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sexta-feira, 19 de fevereiro de 2021

Técnica baseada em inteligência artificial permite automatizar a análise de sementes para uso agrícola

  Desenvolvida por pesquisadores da USP em Piracicaba, metodologia não invasiva facilita a identificação de sementes imaturas ou de má qualidade, sem destruir os produtos ou gerar resíduos (sementes de cenoura; foto: John Alan Elson/Wikimedia Commons)


Pesquisadores do Centro de Energia Nuclear na Agricultura (Cena) e da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), ambos da Universidade de São Paulo (USP), desenvolveram uma metodologia baseada em inteligência artificial que permite automatizar e tornar mais eficiente o processo de análise da qualidade de sementes – que é exigido por lei e, atualmente, feito de forma manual por analistas credenciados pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

O grupo empregou tecnologias baseadas em luz – já usadas em análise de plantas e em áreas como a cosmética – para a aquisição de imagens das sementes. Em seguida, recorreu a técnicas de aprendizagem de máquina para automatizar o processo de interpretação das imagens. Desse modo, foi possível minimizar algumas das dificuldades encontradas nos processos tradicionais. Por exemplo, para muitas espécies, a nova tecnologia pode ser aplicada a todo o lote de sementes e não apenas a amostras, como se faz hoje. Além disso, por não ser invasiva, evita destruir os produtos avaliados e gerar resíduos.

Na pesquisa, os cientistas usaram duas tecnologias baseadas em luz para obtenção das imagens, a fluorescência de clorofila e a reflectância multiespectral, utilizando como modelo sementes de tomate e de cenoura produzidas em diferentes países e épocas e submetidas a condições distintas de armazenagem. No caso do tomate, foram utilizados os cultivares comerciais Gaúcho e Tyna, produzidos no Brasil e nos Estados Unidos. Para a cenoura, foram escolhidos os cultivares Brasília e Francine, produzidos no Brasil, Itália e Chile.

A escolha se baseou na importância econômica desses alimentos, cuja demanda já é grande em todo o mundo e segue em expansão, além das dificuldades que os produtores encontram na colheita das sementes. Como esses cultivos não apresentam uniformidade no processo de maturação dos frutos, e consequentemente das sementes, os produtores precisam fazer a colheita em parcelas, o que é muito oneroso. Entretanto, ainda existe uma grande dificuldade na obtenção de lotes uniformes, pois a presença de sementes imaturas não é facilmente detectada por métodos visuais. As técnicas baseadas em visão de máquina podem minimizar esse problema.

Os pesquisadores compararam os resultados obtidos nas análises não destrutivas com os das avaliações aplicadas às sementes pelos métodos tradicionais: o teste de germinação, obrigatório por lei, e o de vigor. No primeiro, analistas separam amostras de sementes, as colocam para germinar em condição favorável de temperatura, água e oxigênio e verificam a quantidade final de plântulas, ou plantas jovens, normais, produzidas de acordo com as regras estabelecidas pelo Mapa. Já os testes de vigor são complementares e mais sofisticados. Os mais comuns se baseiam na resposta da semente a condições de estresse e parâmetros de crescimento das plântulas.

Além das dificuldades já citadas, os métodos tradicionais são mais demorados. No caso do tomate e da cenoura, por exemplo, pode levar até duas semanas para obtenção dos resultados. Além disso, a análise é bastante subjetiva, pois depende da interpretação de cada analista. “Nossa proposta é automatizar ao máximo o processo, usando fluorescência de clorofila e imagens multiespectrais para analisar a qualidade das sementes, superando esses gargalos”, destaca Clíssia Barboza da Silva, pesquisadora do Cena-USP e uma das autoras do artigo Integrating Optical Imaging Tools for Rapid and Non-invasive Characterization of Seed Quality: Tomato (Solanum lycopersicum L.) and Carrot (Daucus carota L.) as Study Casespublicado na Frontiers in Plant Science, um dos principais periódicos científicos internacionais na área da agricultura. Ela também é a pesquisadora responsável pelo projeto, apoiado pela FAPESP.

A autora principal do artigo é Patrícia Galletti, que desenvolveu a pesquisa durante seu mestrado e recebeu, em 2019, o prêmio Best Poster Award no 7º Congresso de Sementes das Américas, quando apresentou resultados parciais do projeto (leia mais em: agencia.fapesp.br/32094/).


Clorofila como marcador de qualidade

A clorofila está presente na semente, onde ajuda a fornecer energia para o armazenamento de nutrientes (lipídios, proteínas e carboidratos) importantes para o desenvolvimento. Cumprida essa função, a clorofila se degrada. “Porém, quando a semente não completa o processo de maturação, resta clorofila não degradada em seu interior. Quanto menos clorofila residual, mais avançada a semente está no processo de maturação, mais nutrientes ela tem e maior a qualidade. Se há muita clorofila, ocorre o inverso: a semente ainda está imatura e tem menor qualidade”, relata.

Como explica a pesquisadora, a clorofila é altamente fluorescente, ou seja, ela tem capacidade de emitir luz quando exposta a radiações com comprimentos de onda específicos. Isso ocorre porque a energia proveniente da luz que incide na amostra de sementes não é totalmente aproveitada, sendo uma parte perdida por fluorescência. O uso de luz nos comprimentos de onda da faixa do vermelho é eficiente na promoção da excitação da clorofila, que se torna fluorescente. Essa luz que "sobra" é, então, capturada pelo equipamento, que a converte num sinal elétrico e gera uma imagem cujos pixels em tons de cinza variam do branco para o preto. Os tons mais brancos indicam que as sementes possuem maior quantidade de clorofila, que emitiu fluorescência ao ser submetida à luz vermelha. Isso significa que mais imatura ela está e a chance dessa semente não germinar é consideravelmente maior.


Inteligência artificial

A outra tecnologia para a qual os pesquisadores desenvolveram uma metodologia aplicável à análise da qualidade de sementes é a reflectância multiespectral. Os LEDs do equipamento emitem luz em comprimentos de onda na faixa visível e não visível ao olho humano (ultravioleta e infravermelho próximo). Para a pesquisa com reflectância visando a análise de qualidade, os cientistas utilizaram 19 comprimentos de onda. Quando comparado com os dados de avaliação de qualidade feitos por métodos tradicionais, observaram que os melhores resultados foram obtidos com o infravermelho próximo no caso das sementes de cenoura e com o ultravioleta para as de tomate.

As sementes têm proteínas, lipídios e açúcares que absorvem parte da luz emitida pelos LEDs e refletem outra parte. A luz refletida é capturada pelo equipamento, que registra a imagem. Esta passará por uma segmentação, que consiste na separação das sementes do suporte onde estão posicionadas no equipamento. Nesta técnica, o suporte se transforma em pixels de valor zero e tem a cor preta e a imagem da semente é gerada em escala de cinza. O valor dos pixels que compõem uma semente está relacionado com a sua composição química. “Não trabalhamos apenas com um resultado médio da amostra, conseguimos fazer a extração individualizada, de cada semente”, destaca a pesquisadora.

“Quanto maior a concentração de um determinado nutriente na semente, menos vai ser refletido em um comprimento de onda específico, porque ela terá mais desse nutriente absorvendo aquela luz. Quando ela tem menos nutrientes, significa que existem menos moléculas para absorver a luz, então a reflectância vai ser maior, mas isso irá variar de acordo com o componente presente, que apresenta um comportamento distinto conforme o comprimento de onda utilizado”, explica. Um algoritmo consegue identificar o comprimento de onda que obtém o melhor resultado. O processo oferece informações sobre a composição química da semente, o que permite inferir se ela é de alta ou baixa qualidade.

Na avaliação dos pesquisadores, chegar à etapa de obtenção das imagens não era o suficiente, pois isso ainda é uma operação que requer a observação humana. “Então utilizamos a quimiometria, um conjunto de métodos estatísticos empregados para a classificação de materiais de origem química. A ideia era que o equipamento nos oferecesse a classificação da qualidade com base na imagem que ele mesmo registrou”, conta. Os métodos aplicados pelos cientistas nesse estudo são muito usados na área médica e de alimentos.

Eles usaram, então, a aprendizagem de máquina para testar os modelos que criaram com base nos métodos quimiométricos. “Ensinamos para o modelo o que é semente de alta e baixa qualidade. Pegamos 70% dos nossos dados para treinar o modelo e os 30% que ficaram de fora serviram para a validação”, comenta. Para o tomate, a identificação correta da qualidade das sementes variou de 86% a 95%. Para a cenoura, de 88% a 97%.

Além do alto nível de acerto, os pesquisadores destacam que ambas as tecnologias agilizam a execução de análises porque é possível capturar as imagens muito rapidamente. No equipamento de fluorescência de clorofila, o tempo de captura de imagem é de um segundo. São cinco segundos para capturar 19 imagens no equipamento com tecnologia multiespectral.


Resultados inesperados

Durante o desenvolvimento do projeto, um achado inesperado se mostrou muito relevante. As tecnologias de fluorescência de clorofila e multiespectral também são úteis para o processo de separação de cultivares. Trata-se de uma operação essencial para avaliar um lote de sementes e evitar prejuízos econômicos. “O produtor pode comprar um lote de sementes esperando que as plantas apresentem um determinado desempenho, mas, se as sementes com características genéticas diferentes não forem bem separadas, a produção será impactada”, esclarece. Atualmente, isso é feito por analistas bem treinados para verificar padrões que podem ser usados para fazer a separação (cor, forma e tamanho da semente e, quando possível, marcadores moleculares).

Para a cenoura, ambas as tecnologias usadas na pesquisa se revelaram eficazes na separação de cultivares. Já para o tomate, a tecnologia multiespectral não funcionou bem, enquanto a fluorescência apresentou boa eficácia. “Nosso estudo traz resultados inéditos com relação ao uso dessa tecnologia para separação de cultivares. Não encontramos registro de pesquisas que tenham utilizado a fluorescência com essa finalidade”, comemora. “Já em relação à reflectância, existem alguns trabalhos que mostram que ela é eficiente para fazer a separação de cultivares, mas não com o equipamento que utilizamos”, prossegue.


Uso compartilhado

Para Barboza da Silva, uma forma de transferir o conhecimento produzido na pesquisa para o setor produtivo é ter empresas desenvolvendo os equipamentos para serem vendidos aos produtores de sementes. “Seria possível, com os resultados da nossa pesquisa, desenvolver um equipamento que use somente luz ultravioleta para caracterizar a qualidade da semente de tomate e lançar no mercado, por exemplo.”

Os três equipamentos utilizados no estudo estão hoje disponíveis a pesquisadores de outras instituições no Cena-USP, por meio do sistema multiusuários. O de fluorescência foi criado especificamente para essa pesquisa. A fabricante detém tecnologia para análise de planta e customizou o equipamento para fazer a análise de semente. Mais informações em: www.cena.usp.br/pesquisa/emu/multiusuario7.

Para solicitar a utilização do equipamento de análise multiespectral acesse: www.cena.usp.br/pesquisa/emu/multiusuario8.

Os pesquisadores também adquiriram um equipamento de radiografia para poder observar o interior das sementes e confirmar a presença ou não, bem como a extensão, de tecidos especializados no armazenamento de nutrientes. Esse equipamento pode ser reservado pelo endereço www.cena.usp.br/pesquisa/emu/multiusuario9. O estudo também contou com apoio da FAPESP por meio dos projetos: 18/03802-418/03793-518/01774-318/24777-8 e 18/03807-6
 


Janaína Simões

Agência FAPESP 

https://agencia.fapesp.br/tecnica-baseada-em-inteligencia-artificial-permite-automatizar-a-analise-de-sementes-para-uso-agricola/35224/


Instabilidade afasta investimentos

 Como a falta de definição de políticas econômicas concretas fazem empresas multinacionais redirecionarem seus capitais


O Brasil começou 2021 sendo sacudido pelo anúncio do fechamento de todas as fábricas da Ford no País. A alegação foi de seguidos anos de prejuízos da montadora e o redirecionamento do mercado para outra faixa de veículos, a dos SUV (Sport Utility Vechicles).

Para Paulo Eduardo Akiyama, advogado especializado em Direito Empresarial e de Família, a instabilidade política e econômica que o Brasil vem enfrentando nos últimos dez anos afasta os investidores que já estão no Brasil e barra o ingresso de novos capitais estrangeiros. “Em conversas que tive com executivos de empresas estrangeiras, vários disseram que desistiram de investir no Brasil pelo desgoverno, em especial, por tratar uma pandemia com desdém, troca de ministros, não cumprimento de promessas de campanha, entre outras atitudes do governo federal, inclusive causando uma insegurança jurídica”, relata.

Segundo o advogado, a economia é cíclica, e certamente o País poderá assistir ao fechamento de outras fábricas, não somente do ramo automobilístico, mas de outros segmentos importantes e que geram muitos empregos. “A política do governo federal, com a elevação de impostos, retirada de subsídios, acarretará mais desemprego, que certamente terá um ônus maior, não somente econômico, mas também social”, analisa.

A insegurança jurídica que frequentemente ronda o dia a dia das empresas também é um dos fatores que afastam investimentos, na opinião do advogado, Akiyama cita como exemplo a alteração da classificação fiscal para os drones em 2018, ainda no governo Michel Temer, elevando alíquotas de impostos e autuando todos os importadores. “Os importadores desse produto viveram e vivem um caos jurídico porque as importações realizadas antes da mudança provocada pela Receita Federal possuíam uma classificação fiscal (NCM) e com a mudança de entendimento a classificação fiscal dos drones passaram a ser de câmeras fotográficas, elevando assim as alíquotas de importação e pior, retroagiram o entendimento aplicando autuações aos importadores que realizaram suas importações na classificação antiga, aplicando multa e juros, o que levou a judicialização desnecessária caso a segurança jurídica fosse respeitada”, crítica.

Assim, como este exemplo, Akiyama cita também a recusa do Governo Federal em prorrogar a desoneração da folha de pagamento, cancelamento de incentivos fiscais e outras inúmeras decisões que aumentam significativamente o chamado Custo Brasil.

Segundo Akiyama, a pandemia da Covid-19 gerou uma grande recessão no mundo, que não será superada ainda em 2021. Para ele, este ano também será improdutivo como foi 2020. “A demora na definição da compra das vacinas pelo governo brasileiro vai fez com que a população leve meses para ser imunizada. Enquanto não houver controle da contaminação do novo coronavírus não haverá como retomar a economia, pois sem vida não há atividade econômica e sem economia não há como suprir as necessidades básicas do povo, causando ainda mais mortes e violência”, comenta, pessimista.

O advogado estima que apenas em 2022 será possível estimar um sinal de retomada, porém, longos anos serão necessários para o Brasil retornar ao que era antes desta pandemia.

Akiyama afirma que estes alertas servem para que os empresários pensem antes de qualquer decisão. “Infelizmente é uma opinião não muito otimista, mas acredito que dentro do panorama que o mundo vem desenhando, teremos anos muito difíceis pela frente e muitos se lembrarão do que seu voto é capaz”, finaliza.

 


Paulo Eduardo Akiyama - formado em economia e em direito desde 1984. É palestrante, autor de artigos, sócio do escritório Akiyama Advogados Associados e atua com ênfase no direito empresarial e direito de família. Para mais informações acesse http://www.akiyamaadvogadosemsaopaulo.com.br/ E-mail akyama@akiyama.adv.br

 

Como gerar leads em eventos internacionais

 Especialista em comércio exterior dá dicas de como encaminhar negócios em feiras e congressos


A expectativa do profissional da área comercial ao participar de feiras e congressos é sempre conseguir contatos que gerem futuras vendas, os chamados leads. Thomas Raad, trader de commodities e sócio da Raad International Trading, trading company situada em São Paulo, com escritório em Sharjah, nos Emirados Árabes Unidos, recomenda aos profissionais se capacitarem para fazer bons contatos nesses eventos.

Segundo o trader, as redes sociais, especialmente o YouTube e o Instagram, têm vídeos de especialistas e influenciadores que ensinam a ser um vendedor melhor sem precisar gastar em um curso muito caro que, às vezes, pode não trazer o resultado esperado. “Mas antes de começar a consumir esses conteúdos religiosamente, você precisa analisar o que assiste com um olhar crítico para aprender a utilizar as técnicas que está vendo no seu dia a dia”, adverte.

Outros meios que Raad recomenda para capacitação são livros e de cursos de vendas em vídeo. “Se você gosta de ler, tem muito livro sobre vendas que eu já li e gosto de indicar. Os meus top trê são: ‘Nocaute’, de Gary Vaynerchuk; ‘Spin Selling’, de Neil Rackham e “A Máquina Definitiva de Vendas”, de Chet Holmes”, indica.

Ele ainda ressalta que o processo de venda precisa ser mostrado ao cliente como uma experiência e não apenas a oferta de um produto ou serviço. “As pessoas geralmente entram na loja pensando nos motivos de por que elas não devem gastar e uma das primeiras impressões que fica na nossa mente é como seremos atendidos. Se forem mal atendidas, elas perdem o clima e já saem na hora. Eu mesmo já fiz isso várias vezes. O nosso trabalho é fazê-lo esquecer que vai ‘gastar’ e transformar esse contato numa experiência de melhoria ou investimento”, ensina.


Fomento de negócios de commodities e alimentos do Brasil para o Mundo

Raad vai participar entre os dias 21 e 25 de fevereiro da Gulfood, primeiro evento presencial de abastecimento de alimentos e bebidas de 2021, em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. A feira terá 20 salões repletos de diversos produtos de 85 países.

Durante a feira, ele pretende reforçar as vendas com os clientes da região e fomentar negócios de commodities e alimentos do Brasil com países do Oriente Médio e Ásia. Entre os produtos que serão expostos pela Raad International Trading, destaque para amostras de gergelim, arroz, café, mel e própolis, além de cacau e chocolate da Bahia.

O trader explica que pretende abrir mercados para esses produtos devido à boa aceitação no exterior, embora o mercado de mel e própolis ainda seja pouco explorado, segundo Raad, o que pode abrir boas possibilidades.

Ele ainda informa que intermediou um investimento árabe de US$ 1 milhão para reformar uma fábrica de chocolates em Itajuípe, na Bahia, perto de área de plantação de cacau. Segundo o trader, a obra foi concluída em 2020 e agora estão sendo feitos ajustes na produção para atender demandas de exportação e também garantir o atendimento do mercado interno. “Estou levando gotas de chocolate com cacau 60% e 70% para degustação de potenciais clientes e outros ao redor do mundo”, destaca.

A Raad International Trading atualmente está pivotando a empresa para a integração de tecnologia para melhoria de serviços prestados na área de comércio exterior com o objetivo de diminuir a pulverização da compra de commodities e alimentos do Brasil oferecendo um sistema atendimento personalizado, baseado em dados, inteligência artificial, machine learning, automatização e know-how para clientes do mundo todo.

Segundo Raad, durante o evento será feita uma pesquisa com os clientes para entender melhor suas necessidades com o objetivo de desenvolver uma plataforma para melhorar o serviço e aplicar tecnologia dentro do ramo.

 



Thomas Raad - Nascido nos Estados Unidos atualmente vive no Brasil. Fluente em árabe,  inglês e português, cursou Administração de Empresas com ênfase em Comércio Exterior e desde os 24 anos atua como trader de commodities, sendo especialista na exportação de café e outros alimentos e especiarias. Sua trading company, Raad International Trading, já exportou produtos como café, arroz, pimenta do reino, derivados de milho, gergelim, açaí, carvão vegetal e amêndoas de cacau. Além de negócios no Brasil, já exportou café da Colômbia e Vietnã e orégano do Peru. Para mais informações, acesse Raadint.com e pelo Instagram, Youtube, Linkedin e medium pelo nome @thomasraad

 

Cuidado com o dinheiro: como recuperar a saúde financeira sem estresse

Divulgação
Planejamento e organização são os elementos principais



Manter uma vida financeira bem organizada nem sempre é fácil. O volume de gastos mensais, os imprevistos do dia a dia e o aumento dos preços dos produtos fazem crescer a chance do surgimento de dívidas, complicações na hora de pagar o cartão de crédito e outros problemas que fragilizam a situação financeira do indivíduo, criando uma situação complicada, que, se não for tratada com cuidado, pode trazer muitos problemas a longo prazo. 

Apesar de parecer uma questão irreversível, não é tão complicado assim recuperar a saúde financeira. Basta criar um planejamento cuidadoso e pensar em algumas estratégias para conter gastos. O primeiro passo é entender o fluxo de entrada e saída de dinheiro, o que permitirá organizar a quantidade que poderá ser gasta por mês. Em seguida, é importante equalizar receitas e despesas, cortando tudo aquilo que for desnecessário, e separar as despesas fixas das despesas variáveis. Por algum tempo, pode ser necessário diminuir a quantidade de compras não relacionadas a itens essenciais, além de reduzir outros gastos, como serviços de assinatura ou passeios muito caros.

 

Caso a entrada de dinheiro não seja suficiente para suprir os custos mensais, pode ser uma boa saída pensar em maneiras de aumentar a renda. Seja pedindo um aumento no emprego atual ou buscando uma atividade que possa complementar a renda, essa medida é uma boa alternativa para quem quer restaurar a saúde financeira mais rapidamente. Entretanto, é importante lembrar que a maior entrada de dinheiro pode significar um maior volume de trabalho, seja no mercado informal ou dentro da própria empresa, e esse fator deve ser levado em consideração.

 

Com a entrada e saída de dinheiro sob controle, é hora de organizar as pendências. É neste momento que será necessário realizar a negociação de dívidas, buscando prestações que possam ser incluídas no planejamento financeiro realizado anteriormente. Quanto mais rapidamente as dívidas forem pagas, melhor ficará a saúde financeira. Outra dica importante é dar prioridade para pagamentos feitos no cartão de débito nas compras do dia a dia. O cartão de crédito deve ser deixado para compras grandes e planejadas a longo prazo. Assim, a chance de não conseguir pagar a fatura do cartão de crédito no mês seguinte será bem menor.

 

Com o fluxo de dinheiro controlado, é hora de começar a criar uma reserva destinada a imprevistos do futuro, como desemprego ou questões de saúde. O recomendado é guardar, pelo menos, o valor referente a três meses de gastos mensais, proporcionando um período de tempo para que a situação seja restabelecida. É importante sempre guardar uma quantia de dinheiro, evitando gastar todo o dinheiro recebido.

 

O que muda na expectativa do consumidor com a chegada da vacina

2020 foi um ano difícil para o comércio e turismo, mas as campanhas de vacinação podem aquecer o mercado, dizem especialistas FGV


Em pesquisa publicada pelo IBGE (Instituo Brasileiro de Geografia e Estatística) em dezembro de 2020, o volume de vendas do comércio varejista caiu 6,1% frente a novembro, já considerando um ajuste sazonal, após ter variado -0,1% em novembro. “A chegada da vacina é um sinal e gera a expectativa para o consumidor do retorno às compras presenciais com segurança. Principalmente no segmento de restaurantes, bares, entretenimento e turismo (passeios e viagens) deverá trazer esperança ao mercado”, diz a professora de MBA da IBE Conveniada FGV, Maria Luísa de Barros Correia.

O professor Victor Corazza Modena, também da IBE Conveniada FGV, complementa: “com a chegada da vacina, nosso cérebro começa a pensar que não estamos tão em crise assim - ainda que o perigo seja o mesmo.  O consumidor tende a achar que o perigo já passou e volta a consumir alguns serviços e produtos que estava evitando, o que pode ocasionar um aquecimento do mercado”.

Os professores concordam que o crescimento do e-commerce é um fator positivo e que se fará cada vez mais presente no cotidiano dos brasileiros. Em projeções da consultoria Ebit|Nielsen, as vendas do e-commerce no Brasil em 2021 devem crescer 26%, chegando a um faturamento de R$ 110 bilhões.

“O e-commerce é, na minha opinião, uma tendência. Se antes a maioria dos consumidores preferia as vendas presenciais e agora muitos consumidores aderiram ao e-commerce, quando tudo voltar à normalidade - isto é, quando todos estivermos imunes - a tendência é que exista um equilíbrio no mercado entre essas forças”, avalia Victor.

“O varejo online ganhou seu lugar definitivamente após a pandemia. Como se esperava, as empresas que já possuíam um sistema de venda à distância de qualidade, saíram na frente na disputa por este segmento. O qual não deixará de crescer pelos levantamentos feitos junto aos consumidores, entretanto, a venda presencial terá o seu público, principalmente, nos períodos de festividades – dia das mães, namorados, dia dos pais – e nas grandes promoções e liquidações”, ressalta a professora Maria Luísa.

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou em janeiro o uso emergencial das vacinas CoronaVac e Oxford/AstraZeneca. E as campanhas de imunização no país começaram logo em seguida, primeiramente para os trabalhadores da área da saúde e pessoas acima de 90 anos.

A professora Maria Luísa explica que a campanha enfrentará dificuldades logísticas, principalmente na região Norte e Nordeste do país. “A campanha nacional de vacinação e as dificuldades noticiadas na mídia traduzem dificuldades antigas e crônicas vivenciadas pelos profissionais de saúde do SUS há muito tempo, que agora alcançaram seu potencial máximo de impossibilidade de atendimento digno à população”, ressalta.

Outra dificuldade é abordada pelo professor Victor. “Além de questões logísticas, também enfrentamos o problema das mutações do vírus. Reportagens indicam cerca de 4 mil cepas diferentes no mundo, o que dificulta a testagem e comprovação das vacinas. A África do Sul, por exemplo, encontrou dificuldades de imunização com a Oxford/AstraZeneca. Precisamos de tempo. O consumidor deve continuar tomando cuidado, para podermos entender os efeitos da vacina e continuar guardando a vida de todos”.

Como uma dica, para o público que está começando a utilizar serviços de compras digitais, a professora Maria Luísa alerta, “o consumidor, no período de pandemia, teve sua vulnerabilidade potencializada, seja pela obrigatoriedade de precisar buscar produtos e serviços oferecidos pela internet, seja por encontrar obstáculos para um atendimento de qualidade e eficiência. Por este motivo, deve buscar compras seguras, em sites certificados, informações claras, precisas e suficientes sobre a empresa vendedora e utilizar a plataforma www.consumidor.gov.br, caso possua alguma dificuldade quanto ao negócio feito”.


Fiscalização remota vai combater clonagem de veículos e fraudes em vistorias

Novo método de fiscalização vai fechar o cerco contra ações criminosas que envolvem carros dublê e evitar irregularidades nas ECVs de maneira mais abrangente

 

Com o objetivo de intensificar a fiscalização em Empresas Credenciadas de Vistorias (ECVs) e evitar fraudes envolvendo adulterações e até clonagem de veículos, o Detran.SP está usando a tecnologia para implantar um novo sistema multimídia de acompanhamento durante o processo de análise veicular: a fiscalização remota.

A iniciativa conta com câmeras de monitoramento, panorâmicas e 360º, instaladas nas ECVs para que profissionais do Detran acompanhem em tempo real o trabalho dos vistoriadores, tudo de maneira remota pelo computador ou smartphone. Com a medida, será possível descobrir qualquer falha ou possível facilitação para fraude durante este processo que inclui a identificação veicular, ou seja, documentação, numeração de chassis, motor, vidros, entre outros. Estes itens são fundamentais para verificar indícios de clonagem.



Outro aspecto importante nas vistorias que será aperfeiçoado com o monitoramento multimídia é a verificação dos itens de segurança, tais como estado dos pneus, limpadores de pára-brisa, sistema de iluminação, cintos de segurança e se possuem os equipamentos obrigatórios previstos na legislação de trânsito. Desta forma, a iniciativa também contribui para a circulação de automóveis com melhores condições de uso.



Imagens de vistorias que já ocorreram poderão ser resgatadas e usadas para comparar as informações reais com as mencionadas nos laudos emitidos pelas empresas. Atualmente, todas as ECVs já contam com o novo sistema. 

O projeto piloto se iniciou em 2019 e apresentou resultados positivos. Desde então, passou por adequações e foi aperfeiçoado com a publicação da Portaria 168, que trouxe mais exigências, como a necessidade de um acervo audiovisual maior de imagens nas vistorias. Antes, para veículos de passeio era preciso de 9 a 11 fotos, agora, são mais de 30. Para filmagens, o número era limitado a um vídeo de 10 segundos em câmera panorâmica, agora, são três vídeos, sendo dois deles em câmera 360º, sem tempo determinado. Tudo para deixar o processo ainda mais transparente e idôneo. Ao todo, o projeto piloto constatou irregularidades em 50 empresas, todas devidamente punidas pelo não cumprimento de protocolo.

Segundo a Diretoria Setorial de Veículos do Detran.SP, a medida, além de ser mais econômica e ágil sem perder em qualidade do ponto de vista da fiscalização, amplia significativamente a abrangência de cobertura, uma vez que diferentes ECVs poderão ser acompanhadas ao mesmo tempo. Além disso, por dispensar a necessidade do envio de equipes presenciais, reduz em mais de 90% as despesas de fiscalização.

“Queremos um Detran.SP cada vez mais digital alinhado com as tecnologias disponíveis visando aperfeiçoar nosso trabalho, não apenas no oferecimento de serviços, mas também nas ações fiscalizatórias”, aponta o diretor-presidente do Detran.SP, Ernesto Mascellani Neto. “Este novo sistema de atuação remota certamente irá contribuir para evitar qualquer indício de irregularidade que possa ocorrer durante o processo de vistoria veicular.”

 

Veículo dublê

O veículo dublê ou clonado é aquele que apresenta as mesmas características do original, como a marca, o modelo, cor e até, em alguns casos, sinais de identificação como placa, numeração do chassis e motor. Geralmente, o veículo dublê é roubado ou furtado e, com a transformação, é usado para dificultar a apreensão pela polícia. Quem faz a adulteração está sujeito a responder por crime indicado pelo Art. 311 do Código Penal Brasileiro.

Para as empresas e vistoriadores que são coniventes com o crime, cabe o Art. 313-A – por inserção ou facilitação de dados falsos, que leva de 2 a 12 anos de prisão e multa. Além disso, identificada a existência de irregularidades, o ato de vistoria será invalidado, conforme preconiza a Lei Estadual nº 10.177/98 e a ECV e o vistoriador poderão responder também de forma administrativa pelos atos praticados.

 

Nova redação da NR-18 cria Programa de Gerenciamento de Riscos


NR-18 dispõe sobre segurança e saúde no trabalho na construção civil
(Pixabay)

 


Advogada trabalhista destaca que a Norma Regulamentadora nº 18, que dispõe sobre as condições de segurança e saúde no trabalho na indústria da construção, traz outras novidades


Está em vigor, desde dia 11 de fevereiro, a nova redação da Norma Regulamentadora nº 18 – NR-18, publicada pela Portaria n.º 3.733 da Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, e traz mudanças significativas sobre as condições de segurança e saúde no trabalho na indústria da construção.

De acordo com Gisele Bolonhez Kucek, advogada trabalhista, mestra em Direito Empresarial e Cidadania, dentre as principais novidades trazidas pela nova redação da NR-18 está a eliminação do PCMAT (Programa de Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção Civil)  e do PPRA (Programa de Prevenção de Riscos Ambientais com a criação do PGR (Programa de Gerenciamento de Riscos), obrigatório para qualquer tipo de obra, independentemente do número de trabalhadores. “Contudo, o PGR deve seguir as disposição da NR-01que gerencia os riscos ocupacionais”, explica a advogada.

Outra mudança citada pela advogada prevista na nova redação da NR-18 está a criação de um anexo específico a respeito da capacitação profissional permitindo, inclusive, que seja realizado por meio de EAD.

A advogada destaca que a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) lançou o “Manual Orientativo de Segurança e Saúde no Trabalho para os Canteiros de Obras de Edificações”. Segundo ela, trata-se de uma ferramenta para auxiliar os gestores de obras na implantação dos requisitos da nova NR-18.

O manual está disponível gratuitamente para os interessados no link: https://brasil.cbic.org.br/acervo-publicacao-sst-para-os-canteiros-de-obras-de-edificacoes-2021.

 



Gisele Bolonhez Kucekadvogada trabalhista, mestra em Direito Empresarial e Cidadania pela UniCuritiba, pós-graduada pela Fundação Escola do Ministério Público do Paraná e Instituto Romeu Bacellar Filho, sócia do escritório Derenne & Bolonhez Advogados Associados, associado do Assis Gonçalves, Kloss Neto e Advogados Associados

 

Estado de São Paulo tem queda nas fatalidades de trânsito

 Novos dados do Infosiga SP apontam redução de 4,8% no mês de janeiro, em comparação com o mesmo período do ano passado. Entre pedestres e ciclistas, houve queda nos índices

 

De acordo com os novos dados do Infosiga SP, sistema do Governo do Estado gerenciado pelo programa Respeito à Vida e Detran.SP, o Estado de São Paulo registrou queda no número de fatalidades de trânsito no primeiro mês de 2021. Em janeiro, houve 359 óbitos contra 377 no mesmo período do ano passado (-4,8%). Já com relação a acidentes com vítimas, que incluem ocorrências não fatais, houve aumento no mês: 14.225 acidentes em janeiro deste ano contra 13.676 em 2020 (+4,0%). 

 

 

Meios de transporte

 

A análise do programa Respeito à Vida indica ainda queda nas fatalidades entre pedestres e ciclistas. A maior redução ocorreu entre os pedestres: foram registradas 68 fatalidades contra 95 em janeiro do ano passado (-28,4%). A queda também foi significativa entre os ciclistas, com 26 ocorrências fatais em janeiro contra 34 em 2020 (-23,5%).

Ocorrências envolvendo motos lideram as estatísticas, com 150 casos em janeiro deste ano, aumento de 4,2% na comparação com 2020 (144 óbitos). Em seguida, aparecem os automóveis com 86 ocorrências contra 82 em 2020, variação de 4,9%.



Sobre o programa Respeito à Vida

 

Programa do Governo do Estado de São Paulo, atua como articulador de ações com foco na redução de acidentes de trânsito. Gerido pela Secretaria de Governo por meio do Detran.SP, envolve ainda as secretarias de Comunicação, Educação, Segurança Pública, Saúde, Logística e Transportes, Transportes Metropolitanos, Desenvolvimento Regional, Desenvolvimento Econômico e Direitos da Pessoa com Deficiência. 

O Respeito à Vida também é responsável pela gestão do Infosiga SP, sistema pioneiro no Brasil, que publica mensalmente estatísticas sobre acidentes com vítimas de trânsito nos 645 municípios do Estado. O programa mobiliza a sociedade civil por meio de parcerias com empresas e associações do setor privado, além de entidades do terceiro setor. Em outra frente, promove convênios com municípios para a realização de intervenções de engenharia e ações de educação e fiscalização.

 

Sociedade ter que ser vigilante contra o abuso sexual de crianças e adolescentes

Todos os dias crianças, adolescentes e jovens são vítimas de crimes sexuais e têm seus direitos violados, de inúmeras formas, no Brasil. E o pior é que a maior parte dos abusos acontece dentro do próprio lar e núcleo familiar da vítima, local que deveria servir de refúgio. 

A questão, além de demasiadamente complexa, envolve todas camadas sociais. A diferença se encontra no fato de que, nas classes sociais mais baixas, os vestígios são mais fáceis de serem rastreados. Um dos principais motivos para isso é que, na maioria dos casos, neste tipo de crime, o sujeito ativo é uma pessoa extremamente próxima, do convívio e de “confiança” da vítima, como pais, padrastos, familiares, namorados/as ou pessoas conhecidas. E o que é muito comum de identificar é que, pela falta de informação, é muito difícil para as vítimas reconhecerem e saberem identificar atitudes suspeitas dos abusadores.

Em decorrência da pandemia provocada pela Covid-19, grande parte das escolas permaneceram fechadas e consultas médicas foram remarcadas ou feitas através do meio virtual (telemedicina). Tal situação nos gera inúmeras questões problemáticas enquanto sociedade, uma vez que a falta de contato com terceiros por parte dessas crianças, jovens e adolescentes é um dos piores agravantes do momento atual.

Por esse motivo, cabe a nós mantermos olhares ainda mais atentos e cuidadosos em relação às futuras gerações, inclusive, por haver grande deturpação das relações socioafetivas e culturais. Isso porque muitas crianças, adolescentes e jovens permanecem nessa situação de abuso por anos, seja por acreditarem se tratar de algo comum, seja por temor ao autor dos fatos ou até mesmo por vergonha.


Nesta seara, alguns estudos voltados ao tema, nos auxiliam a identificar quando os pequenos estão sofrendo algum tipo de abuso sexual, sendo recomendado:


1. Acreditar no que eles dizem, acolhendo-os, sem jamais fazê-los se sentirem responsabilizados pelo ocorrido;


2. Analisar grandes mudanças comportamentais, hábitos foras do comum, como, por exemplo: passarem a ter medo de ficarem sozinhos ou, quando perto de certas pessoas, manterem uma proximidade excessiva de outro alguém; adultos com interesses fora do normal em situações que ficam sozinhos com os mais novos, oscilações de humor;


3. Atenção a possíveis traumatismos físicos: partes do corpo roxas, inchaços, odores entre outros;


4. Identificar se esses estão, de alguma forma, estimulando a sexualidade, isto é, usando termos eróticos em suas conversas, fazendo desenhos sexuais, dando nomes diferentes as suas partes íntimas, chamando outras crianças, adolescentes ou jovens para brincadeiras de cunho sexual – “brincar de namoradinhos”;


5. Observar regressões comportamentais – voltar a chupar o dedo, fazer xixi na calça, passar a isolar-se.


Ao avaliar qualquer situação semelhante ou iguais as descritas, denuncie. As denunciações podem ser feitas através de inúmeros canais governamentais. Como, por exemplo, o Disque 100, que é o Disque Direitos Humanos, um canal disponibilizado pelo Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH), que consiste em um serviço de disseminação de informações sobre direitos de grupos vulneráveis e de denúncias de violações aos direitos humanos. Funciona 24h, incluindo sábados, domingos e feriados, após feita a queixa, de forma anônima ou não, caberá ao próprio órgão analisar e encaminhar as denúncias aos outros.

Outra possibilidade é procurar a delegacia especializada em proteção da criança e do adolescente, os chamados DPCAs, mais próxima da residência ou uma delegacia comum. Nesse caso, haverá necessidade de registrar um Boletim de Ocorrência. A vítima pode comunicar também a suspeita ao Conselho Tutelar mais próximo de sua casa.

Existem canais virtuais importantes também como o aplicativo “Projeta Brasil” ou “Direitos Humanos Brasil”, que é gratuito e permite que toda pessoa com celular ou tablet atue na proteção de crianças e adolescentes. O portal do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (https://ouvidoria.mdh.gov.br/), também possui um campo para registro de ocorrências de forma virtual, basta digitar os fatos e o próprio MDH encaminhará ao órgão competente. E quem preferir pode mandar um e-mail para registro de ocorrências e suspeitas do tipo no ouvidoria@mdh.gov.br.

Diante de todo exposto, resta demonstrado que não faltam meios de apoio, bastando atentar-se e recordar-se que existem inúmeras maneiras de se praticar crimes sexuais, como o estupro de vulnerável, a prática de atos libidinosos contra menores., não necessariamente resumindo-se a conjunção carnal propriamente dita. 

Nessa testilha, o que se observa é a predominância de abusos sexuais quase imperceptíveis, cujo modus operandi do autor é o de agir de forma sútil como, por exemplo, acariciando, manipulando genitais, mamas ou ânus, voyeurismo, fazendo com que a vítima sente em seu colo, grooming, etc. 

A vítima, após lavrar o Boletim de Ocorrência, será intimida, junto com as testemunhas, para prestar depoimento, sendo este colhido por profissionais capacitados e em ambientes acolhedores, de modo a evitar revitimização. Sendo disponibilizado, inclusive, atendimento médico, social ou psicológico. 

Quanto ao atendimento médico, normalmente, este consiste na realização de exames de perícia/exame de corpo de delito, feitos no Instituto Médico Legal (IML), responsável pela elaboração do laudo, que pode constar, inclusive os vestígios de DNA. Já quanto ao atendimento psicossocial, este poderá ser oferecido, de forma gratuita, pelo Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) municipal.

Por conseguinte, a autoridade policial competente dará início ao Inquérito Policial, ou seja, a um procedimento administrativo investigativo responsável por apurar infrações penais, assim como determinar sua autoria, encaminhando os autos ao fórum para aforamento e para manifestação do Ministério Público, que deverá, no prazo de cinco dias, analisar o caso e as provas colhidas, solicitando diligências para a conclusão e andamento desse. Quando concluído o Inquérito Policial, a autoridade policial elaborará o relatório final e este será encaminhado ao Ministério Público (MP), que poderá se manifestar de três formas: requerendo mais diligencias, através da cota ministerial; requerer o arquivamento; ou oferecendo a denúncia. 

Recebida a denúncia, em caso de rejeição liminar (hipóteses do art. 395 do CPP), o juiz determinará que seja expedido mandado de citação em relação ao(s) acusado(s). Citado (s), inicia-se a contagem de prazo de dez dias para apresentação da defesa por escrito, contados a partir do dia útil subsequente. 

Após o recebimento da resposta à acusação, não sendo o caso de absolvição sumária, prevista no art. 397 do Código de Processo Penal, haverá a designação da audiência de instrução, debates e julgamento, ao qual as partes (vítima, réu e testemunhas) serão intimadas com data, horário e local. 

Sendo, em regra, a audiência prosseguida na seguinte ordem: vítima, testemunhas de defesa, acusação e ré(s)/réu(s). Por fim, haverá os debates e, não sendo o caso de abertura para memoriais, o juiz proferirá a sentença (poderá ser proferida na hora ou os autos poderão ir conclusos para tanto) - com a condenação e imposição da pena e regime ou absolvição do réu. 

Evidencia-se, inclusive, que como alguns tipos de abuso sexual infantil são considerados crimes hediondos, lei 8.072 de 1990, como o estupro de vulnerável (Art. 217-A do Código Penal), o regime imposto é diferente aos considerados crimes não hediondos: segundo o art. 2º, §1º da lei supra, quando da condenação de tais crimes o regime inicial deverá ser o fechado, sendo a progressão de regime 40% se réu primário e 60% se reincidente (redação dada pelo art. 112, V e VII do pacote anticrime). Após proferida a sentença, sempre haverá a possibilidade de recurso, seja pela defesa quanto pela acusação (MP ou assistente de acusação, quando presente).

Vale frisar, por fim, que nossa Carta Magna é clara: “É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança, ao adolescente e ao jovem, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão”. Assim, cuidar das futuras gerações é nosso dever constitucional, atente-se e denuncie.

 



Lara Florêncio Machado - assistente jurídica do escritório Mariano Santana Sociedade de Advogados


Três aprovados em medicina dão dicas infalíveis para quem está prestando vestibular

Rotinas de estudo, descanso e entretenimento são fundamentais para quem quer entrar na faculdade em 2021


Entrar em uma faculdade de Medicina é o sonho de muitos vestibulandos. Há muitos anos, o curso figura entre os mais concorridos do Brasil em quase todas as universidades. No Concurso Vestibular da Fundação Universitária para o Vestibular (Fuvest) 2021, por exemplo, Medicina ocupa as três primeiras posições no ranking dos cursos mais disputados. Quem quiser estudar lá, precisa enfrentar uma concorrência de 154,6 candidatos por vaga. Este ano, além de todo o desgaste com as rotinas de estudo, os candidatos precisam lidar ainda com a pressão emocional de participar de um processo seletivo tão importante em meio à pandemia do novo coronavírus. Para facilitar o caminho de quem ainda busca a aprovação, três estudantes do Curso Positivo aprovados em vestibulares para Medicina dão dicas valiosas.


  1. Organize sua rotina

Pedro Henrique Plocharski tem 18 anos e, em 2020, foi aprovado para Medicina três vezes: na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), na Universidade Federal do Paraná (UFPR) e na Universidade de São Paulo (USP). “Algo que eu fiz enquanto vestibulando e que me ajudou muito para conseguir a aprovação foi a organização. No cursinho há muito a se fazer e, sem organizar sua agenda, as chances de não dar tempo de fazer tudo e de não sobrar tempo suficiente para descansar são bem grandes”, adverte.


  1. Cuide da saúde mental

Para a estudante de Medicina Larissa Helena Tissi, 21, um dos maiores desafios enquanto vestibulanda foi lidar com a própria saúde mental. “Nos primeiros anos de cursinho, eu era uma vestibulanda ansiosa que, na metade do ano, já estava esgotada física e mentalmente. Na minha cabeça, o ano já estava perdido e eu não aguentaria estudar no mesmo ritmo até o vestibular”, conta. Depois de algumas provas, no entanto, ela passou a entender que ninguém consegue manter um ritmo acelerado de estudo ao longo de todo o ano e que, por isso, precisava ser mais paciente consigo.

Hoje, depois de ser aprovada na UFPR e nas Faculdades Pequeno Príncipe (FPP), ela diz entender que a aprovação não depende apenas do estudo, mas também de controlar a ansiedade - tanto na hora da prova quanto durante a preparação. “Faça academia, dança, yoga ou algo que alivie sua tensão; saia com os amigos e família; tire um tempo para assistir a um filme ou ficar sem fazer nada; trabalhe seu pensamento e tente equilibrar suas atividades do dia a dia. Estude muito, mas cuide muito de você também”, ensina.

Plocharski dá uma dica parecida e diz que é muito importante conviver com amigos e colegas que também estejam estudando para entrar na universidade. “Ter alguém que te entende e que passa pelo mesmo que você é importante para percebermos que não estamos sozinhos nessa jornada e que juntos somos mais fortes, porque um incentiva o outro a continuar, mesmo diante de dificuldades” diz.


  1. Foco nos objetivos

Quando se tem um objetivo claro fica mais fácil alcançar bons resultados. Matheus Von Jelita Salina, 17, foi aprovado este ano na Escola Preparatória de Cadetes do Exército (EsPCEx) e na Universidade Positivo (UP), e relata que visualizar onde quer chegar é uma das técnicas que mais o ajudam. “Tento trabalhar sempre nesses objetivos de alguma forma. Ou seja, quando eu não estava em aula ou estudando, estava sempre forçando minha memória com assuntos aleatórios e checando se eu havia compreendido tudo, explicando de novo para mim mesmo”, detalha.

Ele conta que escolhia jogos como o do WeJoy para ajudar na memorização dos conteúdos e que buscava estar sempre com o Memorex em mãos. “Estar em casa, como estamos devido à pandemia, pode gerar procrastinação, então minha ideia era transformar esses momentos em lazer com algum fundamento nos conteúdos, com jogos de pergunta e resposta, por exemplo”.


  1. Não fuja das matérias complexas e não desista

Fazer uma boa prova, principalmente quando o curso desejado é muito concorrido, depende de alcançar pontuações elevadas em muitas disciplinas. Para isso, a dica de Larissa é não fugir daquelas com as quais não se tem afinidade, algo muito comum entre estudantes de todas as idades. “Comprometa-se a estudar com afinco as matérias que você não gosta e as quais tem dificuldade. Evoluir nesses assuntos é fundamental para aumentar sua pontuação, afinal, ninguém passa no vestibular estudando só aquilo que gosta”, alerta.

Outra boa dica é aprender com as próprias falhas e ter resiliência. Passar em concursos concorridos é um processo que pode levar tempo. “Sempre devemos usar nossos erros como uma fonte de aprendizado. Pergunte-se por que você errou determinada questão, se foi falta de conteúdo ou erro de interpretação, por exemplo. Assim, é possível saber no que é preciso melhorar, o que te torna cada vez mais preparado”, arremata Plocharski.


  1. Pense na redação com carinho

Uma das partes mais fundamentais de qualquer vestibular é a redação. Essa etapa costuma valer muitos pontos e pode fazer toda a diferença na hora da aprovação. Então é bom pensar nela com carinho e preparar-se de verdade para não desperdiçar nenhum ponto. “Conheça o estilo de cobrança de cada prova, mas não se esqueça de que ter conteúdo é tão importante quanto saber a estrutura. Busque impressionar o corretor; use e relacione ideias de filósofos, sociólogos, físicos, e outros, em vez de colocar apenas frases prontas e clichês. Uma ideia é fazer referência a músicas, livros e ao cinema. Seja criativo”, finaliza Larrisa. 


Concessionárias alertam motociclistas sobre cuidados no trânsito

Campanhas para orientação estão sendo realizadas no trecho oeste do Rodoanel e também na rodovia Castello Branco  


Ações conjuntas da CCR RodoAnel, CCR ViaOeste e Polícia Militar Rodoviária têm como foco conscientizar os motociclistas sobre o respeito às regras de trânsito e os cuidados ao pilotar nas rodovias. Durante o mês de fevereiro, 12 campanhas estão sendo promovidas nos entroncamentos do trecho oeste do Rodoanel com as rodovias Castello Branco, Raposo Tavares, Bandeirantes, Régis Bittencourt, além da Avenida Raimundo Pereira de Magalhães. Nas iniciativas ao longo deste mês estão sendo entregues kits de higiene, com flanela, álcool gel, máscara, sabonete e porta-sabonete.  

Neste final de semana serão promovidas duas ações educativas no Rodoanel e outras duas campanhas serão realizadas ao longo da próxima semana. As equipes da CCR ViaOeste também sensibilizarão os motociclistas na próxima terça-feira (23/02) no km 20 da rodovia Castello Branco, em Barueri.

Será disponibilizado aos pilotos de moto material impresso com orientações sobre os itens de segurança pessoal, como o uso do capacete, calçados apropriados, luvas e aplicação de material refletivo no capacete e jaqueta. Os profissionais das concessionárias alertarão ainda sobre a importância da manutenção frequente das motocicletas, principalmente sobre as condições dos pneus, freios, farol, lanterna e corrente. 

Os cuidados durante os trajetos também serão reforçados durante as ações. “É fundamental que os motociclistas respeitem os limites de velocidade em cada trecho das rodovias e mantenham distância de segurança entre os veículos”, enfatiza o coordenador de tráfego da CCR RodoAnel, Joelson Ferreira. “A maioria dos acidentes acontece em razão da imprudência e falta de responsabilidade dos pilotos. Dirigir nos corredores, em alta velocidade e colado nos demais veículos é um grande risco e as consequências desses atos podem ser extremamente graves”, ressalta. 

 




www.viaoeste.com.br /  www.rodoaneloeste.com.br


Preço da gasolina sobe 25,7% desde maio e ultrapassa R$ 5,00, aponta Ticket Log

Valor médio do litro do combustível aumentou 4,49% nas primeiras semanas de fevereiro


De acordo com o último Índice de Preços Ticket Log (IPTL), a gasolina apresentou aumento de 4,49% nos preços na primeira quinzena de fevereiro, e o litro médio do combustível é de R$ 5,033. É a primeira vez, desde o início da série histórica em 2011, que a Ticket Log registra o combustível acima de R$ 5,00 na média nacional. O valor segue um movimento de alta de preços que vem sendo registrado desde junho do ano passado. Desde maio, última oportunidade em que havia sido registrada uma queda nos preços, o aumento é de 25,7%.

 “O aumento mais significativo da gasolina no País foi registrado no Amazonas. Nos postos do Estado, os preços do combustível na primeira quinzena de fevereiro subiram 7,58% e o litro médio é de R$ 4,881. Em nenhum Estado houve redução dos preços”, destaca Douglas Pina, Head de Mercado Urbano da Edenred Brasil.

Já o etanol, que a exemplo da gasolina também registrou o oitavo aumento consecutivo no final de janeiro, teve nova alta nos preços. Com 2,08% a mais, o litro médio do combustível é de R$ 3,857 no Brasil. O maior aumento, de 9,80%, ocorreu no Pará, onde o preço médio do etanol é de R$ 4,416.

No comparativo das regiões brasileiras, apenas a Região Sul registrou o preço médio da gasolina abaixo de R$ 5,00. Mas a região teve o segundo maior aumento, de 4,57%, o que levou o litro médio do combustível a R$ 4,825. À frente, a Região Norte, com aumento de 4,66% e preço médio de R$ 5,012. O mais caro litro médio da gasolina foi registrado no Centro-Oeste, de R$ 5,090.

Em relação ao etanol, tanto o Norte como o Centro-Oeste se destacam pelos menores aumentos, de 1,90% e 1,95%, respectivamente. Mas enquanto na Região Norte foi registrado o litro mais caro, de R$ 4,031, na Região Centro-Oeste o preço médio encontrado foi o menor, de R$ 3,604. “Nos três Estados da Região, o etanol compensou mais para os consumidores em relação à gasolina, se considerada a margem de vantagem 70/30”, pontua Pina.

Entre os Estados, tanto o litro médio da gasolina mais caro como o mais barato registrados estão na Região Norte. No Acre, o combustível foi encontrado nos postos a R$ 5,422, enquanto no Amapá, a R$ 4,484. Já o etanol mais caro esteve no Rio Grande do Sul, por um preço médio de R$ 4,490, e o mais barato, em São Paulo, por R$ 3,167.

O IPTL é um índice de preços de combustíveis levantado com base nos abastecimentos realizados nos 18 mil postos credenciados da Ticket Log, que tem grande confiabilidade, por causa da quantidade de veículos administrados pela marca: 1 milhão ao todo, com uma média de oito transações por segundo. A Ticket Log, marca de gestão de frotas e soluções de mobilidade da Edenred Brasil, conta com mais de 25 anos de experiência e se adapta às necessidades dos clientes, oferecendo soluções modernas e inovadoras, a fim de simplificar os processos diários.

 



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