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segunda-feira, 12 de março de 2018

Conheça quais são os financiamentos em alternativa ao Fies


  Ingressantes na graduação buscam alternativas ao Fies após mudança nas regras





Novas regras aumentam procura por outras opções de financiamento estudantil para cursos de graduação



As mudanças nas regras do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) aumentam a procura por opções de financiamento estudantil em alternativa ao programa do Ministério da Educação (MEC). O sonho de conquistar o diploma da graduação tornou-se real para milhares de brasileiros nos últimos anos com a ampliação das opções privadas de financiamento, que incluem bolsas integrais ou parciais, e juros baixos.

Segundo a Federação Nacional das Escolas Particulares (Fenep) as mudanças no Fies podem reduzir em até 20% o número de alunos beneficiados nas instituições de ensino privado. Entre as alterações no modelo que entrou em vigor nesse ano estão a divisão em três modalidades e um novo sistema de responsabilidade financeira das instituições, fator que pode gerar um ambiente desfavorável para o programa. O diretor de Ensino Superior a Distância da UniOpet, Pedro Andriolli, considera esse momento uma oportunidade. Hoje, mais da metade dos alunos matriculados nas instituições de ensino particulares são contemplados com algum tipo de financiamento ou bolsa.

“As novas regras do Fies serão uma oportunidade para o crescimento das alternativas existentes ao programa federal. Uma das modalidades mais conhecidas é o Pravaler. Outra possibilidade é a busca por crédito nos bancos privados, como Itaú e Bradesco. A UniOpet conta com o FicOpet, financiamento feito com recursos próprios do Grupo Educacional Opet. Os estudantes contam com excelentes alternativas para conquistar o sonho do diploma de graduação.”


Confira algumas alternativas para quem está em busca de crédito educativo

Prouni

O Programa Universidade para Todos é um programa do Ministério da Educação, criado pelo Governo Federal em 2004, que oferece bolsas de estudo integrais e parciais (50%) em instituições privadas de educação superior, em cursos de graduação e sequenciais de formação específica, a estudantes brasileiros sem diploma de nível superior.

Para se inscrever no Prouni é preciso ter participado do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), ter obtido no mínimo 450 pontos na média das notas do Exame, nota na redação que não seja zero e ter uma renda bruta conforme o programa exige entre outros fatores que o candidato deve satisfazer no intuito de ter o financiamento para faculdade.

Pravaler

O programa é voltado para estudantes com renda familiar per capita de até cinco salários mínimos. O Pravaler é exclusivo para ensino superior e possibilita o pagamento das mensalidades de forma parcelada. Após a aquisição, o programa quita o valor contratado do semestre para a instituição de ensino e o aluno realiza o pagamento das parcelas diretamente ao Pravaler.

Educa Mais Brasil

O Educa Mais Brasil tem mais de 18 mil instituições parceiras, que disponibilizam até 70% de desconto em bolsas de estudo. Mais de 450 mil alunos já foram beneficiados em quase 5 mil cidades brasileiras com programas de ensino presencial, semipresencial e a distância. O candidato deve se inscrever gratuitamente pelo site. Basta selecionar o curso de graduação pretendido, escolher uma das instituições com bolsas de estudo ofertadas e preencher o formulário.

FicOpet

O Programa de Financiamento Interno (FicOpet)  é feito com recursos próprios do Grupo Educacional Opet. Ele permite que o aluno com dificuldades financeiras inicie ou continue seus estudos até que seja aprovado no Fies ou solucionr sua situação financeira para arcar com a mensalidade integral do curso em que estiver matriculado.

A concessão de até 50% está condicionada à comprovação, pelo aluno, de insuficiência financeira e ao cumprimento das exigências do programa.

Descrição: As mudanças nas regras do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) aumentam a procura por opções de financiamentos estudantis
Tags: educação; ensino superior; graduação; fies; financiamento estudantil; curitiba; opet
 


Planos de Saúde seguem no topo do ranking do Idec; Produtos sobem para a 2ª colocação



Levantamento realizado pelo Instituto mostra que questionamentos relacionados ao atendimento das operadoras de planos de saúde permanecem como principal tema de atendimentos


O Idec divulga nesta segunda-feira (11), abrindo a semana do Dia Mundial do Consumidor, o seu ranking anual de atendimentos. No topo do levantamento em 2017, pelo sexto ano consecutivo, ficaram os questionamentos relacionados a Planos de Saúde, com 23,4% dos registros; seguido por Produtos, com 17,8%; Serviços Financeiros (16,7%); e Telecomunicações (15,8%).

No ano passado, o Idec registrou, ao todo, 6.583 atendimentos. Desses, 2.791 tratavam de dúvidas sobre os processos judiciais, em sua maioria aqueles relativos a planos econômicos. Nos outros 3.792 chamados estão os atendimentos a respeito das dúvidas de consumo, que compõem ranking anual divulgado pelo Instituto. Veja abaixo os dados dos últimos três anos:


2015
2016
2017
1º - Planos de Saúde - 32,7%
1º - Planos de Saúde - 28,06%
1º - Planos de Saúde - 23,4%
2º - Serviços Financeiros - 13,7%
2º - Serviços Financeiros - 19,2%
2º - Produtos - 17,8%
3º - Telecomunicações - 13,5%
3º - Produtos - 16,7%
3º - Serviços Financeiros - 16,7%
4º - Produtos - 13,5%
4º - Telecomunicações - 14,4%
4º - Telecomunicações - 15,8%

5º - Água, Energia e Gás - 7,2%
Outros - 26,6%
Outros - 21,52%
Outros - 19,1%

Apesar da queda percentual em relação a outros anos, os atendimentos sobre planos de saúde colocaram o segmento como o mais questionado entre os atendidos pelo Idec. “É histórico que esse tema esteja entre os mais problemáticos em nossos atendimentos. A maioria das dúvidas que chegam dizem respeito a reajustes abusivos, principalmente os de planos empresariais ou coletivos, negativas de cobertura e problemas com a ausência de informações adequadas sobre os planos”, explica Igor Marchetti, advogado e analista de relacionamento com o associado do Idec.

Em segundo lugar, e subindo uma posição por ano desde 2015, a categoria de Produtos chamou atenção em 2017 com 17,8% dos atendimentos do Idec. O maior motivo das dúvidas estava relacionada a produtos com defeito, seguido por descumprimento de oferta e falha na informação.

Já o setor de Serviços Financeiros, responsável por 16,7% dos registros, caiu uma posição no ranking, mas segue com um percentual alto na relação, superior a dois dos últimos três anos (13,7% em 2015 e 15,3% em 2014) . Entre as questões mais acionadas pelo associado do Idec estão cartão de crédito, problemas com conta corrente/poupança e crédito pessoal.

Em 2017, as dúvidas e queixas sobre telefonia móvel e fixa, TV por assinatura e internet ficaram com a quarta posição, com 15,8%. Apesar de ter se mantido na mesma posição de 2016 , o percentual de 2017 é o maior registrado pela área desde 2010. TV por assinatura, seguidos por problemas com telefonia e internet foram os temas mais questionados.

Uma novidade do ranking deste ano foi o aumento de atendimentos sobre Água, Energia Elétrica e Gás, que, juntos, foram responsáveis por 7,2% das demandas. Com isso, esses serviços passaram a aparecer no ranking como uma categoria própria, diminuindo o percentual classificado como Outros.

Com exceção de Produtos, todos os outros segmentos apontados no ranking são regulados por órgão federais, o que indica que ainda há caminhos importantes para serem percorridos para a proteção do consumidor. “Para o Idec, os resultados demonstram, por exemplo, que a atuação de agências reguladoras, que são órgãos governamentais com papel de monitoramento, fiscalização, regulamentação e controle com foco no interesse público, ainda é ineficiente para proteger os consumidores e cidadãos de abusos praticados no fornecimento de bens e serviços. Por isso é importante que em semanas como essa, os problemas enfrentados pelos consumidores sejam debatidos e amplificados para a toda a sociedade,” destaca Elici Bueno, coordenadora executiva do Instituto.



Para ingressar no mercado, estudantes recorrem ao estágio em detrimento de vagas formais



Após encolhimento do mercado formal, pesquisa revela que a modalidade ganhou a preferência da faixa etária mais impactada pela crise


Em ascensão entre as empresas privadas e órgãos públicos do país, os programas de estágio vêm apresentando estabilidade e crescimento gradual, inclusive, dados da Companhia de Estágios – assessoria e consultoria especializada em vagas de estágio e trainee – revelam que a modalidade está recuperando o número de vagas suprimidas pela crise econômica que o Brasil enfrentou nos últimos anos e apresentando projeções positivas para os próximos semestres.

Esse cenário tem atraído cada vez mais estudantes em busca de uma oportunidade para ingressar no mercado de trabalho, e as estatísticas já apontam um aumento na quantidade de inscritos. Diferente do mercado celetista, que ainda tem um saldo negativo, os programas de aprendizagem seguem estáveis e continuam contratando mesmo em meio ao cenário econômico conturbado do país.

Diante disso, o levantamento anual feito pela recrutadora identificou que o estágio não só ganhou a preferência daqueles que ainda frequentam as salas de aula, como também aumentou o nível de exigência e competitividade entre os candidatos.

Jovens sofreram os piores efeitos da recessão

Em agosto do ano passado o Ministério da Educação (MEC) divulgou o Censo da Educação Superior brasileira de 2016. De acordo com o levantamento, houve um total de 8.052 milhões de estudantes matriculados. Já o Censo Escolar da Educação Básica registrou 8.133 milhões de matrículas do ensino médio no mesmo ano.

São mais de 16 milhões de alunos com potencial para o mercado de trabalho, no entanto, essa é justamente a parcela da mão de obra brasileira (entre 14 e 24 anos) que mais tem amargado os efeitos da crise nos últimos anos, segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

Com menos tempo de experiência, iniciando a vida profissional e, muitas vezes, com um nível menor de qualificação, esse grupo foi atingido com mais intensidade pelos percalços da economia – o segmento acumula maior perda percentual de ocupação segundo o Ipea. Com dificuldades de conseguir emprego e maior número de demissões, esses jovens buscam alternativas para driblar a crise, por isso, boa parte deles tem migrado a procura do mercado formal para os programas de aprendizagem, que vêm apresentando números expressivos nos últimos anos.

Procura acentuada e benefícios atrativos

De acordo com a pesquisa “O Perfil do candidato a vagas de estágio em 2018” que contou com a participação de 5.410 estudantes de todas as regiões do país, nos últimos dois anos os estudantes priorizaram a busca por um estágio: 55,5% participou de ao menos uma entrevista para esse tipo de vaga no período, enquanto para vagas formais, a participação cai para 39,6%. E, atualmente, 58% dos entrevistados estão em busca de uma oportunidade de estágio.

Com o encolhimento do mercado de trabalho brasileiro e a recessão que o país enfrenta, os programas de aprendizagem saem na frente na preferência dos estudantes e atraem cada vez mais candidatos. De acordo com Tiago Mavichian, diretor da Companhia de Estágios, o número de inscritos aumentou progressivamente desde 2014, mesmo ano em que o mercado formal começou a declinar, e, desde então, já soma mais de 20% nas inscrições da recrutadora.

Para o especialista a expectativa é que o número continue subindo: “Somente no ano passado foram mais de 200 mil inscritos em nossos processos seletivos realizados em todo o país. Além disso, o estágio ainda se mantém na contramão da crise, pois o número de vagas também apresenta índices favoráveis: nesse mesmo período os postos anunciados subiram 19% em comparação com o ano anterior. Sem contar que o programa é mais flexível justamente para se adequar a rotina dos estudantes, por isso se tornam mais atraentes para estudantes, que enxergam uma saída para driblar a crise e conseguir uma colocação”.

Disputa acirrada

O aumento no número de inscritos, mesmo acompanhado do crescimento na oferta de vagas, impactou na concorrência dos programas de aprendizagem, fato que já é percebido pelos candidatos em busca de uma colocação. Segundo o levantamento da recrutadora, 52% dos entrevistados afirmam que não há diferença no nível de dificuldade ou competitividade nos processos seletivos de estágio em comparação com as entrevistas realizadas pelo mercado celetista. O que demonstra que, mesmo os postos sendo voltados, exclusivamente, para os estudantes, o nível de exigência subiu e, para se destacar, é preciso investir em qualificação. Inclusive, ainda de acordo com o estudo, boa parte desses jovens afirma que não se sente preparado para encarar o mercado formal e, portanto, deseja participar do estágio para ganhar experiência e segurança.

Quem sai ganhando?

Os programas de aprendizagem oferecem ao estudante uma carga horária reduzida para facilitar a conciliação entre trabalho e estudo, além de férias proporcionais. Também há outros benefícios que podem constar no termo de compromisso, como bolsa-auxílio e auxílio transporte. Mas, para a maioria dos candidatos, o estágio representa muito mais do que isso: a pesquisa aponta que a principal razão pela qual esses jovens optam pelo programa é o desejo de adquirir uma bagagem profissional.

A oportunidade significa uma porta de entrada no mercado de trabalho, especialmente, pelo fato de não exigir experiência prévia como o mercado formal exige. Dessa forma, mesmo aqueles que buscam o primeiro emprego podem competir nos processos seletivos. O levantamento mostrou ainda que, dentre os estagiários atuantes, quase 70% demonstra satisfação com a vaga atual, o que a maioria deseja é ser efetivada ao final do contrato.

Já para as empresas, esse tipo de vaga representa a redução de custos e impostos trabalhistas, por não caracterizar vínculo empregatício. Mas Mavichian explica que não para por aí: “As organizações que implementam o programa logo percebem o conjunto de benefícios agregados à contratação de estagiários. Como o jovem ainda está em processo de formação, seu conhecimento é continuo e atualizado, além disso, ele pode ser treinado de acordo com a cultura organizacional, oferecendo uma mão-de-obra qualificada alinhada com os objetivos da empresa”.

Público alvo

Os programas de estágios são destinados a alunos do ensino médio/técnico e nível superior como uma forma de complementar a formação dos estudantes, permitindo que coloque em prática todo o conteúdo apreendido em sala de aula. Portanto, a primeira regra para se candidatar é estar matriculado em uma instituição de ensino para garantir o cunho educativo do estágio.

Não há dúvidas que os programas de aprendizagem conferem uma série de vantagens aos estudantes que buscam ascensão no mercado. Porém, para assegurar que esses jovens não serão encarados apenas como uma mão-de-obra de baixo custo, há a lei do estágio (nº 11.788), que regulamenta as regras que devem ser seguidas vigorosamente para que o programa não se distancie de seu foco principal e não acabe gerando um vínculo empregatício com a empresa contratante.





Fonte: Companhia de Estágios | PPM Human Resources


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