Com 66% dos profissionais relatando aumento do estresse por questões financeiras, o tema precisa ganhar espaço na agenda do RH, afirma especialista
Desconsiderar a saúde financeira dos colaboradores já tem efeitos concretos sobre o desempenho nas organizações e reforça a necessidade de as empresas colocarem o assunto no centro das políticas de Recursos Humanos. Uma pesquisa realizada em 2025 pela SalaryFits, empresa da Serasa Experian, mostra que 66% dos profissionais relatam maior estresse relacionado ao dinheiro.
Esse impacto se
reflete diretamente na rotina de trabalho: 37% afirmam ter dificuldade de
concentração e 33% apontam queda na produtividade. Os dados evidenciam o avanço
do presenteísmo, quando o profissional está fisicamente presente, mas com menor
capacidade de foco e desempenho, cenário que vem sendo cada vez mais associado
às preocupações financeiras enfrentadas fora do ambiente corporativo.
“A instabilidade
econômica não pode ser vista apenas como uma questão individual, porque ela
também afeta o clima organizacional, o engajamento e a produtividade. As
empresas precisam ampliar o olhar para esses riscos, entendendo que proteção e
previsibilidade também fazem parte da segurança psicológica do colaborador”,
afirma Marcell Guimarães, diretor de vendas da Omint Saúde.
O debate ganha
ainda mais relevância diante da vulnerabilidade financeira de grande parte da
população. O levantamento mostra que apenas um em cada quatro brasileiros
conseguiria lidar com emergências acima de R$ 10 mil utilizando recursos
próprios, cenário que amplia a percepção sobre a importância de benefícios
corporativos voltados à proteção da família e à redução de impactos financeiros
em situações inesperadas cobertas pela apólice.
Nesse contexto, o
seguro de vida em grupo ganha destaque nas estratégias de Recursos Humanos ao
oferecer suporte em momentos críticos, contribuindo para fortalecer a sensação
de segurança do colaborador e de seus dependentes enquanto perdurar o vínculo
empregatício. Mais do que um benefício adicional, passa a integrar uma
abordagem mais ampla de cuidado, proteção e valorização do capital humano.
Além da cobertura
básica em caso de morte natural ou acidental, as apólices podem incluir
proteções para situações como invalidez permanente total ou parcial por
acidente (IFPA) e invalidez funcional permanente total por doença (IFPD), além
de coberturas adicionais que variam conforme o contrato. A ampliação dessas
soluções acompanha uma demanda crescente das empresas por benefícios mais
alinhados às necessidades reais dos colaboradores.
“O seguro de vida
em grupo deixou de ser visto apenas como um benefício complementar e passou a
ter um papel importante dentro das estratégias de proteção da família e
bem-estar corporativo. Quando essa construção acontece em parceria com o RH, é
possível desenvolver soluções mais aderentes ao perfil dos colaboradores e à
realidade de cada empresa”, complementa Guimarães.
Outro ponto relevante
é o impacto direto na atração e retenção de talentos. Em um mercado
competitivo, no qual empresas de diferentes portes disputam profissionais
qualificados, a oferta de benefícios estruturados se consolida como um
diferencial na construção de uma proposta de valor mais robusta ao colaborador.
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