Com pouco mais de 30 milhões de doses aplicadas no Brasil, infectologistas da Rede Mater Dei de Saúde reforçam a importância da vacinação para conter o avanço do vírus e proteger pacientes imunossuprimidos
Com a proximidade do Inverno e baixas temperaturas, os pronto-atendimentos de todo o país começam a registrar um avanço expressivo nos diagnósticos de doenças respiratórias, com destaque para a Influenza. O Dia Nacional da Saúde, celebrado neste 09 de junho, acende um alerta epidemiológico para a urgência da imunização, especialmente diante dos índices atuais de cobertura vacinal, que permanecem abaixo da meta de 90% estipulada pelo Ministério da Saúde para os públicos prioritários. Até o momento, pouco mais de 30 milhões de doses foram aplicadas em território nacional.
Segundo os especialistas da Rede Mater Dei de Saúde, a sazonalidade do outono e do inverno acelera drasticamente a circulação do vírus da gripe devido a uma mudança comportamental clássica da população, e não necessariamente pelo frio em si.
"Nas estações mais frias, a queda nas temperaturas faz com que as pessoas passem mais tempo em ambientes fechados, com aglomerações e pouca circulação de ar. Esse hábito, somado ao ressecamento das vias aéreas que ocorre naturalmente nesse período, cria o cenário ideal para a proliferação e transmissão de vírus como o Influenza", explica Dr. Vitor Castro Lima, médico infectologista da Rede Mater Dei de Saúde.
O especialista alerta que a percepção equivocada de que o Influenza causa apenas um "resfriado simples" afasta o público dos postos de saúde, retardando a proteção coletiva. Atualmente, a campanha de vacinação do SUS foi ampliada para outros públicos e as doses gratuitas estão disponíveis para toda a população acima dos 6 meses de idade.
"A vacina é a ferramenta mais eficaz que temos para evitar casos, complicações graves, hospitalizações e mortes provocadas pela gripe. Quando os índices vacinais ficam baixos, toda a sociedade perde a barreira de proteção coletiva, abrindo caminho para que o vírus circule com mais força e gere sobrecarga nos sistemas de saúde", reforça o infectologista.
Se para a população geral o Influenza pode se manifestar de forma aguda e desconfortável, para grupos de risco e pacientes imunossuprimidos as consequências podem ser devastadoras. Nesses indivíduos, a resposta imunológica fragilizada aumenta substancialmente as chances do vírus evoluir para quadros graves, como a pneumonia bacteriana secundária e a insuficiência respiratória.
"O paciente imunossuprimido não tem as defesas adequadas para combater o vírus com rapidez. Por isso, a rede de apoio familiar e as pessoas que convivem com esses indivíduos também precisam estar devidamente vacinadas. Proteger quem está ao redor é uma forma indireta de blindar o paciente mais vulnerável", orienta o médico.
Além da imunização, os especialistas do Mater Dei recomendam a manutenção de cuidados básicos de higiene que ganharam força nos últimos anos, como a higienização frequente das mãos com água e sabão ou álcool em gel, a etiqueta respiratória ao tossir ou espirrar e, sempre que possível, manter os ambientes domiciliares e de trabalho bem ventilados. Ao surgirem sintomas como febre alta, dor no corpo, tosse seca e cansaço extremo, a orientação é buscar atendimento médico e evitar a automedicação.
Rede Mater Dei de Saúde
Unidades
Minas Gerais: Hospital Mater Dei Santo Agostinho, Hospital Mater Dei Contorno, Hospital Mater Dei Betim-Contagem, Hospital Mater Dei Nova Lima, Hospital Mater Dei Santa Genoveva, CDI Imagem e Hospital Mater Dei Santa Clara.
Bahia: Hospital Mater Dei Salvador e Hospital Mater Dei Emec
Goiás: Hospital Mater Dei Goiânia
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