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A Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV) estima que mais de 427 mil brasileiros podem sofrer com casos de trombose este ano. Os dados produzidos pela sociedade levam em consideração a faixa global de incidências em estudos mundiais. De acordo com a SBACV Nacional, a ocorrência do tromboembolismo venoso (TEV) e o tromboembolismo pulmonar (TEP), afetam, no mínimo, 128 mil pessoas, por ano, em todo o Brasil.
A condição, de acordo com a sociedade, está associada a fatores como histórico familiar, idade avançada, obesidade, câncer, entre outros. Mulheres e idosos são mais suscetíveis à doença, o que não significa que homens não possam ter o diagnóstico. Para o Dr. Edwaldo, presidente da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular, é preciso estar atento aos sintomas. Ele também destaca a importância do diagnóstico precoce.
“O coágulo formado bloqueia o fluxo sanguíneo,
causando inchaço e dor na região. Quando esse se desprende e se movimenta na
corrente sanguínea, o problema se agrava, resultando no diagnóstico de embolia
pulmonar. Esta condição médica impede a oxigenação sanguínea, afetando áreas
como os pulmões, o cérebro e o coração, levando a lesões graves e, em casos
mais severos, à morte”, explica o Dr Edwaldo Joviliano, presidente da SBACV
Nacional.
Cuidados em viagens longas
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A Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV) também alerta para alguns cuidados necessários à saúde durante os períodos de viagens longas - aquelas com mais de quatro horas de duração. Nessas condições, ficou conhecida a chamada “trombose do viajante”. Recheada de mitos, este tipo de trombose ocorre quando um coágulo sanguíneo se forma em uma ou mais veias grandes das pernas e das coxas.
Essa condição se torna mais suscetível após um longo período em que as pernas não se movimentam durante deslocamentos de carro, ônibus ou avião. Tal situação pode se agravar, uma vez que a trombose pode ser a porta para o processo de embolia pulmonar. Ainda assim, dados da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV) indicam que a prevalência de tromboembolismo pulmonar (TEP) em voos é relativamente baixa (cerca de 1 a cada 4.600 voos). No entanto, o risco aumenta com a duração da viagem e a presença de fatores de risco individuais.
“É fundamental que as pessoas não ignorem sinais como dor,
inchaço, vermelhidão ou sensação de peso nas pernas após viagens longas. Esses
podem ser os primeiros indícios de uma trombose. Muitas vezes, o paciente
acredita que é apenas um desconforto muscular, mas a persistência dos sintomas
exige avaliação médica imediata”, afirma o presidente da SBACV.
Prevenção
Para prevenir a trombose do viajante, a SBACV Nacional recomenda
adotar medidas simples, mas eficazes, durante deslocamentos longos. Manter-se
bem hidratado também é essencial, já que a desidratação aumenta o risco de
formação de coágulos. Evitar o consumo excessivo de álcool e cafeína durante a
viagem é fundamental, pois ambos contribuem para a desidratação.
O uso de meias de compressão elástica pode ser indicado, especialmente para pessoas com fatores de risco como obesidade, histórico familiar de trombose ou idade avançada. Roupas confortáveis e folgadas também ajudam a não restringir a circulação. Por fim, quem possui condições de saúde preexistentes deve consultar um médico antes de realizar viagens prolongadas para avaliar a necessidade de medidas preventivas adicionais, como o uso de anticoagulantes.
“Sempre que possível, levantar-se e caminhar por alguns minutos a
cada hora de viagem, estimulando a circulação sanguínea nas pernas. Nos momentos
em que não for possível se mover, realizar exercícios leves no próprio assento,
como flexionar e estender os tornozelos, elevar os calcanhares e contrair a
musculatura das panturrilhas”, recomenda o Dr Edwaldo Joviliano.


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