Estudo da Simplic e Klavi mostra que o número de tutores que gastam com animais de estimação cresceu mais de 50% em 10 meses
O
investimento nos animais de estimação é uma tendência consolidada e em
expansão. É o que revela um estudo da Simplic e Klavi, que aponta um aumento de
mais de 50% na base de tutores que gastam com pets em apenas dez meses,
saltando de 3,96% (novembro de 2024) para 5,97% (setembro de 2025). O
levantamento também mostra que o percentual de clientes que realizam gastos na
categoria cresceu de forma constante, passando de 11,18% no primeiro trimestre
de 2025 para 12,26% no terceiro trimestre. A dimensão desse investimento é
detalhada por dados da Serasa, que mostram que 56% dos tutores investem até
R$300 por mês em seus pets, enquanto uma fatia significativa de 31% gasta entre
6% e 10% de sua renda mensal com os seus companheiros.
Mas como tornar esses gastos mais sustentáveis? Para
Ana Paula Oliveira, executiva de negócios da Simplic, fintech especializada em
crédito pessoal, a resposta começa com organização. "Comece classificando
os gastos do seu pet como se fossem contas de casa. Quando você visualiza onde
o dinheiro está indo, consegue identificar oportunidades de economia sem
prejudicar o bem-estar do animal", explica.
Mapeando
os gastos de A a Z
Os
custos com um animal de estimação podem ser organizados em três categorias principais.
Primeiro, os gastos fixos, como ração de qualidade e preventivos contra pulgas,
que são previsíveis e inegociáveis, mas podem ser otimizados com compras em
promoção e a granel. Depois, vêm os gastos com saúde, que incluem ações que
podem ser planejadas, como vacinas anuais, ou emergências médicas, que
representam o maior risco para o orçamento. Já os gastos com estilo de vida,
como brinquedos, roupas e petiscos premium, são onde a economia pode ser mais
expressiva, por permitirem uma reflexão sobre o que é realmente necessário para
o pet.
Planejamento
de longo prazo: poupança pet
Para o
futuro, a especialista reforça a importância de tratar esses gastos como um
projeto de longo prazo. Assim como planejamos nossa aposentadoria, nossos pets
precisam de uma reserva estratégica.
Segundo os dados da Simplic, os tutores mantêm gastos consistentes
com seus animais, priorizando o bem-estar dos pets mesmo frente a imprevistos.
Também há uma maior demanda por produtos financeiros específicos, como seguros
pet acessíveis ou crédito voltado para emergências veterinárias. Dessa forma,
"guardar uma quantia mensal, mesmo que pequena, é o que transforma uma
emergência veterinária em um contratempo administrável, preservando a saúde
financeira da família", indica a especialista.
Gastos
essenciais vs mimos: onde dá para economizar?
Na
hora de economizar, a dica é focar no que é dispensável. Pesquisar marcas de
ração de boa qualidade com preço mais acessível (mantendo os nutrientes
necessários), optar por petiscos caseiros como cenoura cozida e explorar
brinquedos simples, são medidas que aliviam o orçamento. Para tutores de cães
de pelagem curta, aprender a dar banho em casa também pode reduzir um custo
fixo significativo. No entanto, o importante é nunca comprometer o essencial a
saúde: gastos com saúde preventiva, como vacinas e vermífugos, e a ração de
base são investimentos essenciais.E quando o imprevisto late alto, mesmo com o
planejamento?O crédito pessoal emergencial pode ser um grande
aliado estratégico. “A chave é buscar opções transparentes e com prazos que
caibam no seu orçamento. É uma ferramenta para superar um momento específico,
priorizando o bem estar do pet e garantindo agilidade para o cuidado
imediato", finaliza Ana Paula.
Nenhum comentário:
Postar um comentário