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terça-feira, 13 de março de 2018

Como se planejar para cenários de incerteza no Brasil?



A Quarta Revolução Industrial tem potencial para causar um profundo impacto na sociedade. Os primeiros inovadores de grande sucesso comercial e social já podem ser identificados nos países que abraçaram as possibilidades e o valor proporcionados por ela. E a tendência é que os países da América Latina sigam essa mesma referência de inovação que a revolução traz.
Neste cenário é necessário ter um planejamento de cenários que permita às empresas traçar estratégias em cenários de incerteza. Neste artigo vamos propor abordagens com base em nossa experiência no FuturesLab da Salesforce e também no laboratório de planejamento da Universidade de Stanford.
Como pano de fundo vamos usar uma pesquisa que a Salesforce contratou com a IDC sobre os avanços da digitalização nas empresas na América Latina. O estudo considerou quatro categorias: mobilidade; inteligência; conectividade e integração; e velocidade e produtividade. 
Resultados do Brasil no Benchmark iDX Business Digitalization
 

Salesforce, líder mundial em CRM, conecta as empresas a seus clientes de formas inovadoras. Para mais informações sobre a Salesforce (NYSE: CRM), acesse http://www.salesforce.com/br.
 
Durante a pesquisa, foram identificadas diversas oportunidades para as organizações. Os resultados mostram que as empresas investiram na mobilidade da força de trabalho e em formas de aprimorar a velocidade e a produtividade. No entanto, foram encontradas melhores oportunidades nas categorias integração, inteligência e conectividade.  Obter soluções integradas para acelerar os processos nas empresas e dados atualizados para informar melhor as decisões são os dois principais desafios enfrentados no momento. 

Quarta Revolução Industrial

A digitalização das vidas pessoais, atividades corporativas e governamentais na América Latina não é um fenômeno regional isolado, mas, sim, uma tendência global. Ela é responsável pela reestruturação de todos os níveis da economia, de forma tão profunda que o Fórum Econômico Mundial e a Salesforce, entre outras corporações e instituições, consideram o momento atual como a "Quarta Revolução Industrial".
As revoluções industriais são caracterizadas por avanços científicos e tecnológicos, que geram grandes transformações na economia. Notáveis inovadores reconhecem a importância dessas mudanças e, com uma grande abundância de recursos, desbancam a concorrência e expandem seus mercados.
Essa Quarta Revolução Industrial, identificada como a "Era da Inteligência", se mostra tão transformadora quanto as anteriores, como a de motores a vapor e mecanizados, canais e ferrovias, no século 18; a do aço, eletricidade, telégrafos, produtos químicos e petróleo, que viabilizaram a produção em massa, no século 19; e a revolução causada pela informática, pelas grandes empresas globais de telecomunicação, redes de fornecedores e pela Internet, no final do século 20.
Cada uma dessas revoluções anteriores mudaram drasticamente as economias de suas épocas e criaram oportunidades tanto para os vencedores nesta virada como progresso social. Por exemplo, no caso da indústria química que surgiu na Alemanha no século 19, as empresas criadas a partir daquele grupo de inovadores continuam com uma papel de destaque no setor até hoje. Espera-se que o impacto desta Quarta Revolução Industrial seja ainda mais profundo. A Era da Inteligência já está gerando vencedores e desenvolvimento social nos países que aparentam ter se preparado para abraçar as possibilidades e o valor que está sendo criado.

Contexto latino-americano

Quais estratégias podem acelerar a transformação e os processos para preparar as empresas e sociedades da América Latina para explorar a Era da Inteligência em benefício próprio e vencer em um mundo globalmente competitivo?
Como a The Economist apontou, este é um ano de eleições importantes nas maiores economias da região – Colômbia, Brasil e México. Estes pleitos ocorrem após uma série de pesquisas ano passado que destacavam a influência direta da incerteza política no mundo dos negócios.
Em um mundo cada vez mais globalizado, não é de surpreender que os temas levantados para as eleições nesses mercados sejam alinhadas com aqueles que ganharam visibilidade em outros lugares, como a desconfiança na classe política estabelecida; o medo frente aos efeitos perniciosos das mídias sociais, particularmente a partir da manipulação conforme os interesses de poderes estrangeiros; e a defesa de um protecionismo em prol de organizações nacionais, gerado em grande parte pelo impacto econômico desigual da globalização. Essas questões acabam por criar um cenário de grande incerteza política.

Duas recomendações

Em vista disso, o que devem fazer as principais organizações latino-americanas? Propomos duas estratégias principais.
Primeiro, deve-se reconhecer a profunda mudança estrutural representada pela Quarta Revolução Industrial — como apontado pelo estudo da IDC no Brasil – e apressar-se para adaptar os negócios à nova realidade. É importante notar que as empresas que saíram na frente nesse contexto adotaram modelos mais centrados nos clientes, apoiados por novas formas organizacionais e uma nova infraestrutura de inteligência. Não se deve deixar que o cenário eleitoral paralise as transformações digitais e as tomadas de decisões nas empresas, algo comum na região no passado. Se falhar nisto, os negócios ficarão mais vulneráveis e abrirão espaço para uma concorrência mais ágil, local e principalmente externa, que investe grandes esforços na elaboração dos processos necessários para o aprimoramento contínuo de produtos, serviços e experiências do cliente.
No Brasil, a Salesforce trabalha com a Embraer, líder mundial no setor da aviação que compete de igual para igual com algumas das maiores e mais avançadas empresas do mundo. Ao passo que a excelência em engenharia aeronáutica é primordial para a empresa brasileira, ela também usa diversas aplicações e ferramentas da Salesforce para gerenciar as experiências e os relacionamentos de clientes, além de conferir maior eficiência às colaborações internas e externas. A Embraer não se contenta em ver o futuro acontecer: ela trilha seu próprio caminho em direção a ele.
Nossa segunda recomendação é explorar os possíveis cenários que podem emergir desses momentos de incerteza. Como seres humanos, mostramos uma predisposição a focar em resultados utópicos ou apocalípticos, que dificilmente se concretizam. Esse comportamento pode levar a erros de estratégia muito sérios. O Planejamento de Cenários facilita a elaboração de pensamentos estruturados sobre o futuro e a expansão das possibilidades para além dessas duas "hipóteses falsas".
Em nossa experiência de trabalhar com cenários há décadas, percebemos que as equipes executivas que fazem uso de narrativas sobre futuros possíveis encontram melhores caminhos para fugir à dúvida e à incerteza e encontram clareza e convicção para agir. Os cenários não fazem a incerteza desaparecer como em um passe de mágica, mas ajudam a identificar oportunidades (e riscos) ligadas a importantes fatores, como a Quarta Revolução Industrial e as tendências que fundamentam o contexto político em toda a região. Eles podem ajudar a equipe executiva a buscar alinhamento frente a possíveis tempestades. O objetivo do Planejamento de Cenários é tomar melhores decisões, e não fazer melhores previsões.
No caso das eleições por vir na América Latina, essa estratégia pode apontar quais seriam as principais implicações de cada resultado das urnas e identificar as probabilidades de mudanças ligadas a cenários específicos. Em resposta às conversas com clientes, começamos a explorar as possibilidades dessas eleições. Continuaremos a investir nesse processo ao longo de todo o ano. Estamos confiantes de que o futuro será brilhante para a região e as empresas locais, principalmente graças às mudanças promovidas pela Era da Inteligência e pela digitalização


WEF São Paulo 2018, por Peter Schwartz e Mia de Kuijper

Salesforce




Vamos falar sobre fake news no mundo corporativo?



Fake news tornou-se uma preocupação mundial, não apenas de especialistas em comunicação, mas também e principalmente de governos. Por isso, o tema é hoje pauta e manchete de grandes veículos de comunicação em todo o mundo. Por ora, o alvo principal das notícias inventadas ou das mentiras divulgadas em forma de notícias é o universo político. Nos EUA, por exemplo, ainda se discute o grau de interferência das fakes news no resultado da última eleição presidencial. No Brasil, que este ano realiza suas eleições majoritárias, autoridades já não escondem a preocupação com esta ingerência indevida e discutem alternativas para mitiga-la. 
Este “novo” problema, que é gravíssimo, pode não demorar em invadir o universo corporativo. Estas falsas notícias, não raro, são elaboradas em alhures e seus autores, não raro também, são robôs! Como lidar com esta situação se, como se sabe, sites igualmente fakes são construídos apenas para conferir “veracidade” à notícia falsa divulgada? O esquema, se assim pode ser denominado, é profissional. Não se trata, resta claro, de uma brincadeira de jovens nerds fissurados em internet! Este é o grande desafio que agora se impõe aos gestores de crise corporativa ou de crise de imagem, como preferem alguns. E esta tarefa não será nada fácil!
As fake news, por meio dos compartilhamentos, ganham corpo de forma rápida e sem controle. E para agravar, acompanhadas de comentários de leitores que acreditam de boa fé que aquilo que estão comentando e compartilhando é verdadeiro. Em síntese, é a “notícia falsa” ganhando moldes de “notícia verdadeira” em função da repercussão e dos endossos que carrega em sua trajetória pelas diferentes redes sociais. Trata-se de uma “bomba” cujos efeitos, o mundo corporativo ainda desconhece. Por esta razão, urge que atente para o tema.  
Muito já se faz, é verdade, mas muito mais precisa ser feito. A tradicional varredura diária pelos veículos e redes sociais na Internet, por exemplo, tem que ser mais extensa e profunda; a análise da coleta de dados mais detalhada e consistente; a reação rápida, plena e abrangente; e a resposta comunicacional a este “ataque” deve juntar as ferramentas tradicionais, já conhecidas e dominadas, com as modernas recém “chegadas”. Gerenciar este tipo de crise não é, como se percebe, para amadores!
Será que é possível imaginar o prejuízo de imagem e financeiro que provocaria às empresas se lançadas hoje como “notícias” e propagadas como “verdades”, aquelas histórias do hambúrguer de carne de minhoca e a outra, do homem que caiu no tanque de refrigerante, que habitaram o imaginário de muitos consumidores de uma geração? As dificuldades seriam enormes, não resta dúvida!
Faz-se necessário às empresas ficarem atentas e prontas para responder a qualquer ataque deste “novo” inimigo chamado fake news. Que pode atacar a qualquer momento, estimulado, quem sabe, por um competidor menos eficiente e claro, desonesto. E sem “sujar” as mãos, pois a origem e o autor do “crime”, como deixa clara a investigação nas eleições americanas pela CIA e FBI, são difíceis de serem identificados.



 João Fortunato - jornalista e consultor especialista em gestão de crise corporativa

 

Conheça as causas da Diástase do Reto Abdominal, muito comum na gestação, e saiba tratar esse problema



Problema de nome estranho, a Diástase do Reto Abdominal nada mais é do que a separação dos feixes do músculo reto abdominal na linha média do abdômen. Afastamento que acomete mais as grávidas, ele é dito como fisiológico quando se apresenta com mais ou menos 3 cm. Segundo a literatura, a diástase pode surgir acima da cicatriz umbilical, na cicatriz e, menos frequentemente, abaixo desse nível, podendo ser considerada uma situação transitória ou permanecer ao longo da vida.

Durante a gestação, as alterações hormonais, somadas ao crescimento uterino e às alterações biomecânicas próprias do período, podem promover o estiramento da musculatura abdominal. A diástase pode ser observada, inicialmente, no segundo trimestre da gestação, tendo uma incidência maior nos últimos 3 meses, em virtude do volume abdominal maior, assim como no pós-parto. Porém, como os fatores predisponentes para a diástase são obesidade, flacidez dos músculos abdominais, multiparidade e gestação de múltiplos, os homens também podem apresentar este problema.

Há diversas maneiras de definir e avaliar esse afastamento, portanto, sua prevalência é variável, não havendo consenso em relação aos valores considerados relevantes, aceitáveis e/ou prejudiciais. Alguns estudiosos consideram como diástase qualquer afastamento entre os retos abdominais, outros somente quando ele é superior a 1 cm, 2 dedos ou 3 cm.

A diástase do reto abdominal não provoca diretamente desconforto ou dor, mas a distensão excessiva pode interferir na capacidade dessa musculatura em estabilizar o tronco, gerando maior predisposição ao desenvolvimento da dor lombar. Não podemos esquecer que, em alguns casos, ela pode vir acompanhada de hérnia umbilical. Esteticamente, estamos falando de um abdômen mais flácido, somado ao excesso de pele e de tecidos moles, então a melhor forma de prevenir seu aparecimento está na prática de atividades, como o Autêntico Pilates, que fortalecem a musculatura abdominal e as demais estruturas que garantem a estabilidade do tronco. Em alguns casos, ela é inevitável, porém os exercícios podem amenizar seu grau.

No caso das grávidas, espera-se que o espaço que existe entre os feixes de músculo reto abdominal possa se estreitar normalmente após seis semanas do parto, à medida que o corpo se recupera. Contudo, caso não regrida espontaneamente, um programa de cuidados e exercícios supervisionados deve ser seguido, uma vez que a musculatura se encontra com baixo tônus e fraca, favorecendo dores posturais e constipação intestinal.

No pós-parto imediato, os exercícios suaves devem ser iniciados para fortalecer o tônus e aumentar as funções de sustentação dos músculos do assoalho pélvico e do abdômen. Se a diástase for inferior a dois dedos de largura, os exercícios abdominais podem progredir rapidamente. Caso seja superior e não tenha supervisão de um profissional adequado, a prática desses exercícios abdominais pode piorar a diástase. Em alguns casos, que vem acompanhado de hérnia umbilical, a cirurgia pode ser recomendada.

O Autêntico Pilates trabalha em cima do conceito de utilizar o Power House para manter e/ou melhorar a estabilidade do tronco durante os exercícios do método e no dia a dia. Dentre os músculos que fazem parte do Power House, temos os abdominais e o assoalho pélvico. Sendo assim, a prática correta do Autêntico Pilates fortalece e melhora o tônus do músculo reto abdominal, tornando a recuperação dessa diástase mais rápida.

Quem tem diástase do reto abdominal pode praticar o Autêntico Pilates a qualquer momento, com liberação médica. Ao iniciar a prática de atividades físicas direcionadas o quanto antes, mais rápida é a recuperação e a prevenção de quadros de dor postural ou de disfunção dos músculos do assoalho pélvico. Mas é de extrema importância que o profissional seja habilitado. No The Pilates Studio® Brasil, por exemplo, os Instrutores são capacitados para atender de forma personalizada a todos os alunos, proporcionando aulas seguras e com foco no resultado.






Luciane Marin - Fisioterapeuta do Centro de Distúrbios Miccionais do Fleury Medicina e Saúde, Mestre em Ciências da Saúde, Especialista em Saúde da Mulher e Autêntica Instrutora da rede The Pilates Studio® Brasil (www.pilates.com.br)


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