Especialistas explicam como identificar sinais de estresse em cães e gatos e como ajudá-los a se adaptar às festas
Com
a chegada das festas de fim de ano, é comum que a rotina das famílias mude:
viagens, casa cheia, barulho, fogos, novos cheiros e ausência dos tutores por
mais tempo. Para cães e gatos, essas alterações podem ser altamente
estressantes e desencadear comportamentos ansiosos ou até regressivos. Com
isso, Joyce Lima, Analista de Educação Corporativa da Cobasi, empresa pioneira no Brasil no conceito de
megaloja com produtos para pets, casa e jardim, alerta para a importância de
preparar os pets antecipadamente para esse período.
“Os
animais são extremamente sensíveis às mudanças do ambiente e da rotina. Quando
o fim do ano chega, eles podem demonstrar sinais claros de ansiedade, como
vocalização excessiva, apetite reduzido, agitação, isolamento e comportamentos
destrutivos. O tutor precisa observar esses sinais e agir rápido para ajudar”,
explica.
Um
estudo publicado em 2022 pela PubMed Central, evidenciou que mudanças súbitas
no tempo em que os cães ficam sozinhos, por exemplo, quando a família viaja ou
muda o horário de saída, podem aumentar significativamente os comportamentos
relacionados à separação (separation‐related behaviour), o
que aponta para um risco real de ansiedade diante de alterações da rotina
habitual.
De
acordo com uma pesquisa de 2025 da Trusted House Sitters, com tutores, quase
metade (49%) relatou que seus pets demonstraram ansiedade quando ficaram longe
do tutor ou enfrentaram mudanças de ambiente.
Como ajudar na adaptação
Uma
das principais estratégias para minimizar o impacto é manter ao máximo a
previsibilidade do dia a dia: preservar horários de alimentação, passeios e
brincadeiras. Além disso, enriquecer o ambiente com atividades que desviem o
foco do estímulo estressante, como brinquedos interativos, arranhadores para os
gatos, e mantas ou peças de roupa com cheiro do tutor, ajudam a aumentar a
sensação de segurança.
Para
casas que costumam ficar mais movimentadas nas festas, é recomendado preparar
um “cantinho seguro” para o pet, com água, cama, caixa de transporte aberta (ou
casinha), brinquedos e pouca circulação de pessoas. Em casos de fogos de
artifício, fechar janelas e cortinas, ligar ventiladores, música ou TV pode
ajudar a abafar o som externo.
Sinais de alerta
“O
tutor não deve ignorar mudanças de comportamento. Ansiedade intensa, tremores,
salivação excessiva, automutilação, vômitos e falta de apetite por mais de 24
horas são sinais de alerta que merecem atenção imediata. Nesses casos, a
orientação é buscar apoio veterinário para entender a causa e estabelecer um
plano de cuidado adequado”, reforça Lima.
Viagem ou estadia diferente
Para
quem vai viajar, o ideal é planejar com antecedência: escolher hospedagens
especializadas e bem avaliadas, ou contar com pet-sitters de confiança. Já para
quem leva o pet junto, é essencial garantir transporte seguro, rotina de
paradas, identificação atualizada e familiarização prévia com a caixa de transporte,
além, é claro, do uso de antiparasitários (antipulgas e vermífugos) e manter a
vacinação atualizada para evitar transtornos na saúde do pet.
A
Cobasi reforça que o cuidado preventivo é sempre o melhor caminho. Com
planejamento, observação e pequenas adaptações na rotina, é possível passar
pelas festas de fim de ano com mais tranquilidade, para a família e para os
animais.

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