Preparador físico Anderson Moraes e a nutricionista Claudia Laskanski explicam por que inflamação não é inimiga do treino e quando ela vira problema
A inflamação costuma ser apontada como a grande vilã da
saúde e do desempenho físico, especialmente nas redes sociais. No entanto,
segundo o preparador físico Anderson Moraes, da Academia Seven7Play, e a nutricionista
Claudia Laskanski, essa visão simplificada ignora um ponto essencial: a
inflamação faz parte do processo natural de adaptação do corpo ao exercício.
“Todo treino de força gera microlesões musculares. Isso
provoca uma resposta inflamatória controlada, que é justamente o que estimula o
músculo a se recuperar e evoluir”, explica Anderson. “Sem esse processo, não
existe ganho de força ou hipertrofia.”
Inflamação aguda x inflamação crônica
Segundo os especialistas, é fundamental diferenciar a
inflamação aguda, que ocorre após o exercício e é esperada, da inflamação
crônica, associada a hábitos de vida inadequados.
“A inflamação crônica está muito mais ligada ao excesso
de alimentos ultraprocessados, sedentarismo, estresse, noites mal dormidas e
consumo frequente de álcool”, destaca Claudia. “Não é um alimento isolado que
determina isso, mas o conjunto da rotina.”
O perigo dos discursos extremos
Anderson Moraes chama atenção para a confusão gerada por
discursos radicais sobre alimentação e treino. “Muitas pessoas acabam criando
medo da comida ou copiando estratégias de atletas que vivem uma realidade
completamente diferente, inclusive com uso de recursos farmacológicos. Isso não
pode ser parâmetro para quem busca saúde.”
Claudia complementa: “Quando a alimentação vira uma lista
de proibições baseada em modismos, o resultado costuma ser frustração, efeito
sanfona e até prejuízo à saúde mental.”
Saúde, performance e equilíbrio
Os especialistas reforçam que alimentação equilibrada,
treino bem orientado e recuperação adequada são os pilares para resultados
consistentes.
“O corpo humano é adaptável e inteligente. Ele precisa de
estímulo, descanso e nutrição adequada, não de terrorismo nutricional”, resume
Anderson.
“A comida deve ser vista como aliada do treino e da saúde, não como inimiga”, conclui Claudia.
Seven7Play
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