desses medicamentos para a saúde da mulher. “Infelizmente, em vez de tratar a causa (queda dos hormônios), são utilizados medicamentos antidepressivos que causam dependência e uma série de efeitos colaterais, sendo que, muitas vezes, só com o tratamento hormonal as pacientes já melhoram. É de suma importância que se faça um diagnóstico diferencial com o seu médico de confiança para compreender o que de fato é uma doença psiquiátrica ou uma questão relacionada à carência hormonal”, comenta o médico.  


Tratamento com implantes hormonais

Buscar um tratamento individualizado pode fazer a diferença aos primeiros sinais de sintomas da menopausa. Além disso, um estilo de vida saudável com a prática de atividade física, alimentação equilibrada e manter bons relacionamentos na vida pessoal podem colaborar para minimizar eventuais problemas.

O tratamento com o implante hormonal é extremamente eficaz e seguro na realização da reposição de hormônios bioidênticos (isoidênticos) – similares as substâncias produzidas pelo corpo (estrogênio, testosterona e progesterona) e deve ser indicado para as mulheres durante a menopausa. Diferente dos métodos convencionais, os implantes permitem a condução de um tratamento individualizado.

O procedimento é realizado por meio da implantação subcutânea de um segmento de tubos de silicone semipermeáveis. Esses tubos medem de 4 a 5 cm e comportam cerca de 40 a 50 mg de substâncias hormonais, a exemplo do estradiol, da testosterona e da  gestrinona.

“Quando bem indicada, de forma individualizada, o estradiol, a testosterona e a gestrinona ajudam bastante a melhorar a autoestima e o bem-estar, promovem disposição física e mental, alívio da ansiedade, diminuição da instabilidade de humor, melhora da secreção vaginal, aumento da libido, redução de gordura corporal e aumento de massa muscular. Além disso, auxiliam em questões ligadas aos sintomas da depressão, afirma o Dr. Pace.

Normalmente, a dose de hormônios é proporcional ao histórico de cada paciente e deve seguir rigorosamente as prescrições médicas. 



Dr. Walter A. P. Pace – Graduação em Medicina pela Universidade Federal de Minas Gerais, Mestrado em Reprodução Humana – Assistant Ètranger pela Universidade Paris V René Descarte e Doutorado em Ginecologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Professor-Doutor e Coordenador Geral da Pós Graduação de Ginecologia Minimamente Invasiva da Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais – Titular da Academia Mineira de Medicina – Vice Presidente do PHD Pace Hospital. Médico do Centro de Endometriose do Hospital
https://www.instagram.com/dr.walterpace/?hl=pt-br

 

Câncer de cabeça e pescoço é o quinto entre os homens

Julho Verde de conscientização para o combate da doença

 

O Instituto Nacional do Câncer (INCA) estima que em 2024 serão diagnosticados aproximadamente 48 mil novos casos de câncer de cabeça e pescoço no Brasil, cuja média anual fica entre 35 mil e 40 mil. Esse tipo de câncer corresponde a 3% do total e é o quinto entre os homens.

 

Julho Verde é uma campanha fundamental para a conscientização e prevenção do câncer de cabeça e pescoço, que inclui tumores na boca, língua, garganta, laringe e outras áreas. “O diagnóstico precoce é essencial para aumentar as chances de cura do câncer de cabeça e pescoço. Campanhas como esta são essenciais para conscientizar a população sobre a importância de manter uma rotina de exames preventivos”, disse Thayles Moraes, oncologista da Pró-Saúde.

 

A campanha também tem o objetivo de promover hábitos saudáveis para reduzir a incidência desse tipo de câncer, especialmente entre os homens, que são mais afetados. Os principais fatores de risco incluem tabagismo, consumo excessivo de álcool, infecção por HPV e exposição ocupacional a substâncias cancerígenas. 


 

Os principais sintomas desse tipo de câncer são:

 

– Lesões na cavidade oral ou nos lábios, que não cicatrizam por mais de 15 dias;


– Manchas/placas vermelhas ou esbranquiçadas na língua, gengivas, céu da boca ou bochechas;


– Nódulos no pescoço;


– Rouquidão persistente;


– Dor de garganta que não melhora com o uso de antibiótico;


– Dor ou dificuldade para engolir ou respirar;


– Sangramento ou secreção persistente pelo nariz;


– Dor no ouvido ou dificuldade para ouvir;


– Dores de cabeça e tosse persistente.

 


Você sabia?

 

A vacina contra o HPV é uma importante medida preventiva, eficaz contra infecções que podem levar a vários tipos de câncer, como o de cabeça e pescoço. 

 

Criada pela Associação de Câncer de Boca e Garganta, com apoio da Organização Mundial da Saúde, o tema de 2024 é "Vejo flores em você: Não permita que tumores brotem!" Eventos ao longo do mês buscam orientar sobre a prevenção e tratamento, além de oferecer exames preliminares para detecção de casos suspeitos. A campanha ganha força a cada ano, reforçando a importância do diagnóstico precoce e de hábitos saudáveis. 


Então, o melhor a se fazer é prevenir. “É importante, portanto, que as pessoas tenham hábitos saudáveis, evitem beber e fumar, e se vacinem contra o HPV. Medidas como estas podem reduzir significativamente a incidência desse tipo de câncer. Por isso, é importante fomentar o engajamento nessas práticas de prevenção”, finalizou Moraes.



Avanços no tratamento revolucionário de Alzheimer e novos critérios para diagnosticar a doença dão esperança a milhões de pacientes

Medicamento recentemente aprovado pelo FDA se mostra eficaz em pesquisa de hospital israelense


No último dia 2 de julho, a FDA (Food and Drug Administration), agência regulatória de alimentos e medicamentos dos Estados Unidos, equivalente a Anvisa do Brasil, aprovou um novo medicamento para tratamento da Doença de Alzheimer, especialmente em seu estágio inicial. Trata-se do donanemab-azbt, sob nome Kisunla™. Ele se junta ao lecanemab (Leqembi™), droga que também foi recentemente aprovada e que tem sido utilizada em pesquisa pelo Rambam Health Care Campus, de Haifa, ao norte de Israel, com demonstrações animadoras de que podem ser eficazes para retardar a progressão da doença. 

O número expressivo de pacientes que sofrem com a doença revela a importância do avanço da medicina em busca de tratamentos. Em todo o mundo, são cerca de 50 milhões de pessoas que vivem com alguma forma de demência. Somente no Brasil, cerca de 1,2 milhão de pessoas são diagnosticadas com Alzheimer, com 100 mil novos casos a cada ano. 

Os últimos avanços dizem respeito a uma recente mudança revolucionária nas diretrizes para o diagnóstico da doença de Alzheimer, bem como novos medicamentos para o seu tratamento, que começam a mudar os resultados para os pacientes nas fases iniciais da doença. 

Novos critérios publicados pela Alzheimer's Disease International, dedicados ao tratamento, apoio e investigação da doença, marcam uma mudança significativa de um diagnóstico exclusivamente clínico para um diagnóstico baseado em marcadores biológicos, semelhante ao diagnóstico de doenças como cancro, doenças cardíacas e diabetes.

 “Anteriormente, o diagnóstico da doença de Alzheimer dependia fortemente do declínio cognitivo e do comprometimento do funcionamento diário. No entanto, as diretrizes atualizadas permitem o diagnóstico utilizando marcadores biológicos e exames de sangue, permitindo a detecção da doença antes mesmo que os sintomas se manifestem”, destaca o professor David Tanne, diretor do Instituto de AVC e Cognição do Rambam, e presidente cessante da Associação Neurológica de Israel.


A professora Judith Aharon-Peretz, diretora da Unidade de Neurologia Cognitiva do Rambam, detalha: “essas novas diretrizes são fundamentais para a antecipação no diagnóstico e tratamento precoce. Os critérios revisados
​​definem a doença como um processo biológico que começa com o aparecimento de alterações no cérebro. Essas mudanças ocorrem antes que surjam problemas de memória e pensamento. Ao identificá-las mais cedo, podemos iniciar o tratamento de forma mais eficaz”.
 

Paralelamente aos novos critérios, o hospital israelense está dedicado ao estudo dos dois novos medicamentos aprovados pela FDA para o tratamento da Doença de Alzheimer em fase inicial. O Instituto de Cognição e AVC do Rambam é um dos poucos centros médicos no mundo que tratam pacientes de Alzheimer com lecanemab. Além dele, apenas alguns centros médicos nos EUA e no Japão o utilizam. A primeira paciente do hospital israelense é uma mulher com 50 anos diagnosticada com Alzheimer em fase inicial, que tem recebido o medicamento por via intravenosa a cada duas semanas. 

Inovação no tratamento do Alzheimer em
estágio inicial da doença
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“Os ensaios clínicos mostram a eficácia desse medicamento no retardamento do declínio cognitivo e funcional durante o tratamento. Juntamente com o diagnóstico precoce, o uso de drogas avançadas está trazendo boas respostas ao paciente. Estamos no meio de um período emocionante, dinâmico e de mudança no diagnóstico e tratamento da doença, o que podemos definir como o início de uma revolução diagnóstica e terapêutica”, celebra Tanne.

Apesar de aprovados pela FDA, os medicamentos ainda não estão disponíveis no conjunto de serviços nacionais de saúde de Israel. Contudo, avalia o especialista do Rambam, “o mercado crescente para estas novas terapias medicamentosas podem acelerar o processo que conduz à sua inclusão, tornando assim o tratamento acessível a mais pacientes num futuro próximo”.


David Tanne - Rambam Health Care Campus



Principal causa de morte no Brasil, AVC matou mais de 100 mil pessoas em 2023

Especialista explica como identificar os primeiros sinais da doença

 

De acordo com a Sociedade Brasileira de Acidente Vascular Cerebral, em 2023, o AVC (Acidente Vascular Cerebral) matou 109.560 brasileiros e, pelo quinto ano consecutivo, foi a principal causa de morte no país.

O neurologista do Hospital Semper, Daniel Isoni Martins, explica que o Acidente Vascular Cerebral (AVC) ocorre quando há uma interrupção do fluxo sanguíneo para o cérebro, seja por obstrução ou ruptura de um vaso sanguíneo. Existem dois principais tipos de AVC: o AVC isquêmico e o AVC hemorrágico.

Segundo o médico, o AVC isquêmico ocorre devido à interrupção do fluxo sanguíneo por oclusão em uma das artérias que irrigam o cérebro. Comorbidades como obesidade, dislipidemia, tabagismo, consumo excessivo de álcool, estresse, hipertensão crônica, diabetes são os fatores que mais comumente levam a deste quadro conhecido como AVC isquêmico aterotrombótico.

Outros fatores como defeitos estruturais no coração, problemas nas válvulas e arritmias, também podem resultar na formação de coágulos dentro do coração, que ao migrarem para a circulação do cérebro, causam o AVC isquêmico cardioembólico", explica.

Já o AVC hemorrágico, de acordo com o neurologista, ocorre quando um vaso sanguíneo no cérebro se rompe, causando sangramento no tecido cerebral. As causas incluem crises hipertensivas (aumento súbito da pressão arterial), ruptura de aneurismas, sangramentos traumáticos, malformações cerebrais ou tumores que podem sangrar.

 

Atente-se aos primeiros sinais do AVC

Isoni explica que os sintomas de um AVC podem variar dependendo da área do cérebro afetada pela falta de sangue, mas os mais comuns incluem perda súbita da fala ou dificuldade para falar, incluindo fala embolada; desvio da face para um dos lados; fraqueza ou dificuldade para movimentar uma parte do corpo, como um braço ou uma perna; tontura, visão dupla e instabilidade na marcha ou desequilíbrio; alteração na coordenação motora; perda súbita e temporária da visão; e alterações súbitas na sensibilidade, como perda de sensibilidade em um lado do corpo.

Ele ensina ainda que para identificar um AVC, devemos usar a escala do SAMU:

  • S: Sorriso (observar desvio na face)
  • A: Abraço (verificar fraqueza nos braços)
  • M: Música (dificuldade para falar ou cantar)
  • U: Urgente (acionar o SAMU imediatamente)

Se algum desses sinais for identificado, o paciente deve ser levado diretamente a um hospital de grande porte, pois as UPAs não estão equipadas para lidar com AVCs. “Chegar rapidamente ao hospital é crucial. Os pacientes que chegam rapidamente ao hospital, em especial dentro das primeiras quatro horas e meia do início dos sintomas, podem receber os melhores tratamentos disponíveis para o AVC Agudo, como trombolíticos (medicações venosas que dissolvem o coágulo que levou a obstrução ou a trombectomia (cateterismo com retirada do coagulo), Recentemente, os horários para esses tratamentos foram expandidos, em casos específicos, permitindo a trombectomia até 24 horas e o uso de trombolíticos até 9 horas em situações específicas. “Quanto mais rápido se chega ao hospital, melhores são as chances de recuperação e redução de sequelas”, destaca.

 

Prevenção

O neurologista do Hospital Semper finaliza ressaltando quais são as medidas de prevenção para reduzir a ocorrência de um AVC. “Cuidar da glicose, controlar a pressão arterial, não fumar, não beber, reduzir o risco de obesidade, controlar o colesterol, praticar atividade física regular e reduzir e controlar o nível de estresse são atitudes que ajudam na manutenção da saúde geral e na prevenção de AVC”, conclui o profissional.

 

“Quero Mais Vida”

Em um mundo cada vez mais acelerado e exigente, a busca pelo bem-estar se torna cada vez mais necessária. Pensando nisso, o Grupo Mira, responsável pelo Hospital Semper e pela Cetus Oncologia, lança em julho a campanha “Quero mais vida”, que nos convida à reflexão: como temos aproveitado nossos dias em prol da qualidade de vida e do bem-estar do nosso corpo?

No site do Grupo Mira, com a ajuda do teste Roda da Vida, as pessoas podem avaliar os principais pontos de suas vidas e descobrir quais áreas precisam de melhorias. No final do teste, cada um receberá um relatório personalizado com dicas práticas sobre como otimizar o desempenho nas áreas que pedem mais atenção. Para mais informações basta acessar o site: Link.


Como a saúde mental pode ser afetada em climas quentes ou frios

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Estudos revelam que a exposição à luz solar pode influenciar diretamente o humor e energia

 

Segundo a pesquisa publicada no "Journal of Affective Disorders", a exposição à luz solar pode aumentar os níveis de serotonina, melhorando o humor e a energia. Os estudos ainda indicam que condições climáticas, como a quantidade de luz solar, temperatura e precipitação, podem afetar significativamente o bem-estar emocional. 

Enquanto altas temperaturas podem aumentar os níveis de agressão e irritabilidade, temperaturas mais baixas podem levar a uma diminuição da energia. Segundo Aline Alves Ferreira, responsável pela Clínica Escola de Psicologia do Centro Universitário Newton Paiva, as alterações de clima intensificam as emoções. “Embora as condições climáticas não levem alguém a desenvolver algum transtorno emocional, podem servir como um gatilho adicional para alguém que já está em risco”, pontua a profissional. 

Um aspecto fundamental dessa relação é o Transtorno Afetivo Sazonal (TAS), uma forma de depressão que ocorre em certas épocas do ano, geralmente no inverno, quando há menos luz solar. A especialista explica que a maioria das pessoas com esse tipo de depressão apresenta sintomas como tristeza, sonolência e aumento do apetite durante os meses de outono e inverno, mas nenhum sintoma na primavera e no verão. “Isso mostra que a luz solar desempenha um papel crucial em regular nosso relógio biológico e humor," destaca Aline. 

Encontrar uma adaptação às variações climáticas é possível através de estratégias comportamentais e de modificação do ambiente. Por exemplo, o uso de terapia de luz para combater o TAS ou o ajuste de sistemas de ar-condicionado e desumidificadores pode ajudar a controlar os efeitos do clima no humor. Reconhecer e entender esses efeitos pode melhorar a capacidade de gerenciar o bem-estar emocional em face das inevitáveis mudanças climáticas. 

Adotar práticas conscientes para ajustar-se a essas mudanças não só pode melhorar o humor individual, mas também contribuir para um ambiente social mais harmonioso. “Se você suspeita que pode ser sensível às mudanças climáticas, é importante entender que não pode mudar o clima, mas pode tomar medidas para amenizar seus efeitos no seu bem-estar, consultando um profissional de saúde”, finaliza a psicóloga.

 

Centro Universitário Newton Paiva


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