Especialistas alertam: é possível prevenir doenças
neurológicas com ações simples no dia a dia
Defender
a saúde do cérebro, garantindo que todos os indivíduos se beneficiem da
melhoria da saúde e do bem-estar cerebral, é um compromisso global. Celebrado
em 22 de julho, o Dia Mundial do Cérebro é uma iniciativa da Federação Mundial
de Neurologia (WFN) que tem como objetivo ampliar a conscientização global
sobre a importância da saúde cerebral. Este ano, a campanha traz o tema “Brain
Health for All Ages” (Saúde do Cérebro para todas as idades),
chamando a atenção para diferentes desafios enfrentados por várias faixas
etárias e reforçando que o cuidado com o cérebro é essencial em todas as fases
da vida.
Afinal,
o cérebro é o “órgão mais surpreendente e complexo do corpo humano.”
Atualmente, as doenças que afetam o cérebro representam a principal causa de
deficiência em todo o mundo. Entre as condições mais comuns estão a depressão,
demência, AVC, epilepsia, enxaqueca, entre muitas outras, que comprometem
significativamente a qualidade de vida e a autonomia das pessoas."
De
acordo com a psiquiatra Dra. Rafaela Silva, gerente médica da Lundbeck Brasil,
farmacêutica global especializada em doenças do cérebro, a boa notícia é que
hábitos rotineiros simples podem prevenir danos ao longo da vida e contribui
para a saúde cerebral.
A
seguir, ela lista algumas práticas essenciais para ajudar manter o cérebro
saudável:
1. Durma bem e o suficiente
O
sono é um dos pilares da saúde do cérebro, é necessidade fisiológica que pode
afetar o funcionamento físico, mental, social e emocional. Além disso, é
fundamental para o desempenho nas atividades cotidianas e para consolidação de
memória e aprendizados.
As
preocupações excessivas e a sobrecarga de atividades podem ser fatores estressores
que deflagram alterações comportamentais e fisiológicas que podem prejudicar a
qualidade do sono.
2. Invista em sua alimentação
Verduras, frutas vermelhas, grãos integrais, oleaginosas como nozes e sementes, peixes, aves e leguminosas são a base da dieta MIND foi desenvolvida para promover a saúde cerebral e reduzir o risco de declínio cognitivo e doenças neurodegenerativas, como a Doença de Alzheimer. Já alimentos processados, farinhas e açúcares refinados, gorduras trans e saturadas são considerados inflamatórios e devem ser evitados.
“Uma
dieta abundante em alimentos inflamatórios está associada à desregulação da
microbiota intestinal e ao aumento do risco para uma ampla gama de condições,
incluindo obesidade, síndrome metabólica, câncer, doenças articulares,
autoimunes e neurodegenerativas — além de potencialmente agravar sintomas de
ansiedade e depressão”, destaca a médica.
3. Exercite o corpo e a mente
A
prática regular de atividades físicas é uma ótima aliada para a saúde cerebral.
Ela melhora a memória, o raciocínio e o humor, além de reduzir o risco de
depressão, ansiedade e doenças neurodegenerativas, graças ao estímulo da
neurogênese e ao aumento da plasticidade cerebral. Também favorece o sono, a
oxigenação do cérebro e combate a inflamação, ajudando a manter o cérebro ativo
e saudável ao longo da vida. Já os exercícios mentais, como leitura,
quebra-cabeças e novos aprendizados, mantêm o cérebro em constante estímulo.
4. Fuja do sedentarismo digital
Passar
horas seguidas em frente a telas pode gerar sobrecarga cognitiva, perda de foco
e irritabilidade. A recomendação é intercalar momentos de conexão digital com
pausas reais, atividades ao ar livre e interação social presencial.
“A
vida online é prática, mas não substitui as conexões humanas e os estímulos do
mundo real, que são fundamentais para o nosso cérebro”, conclui a médica.
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