Psicóloga
destaca efeitos positivos da prática na redução do estresse e na sensação de
pertencimento 
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O Dia
Mundial da Corrida, celebrado em 4 de junho, reforça um movimento que cresce
cada vez mais no Brasil: a busca pela prática esportiva como aliada da saúde
física e emocional. O estudo “Por Dentro do Corre”, realizado pela Olympikus em
parceria com a consultoria Box1824, aponta que o país ganhou mais 2 milhões de
corredores em 2025. Com isso, o número de brasileiros que correm ao menos uma
vez por semana saltou de 13 para 15 milhões.
Além do
condicionamento físico, a saúde mental aparece como um dos principais motivos
que levam as pessoas a começarem, e permanecerem, na corrida. Segundo o
levantamento, 40% dos praticantes relatam melhora na saúde mental após adotarem
o hábito, além de benefícios relacionados ao sono, autoestima e disposição no
dia a dia.
Corrida vai além
do exercício físico
Para Ana
Cristina Vasconcellos, coordenadora do curso de Psicologia da Faculdade
Anhanguera, o crescimento da corrida está diretamente ligado à necessidade das
pessoas em encontrar mecanismos saudáveis para lidar com o estresse e a
sobrecarga emocional da rotina moderna.
“A corrida
atua como uma importante ferramenta de regulação emocional. Durante a prática
física, ocorre a liberação de neurotransmissores como endorfina, serotonina e
dopamina, substâncias associadas à sensação de prazer, bem-estar e redução da
ansiedade”, explica.
Segundo a
especialista, além dos efeitos biológicos, o esporte também contribui para o
fortalecimento emocional e social dos praticantes. “Muitas pessoas encontram na
corrida um momento de autocuidado, de pausa mental e até de conexão consigo
mesmas. Ao mesmo tempo, os grupos de corrida criam vínculos sociais
importantes, que ajudam no sentimento de pertencimento e diminuem sensações de
isolamento”, destaca.
Ana Cristina
ressalta ainda que a corrida pode funcionar como importante aliada na prevenção
de transtornos emocionais, desde que seja praticada com equilíbrio. “A
atividade física regular ajuda na redução dos níveis de estresse, melhora a
qualidade do sono, favorece a autoestima e aumenta a sensação de capacidade
pessoal. Tudo isso contribui para uma saúde mental mais estável”, afirma.
Apesar dos benefícios, a psicóloga alerta para a importância de evitar excessos e comparações, especialmente em um cenário de exposição constante nas redes sociais. “A corrida precisa estar associada ao bem-estar e não à cobrança excessiva por performance. Cada pessoa possui limites físicos e emocionais diferentes, e respeitar esse processo é fundamental para que a prática continue sendo saudável”, conclui a coordenadora do curso de Psicologia da Faculdade Anhanguera.
Anhanguera
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