Durante o Maio Bordô, campanha nacional de conscientização sobre as cefaleias, especialista fala sobre a importância do diagnóstico precoce e os riscos da automedicação
A enxaqueca é uma doença neurológica crônica, de causa hereditária, caracterizada pela hiperexcitabilidade do cérebro. Cerca de 30 milhões de brasileiros sofrem com a doença (aproximadamente 15% da população), de acordo com a OMS. A dor de cabeça é sempre um sintoma, de algum problema que está acontecendo no organismo. Na enxaqueca, a dor de cabeça é um dos sintomas, o mais conhecido, mas não o único!
Alterações gastrointestinais, bexiga hiperativa, tendência a oscilações de pressão, fotofobia (sensibilidade à luz muito forte), fonofobia (sensibilidade a sons, especialmente muito altos), náuseas, vômitos, distúrbios do sono, sintomas de ansiedade e de déficits cognitivos como atenção e memória, são comuns em pessoas que sofrem da doença.
“Os sintomas associados à enxaqueca são inúmeros porque o cérebro é a central de comando de todas as funções do corpo, então todo o órgão ou toda região do corpo que recebe inervação pode apresentar esses sinais quando o cérebro está em desequilíbrio, está instável em seu funcionamento, que é a base da enxaqueca”, explica a médica Thais Villa, neurologista especialista no diagnóstico e tratamento da enxaqueca.
Cronificação
Embora
proporcione alívio momentâneo, o uso de analgésicos e
anti-inflamatórios para dor de cabeça de forma contínua pode cronificar a
enxaqueca, deixando as dores mais intensas e frequentes.
Os cronificadores
também podem estar na alimentação. Alguns alimentos contêm substâncias que são
estimulantes para o cérebro e podem tanto ser um gatilho para as crises de
enxaqueca como também podem cronificar a doença, aumentando a frequência de
crises, a intensidade e a duração delas.
“Os alimentos
estimulantes precisam ser evitados para que o paciente possa ter um tratamento
e um controle da doença. O cérebro mais sensível aos estimulantes de alimentos
com cafeína, principalmente, e alimentos termogênicos (como gengibre, cúrcuma e
canela) precisa de cuidado redobrado”, alerta a especialista.
Esses alimentos
devem ser evitados porque a enxaqueca é doença de um cérebro muito excitado e
alimentos estimulantes e termogênicos vão ser gatilhos e cronificadores da
doença.
Sinais de alerta
Se a pessoa tiver uma dor de cabeça repentina, aguda e severa, deve procurar o pronto-atendimento. Precisam ser afastadas causas graves, entre elas, o rompimento de um aneurisma ou uma meningite, por exemplo.
Se é uma dor de cabeça recorrente, que atrapalha a rotina, a orientação é marcar uma consulta com um neurologista para investigação.
Se o diagnóstico
for de enxaqueca, o paciente deve ser acompanhado e iniciar um tratamento
adequado, com a utilização de medicamentos específicos e orientações não
medicamentosas para o controle da enxaqueca, dos sintomas e das crises que a
doença faz acontecer.
No geral, mesmo que você tenha boas explicações para as suas
dores de cabeça, se você tem 3 ou mais episódios de dor de cabeça por mês, há
mais de 3 meses, procure um médico. Você precisa de tratamento.
Tratamento
O Tratamento 360º,
que enxerga o paciente com todas as suas particularidades, é o que há de mais
moderno e completo no manejo da doença e dos sintomas que a enxaqueca faz
acontecer.
Uma das grandes descobertas no tratamento preventivo da enxaqueca crônica, com resultados cientificamente comprovados, é a aplicação da toxina botulínica, popularmente conhecida como Botox. A substância bloqueia a liberação de neurotransmissores responsáveis por levar a informação da dor ao cérebro. O tratamento integrado também utiliza medicamentos anti CGRP, que cuidam dos diversos sintomas da doença.
Site: www.headachecenterbrasil.com.br
Instagram: headache_center_brasil
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