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segunda-feira, 23 de dezembro de 2019

Proteja seu pet durante a queima de fogos de artifício



 CRMV-SP orienta tutores a minimizarem os problemas causados pelos estampidos


As festas de fim de ano se aproximam e, mais uma vez, os fogos de artifício tornam-se um tormento para os pets. Os tutores devem ficar atentos e cuidar para que seus animais de companhia passem o mínimo de estresse possível. O desconforto, que em muitos casos pode levar a óbito, acontece porque a audição dos animais é muito mais sensível que a do homem.

“O ser humano ouve no intervalo entre 16 e 20.000 Hertz, já o cão, ouve de 10 a 40.000 Hertz. A capacidade auditiva de um cachorro é quase quatro vezes maior. Ele também escuta um som quatro vezes mais distante do que um ser humano consegue ouvir”, explica a médica-veterinária Maria Cristina Reiter Timponi, presidente da Comissão das Entidades Veterinárias Regionais do Estado de São Paulo (CEVRESP) do CRMV-SP.

De acordo com a profissional, além de incomodar, o barulho dos rojões pode provocar ansiedade, fobia, agitação, vocalização excessiva e até mesmo o óbito, especialmente nos animais cardíacos ou com insuficiência respiratória. Essa excitação, causada pelo medo, também pode aumentar o risco de convulsões em pets que já têm esse sintoma.

Outro fator que influencia o nível de estresse é que muitos pets, nessa época do ano, ficam hospedados em creches e hotéis, fora do seu ambiente conhecido. “É preciso que esses locais tenham bastante responsabilidade e habilidade para acolher esses animais”, alerta Maria Cristina.


Cuidados necessários

Para diminuir os efeitos desagradáveis, a médica-veterinária Cristiane Pizzutto, presidente da Comissão Técnica de Bem-Estar Animal (CTBEA) do CRMV-SP, recomenda que os tutores tentem fazer um processo de sensibilização com os sons mais estridentes, para reduzir a sensação que os fogos podem causar em seu pet.

“É muito importante trabalhar isso ao longo do ano para que o animal vá se acostumando. Então, durante sessões de brincadeiras e interações muito positivas com o animal, você pode tentar incorporar alguns sons semelhantes aos fogos e tratar isso com naturalidade, para que o animal vá se acostumando”, aconselha Cristiane.

Um aspecto essencial é que o ambiente em que o animal ficará no período de festas seja seguro e sem risco de fugas, mesmo que ele esteja acostumado com os ruídos. Dê preferência por manter janelas e portas fechadas para reduzir o som externo, e evite deixar no local objetos que possam quebrar e machucar o animal.

Caso o tutor fique com os pets no momento dos fogos, a recomendação é agir naturalmente, sem tratar o animal como se, de fato, ele precisasse de proteção. “Uma dica importante para o tutor é que continue festejando para que o animal perceba que está tudo normal, que não tem nada de ruim acontecendo no ambiente, apesar do barulho ser assustador para ele”, complementa a presidente da CTBEA.

Quando o animal apresentar comportamentos que fujam muito do padrão, a família deve entrar em contato com o médico-veterinário de confiança para receber as devidas orientações. “Aconselho colocar algodão nos ouvidos para abafar o som, lembrando que é preciso retirá-los depois. E, em casos mais severos, para acalmar os animais, pode ser necessária sedação, sob a orientação médica-veterinária”, relata a médica-veterinária Maria Cristina Reiter Timponi, presidente da CEVRESP.


Legislação

A presidente da CEVRESP faz um apelo para que não sejam usados fogos de estampido e, sim, somente os luminosos. “Também tomem muito cuidado para não soltar fogos próximos das matas, o que pode provocar incêndios”, alerta Maria Cristina Timponi.

Vale lembrar que algumas cidades já possuem leis proibindo o uso de fogos de artifício com barulho. Na capital paulista, uma lei chegou a ser aprovada na Câmara Municipal, em 2018, porém foi suspensa pelo Supremo Tribunal Federal, no início deste ano.




Sobre o CRMV-SP

O CRMV-SP tem como missão promover a Medicina Veterinária e a Zootecnia, por meio da orientação, normatização e fiscalização do exercício profissional em prol da saúde pública, animal e ambiental, zelando pela ética. É o órgão de fiscalização do exercício profissional dos médicos-veterinários e zootecnistas do estado de São Paulo, com mais de 39 mil profissionais ativos. Além disso, assessora os governos da União, estados e municípios nos assuntos relacionados com as profissões por ele representadas.


Seis dicas para progeter o Pet do barulho dos fogos no Reveillón


Tutores podem tomar alguns cuidados simples evitar acidentes domésticos


Infelizmente, soltar fogos de artifício ainda é uma forma de comemoração utilizada por muitos brasileiros. Se para muitos isso é sinônimo de alegria e diversão, para os animais de estimação representa agitação e ansiedade, já que o ouvido dos cães e gatos é mais sensível aos barulhos que, consequentemente, provocam medo e mudanças de comportamento. “Algumas técnicas como o adestramento ou o uso de medicamentos e coadjuvantes terapêuticos, como os florais, podem ajudar a aliviar esse estresse, mas é necessário uma consulta com um profissional especializado que ajudará a identificar o melhor tratamento para cada animal”, explica o veterinário e fundador da Animal Place, Jorge Morais que lista abaixo outras dicas para amenizar esse problema.
  1. Deixe que o animal de estimação fique no cômodo da casa que tenha menor ruído, e em segurança;
  2. Não deixe o cão ou gato preso em correntes ou caixas de transporte. Na hora dos fogos de artifício eles podem entrar em pânico e se machucar;
  3. Mantenha portas e janelas trancadas, evitando que o animal fuja e até mesmo se perca. Se morar em apartamento, verifique se as telas de proteção estão firmes;
  4. Tape os ouvidos do animal com um chumaço de algodão parafinado (hidrófobo). Não se esqueça de retirá-los assim que o barulho cessar, já que podem causar infecções caso fiquem por muito tempo;
  5. Existe uma técnica chamada de TTouch, que consiste em atar o cão com um pano para que a circulação sanguínea do corpo do animal seja estimulada, diminuindo assim, as tensões e a irritabilidade. Informe-se com seu veterinário;
  6. Nunca deixe o pet sozinho nesses momentos. A companhia do dono ajuda a passar mais segurança e amenizar esses momentos ruins.



Animal Place
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