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quarta-feira, 3 de junho de 2026

Dia Mundial da Hidradenite Supurativa reforça importância do diagnóstico precoce e dos avanços no tratamento

Sociedade Brasileira de Dermatologia aborda tema em evento com médicos de todo o Brasil
 

Celebrado em 6 de junho, o Dia Mundial da Hidradenite Supurativa chama a atenção para uma doença inflamatória crônica que ainda é pouco conhecida pela população e frequentemente confundida com outras condições dermatológicas. O tema será um dos destaques de evento da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), no próximo final de semana. Médicos dermatologistas de toda a América Latina vão participar do 4º Imuno&Derma + 5º Congreso de la Sociedade Latinoamericana de Psoriasis y Demoimunologia. Os eventos paralelos, que vão de 4 a 6 de junho, acontecerão no Rio de Janeiro.

A hidradenite supurativa acomete principalmente áreas como axilas, virilhas, região genital, glútea e abaixo das mamas. Os pacientes costumam apresentar nódulos dolorosos, abscessos recorrentes e drenagem de secreção, com lesões que podem reaparecer repetidamente no mesmo local e deixar cicatrizes permanentes.

"A cada dia surgem novas descobertas sobre a doença, mas o mais importante continua sendo caracterizá-la, já que ainda é pouco conhecida pela população. Muitas vezes, o paciente acredita que está lidando apenas com um furúnculo recorrente, quando na verdade pode estar diante de uma condição inflamatória crônica que exige acompanhamento especializado", afirma Dr. André Carvalho, médico dermatologista da SBD. 

O especialista alerta para sinais que merecem atenção, especialmente quando os episódios se repetem.

"Pacientes que apresentam caroços, abscessos ou inflamações recorrentes sempre no mesmo local devem procurar avaliação médica. A recorrência dessas lesões pode ser um indicativo de hidradenite supurativa, e o diagnóstico precoce é fundamental para evitar a progressão da doença", destaca. 

A hidradenite supurativa é mais frequente em mulheres e pessoas com excesso de peso. Embora suas causas ainda não sejam completamente compreendidas, sabe-se que a doença está relacionada a mecanismos inflamatórios do organismo e pode ter influência genética. Fatores como obesidade e tabagismo também estão associados ao agravamento do quadro. 

O tratamento varia de acordo com a gravidade e pode incluir medicamentos tópicos e sistêmicos, infiltrações locais, terapias a laser e procedimentos cirúrgicos.

"Os avanços nas pesquisas têm permitido compreender melhor os mecanismos inflamatórios envolvidos na doença. Com isso, surgem terapias cada vez mais direcionadas a alvos específicos do processo inflamatório, oferecendo novas perspectivas para pacientes que, durante muito tempo, tiveram opções limitadas de tratamento", explica Dr. André. 

A Sociedade Brasileira de Dermatologia reforça que o dermatologista é o especialista indicado para o diagnóstico e o tratamento da hidradenite supurativa. O reconhecimento precoce dos sintomas pode evitar complicações, reduzir o impacto na qualidade de vida e proporcionar melhores resultados terapêuticos.


Sobre a hidradenite supurativa 

A hidradenite supurativa é uma doença inflamatória crônica da pele caracterizada pelo surgimento de nódulos dolorosos, abscessos e fístulas em áreas de dobras do corpo, como axilas, virilhas, região genital, glútea e abaixo das mamas. As lesões podem ser recorrentes e evoluir com cicatrizes, comprometendo significativamente a qualidade de vida dos pacientes. Embora não tenha cura definitiva, a doença possui tratamento e seu controle tem avançado significativamente nos últimos anos.


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