Pesquisar no Blog

sexta-feira, 21 de julho de 2023

Estudo revela lacunas de pesquisas ecológicas no território da Amazônia brasileira

 

Entre 15% e 18% das áreas com biodiversidade mais
negligenciadas na Amazônia brasileira também mostram alta
suscetibilidade às mudanças climáticas até 2050

Existem áreas pouco investigadas cientificamente na Amazônia brasileira, por diversos motivos. Um artigo publicado na revista Current Biology por cientistas do mundo todo reunidos no Consórcio Synergize revela não só as áreas, mas também os fatores que determinam esses gaps de investigação ecológica, abrindo possibilidades para orientar pontualmente o planejamento de novos investimentos em pesquisa na região.

O trabalho utilizou informações de 7.694 locais onde ocorreram investigações ecológicas para avaliar como a logística e a influência antrópica nas florestas explicaram a chance de diferentes regiões da Amazônia receberem pesquisas. O período analisado foi de 2010 a 2020, abrangendo estudos de nove grupos de organismos: invertebrados bentônicos (que habitam o fundo dos oceanos, estuários, rios e lagos ou vivem associados a substratos como sedimentos, rochas, troncos e plantas aquáticas), heterópteros, odonatas (grupo popularmente conhecido como “zigue-zague” ou “lavadeira” e que também inclui as libélulas), peixes, macrófitas, aves, vegetação lenhosa, formigas e besouros rola-bosta.

“O consórcio reuniu pessoas que contribuíram com bancos de dados sobre inventários padronizados e estudos que apresentassem esforços amostrais similares. Capturamos informação sobre três grandes grupos representativos da biodiversidade da Amazônia: animais vertebrados, invertebrados e a flora de florestas de terra firme, florestas alagáveis e de ambientes aquáticos (igarapés, rios e lagos). Este é o primeiro trabalho que o grupo publica”, explica o biólogo Mario Ribeiro de Moura, do Instituto de Biologia da Universidade de Campinas (Unicamp), um dos autores do artigo e integrante do consórcio.

As descobertas indicam que 15% a 18% das áreas com biodiversidade mais negligenciadas na Amazônia brasileira também mostram alta suscetibilidade às mudanças climáticas até 2050. A região em que há menor volume de pesquisas coincide com parte das áreas ameaçadas nas proximidades do arco do desflorestamento, região que contorna os limites sul, sudeste e leste da Amazônia e se concentra em parte dos Estados do Acre, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia e Tocantins.

Os dados revelam ainda que as maiores lacunas na pesquisa ecológica na Amazônia aparecem em ambientes de terra firme. “Isso é esperado e provavelmente reflete o papel que a rede de vias navegáveis da região tem em facilitar o acesso a florestas alagáveis (várzeas e igapós) e ambientes aquáticos.” Não por acaso, os cenários menos pessimistas aparecem ao longo dos rios, no nordeste do Pará e de Roraima, no sudeste do Acre e no norte de Rondônia. “Nesses locais teremos impactos menores das mudanças climáticas para o futuro, e o conhecimento que temos sobre as comunidades de espécies deles é melhor.”

O estudo foi apoiado pela FAPESP por meio de duas Bolsas de Pós-Doutorado no Brasil. Uma das Bolsas foi concedida a Raquel de Carvalho e outra a Angélica Faria de Resende. Moura foi apoiado no âmbito de um Auxílio Jovens Pesquisadores e uma Bolsa no Brasil.


Fatores impactantes

Os cientistas mapearam as áreas mais negligenciadas em pesquisa ecológica na Amazônia e a esse mapa sobrepuseram as áreas que mais seriam afetadas pelas mudanças climáticas, segundo uma métrica que reflete sua intensidade. Para os dados sobre desmatamento e degradação, usaram um estudo recente publicado na Science sobre os drivers de desmatamento na Amazônia. O cruzamento de dados revela que a pesquisa ecológica na Amazônia ocorre com mais frequência em ambientes já desmatados do que naqueles em que se espera desmatamento nas próximas três décadas.

“Estamos em ritmo de mudanças ambientais aceleradas, incluindo mudanças climáticas e transformações das paisagens. Para entendermos como essas mudanças afetam a biodiversidade, é preciso saber o que havia em determinada região antes que essas mudanças aconteçam. E a Amazônia é um dos últimos resguardos de biodiversidade tropical significativamente preservada, sendo essencial para compreender o efeito isolado de mudanças climáticas e destruição de hábitats sobre a biodiversidade. O estudo mostra áreas com alto risco de sofrerem modificações ambientais nos próximos anos e que ainda são desconhecidas para nós. Sem o conhecimento ecológico adequado, não será possível saber o que está mudando ou o que está sendo perdido,” diz Moura.

No que diz respeito à logística, a acessibilidade e a distância de instalações de pesquisa são importantes preditores da probabilidade da realização de trabalhos científicos. “O acesso é uma faca de dois gumes e a região do arco do desflorestamento comprova. A facilidade de acesso permite que os pesquisadores alcancem mais áreas, por isso há uma parte desse imenso arco sobre a qual já se sabe bastante. Mas, permite que os desmatadores e outros com piores intenções também cheguem lá. E ainda há pouca informação sobre as áreas ameaçadas que se localizam na fronteira do arco do desflorestamento”, afirma Moura.

O acesso aumentou com a proximidade de transporte e de instalações de pesquisa para todos os organismos de terra firme e para a maioria dos representantes de florestas alagáveis e hábitats aquáticos. “A duração da estação seca determina a facilidade de acesso por hidrovias. Nas florestas alagáveis, quanto menor a estação seca, maior é a possibilidade de acesso fluvial, o que contribui para ocorrências de pesquisas. Já nas áreas de terra firme, a estação seca mais pronunciada facilita o acesso terrestre, há menos lama envolvida e ausência de trechos alagados.”

A degradação florestal e a posse da terra também mostraram um efeito modesto, mas de importância consistente, em todos os grupos de organismos estudados na região. Esses dois fatores afetaram a pesquisa ecológica, com a probabilidade de pesquisa diminuindo ligeiramente em áreas degradadas e Terras Indígenas, mas aumentando em Unidades de Conservação. Resumindo: faz-se menos pesquisa em áreas degradadas e mais pesquisa em Unidades de Conservação do que em Terras Indígenas.

“É mais difícil viabilizar o acesso a comunidades indígenas ou talvez faltem mecanismos administrativos que conectem pesquisadores com órgãos que regulam o acesso às Terras Indígenas e com as próprias comunidades indígenas. Precisamos melhorar a integração entre as partes envolvidas e, sobretudo, envolver as comunidades locais no processo de geração de conhecimento. Nas Unidades de Conservação a quantidade de pesquisa é bem maior que nas Terras Indígenas, embora ambas sejam um tipo de área protegida”, diz o pesquisador.

Na avaliação de Raquel de Carvalho, essa distribuição é problemática, considerando que as terras indígenas ocupam cerca de 23% da Amazônia brasileira. “Ao mesmo tempo, várias terras indígenas são ainda as áreas mais preservadas do bioma amazônico. Seria muito interessante ter pesquisas nessas áreas”, ela diz.


Novas estratégias

Segundo Moura, a floresta amazônica está sub-representada em bancos de dados globais usados como base para estudos sobre biodiversidade. “Alertamos para a necessidade de integrar as informações que temos sobre a Amazônia aos bancos de dados globais e citamos alguns projetos com os quais o Consórcio Synergize pode contribuir de forma mais intensiva. As informações reunidas para o trabalho atendem, em grande parte, aos requisitos de outros bancos de dados existentes, sendo úteis para melhorar a representatividade da biodiversidade amazônica em novos estudos sobre mudanças globais. A partir deste trabalho, o consórcio visa se estabelecer como uma rede de colaboração importante para outros grupos de pesquisa interessados em atuar com mudanças ambientais na Amazônia.” O Synergize é coordenado por Joice Ferreira, da Embrapa Amazônia Oriental, e Filipe França, da Universidade de Bristol, com orientação de Jos Barlow, da Universidade de Lancaster, no Reino Unido.

Para o biólogo, os resultados do grupo deverão servir para orientar o estabelecimento de novas estratégias de financiamento dentro da Amazônia. “Sabendo onde estão as lacunas, os investimentos para conservação e a pesquisa da Amazônia podem mirar esses locais ou dar maior peso para as propostas que contemplem pesquisas nesses locais em futuras chamadas e editais. As políticas públicas podem levar esses resultados em consideração no planejamento de novas ações e programas de monitoramento e inventariamento da biodiversidade amazônica.”

O artigo Pervasive gaps in Amazonian ecological research pode ser acessado no endereço https://doi.org/10.1016/j.cub.2023.06.077.

  

Karina Ninni
Agência FAPESP
https://agencia.fapesp.br/estudo-revela-lacunas-de-pesquisas-ecologicas-no-territorio-da-amazonia-brasileira/41942/



Pequenos negócios aproveitam 'efeito Barbie' para aumentar as vendas

Sucesso do filme movimenta a economia desde antes da estreia, com a comercialização de produtos temáticos em diversos nichos de mercado

 

O mundo dos negócios está cor-de-rosa. A estreia do filme Barbie tem movimentado a economia e gerado uma agitação na internet. A expectativa é que a Mattel, fabricante de brinquedos americana dona da marca da boneca, fature quase US$ 1 bilhão neste ano, para além das telas do cinema. Com o sucesso do live-action, negócios de diversos segmentos têm apostado na comercialização de produtos temáticos.

Na moda, a produção de acessórios e roupas ganharam um brilho extra e variados tons de rosa. Grandes marcas lançaram coleções inspiradas no filme e investiram no marketing e divulgação de produtos na internet. Outros setores, como alimentação e bebidas, também não ficaram de fora. São pratos e drinks temáticos, além de molhos especiais, servidos para quem é fã da boneca mais famosa do planeta. No comércio, as vitrines das lojas também entraram no clima cor-de-rosa para atrair a atenção dos clientes.

Atentos ao ‘efeito Barbie’, os donos de pequenos negócios também aproveitam para faturar mais. Em São Paulo, a Teck Prints, empresa especializada em brindes personalizados, tem recebido uma alta demanda por produtos, como copos, camisetas e baldes de pipoca temáticos. Há 30 anos no mercado, a empresa tem loja em Osasco e na Lapa, além de e-commerce próprio e presença nos principais marketplaces.

O gerente de operações, José Roberto Monteiro, conta que a empresa aproveitou a onda, a partir dos pedidos dos clientes. “Estamos com uma demanda bem bacana e tudo que é rosa tem chamado a atenção do nosso consumidor. Para você ter uma ideia de ontem para hoje, data de estreia do filme, nossas vendas tiveram um pico e aumentaram 138%”, destaca.

Em Santa Catarina, a Bordasul Bordados e Personalizados é outro pequeno negócio que pegou carona na divulgação do live-action da Barbie. A CEO da empresa, Karem Sorato Antunes Nandi, disse que foi a primeira vez que tiveram a iniciativa de produzir algo específico por causa de um filme. Ao perceberem que o mercado estava aquecido, resolveram fazer um teste. 

“Acredito que a Barbie é um ícone que atravessa gerações e, por isso, tenha atraído tanta atenção. Estamos produzindo canecas rosas diferenciadas, com glitter e metalizadas. Já recebemos pedidos e o público interessado tem sido de adultos com média de idade entre 25 e 30 anos”, comentou.


Dica do Sebrae

O Sebrae recomenda que os donos de pequenos negócios aproveitem as oportunidades, mas fiquem atentos aos direitos autorais das marcas registradas, como é o caso da Barbie e seus personagens. Assim como na Copa do Mundo, é preciso ter cuidado com aspectos da comunicação visual e propriedade intelectual, envolvendo logomarcas oficiais. É preferível fazer referências genéricas ao tema, usando a palavra boneca, por exemplo ao descrever um produto e apostar nos tons diferenciados de rosa. A dica é soltar a criatividade!


Medida na França acende alerta sobre riscos da vigilância digital e do acesso remoto em investigações criminais

 Presidente do Sindesei/DF, Marco Tulio Chaparro, explica quais são os riscos da lei e sugere um debate amplo e participativo sobre o assunto para que a medida não gere problemas ao redor do mundo

 

Acessar remotamente um smartphone ou tablet significa utilizar um terceiro dispositivo para controlar e ter acesso a dados do aparelho. Recentemente, o Senado da França aprovou uma lei que, em resumo, permite que a polícia monitore suspeitos por meio de acesso remoto aos “devices conectados”. A decisão tem gerado discussões acaloradas e levantado questões éticas sobre o uso da tecnologia no combate ao crime, despertando preocupações sobre privacidade e riscos associados a essa prática. 

O acesso remoto aos telefones, smart tvs, webcam e outros aparelhos ligados à internet é uma tecnologia poderosa, capaz de fornecer às autoridades informações valiosas para investigações criminais. Contudo, é preciso cuidado, sobretudo, quanto à invasão de privacidade. De acordo com o presidente do Sindicato das Empresas de Serviço de Informática do Distrito Federal (Sindesei/DF), Marco Tulio Chaparro, um dos principais riscos diz respeito à possibilidade de acesso indiscriminado aos dados pessoais e informações sensíveis dos cidadãos. 

“Como assegurar que o acesso remoto aos telefones seja utilizado de maneira adequada e proporcional? Quem estará vendo o que? Quais são os limites aceitáveis da vigilância digital? É necessário estabelecer salvaguardas para evitar o monitoramento indiscriminado de cidadãos inocentes e garantir que a utilização dessa tecnologia esteja em conformidade com os princípios de respeito aos direitos humanos”, afirma o presidente.

 

Segurança interna e internacional 

É fundamental também, segundo Chaparro, estabelecer regulamentações claras e rigorosas para evitar o uso indevido dessa tecnologia, sobretudo, por parte das autoridades policiais. "Quais são os mecanismos de supervisão e controle que serão implementados para evitar abusos e assegurar a prestação de contas?", questiona. 

O debate em torno do tema vai além das questões de segurança interna e esbarra ainda em implicações diplomáticas. "A vigilância digital pode afetar a confiança entre nações e gerar tensões no contexto internacional. Como garantir que a utilização dessa tecnologia esteja em conformidade com as leis internacionais e respeite a soberania de outros países? É essencial buscar um equilíbrio entre a segurança nacional e o respeito às normas internacionais", destaca o presidente do Sindesei/DF.
 

Debate transparente 

Diante desses desafios, é fundamental que haja um debate amplo e inclusivo, envolvendo especialistas em tecnologia, organizações da sociedade civil e os cidadãos em geral. "Particularmente, acredito na importância de uma discussão informada e transparente sobre os riscos e as preocupações relacionados ao acesso remoto e à vigilância digital. É necessário considerar a opinião dos cidadãos e garantir que suas vozes sejam ouvidas neste processo", pontua. "Além disso, é crucial que as autoridades responsáveis pela implementação desse tipo de medida estejam abertas ao diálogo e dispostas a realizar ajustes e melhorias com base nas preocupações levantadas", acrescenta Chaparro.

 

Segurança Cibernética  

Outro aspecto importante a ser considerado é a necessidade de investimentos em segurança cibernética. Com o aumento do acesso remoto e da vigilância digital, é fundamental garantir a proteção dos sistemas contra ataques e vazamentos de dados. As autoridades devem priorizar a implementação de medidas de segurança robustas e promover a conscientização sobre boas práticas de segurança digital. 

“O acesso remoto e a vigilância digital são assuntos de extrema relevância e que têm impacto direto na vida de todos os cidadãos. Portanto, é crucial que a discussão sobre essas questões seja ampla, informada e participativa. Somente assim poderemos encontrar soluções que equilibrem efetivamente a segurança, a privacidade e os direitos individuais em um mundo cada vez mais digital e interconectado”, alerta Chaparro. 

A tecnologia avança em ritmo acelerado, trazendo consigo benefícios e desafios. A questão do acesso remoto e da vigilância digital é complexa e exige uma abordagem equilibrada. De acordo com Marco Tulio, é preciso garantir a segurança e o combate ao crime, mas sem comprometer os direitos individuais e a privacidade dos cidadãos. 

“Nesse contexto, é fundamental que as medidas adotadas estejam em conformidade com os princípios democráticos e respeitem os direitos fundamentais. A transparência, a prestação de contas e o respeito aos limites éticos são essenciais para garantir uma sociedade justa e livre”, conclui o presidente.

 

Detran-SP explica as regras para participar da trend rosa do momento

Quer ter o carro na cor rosa? Para fazer alterações nas características originais de um veículo é necessário pedir permissão

 

Querer fazer parte da tendência do momento exige o cumprimento de regras. Promover algumas das alterações desejadas, como mudar a cor do carro para rosa, similar ao que é usado pela icônica boneca sexagenária, envolve seguir a Lei. E há ainda outros tipos de modificação que correm o risco de não serem permitidos. Mas o Detran-SP explica como deve ser o procedimento.

 

O Código de Trânsito Brasileiro, pelo Artigo 98, diz que é obrigatória a expedição de novo Certificado de Registro de Veículo quando for alterada qualquer uma de suas características originais de fábrica que caracterizam o modelo. Assim, antes de realizar o agendamento do serviço e fazer o investimento em uma oficina para pintar ou envelopar o carro, é importante solicitar a autorização prévia da alteração pretendida de forma eletrônica. Conheça as condições, por ordem de acontecimento:

 

- A solicitação de autorização prévia para as mudanças é feita de forma eletrônica. É preciso preencher a requisição para modificação de veículo, conforme modelo disponível no portal do Detran-SP, e juntar a documentação necessária para encaminhar ao e-mail autorizacoesprevias@detran.sp.gov.br.

 

- Com toda a documentação em ordem, será expedida a autorização prévia, que é encaminhada por e-mail pelo Detran-SP ao cidadão.

 

- Sendo verificada a ausência de documentação ou estando a documentação incorreta, o solicitante será informado, também por e-mail, para corrigir a pendência no prazo de cinco dias. Caso essa reparação não seja feita dentro do prazo estabelecido, o pedido será indeferido.

 

- Para que o processo possa seguir e a modificação seja autorizada, o veículo não deve ter nenhuma restrição judicial ou administrativa. O automóvel também não pode ter débitos, como multas, Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) e seguro obrigatório (DPVAT). Não se esqueça, inclusive, de que o seguro obrigatório é igual a zero para todas as categorias de veículo desde 2021, mas é necessário se certificar de que pagamentos de anos anteriores não estão pendentes.

 

- Os únicos que podem pedir a modificação de um veículo são seu proprietário (pessoa física), um procurador (também pessoa física), um parente próximo ou companheiro ou, se pessoa jurídica, o proprietário ou representante legal da empresa.

 

- Após os passos iniciais, o proprietário do veículo pode ir à oficina de sua preferência para fazer as modificações de acordo com o que foi previamente aprovado. Se a mudança a ser promovida for estrutural, o proprietário poderá apresentar seu veículo em qualquer Instituição Técnica Licenciada (ITL) homologada junto à Senatran para promover as alterações.

 

- Com as modificações efetuadas, será necessário realizar a vistoria para comprovar que tudo foi realizado conforme o solicitado ao Detran-SP na “autorização prévia”. A lista de rede de empresas credenciadas de vistoria pode ser encontrada no site da autarquia.

 

- Pelo site do Detran-SP, é possível realizar o agendamento para apresentação do laudo de vistoria e demais documentos num posto Poupatempo, visando pedir as alterações de dados cadastrais e a emissão da segunda vida do CRV.

 

- A taxa referente à segunda vida do CVR, caso o licenciamento do ano em curso ainda não tenha sido realizado, é de R$ 419,03. Se o licenciamento do ano em curso já estiver quitado, a taxa é de R$ 263,80.

 

Com o término de todas as etapas, após quatro dias, é feita a expedição digital do documento do veículo modificado. Atendendo à determinação do Contran, a emissão do Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo (CRLV-e) passou a ser digital, não havendo mais a impressão do papel-moeda. O registro agora reúne o Certificado de Registro de Veículo (CRV) e o Certificado de Licenciamento de Veículo (CRLV) num único documento. Para ter o documento em mãos, basta imprimi-lo em folha branca, tamanho A4, sem timbre, marca d’água ou equivalente.

 

Seguem alguns pontos de atenção bem importantes para aqueles proprietários que queiram fazer a modificação. Se essas exigências não forem observadas, os veículos estão impedidos de circulação:

 

- A modificação de cor requer a apresentação da nota fiscal do serviço, não existindo necessidade de realização da mudança numa oficina credenciada. É considerada modificação da cor a pintura ou o adesivamento em área superior a 50% do veículo, excluídas as áreas envidraçadas. Na hipótese de se distinguir uma cor predominante no veículo, será atribuída a cor fantasia.

 

- Para a inclusão de teto solar, é necessária a apresentação do Certificado de Segurança Veicular, expedido por Instituição Técnica Licenciada (ITL), credenciada pela Senatran.

 

- Já as modificações definidas na Resolução Contran nº 916 como “sujeitas à homologação compulsória” devem apresentar o Certificado de Adequação à Legislação de Trânsito – CAT, expedido pela Senatran, acompanhado pela documentação da empresa que efetuou a transformação do veículo. Entre as alterações que necessitam dessa autorização está a transformação do carro em conversível.

 

Engajamento de pacientes aumenta a taxa de retorno em clínicas odontológicas

De acordo com Éber Feltrim, CEO da SIS Consultoria, a comunicação é fundamental para construir uma relação de confiança e incentivar a volta dos clientes aos consultórios


A falta de retorno dos pacientes em consultórios odontológicos é um desafio enfrentado por muitas clínicas, mas existem estratégias eficazes para mudar esse quadro, que pode ser atribuído aos mais diversos fatores, como a falta de comunicação efetiva, o desconhecimento dos benefícios do acompanhamento contínuo e, até mesmo, questões logísticas. 

Para reverter essa situação, as clínicas podem adotar medidas para o fortalecimento do relacionamento entre dentistas e pacientes, por meio de um atendimento de qualidade e mais personalizado, promovendo a conscientização sobre a importância dos retornos para garantir tratamentos mais completos e duradouros.

De acordo com Éber Feltrim, especialista e consultor de negócios na área da saúde e CEO da SIS Consultoria, existem algumas razões que desencorajam o retorno de pacientes. “A odontologia é uma demanda negativa. Ninguém acorda feliz por ter uma consulta no dentista e, por isso, o ser humano tem a tendência de só procurar pelo profissional quando tem extrema necessidade ou dor. A maioria dos pacientes fazem o que é necessário e não querem mais voltar”, revela. 

Para o especialista, os motivos dessa falta de retorno podem ser diversos. “Vai desde preço incoerente com o seu público-alvo, até uma identidade visual ou aparência que não desperte no paciente o desejo de ficar. O maior desafio de uma clínica é tornar essa experiência prazerosa para que o paciente queira voltar”, revela.

Oferecer um atendimento diferenciado e um ambiente confortável são pontos essenciais. “Algumas medidas simples, como oferecer água fresca, conferir se o ar condicionado está em uma temperatura agradável, ter cadeiras confortáveis, manter o ambiente limpo, boa programação na TV e liberar o acesso à internet fazem toda a diferença em uma clínica. Além disso, uma boa aparência, linguagem clara e segurança na prestação de serviços funcionam como mina de ouro para qualquer profissão e na área odontológica isso não é diferente”, defende.

Entender as razões por trás dessa ausência ajuda a adotar medidas que minimizem esses problemas. “Reconhecer o que pode estar atrapalhando o crescimento do negócio e corrigir esses obstáculos a tempo será vital para alavancar esse consultório no mercado. É importante ter um tempo de avaliação e, por vezes, é necessário contar com a ajuda de um profissional para isso. Algumas pesquisas de satisfação podem ajudar a reconhecer a clínica pela visão do paciente e, quando aplicadas, poderão trazer melhorias capazes de despertar um sentimento de confiança em relação a esse consultório”, pontua Feltrim.

Nesse sentido, o especialista acredita que uma comunicação eficaz tem um papel fundamental na retenção de pacientes. “Além do telefone, é importante estar presente em outras redes sociais e utilizar o WhatsApp como meio de comunicação, oferecendo mais agilidade nas respostas. Vale lembrar que realizar ações de pós-venda é essencial, procurando saber como está o paciente após uma cirurgia ou procedimento mais delicado, por exemplo. Para isso, contar com um banco de dados atualizado será importante para conhecer quem será atendido, tornando a relação ainda mais próxima”, relata.

As práticas de CRM podem ser o ponto que faltava para uma gestão mais eficiente do relacionamento entre clínicas e pacientes. “No aniversário do cliente ou até mesmo da clínica, por exemplo, é possível enviar um cartão pelo WhatsApp oferecendo descontos especiais durante aquele mês de comemorações. Participação em ações municipais também são uma boa alternativa, com representantes da clínica marcando presença em eventos e palestras para crianças, jovens e idosos falando sobre a relevância da saúde bucal. Além disso, clientes que indicam o consultório para outras pessoas podem receber um brinde personalizado, seja em forma de um presente ou desconto nos próximos procedimentos”, sugere.

De acordo com o especialista, um lembrete no dia anterior ao da consulta pode ajudar a reduzir em 30% a ausência de pacientes em agendamentos. “As clínicas devem estabelecer a filosofia de que os pacientes precisam sair do consultório com um novo retorno agendado. Isso os fará lembrar desse compromisso estabelecido, além de manter esse cliente no radar de toda a equipe da unidade odontológica”, finaliza.

 

Dr. Éber Feltrim - Especialista em gestão de negócios para a área da saúde, começou a sua carreira em Assis (SP). Após alguns anos, notou a abertura de um nicho em que as pessoas eram pouco conscientes a respeito, a consultoria de negócios e o marketing para a área da saúde. Com o interesse no assunto, abdicou do trabalho de dentista, sua formação inicial, e fundou a SIS Consultoria, especializada em desenvolvimento e gestão de clínicas.

SIS Consultoria
instagram @sis.consultoria.

Empatia é essencial para equilibrar relações e diálogos

Habilidade ganha relevância ao criar ambiente aberto e seguro para trocar ideias, promovendo o crescimento na vida pessoal e profissional

 

Como a empatia pode transformar as desafiadoras relações interpessoais do mundo contemporâneo? Por que essa capacidade está no topo da lista das capacidades de pessoas emocionalmente inteligentes? Qual a correlação do desenvolvimento desta competência com as ferramentas corporativas utilizadas por líderes e colaboradores de sucesso? Como as opiniões empáticas podem se tornar aliadas do negócio e promover a construção de uma convivência mais harmônica?

De acordo com o psicólogo norte-americano Daniel Goleman, a empatia é um dos pilares da inteligência emocional, fundamentada na capacidade de compreender e considerar os sentimentos dos outros, para além das palavras. O autor do best seller “Inteligência Emocional” acredita que essa percepção é a essência da comunicação em todas as estâncias dos relacionamentos, seja no ambiente organizacional ou pessoal, criando um espaço aberto e seguro para trocar ideias, experiências e sentimentos, com isenção dos julgamentos.

O CEO, board advisor e headhunter da Prime Talent, David Braga, ressalta que a empatia desempenha um papel fundamental na expressão de opiniões, de forma construtiva e respeitosa. “Antes de expressar uma opinião, ouça com atenção as perspectivas dos outros. Demonstrar interesse genuíno pelo que os outros têm a dizer ajudará a estabelecer uma base empática para que as pessoas possam compartilhar ideias”, orienta.

A pesquisadora e professora na Universidade de Houston, Brené Brown, defende quatro qualidades para a empatia: assumir a perspectiva do outro, reconhecer a emoção nos outros, comunicar essa emoção e se afastar dos julgamentos. Reconhecida por falar e escrever sobre empatia, ela define essa habilidade como o “sentir com as pessoas”, criando uma conexão a partir da identificação com a dor do outro.

“Se colocar no lugar da outra pessoa e tentar compreender suas motivações, experiências e crenças é essencial”, assinala David Braga. “Ao expressar sua opinião com empatia, você tem mais chances de promover um ambiente de diálogo respeitoso e construtivo, onde todos se sintam valorizados e ouvidos”, reforça. Essas atitudes, de acordo com o headhunter, além de motivar a compreensão mútua, criam oportunidades de encontrar soluções e pontos de vista comuns.


Crise de empatia gera conflitos

Nos últimos oito anos, os dados do State of Workplace Empathy Report/Businessolver atestaram que a empatia é fundamental para o engajamento, a cultura e o sucesso organizacional dos colaboradores e gestores. No entanto, a pesquisa de 2023 apontou o crescimento de uma lacuna na aplicação dessa habilidade nos ambientes corporativos, alertando para uma crise de empatia profissional.

Os resultados demonstraram que, para 68% dos profissionais de RH, o CEO é empático – uma queda de 16 pontos em relação a 2022. Por outro lado, 92% dos CEOs consideram os profissionais de RH empáticos – um salto de 27 pontos no comparativo com 2022. Em relação aos colaboradores, os líderes têm uma percepção de 78% de empatia – outra queda de 16 pontos.

“Algumas pessoas podem não estar abertas a diferentes pontos de vista, reagindo negativamente quando confrontadas com ideias contrárias às suas”, assinala o CEO da Prime Talent, chamando a atenção para conflitos, críticas e até mesmo o isolamento social, dependendo do contexto pessoal ou profissional. “Se você está em um ambiente onde as pessoas têm visões polarizadas, os confrontos tendem a ser intensos. Por isso, é muito importante analisar o momento certo de dar a sua opinião”, alerta.

Embora os riscos sejam inerentes, a liberdade de expressão é um direito fundamental. Nessa perspectiva, David Braga destaca a importância do equilíbrio consciente entre a empatia e as opiniões nas diversas relações. “Busque sempre se expressar por meio de um diálogo aberto e respeitoso, considerando que, assim como você tem suas próprias opiniões, as outras pessoas também terão”, conclui.

 

David Braga - CEO, board advisor e headhunter da Prime Talent, empresa de busca e seleção de executivos, presente em 30 países pela Agilium Group; é conselheiro de Administração e professor convidado pela Fundação Dom Cabral; além de conselheiro da ABRH MG, ACMinas e ChildFund Brasil. Instagrams: @davidbraga | @prime.talent

 

Adotar uma cultura de feedbacks é fundamental para que uma equipe siga motivada

De acordo com Alisson Souza, CEO da abler, análises e opiniões podem melhorar a performance de colaboradores e devem ser tratadas como algo natural dentro de uma empresa

 

Independentemente da empresa ou cargo, qualquer pessoa deve passar por uma análise e entender se está cumprindo com as expectativas e resultados. Para isso, o feedback é algo fundamental em um ambiente corporativo.

Essa avaliação, no entanto, pede cautela e consciência sobre o local, momento apropriado, maneira de falar e tipo de feedback. São diversas as formas de comunicar um ponto de vista para outro colaborador em busca de um melhor ambiente e relacionamento entre a equipe.

De acordo com Alisson Souza, CEO da abler, startup que tem o propósito de trazer facilidade na gestão dos processos seletivos, o feedback é essencial nas etapas de desenvolvimento de um colaborador. “Isso porque é justamente essa análise que conseguirá passar pontos de vista quanto a demandas, desempenho ou comportamentos, dando um real retorno para aquele colaborador sobre todo o seu trabalho. É uma forma de fazer com que o trabalhador perceba questões que antes ele não havia percebido, como pontos de melhoria ou que podem ser reforçados”, revela.

Adotar uma filosofia de feedback, no entanto, não substitui as avaliações de desempenho. “As duas são ações que se complementam, tendo em vista que, muitas vezes, após a avaliação de desempenho com os colaboradores, cabe ao gestor dar um retorno para os seus liderados sobre a avaliação. Ou seja, são ferramentas que se complementam justamente para melhorar o desempenho daquele membro da equipe”, pontua o CEO.

Para o especialista, é importante evitar que o feedback tenha um viés negativo para o colaborador. “Para que isso não aconteça, o primeiro passo é criar uma cultura dessa prática, em que a troca entre líder e colaborador seja algo considerado natural dentro da organização. Outro ponto importante é a utilização de diferentes modelos de análise, sejam elas positivas, negativas, construtivas, corretivas ou motivadoras. Existem dinâmicas que se encaixam em diferentes situações, fazendo com que essa informação seja recebida de um jeito menos doloroso”, relata.

O setor de Recursos Humanos tem um papel fundamental na criação e divulgação dessa cultura de feedbacks dentro de uma empresa. “O RH se torna um disseminador, oferecendo análises para suas lideranças e para os colaboradores, fazendo com que esse exemplo seja seguido por membros de outras áreas de uma mesma organização”, declara Alisson Souza. 

Alguns procedimentos devem ser seguidos após receber ou oferecer um feedback. “O primeiro passo é formalizar o que foi dito. É importante deixar registrado os pontos levados para que possa ser feita uma avaliação, considerando o que deve ser melhorado e acompanhando se essa situação continuará acontecendo. É justamente por esses registros e acompanhamentos que novas ações serão realizadas para que as análises gerem resultados positivos”, finaliza. 



Alisson Souza - Trabalha há 15 anos no mercado de Tecnologia, sendo os oito últimos no mercado de Recrutamento e Seleção, onde foi Gestor de Tecnologia da Informação em uma das maiores consultorias de Recrutamento e Seleção do Brasil. Pós-graduado em Startups e Future Management pela HSM University, é apaixonado por inovação, negócios digitais e R&S. No final de 2017 cofundou a abler, plataforma para Recrutamento e Seleção (SaaS – ATS) 100% focada no aumento de produtividade e consequentemente na redução do tempo de fechamento das vagas. Neste negócio já auxiliou mais de 300 clientes a fechar 55 mil vagas na média, em 15 dias.


abler
https://abler.com.br/?utm_source=imprensa&utm_medium=referral&utm_campaign=cultura-feedbacks&utm_keyword=


Concessionárias guardam objetos perdidos nas rodovias por 30 a 90 dias

Diversos itens são encontrados pelas equipes de operação. Usuários podem entrar contato com as administradoras para reaver seus pertences

 

Documentos, celulares, carteiras e até itens inusitados, como uma sacola de produtos eróticos, estão entre os objetos que as 20 concessionárias de rodovias de São Paulo já encontraram perdidos na malha que administram. Mas, todos os utensílios que chegam às mãos dos funcionários das  operadoras do Programa de Concessões Rodoviárias de São Paulo, regulado pela ARTESP - Agência de Transporte do Estado de São Paulo, ficam a disposição de seus proprietários, e podem ser localizados pelos serviços de atendimento aos usuários disponibilizado pelas concessionárias. 

Esse serviço das concessionárias tem funcionamento simples: quando o funcionário encontra um item perdido, ele é entregue a um responsável pelo setor de Achados e Perdidos, para ser catalogado e armazenado até ser procurado pelo seu legítimo dono. Os objetos encontrados nas estradas são registrados com informações como local, data e tipo. No caso de documentos pessoais, as concessionárias tentam entrar em contato com o proprietário para que seja feita a devolução. Outros itens são guardados por um período de 30 a 90 dias, de acordo com as regras de cada concessionária, e, caso o proprietário não apareça, são doados ou entregues às autoridades competentes. 

No entanto, a rotina deste setor é muito mais complexa do que se pode imaginar. Todos os dias, são recebidos inúmeros objetos de diferentes naturezas, tamanhos e valores. Desde pequenos pertences pessoais, como chaves e óculos, até utensílios  mais valiosos, como carteiras, celulares ou alianças. Entre os itens inusitados, além da já citada sacola de produtos eróticos, já foram localizados um pedaço de carro alegórico, uma guarita de segurança e um mini trator. No caso de itens perecíveis, eles são descartados imediatamente após a localização. 

 

Usuário, perdeu ou encontrou um objeto na rodovia. O que fazer?

Se você, usuário, perdeu ou encontrou algum objeto na estrada, pode entrar em contato com a concessionária responsável pelo trecho e informar o local, o horário e as características do objeto perdido. Com essas informações, quem procura o objeto pode entrar em contato com o “Fale Conosco” ou a “Ouvidoria” pelo telefone 0800, disponível aqui

 

LGPD: 6 coisas que você precisa saber sobre a Lei Geral de Proteção de Dados na prática


A Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) entrou em vigor em setembro de 2020 e está cada vez mais presente em nosso dia a dia, mudando a forma de tratamento de dados pessoais no Brasil. Acontece que muitas pessoas ainda não estão dando a devida importância a esta lei, pois ela tem despertado muitas dúvidas, principalmente sobre como, onde e a que ela se aplica. Pensando nisso, o advogado Walter Calza Neto, especialista em propriedade intelectual, proteção de dados e direito digital, listou abaixo 6 coisas que todo mundo precisa saber sobre esta lei. Veja:

  1. Toda empresa, órgão público, profissional liberal ou pessoa física que de alguma forma trata dados pessoais ou dados sensíveis tem que estar adequado à LGPD.
  2. A LGPD não se aplica apenas a dados na internet ou nos sistemas de informática. Formulários físicos e cópias de documentos também representam dados pessoais.
  3. A LGPD está em pleno vigor desde setembro de 2020 e neste ano (2023), vão começar as fiscalizações.
  4. Não basta fazer alterações superficiais em sites e/ou contratos, os hábitos e práticas de segurança devem ser colocados efetivamente em prática.
  5. Os dados devem ser coletados para finalidades específicas e declaradas e não podem ser utilizados para qualquer outra finalidade.
  6. O processo de adequação é complexo é impõe a necessidade de revisão dos procedimentos de coleta e tratamento dos dados, preparo de normas internas, revisão de contratos, revisão de procedimentos de segurança e treinamento/conscientização dos colaboradores.

Vale ressaltar que como titular de dados, o cidadão deve estar atento ao preencher formulários físicos ou eletrônicos e ao assinar contratos, deve observar se há previsão expressa de como e principalmente para qual finalidade os dados serão tratados. 



Walter Calza Neto - Formado em Direito pela Universidade Mackenzie, atuante na área de Propriedade Industrial desde 2000, possui Extensão em Propriedade Intelectual pela University Of Pennsylvania, Especialização em Direito Digital e Proteção de Dados pela Escola Brasileira de Direito, EBRADI e Extensão em Direito Da Propriedade Intelectual Pela Wipo Academy - World Intelectual Property Organization, entre outros inúmeros cursos e formações. Atualmente é o DPO do Corinthians e da Sparco.


Especialista comenta sobre o cenário da violência na Bahia; estado lidera ranking

 Estado possui quatro cidades entre os mais violentos do país

 

O recente Anuário divulgado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública trouxe à tona um cenário preocupante para o estado da Bahia, que lidera a lista das cidades mais violentas do Brasil com população acima de 100 mil habitantes no ano de 2022. Com quatro municípios entre os cinco mais violentos do país, a situação exige uma análise aprofundada por parte das autoridades e da sociedade, a fim de encontrar soluções efetivas para combater a violência.

 

De acordo com os dados do Anuário, os quatro municípios baianos que encabeçam a lista são: Jequié, Santo Antônio de Jesus, Simões Filho e Camaçari, apresentando índices alarmantes de Mortes Violentas Intencionais (MVIs). A Bahia, como um todo, se vê diante do desafio de enfrentar essa realidade e adotar medidas que busquem a redução da violência e a promoção da segurança para os cidadãos.

 

Miguel Bomfim, advogado especialista em Direito Penal, Extrajudicial e Público, ressalta a importância de um olhar abrangente sobre a violência na Bahia: "Os números apresentados no Anuário são alarmantes e requerem uma abordagem integrada entre as instituições de segurança, a comunidade acadêmica e a sociedade em geral. Precisamos identificar as raízes da violência e desenvolver políticas públicas que considerem as particularidades de cada região, para que as ações sejam efetivas e tragam resultados positivos, além de fomentar o policiamento e a investigação preventiva", pontua o também professor da Faculdade UniFTC Jequié.

 

Confira ranking dos municípios

 

Jequié (BA) - 88,8

Santo Antônio de Jesus (BA) - 88,3

Simões Filho (BA) - 87,4

Camaçari (BA) - 82,1

Cabo de Santo Agostinho (PE) - 81,2

Sorriso (MT) - 70,5

Altamira (PA) - 70,5

Macapá (AP) - 70,0

Feira de Santana (BA) - 68,5

Juazeiro (BA) - 68,3

Teixeira de Freitas (BA) - 66,8

Salvador (BA) - 66,0

Mossoró (RN) - 63,5

Ilhéus (BA) - 62,1

Itaituba (PA) - 61,6

Itaguaí (RJ) - 61,6

Queimados (RJ) - 61,2

Luís Eduardo Magalhães (BA) - 56,5

Eunápolis (BA) - 56,3

Santa Rita (PB) - 56,0

Maracanaú (CE) - 55,9

Angra dos Reis (RJ) - 55,5

Manaus (AM) - 53,4

Rio Grande (RS) - 53,2

Alagoinhas (BA) - 53,0

Marabá (PA) - 51,8

Vitória de Santo Antão (PE) - 51,5

Itabaiana (SE) - 51,2

Caucaia (CE) - 51,2

São Lourenço da Mata (PE) - 50,3

Santana (AP) - 49,4

Paragominas (PA) - 49,3

Patos (PB) - 47,5

Paranaguá (PR) - 47,3

Parauapebas (PA) - 46,9

Macaé (RJ) - 46,7

Caxias (MA) - 46,5

Parnaíba (PI) - 46,3

Garanhuns (PE) - 44,9

São Gonçalo do Amarante (RN) - 44,9

Alvorada (RS) - 44,8

Jaboatão dos Guararapes (PE) - 44,6

Duque de Caxias (RJ) - 44,3

Almirante Tamandaré (PR) - 44,2

Castanhal (PA) - 44,2

Campo Largo (PR) - 43,3

Porto Velho (RO) - 42,1

Ji-Paraná (RO) - 41,8

Belford Roxo (RJ) - 41,8

Marituba (PA) - 41,6

 

Fonte: Anuário do Fórum Brasileiro de Segurança Pública

 

quinta-feira, 20 de julho de 2023

Dia do Amigo: ensine seus filhos a fortalecer laços de amizade

Unsplash
Helen Mavichian, psicoterapeuta infantojuvenil, apresenta maneiras práticas de pais e mães incentivarem as crianças e adolescentes a desenvolverem relacionamentos saudáveis


No Dia do Amigo, comemorado hoje, 20 de junho, as redes sociais estão repletas de homenagens às amizades cultivadas com muito carinho desde a infância. Isso traz à tona a importância de incentivar que nossos filhos valorizem a amizade e sejam bons amigos. As amizades são importantes não apenas para o bem-estar geral, mas também desempenham um papel fundamental no desenvolvimento de habilidades sociais, empatia e autoestima.

No entanto, é muito importante destacar que cada criança é única e desenvolve seus laços de amizade em seu próprio ritmo, o qual deve ser respeitado. Ou seja, nem todas as crianças serão extrovertidas ou terão uma grande quantidade de amigos, e tudo bem que seja assim. 

Existem algumas maneiras de incentivar seu filho a fazer amizades e se tornar um bom amigo. Uma delas é criar ambientes e situações em que seu filho possa interagir com outras crianças. Ajude-o a ouvir atentamente o que os coleguinhas falam, compartilhar e cooperar, além de resolver conflitos de forma pacífica, por meio de diálogos sinceros e acolhedores. Conversar sobre a importância de ter pessoas queridas e como elas podem enriquecer a vida, tornando os desafios do dia a dia mais leves, também é um bom caminho. As crianças também aprendem muito observando comportamentos dos adultos, então seja um modelo positivo de amizade e os inspire pelo exemplo.

Por outro lado, os pais também precisam estar sempre atentos a possíveis problemas de socialização. Observe se há sinais de isolamento, dificuldade em fazer amigos ou quaisquer outros problemas de relacionamento que seu filho ou sua filha possa vivenciar. Mostrar-se disponível para ouvir e oferecer apoio emocional, quando necessário, faz com que se sintam mais seguros e aprendam lidar mais facilmente com sentimentos difíceis e percepções adversas decorrentes de situações vividas entre amigos.

Durante o processo de incentivar seus filhos a terem amizades saudáveis, é essencial evitar pressioná-los ou impor expectativas excessivas ou pessoais. Ajude-os a entender que as amizades são baseadas em respeito mútuo e que todos merecem ser tratados com gentileza e cuidado, mesmo quando nos decepcionam de alguma forma. Lembre-se de que cada criança tem seu próprio ritmo de desenvolvimento e não deve ser comparada com outras. Além disso, convém sempre destacar que cada amizade é única e o importante é a qualidade dos relacionamentos, não a quantidade.

Em resumo, encoraje e apoie seus filhos em suas interações sociais, estando atento a problemas e oferecendo suporte emocional sempre. Com paciência, apoio e comunicação aberta, você poderá fornecer a base para que seus filhos desenvolvam relacionamentos significativos ao longo da vida. 

Como psicoterapeuta, atendo muitas  de crianças e adolescentes que contam sobre as amizades e falam abertamente que os amigos ajudam como um apoio emocional, conforto e encorajamento quando enfrentam desafios como dificuldades na escola, conflitos familiares ou problemas pessoais. Percebo que, quando é um sentimento recíproco, tem um enorme potencial de ajudar a criança a ser compreendida e não se sentir sozinha. Outro ponto evidenciado nos atendimentos aos pacientes é que ter amigos na infância fortalece a autoestima e a confiança das crianças fazendo com que elas se sintam valorizadas e apreciadas por seus amigos, construindo uma imagem positiva sobre si mesmo e desenvolvendo uma autoimagem saudável. Feliz Dia do Amigo para todos!


Helen Mavichian - psicoterapeuta especializada em crianças e adolescentes e Mestre em Distúrbios do Desenvolvimento pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. É graduada em Psicologia, com especialização em Psicopedagogia. Pesquisadora do Laboratório de Neurociência Cognitiva e Social, da Universidade Presbiteriana Mackenzie. Possui experiência na área de Psicologia, com ênfase em neuropsicologia e avaliação de leitura e escrita.
https://helenpsicologa.com.br/

 

Posts mais acessados