Divulgação
Doenças podem interferir em estudos, trabalho, vida social,
relacionamentos, autoestima e saúde emocional
Casos de Doença de Crohn e retocolite ulcerativa têm
crescido globalmente entre jovens adultos, principalmente em países em processo
de urbanização e ocidentalização do estilo de vida. Mudanças na rotina,
alimentação ultraprocessada, sedentarismo, estresse crônico e alterações do
microbioma intestinal estão entre os fatores que ajudam a explicar o aumento
das chamadas Doenças Inflamatórias Intestinais (DIIs). Segundo a
gastroenterologista Natália
Carneiro e o radiologista Felipe Carneiro, fundadores da Doctor 360, as doenças
são condições crônicas em que há uma inflamação persistente do trato
gastrointestinal. A Doença de Crohn pode acometer qualquer parte do tubo
digestivo, e costuma atingir camadas profundas da parede intestinal. Já a
retocolite ulcerativa acomete o cólon e o reto, geralmente de forma contínua e
mais superficial.
Entre os sintomas
que merecem atenção e que costumam impactar diretamente na vida das pessoas os
especialistas destacam a diarreia persistente, sangue nas fezes, dor abdominal
recorrente, perda de peso sem explicação, anemia, cansaço intenso, febre,
urgência evacuatória e sintomas que acordam o paciente à noite. “Em jovens,
muitas vezes esses sinais são atribuídos a “intestino irritável”, ansiedade ou
alimentação, o que pode atrasar o diagnóstico. Além disso, muitos deles
normalizam esses sintomas, ou têm vergonha de procurar atendimento”, pontua a
Dra. Natália.
O diagnóstico das
DIIs exige avaliação clínica, exames laboratoriais, colonoscopia com biópsias
e, em alguns casos, exames de imagem. Sendo o ponto principal para o início de
um tratamento que melhore a rotina do paciente. “O medo de passar mal fora de
casa, a urgência para evacuar e a imprevisibilidade das crises podem gerar
ansiedade e isolamento. Quanto mais cedo o diagnóstico, maior a chance de
controlar a inflamação, evitar complicações e preservar qualidade de vida”,
discorre a doutora.
Por este motivo,
os exames de imagem são fundamentais, especialmente na Doença de Crohn, porque
ajudam a avaliar áreas do intestino que a colonoscopia não alcança, detectar
complicações como estenoses, fístulas e abscessos, e monitorar resposta ao
tratamento. “Ressonância, tomografia, ultrassom intestinal e enterorressonância
são ferramentas importantes no cuidado moderno. Diretrizes recentes reforçam o
papel combinado de endoscopia, imagem, biomarcadores e monitoramento clínico”,
explica o radiologista, Felipe Carneiro.
A tecnologia
também vem transformando o manejo das doenças inflamatórias intestinais.
Biomarcadores, colonoscopia de alta definição e terapias avançadas permitem
diagnósticos mais precoces e tratamentos personalizados. “Hoje conseguimos
diagnosticar mais cedo, estratificar melhor a gravidade e personalizar
tratamentos”, ressalta Felipe.
Além do tratamento medicamentoso, o acompanhamento multidisciplinar é considerado essencial. Gastroenterologistas, nutricionistas, psicólogos, coloproctologistas, radiologistas e outros especialistas podem atuar de forma integrada no cuidado ao paciente. “O objetivo hoje não é apenas “apagar incêndios” durante as crises, mas controlar a doença, prevenir complicações e permitir que o jovem tenha uma vida plena, produtiva e com autonomia”, finaliza Natália.
Doctor 360
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