• O
novo medicamento biológico rozanolixizumabe, recém aprovado pela ANVISA1, é
o primeiro tratamento subcutâneo para adultos com miastenia gravis generalizada
que atua reduzindo a quantidade de autoanticorpos no sangue, aliviando os
sintomas, trazendo ganho funcional e melhoria da função muscular2
• Com infusão subcutânea e administração domiciliar3, a terapia apresentou melhora significativa dos sintomas já no primeiro ciclo de tratamento em comparação com o placebo e manteve uma resposta consistente ao longo de múltiplos ciclos, com mais de um quarto dos pacientes alcançando expressão mínima dos sintomas em análises de longo prazo4.
O mês de junho
traz um marco importante para a comunidade de doenças raras: hoje, 2 de junho,
celebra-se o Dia Mundial e Nacional de Conscientização sobre a Miastenia
Gravis. A data foi instituída especialmente para dar visibilidade a essa
condição neuromuscular autoimune rara, combater o preconceito e estimular o
diagnóstico precoce. Em perfeita sintonia com esse movimento de conscientização
e busca por melhor qualidade de vida, os pacientes que convivem com a miastenia
gravis generalizada passam a contar com outras alternativas terapêuticas para o
manejo da condição. Entre as opções, uma nova tecnologia que oferece uma
abordagem diferenciada por via subcutânea, contribuindo para a melhora
significativa dos sintomas da doença¹,² chega
ao Brasil.
A grande
novidade que acompanha o mês de conscientização em 2026 é fruto1 da
aprovação do registro, concedido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária
(Anvisa)1, do medicamento biológico Rystiggo® (rozanolixizumabe), o
qual foi desenvolvido pela UCB Biopharma. Esse é o primeiro e único tratamento
subcutâneo aprovado indicado para pacientes adultos que são positivos para os
anticorpos anti-MuSK e/ou anti-AChR5.
O diferencial do
novo medicamento está em seu mecanismo de ação inovador. Na miastenia gravis generalizada,
o organismo passa a produzir autoanticorpos patogênicos
— como os
anti-AChR e anti-MuSK5 — que comprometem a comunicação entre
nervos e músculos5. Além disso, o corpo possui um sistema natural de
reciclagem de anticorpos que impede sua eliminação rápida, mantendo esses
autoanticorpos circulantes e contribuindo para a persistência dos sintomas6.
O
rozanolixizumabe atua bloqueando de forma específica esse processo de reciclagem.
Com isso, permite que o próprio organismo reduza mais rapidamente os níveis dos
autoanticorpos nocivos, favorecendo sua eliminação natural. Essa redução
sustentada dos autoanticorpos no sangue está associada ao alívio dos sintomas,
melhora funcional e recuperação da força muscular7.
A aprovação da
Anvisa teve como base os resultados do estudo de fase 3 MycarinG, publicado na
revista The Lancet Neurology, que demonstrou benefícios clínicos
relevantes para pacientes com miastenia gravis generalizada. O estudo
evidenciou melhorias significativas em medidas funcionais e no desempenho das
atividades diárias, reforçando a eficácia e a segurança do medicamento como uma
alternativa terapêutica robusta para o manejo da doença4.
“A aprovação do
rozanolixizumabe representa um marco relevante na estratégia da UCB de elevar
os padrões de cuidado em doenças neurológicas graves e raras. Ao
disponibilizar, no Brasil, a primeira terapia subcutânea direcionada ao
bloqueio do receptor neonatal FcRn, passamos a contar com um mecanismo de ação
inovador, sustentado por evidência científica, que amplia as opções
terapêuticas para pacientes com miastenia gravis. Esse avanço reforça nosso
compromisso em oferecer tratamentos que combinem eficácia clínica, inovação e o
potencial de promover maior autonomia ao paciente ao longo de sua jornada de cuidado”,
afirma Cynthia Diaféria, CEO da UCB Brasil.
Segundo a
executiva, a chegada do medicamento consolida o compromisso da UCB em preencher
lacunas críticas na assistência à saúde, oferecendo uma resposta clínica
contundente, especialmente para perfis de difícil controle, como os pacientes
anti-MuSK positivos5, que até então dispunham de
opções terapêuticas limitadas.
A miastenia
gravis generalizada é uma doença rara, com prevalência global estimada entre
150 e 200 casos por milhão de pessoas8. Pacientes com essa condição
podem apresentar uma variedade de sintomas, incluindo fraqueza muscular,
pálpebras caídas, visão dupla e dificuldade para falar, engolir ou se comunicar
verbalmente8.
“Essa conquista
reforça o avanço que rozanolixizumabe proporciona ao tratamento da miastenia
gravis generalizada, ao disponibilizar uma alternativa terapêutica inovadora,
direcionada e com potencial para transformar o cuidado de pacientes que convivem
com essa condição”, afirma Dr. Marcondes França, médico neurologista da
UNICAMP.
Nova
rotina
O medicamento
chega para transformar a rotina de tratamento com foco na qualidade de vida e
na resposta clínica rápida2. Além do mecanismo de ação diferenciado,
ainda há o critério da comodidade terapêutica, já que a administração se dá por
meio de infusão BR-subcutânea (sob a pele)3 e,
após orientação médica, pode ser administrada em domicílio. O tratamento propõe
a redução dos níveis de dois anticorpos no sangue (anti-MuSK e anti-AChR5),
oferecendo uma nova perspectiva de controle da doença para esses perfis de
pacientes2.
Mecanismo
com dupla
ação
O rozanolixizumabe é um anticorpo monoclonal humanizado que atua de forma inovadora: ele se liga ao receptor neonatal Fc (FcRn), bloqueando o mecanismo natural do corpo que "recicla" e protege os anticorpos9. Isso acelera a eliminação dos autoanticorpos nocivos que causam a doença, resultando na possibilidade de recuperação da força muscular e na melhora da função neuromuscular2. Para compreender o impacto desta aprovação, é importante distinguir como os dois tipos de autoanticorpos agem no organismo para impedir a comunicação entre nervos e músculos:
Anti-AChR5 (anti-receptor
de acetilcolina): presentes na grande maioria dos casos (cerca de 85% dos
pacientes)10, esses anticorpos atacam diretamente os receptores
localizados na superfície do músculo. Eles destroem os "botões" que
precisam ser acionados para o músculo funcionar, causando a fraqueza clássica
da doença11.
Anti-MuSK5 (anti-tirosina
quinase músculo-específica): encontrados em uma parcela menor de pacientes
(entre 5% e 8%)11, estes anticorpos atacam uma proteína que funciona
como uma "organizadora" dos receptores de acetilcolina. Sem a
proteína MuSK5, os receptores de acetilcolina ficam desorganizados e
não conseguem captar o sinal nervoso. Pacientes com anti-MuSK5
positivo geralmente apresentam uma forma mais grave da doença, com maior
comprometimento da fala, deglutição e respiração, e frequentemente não
respondem de forma adequada às terapias convencionais11.
Como próxima
etapa para que o medicamento esteja efetivamente disponível no Brasil, a UCB
acompanha agora o processo de definição do preço do produto pela CMED (Câmara
de Regulação do Mercado de Medicamentos).
UCB
https://ucb-biopharma.com.br
Você pode relatar uma reação adversa relacionada a um produto da UCB por e-mail (farmacovigilancia@ucb.com) ou ligando para 0800 0166 613. Essas informações serão incluídas em cada artigo de imprensa que for publicado.
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