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sexta-feira, 5 de junho de 2026

Copa do Mundo: ainda dá tempo de aprender o básico para se comunicar no exterior?

Copa do Mundo movimenta o turismo e impulsiona o aprendizado de idiomas
Especialista explica como desenvolver habilidades práticas em inglês e espanhol em pouco tempo para aproveitar viagens, turismo e experiências internacionais durante os jogos

 

Com a proximidade da Copa do Mundo de 2026, que será sediada nos Estados Unidos, Canadá e México, muitos brasileiros já começam a planejar viagens para acompanhar os jogos de perto. Além da organização financeira e logística, um ponto passa a ganhar espaço entre os futuros turistas: ainda dá tempo de aprender o básico de outro idioma para se comunicar durante a viagem? 

Segundo a coordenadora pedagógica da inFlux, Bruna Iubel, a resposta é sim, especialmente quando o foco está na comunicação prática para situações do dia a dia. 

“Quando a pessoa tem um objetivo claro, como viajar para assistir à Copa do Mundo, o aprendizado tende a ser muito mais direcionado e eficiente. É possível desenvolver rapidamente habilidades básicas para se comunicar em aeroportos, hotéis, restaurantes, transporte, compras e até conversar com pessoas de outros países”, explica. 

De acordo com Bruna, tanto o inglês quanto o espanhol podem ser aprendidos de forma estratégica quando o aluno prioriza situações reais de comunicação. “O mais importante não é falar perfeitamente, mas conseguir se comunicar. Muitas pessoas acreditam que precisam dominar completamente o idioma antes de viajar, quando, na verdade, aprender estruturas essenciais e vocabulário funcional já faz uma grande diferença na experiência”, afirma. 

Neste sentido, ela destaca que um dos diferenciais é a metodologia de aprendizado, que deve focar em estruturas completas, ao invés de palavras isoladas. 

“Essa é justamente uma das chaves para tornar o aprendizado mais ágil e eficaz: o contato com os chamados chunks, que são blocos de palavras que aparecem juntos com frequência e carregam um sentido próprio. Por meio deles, é possível aprender expressões completas que já fazem sentido na prática, ao invés de traduzir palavra por palavra”, explica Bruna.

 

Da insegurança à autonomia internacional

A relação entre idiomas e oportunidades internacionais aparece na história do empresário Tairone Passos, de 47 anos, aluno da unidade da inFlux Água Verde, em Curitiba (PR). Ele percebeu que o inglês ainda era uma barreira quando decidiu abrir uma empresa e surgiu a necessidade de viajar para a China para fechar os primeiros contratos. 

Em apenas uma semana, o empresário apostou em uma preparação intensiva para conseguir lidar com as situações básicas da viagem: “Eu precisava me preparar rapidamente para uma visita com um fornecedor chinês. Em poucos dias consegui aprender o essencial para fazer os primeiros contatos e me sentir mais seguro durante a viagem”, relembra. 

Depois da experiência inicial, Tairone retornou ao curso regular para continuar evoluindo na comunicação em inglês. Com o tempo, passou a participar de reuniões, acompanhar conversas do dia a dia e ganhar mais autonomia em diferentes contextos profissionais. 

Um dos episódios mais marcantes aconteceu durante uma reunião com fornecedores em um restaurante no continente asiático. “A conversação formal fluiu normalmente, mas o que mais me surpreendeu foi que eu consegui entender e até contar piadas de forma natural em inglês. Foi um momento muito importante para mim”, conta. 

Para ele, aprender um idioma vai além da carreira: “Aprender inglês e se sentir capaz é muito mais do que uma evolução profissional ou você cumprir um check da vida. É realmente uma satisfação você saber que está apto a realizar várias tarefas independente de que lugar do mundo você esteja”, afirma. 

Ainda segundo a especialista, viagens e eventos como a Copa também funcionam como motivadores para quem sempre quis aprender um novo idioma, mas ainda não havia dado o primeiro passo. 

“A Copa do Mundo cria uma conexão emocional muito forte. A pessoa quer viver aquele momento, conhecer novas culturas, fazer amizades e aproveitar tudo sem depender o tempo todo de tradução. Isso acelera o engajamento e a confiança no aprendizado”, conclui Bruna.


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